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Coronel Adão Macedo será novo comandante-geral da PMDF 

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Brasília (DF) - Coronel Adão Macedo será novo comandante-geral da PMDF. Foto: PMDF

Anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha

da Agência Brasil – Brasília 

O coronel Adão Teixeira de Macedo será o novo comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), após a prisão preventiva do coronel Klepter Rosa Gonçalves, nesta sexta-feira (18), na Operação Incúria. A ação foi deflagrada após denúncia do Grupo Estratégico dos Atos Antidemocráticos (GCAA) da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra sete oficiais da cúpula da PMDF por omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O anúncio foi feito pelo governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, no início desta tarde, durante uma agenda pública. O coronel Adão Teixeira de Macedo já era o subcomandante-geral da corporação. “Agora, assume o subcomandante Adão [Teixeira de Macedo], que também foi nomeado anteriormente. A gente espera que as coisas transcorram na maior tranquilidade possível, junto à Polícia Militar do Distrito Federal, que é uma polícia bastante qualificada”, declarou Ibaneis Rocha.

Sobre as investigações, o governador do DF disse que é preciso aguardar o resultado dos trabalhos. “Todos têm direito à ampla defesa, ao contraditório, vamos esperar aí o que vai acontecer.”

Brasília (DF) 18/08/2023 - O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fala com jornalista na saída da cerimonia de 50 anos da Terracap.
O governador fala sobre a prisão do alto escalão da policia Militar do DF.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fala com jornalistas sobre a prisão do alto escalão da Polícia Militar do DF – Antonio CruzAgência Brasil

O governador ainda avaliou a atuação do ministro do Supremo tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou as prisões preventivas de agentes militares e da cúpula da PMDF, após solicitação da PGR.

“O ministro Alexandre Moraes vem conduzindo esse inquérito com muito cuidado, com muito carinho, com muita responsabilidade. E a gente tem mais a confiar no Poder Judiciário brasileiro”, disse Ibaneis Rocha.

Mensagens

De acordo com a nota divulgada pela PGR, a denúncia com 196 páginas relaciona diversas provas de que os militares denunciados e presos nesta sexta-feira tinham informações para monitorar a proporção e que houve, na realidade, a omissão dolosa por parte dos denunciados.

“Eles próprios compartilhavam entre si mensagens de teor golpista pelo menos desde as eleições, com questionamentos quanto à lisura do processo eleitoral e outros temas. São várias as mensagens anexadas à denúncia”, descreve a nota da PGR.

O coordenador do Grupo Estratégico dos Atos Antidemocráticos da PGR, o subprocurador Geral da República, Carlos Frederico Santos, embasou a denúncia. “A ‘falha’ operacional não decorreu de deficiências dos serviços de inteligência da PMDF. O que ocorreu, em verdade, foi omissão dolosa por parte dos denunciados que, com unidade de desígnios, aceitaram os resultados visados pela turba antidemocrática e aderiram ao intento criminoso dos insurgentes.”

Entre provas anexadas à denúncia, estão imagens dos denunciados, no dia dos atos, que mostram a conduta de omissão frente aos invasores, além de mensagens de texto com teor golpista trocadas pelos oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal, segundo a PGR. 

O governador do DF, Ibaneis Rocha, se pronunciou sobre o conteúdo destas mensagens. “A gente sempre espera que a Polícia Militar trabalhe dentro da maior legalidade possível […]. Sabemos que aquele momento era um momento de bastante conturbação, por conta do resultado eleitoral. O que a gente espera agora é que as coisas se esclareçam definitivamente, e que a gente possa seguir a nossa vida em tranquilidade.”

O governador adiantou que o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, formalizará a nomeação do coronel Adão Teixeira de Macedo como comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal no Diário Oficial do DF

Cúpula da PM do Distrito Federal é alvo de operação da Polícia Federal

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Manifestantes fazem ato contra governo no dia 8 de janeiro 2023

Objetivo é aprofundar investigações de autoridades distritais

da Agência Brasil – Brasília 

Integrantes da cúpula da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal são alvo da Operação Incúria, que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deflagraram na manhã desta sexta-feira (18), com a justificativa de aprofundar as investigações sobre a conduta de autoridades públicas distritais no contexto do ataque aos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em 8 de janeiro deste ano.

Entre os oficiais detidos preventivamente esta manhã estão o atual comandante da PM, o coronel Klepter Rosa Gonçalves, e seu antecessor no cargo, o coronel Fábio Augusto Vieira, que comandava a corporação no dia em que vândalos e golpistas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 8 de janeiro, Rosa era subcomandante-geral da PM. Dois dias depois, com a exoneração de Vieira, ele foi nomeado para assumir o comando-geral da corporação – cargo no qual permanece até o momento.

Hoje, o governador Ibaneis Rocha antecipou que deve anunciar, nas próximas horas, um novo nome para comandar a PM.

Também são alvo da operação o coronel Jorge Eduardo Barreto Naime, ex-chefe do Departamento de Operações da PM, e o coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra. Naime estava de folga entre os dias 3 e 8 de janeiro e Bezerra o substituiu interinamente à frente do departamento operacional responsável por executar o planejamento da segurança da Esplanada dos Ministérios durante as manifestações que descambaram para o ataque às instituições e quebradeira dos prédios públicos.

Os outros três oficiais da PM denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) são o coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, ex-chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PM do Distrito Federal; o major Flávio Silvestre de Alencar, que comandava interinamente o Batalhão da PM responsável pela segurança da Esplanada dos Ministérios, e o tenente Rafael Pereira Martins, que, segundo o MPF, desmobilizou o efetivo que protegia o prédio do STF, “deixando deliberadamente de agir com vistas à própria aceitação da depredação que se avizinhava”.

Na denúncia que apresentou ao STF, o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, aponta que os sete oficiais denunciados “conheciam a capacidade de salvamento decorrente de suas respectivas funções. Bastava que empregassem efetivo em quantidade suficiente para salvaguarda dos bens jurídicos, como também já exposto”.

Coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos do MPF, Carlos Frederico Santos acusou os PMs de tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, agravados pela violação a seus deveres funcionais.

“Investigações e análises conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) constataram uma profunda contaminação ideológica de parte dos oficiais da PM do Distrito Federal denunciados, que se mostraram adeptos de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas”, sustenta o subprocurador na denúncia.

Com base na denúncia do MPF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a cumprir, além dos sete mandados judiciais de prisão preventiva, buscas e apreensões em endereços residenciais e de trabalho dos sete oficiais da PM. Moraes também determinou o bloqueio de bens e afastamento das funções públicas. Os mandados foram determinados no âmbito do Inquérito 4.923, que apura eventual omissão de autoridades públicas nos atos.

Até a publicação desta reportagem, só tinhamos conseguido contato com a defesa do coronel Fábio Vieira. Em nota, os advogados manifestaram sua “absoluta preocupação quanto à incorreção conceitual e a aplicação metodológica equivocada da teoria da omissão imprópria, bem como pelo manejo destoante das cautelares penais”. A defesa também afirma aguardar que as prisões preventivas sejam revistas pelo colegiado de ministros do STF. “A Democracia defensiva exige respostas institucionais sustentadas pela correção teórica e pela racionalidade judicial”.

Em nota, o Governo do Distrito Federal (GDF) informou que recebeu a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com acato e respeito, aguardando o desfecho do inquérito. “Como ocorreu desde o primeiro momento, o GDF participa com informações e diligências para que o processo em curso ocorra da forma mais justa e célere possível”.

A defesa do coronel Jorge Eduardo Barreto Naime sustenta que provará que o cliente não foi omisso ou conivente. “Apesar de estar no gozo de uma dispensa-recompensa, o coronel foi  convocado para se dirigir à Praça dos Três Poderes quando o tumulto já estava em estágio bastante avançado”, afirmam os advogados em nota, alegando que o ex-chefe do Departamento de Operações da PM atuou “nos estritos termos legais”, protegendo o patrimônio público e efetuando várias prisões no dia 8 de janeiro.

* Texto atualizado ás 16h21

Sociedade de Infectologia pede reforço da vigilância sobre covid-19

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Brasília (DF) 28/02/2023 Vacinação contra COVID 19

Nova variante ainda não modificou cenário epidemiológico no Brasil

da Agência Brasil – Rio de Janeiro 

A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma nota informativa nesta quinta-feira (17) avaliando que a nova variante de interesse (EG.5) monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não modificou o cenário epidemiológico no Brasil. Apesar disso, a entidade pede que as autoridades sanitárias reforcem a vigilância genômica dos casos sintomáticos de covid-19, para que qualquer mudança de cenário seja detectada precocemente.

Essa vigilância é feita com o sequenciamento genético das amostras positivas do coronavírus SARS-CoV-2 coletadas nos testes RT-PCR, e permite identificar quais variantes estão circulando no país e mudanças nesse cenário.

A nota informativa foi assinada pelo presidente da SBI, o infectologista Alberto Chebabo, que salienta que a nova variante ainda não foi detectada no Brasil, mas pode já estar circulando de forma silenciosa, devido ao baixo índice de coleta para análise genômica no país.

“Apesar disto, não houve modificação no cenário de casos notificados de covid-19 ou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil no momento, não havendo necessidade de mudança das recomendações vigentes”.

O texto foi divulgado um dia depois de a Universidade Federal do Rio de Janeiro ter recomendado a retomada do uso de máscaras em aglomerações e ambientes fechados na universidade, como prevenção contra a covid-19.

A universidade afirma ter detectado aumento moderado e progressivo nos testes positivos de covid-19 realizados por seu centro de testagem, e menciona avaliação da OMS de que 1,5 milhão de novos casos de covid-19 foram registrados em todo o mundo entre 10 de julho e 6 de agosto, um aumento de 80% em relação ao período anterior. Esse aumento, porém, está concentrado principalmente no Leste da Ásia e Oceania, segundo a organização.

Para o secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, “não há neste momento nenhuma alteração no cenário epidemiológico que justifique o uso indiscriminado de máscara, a recomendação é que todos os maiores de 12 anos realizem a dose de reforço para covid-19 com a vacina bivalente”.

Nova subvariante Ômicron

Na nota divulgada nesta quinta, a Sociedade Brasileira de Infectologia contextualiza que 51 países já confirmaram casos da nova subvariante EG.5, da cepa Ômicron.

Essa variante apresenta maior capacidade de transmissão e escape imune, o que pode aumentar os casos de covid-19 globalmente até que ela se torne a nova cepa dominante e se estabilize dessa forma. Apesar destas características, a OMS classificou a EG.5 apenas como variante de interesse, e como de baixo risco para a saúde pública em nível global, porque ela não trouxe mudanças no padrão de gravidade de doença (hospitalização e óbitos). Os óbitos por covid-19, na verdade, tiveram queda de 80% no mesmo período em que os casos aumentaram, segundo a OMS.

Vacinação

No cenário atual, a Sociedade Brasileira de Infectologia enfatiza que é necessário manter o calendário vacinal atualizado com as doses de reforço. A vacina bivalente foi desenvolvida justamente para aumentar a proteção contra as subvariantes da Ômicron, que tem grande capacidade de escape do esquema vacinal básico, sem as doses de reforço.

A SBI reforça que grupos de risco (pessoas com 60 anos ou mais, imunossuprimidos, gestantes, população indígena e profissionais de saúde) devem ter doses de reforço realizadas com não mais de um ano de intervalo da dose anterior, preferencialmente com a vacina bivalente.

Em relação às máscaras, a indicação de uso é para a população de risco em locais fechados, com baixa ventilação e aglomeração, caso haja futuramente aumento de casos de síndrome gripal, circulação e detecção viral no Brasil.

A sociedade científica também considera importante que seja realizada testagem dos casos de síndrome gripal para redução da transmissão em caso de covid-19, com isolamento dos casos positivos.

Tratamento

Para o tratamento dos casos diagnosticados, a SBI aconselha que, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sejam prescritos dentro dos cinco primeiros dias de sintomas os antivirais Nirmatrelvir/ritonavir (NMV/r), para pacientes com 65 anos ou mais e imunossuprimidos. A recomendação tem como objetivo reduzir risco de agravamento, complicação e morte. Também deve haver avaliação médica devido à possibilidade de interações com outras medicações e possíveis contraindicações à sua utilização.

Na rede privada de saúde, em situações de impossibilidade de uso do NMR/r, devem ser considerados alternativamente o uso de Molnupiravir ou Rendesevir nos primeiros dias de sintomas, também nos casos de maior risco de hospitalização.

Edição: Valéria Aguiar 

Congresso Abrasel mostra como bares e restaurantes são essenciais na cadeia produtiva no Brasil

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Presidente da Abrasel comemora alíquota especial na reforma tributária, pede sensibilidade ao Senado e mostra os desafios do setor que mais emprega no país
O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, reiterou nesta terça-feira (15) o pedido ao Senado para que se mantenha no texto da Proposta de Emenda à Constituição que trata da reforma tributária no Congresso um tratamento diferenciado aos bares e restaurantes, com uma alíquota favorecida às empresas do setor que estão no regime de lucro real ou de lucro presumido.

“Somos essenciais na economia brasileira: o setor que alimenta o país, que mais cria e gera empregos e o que mais abriga empreendedores. São sete milhões entre trabalhadores e empreendedores. Ao Senado, cabe esse importante reconhecimento, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Precisamos dessa atenção para continuar gerando valor para a sociedade”, afirmou.

As declarações aconteceram durante a solenidade de abertura do 35º Congresso Nacional Abrasel, o maior evento de conhecimento e informação para o setor de alimentação fora do lar no Brasil. Este ano, o evento traz como tema “Na era digital, o ser humano”, com o objetivo de debater os desafios do empreendedorismo. Na programação, o destaque fica por conta da palestra de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.

O senador Efraim Filho, presidente da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS), reiterou as palavras de Solmucci ao ressaltar a necessidade da mudança do modelo tributário brasileiro. “Precisamos lutar por uma carga tributária mais justa. Apesar do grande manicômio tributário em que vivemos, os donos de bares e restaurantes, o pequeno empreendedor, são heróis da resistência, sobreviventes desse modelo. Por isso é preciso ter coragem, ter ousadia de dar um passo adiante, de mudar uma cultura para facilitar a vida de quem empreende e de quem produz”, disse
Também presente no evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento e Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou o modelo europeu como exemplo, com um IVA (Imposto sobre Valor Agregado), mas várias alíquotas diferentes.

“Não precisamos de uma só alíquota, há especificidades. Então é preciso, sim, reduzir o número de impostos. Eu diria que depois da reforma tributária, cujo objetivo é simplificar, desonerar completamente investimento, desonerar completamente exportação, o segundo ponto deve ser desonerar a folha”.

Já o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital, reforçou o forte apoio pessoal dele e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco à reforma tributária com alíquota especial ao setor de alimentação fora do lar. “Vamos chegar a esse bom termo na construção de uma reforma tributária que tenha de fato a simplificação, a desburocratização, mas ter também os cuidados para não cometermos quaisquer desatinos”. Vital disse que não adianta que o Senado faça a reforma, mas mal feita. “Não vamos estabelecer datas, se será amanhã ou depois de amanhã. Vai ser esse ano, mas vai ser com as cautelas devidas para que nós possamos produzir um contexto ainda melhor, aperfeiçoando, porque essa é a tarefa das duas Casas, tratando sobre uma proposta de emenda à Constituição, onde temos que consensualizar aquilo que é produzido por uma e aquilo que é produzido pela outra Casa”, resumiu.

Pacto contra a fome

Durante a solenidade de abertura, a cofundadora e presidente do Conselho do Movimento Pacto Contra a Fome, Geyze Diniz, falou sobre o Pacto Contra a Fome, um movimento suprapartidário e multissetorial que tem como propósito contribuir no combate à fome e na redução do desperdício de alimentos no Brasil. “Temos como visão chegar em 2030 sem nenhuma pessoa com fome no país e, em 2040, com toda a nossa população bem alimentada. Afinal, o acesso à alimentação é um direito constitucional”, disse.

Hoje, nós somos 33 milhões de brasileiros numa situação que chamam de segurança alimentar grave. É aquela pessoa que não tem o que comer hoje e nem sabe se vai comer amanhã. A gente produz 160 milhões de toneladas por ano, e a gente desperdiça 55. Então existe uma incoerência que no mínimo é imoral a gente aceitar isso”, completou.

Durante a solenidade de abertura, a mesa contou com as seguintes autoridades: Geraldo Alckmin, vice-presidente da república e ministro do Desenvolvimento e Indústria, Comércio e Serviços; Veneziano Vital do Rêgo, vice-presidente do Senado, senador Efraim Filho, presidente da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo no Senado; Geyze Diniz, cofundadora e presidente do Conselho do Movimento Pacto Contra a Fome; João Galassi, presidente da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS); Marcelo Freixo, presidente da Embratur; Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, Paulo Nonaka, presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel; Rosane Oliveira, líder do Conselho Nacional da Abrasel.

Serviço:
35º Congresso Nacional Abrasel | Mesa ao Vivo Brasília
16 a 17 de agostoRealização: Abrasel e Mundo Mesa

Mais informações em: congressoabrasel.com.br

Que lições podemos aprender com o Coldplay sobre sustentabilidade em festivais?·

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Como sociedade, podemos reduzir em 30% o uso de recursos por meio da economia circular – e os festivais de arte e cultura podem contribuir para isto·  Por meio do programa Cultura Circular, British Council promove a colaboração internacional como ferramenta para aprimorar práticas sustentáveis em festivais
 A economia circular, se for aplicada de forma correta, tem potencial para suprir todas as necessidades da humanidade com apenas 70% dos insumos consumidos atualmente, segundo o Circularity GAP Report, do International Institute for Sustainable Development (IISD).

Diversos segmentos do mercado e atores da sociedade civil podem agir ativamente para tornar essa estimativa uma realidade – e os festivais de arte e cultura não ficam de fora. Shows, exposições, feiras e mostras artísticas têm um potencial único para impulsionar tanto a cultura em si quanto a economia circular. Todos esses eventos podem ser uma poderosa ferramenta para uma mudança significativa. Mas para torná-los mais sustentáveis, é necessário promover a junção de diversas variáveis.  

Por um lado, os festivais não são apenas plataformas para expressão cultural e entretenimento, mas também um veículo para promoção de práticas sustentáveis e conscientização sobre questões socioambientais. São eventos que também fomentam o senso de responsabilidade tanto dos organizadores quanto dos artistas diante do público, além de movimentar economicamente os territórios que sediam esses festivais. 

No Brasil, o Rock in Rio (2022) sozinho foi responsável por um impacto econômico de R$ 2,2 bilhões somente na capital carioca, gerando 28 mil empregos diretos e atraindo 410 mil visitantes nacionais e 10 mil internacionais, segundo a organização. Para 2023, a previsão é de que ao menos 40 festivais sejam realizados durante o ano, de acordo com reportagem do jornal O Globo. O impacto econômico do segmento tem sido cada vez mais importante no país como um todo.

Em abril de 2013, o Observatório Itaú Cultural publicou o produto interno bruto (PIB) da economia da cultura e das indústrias criativas (Ecic) do Brasil. Segundo o indicador, em 2020 o setor foi responsável por 3,11% do PIB da economia brasileira. Em geral, a média anual do PIB da Ecic para o período avaliado (de 2012 a 2020) foi de cerca de 2,63%. Diante desses números, o compromisso com bandeiras sustentáveis se torna inadiável também no setor de festivais, que representa uma fatia da economia da cultura e das indústrias criativas. Vale destacar que esse olhar sustentável é também um compromisso conectado com a agenda ambiental adotada pelo Brasil. Isso porque, aos poucos, o país reassume o protagonismo em questões sustentáveis.

Nesse mês de agosto, oito presidentes de países amazônicos e líderes de instituições financeiras internacionais estiveram reunidos em Belém (PA) no Amazônia Summit, a Cúpula da Amazônia, para discutir o Tratado de Cooperação Amazônica, firmado há 45 anos. E nos dias que antecederam o evento houve o Diálogos Amazônicos, que promoveu uma série de plenárias-síntese para discutir os principais problemas da região da maior floresta tropical do planeta. Festivais artísticos e culturais não podem ficar alheios a esse debate. Transformação sustentávelA economia circular busca diminuir os impactos ambientais da cadeia de valor de consumo e produção.

Para implementar essas mudanças, é necessário renovar os hábitos de consumo e criar ciclos produtivos sustentáveis ​​que reduzam o uso de recursos, desperdícios e danos ecológicos. É inegável que esse conceito está no cerne da indústria dos festivais. Um ótimo exemplo – e ainda muito recente – é o Coldplay, banda britânica mundialmente conhecida que demonstrou de forma clara o potencial dos grandes artistas para contribuir com a economia circular. Por meio de iniciativas criativas reunidas no primeiro relatório de sustentabilidade da banda validado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), houve uma redução de 47% nas emissões diretas de CO2 durante a turnê mundial “Music Of The Spheres”, em comparação com a turnê 2016-2017. O compromisso do grupo com a sustentabilidade transcende a música, já que também foram realizados o plantio de 5 milhões de árvores, a limpeza dos oceanos e a redução de resíduos. Houve ainda a geração de energia renovável com instalações solares, pistas de dança cinéticas e bicicletas elétricas. E, no topo de tudo isso, 66% dos resíduos da turnê foram desviados de aterros sanitários. Indo além da determinação da banda, essas ações mostram como os festivais podem promover mudanças positivas e alinhadas à economia circular. 

Entretanto, o estágio atual da economia circular global ainda é preocupante. Segundo um recente relatório da Circle Economy, hoje a tendência é de que a taxa de circularidade continue a diminuir, considerando que, de 2017 a 2018, houve queda de 9% para 7% nesse indicador. Em vez de avançar nesse sentido, a humanidade caminha na direção oposta. Com o objetivo de contrariar as tendências acima e alinhado ao compromisso do Reino Unido com o desenvolvimento sustentável, o British Council realiza o Cultura Circular, um programa para promoção do desenvolvimento sustentável no setor cultural através de festivais no Brasil e em mais 7 países da América Latina e Caribe: Argentina, Colômbia, Cuba, México, Perú, Trinidade & Tobago e Venzuela. 

“A indústria de festivais está na interseção entre cultura e sustentabilidade. Se conseguirmos capitalizar essa convergência, teremos benefícios tanto para a cultura quanto para a sustentabilidade do nosso planeta”, diz Rafael Ferraz, Head de Artes Brasil do British Council. 

“Com toda a sua influência, os festivais precisam impulsionar a conscientização ambiental, promover práticas sustentáveis ​​e incentivar a economia circular, pois atraem públicos diversos e podem contribuir substancialmente para os esforços globais de combate às mudanças climáticas e para a criação de um futuro mais sustentável”, complementa. 

Aos interessados ​​em participar do programa Cultura Circular e receber o respectivo aporte financeiro para desenvolvimento de práticas sustentáveis em colaboração com o Reino Unido, as inscrições vão até 20 de agosto por este link

Professores renomados realizam aulas gratuitas voltadas para concursos públicos 

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Com o objetivo de ajudar os concursandos de plantão, o Cuca Concursos (514 Sul, bloco B, loja 59. Entrada pela w3), vai dar uma ajuda extra, oferecendo aulas gratuitas para concursos públicos, entre os dias 21 e 24 de agosto, sempre das 09h às 12h. 

O professor Deodato Neto, responsável pela iniciativa,  trouxe uma perspectiva animadora para os aspirantes a concursos, revelando que o ano de 2023 poderá oferecer cerca de 150 mil vagas. Além disso, o professor anunciou que ao longo da semana com aulas gratuitas, haverá avaliações individuais para auxiliar os alunos a identificarem a carreira mais alinhada ao seu perfil. 

“Com essa iniciativa, buscaremos oferecer um suporte personalizado, ajudando o aluno a escolher a carreira que deve seguir”, explica.

Confira as datas das aulas:

Dia 21: Informática – Ministrada por Deodato Neto

Dia 22: Raciocínio Lógico Matemático (RLM) – Apresentada por Adriano Barreto

Dia 23: Direito Administrativo – Comandada por Kaique Balbuena

Dia 24: Língua Portuguesa – Conduzida por Fabricio Dutra

As aulas serão realizadas no espaço do Cuca Concursos, localizado na 514 Sul, bloco B, loja 59, com entrada pela W3.  A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo link (https://cucabsb.com.br/curso/cursomatutino ). 

Aulas solidárias para concurso de professor temporário da SEDF

Renomados professores vão oferecer aulas voltadas para o concurso de professor temporário da Secretaria de Educação do Distrito Federal, no Cuca Concursos, nos dias 19 e 20 de agosto em troca de doação de alimentos ou peça de roupa. 

Segundo o professor Deodato Neto, o objetivo da iniciativa é capacitar os candidatos, ampliando suas oportunidades de sucesso no concurso e, consequentemente, contribuindo para a excelência do ensino público no Distrito Federal.

No sábado (19/08), os candidatos poderão participar da aula de Língua Portuguesa, ministrada pelo professor Fábricio Dutra, das 09:00 às 12:00. No período da tarde, das 13:30 às 16:30, o professor Deodato Neto conduzirá uma aula de Informática.

No domingo (20/08), das 09:00 às 12:00, a professora Márcia Toleto abordará Conhecimentos Pedagógicos, fechando o ciclo de aulas.

Interessados podem se inscrever pelo site (https://cucabsb.com.br/curso/finaldesemanafreee ).