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segunda-feira, maio 18, 2026

Dia Nacional e Mundial da Psoríase alerta para os riscos da doença

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Dia Nacional e Mundial da Psoríase alerta para os riscos da doença
A psoríase é uma doença inflamatória, crônica e não contagiosa, que pode afetar a pele e as articulações. Em 29 de outubro é celebrado o Dia Nacional e Mundial da Psoríase. A data tem como objetivo conscientizar e alertar as pessoas para conhecerem mais sobre a doença.

A psoríase se manifesta, principalmente, por lesões cutâneas, geralmente como placas avermelhadas, espessas, bem delimitadas e com descamação, que podem surgir em qualquer local do corpo.  De acordo com a dermatologista do Hospital Santa Luzia Fernanda Seabra, placas avermelhadas e descamáveis são a manifestação mais comum da doença, que ocorre entre 80% e 90% dos pacientes. “Na maioria das vezes, estão localizadas em couro cabeludo e na face extensora dos membros, como cotovelos e joelhos. As formas mais graves podem atingir todo o corpo. Não podemos dizer que é uma doença de pele, pois também pode acometer as articulações”, explica.

A causa da psoríase ainda é desconhecida. “Sabe-se que pode estar relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. Aproximadamente 40% dos pacientes com psoríase têm história familiar da doença. Outras causas associadas incluem estresse, obesidade, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e tabagismo. O cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença, como também é um fator agravante”, afirma a dermatologista.  Já os sintomas podem ser reconhecidos com mais facilidade. Pele ressecada, rachaduras e sangramentos, sensação de coceira, queimação e dor podem ser sinais de psoríase. As unhas também podem ser um alerta, elas são afetadas e ficam grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes.

Ainda não há cura para a psoríase, mas, com os tratamentos já existentes, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Como há vários tipos de psoríase, cabe ao dermatologista identificar a doença, classificá-la e indicar a melhor opção terapêutica, que varia entre cremes e pomadas, banhos de luz ou medicações orais e injetáveis”, explica Fernanda. A escolha do tratamento depende de fatores como gravidade da doença, idade, sexo do paciente e localização das lesões.

A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente. De acordo com a dermatologista, esse fator pode ajudar a piorar o quadro da doença. “O acompanhamento psicológico é indicado. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são uma alimentação balanceada, prática de atividade física, controle do peso, interrupção permanente do tabagismo e consumo moderado de bebida alcoólica. O paciente nunca deve interromper o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode agravar a situação”, afirma. Este paciente também possui maior risco de adquirir doenças cardiovasculares e diabetes. “O mais importante para o paciente é ser acompanhado integralmente por uma equipe multidisciplinar, com dermatologista, psicólogo, cardiologista e endocrinologista. Isso é essencial para o tratamento”, conclui.

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