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quinta-feira, abril 23, 2026
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Daniella Sarahyba e Mara Lúcia Sarahyba estrelam juntas campanha da Fillity de Dia das Mães de 2024

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Mãe e filha foram clicadas para lançamento de coleção que trazem peças inspiradas nos sentimentos mais nobres de amor e cuidado

A Coleção Laços é a novidade da Fillity para o Dia das Mães. E para estrelar a campanha, a marca reuniu duas gerações de modelos: Daniella Sarahyba e Mara Lúcia Sarahyba. A partir de 25 de abril, ambas estarão nas redes sociais e nas vitrines de todas as lojas da marca espalhadas por São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

A dupla foi escolhida por representar os sentimentos que inspiraram a criação da coleção: carinho, confiança e acolhimento. “Além disso, Daniella e Mara Lúcia são a personificação da mulher que veste Fillity: prática e segura de si. A relação entre mãe e filha é uma das mais fortes para nossas consumidoras e pudemos simbolizar ali com bastante naturalidade e de uma maneira muito verdadeira a intensidade dessa ligação”, revela Esperança Dabbur, fundadora da marca. “Nessa data tão simbólica, cada item foi desenhado para ser um reflexo dessa profunda conexão entre aqueles que compartilham laços especiais”, resume.

A Coleção Laços

A proposta da coleção é apresentar peças únicas e diferenciadas, com design proporcionando uma elegância atemporal, o que pode ser conferido nos itens, que são versáteis e possibilitam várias combinações. Casacos, vestidos, leggings, camisas, calças e conjuntos são oferecidos em conjuntos em tecidos como tilly, seda, tweed, cashmere, entre outros, em cores e estampas que vão do xadrez à estampa snake e mesmo risca de giz.

“São opções tão diversas quanto a pluralidade de quem usa Fillity. O ponto em comum entre todas, mais do que quais peças fazem parte do seu closet, é a atenção aos detalhes, a escolha de texturas, cortes que transmitam sucesso e mostrem que elas não abrem mão de qualidade, duráveis, vestindo-se com propósito e sofisticação”, finaliza Esperança.

Sobre a Fillity

A marca Fillity nasceu no divã, através da terapia de observação das vontades de algumas mulheres e da vocação apaixonante de Esperança Dabbur por desenvolver uma marca de vestuário feminino voltado para mulheres fortes e práticas. Por acreditar em mulheres seguras que buscam estilo na reinterpretação inteligente do clássico e na essencial presença da qualidade, a Fillity se destaca no mercado de moda feminina desde 1988, fascinando um crescente número de admiradoras. Em projeto de expansão atualmente com 24 lojas, a marca paulistana veste mulheres bem resolvidas e elegantes.

O GDF não previne e aumenta gasto com saúde

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O uso de tendas e carretas tem se tornado cada vez mais recorrente. Ele é útil em crises, mas não é solução para os problemas estruturais do Sistema Único de Saúde do DF. Nessa linha de ação, o Governo do Distrito Federal vai pagar R$ 28 milhões a uma instituição privada por 11 novas tendas de hidratação que vão funcionar por dois meses apenas.

Esse gasto com medidas paliativas em momentos de crise tem sido chamado erroneamente de “investimento do GDF em saúde”. Mas investimentos são aplicações de recursos públicos destinados à ampliação da oferta de serviços à população de forma continuada e com foco no futuro.

Em dois meses, as tendas deixarão de funcionar ou, ao menos, esperamos que não haja motivos para estender o funcionamento delas. Esse tipo de gasto é alto e, na verdade e salvo situações excepcionais e imprevisíveis, é um custo decorrente de omissão, desorganização e falta de planejamento na oferta de serviços públicos de saúde à população, ocorridas no passado.

Vamos comparar: para as 11 tendas de hidratação funcionarem durante dois meses, o GDF vai desembolsar R$ 28 milhões. Já a construção, por meio do PAC Saúde, de seis unidades básicas de saúde (UBSs), três centros de atenção psicossocial (CAPS), um centro de parto normal e uma policlínica, tem um orçamento de R$ 100 milhões. São 11 obras permanentes que permitirão (quando prontas, equipadas e com equipes contratadas), ampliar a oferta de assistência à população. Nessa comparação, as tendas se enquadram na situação do “barato que sai caro”.

Essa falta de planejamento e de qualidade nas políticas públicas de saúde acaba sendo como um encanamento furado em casa: a água vai se esvaindo pelas rupturas e, se chega à torneira, é reduzida. Mas a conta de água vem alta e a própria estrutura da casa é prejudicada, o que vai ter um custo ainda maior no futuro, sem contar que traz riscos para os moradores.

Tomando por exemplo a situação da comunidade do Pôr do Sol, temos outra situação que onera o orçamento da Saúde. Lá, entre outros problemas, falta saneamento básico, até esgoto correndo a céu aberto é comum. E isso aumenta a perspectiva de adoecimento e, consequentemente, de gastos públicos evitáveis. A Organização Mundial de Saúde estima que cada um dólar investido em saneamento reduz 4,3 dólares de gastos em saúde.

As deficiências no saneamento básico e na limpeza pública, além de medidas preventivas que não foram adotadas ou foram realizadas com atraso, contribuíram imensamente para que a epidemia de dengue no DF tenha atingido um índice de contaminação e número de óbitos tão altos.

Não são necessárias inovações mirabolantes nem a reinvenção da roda para obter melhores resultados na prestação de assistência à saúde da população. Uma máxima popular já indica o caminho para o GDF seguir: a célebre “é melhor prevenir do que remediar”. São verdades simples. No entanto, o GDF insiste em gastar com doenças em vez de investir em saúde.

Dr. Gutemberg Fialho

Ronaldo Fonseca se filia ao PSD-DF

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Ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do governo Michel Temer, o ex-deputado federal Ronaldo Fonseca filiou-se ao PSD nesta terça-feira (23), em solenidade com a presença do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e do presidente do partido no DF, Paulo Octávio. Outros nomes de relevo da legenda, como o líder do partido na Câmara, o deputado federal Antônio Brito (BA), também estiveram presentes ao ato de filiação.

Para Paulo Octávio, presidente da agremiação no DF, Fonseca trará experiência e credibilidade ao partido, por sua trajetória política como ministro e nos dois mandatos exercidos na Câma dos Deputados. “É um político que fará a diferença no PSd, por ser um quadro que agrega, que constrói. Ronaldo Fonseca é um homem de diálogo e de construção de pontes”, disse, antes de passar a palavra ao líder do PSD na Câmara, deputado federal Antônio Brito. “Eu quero que vocês ouçam um pouquinho esse homem, que realmente é um extraordinário correntino e com quem tenho aprendido muito”, completou.

Segundo Antônio Brito, que deixou a reunião do colégio de líderes que tratava do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) para participar da filiação de Ronaldo Fonseca, a união partidária é importantíssima, especialmente quando um novo nome de relevo se integra à agremiação. “A nossa unidade é feita a partir desta orientação do presidente Kassab. Somos um partido moderado, equilibrado e que dialoga com todos para que a gente possa desenvolver o Brasil”, destacou.

Líder do PSD na Câmara Legislativa, o deputado distrital Robério Negreiros também elogiou a filiação de Ronaldo Fonseca. “Somos um partido, como o próprio líder Brito falou, de centro, que dialoga. Acho que a população brasileira está cansada desses extremismos, tanto do lado da direita, do lado da esquerda. Mas somos centro não no sentido de não nos posicionarmos, muito pelo contrário”, disse.

“É só seguirmos a trajetória que o Kassab vem traçando desde a fundação. O PSD é um partido que foi de Juscelino Kubitschek. Estou nele para somar e para ajudar. E quero parabenizar o presidente Paulo Octávio, que é uma pessoa de exemplo não só na política, como na questão empresarial. Seja bem-vindo, Ronaldo. Vamos fazer o PSD crescer mais e mais”, completou.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, definiu a filiação de Ronaldo Fonseca como um momento emblemático e que mostra que o PSD cresce em todos os lugares. “O mais importante é que o partido tem quadros de qualidade. Que as pessoas vejam o Brasil como o Ronaldo, filiado pelo Paulo Octávio, e com a renovação e a juventude, como o André Octávio Kubitschek”, definiu.

“Nós estamos muito felizes com o crescimento do partido. Aqui em Brasília, essa filiação do Ronaldo é um passo importante para consolidar o partido, para começar a sonhar com voos mais altos. E que você possa aqui contribuir conosco, e a gente possa contribuir com você. É a filiação de uma pessoa que foi um bom deputado, um bom ministro, é um importante líder religioso, um importante líder político e um profundo conhecedor de Brasília e do Brasil”, completou.

Homenageado da tarde, o ex-deputado Ronaldo Fonseca começou seus discurso destacando estar cercado de amigos. “Eu vou escolher um amigo e, em nome dele, vou cumprimentar cada um de vocês, que é o meu amigo Agnelo (Queiroz)”, disse, citando o ex-governador do DF, que estava presente à solenidade. “Quando tive mandato como deputado federal, fiz muitas coisas por Brasília, pois ele me dava condições para isso”, completou.

Fonseca lembrou que o primeiro convite para integrar os quadros do PSD foi feito pelo próprio Gilberto Kassab, quando da crição do partido. “Brasília não tem eleição nesse momento, mas quero me colocar à disposição do partido para ajudar em nível nacional. Nós podemos ajudar muito agora, nessa campanha, para fazermos o maior número de prefeitos e vereadores, o que será a base para um partido mais forte em 2026”, completou.

“Eu quero agradecer o Robério (Negreiros), que está presente aqui, um amigo antigo, também o (Jorge) Vianna, que também é deputado distrital pelo PSD. Eu tive a oportunidade de presidir vários partidos, e eu estava sempre querendo ficar próximo do PSD. Hoje, o PSD está nas mãos de um grande amigo meu, o Paulo Octávio. E tudo isso construído também pela senadora Eliziane Gama, lá do Maranhão”, avaliou.

Por fim, Ronaldo Fonseca agradeceu ao presidente Gilberto Kassab. “Eu quero dizer ao Paulo (Octávio) e aos membros do PSD, que sou um político de massa, eu gosto de fazer movimentos, e nós precisamos fazer o PSD ser o maior partido do Brasil. Temos todas as condições, sob a liderança do Paulo Octávio, um homem de muita tranquilidade. Nós tornaremos o PSD, o maior partido de Brasília. Nós vamos eleger aqui, em 2026, no mínimo, três distritais, e vou, junto ao Paulo de Octávio, garantir aqui que aqui em Brasília não tenhamos só um deputado federal”, completou.

Fotos: Ricardo Fonseca/PSD

Cápsulas, pó ou gomas?  Dermatologista esclarece as principais dúvidas sobre a suplementação com colágeno

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O nosso organismo produz colágeno de forma natural até por volta dos 25 anos de idade, após isso essa produção cessa e a partir dos 30 anos começamos a perder colágeno.

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, as fibras de colágenos são as que dão maior sustentação na nossa pele e com a perda os sinais de envelhecimento vão aparecendo de forma mais acentuada.

Com isso, é comum as pessoas fazerem a reposição do colágeno, que pode ser na forma de cápsulas, pó e até gomas. “Apesar de formas diferentes, todos são a mesma coisa. O importante é tomar o Hidrolisado, pois esse tem um peso molecular menor e assim a absorção pelo nosso organismo é mais eficiente. É comum as pessoas falarem que tomam gelatina para produção de colágeno, porém ela apresenta alto peso molecular e infelizmente não chega ser absorvida”, explica o médico.

Hoje, os estudos atuais mostram que o uso do colágeno Verisol, que é desenvolvido da pele e ossos de porcos, faz com que haja um aumento da elasticidade da pele, diminuição da profundidade das rugas e uma melhor hidratação, tudo isso levando a uma melhor aparência nas pessoas.

O colágeno é um produto que pode ser tomado de 3 a 6 meses ao ano, iniciando por volta dos 30 anos, e não tem contra indicação. Importante lembrar que o hidrolisado não serve para veganos, pois vem de fonte animal: porco, boi e peixes.

Dr. José Roberto Fraga Filho

Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.

Instagram: @fragadermatologia

 

Projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!” leva arte circense para praças e escolas públicas do DF

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Serão seis apresentações gratuitas na Cidade Estrutural e em Brazlândia

E raia o sol, suspende a lua… O Circo chegou na programação artística itinerante do Distrito Federal para celebrar os 64 anos da Capital Federal. A partir de 19 de abril, o projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!” vai levar arte circense, oficina de construção de brinquedos com material reciclável e contação de história para praças e escolas públicas da Cidade Estrutural e de Brazlândia.

Com o objetivo de resgatar os tradicionais esquetes de circo, como perna-de-pau, equilibrismo e palhaçaria e levar música e alegria para as comunidades, o projeto reúne uma trupe pra lá de divertida, em apresentações gratuitas. O palhaço Mandioca Frita e a Companhia Tapioca e Espirolinda prometem muitas gargalhadas para o público.

Na Cidade Estrutural, o espetáculo aberto à comunidade será no sábado (20/04), a partir das 15h, no Ponto de Cultura Waldir Azevedo. No domingo (28/04), é a vez da Praça da Escadaria, localizada na orla do Lago de Brazlândia, receber o projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!”.

O projeto também vai levar a magia do circo para escolas da rede pública de ensino do DF, em quatro apresentações. Nesta sexta-feira (19/04), a trupe desembarca no Centro de Ensino Infantil 01 da Estrutural. Já no dia 26, estudantes da Escola Classe Chapadinha de Brazlândia vão se divertir e aprender mais com a arte popular.

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, da Agenda Cultural Brasília e do Ponto de Cultura Waldir Azevedo.

A iniciativa também conta com acessibilidade. Além de serem realizados em praças que já contam com rampas e estruturas necessárias para o acesso ao local do evento, os espetáculos contarão com cadeiras e espaços reservados para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. As apresentações também contarão com intérpretes de LIBRAS. Duas apresentações disponibilizarão audiodescrição.

SERVIÇO:

Olha o Palhaço no Meio da Rua

Quanto: entrada franca

PROGRAMAÇÃO:

Espetáculos para o público em geral

Domingo (28/04) – 15h

Praça da escadaria de Brazlândia, na orla do Lago de Brazlândia – St. Norte Ae 1N, 38 – Brazlândia

Espetáculos para estudantes

Sexta-feira (26/04)09h e 13h30

Escola Classe Chapadinha de Brazlândia

Curta-metragem vai mostrar como ditadura afetou crianças no Brasil

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Em fase de busca de recursos, projeto já tirou o sono do idealizador

Quando estava fazendo pesquisas para o curta de animação que está desenvolvendo, o diretor e roteirista Gustavo Amaral chegou a perder o sono. Foram algumas noites intranquilas, e a razão para isso não foi relacionada à produção do curta-metragem, mas ao tema. Isso porque o novo projeto de Amaral, chamado Câmbio, Desligo!, que está em fase de captação de recursos para desenvolvimento, mostra como a ditadura militar brasileira deixou marcas violentas também nas crianças.

Gustavo Amaral mostra os bonecos do curta-metragem Câmbio, Desligo! às produtoras Cassandra Reis e Mariana Lopes – Rovena Rosa/Agência Brasil

Ele logo identificou o sofrimento vivenciado por essas crianças com o que poderia ser enfrentado pelos seus dois filhos, de 5 e 8 anos, caso o país ainda vivesse uma ditadura. E isso o aterrorizou. “Ele sempre conseguiu dormir a vida inteira, nunca perdeu o sono. Daí começou a embarcar nessas histórias. E eu acho que foram as únicas noites em que ele perdeu o sono”, disse Lia Calder, mulher de Gustavo Amaral.

Nas buscas sobre o tema, Amaral se deparou com dois livros: Infância Roubada – Crianças Atingidas pela Ditadura Militar no Brasil, que foi elaborado durante os trabalhos da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo, e Cativeiro sem Fim: as Histórias dos Bebês, Crianças e Adolescentes Sequestrados Pela Ditadura Militar no Brasil, do escritor e jornalista Eduardo Reina.

O livro Infância Roubada traz testemunhos de cerca de 40 pessoas, que foram ouvidas durante as audiências da Comissão da Verdade e eram crianças na época da ditadura. Os relatos são de histórias reais de crianças que foram afastadas dos pais ou viram os pais serem torturados. Há também casos de crianças [inclusive bebês] que sofreram torturas físicas e psicológicas praticadas por militares. Já o livro de Reina descreve sequestros e desaparecimentos forçados de crianças e adolescentes que foram praticados pelos agentes da repressão. Foram esses dois livros que embasaram a ideia do filme que Amaral decidiu roteirizar.

O projeto para o curta, que já conquistou três prêmios importantes no festival Animarkt Stop Motion Forum [evento dedicado para animação em stop motion], na Polônia, começou a ser concebido durante a pandemia de covid-19. Câmbio, Desligo vai contar a história de uma mãe, dos dois filhos e do pai, que está desaparecido. “O projeto do curta foi o mais premiado da edição de 2023 do festival. Recebeu três prêmios, entre os quais, um de coprodução com um estúdio chamado Wrocław Film Studio, lá da Polônia”, contou o diretor.

O curta

Câmbio, Desligo é um curta de animação em stop motion, com duração prevista de 13 minutos. Ele está sendo concebido em conjunto com as produtoras Cassandra Reis e Mariana Lopes.

Hoje, trata-se de um projeto em desenvolvimento. “Começamos um pouco da pré-produção, porque já iniciamos a produção de um animatic, que é o storyboard animado. Neste momento, o projeto está na fase de financiamento para levantar o recurso e, finalmente, iniciar a produção do filme”, explicou Amaral.

O curta-metragem, que começa com uma ambientação nostálgica dos anos 70, traz uma temática de abdução alienígena, com essa família atravessando o país. “Eles [a mãe e os filhos] saíram do Sul e estão indo para o Norte porque o pai desapareceu. As crianças não têm respostas, pois a mãe não fala [sobre o assunto]”, conta o diretor e roteirista.

Um dos filhos do casal, Luciano, muito estimulado pelo pai, era amante de ficção científica e de estudo do espaço. “Era uma coisa que os conectava muito. E o Luciano acaba, enfim, acreditando que o pai dele foi abduzido por alienígenas. E o filme vai se desenrolando até que se descobre a verdade: eles não foram abduzidos por alienígenas, foram abduzidos pelo regime militar.”

Segundo Amaral, a decisão de ambientar o curta na época da ditadura militar tem o objetivo de ajudar o país a não permitir o esquecimento de sua história.

“A origem da ideia – e isso passou a ser a missão do filme – era divulgar essa história traumática. E, de alguma maneira, colaborar para que essas coisas não caiam no esquecimento. Acabamos de sair do aniversário do golpe, e o assunto voltou à tona, mas você pode ter reparado também: voltou à tona um dia e, agora, próximo assunto”, afirmou Amaral, que considera muito triste o país ter passado pelo aniversário de 60 anos do golpe de uma maneira tão “pouco impactante”

Stop motion

O stop motion, que será usado nesse curta, é uma técnica de animação em que que se filma quadro a quadro para simular movimento. É uma técnica bem artesanal. Para cada movimento que o boneco modelado precisa fazer, como abrir a boca para falar uma só palavra, são exigidas horas de trabalho. Por ser um processo bem trabalhoso, a cada dia, são produzidos cerca de 4 segundos do filme.

O processo começa com o desenho dos bonecos. Para esse curta, o ilustrador escolhido foi Jefferson Costa, quadrinista famoso por trabalhos como Roseira, Medalha, Engenho e Jeremias-Pele.

Foi com base nos desenhos feitos por ele, que Cassandra começou a modelar os bonecos que serão usados na animação. “O stop motion não é o caminho mais simples de seguir, mas, esteticamente, é o caminho que acreditamos que pode contribuir narrativamente para o filme”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

Financiamento

Além dos prêmios já recebidos, o projeto do curta foi aprovado pela Lei Rouanet e pelo Programa de Ação Cultural de fomento paulista (Proac). “Tudo agora se encaixou, e a gente precisa levantar financiamento. Porque agora o trabalho é achar financiamento para parte do filme porque, conseguindo assegurar esse financiamento, consegue-se destravar as coproduções internacionais.”

“A gente pensa em coprodução porque, no Brasil, o orçamento para curta é bem limitado. E esse é um curta um pouco mais ambicioso, assim, de orçamento”, explicou Mariana. “Com o dinheiro entrando, a gente prevê 20 meses pra realizar o filme”, acrescentou.

O projeto do curta-metragem entra agora na fase de captação, e Cassandra prevê algumas dificuldades. Principalmente relacionadas ao tema. “É difícil fazer arte, é difícil fazer animação no Brasil. Na fase de captação, acho que a maior dificuldade será encontrar pessoas que queiram se implicar em um assunto tão difícil assim.”

Apesar disso, eles esperam que o Brasil possa se inspirar na experiência de países vizinhos e também europeus. “Na Europa, tem muito filme que trata a perspectiva da criança sobre o nazismo”, ressaltou a produtora Mariana Lopes.

Segundo Gustavo Amaral, existem outros países, outras culturas, outras sociedades que revisitam seus traumas. “E este parece ser o melhor caminho. Não é vantagem para ninguém não revisitar e não falar sobre isso, por mais doloroso que seja”, acrescentou.