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quinta-feira, abril 23, 2026
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Brasil ultrapassa os 3 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em casas e outros imóveis

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Inversores híbridos são os mais indicados para as regiões Norte e Nordeste

Além do carregador de bateria para carros elétricos, um sistema solar instalado em uma residência pode incluir diversos componentes, como painéis solares, inversor solar, medidor de energia bidirecional e bateria de armazenamento (opcional).

 Os dados do relatório Energy Transition Investment Trends 2024 revelam que o Brasil emergiu como um líder global em investimentos em energias renováveis, durante o ano de 2023, ocupando o terceiro lugar no ranking, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Com um montante de aproximadamente US$ 25 bilhões investidos, o país demonstrou um compromisso significativo com a transição para fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

Uma parte substancial desses investimentos foi direcionada para a energia solar, uma vez que o Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de sistemas solares instalados em residências e outros tipos de imóveis. De acordo com dados da ABSOLAR e da ANEEL, essa expansão resultou em uma capacidade total instalada de 38 GW em energia solar, englobando tanto a geração centralizada (GC) quanto a geração distribuída (GD). Este número representa cerca de 16,8% da matriz elétrica brasileira, evidenciando o crescente papel da energia solar na diversificação e na sustentabilidade do fornecimento de energia do país.

Esses dados refletem o comprometimento do Brasil em aproveitar seu imenso potencial de recursos naturais e impulsionar a transição para um futuro energético mais limpo e sustentável. Além disso, demonstram a confiança dos investidores nacionais e internacionais no mercado de energias renováveis do Brasil e sua capacidade de continuar crescendo e se desenvolvendo nos próximos anos.

Afinal de contas, vale à pena investir em sistema de energia solar em minha residência? Sim, vale. Mas é preciso entender como funciona e qual sistema instalar, para que tenha melhor aproveitamento e maior rentabilidade.

Para gerar sua própria energia a partir do sol, não é instalar apenas as placas solares, como muitos acham. “É preciso instalar todos os componentes que compõem o sistema fotovoltaico, incluindo módulos fotovoltaicos (placas), inversores (convertem energia em corrente contínua (CC) para corrente alternada (CA) que é a energia utilizável nas tomadas comuns), além dos cabos de conexão e as devidas proteções dos circuitos”, explica o engenheiro da Fox ESS, Caio Garbelotto.

Para garantir o desempenho ideal e manutenção da garantia dos equipamentos que compõem o sistema fotovoltaico, é essencial seguir as diretrizes do manual de instalação. A instalação deve ser realizada de acordo com as especificações técnicas rigorosas e práticas de segurança estabelecidas pela ABNT NBR 16690:2019 e IEC 60364-7-712, NBR5410, e outras normas da relevantes das distribuidoras de energia local.

“O procedimento de instalação deve incluir uma avaliação completa do local, garantindo a seleção e o dimensionamento adequados dos componentes de sistema. Além disso, é fundamental conduzir verificações e testes de comissionamento para confirmar que o sistema está operando conforme o esperado e atendendo aos requisitos de desempenho”, complementa o engenheiro.

Caio alerta que é necessário cumprir rigorosamente essas diretrizes e normas não apenas para assegurar o funcionamento eficaz dos sistemas fotovoltaicos, mas também para garantir a segurança dos instaladores, dos consumidores e a conformidade com regulamentos aplicáveis. “É fundamental que os profissionais envolvidos na instalação tenham o conhecimento e a experiência necessários para seguir essas diretrizes com precisão e garantir o sucesso do projeto”, orienta.

Já o off-grid não é um sistema conectado à rede elétrica, ou seja, funciona de forma independente. “As placas solares geram energia e transferem para o controlador de carga. Este controlador, por sua vez, envia cargas para as baterias e para o inversor. Enquanto tiver sol, o inversor estará funcionando. Porém, na ausência da luz solar, as baterias carregadas serão as responsáveis por enviarem estas correntes ao inversor e este encaminhará as correntes alternadas para abastecer as redes de eletrodoméstico, computadores, televisores, chuveiros, lâmpadas, etc da casa. Portanto, para que todo este sistema seja funcional, são necessárias baterias recarregáveis de íons de lítio com alta capacidade de armazenamento e maior vida útil, principalmente, para abastecer toda a rede na época de inverno, de chuva e outras intercorrências”, recomenda.

Inversores disponíveis no mercado – Existem diversas opções de inversores solares disponíveis no mercado – on grid e os híbridos – cada um com características específicas adequadas para diferentes tipos de sistemas solares.

Opções de inversores no mercado? Existem algumas alternativas de inversores solares disponíveis no mercado, incluindo os modelos “on-grid” e os híbridos, cada um com características específicas adequadas para diferentes tipos de sistemas solares. Os inversores híbridos destacam-se ao oferecer maior independência energética, reduzindo o risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica para o consumidor.

Os inversores híbridos são projetados para oferecer maior flexibilidade ao projeto, além de uma vida útil excepcional que pode chegar a décadas de funcionamento. Isso resulta em redução de custos de longo prazo, incluindo cabeamento, infraestrutura e manutenção, tornando-os uma opção econômica e eficiente.

A robustez dos inversores híbridos é um de seus principais pontos fortes, garantindo um alto desempenho mesmo em condições ambientais extremas, como calor, frio ou poeira. Essa confiabilidade é essencial para maximizar a produção de energia ao longo do tempo e garantir uma operação contínua e sem falhas.

A flexibilidade operacional dos inversores híbridos é outra vantagem significativa. Para Caio, eles oferecem diferentes modos de operação que podem ser ajustados de acordo com as necessidades específicas de cada usuário. “No modo “Self-Use” ou autoconsumo, a energia gerada pelos painéis solares é priorizada para uso imediato, reduzindo a dependência da rede elétrica e maximizando a eficiência energética. Os excedentes de energia podem ser armazenados em baterias para uso posterior, garantindo uma gestão eficaz da energia e economia nos custos de eletricidade”, pontua.

Quando a produção de energia solar excede o consumo local e a capacidade de armazenamento das baterias, o modo “Feed-in” entra em ação, permitindo que o excesso de energia seja injetado na rede elétrica. Isso proporciona ao consumidor créditos energéticos através do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), semelhante a um inversor on-grid convencional.

Por último, o modo “Backup” (off-grid) oferece uma solução essencial para situações de interrupção da rede elétrica. Nesse modo, o inversor híbrido isola a propriedade da rede, alimentando cargas críticas com energia armazenada nas baterias. Isso garante que as funcionalidades essenciais, como iluminação e sistemas de segurança, permaneçam operando durante apagões, proporcionando segurança e tranquilidade aos consumidores.

Em resumo, os inversores híbridos representam uma solução energética inteligente e adaptável, oferecendo benefícios significativos em termos de eficiência, economia, sustentabilidade e segurança energética. Seu design avançado e capacidade de alternar entre diferentes modos de operação os tornam uma escolha ideal para propriedades que buscam maximizar o potencial da energia solar e garantir um fornecimento de energia confiável em todas as condições.

“Nossos inversores híbridos oferecem alta eficiência, variando de 97,4% (monofásico) a 98,6 (trifásico). São adequados para serem instalados tanto em áreas internas como externas graças ao nível de proteção IP65. E todo seu monitoramento é realizado de forma remota pelo portal da internet ou de seu smartphone”, explica Caio.

 Valores de instalação do on-grid e off-grid – O cenário atual do payback de um sistema com inversor híbrido e baterias pode ser desafiador devido ao custo relativamente alto das baterias. No entanto, é importante destacar que o investimento em um sistema híbrido vai além do retorno financeiro imediato. A capacidade de garantir conforto e segurança aos consumidores em situações de falta de energia na rede externa é incalculável e adiciona um valor significativo ao sistema.

“Além disso, à medida que o preço das baterias reduzir no futuro, os sistemas híbridos se tornarão ainda mais viáveis economicamente. Prevê-se que a evolução tecnológica e as economias de escala na produção de baterias resultem em uma redução significativa de seus custos, tornando os sistemas híbridos uma escolha ainda mais atrativa para os consumidores”, complementa o engenheiro.

Outro aspecto importante a considerar é a rentabilidade dos sistemas híbridos em situações em que há diferenciação nos preços das tarifas de energia. “Por exemplo, se a energia é mais cara durante à noite, as baterias podem ser utilizadas para armazenar energia durante o dia, quando é mais barata, e usá-la durante o período de tarifa mais alta. Isso não apenas reduz os custos de eletricidade para o consumidor, mas também ajuda a maximizar o uso de energia renovável e a aliviar a carga sobre a rede elétrica durante os períodos de pico de demanda”, esclarece.

Portanto, embora o payback inicial de um sistema híbrido possa ser maior atualmente, os benefícios adicionais em termos de conforto, segurança e economia de energia futura, juntamente à expectativa de redução dos custos das baterias, tornam os sistemas híbridos uma opção atraente e promissora para o futuro.

Fox ESS

Fundada em 2019, a Fox ESS é líder global no desenvolvimento de inversores e soluções de armazenamento de energia de alta qualidade e desempenho. Um dos seus maiores investidores é o Grupo Tsingshan, considerado o maior produtor mundial de aço inoxidável, além de estar no ranking da Fortune Global 500. Emprega mais de 150 mil em todo o mundo e gerou vendas anuais de US$ 55 bilhões em 2022.

Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal

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Acampamento Terra Livre deste ano deve ser o maior da história

Começa nesta segunda-feira (22), em Brasília, o Acampamento Terra Livre (ATL), que neste ano chega em sua 20ª edição. A principal mobilização indígena do país deve reunir milhares de participantes, representando as centenas de etnias indígenas existentes no Brasil. A expectativa da Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib), que organiza o encontro, é que este seja o ATL mais participativo da história, superando os mais de 6 mil indígenas do ano passado.

Com o lema “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui”, a edição de 2024 terá como prioridade justamente a luta contra o marco temporal, tese segundo a qual os povos indígenas somente teriam direito à demarcação de terras que estavam ocupadas por eles na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

Essa tese já havia sido declarada inconstitucional em julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, mas foi inserida na legislação por meio de um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que, em seguida, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou mantido pelos congressistas em uma derrubada de veto. Agora, a expectativa é que o STF reafirme a inconstitucionalidade da medida.

O ATL vai de 22 a 26 de abril, com atividades concentradas no Eixo Cultural Ibero-americano. A extensa programação prevê debates, apresentação de relatórios, marchas à Praça dos Três Poderes e atividades políticas no Congresso Nacional, como sessão solene, audiências públicas e reuniões. Apresentações culturais e exposição de artesanato e arte indígena de todos os biomas brasileiros também estão previstos.

O evento também começa dias após o presidente Lula ter assinado a demarcação de duas novas terras indígenas. A retomada das demarcações começou no ano passado, justamente na edição anterior do ATL, quando seis decretos de demarcação foram assinados. De lá pra cá, o governo federal contabilizou 10 demarcações. A expectativa do movimento indígena, no entanto, era que o governo federal tivesse concluído ao menos 14 demarcações de áreas, fruto de processos em fase final.

Violência e saúde mental

Além do combate à lei que criou o marco temporal e a pressão por mais demarcações, o Acampamento Terra Livre deve denunciar uma nova escalada de violência contra indígenas. De acordo com a Apib, citando levantamento feito pelo Coletivo Proteja, seis lideranças indígenas foram assassinadas no país após a edição da lei que instituiu o marco temporal, entre dezembro do ano passado, quando a legislação entrou em vigor, e o início deste ano.

“No mesmo período, também foram mapeados 13 conflitos em territórios localizados em sete estados. Um dos assassinatos foi o da pajé Nega Pataxó, povo Hã-Hã-Hãe, durante ação criminosa da Polícia Militar do Estado da Bahia com o grupo ‘Invasão Zero’. A liderança foi assinada na retomada do território Caramuru-Paraguaçu, município de Potiraguá”, aponta a entidade indígena.

Outro tema que será abordado no ATL é o suicídio entre indígenas. Segundo a Apib, um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard (EUA) e do do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz) apontou que a população indígena lidera os índices de sucídio e autolesões no Brasil, mas tem menos hospitalizações.

“Conforme o estudo, isso revela a precariedade no atendimento médico e no suporte à saúde mental para as famílias indígenas. A pesquisa foi feita com dados entre 2011 e 2022 e publicada na revista The Lancet. Com isso, as lideranças demonstram preocupação com a saúde mental dos indígenas, principalmente aqueles que enfrentam invasões em seus territórios e lutam pelos seus direitos”, diz a Apib.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

Brasília comemora 64 anos com roda de choro na rua

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Grupo Choro Livre se reuniu no Eixão Norte para celebrar a data

Conhecida como a capital do rock na década de 1980, Brasília deixou de ser lembrada no cenário cultural apenas pelo sucesso das bandas Legião Urbana e Capital Inicial.

Todos os domingos, o grupo brasiliense Choro Livre se reúne no Eixão Norte, uma das principais avenidas da cidade, para tocar os clássicos do ritmo brasileiro. Conhecido como Eixão do Lazer, a avenida é fechada para carros aos domingos, quando a população aproveita para fazer caminhadas, andar de bicicleta e participar de eventos culturais.

Para comemorar o aniversário de Brasília, o grupo reuniu convidados em mais uma edição do Choro no Eixo. O evento teve transmissão ao vivo da Rádio Nacional de Brasília, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Enquanto ouvia os clássicos do choro, o público apreciava as barracas de comidas e buscava as sombras das árvores para fugir do calor de aproximadamente 27°C.

Reunidos em roda comandada pelo cavaquista Márcio Marinho, os artistas receberam convidados e tocaram canções próprias e clássicos do choro.

Marinho afirmou que o objetivo do Choro no Eixo é levar a cultura para a população. “A gente continua fomentando esse projeto. É sempre importante mobilizar a cultura popular brasileira, porque ela está sempre em transformação. O que estamos fazendo aqui é história, transformando a cultura brasileira”, acrescentou.

Durante o evento, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib) aproveitou para mobilizar a população a se posicionar contra o marco temporal de suas terras. Uma barraca foi montada para distribuição de panfletos destinados à conscientização sobre a causa indígena. Cerca de 8 mil indígenas estão mobilizados em Brasília para 20° Acampamento Terra Livre, cujas atividades começam nesta segunda-feira (22).

“Simbolicamente, se juntam os povos indígenas e o choro, símbolo da cultura brasileira, para fazer uma luta pela democracia, pela sociedade e pelos povos indígenas”, afirmou Kleber Karipuna, representante da Apib.

O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, também participou do evento e lembrou que o órgão reconheceu neste ano o choro como patrimônio cultural imaterial do país.

“Agora a gente vai para as escolas, para as praças, ruas e todos os lugares”, completou.

Por Agência Brasil – Brasília

 

Grupo Fujioka comemora 60 anos de uma história entrelaçada com a nossa capital

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Oferecendo serviços de fotografia, a marca chegou a Brasília em 1979. O estúdio se tornou um ponto de encontro entre os moradores para registrarem suas memórias

Há pouco mais de seis décadas, nascia do sonho de Dom Bosco, a capital da República. Brasília completa 64 anos com uma pluralidade de público, sotaques e costumes. Em meio aos anos de resistência, estão as antigas lojas da cidade que vencem as adversidades e fazem parte desta história. Um exemplo é o Grupo Fujioka, que não só se mantém ativo nos mesmos lugares, mas também amplia sua atuação.

A história do Fujioka em Brasília começou em 1979, com a criação de um estúdio completo para atender aos profissionais da fotografia. Na época, uma nova loja dedicada à revelação de fotos foi aberta ainda com o nome “Foto Sakura”. Essa pequena loja, localizada no centro do Plano Piloto, foi o embrião do que seria o Fujioka que conhecemos hoje.

Naquela época, a capital ainda era uma cidade em construção e a loja rapidamente se tornou um ponto de encontro para os brasilienses, eternizando momentos especiais e contando as histórias da cidade através de imagens. “Na época, a publicidade e o boca a boca eram as formas de divulgação do negócio, então fizemos diversos investimentos em promoções para trazer o cliente ao estúdio. Os pôsteres, por exemplo, eram financiados em até 10 pagamentos”, comenta Dvair Borges, diretor comercial do Grupo Fujioka.

Vendas para todo país

Tudo começou com um pequeno laboratório de fotoacabamento que atendia todo o interior de Goiás. Com o nome “Foto Sakura”, o Fujioka iniciou suas atividades em Goiânia em 1964. Uma loja pioneira na região do Centro-Oeste com revelações em até 1 hora e, logo depois, passou a contar com o maior laboratório fotográfico colorido da região e do país.

“A intenção era desenvolver ações pioneiras, algo que sempre fez parte da nossa marca. Queríamos oferecer tudo o que era possível no campo da fotografia, desde o registro do nascimento e crescimento das crianças até fotos para documentos e em estúdio”, afirma Dvair Borges, diretor comercial do Grupo Fujioka.

Hoje, o Grupo conta com mais de 14 lojas no segmento varejo, em Brasília. A rede mantém ativo dois e-commerces com vendas para todo país. Assim como no off, existe um canal voltado para o varejo e outro para vendas com CNPJ. “O negócio, que nasceu como uma empresa familiar e a partir da fotografia, é hoje uma referência nacional no segmento de distribuição de produtos de tecnologia. E agora estamos trabalhando intensamente para aumentar a nossa capilaridade e mix de produtos também em informática”, comenta Dvair.

Novo modelo de negócio

Dentre essas seis décadas, além de ter expandido significativamente suas lojas físicas, o Fujioka ostentava, em paralelo aos seus sessenta anos no varejo, um modelo de mercado diferenciado: o Fujioka Distribuidor. Há pouco mais de um ano, esse novo modelo chegou a Brasília. O diferencial dessa unidade reside nos preços diferenciados para CNPJs, sem a exigência de quantidade mínima de compra.

O modelo de negócio é uma novidade por garantir boas oportunidades para todos os tipos de negócios, seja para o micro, pequeno ou médio empresário que queira utilizar o produto para uso próprio ou na operação de um estabelecimento. O modelo foi pensado para quem busca a oferta de um grande mix de produtos, inclusive os mais especializados e exclusivos.

Além das lojas físicas, os consumidores podem comprar de qualquer lugar do Brasil, por meio do site. São itens das maiores marcas do mundo relacionados à informática, áudio e vídeo, acessórios, beleza e celulares.

Faces de um velho punk

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É, de certa forma, um caleidoscópio de memórias calhordas, embora a memória de Gilberto esteja indo pras cucuias.

Mas é que não se trata deste tipo de memória dos fatos, mas, muito mais, dos pensamentos, observações e da imaginação de um escritor nem tão velho, nem tão safado, mas que definitivamente aprendeu algumas coisas.

devana babu

*LIDE BRASÍLIA RECEBE DIRETOR-PRESIDENTE DA NEOENERGIA BRASÍLIA E CEO DA EMPRESA NO PAÍS*

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O diretor-presidente da Neoenergia Brasília, Frederico Candian, anunciou investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão até 2028 na capital. Com estes novos aportes, somados aos R$ 800 milhões aportados nos três primeiros anos de concessão, o valor aplicado no sistema de energia elétrica do DF chegará à marca de R$ 2,2 bilhões.

A notícia foi dada nesta terça-feira (16), durante almoço-debate do Lide Brasília, realizado no Royal Tulip Brasília Alvorada. Além de Candian, também estiveram na palestra o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, e executivos da empresa.

Em sua apresentação dos convidados, o presidente do Lide Brasília, Paulo Octávio, relembrou a história da Brasília entre o final dos anos 1950 e os anos 1960. “Na construção da cidade, não havia energia, apenas geradores e improvisações. Fico imaginando o que os candangos passaram naquele período de mil dias”, destacou, acrescentando que apenas em 1968 foi inaugurada a Companhia Energética de Brasília (CEB), que geriu por 52 anos o fornecimento de energia da cidade.

Paulo Octávio também destacou que a privatização no setor de energia veio no momento certo. “A Neoenergia pagou R$ 2,5 bilhões para comprar CEB Distribuição e tem procurado investir nas cidades. Esse encontro do Lide é impactante, pelo compromisso da Neoenergia em investir mais nas cidades”, afirmou. “Brasília está em crescimento. Além disso, cidades novas estão surgindo e nós somos a capital que mais cresce no Brasil. A Neoenergia tem um compromisso de acompanhar esse crescimento, porque sem energia não se constrói absolutamente nada”, destacou.

O presidente do Lide Brasília também lembrou que a CEB foi mantida, mas com um novo direcionamento: cuidar mais da iluminação pública. “A CEB, sob a presidência do Edison Garcia, vai bem. Conseguiu um lucro de R$ 200 milhões no ano passado. Hoje, temos duas empresas saudáveis: a Neonergia, empresa mundial, com capacidade de investimento e que quer investir em Brasília, e a CEB, responsável pela iluminação pública da cidade, e que está prestando um belíssimo trabalho e sendo lucrativa”, avaliou.

Antes da palestra de Frederico Candian, o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, fez uma linha do tempo e
uma análise da atuação da empresa no Brasil. Controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, ela atua há 26 anos no País, a partir de investimentos em distribuição de energia elétrica na Bahia e no Rio Grande do Norte. “Somos o primeiro operador elétrico europeu e o segundo mundial. Conseguimos aproveitar todo esse conhecimento obtido no mundo e trazer para o Brasil. Nos últimos três anos, estamos em toda a cadeia de energia, inclusive na renovável”, detalhando a operação nas diferentes regiões do Brasil. Hoj, a empresa atende mais de 45 milhões de clientes em todo o País.

Em seu balanço aos empresários, o diretor-presidente da Neoenergia Brasília, Frederico Candian, revelou, além dos investimentos, que a empresa já regularizou a ligação de energia para 37 mil famílias nos três primeiros anos de operação na capital. A empresa pretende estender o benefício a outros 40 mil lares no DF, nos próximos cinco anos.

“Levamos cidadania, desenvolvimento socioeconômico e uma rede mais segura e com qualidade para essas famílias”, observou, acrescentando ainda o foco na geração de emprego e renda, com a formação de novas turmas da escola de eletricistas, que tem levado equidade de gênero e empoderamento feminino em um segmento antes dominado pelos homens.

Segundo o executivo, o almoço-debate do Lide Brasília fez uma ponte com o setor produtivo do Distrito Federal. “Por isso, falamos dos avanços da Neonergia na capital, além de anunciar investimentos, melhorias e compromissos com a população para os próximos anos”, definiu. Frederico Candian destacou que o maior beneficado será o consumidor.

“Nosso investimento está diretamente ligado à ampliação do fornecimento de energia elétrica, à modernização para melhoria da qualidade de energia para a população, à infraestrutura do sistema elétrico e à regularização”, enfatizou. “Sabemos da necessidade do Distrito Federal e o nosso compromisso é continuar investindo em modernização e em digitalização da rede, para melhorar a qualidade de energia para a população do DF até 2028”, acrescentou.

O diretor-presidente da Neoenergia Brasília disse ainda que a empresa se alinhou completamente com a necessidade do consumidor do DF. “Já melhoramos o tempo do atendimento ao consumidor em 24% e também a quantidade de interrupções, que foram reduzidas em 33%”, relatou.

Presente ao encontro, o governador Ibaneis Rocha foi chamado por Paulo Octávio ao palco e fez um balanço da atuação da empresa e do processo de privatização. “Nós temos que ressaltar o presidente Edison Garcia, da CEB, que fez um belíssimo trabalho na privatização. Ultrapassamos todas as fases, junto ao Tribunal de Contas, e o leilão foi um sucesso. Tanto que arrecadamos quase que o dobro do valor que tinha sido avaliado inicialmente”, relembrou.

“E demos muita sorte também na empresa que venceu. A Neonenergia vem fazendo um investimento que já chega perto de R$ 1 bilhão nas redes de energia do Distrito Federal. As melhorias estão acontecendo a todo momento”, destacou o governador.

Para Ibaneis Rocha, a Neoenergia ampliou o atendimento a todas as classes, em especial às mais carentes. “A gente tem de agradecer por este atendimento social. E continuamos cobrando, enquanto governo, para que a gente possa chegar, dentro de poucos anos, a um nível de eficiência que a cidade merece”, completou.

“Nós estamos na capital da República e merecemos uma energia de qualidade. Graças a Deus, mesmo com os problemas este ano, mesmo com as chuvas que tivemos, um período muito longo e muito forte. Tivemos menos problemas que nos anos anteriores, graças a esse investimento que vem sendo feito pela empresa. É continuar acompanhando, cobrando esses investimentos para que Brasília tenha essa energia de qualidade que a gente merece”, completou.

Entre as autoridades presentes estiveram a vice-governadora Celina Leão; os secretários José Humberto (Governo), Giselle Ferreira (Mulher), Cristiano Araújo (Turismo), Marcelo Vaz (Habitação), Ney Ferraz (Economia), Rodrigo Delmasso (Família e Juventude), Walter Casimiro (Obras), Thales Mendes Ferreira (Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda), Zeno Gonçalves (Tranporte e Mobilidade), Weligton Moraes (Comunicação) e José Eduardo Pereira Filho (consórcio Brasil Central); os deputados distritais Chico Vigilante (PT), Pastor Daniel de Castro (PP), Eduardo Pedrosa (União Brasil), Robério Negreiros (PSD) e Thiago Manzoni (PL); os federais Fernando Monteiro (PP-PE), Rafael Prudente (MDB-DF), Gilvam Máximo (Republicanos-DF), Reginaldo Veras (PV-DF) Antonio Brito (PSD-BA) e Ismael Alexandrino (PSD-GO); e os senadores Izalci (PL-DF), Eduardo Gomes (PL-TO) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), além de representantes de diversas entidades empresariais.

*Sobre o Lide*
Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 49% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.