| Portfólio vai de dispositivos NVMe para upgrade de PCs e notebooks a cartões de memória para armazenamento de arquivos |
| A Samsung lançou, pela primeira vez no mercado brasileiro, dispositivos de memória e armazenamento SSD, nas variantes SATA e NVMe para diferentes necessidades de consumidores, como criadores de conteúdo profissionais, gamers e heavy users de tecnologia, bem como fotógrafos e filmakers que buscam garantir espaço de armazenamento em seu PC, notebook ou console, além de elevar a velocidade do seu dispositivo. O portfólio também inclui SSDs portáteis, que funcionam como uma unidade de armazenamento externo com alta velocidade na transferência de dados, além de cartões de memória. Veja abaixo mais detalhes sobre os cada um dos produtos. Unidade SSD NVMe Para suportar os arquivos e informações do dia a dia, a Samsung lança o SSD NVMe 980no Brasil, voltado para computadores desktop e notebooks com conector M.2. Com opções de armazenamento de 500GB e 1TB1, o modelo é ideal para os usuários que buscam um upgrade de velocidade e maior capacidade de memória, oferecendo eficiência para os dias de trabalho mais intenso, longas partidas de jogos e arquivos pesados ou em grande volume. Outros dispositivos de memória e armazenamento da Samsung no Brasil Ideal para usuários que desejam realizar um upgrade em seu notebook ou PC, os SSDs SATA da Samsung chegam ao Brasil em duas versões para promover alta performance, maior velocidade e elevada capacidade armazenamento. O SSD 870 EVO SATA III oferece 250GB ou 500GB de armazenamento, enquanto o SSD 870 QVO SATA III oferece 1TB, 2TB ou 4TB. Ambos os produtos têm capacidade de leitura sequencial de até 560 MB/s e são compatíveis com dispositivos desktop e notebooks com baias de 2.5 polegadas com interface no padrão SATA, a mesma utilizada pela maioria dos discos rígidos do mercado, substituindo com vantagens estes componentes. Já para transferir arquivos e documentos com rapidez e praticidade, a Samsung traz ao Brasil dois modelos de SSD portátil. Com um design elegante e compacto, o PSSD T7 Titanoferece armazenamento de 500GB a 1TB para levar seus arquivos por onde quiser. Além de leve e pequeno, o produto oferece transferência facilitada de arquivos do smartphone, como fotos e vídeos pesados, usando apenas um cabo USB tipo-C. Já o PSSD T7 Shieldoferece armazenamento de 1TB, 2TB e 4TB e classificação IP65, que garante resistência à água e poeira, tornando-o ideal para trabalhos externos, seja você um filmaker ou um fotógrafo que trabalha com grande volume de arquivos de alta resolução, como vídeos e fotos em 4K e 8K. Os produtos são compatíveis com dispositivos Windows, Android, consoles de jogos2 e outros sistemas operacionais3. A Samsung também traz ao Brasil modelos de cartões de memória, compatíveis com smartphones, tablets, drones e câmeras em geral. O EVO Plus MicroSD oferece velocidade de transferência de 130 MB/s e o Pro Plus MicroSD tem capacidade de leitura sequencial de até 180 MB/s. Ambos os produtos são resistentes à água, altas temperaturas e queda, e oferecem armazenamento de até 256GB. “Ao trazer um robusto portfólio de memória e armazenamento ao Brasil, a Samsung reforça o seu compromisso de longa data com o mercado brasileiro. Os novos produtos garantem toda a qualidade e confiabilidade que os produtos Samsung oferecem”, afirma Luciano Beraldo, gerente sênior da área de notebooks da Samsung Brasil. Disponibilidade Os dispositivos estão disponíveis no Brasil a partir desta terça-feira (12) nas lojas físicas e online da Samsung, bem como nas principais varejistas do País. Os SSDs SATA e NVMe da Samsung podem ser adquiridos a partir de R$ 289. Já os SSDs Portáteis poderão ser adquiridos a partir de R$ 659, enquanto os Cartões de Memória têm preço iniciando em R$ 59. Acesse https://www.samsung.com/br/memory-storage para saber mais. |
| *Levantamento realizado pela OMDIA entre 2003 e 2022, referente a participação do mercado em receita dos fornecedores de NAND.1 Uma porcentagem da capacidade pode ser utilizada pelos ficheiros de sistema e para fins de manutenção. A capacidade real pode ser diferente da indicada na embalagem do dispositivo. 2 Compatibilidade pode variar de acordo com dispositivo.3 Disponível em dispositivos Android e iOS. Uma conexão Wi-Fi e conta Samsung são necessárias. |
Samsung lança dispositivos de memória e armazenamento pela primeira vez no Brasil
COUNTRY MUSICA
A música country é um dos tipos de música mais populares do mundo e teve origem nos EUA. O Dia Internacional da Música Country foi criado na década de 1950 e é celebrado todos os anos no dia 17 de setembro. Neste dia especial, festivais de música country são realizados em vários locais ao redor do mundo. Os amantes da música country se reúnem para ouvir música ao vivo enquanto bebem e dançam.![]() “A música country é um dos produtos de exportação mais conhecidos da América e tem muitas raízes no Mississippi. Esta forma de arte americana por excelência abrange letras folclóricas, músicas dançantes e baladas sobre amor e desilusão. É uma mistura de estilos e tradições culturais que primeiro tomou forma há mais de 100 anos. Um dos pioneiros foi Jimmie Rogers, do Mississippi, conhecido como “o Pai da Música Country”. Sua performance, estilo lírico e imagem de “Singing Brakeman” estabeleceram o padrão para os artistas que se seguiram e lançaram as bases para a explosão da música country no mainstream.Hoje, os visitantes do Mississippi podem aprender sobre lendas como Rogers, Tammy Wynette, Elvis Presley e dezenas de outros artistas produzidos no estado da Magnólia, seguindo a Trilha Musical do Condado de Mississippi. Com um mapa de marcadores afixado em todo o estado, os fãs podem procurar seus artistas favoritos e aprender sobre suas contribuições para o gênero ou simplesmente viajar pelas rodovias e ruas do Mississippi para aprender sobre as pessoas e locais que moldaram a música do condado. O site Country Music Trail fornece informações de localização e as histórias por trás dos marcadores históricos, para que os fãs possam se divertir procurando e pisando no local onde seus artistas favoritos tocaram pela primeira vez.Um dos primeiros artistas e fundadores da Country Music Trail é o nativo de Philadélfia, Mississippi, Marty Stuart. A lenda da música country e estrela do Grand Ole Opry tem uma carreira vasta que inclui tocar com Johnny Cash, produzir alguns dos artistas mais queridos do country e retornar ao Mississippi para criar o Congresso de Música Country. O campus de 4.650 metros quadrados apresenta a coleção de artefatos e recordações da história da música country do próprio Stuart, ao mesmo tempo que serve como local para músicos conhecidos e promissores. “ A constelação da música country americana há muito procura estrelas na Carolina do Norte. Eles iluminam as paradas e aparecem com força no N.C. Music Hall of Fame em Kannapolis, onde a posse de Scotty McCreery em 19 de outubro o coloca em uma lista de astros do country e do bluegrass. Com uma riqueza de memorabilias (um violino de Charlie Daniels, o uniforme Sonic Drive-In de Kellie Pickler) e uma lista reveladora (Earl Scruggs, Doc Watson e Donna Fargo junto com Randy Travis, Bucky Covington, Eric Church e outros), o salão é a primeira parada ideal em uma viagem para canalizar o espírito do Dia Internacional da Música Country além de sua comemoração oficial em 17 de setembro.A uma hora de carro a oeste, em Shelby, o Earl Scruggs Center aprofunda a experiência como um museu interativo, tendo o pioneiro nativo do bluegrass como estrela. Exposições interativas mostram estilos de banjo, permitem que os visitantes brinquem em um “zoológico de animais de estimação” e os convidam para uma “festa de colheita”. Shelby também abriga o Don Gibson Theatre, um local intimista que homenageia o compositor homônimo de sua cidade natal (“Sweet Dreams”, “O Lonesome Me”). A história ganha um sabor especial no Red Bridges BBQ Lodge, onde Patty Loveless já serviu nas mesas.Wilkesboro, Raleigh e Mount Airy adicionam música ao vivo à mistura. Em Wilkesboro, os viajantes lotam o MerleFest (abril), uma celebração de quatro dias fundada pelo falecido Doc Watson com um programa definido como “tradicional plus”. Enquanto estiverem em Wilkesboro, os fãs podem visitar o Blue Ridge Music Hall of Fame. Em Mount Airy, os amantes da música podem assistir ao concerto semanal WPAQ Merry-Go-Round e à transmissão de rádio ao vivo no Earle Theatre, que abriga o Old Time Music Heritage Hall. Os visitantes também podem se conectar com a música no Andy Griffith Museum e no Mount Airy Museum of Regional History, que apresenta Donna Fargo e o estilo musical característico da região, Round Peak. No final de setembro, Raleigh hospeda o World of Bluegrass da International Bluegrass Music Association com música em diversos locais e nas ruas. |
![]() Country Music Hall of Fame and Museum + RCA Studio B em Nashville. Detalhes sobre a nova exposição aberta até junho de 2024: Eric Church: Country Heart, Restless Soul, apresentado pela Gibson. O Country Music Hall of Fame and Museum explora a vida e a carreira do 10 vezes indicado ao Grammy e vencedor do prêmio CMA Entertainer of the Year, Eric Church, em sua mais nova exposição, Eric Church: Country Heart, Restless Soul, apresentada pela Gibson. A exposição narra o caminho único de Church até o estrelato, desde seus primeiros anos fazendo shows noturnos em bares e escrevendo músicas em Nashville até sua proeminência como uma das vozes mais autênticas da música country e como um reverenciado quebrador de regras. A exposição, que encerra em junho de 2024, está incluída no ingresso do museu. Curiosidade: Elvis Presley gravou mais de 240 músicas no Historic RCA Studio B em Nashville, incluindo grandes sucessos como “Are You Lonesome Tonight” e “It’s Now or Never”. |
Só vacinação pode manter febre amarela longe das cidades

Doença, em sua forma silvestre, não pode ser erradicada
da Agência Brasil – Rio de Janeiro
Antes que sanitaristas como Vital Brazil e Oswaldo Cruz liderassem mudanças no cenário da saúde pública no Brasil, no final do século 19 e início do século 20, o país tinha uma fama assustadora no exterior: “Túmulo de estrangeiros”. O motivo era a enorme quantidade de doenças infecciosas que incidiam de forma epidêmica sobre sua população, causando milhares de vítimas.

Entre elas, uma das mais temidas era a febre amarela urbana, arbovirose cuja letalidade ainda hoje pode beirar os 50% em casos graves. Somente na capital federal da época, o Rio de Janeiro, a doença matava mais de mil pessoas por ano no início do século 20.
Os esforços para combater essa doença incluíram uma caça aos mosquitos e fizeram com que ela fosse eliminada em 1942. O que trouxe maior resultado para manter essa conquista, porém, foi a vacinação, desenvolvida em 1937 e disponível no calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que completa 50 anos em 18 de setembro. A indicação para as aplicações é aos 9 meses e aos 4 anos de idade. Acima dos 5 anos, a recomendação é de apenas uma dose.

Vacinação contra a febre amarela no Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil
A vacina contra a febre amarela utilizada pela rede pública é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e também pela farmacêutica Sanofi Pasteur, que fornece tanto para o PNI quanto para as clínicas privadas. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, as duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos.
Doença não vai desaparecer
Apesar do sucesso no caso da febre amarela urbana, a doença em sua forma silvestre não pode ser erradicada. O vírus causador da febre amarela não depende dos seres humanos para continuar existindo – ele infecta primatas e outros mamíferos em florestas, onde é transmitido pelo mosquito Haemagogus sabethes. Esses mosquitos também picam humanos que entram nas matas, e o risco é que, com o retorno dessas pessoas às cidades, elas sejam picadas por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que podem fazer o vírus voltar a circular em áreas urbanas.

Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Lurdinha Maia diz que cobertura vacinal contra a febre amarela precisa ser mantida em todo o país – Bernardo Portella/ Fiocruz
A coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Lurdinha Maia, ressalta que, por esse motivo, é preciso que a cobertura vacinal contra a doença seja mantida em todo o país, uma vez que o ecoturismo, a pesca, o desmatamento e outros fatores têm aumentado o contato entre o ser humano e os mosquitos que transmitem a febre amarela silvestre.
“O Brasil é um país endêmico. Isso significa que a gente não vai acabar com a febre amarela. Ela está nas matas. Em 1942, a gente acabou com a febre amarela urbana, mas ainda é um risco, principalmente porque hoje há muitas entradas nas matas”, afirma.
“Anteriormente, o Programa Nacional de Imunizações preconizava a vacinação em vários estados e dizia que não era obrigatório no Nordeste. Mas, o PNI já atualizou o calendário de vacinação e todo o Brasil tem a recomendação de ser vacinado contra a febre amarela.”
Ser um país endêmico faz com que alguns países só permitam a entrada de viajantes brasileiros que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), com registro de dose aplicada no mínimo dez dias antes da viagem.
Hemorragias
O vírus da febre amarela demora de três a seis dias incubado no corpo. Quando a infecção gera sintomas, os mais comuns são febre, dores musculares com dor lombar proeminente, dor de cabeça, perda de apetite, náusea ou vômito. A maioria das pessoas melhora em até quatro dias.
Uma pequena parte dos pacientes, porém, evolui para um segundo estágio da doença, 24 horas após essa melhora. A febre alta retorna, e a infecção afeta o fígado e os rins. Por isso, um sintoma comum nessa fase é a icterícia (“amarelamento” da pele e dos olhos), urina escura e dores abdominais com vômitos.

Recomendação é de apenas uma dose da vacia contra febre amarela para maiores de 5 anos – Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
A letalidade entre esses pacientes é elevada, e metade dos que apresentam essas complicações morre em até dez dias. A doença evolui até causar hemorragias graves, com sangramentos a partir da boca, nariz, olhos ou estômago.
Uma dificuldade para os serviços de saúde é diagnosticar a febre amarela em seus estágios iniciais. É comum que seja confundida com malária, leptospirose, hepatite viral, ou outras febres hemorrágicas, como a dengue.

Infectologista Elaine Bicudo alerta que febre amarela é ameaça grave de saúde pública – Arquivo pessoal
Por todos esses motivos, a infectologista Eliana Bicudo destaca que a doença é uma ameaça de saúde pública grave, e que a vacinação precisa ser objeto de atenção da população.
“Qualquer pessoa não imunizada está ameaçada pela febre amarela, porque ela tem alta letalidade. Um número bem grande de pacientes vem a óbito.”
Contraindicações
A vacina da febre amarela é eficaz e segura, mas utiliza a tecnologia do vírus atenuado, o que significa que restringe seu uso às pessoas com boa capacidade imunológica. O Ministério da Saúde contraindica essa vacina para: crianças menores de 9 meses de idade; mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade; pessoas com alergia grave ao ovo; pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350; pessoas em tratamento com quimioterapia/ radioterapia; e pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
Caso essas pessoas vivam ou precisem se deslocar para áreas de maior risco de transmissão, é necessário que profissionais de saúde façam uma avaliação de risco-benefício, uma vez que as complicações ao adoecer podem ser ainda mais graves. Essa avaliação também deve ser feita para a vacinação de pessoas com 60 anos ou mais contra a doença.
“A vacina de febre amarela é um exemplo clássico de como uma vacina pode controlar uma doença. Esse é um dado histórico. Até 2017, a gente entendia que a febre amarela no Brasil estava restrita a algumas regiões. Mas tivemos alguns surtos relacionados à febre amarela silvestre associados a parques na periferia de São Paulo. Ao entrarem naqueles parques, os homens contraíram a febre amarela”, descreve a infectologista.
“A partir desse evento, a gente entende que o Brasil é um país endêmico e que a imunização não deve ser só em áreas como o Centro-Oeste ou a região amazônica. O Programa Nacional de Imunizações incluiu para todo o Brasil a vacina da febre amarela no primeiro ano de vida.”
Além da vacinação, a prevenção da febre amarela deve contar com os esforços para conter outras arboviroses, como a dengue e a zika. Deve-se evitar que água parada fique exposta em lugares públicos, casas e estabelecimentos empresariais, para que os mosquitos vetores desses vírus não a utilizem como criadouro.
STF condena primeiro réu do 8 de janeiro a 17 anos de prisão

Maioria dos ministros condenou o acusado por cinco crimes
da Agência Brasil – Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (14) Aécio Lúcio Costa Pereira, primeiro réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro, a 17 anos de prisão em regime fechado.

Com a decisão, o acusado também deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões de ressarcimento pela depredação do Palácio do Planalto, do Congresso e da sede do Supremo Tribunal Federal (STF).
A maioria dos ministros condenou o acusado por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Aécio Pereira, morador de Diadema (SP), foi preso pela Polícia Legislativa no plenário do Senado. Ele chegou a publicar um vídeo nas redes sociais durante a invasão da Casa e continua preso.
A condenação foi definida com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Rosa Weber.
O último voto do julgamento foi proferido por Rosa Weber. A ministra ressaltou que o 8 de janeiro não foi um “domingo no parque”.
“Foi um domingo de devastação, o dia da infâmia, como designarei sempre. Um domingo de devastação do patrimônio físico e cultural do povo brasileiro, uma devastação provocada por uma turba, que, com total desprezo pela coisa pública, invadiu esses prédios históricos da Praça dos Três Poderes”, afirmou.
André Mendonça e Nunes Marques foram as principais divergências no julgamento e não reconheceram que o acusado cometeu o crime de golpe de Estado.
A sessão também foi marcada por um bate-boca entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
Durante o julgamento, a defesa de Aécio Pereira disse que o julgamento do caso pelo STF é “político”. Segundo a defesa, o réu não tem foro privilegiado e deveria ser julgado pela primeira instância. Além disso, a advogado rebateu acusação de participação do réu na execução dos atos.
Estudo mostra desproporção entre população e número de médicos

Em todas as especialidades há desigualdade de distribuição nos estados
da Agência Brasil – São Paulo
Estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Associação Médica Brasileira (AMB) mostra que há desproporção entre o crescimento da população e o número de médicos, além de má distribuição regional de profissionais, concentração em poucas capitais, e distribuição insuficiente e desigual de especialistas.
Segundo a atualização do estudo Demografia Médica no Brasil 2023, tendo como base dados do Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 1,58 médico especialista por 1.000 habitantes, considerando profissionais titulados em pelo menos uma das 55 especialidades médicas reconhecidas e a população.
Em todas as especialidades existe desigualdade de distribuição entre os estados, mas algumas estão mais concentradas, como é o caso de cirurgiões. No Pará, por exemplo, são 0,46 por 100 mil habitantes, seis vezes menos do que no Distrito Federal (60,84).
O número de anestesiologistas no Maranhão (4,40 por 100 mil) é cinco vezes menor do que no Rio de Janeiro (22,54 por 100 mil). A média nacional de Medicina de Família e Comunidade, uma das especialidades nos serviços de Atenção Primária, é de apenas 5,54 para 100 mil habitantes, sendo que 15 estados estão abaixo dela.
De acordo com o coordenador do estudo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Mário Scheffer, foram considerados os 545 mil médicos no Brasil, mas desses, 192.6 mil, quase 38%, são aqueles que não têm especialidade médica, os chamados generalistas. “São médicos que concluem a graduação e não se tornam especialistas. Assim, os demais 321,5 mil médicos são especialistas, e essa distribuição é mais concentrada e mais desigual do que entre os médicos em geral”.
Scheffer destacou que ao analisar a evolução nacional da taxa de estudantes de medicina por 1.000 habitantes, comparada à taxa de médicos cursando residência médica (RM) por 1.000 habitantes, percebe-se a defasagem entre a oferta do ensino de graduação (1,05 estudante por 1.000 habitantes em 2021) e a oferta da formação especializada (0,21 médico residente por 1.000 habitantes). A RM é a principal modalidade para formar especialistas.
Segundo os dados, de 2015 a 2023 houve aumento de 57% na oferta de vagas de residência médica no Brasil, passando de 29.696 para 46.610 vagas, mas a disponibilidade de vagas de primeiro ano de residência não tem sido suficiente para acompanhar o aumento do número de médicos graduados.
“Esse dado é importante, porque alerta para o fato de que, enquanto temos um aumento muito grande de estudantes de medicina, devido à abertura de cursos e vagas de medicina, temos um certo congelamento da capacidade do país de formar especialistas via residência médica.”
Alerta
O professor ressaltou ainda que surgem duas questões: a má distribuição dos especialistas e o alerta para o futuro, pois caso o ritmo se mantenha, com abertura de escolas de medicina sem o aumento da especialização, em curto prazo haverá também a falta de especialistas.
“Temos assistido o envelhecimento da população e maior demanda por médicos especialistas. A população com mais de 60 anos será de mais de 36 milhões de pessoas em 2025, segundo o IBGE e, com isso, teremos aumento das doenças crônicas não transmissíveis que as maiores causas de adoecimento e morte.”
Além disso, ele lembrou que duas políticas de saúde pública recentes, do governo federal, também demandam maior número de especialistas, como o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas (PNRF) e política de Atenção Primária à Saúde. “
Levantamento
O estudo mostra que o Brasil tem 545.7671 médicos para um total de 203.062.512 habitantes. A razão, portanto, é de 2,69 profissionais de medicina por 1.000 cidadãos. De acordo com o IBGE, a população brasileira cresceu 291%, de 51,9 milhões de habitantes em 1950 para 203 milhões em 2022. No mesmo período, o número de médicos saltou de 22,7 mil para 545,7 mil, o que representa um crescimento de 2.301%. Segundo os dados, 70% de médicos estão concentrados onde vivem menos de 30% da população.
No intervalo entre os dois censos mais recentes, o crescimento da população brasileira desacelerou em relação a contagens anteriores, aumentando 6,5%, um acréscimo de 12,3 milhões de habitantes em 12 anos. Já a população de médicos, no mesmo período, cresceu 70,3%, um aumento de 225.290 profissionais em 12 anos. O crescimento está relacionado à grande abertura de cursos e vagas de graduação em medicina.
De acordo com o levantamento, quando considerados os 2,69 médicos por 1.000 habitantes no país, duas regiões estão abaixo da média nacional: o Norte, com 1,65, e o Nordeste, com 2,09. O Sudeste tem a maior densidade médica (3,62), seguido de Centro-Oeste (3,28) e da Região Sul (3,12). E ainda é possível notar que, enquanto o Distrito Federal tem seis médicos por 1.000 habitantes, o Maranhão tem apenas um.
O levantamento aponta ainda que a desigualdade na distribuição de médicos no Brasil fica ainda mais evidente no agrupamento de municípios, segundo estratos populacionais e com base no Censo 2022 do IBGE. Entre os 5.570 municípios do país, 3.861 (69,3%) têm até 20 mil habitantes. Juntas, essas cidades têm cerca de 31,9 milhões de habitantes ou 15,8% da população brasileira. Nesse mesmo conjunto estão apenas 16,7 mil médicos, ou 2,8% do total de profissionais do país. Inversamente, nas 41 cidades com mais de 500 mil habitantes, onde vivem 29% da população nacional, estão concentrados 61,5% dos médicos. As 319 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram 57% dos habitantes e 85,5% dos médicos do país.
Nove capitais – Salvador, Natal, Belém, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e Fortaleza – tiveram retração populacional nos últimos 12 anos, segundo o Censo 2022. Nas demais capitais, a população aumentou, com os maiores crescimentos registrados em Palmas, Florianópolis, Cuiabá, João Pessoa e Manaus. Assim, houve alterações na taxa de médicos por habitantes em relação à edição anterior do estudo Demografia Médica no Brasil. Florianópolis registra quase dois médicos por 1.000 habitantes a menos. A taxa também diminuiu em Cuiabá e São Luiz.
Vitória, que já era a capital brasileira com maior densidade médica, tem agora 18,14 médicos por 1.000 habitantes, um acréscimo de 3,65 após o ajuste populacional.
A capital do Espírito Santo é seguida por Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte e Recife, todas com mais de oito profissionais por 1.000 habitantes. No outro extremo das capitais, com menos de três médicos por 1.000 habitantes, estão Macapá (2,21), Boa Vista (2,68) e Manaus (2,77).
Riscos dos pneumococos para crianças e adultos vão além de pneumonias
Vacinação é importante principalmente no início da infância
da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Meningite pneumocócica? Apesar do nome pneumococo, essa família de bactérias está associada a doenças que vão além dos pulmões, podendo causar infecções graves nessas e em outras partes do corpo, incluindo quadros generalizados e letais. Além da pneumonia, a bactéria causa meningites, otites, sinusites, bronquites e laringites, e pode agravar para um quadro de sepse.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as doenças pneumocócicas são responsáveis por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Elas também são consideradas a maior causa de mortalidade infantil por uma doença prevenível por vacinas e, somente na América Latina e Caribe, causam até 28 mil mortes infantis por ano. A Sociedade Brasileira de Imunizações também ressalta a importância de se proteger contra o pneumococo, que é mais comum no inverno e causa quadros agravados associados ao vírus da gripe.
A boa notícia é que a infecção por essas bactérias pode ser prevenida por vacinas gratuitas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), que completa 50 anos em 18 de setembro de 2023. A imunização é importante principalmente no início da infância, já que as doenças pneumocócicas são especialmente graves para menores de 5 anos, idosos e pessoas com comorbidades.
A transmissão dos pneumococos pode ser silenciosa. Essas bactérias são disseminadas por meio de gotículas de saliva ou muco, eliminadas pela tosse ou espirro, por exemplo. As pessoas infectadas podem transmiti-las mesmo sem apresentar sinais ou sintomas da doença, o que torna a vacinação ainda mais importante como estratégia de prevenção.

Não vacinados têm grandes chances de apresentar caso grave de
doença pneumocócica, segundo
Flávia Bravo
SBIm/Divulgação
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Flávia Bravo explica que os não vacinados têm grandes chances de um caso grave de doença pneumocócica porque a bactéria causadora dessa infecção é protegida por uma cápsula de polissacarídeos, uma espécie de armadura capaz de enganar os sistemas de defesa do corpo humano, que têm dificuldade de contê-la.
Essa capa é o que determina o sorotipo da bactéria, que é sempre a mesma, e também é essa a estrutura que determina se a virulência de cada sorotipo será maior ou menor.
A proteção dos recém-nascidos contra os pneumococos começa aos 2 meses, com a primeira dose da vacina pneumocócica 10-valente, que recebe esse nome por prevenir contra dez tipos de pneumococo. O esquema de vacinação continua aos 4 meses, com a segunda dose, e, aos 12 meses, há uma dose de reforço.
Consideradas parte do grupo mais vulnerável, as crianças de povos indígenas devem receber, a partir dos 5 anos, a vacina pneumocócica 23-valente. Essa vacina também é indicada para pessoas com mais de 60 anos que estejam acamadas ou abrigadas em instituições de longa permanência. Apesar de conter mais sorogrupos do pneumococo, a 23-valente tem uma tecnologia menos eficaz que a 10-valente e a 13-valente, o que faz com que sua indicação só traga benefícios para grupos específicos que já estejam vacinados com alguma dessas duas vacinas.
“Ela tem tipos que não estão na 13-valente que são importantes para o idoso e para o paciente especial. O paciente com pior resposta imune é mais suscetível, e sorotipos que não são importantes para pessoas mais saudáveis aparecem nessa população”, explica Flávia Bravo. “Mas não faz sentido ela fazer parte da rotina infantil nem do adulto.”
A doença pneumocócica também é considerada grave para idosos. Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), os pneumococos adoecem 1 milhão de adultos americanos por ano com pneumonia pneumocócica – de 5% a 7% morrem da doença.

Elaine Bicudo diz que há grande variedade genética dos pneumococos
– Arquivo pessoal
A infectologista Elaine Bicudo explica que a proteção contra diversos sorotipos é importante pela variedade genética da bactéria e os diferentes quadros clínicos que esses tipos causam. A Organização Mundial da Saúde contabiliza mais de 90 tipos de pneumococos, mas apenas uma pequena parte causa quadros graves em seres humanos.
“O Streptococcus pneumoniae é uma bactéria que tem uma série de variantes. Assim como aprendemos com a covid-19, há uma grande variedade de sorotipos. Há os que podem evoluir mais gravemente, para pneumonias e meningites, há sorotipos mais prevalentes em cada região, e também os que mais causam otites e sinusites, por exemplo.”
A médica acrescenta que essa característica, inclusive, deve levar gradativamente à substituição da vacina pneumo 10 pela pneumo 13, mais abrangente. Nas clínicas privadas, a previsão é de inclusão da pneumocócica 15-valente.







