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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Conquista é conquista: respeite cada degrau da jornada

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Vivemos em um mundo onde as conquistas são medidas por números, fama e grandes marcos. Contudo, é essencial lembrar que toda vitória, grande ou pequena, carrega uma história de esforço, superação e valor único. “Não compare o início de sua jornada com o meio de outra pessoa”, já dizia Tim Hiller. Cada passo dado é uma vitória em si, e cada conquista merece ser celebrada e respeitada.

A comparação é uma das armadilhas mais cruéis que a mente nos prega. Ao diminuir a conquista de alguém ou mesmo a sua, você invalida o esforço e desvaloriza o que foi conquistado. Considere o seguinte: para alguém, comprar um carro à vista pode ser uma grande realização, enquanto, para outro, adquiri-lo em parcelas é a prova de uma superação pessoal ou financeira. Quem somos nós para medir o que é mais valioso? O valor de uma conquista não está no que é adquirido, mas no que foi enfrentado para alcançá-la.
Na Bíblia, a parábola dos talentos (Mateus 25:14-30) ensina que devemos ser fiéis e gratos com o que temos. Um servo que multiplicou cinco talentos foi elogiado da mesma forma que o servo que multiplicou dois talentos. O ponto não era a quantidade, mas o esforço e a dedicação colocados no processo. Essa história ilustra que cada pessoa tem suas capacidades e desafios próprios, e o que realmente importa é como enfrentamos e valorizamos essas experiências.
Pense em grandes personalidades que começaram de baixo. Oprah Winfrey enfrentou pobreza extrema antes de se tornar uma das mulheres mais influentes do mundo. Para ela, cada pequena vitória era uma afirmação de que sua jornada valia a pena. Da mesma forma, Abraham Maslow, psicólogo criador da teoria das necessidades humanas, nos lembra que “o que um homem pode ser, ele deve ser”. Ou seja, a autorrealização é única para cada indivíduo, e as conquistas pessoais, por menores que pareçam, são fundamentais para nosso crescimento.
É importante também criar uma cultura de celebração. Quando comemoramos as conquistas dos outros, ajudamos a criar um ambiente positivo e inspirador. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche destacou que “o que não nos mata nos fortalece”. Cada obstáculo superado, seja ele qual for, merece reconhecimento. Ao diminuir a conquista de alguém, negamos o poder transformador que aquela experiência pode ter tido na vida dela.
A vida não é uma corrida onde todos competem pelo mesmo troféu. Cada um trilha um caminho diferente, e as recompensas são tão diversas quanto os desafios enfrentados. Por isso, ao olhar para a conquista de alguém – seja um emprego, uma casa, uma formatura ou algo aparentemente menor – lembre-se de que há uma história de luta ali. E quando olhar para suas próprias conquistas, nunca permita que elas sejam ofuscadas pela régua de outra pessoa.
No final, a verdadeira vitória é aprender a valorizar o processo, não apenas o resultado. Afinal, como disse o escritor Ralph Waldo Emerson, “a vida é uma jornada, não um destino”. Que cada conquista, independentemente de como foi alcançada, seja motivo de orgulho e inspiração, tanto para quem a vive quanto para quem a presencia.

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