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quinta-feira, abril 23, 2026
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Tai Chi em Brasília: Cinco Décadas de Saúde e Harmonia com o Mestre Moo Shong Woo

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Desde 1974, o legado do Grão Mestre transforma vidas e fortalece a comunidade com práticas de bem-estar e equilíbrio.

No ano de 1974, Brasília tornou-se o novo lar do Grão Mestre Moo Shong Woo. Todos os dias, ao nascer do sol, ele era visto no gramado da Entrequadra Norte 104/105, na SQN 105, onde dedicava uma hora à prática de Tai Chi Chuan e Chikung. Esses momentos não eram apenas exercícios físicos, mas um mergulho nas filosofias de vida que o mestre prezava.

Acompanhado inicialmente por figuras como o padre Mira e outros amigos e vizinhos, Woo não se limitava a praticar: ele compartilhava e ensinava. A despeito do frio matinal, que poucos ousavam enfrentar, sua persistência lentamente atraiu mais pessoas. O que começou com poucos curiosos, gradualmente se transformou em uma congregação significativa, ganhando força e visibilidade.

A prática, que combinava movimentos de Tai Chi com exercícios respiratórios e outros ensinamentos orientais, foi batizada pelo Mestre Woo de Tai Chi Being Tao. Esta não era apenas uma rotina de exercícios, mas um caminho para o equilíbrio do corpo, mente e espírito, que eventualmente levou à formação da Associação Being Tao.

O impacto dessa prática foi tão profundo que, em 2007, o governo distrital reconheceu-a como Patrimônio Cultural de Brasília, nomeando o local das práticas como Praça da Harmonia Universal. O reconhecimento continuou a crescer, e em 2010, a praça teve a honra de receber Bill Douglas e Angela Wong, fundadores do Dia Mundial do Tai Chi e Chikung, celebrado no último sábado de abril.

Mestre Woo, com um currículo repleto de títulos e honrarias tanto nacionais quanto internacionais, reflete a essência da humildade e da simplicidade, apesar de sua vasta erudição em medicina tanto ocidental quanto chinesa. Suas contribuições vão além do ensino das técnicas, alcançando o coração de sua comunidade através de um sorriso sincero e um abraço acolhedor.

A influência do mestre e sua prática transcenderam gerações, cada uma com suas próprias histórias de transformação e bem-estar derivados do Tai Chi Being Tao. Agora, ao celebrar o cinquentenário da prática e o Jubileu de Prata do Dia Mundial do Tai Chi e Chikung, a Associação Being Tao convida todos em Brasília a se juntarem nas celebrações, reforçando o legado de saúde, paz e fraternidade que Mestre Woo promoveu durante sua vida.

Senado discute PEC que altera política de drogas no país

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Proposta prevê tratamento diferenciado para usuários e traficantes, mas critério ainda é controverso

A PEC das Drogas será votada no Senado Federal nesta terça-feira, após cinco sessões plenárias de discussões preliminares. A proposta, defendida pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criminaliza o porte e a posse de drogas em qualquer quantidade. Antes da votação final, está prevista uma sessão de debates temáticos na segunda-feira, com a participação de especialistas como o Dr. Dráuzio Varella e o coordenador do GT Cannabis, Ubiracir Lima.

O relator da PEC, senador Efraim Filho (União-PB), destacou a relevância da medida para as áreas de saúde e segurança pública. “O tema das drogas afeta diretamente a vida das famílias brasileiras, e é nossa responsabilidade abordá-lo com seriedade”, comentou. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, se aprovada em dois turnos pela casa, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.

A PEC propõe tratamento e penas alternativas para usuários, enquanto mantém a severidade para traficantes, embora o critério de distinção entre esses ainda necessite de

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definições mais claras. Este ponto foi enfatizado por uma emenda do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que pede que a diferenciação seja feita baseada nas “circunstâncias fáticas do caso concreto”.

Enquanto avança no Senado, a expectativa dos legisladores é que haja um amplo quórum e maioria sólida a favor da proposta durante a votação. No entanto, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), sinalizou que o governo ainda não definiu uma posição clara sobre a matéria e está em discussões com líderes partidários para estabelecer um consenso.

Novo ajuste do salário mínimo para 2025

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Governo propõe aumento de 6,37% , elevando para R$ 1.502, e define meta de déficit zero para o ano.

O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2025, prevendo um reajuste no salário mínimo para R$ 1.502, um aumento de 6,37% em relação ao valor atual de R$ 1.412. Esta elevação está alinhada com a política permanente de valorização do salário mínimo instaurada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A apresentação do PLDO marca um ponto crucial para o segundo orçamento federal sob a administração atual, delineando não apenas as metas econômicas, mas também diretrizes fiscais claras para a manutenção da sustentabilidade da dívida pública. Entre os pontos de destaque, o governo anuncia uma meta de déficit zero para o ano de 2025, rompendo com as previsões anteriores que sugeriam a possibilidade de superávit.

O PLDO serve de base para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha a previsão de receitas e despesas do governo e deve ser enviada ao Congresso até o final de agosto. A LOA é fundamental para que se entenda como o governo planeja gerenciar os recursos públicos, desde a arrecadação até os investimentos em áreas chave.

O projeto agora seguirá para análise na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), onde poderá sofrer alterações antes de ser votado em sessão conjunta do Congresso.

Após a aprovação pelo Congresso, o PLDO será encaminhado ao presidente para sanção ou veto, o que definirá os contornos finais do orçamento do próximo ano. A proposta de aumento do salário mínimo reflete não apenas uma política econômica, mas também um compromisso social do governo, buscando melhorar o poder de compra dos trabalhadores brasileiros no contexto de uma recuperação econômica gradual.

Brasília, 64 anos: cada vez mais lúcida

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Na véspera da decisão da Copa do Mundo de 1970, na qual o Brasil foi campeão, a escritora Clarice Lispector republicou no Jornal do Brasil um texto de meia página sobre Brasília. O conto, intitulado “Nos primeiros começos de Brasília”, gira em torno de uma mulher que se sente perdida em meio à nova capital do Brasil, refletindo sobre sua própria existência. Isso foi há 54 anos. Ou seja, dez anos após a inauguração da nova capital. E o que ainda me chama muita atenção no escrito é o trecho: “Nunca vi nada igual no mundo. Mas reconheço esta cidade no mais fundo de meu sonho. O mais fundo de meu sonho é uma lucidez.”

Brasília vem de um sonho. E, ao contrário do que é comum na agora chamada melhor idade, após os 60 anos, Brasília não perde a lucidez. A capital do Brasil completa 64 anos, em 21 de abril, com seus cidadãos cada vez mais conscientes do que querem e do que é necessário para viver nestas terras_: “a gente não quer só comida”_, já diziam os Titãs. A cada nova notícia que sai nos jornais, na internet, na televisão, está muito claro. O povo de Brasília quer o que é direito: saúde, educação, segurança, trabalho, lazer e proteção à infância. Serviços públicos de qualidade.

Então, dos primeiros começos de Brasília, vamos para os recomeços de Brasília. Você que me acompanha deve saber do meu trabalho em frente ao SindMédico-DF. Sou presidente do Sindicato que representa os médicos do Distrito Federal e há anos me empenho na missão de lutar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este que, vale lembrar, é uma garantia Constitucional. Constituição essa que, assim como Brasília, também nasceu a partir de um sonho. O de liberdade e de justiça para o povo brasileiro. E é por isso que o povo de Brasília está cada dia mais lúcido. Queremos o que é uma garantia. Queremos o que podem nos oferecer.

Como defensor do SUS, tenho avisado há alguns anos que não adianta fazer discurso de “faremos isso ou aquilo” sem colocar em prática. O planejamento precede a execução. E planejar uma saúde pública sem levar em conta a qualidade de vida daqueles que cuidam da população é só marketing. Propaganda dessas que o consumidor sai da loja direto para o Procon. “Venderem gato por lebre”, dizem. E venho dito: há médicos suficientes no DF. A população não precisa ficar em filas aguardando atendimento. Mas, é preciso dar condições de trabalho. Se não, o que chamam de “estratégia”, essa da qual não temos acesso, vira devaneio. E Brasília está lúcida.

A população de Brasília, no auge dos seus 64 anos, quer mais do que discursos. Obras? Sim, por favor! E postos de saúde com servidores, hospitais equipados, professores nas salas de aula e transporte público de qualidade. “É tempo de ação”, como diz o slogan do atual do governo. E a gente até desculpa os transtornos pelas obras, mas queremos mais do que isso, que rende boas fotos. É preciso parar de sucatear o SUS com argumentos confusos e contas que não fecham. É preciso parar de enxugar gelo com tendas e mutirões. Política pública é feita todos os dias, com continuidade. É preciso prevenir o caos e não tentar consertá-lo. É preciso valorizar a vida: essa que quer dignidade. Brasília agora só vai fechar os olhos para soprar a vela. E o pedido, neste caso, não é segredo: “pedimos mais do que promessas. Queremos o que é direito”.

Parabéns a Brasília, aos nossos cidadãos e ao nosso sonho cada vez mais lúcido.

Por: Gutemberg Fialho

 

Câmara Legislativa do DF intensifica debate sobre gestão e financiamento de escolas no Distrito Federal

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A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na última quinta-feira (11) um requerimento solicitando à Secretaria de Educação do DF acesso ao sistema de gestão educacional. Esse movimento faz parte de um esforço maior para aumentar a transparência e eficiência na utilização dos recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), especialmente por meio do controverso cartão PDAF.

O deputado Gabriel Magno (PT) foi um dos principais defensores da iniciativa. Segundo ele, apesar das vantagens apresentadas pelo cartão PDAF na gestão dos recursos, há relatos de que os custos de serviços, como reparos nas escolas, estão inflacionados. Ele citou como exemplo o caso de uma escola em São Sebastião que teve um serviço de pintura orçado em R$ 19 mil pelos métodos tradicionais, mas que pelo cartão PDAF saiu por R$ 46 mil. “É imprescindível repensarmos os mecanismos para garantir que os gastos sejam efetivamente vantajosos para o estado e que as reformas possam ser realizadas a custos mais baixos, com total transparência na prestação de contas”, afirmou Magno.

A presidente da comissão, deputada Paula Belmonte (Cidadania), reforçou a necessidade de uma ação conjunta para resolver essas questões. Ela destacou os eventos anteriores sobre o tema, incluindo uma comissão geral e uma audiência pública, como bases para futuras atuações. Belmonte concorda que os valores atualmente praticados podem

inviabilizar a realização dos serviços necessários, o que justifica uma revisão cuidadosa do programa.

Além do debate sobre o PDAF, a comissão também aprovou um requerimento à Secretaria de Economia do DF para obter informações sobre os imóveis do GDF. A reunião, que contou com a presença dos deputados Gabriel Magno, Max Maciel (PSOL) e Paula Belmonte, foi transmitida ao vivo e contou com intérprete de Libras, garantindo a acessibilidade da discussão para todos os interessados.

Este cenário aponta para um momento de reflexão e possíveis reformulações no modo como os recursos para a educação estão sendo gerenciados no Distrito Federal, visando uma maior eficácia e menor custo, beneficiando assim toda a comunidade escolar.

MERCEDES URQUIZA LANÇA SEU SEGUNDO LIVRO “A NOVA TRILHA DO JAGUAR: DE BRASÍLIA MINHAS MEMÓRIAS”

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A obra, que conta a continuação da saga da aventura da pioneira no Planalto Central, terá noite de autógrafos na galeria Celso Junior, no dia 16 de abril

Mercedes Urquiza é uma apaixonada por Brasília. Uma paixão que começou antes de a capital federal se tornar uma realidade e que a levou a mudar de país, e adotar o Brasil como nova pátria, depois de enfrentar uma aventura, que levou 48 dias, em uma viagem de jipe de Buenos Aires até o planalto central em 1957. Uma história que já foi contada no livro “A Trilha do Jaguar: na Alvorada de Brasília”, publicado em 2018 (Ed. Senac DF), em que Mercedes relata os primeiros mil dias da capital. Ilustrado com fotos do sueco Ake Borgulund, traduzido para o inglês e espanhol, o livro foi apresentado na Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia), na Feira Internacional do Livro em Buenos Aires (Argentina) e no Palácio Pamphilli, sede da Embaixada do Brasil, em Roma (Itália), entre outros lugares.

Neste segundo livro “A Nova Trilha do Jaguar: De Brasília, Minhas Memórias” (Ed. Tagore), prefaciado pelo renomado escritor mineiro Lucas Figueiredo (autor de “O Tiradentes”), Mercedes nos brinda com relatos e narrativas que falam de momentos únicos, de sua vida na nova capital como jornalista, empresária de turismo e como mãe de uma família que formou em Brasília, com o nascimento de suas duas filhas, cinco netos e seis bisnetos. Histórias de uma mulher à frente de seu tempo e que pode ser considerada uma autêntica embaixadora não oficial da cidade que ao longo dos últimos vinte anos tem levado a história da maior saga do Século XX, através de exposições e palestras pelo Brasil e por cerca de 60 países. “Aos 64 anos de vida, Brasília é a cidade contemporânea mais admirada do planeta. O mundo se curva diante da saga de nosso povo que se deu as mãos para construir um futuro melhor. Nossas histórias, algumas reproduzidas em meus dois livros, estão gravadas para sempre em cada tijolo da capital da esperança”, afirma Mercedes.

Com uma narrativa intimista, permitida apenas aos que, junto com o presidente Juscelino Kubitschek viveram esse sonho, a pioneira nos coloca em contato com lugares que fizeram história na cidade como os restaurantes Chez Willy, a pizzaria Kazebre 13 e a boate Tendinha, entre outros. Relatos de festas de gala e visitas de figuras icônicas à nova capital do Brasil, como Che Guevara, rainha Elizabeth da Inglaterra e rainha Silvia da Suécia, além de artistas de fama internacional, que vieram conhecer a cidade modernista de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, complementam o relato; que incluiu também histórias de empreendedorismo pela vida afora. Ler o livro de Mercedes é ter o privilégio de ouvir a história contada por uma testemunha ocular presente em momentos únicos como o início da UnB com Darcy Ribeiro, a chegada dos primeiros imigrantes japoneses, a venda dos primeiros lotes no Plano Piloto e a entrada de Brasília na rota do turismo internacional. Papel, no qual a autora teve parte fundamental, como dona da primeira agência de turismo da cidade. Narrado de forma leve e descontraída, como uma conversa entre amigos, o livro é recheado de fotos raras que servem como documento de uma vida de alguém que escolheu se reinventar como candanga, colocando Brasília no seu destino e no seu coração.

Na noite de autógrafos, fotos do sueco Ake Borglund estarão expostas em papel fine art, no mais alto padrão museológico, que estarão a venda para os interessados.

Serviço:

Lançamento do livro de Mercedes Urquiza: “A Nova Trilha do Jaguar: De Brasília, Minhas Memórias”, Editora Tagore

Local: Galeria Celso Junior

Data: 16 de Abril

Horário: 18:30h