Músicos do DF fazem show para financiar tratamento de câncer do maestro Gê
Cinquenta músicos e uma equipe médica se reúnem para apresentação solidária: a terceira edição do show “Força Gê”, com o objetivo de levantar recursos para o tratamento de radioterapia do maestro
Várias pesquisas demonstraram que a música pode contribuir para o processo de cura de um paciente. Em 10 de março, a Funarte será palco de um espetáculo que reforça essa constatação: “Música Cura — Força Gê”. Nesse caso, soma-se a solidariedade. O homenageado será o contrabaixista, maestro, compositor, arranjador e produtor Genaldo Mendonça. Considerado um dos maiores artistas da cidade, o professor da Escola de Música de Brasília enfrenta um delicado tratamento de câncer. Difícil a ponto de impedi-lo de falar, mas não de agradecer.
“Estou me sentindo o cara mais abençoado no mundo, porque não existe coisa melhor que a amizade. Eu não tinha noção do quanto eu era querido. Esse é o resultado de uma colheita de tudo o que plantei na vida”, escreveu Mendonça, em uma mensagem emocionada à reportagem.
Gê sofreu de duas doenças graves simultaneamente: uma no pulmão direito e a outra na laringe — segundo o médico dele, em função do tabagismo. Ambos os tumores são potencialmente curáveis, sendo que o primeiro foi tratado por meio de uma cirurgia feita pelo cirurgião torácico Kleber Nogueira Campos, no Hospital de Base. O segundo ainda está em processo de remissão. “O tumor de laringe precisa de radioterapia, mas, atualmente, esse tratamento na rede pública de saúde é restrito a casos de urgência. No caso dele, é necessário um tratamento eletivo”, explica Nogueira. Segundo ele, são necessárias cerca de 30 sessões para o sucesso do procedimento.
Solidariedade
Comovidos com o drama do amigo, um grupo de 50 músicos brasilienses se solidarizou com o mestre e criou comunidades em redes sociais com o mesmo título do espetáculo. O objetivo é organizar shows beneficentes para ajudar Mendonça a custear o tratamento radioterápico no Hospital Sírio-Libanês de Brasília. “Como a maioria dos artistas, o Genaldo vive autonomamente. Ele não teria condições de arcar com o tratamento. Entrei em contato com o doutor Rafael Gadia, chefe da radioterapia do Sírio-Libanês. Expliquei quem era o Genaldo e a importância dele para a cidade. O Rafael, junto à administração do Sírio, conseguiu um bom desconto no tratamento. Mesmo assim, ele não teria como pagar”, afirma o cirurgião torácico.
Kleber Nogueira Campos também é artista e vai se apresentar no “Força Gê” com a Bahrixoon, banda dele, composta por dois médicos do músico: Nogueira e José Carlos Almeira — urologista no Hospital das Forças Armadas. A Bahrixoon existe há 45 anos e seus componentes, espalhados por todo o Brasil, se reúnem periodicamente para apresentações. “Duas coisas chamam a atenção nessa história. Primeiro, a presença de 50 músicos se manifestando em prol de um amigo. E, segundo, o fato de a própria equipe médica se apresentar também”, afirma Nogueira.
O show
O programa é organizado pelos músicos Ticho Lavènere, Salomão Pádua e Célia Ribeiro. “Com o espírito de que nada somos fora de uma coletividade, esse grupo de artistas do DF tem abraçado a causa e realizado alguns shows a fim de levantar recursos para o tratamento do Gê”, declara Célia. Para ela, a ação é uma forma de retribuir o que os amigos músicos fizeram há 15 anos, quando a filha dela teve leucemia linfoide aguda. Caroline tinha 18 anos e não resistiu à doença.
Nesse clima de solidariedade, o grupo já realizou dois shows para Gê este ano. O primeiro, em janeiro, no Clube do Choro de Brasília. O segundo, no início do mês, no Restaurante Feitiço Mineiro. O terceiro show está programado para acontecer na Funarte (Sala Plínio Marcos), no próximo dia 10, às 20h30, com apresentação de Humberto Macêdo.
Anote
Música Cura — Força Gê
Data e horário: 10 de março, às 20h30
Entrada: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Endereço: Funarte (Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2)
Contato: 3322-2045
Classificação indicativa: 12 anos
Quem participa da festa: Beto Cardoso, Augustinho, Augusto Contreiras, Cláudio Borges, Dennis Torre, Edson Arcanjo, Grupo Feijão de Bandido, Fernando Machado, Gente de Casa, Gutemberg Amaral, Manga Batera, Marakamundi, Paulão Cordová, Paulinho Santiago, Paulo Córdova, Potoka, Rênio Quintas Trio, Ribah Nascimento e Arimatéia (componentes da Banda Placa luminosa), Tex Quarteto, Ticho Lavenère Bastos, Nelson Ribeiro, Tonho do Pandeiro, Zambinha, grupos Caminhos do Brasil e Bahrixoon, Ricardo Lyra, Wood, Célia Porto, Celia Rabelo, Janete Dornellas, Lúcia de Maria, Teresa Lopes, Roberto Corrêa, Ckris Maciel, Mirian Marques, Salomão Di Pádua e Nilson Lima. A apresentação do espetáculo ficará por conta de Humberto Macêdo.
Câmara aprova regras para aplicativos de transporte; licença e placa vermelha não serão necessárias
Texto que será enviado à sanção prevê exclusividade dos municípios para regulamentar e fiscalizar os serviços de transporte por aplicativos
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, ontem, quarta-feira (28) duas de três emendas do Senado ao projeto de lei que regulamenta os serviços de transporte por aplicativos. As emendas retiram exigências como placa vermelha, motorista proprietário do veículo e obrigatoriedade de autorização específica do poder municipal para cada motorista.
O texto que irá à sanção presidencial é um substitutivo do deputado Daniel Coelho (PSDB-PE) ao Projeto de Lei 5587/16, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) e outros.
A única emenda rejeitada pretendia retirar dos municípios a atribuição de regulamentar a atividade e também a exclusividade de fiscalização. Dessa forma, continua no texto a exclusividade dos municípios para regulamentar e fiscalizar esse tipo de serviço. Foram 283 votos contra a emenda e 29 a favor.
Autorização
A emenda mais polêmica dos senadores, aprovada por 227 votos a 166 e 11 abstenções, excluiu do texto a necessidade de uma autorização específica emitida pelo poder público municipal ou distrital para a prestação do serviço nos municípios que optarem por regulamentar o serviço.
Deputados contrários à autorização em norma federal argumentaram que ela colocaria todos os motoristas na ilegalidade em municípios nos quais a regulamentação já existente não prevê a concessão dessa autorização.
Os deputados favoráveis à autorização argumentaram que ela é uma decorrência da regulamentação municipal e traria mais segurança ao usuário.
Placa vermelha
A terceira emenda do Senado, aprovada em votação simbólica, retirou a obrigatoriedade de o motorista vinculado ao aplicativo ser o proprietário, fiduciante ou arrendatário do veículo, assim como de este possuir placa vermelha (registro e emplacamento na categoria aluguel).
Requisitos
Para exercer a atividade, haverá certas exigências: veículo que atenda às características exigidas pela autoridade de trânsito e pelo poder público, com idade máxima estipulada pelo município; e carteira do motorista na categoria B ou superior com informação de que exerce atividade remunerada.
Seguro e tributos
De acordo com o texto, os municípios terão de seguir três diretrizes na regulamentação do serviço: efetiva cobrança de tributos municipais pela prestação dos serviços; exigência de seguro de acidentes pessoais de passageiros (APP) e de seguro obrigatório de veículos (DPVAT); e exigência de o motorista inscrever-se como contribuinte individual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Será considerado ilegal o transporte remunerado privado individual que não seguir os requisitos previstos na futura lei e na regulamentação municipal.
Audiência pública nesta quinta-feira promete debater melhorias para moradores do Lago Norte
A Câmara Legislativa do Distrito Federal promove audiência pública para debater melhorias na qualidade de vida dos moradores do Lago Norte. De autoria da parlamentar Sandra Faraj (SD), o encontro será realizado nesta quinta-feira (1º), no Colégio Instituto Natural de Desenvolvimento Infantil – INDI – QI 3 do Lago Norte, às 19h.
O objetivo do encontro é encontrar sugestões da comunidade local para que as benfeitorias sejam feitas.
A deputada lembra que a população já apresentou diversas várias as demandas ao gabinete. Entre elas estão: manutenção da Ponte do Bragueto, retirada das ciclofaixas e construção de ciclovias, segurança pública, ocupação e a desocupação da Orla do Lago, tráfego e velocidade nas vias. “A intenção é de conseguir apurar todas as demandas dos moradores e conseguir elencar quais as mais urgentes para que possamos atendê-las”, explica Sandra Faraj.
Senado aprova ampliação do Programa de Microcrédito Produtivo
O Plenário do Senado aprovou ontem, quarta-feira (28), em votação simbólica, o projeto de lei de conversão (PLV 1/2018) originado da Medida Provisória (MP) 802/2017, que modificou o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, para conceder pequenos empréstimos a empreendedores de baixa renda. O PLV segue para sanção presidencial.
O programa, instituído em 2005, durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula, tem o objetivo de incentivar a geração de trabalho e renda entre microempreendedores populares. Entre as principais alterações contidas na MP está o aumento, de R$ 120 mil para até R$ 200 mil, do limite de renda ou receita bruta anual para enquadramento de pessoas físicas e jurídicas.
A MP revogou artigos da Lei 11.110/2005, que criou o programa, incorporando parte deles. Segundo o governo, a intenção é agilizar o empréstimo e aumentar o universo de beneficiados, por isso o reajuste do valor máximo, congelado desde 2008.
O texto aprovado acrescentou também às fontes de financiamento do programa recursos dos fundos constitucionais do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Antes da publicação da medida, os financiamentos de microcrédito eram concedidos apenas com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e de 2% dos depósitos compulsórios à vista junto ao Banco Central, a chamada exigibilidade.
Ficarão limitadas a 2% ao mês as taxas de juros efetivas nas operações de microcrédito com recursos do FAT, vedada a cobrança de qualquer outra despesa, à exceção da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de 3% sobre o valor do empréstimo, a ser cobrada uma única vez.
De acordo com o PLV, as entidades autorizadas a operacionalizar o programa são a Caixa Econômica Federal; o BNDES; os bancos comerciais; os bancos de desenvolvimento; os bancos múltiplos com carteira comercial; as cooperativas centrais ou singulares de crédito; as agências de fomento; a sociedade de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte; além das organizações da sociedade civil de interesse público.
Agentes de crédito, constituídos como pessoas jurídicas nos termos da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), e as chamadas fintechs, também poderão participar do programa. As fintechs são sociedades que prestam serviços financeiros, inclusive operações de crédito, por meio de plataformas eletrônicas.
A medida provisória criou um conselho consultivo composto por representantes de órgãos e entidades da União, com o objetivo de propor políticas e ações de fortalecimento e expansão do programa. O texto prevê a instituição de um Fórum Nacional de Microcrédito, com a participação de órgãos federais e entidades representativas. Ambos os órgãos serão presididos pelo ministro do Trabalho e Emprego.
Outra inovação trazida pela MP é a possibilidade de utilização de outras formas de orientação para microempreendedores, além da orientação presencial após a primeira visita. Esta alteração contribuirá para a redução de custos das operações de crédito.
Garantias
De acordo com o projeto de lei de conversão, as operações de crédito poderão ser garantidas por fundos públicos, como o Fundo de Aval para Geração de Emprego e Renda (Funproger), ou privados, como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), do Sebrae.
Uma vez cumpridos os requisitos necessários à concessão do empréstimo, será proibido às instituições financeiras utilizar a condição de pessoa com idade igual ou superior a 60 anos como critério para indeferir empréstimo ao tomador final.
Conselho consultivo
Ao Ministério do Trabalho caberá nova atribuição de publicar em sua página na internet, no primeiro quadrimestre de cada ano, relatório sobre a performance do programa no exercício anterior.
O atual comitê interministerial do programa, de caráter consultivo, é ampliado e transformado no Conselho Consultivo do programa. Além dos ministérios do Trabalho, da Fazenda e do Desenvolvimento Social, que já compõem o órgão, participarão do novo conselho também os ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e da Integração Nacional; a Secretaria de Governo da Presidência da República; e o Banco Central.
Fórum nacional
A MP criou ainda o Fórum Nacional de Microcrédito. Todos os órgãos do conselho consultivo terão assento no fórum, que contará ainda com representantes do BNDES; da Caixa; do Banco do Brasil; do Banco do Nordeste do Brasil; e do Banco da Amazônia; da Casa Civil da Presidência da República; e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Poderão ser convidadas a participar do fórum as seguintes entidades: Fórum de Secretarias Estaduais do Trabalho (Fonset); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Associação Brasileira de Entidades de Microcrédito (ABCRED); Organização das Cooperativas do Brasil (OCB); Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito (ABSCM); Associação Brasileira de Desenvolvimento Econômico (ABDE); Federação Brasileira de Bancos (Febraban); União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas); e Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).
IHBDF contratará 708 aprovados em seleção, até o fim de março
Mais de 10 mil pessoas se inscreveram para o processo seletivo, realizado no domingo. Cargo de médico teve concorrência de 27 por vaga
O processo seletivo do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), realizado no último domingo (25/2), teve 10.257 inscritos para a disputa de 708 vagas. Com abstenção de 12%, cerca de 9 mil pessoas efetivamente fizeram as provas, aplicadas pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).
O cargo com maior concorrência foi o de médico: 27 candidatos se inscreveram para concorrer a cada uma das 76 vagas, divididas entre as especialidades de anestesistas, médicos de trauma, clínicos médicos, emergenciais e nefrologistas. O posto de enfermeiro (128 oportunidades) teve 24 inscritos por chance, e o de técnico de enfermagem (477), 14. A contratação está prevista para a última semana de março.
Os salários iniciais para os cargos de médico variam de R$ 13 mil a R$ 16 mil, com 40 horas de trabalho semanais. Enfermeiros receberão R$ 2,2 mil para jornadas de 20 horas por semana, e os técnicos de enfermagem, R$ 1,3 mil.
Mas o edital faz uma ressalva: “A carga horária e o salário poderão ser ajustados proporcionalmente, conforme o interesse e a conveniência do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, de acordo com o regime estabelecido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”. Com o regime celetista, os contratados não serão servidores públicos com direito à estabilidade no cargo ocupado.
Meta ambiciosa
O IHBDF entrou em funcionamento no dia 12 de janeiro, com novo modelo de gestão e uma meta ambiciosa para 2018: aumentar a produtividade em 20%, a partir da média dos últimos três anos. Para isso, vai contar com um quadro de pessoal formado por servidores que ficaram na unidade (85%) e novos profissionais.
Com a mudança, processos como compra de medicamentos, contratação de pessoal e manutenção de equipamentos serão mais ágeis. O orçamento, porém, deverá ser o mesmo: R$ 602 milhões. Segundo a Secretaria de Saúde, do total de gastos da unidade, atualmente 82% são destinados ao pagamento de salários dos 3.500 servidores, pouco sobrando para a compra de equipamentos, medicamentos e outros itens indispensáveis para melhor atender a população brasiliense. Um dos principais motivos da mudança é alterar a relação receita/despesa.
Pelos cálculos do GDF, a folha de pagamento, contando os antigos servidores e os novos contratados via CLT, será de R$ 450 milhões. Devem ser realizadas ao menos 290.193 consultas médicas especializadas e 9.223 cirurgias. O Conselho de Administração promete mais e quer reabrir, neste primeiro semestre, 117 leitos.
Local oferece salas para prática e pesquisa e terá gestão compartilhada com artistas do setor. Governador de Brasília participou da cerimônia na noite desta quarta (28)
O Centro de Dança do Distrito Federal, no Setor Cultural Norte, foi reaberto na noite desta quarta-feira (28). Bailarinos, coreógrafos, produtores e demais representantes do setor acompanharam a reinauguração do espaço. Fundado em 1993, ele tinha sido desativado em 2013.
Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Na cerimônia de reabertura, o governador Rodrigo Rollemberg reconheceu a luta da categoria para a recuperação do local. “Esse espaço será um templo da diversidade cultural e favorecerá todas as linguagens da dança que temos no DF”, defendeu. O chefe do Executivo estava acompanhado da esposa e colaboradora do governo, Marcia Rollemberg.
“Brasília será uma cidade muito melhor quando tiver esses espaços abertos de volta à população”, acrescentou o chefe do Executivo, em referência às outras obras em equipamentos culturais como o Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) e no Teatro Nacional Claudio Santoro.
O secretário de Cultura, Guilherme Reis, ressaltou a participação social como pilar para a reabertura do local. “Estamos extremamente felizes em começar a devolver à população os equipamentos públicos de cultura”, disse.
Para ele, a reforma é uma oportunidade para retomar o estímulo a pesquisas e ao desenvolvimento do setor em todo o DF. “Aqui, hoje, há muita gente que fez a história da dança de Brasília e certamente outras que darão continuidade a esse legado”, defendeu.
Reformado, o prédio dispõe de piso próprio para prática de dança, fachada e banheiros novos, sistemas elétrico e hidráulico adequados, iluminação modernizada e acessibilidade, como rampas e corrimãos.
Aos 79 anos, a coreógrafa e bailarina Yara de Cunto lembrou o espaço como um local de muitas memórias e definiu o momento como importantíssimo para o setor.
“Hoje renovamos a esperança. Precisamos tomar consciência de que nossa participação ativa transformará esse local em um centro dinâmico e que possa abrigar as varias complexidades da dança”, disse aos colegas.
Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
A convocatória para ocupação do centro será importante para dançarinos como Hyrio Netto, de 53 anos, integrante do Grupo de Dança Charme em Movimento DF. “Esperamos que seja um espaço democrático de cultura, que leve a dança para todos”, acredita o morador de Guará II, adepto da prática há 40 anos.
O grupo é formado por 12 integrantes de regiões administrativas do DF e além de fazer apresentações, ministra oficinas de charme em comunidades em situação de vulnerabilidades.
A readequação foi possível graças ao recurso de R$ 3,2 milhões, financiados pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).
A estrutura é formada por:
5 salas destinadas às práticas corporais
7 salas para práticas de produção, gestão e reflexão teórica
videoteca
jardim interno
salão de estar
cozinha
Representante da associação Conexões Criativas, o curador artístico Jorge Alencar reforçou que a entidade tem dialogado diretamente com a categoria do DF. “Sabemos que aqui é um espaço de luta, resistência e arte. Queremos compor essa gestão de forma colaborativa, com muito carinho e cuidado.”
Gestão do espaço é compartilhada com sociedade civil
Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
A curadoria e a coordenação das atividades do Centro de Dança do DF serão conduzidas em parceria com a organização da sociedade civil Conexões Criativas.
Selecionada por meio de chamamento público, até dezembro, a associação será responsável pela programação das atividades e por estimular o fomento a pesquisas de linguagem, investigação do movimento, qualificação artística e aperfeiçoamento profissional.
O orçamento previsto para articular as ações é de R$ 600 mil. Ao longo desse período, convocatórias públicas permitirão a ocupação dos espaços do Centro de Dança. As inscrições para a primeira delas ficarão abertas desta quinta-feira (1º) a 12 de março.
A colaboração está integrada ao programa Lugar de Cultura e alinhada às diretrizes da Política de Estímulo e Valorização da Dança do Distrito Federal, instituída pela Portaria nº 250, de 29 de agosto de 2017, para promover a inovação, o intercâmbio e o empreendedorismo no segmento.
Seminário abre série de atividades do Centro de Dança do DF
Como parte das primeiras atividades do Centro de Dança depois da reforma, a exposição fotográfica A História que se Dança ficará em cartaz no local até 17 de junho.
A mostra apresenta 30 fotos de artistas de grupos locais do setor, com base no acervo da exposição sobre os 45 anos da dança no DF, organizada por Marconi Valadares e Yara de Cunto.
A exposição, que ficará em cartaz até 17 de junho, segue a linha curatorial do livro A História que se Dança, lançado em 2006 no Centro de Dança do DF.
De quinta-feira (1º) até sábado (3), artistas ligados à dança ocuparão as instalações recém-inauguradas com o seminário Abre Alas.
O evento, gratuito, terá três eixos temáticos:
Dança e Memória, na quinta-feira (1º)
Dança e Diversidade, na sexta-feira (2)
Dança e Infância, no sábado (3)
Compõem a agenda mesas-redondas com representantes da cena de Brasília e de outras unidades da Federação, lançamentos de livros, mostra de videodança e a instalação coreográfica Biblioteca de Dança.