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quarta-feira, junho 10, 2026
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Oftalmologistas alertam para risco de suplementos com promessa de cura

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Anvisa proibiu produtos que prometiam eficácia contra doenças oculares

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu na segunda-feira (7) a fabricação, distribuição, venda, promoção e o uso de suplementos alimentares que alegavam, em sua publicidade, serem capazes de tratar doenças oculares como catarata, glaucoma e degeneração macular. Em nota, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reforçou o alerta para os riscos da comercialização de tais produtos com a promessa de cura.

O conselho chegou a receber diversos comunicados de seus associados sobre a venda de suplementos alimentares com a promessa de cura e tratamento de doenças oculares. Nas propagandas, os responsáveis pelos produtos alegavam que a ingestão dessas substâncias teria como efeito a melhora da visão de perto e longe, da visão embaçada e da pressão ocular e da catarata, além de prevenir o surgimento e o agravamento de problemas de visão.

“A decisão da Anvisa é uma vitória importante, pois protege a população de propagandas enganosas e, principalmente, dos potenciais efeitos colaterais e da ineficácia de produtos que não auxiliarão no tratamento de doenças oculares”, avaliou, em nota, o presidente do conselho, Cristiano Caixeta Umbelino.

Propaganda enganosa

Em comunicado, a Anvisa alerta quanto às propagandas de produtos “com promessas milagrosas”, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, que prometem prevenir, tratar e curar doenças e agravos à saúde, além de melhorar problemas estéticos. “Muitas vezes, esses produtos são vendidos como suplementos alimentares, ou seja, alimentos fontes de nutrientes e outras substâncias bioativas, para os quais não há nenhuma comprovação junto à agência de ação terapêutica ou estética.”

“A Anvisa não aprovou nenhuma alegação desse tipo para suplementos alimentares e a legislação sanitária proíbe expressamente que alimentos façam alegações de tratamento, cura, prevenção de doenças e agravos à saúde. Dessa forma, qualquer propaganda de suplementos alimentares que contenha esse tipo de alegação é irregular.”

Orientações ao consumidor

A agência recomenda que o consumidor não compre nem utilize suplementos alimentares que prometam agir nas situações listadas a seguir:   

– Emagrecimento; 

– Aumento da musculatura;  

– Diminuição de rugas, celulite, estrias, flacidez;  

– Melhora das funções sexuais;  

– Aumento da fertilidade, melhora ou alívio de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual, menopausa;  

– Aumento da atenção e foco;  

– Doenças degenerativas, como mal de Alzheimer, demência, doença de Parkinson;  

– Câncer; 

– Problemas de aumento da próstata e disfunção urinária; 

– Problemas de visão;  

– Doenças do coração, pressão alta, colesterol e triglicerídeos sanguíneos elevados;  

– Melhora da glicose sanguínea, diabetes e níveis de insulina;  

– Problemas gastrointestinais, como gastrite, má digestão;  

– Gripe, resfriado, covid-19, pneumonia;  

– Labirintite, zumbido no ouvido (tinitus);  

– Distúrbios do sono, insônia.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA INSPIRADORA DE RAUL CANAL, UM ADVOGADO APAIXONADO PELA CAPITAL BRASILEIRA E QUE MOLDOU O PRÓPRIO DESTINO E QUE É HISTÓRIA NA NOSSA CIDADE

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Por Natasha Dal Molin

INFÂNCIA SIMPLES E SONHOS GRANDIOSOS

Membro da Academia de Letras de Brasília (Acleb), titular da Cadeira III, patroneada por Ruy Barbosa, e advogado desde 1991, bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, especialista em Direito Médico pela Universidade de Coimbra e pela Universidade Corporativa Anadem (UCA), Raul Canal é personalidade de Brasília, onde está desde 1986.

Advogado, empresário, poeta, escritor e compositor, tem um currículo que soma significativas experiências profissionais, desde membro de Academias de Letras nacionais e internacionais a presidente de instituições de grande notoriedade no Brasil.

Esse gaúcho brasiliense, dono de um senso de humor e de justiça excepcional, é autor de inúmeros livros, como: Pontos de Interrogação; Para Conversar com o Travesseiro; O Exercício da Medicina e suas Implicações Legais; Direito Médico; Inês é Morta; Erro Médico; O Pensamento Jurisprudencial Brasileiro Sobre Erro Médico No Terceiro Milênio; e Código de Ética Médica Comentado, sua paixão pela escrita e pelas artes desde muito cedo.

Um homem de origens humildes, nasceu na aconchegante Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, quando a cidade tinha menos de cinco mil habitantes. Hoje, cerca de 30 mil pessoas chamam esse lugar de lar. Ele cresceu como o quinto de oito irmãos, em uma família que dependia da agricultura para subsistência. Seus pais, trabalhadores incansáveis, inspiraram desde cedo sua ética de trabalho.

Desde tenra idade, Raul mostrou um talento para o artesanato, empalhando garrafões de vinho, produzidos em abundância na região. Mesmo assim, sonhava em ser médico e devorava enciclopédias médicas aos 14 e 15 anos. A vida, porém, teceu seu próprio destino, levando-o a se tornar um advogado com um coração profundamente ligado à medicina.

BRASÍLIA: O AMOR À PRIMEIRA VISTA

Em 1986, Raul chegou a Brasília com a intenção de servir ao exército por apenas alguns anos. Contudo, a capital do Brasil o conquistou de tal maneira que ele nunca mais pensou em partir. Seu coração se abriu para a cidade, e ele a adotou como sua casa definitiva.

DA MEDICINA AO DIREITO: UM CAMINHO INESPERADO

Apesar de seu sonho inicial de ser médico, a vida o direcionou para a advocacia. Raul começou o curso de direito quase por acaso, enquanto estava matriculado em um curso do exército. O destino o levou a se apaixonar pela área jurídica, especialmente pelo Direito Médico. Mesmo assim, sua conexão com a medicina continuou viva por meio de sua filha, que se formou em Medicina.

Com mais cursos de direito do que todos os outros países somados e uma saturação no mercado, Raul lamenta a desvalorização da profissão de advogado no Brasil. Hoje, ele não incentivaria seus filhos a seguir esse caminho, preferindo estimulá-los a serem empreendedores na área médica.

Carregando fibra e disposição na sua vida, Canal fala sobre os valores que adota para seu sucesso profissional:

“Para tudo na vida, você tem que ter o D.O.M. (Domínio, Organização e Método). É preciso ter foco, objetivos e metas a serem alcançadas, mas sobretudo ser democrático com aqueles que operam por você e com aqueles aos quais você atribuiu missões e tarefas. Esse modelo permite novas metodologias, inovações e também novas maneiras de enxergar o mundo”.

UM LEGADO DE SAÚDE E LONGEVIDADE

Durante a pandemia, que afetou a todos em praticamente todo o mundo, Raul tomou medidas rigorosas para proteger seus colaboradores, fornecendo tratamentos preventivos e apoio médico. Sua resiliência e determinação permitiram que seus negócios prosperassem, mesmo em tempos difíceis. 

Com um doutorado prestes a ser concluído, Raul deseja contribuir para terapias celulares avançadas e pesquisas que melhorem a qualidade de vida e prolonguem a longevidade humana. Seu objetivo é transformar a medicina química em uma medicina baseada na biologia, oferecendo soluções para doenças debilitantes.

BRASÍLIA: A CIDADE DAS OPORTUNIDADES

Raul é um entusiasta fervoroso de Brasília, acreditando que ela é uma cidade de oportunidades ilimitadas. Com 23 de suas 26 empresas baseadas na capital, ele incentiva os brasilienses a investirem em sua cidade e a acreditarem no seu potencial. Raul Canal é um exemplo de como a vida pode moldar nossos caminhos de maneiras inesperadas, levando-nos a abraçar paixões e oportunidades que jamais imaginaríamos. Com seu coração dividido entre a justiça e a medicina, ele continua a deixar sua marca no mundo, buscando um legado de saúde e prosperidade para a humanidade

BB é primeiro banco a oferecer gerenciador financeiro pelo WhatsApp

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Uso da ferramenta no aplicativo de mensagens é pioneiro no Brasil

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Os clientes do Banco do Brasil (BB) podem administrar os gastos pelo WhatsApp. A instituição financeira passou a oferecer a ferramenta Minhas Finanças, de gerenciamento financeiro pessoal, pelo aplicativo de mensagens.

Disponível no aplicativo de celular e no site do banco, o Minhas Finanças terá um diferencial no WhatsApp, ao ser aliado ao chatbot, sistema de diálogo que usa inteligência artificial. De uso gratuito, o gerenciador permite que o cliente trace o perfil de consumo, programe despesas futuras e acompanhe os investimentos, tudo em um único ambiente.

Com o open finance, compartilhamento de dados entre as instituições financeiras, o Minhas Finanças unifica a consulta de saldos e aplicações no Banco do Brasil e em outras instituições. Também é possível organizar lançamentos por categorias, estabelecer metas de gastos e receber sugestões de investimentos com base no comportamento financeiro.

Evolução

Para ter acesso aos serviços do BB no WhatsApp, basta salvar o número de telefone (61) 4004-0001 e iniciar uma conversa no aplicativo. Desde 2018, os clientes do banco podem usar o WhatsApp para acessar contas, fazer consultas e algumas transações. Em 2019, o banco passou a oferecer o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em alguns estados.

Em novembro de 2020, o banco permitiu operações Pix pelo aplicativo de conversas, no mesmo mês de lançamento do sistema de transferências instantâneas. Em 2021, passou a oferecer a emissão de boletos e de cobranças bancárias. Em outubro do ano passado, tornou-se possível fazer operações Pix com o saldo de outras instituições compartilhado via open finance.

Outras ferramentas oferecidas pelo Banco do Brasil no WhatsApp são a contratação de crédito pessoal; consulta, pagamentos, liberação, rastreio e outros serviços de cartões de crédito e débito; compra de vales-presentes e cashback em lojas; consulta a informes de rendimentos; aplicação em investimentos; contratação de seguros e de serviços de assistência técnica; e renegociação de dívidas e segunda via de boletos.

Flipelô 2023: festa literária traz escritores renomados e espera receber 200 mil pessoas

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Público é cinco vezes maior que a primeira edição. Neste ano, evento que democratiza o acesso à Cultura, celebra obras e legado de Jorge Amado;Mia Couto participará da programação .
Reconhecido como um dos principais eventos literários do Brasil, a Flipelô (Festa Literária Internacional do Pelourinho) traz em sua programação escritores renomados e ativações culturais que irão movimentar o Pelourinho (Salvador), entre os dias 9 e 13 de agosto, na 7ª edição do evento.

São esperadas mais de 200 mil pessoas nos cinco dias de festa, público cinco vezes maior que a primeira edição, que obteve 36 mil participantes em 2017. 

Com obras publicadas em 22 países e traduzidas para várias línguas, o escritor moçambicano Mia Couto está entre as atrações, que contará ainda com mesas e roda de conversas sobre questões raciais, de gênero e LGBTQIAPN+. A homenageada será Mãe Stella de Oxóssi, escritora que ocupou a cadeira 33 da Academia de Letras da Bahia, em 2013.

O principal patrocinador da festa é o Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A festa convida o público a mergulhar no universo literário por meio de atividades informativas, bate-papos, lançamento de livros, slams, saraus de poesia e apresentações musicais totalmente gratuitas. Serão 135 painéis e 60 autores brasileiros e estrangeiros. Parte da programação será transmitida on-line, pelo canal do Youtube da Flipelô.

Programação diversa e com escritores renomados

Um dos destaques desse ano é Mia Couto, escritor moçambicano famoso por obras como “Terra Sonâmbula” e “O Último Voo do Flamingo”. A escritora brasileira Eliana Alves Cruz, vencedora do Prêmio Jabuti 2022 pela publicação do conto “A Vestida”, e Jeferson Tenório, vencedor da mesma premiação, em 2021, pela publicação do romance “O Avesso da Pele”, marcam presença no evento. Taiane Santi Martins, escritora gaúcha, vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2022, também foi confirmada na programação. 

Para o Grupo CCR, principal patrocinador da Flipelô desde sua criação, há sete anos, o apoio ao festival literário está alinhado com sua política de fomento à educação e à cultura nas regiões onde atua. Em Salvador, a Companhia está presente por meio da CCR Metrô Bahia. “Acreditamos que a democratização do acesso à cultura e o incentivo à leitura são fatores determinantes para a mobilidade social. Daí a importância do nosso apoio à Flipelô, um evento que estimula a descoberta e a exploração da riqueza literária e cultural da Bahia”, afirma Miguel Setas, CEO do Grupo CCR, que, a partir deste ano, também assumiu o patrocínio da visitação gratuita, às quartas-feiras, à Fundação Casa de Jorge Amado.  

Sudeste também estará presente na festa

Ao receber autores de todos os cantos do Brasil, a Flipelô abre espaço para a cultura de todas as regiões. O Sudeste será representado por escritores: Kiusam de Oliveira, Calila das Mercês, Joca Reiners Terron, Roger Ferreira, Sérgio Bahialista, Rodrigo Casarin, Vinícius Grossos, Fábio Kabral, Ale Santos, Jefferson Costa, Mônica Montone, João Carrascoza, Marcelo D’Salete, Diógenes Moura, Adrienne Savazoni, Pedro Pacífico, Vitor Martins, Mariana Filgueiras, Muniz Sodré, Eliana Alves Cruz, Karla Julia Dallale, Jeferson Tenório, Rodrigo Larcerda, Estevão Ribeiro, Clara Alves, Luciene Nascimento, Juan Jullian e Leda Maria Martins estão entre os convidados.

Flipelô pelo Brasil

Recentemente, o Instituto CCR promoveu ações voltadas para a divulgação da Feira Literária Internacional do Pelourinho. A campanha “Viajando pelos Caminhos da Cultura” levou uma exposição itinerante aos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Goiânia e São Luiz, além de contar com um evento prévio no Museu das Favelas, na capital paulista. Neste mês, os modais de trens metropolitanos, metrô e VLT recebem exposições que retratam a história da Flipelô, com a mostra “Flipelô-Edições”, nas áreas de atuações da ViaQuatro, ViaMobilidade, VLT Carioca e CCR Metrô Bahia.Outras informações sobre a Flipelô, acesse: www.flipelo.com.br

Ipês brancos florescem antes do tempo

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Variações climáticas estão entre as principais causas da floração atípica deste na cidade

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira

Depois de os ipês roxos encantarem os brasilienses por duas vezes neste ano em um raro fenômeno, além dos amarelos também florescerem fora da época de costume, foi a vez dos ipês brancos darem o ar da graça antes da hora. Ao andar pelas ruas de Brasília, é possível avistar as flores brancas dos ipês, espalhadas na grama seca e dando contraste ao céu azul da cidade.

De acordo com Silmary de Jesus, professora de ecologia aplicada da Universidade do Distrito Federal (UnDF), a floração atípica se deve, principalmente, a mudanças climáticas ocorridas recentemente, como os períodos de chuva irregulares e o aumento e diminuição brusca da temperatura na região Centro-Oeste.

“Esses gatilhos ambientais afetam a floração. Os fatores não programados, como o período de julho muito frio que tivemos e essas novas temperaturas, influenciam na fisiologia das plantas e podem causar estresse. Elas entendem como se fosse uma corrida pela sobrevivência”, explica a bióloga.

Além da resposta do ipê roxo a esses fatores climáticos, outra sinalização também é a sobreposição do ipê amarelo com o branco, florescendo no mesmo período. Segundo a professora, isso acontece por serem de espécies muito próximas e do mesmo gênero (tabebuia). Logo, tendem a se comportar com similaridades.

Conservação dos ipês

Atualmente, existem cerca de 270 mil ipês de cores variadas espalhados por todas as regiões administrativas do DF. A próxima temporada de plantio começa em outubro e outras 40 mil mudas serão plantadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em toda cidade.

O diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, lembra que a instituição coleta as sementes de matrizes que são cultivadas em um raio de 400 km, área que pega o Distrito Federal e parte do Entorno. “Essas árvores são acompanhadas ao longo do ano, com técnicos sempre de olho na ocorrência de qualquer praga ou fungo”, afirma.

As sementes passam por um processamento antes de serem cultivadas e, quando as mudas completam três anos de manejo, saem dos viveiros da Novacap para o plantio. “Elas vão em um porte que varia de 80 cm a 1,5 m. É a partir do terceiro ou quarto ano que as árvores já começam a florir”, destaca o diretor.

Queda da Selic tem impacto positivo no financiamento de imóveis, avalia especialista

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Juros menores facilitam financiamento, tipo de crédito mais sensível à variação

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta semana, uma redução na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, em 0,50 ponto percentual (p.p.), passando de 13,75% para 13,25% ao ano. Embora a mudança pareça pequena, existe um impacto considerável no mercado imobiliário – com melhores taxas para financiamento.

E isso acontece justamente porque o financiamento imobiliário, cujo empréstimo geralmente é garantido pelo próprio imóvel, é o que tem o menor spread – a diferença de juros entre o quanto banco paga ao investidor e o quanto é cobrado no empréstimo. Isso significa que as taxas de financiamento imobiliário geralmente são bem mais sensíveis às mudanças na taxa básica de juros.

Além disso, juros mais altos também assustam o consumidor – principalmente quando se trata de financiamento imobiliário, que pode chegar a comprometer até 30% do salário. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), mostra que juros superiores a 11% ao ano inviabilizam a opção de financiamento para 88,4% dos entrevistados e apenas 11,6% consideram adquirir um imóvel nessas condições. Atualmente as taxas estão dentro desse limite.

Claudia Frazão, leiloeira na Frazão leilões, conta que, com a redução da Selic, o cenário é promissor. “Com taxas de juros menores, a aquisição de imóveis torna-se mais atrativa, principalmente quando se tratar de um valor alto a ser financiado. Sendo assim, apesar de parecer pequena a redução, a economia ao longo do contrato é significativa e permite que o consumidor consiga investir, inclusive, em um imóvel de maior valor dentro do seu perfil”, destacou.

Muitos editais de leilões contemplam o crédito imobiliário em sua forma de pagamento, com isto a redução pode trazer ainda mais oportunidades. “Mesmo em períodos de taxas altas, a aquisição de um imóvel em leilão de forma financiada é vantajosa, uma vez que os valores praticados nos pregões são inferiores aos adotados no mercado”, afirmou.

Como funciona o financiamento para imóveis de leilão

“As modalidades de financiamento podem variar, dependendo do vendedor. Alguns bancos, por exemplo, oferecerem imóveis com possibilidade de financiamento no sistema SAC (Sistema de Amortização Constante), e parcelamento em até 420 meses”, diz.

Contudo, ela detalha que a instituição financeira vai condicionar o financiamento a uma entrada à vista de no mínimo 20% do valor da arrematação – a mesma regra praticada atualmente para imóveis usados. “Além disso, também é possível utilizar o FGTS no sistema SAC, no qual o valor vai reduzindo com o tempo, pois há uma diminuição progressiva dos juros”, finalizou.