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domingo, fevereiro 15, 2026
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Em comemoração aos seus 30 anos, Arena Bali BYD Experience é inaugurada no Mané Garrincha

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Em comemoração aos seus 30 anos de história, o Grupo Bali inaugura uma nova experiência em mobilidade: a Bali BYD Arena Experience, no Estádio Mané Garrincha. O lançamento será nesta quarta-feira (23), a partir das 17h, com um coquetel especial para convidados, imprensa e parceiros.

Instalada no estacionamento do estádio, a Bali BYD Arena Experience promete inovar o conceito de concessionária tradicional, oferecendo uma experiência imersiva com os veículos eletrificados da marca. Além da exposição de modelos, o espaço permitirá test-drives, ativações tecnológicas e atendimento especializado.

“A Bali sempre esteve à frente no mercado automotivo do Distrito Federal. Agora damos mais um passo em direção ao futuro da mobilidade. A Bali BYD Arena Experience é uma forma de nos aproximarmos ainda mais do público brasiliense, oferecendo inovação, conforto e sustentabilidade em um único espaço”, destaca Ricardo Braga, diretor comercial do Grupo Bali, acrescentando que a ação busca consolidar ainda mais a presença da Bali como referência em veículos em Brasília.

A Bali BYD foi inaugurada em 10 de agosto do ano passado. O empresário Paulo Octávio e o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, receberam, na loja do SAAN, mais de 200 pessoas, entre elas o senador Izalci Lucas (PL-DF), o deputado distrital Jorge Vianna (PSD), o presidente da Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos, Rogerio Markiewicz, e a presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek.

Cada dia, uma eternidade: o urgente chamado à vida plena

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Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida. Esta máxima, que reverbera através dos séculos, não é um mero convite à pressa superficial ou à busca frenética por experiências, mas um imperativo ético e espiritual que exige de nós a mais rara das virtudes: a presença total. É uma exortação, não para o desperdício ansioso do tempo, mas para a sua consagração como sacramento.
Cada dia é uma vida inteira, porque nele se encerra tudo o que podemos efetivamente possuir: a possibilidade. O futuro é abstração, o passado é memória filtrada pela subjetividade; somente o agora é campo de ação, laboratório de escolhas, arena de coragem. Quem vive adiando sua autenticidade para amanhã, condena-se a ser apenas um espectador passivo de sua própria existência.

Portanto, apressa-te — não como quem corre desgovernado, mas como quem compreende que há um incêndio silencioso que consome a vida desperdiçada. A demora é luxúria dos que acreditam que sempre haverá mais tempo, mais oportunidades, mais chances. Mas o sábio sabe que cada aurora é, potencialmente, sua última, e que cada pôr do sol pode ser um encerramento definitivo.

Viver bem é um ato de estratégia. Não significa preencher os dias com afazeres vazios, mas organizá-los em torno de valores inegociáveis. É colocar no centro o que é essencial: cultivar vínculos que nutram, realizar obras que transcendam, buscar conhecimento que liberte e praticar virtudes que dignifiquem. O líder que compreende isso não procrastina decisões vitais, não posterga conversas difíceis, não ignora o chamado da sua vocação. Ele sabe que a postergação mata mais sonhos do que o fracasso.

Na esfera espiritual, este pensamento é ainda mais radical. Implica encarar cada dia como uma oportunidade irrepetível de aperfeiçoamento da alma. Se hoje fosse tua última chance de perdoar, de agradecer, de amar ou de mudar, o que farias? Viver espiritualmente é, então, estar sempre pronto, sempre desperto, sempre aberto ao eterno que se manifesta no instante. É abolir a ilusão de que a plenitude é um destino futuro e assumi-la como prática cotidiana.
Mental e emocionalmente, pensar que cada dia é uma vida muda a nossa relação com o erro e com o medo. O erro de ontem não define a vida de hoje, pois ela é nova, intacta, cheia de potência. O medo que paralisou antes não precisa reger este dia, pois ele é uma existência autônoma, com novas possibilidades de escolha. Viver assim é libertador: transforma cada amanhecer em um reinício legítimo, não condicionado pelas correntes invisíveis da culpa ou do fracasso.

Mas também é um chamado à responsabilidade máxima. Se cada dia é uma vida, então a maneira como o vivemos revela quem somos em essência. Não há desculpas para o adiamento da integridade, para a negligência das virtudes, para a fuga das responsabilidades. Não há espaço para uma vida de ensaios, como se a verdadeira atuação estivesse sempre programada para depois.

Este pensamento é, sobretudo, um ponto de partida para decisões inadiáveis. Talvez você esteja protelando aquela ruptura necessária, adiando aquele projeto que te assombra há anos, mantendo relações que já se provaram indignas do seu tempo e da sua energia. A ideia de que cada dia é uma vida te confronta: se não agora, quando? Se não aqui, onde? Se não tu, quem?

Viver assim exige coragem, mas também oferece uma recompensa rara: a paz de quem sabe que não deixou sua existência escapar pelas frestas da omissão.

Por fim, este princípio é uma lente que ajusta a visão: revela o valor infinito do ordinário. Cada gesto, cada palavra, cada escolha, por menor que pareça, é constitutiva desta vida que é o dia de hoje. Não há atos insignificantes para quem compreende a sacralidade do tempo. Assim como o escultor, que com golpes precisos molda o mármore, você, com escolhas conscientes, esculpe o caráter e o destino.

Agora, pare. Respire profundamente. E pergunte-se com radical sinceridade:

Se hoje fosse, de fato, uma vida inteira, como eu desejaria vivê-la? O que, ou quem, eu preciso deixar para trás? O que, ou quem, eu devo trazer para mais perto?

E mais: estou vivendo como um autor protagonista ou como um figurante distraído neste dia que me foi concedido como vida?

Lembre-se: viva com sentido. Pense com profundidade. Decida com coragem. Suba com propósito.

Quando a vida aperta, é porque você está maior

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Às vezes, o incômodo que sentimos diante de certas situações da vida não é sinal de fracasso, mas de crescimento. Um sapato que antes servia perfeitamente hoje machuca, não porque está pior, mas porque você cresceu e ele não te comporta mais. Essa metáfora simples revela algo profundo: o desconforto pode ser a linguagem silenciosa da alma dizendo que chegou a hora de mudar de lugar, de mentalidade ou de círculo.
Nietzsche dizia que “o que não me mata, me fortalece” (Crepúsculo dos Ídolos, 1889), mas ele também alertava para a necessidade de superarmos nossas antigas versões. Crescer exige abandonar espaços onde antes nos sentíamos confortáveis, mas que agora se tornaram limitantes. Não é raro nos apegarmos a rotinas, empregos, relacionamentos ou ideias que já não servem, apenas porque são familiares. Só que o crescimento verdadeiro exige desapego. É um movimento semelhante ao da lagarta que, ao se transformar em borboleta, precisa deixar para trás o casulo. E sair do casulo dói.

Esse desconforto aparece como insônia, ansiedade, irritabilidade ou até tédio. Não é à toa. O filósofo Jean-Paul Sartre dizia que “o inferno são os outros” (Entre Quatro Paredes, 1944), mas muitas vezes o inferno está em continuarmos cercados de pessoas, hábitos ou pensamentos que não evoluíram com a gente. Quando você cresce internamente, começa a perceber incoerências nos ambientes que antes tolerava. A conversa rasa, o trabalho sem propósito, o relacionamento sem afeto – tudo isso começa a gritar dentro de você. E isso não é ruim. É só o universo te dizendo: “Você já não cabe mais aqui.”

A socióloga Brené Brown, em seu livro A Coragem de Ser Imperfeito (2012), afirma que “a vulnerabilidade é o berço da inovação, da criatividade e da mudança.” Sentir-se vulnerável diante do novo é normal, mas fugir desse desconforto é se condenar à estagnação. É preciso coragem para aceitar que você mudou e que isso vai custar certas zonas de conforto.

O desconforto, portanto, é uma espécie de alarme espiritual. Não nos avisa que estamos no caminho errado, mas que chegou a hora de subir mais um degrau. Olhe para sua vida hoje: o que está te apertando? Pode ser que esse incômodo seja justamente o empurrão que você precisa para seguir adiante. Talvez seja o momento de mudar de emprego, buscar novas amizades, ou simplesmente repensar sua forma de enxergar a vida.

Como disse Carl Jung, “não há despertar de consciência sem dor” (Aion, 1951). Crescer dói porque exige quebrar camadas, rever crenças e, principalmente, sair do piloto automático. Mas a dor do crescimento é sempre mais leve que o peso da estagnação. Confie no desconforto. Ele pode ser seu melhor guia.

Riscos à Soberania Financeira e ao PIX

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Projeto de Lei que tramita no Senado é uma ameaça concreta a gratuidade do sistema

eletrônico de pagamentos instantâneo

A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticando o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o PIX, e anunciando a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, acendeu um alerta sobre a soberania financeira nacional. Em meio a esse cenário, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65/2023, que propõe transformar o Banco Central do Brasil em uma entidade de direito privado, surge como uma ameaça concreta à manutenção do PIX como serviço público gratuito e à autonomia do país na condução de sua política monetária.

O PIX é um sistema eletrônico de pagamentos instantâneo, gratuito para pessoas físicas, desenvolvido pelos servidores do Banco Central do Brasil e lançado em 2020. Com mais de 175 milhões de usuários, o PIX revolucionou o sistema financeiro nacional ao permitir transferências e pagamentos em tempo real, sem custos, e com grande aceitação popular.

Recentemente, o Banco Central lançou o PIX Automático, que permite pagamentos recorrentes, ampliando ainda mais sua utilidade para consumidores e empresas.

A PEC 65/2023 propõe transformar o Banco Central em uma empresa pública de direito privado, com autonomia financeira e orçamentária. Os técnicos apontam que essa mudança estrutural representa riscos significativos.

“A transformação do Banco Central em entidade privada compromete sua função como executor de políticas públicas e sua subordinação ao interesse nacional, arriscando a soberania financeira do país. Além disso, a lógica de mercado imposta pela PEC pode levar à cobrança de tarifas sobre o uso do PIX, deixando de ser gratuito, prejudicando especialmente os mais pobres e pequenos empreendedores”, alerta Edna Velho, presidente da seccional Brasília do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central.

A proposta também criará um ente autônomo e desvinculado do controle democrático, reduzindo o poder do eleitor de influenciar a política econômica por meio do voto. Edna Velho ainda explica que a mudança fragiliza a atuação do Banco Central como regulador do sistema financeiro, tornando-o vulnerável à influência de interesses privados e internacionais.

“Diante desses riscos, é fundamental que a sociedade brasileira se mobilize contra a aprovação da PEC 65/2023. A manutenção do Banco Central como autarquia pública é essencial para garantir a soberania financeira, a gratuidade do PIX e a proteção dos interesses do povo brasileiro. O PIX é uma conquista nacional, reconhecida internacionalmente, e não pode ser entregue à lógica do lucro de grandes conglomerados financeiros. Defender o Banco Central como órgão de Estado é defender a soberania do Brasil perante ataques como esse, feito pelo governo dos Estados Unidos”, finaliza Edna.

A nuvem de convicções: o conforto que nos envenena

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A nuvem de convicções: o conforto que nos envenena
Vivemos cercados por certezas. Não as certezas fundamentadas na realidade dura, mas aquelas que nos acalmam, nos defendem da angústia de não saber, da insegurança de estar nu diante da vastidão da existência. Onde quer que o homem vá — seja num templo, numa reunião de negócios, numa conversa de bar ou no silêncio do próprio quarto —, ele carrega consigo essa nuvem de convicções confortadoras como se fossem amuletos invisíveis. Mas há uma tragédia nisso: quanto mais ele se apega a essas certezas, menos ele vê. A nuvem o envolve, o protege… e o cega.
Essa metáfora — de convicções como moscas que nos seguem em um dia quente de verão — é brutalmente exata. Elas não nos abandonam, mesmo quando as enxotamos. E quanto mais suamos no esforço de crescer, mais elas se multiplicam. São crenças herdadas, conclusões apressadas, respostas prontas que evitam o trabalho exaustivo de pensar com profundidade. São ideias que repetimos porque nos foram úteis no passado, ou porque todos ao nosso redor também acreditam nelas.
Mas convicções confortadoras são venenos lentos. Elas embotam o olhar, domesticam a coragem, sabotam a transformação. O conforto que oferecem é como o de um cobertor em uma casa em chamas: quente, familiar, mas suicida. O homem que se recusa a examinar suas certezas não está apenas estagnado; ele está em regressão espiritual. Ele vive, mas vive anestesiado. Respira, mas não desperta. Caminha, mas sempre em círculos.
A liderança verdadeira, seja de uma vida pessoal ou de uma equipe, exige o ato heróico de romper com essa nuvem. Exige a decisão — radical, perigosa e libertadora — de colocar em xeque o que sempre se acreditou. É o gesto socrático de admitir: “Só sei que nada sei.” Não como uma frase bonita para parecer humilde, mas como um ponto de partida real para a reconstrução consciente de um pensamento próprio.
Na prática, isso significa ouvir opiniões diferentes sem reagir com desprezo. Significa ler autores que desafiam nossas ideologias. Significa desconfiar das emoções que surgem quando alguém toca em um dos nossos dogmas. Significa permitir que a dor da dúvida nos atravesse sem que corramos de volta para o abrigo das respostas fáceis.
Em termos espirituais, abandonar a nuvem das convicções confortadoras é um ato de fé superior: a fé na verdade, ainda que ela seja incômoda; a fé no caminho, ainda que ele seja escuro; a fé na lucidez, ainda que ela custe relações, status ou segurança. O espírito que busca altura não pode voar com os bolsos cheios de certezas. Precisa estar leve. Precisa estar disposto a perder tudo que é raso para encontrar o que é profundo.
Na emoção, romper com essas convicções nos confronta com o medo primordial: o de estar errado. Mas há liberdade nessa possibilidade. Porque se estivermos errados, podemos mudar. Se estamos certos, podemos reafirmar com mais consciência. De qualquer forma, ganhamos. A vulnerabilidade de duvidar não nos diminui — nos engrandece.
Toda mudança verdadeira começa com uma desilusão. E toda desilusão começa com a coragem de perguntar: “E se eu estiver errado?” Esta pergunta, quando feita com sinceridade e sem pressa de respondê-la, pode ser o início de uma nova vida. Uma vida menos confortável, mas mais autêntica. Menos cheia de certezas, mas mais repleta de sentido.
Então aqui está o ponto de ruptura: você está disposto a abandonar o conforto da nuvem para enxergar o céu claro? Está preparado para desmantelar suas convicções mais queridas em nome da lucidez? Ou prefere o zumbido contínuo das moscas — familiar, constante, mas profundamente limitante?
E se sua visão de mundo estiver errada? E se as certezas que você carrega forem justamente o que o impede de crescer? Que convicções você tem hoje que talvez precisem morrer para que uma versão mais honesta de você possa nascer?
Viva com sentido. Pense com profundidade. Decida com coragem. Suba com propósito.
Agora responda com sinceridade brutal:
Qual é a convicção mais confortável que você carrega… e o que aconteceria se ela desmoronasse hoje?

A era da embalagem: quando o brilho vale mais que o ser

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Vivemos em uma era paradoxal, onde a aparência não apenas seduz, mas governa. A frase que dá origem a esta reflexão é um diagnóstico sóbrio e contundente do nosso tempo: “Vivemos em um mundo onde o funeral importa mais que o morto, o casamento mais que o amor e o físico mais que o intelecto. Vivemos na cultura da embalagem que despreza o conteúdo.”

Neste cenário, o essencial tornou-se invisível porque o superficial grita mais alto. Um funeral, por exemplo, não raro transforma-se em espetáculo de vaidades e homenagens públicas, às vezes tão hiperbólicas quanto tardias, enquanto a memória real do morto, seus afetos e valores, são rapidamente esquecidos. O que importa é a estética da despedida, não o legado de quem partiu.

O casamento, por sua vez, deixou de ser o sacramento do amor e da cumplicidade para se tornar o evento do ano — palco de produções cinematográficas, coreografias nas redes sociais e bufês exuberantes. O amor, o diálogo, o respeito mútuo? Frequentemente ficam nos bastidores, sufocados pela exigência de performance social.

E quanto ao culto ao corpo, talvez seja o exemplo mais cruel dessa inversão de valores. Investimos fortunas em procedimentos, dietas e filtros para caber em um padrão estético que sequer respeita a diversidade natural da vida. O intelecto, a sensibilidade, a sabedoria? Raramente viralizam. Num mundo onde o número de curtidas vale mais que o número de livros lidos, o pensar tornou-se um ato subversivo.

A cultura da embalagem impõe uma ditadura silenciosa: a de parecer ao invés de ser. Preferimos a fotografia editada à experiência vivida, a opinião rápida à reflexão profunda, a performance pública à intimidade sincera. E, assim, vamos construindo relações frágeis, identidades frágeis, sociedades frágeis.

Desprezar o conteúdo é matar o que nos torna humanos. A embalagem pode impressionar à primeira vista, mas só o conteúdo sustenta o valor real das coisas ao longo do tempo. Uma sociedade que valoriza mais a pompa do que o princípio, mais o espetáculo do que a essência, está condenada a viver de forma rasa — ainda que rodeada de brilhos.

É tempo de reverter essa lógica. De celebrar menos o que reluz e mais o que permanece. De amar com mais verdade do que com demonstrações. De valorizar mais a integridade do que a aparência. De resgatar o conteúdo, ainda que ele venha em embalagens simples, porque é ali que habita a beleza mais duradoura — aquela que o tempo não corrói e que nenhum filtro pode fabricar.

Talvez o desafio do nosso tempo seja esse: redescobrir o valor das coisas por aquilo que são, não por como se apresentam.