24.5 C
Brasília
quinta-feira, abril 23, 2026

Manual de orientações para atendimento à pessoa em risco de suicídio

Date:

Share post:

Manual de orientações para atendimento à pessoa em risco de suicídio

Material tem o objetivo de subsidiar profissionais que encontram pacientes em perigo no dia a dia de acordo com serviços da rede

A Diretoria de Serviços de Saúde Mental (Dissam), da Secretaria de Saúde, juntamente com o Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio criou o Manual de Orientações para o Atendimento à Pessoa em Risco de Suicídio. O material visa oferecer informações baseadas em evidências científicas e nas recomendações dos órgãos de referência nacionais e internacionais, para instrumentalizar os serviços de saúde para atuação na abordagem à pessoa em risco de suicídio.

No Distrito Federal, existe a Política Distrital de Prevenção do Suicídio desde 2012, e está em vigor o Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023

“Este manual procura orientar sobre as medidas a serem tomadas quando identificado risco de suicídio em qualquer serviço da rede de saúde do DF. Esperamos que auxilie na tomada de decisões quanto à avaliação de risco, conduta e formas de encaminhamento quando necessário, considerando também os recursos disponíveis na rede”, explica Fernanda Benquerer, Referência Técnica Distrital (RTD) de Psiquiatria e presidente do Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção do suicídio deve ser uma das prioridades na agenda de saúde pública global, considerando o enorme impacto do suicídio e das tentativas nas pessoas em sofrimento, nos familiares e pessoas próximas, e na sociedade como um todo, além de ser um fenômeno passível de prevenção na maioria dos casos.

A pandemia de Covid-19 trouxe, ainda, fatores de risco adicionais à saúde mental, sendo que a melhor avaliação de impactos específicos no risco de suicídio só será percebida ao longo dos próximos meses e anos com mais estudos

Nesta linha, o Brasil aprovou e sancionou a Lei Federal nº13.819 de 2019 que instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

No Distrito Federal, existe a Política Distrital de Prevenção do Suicídio desde 2012, e está em vigor o Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023. Esse plano teve como uma das metas a oficialização de um Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio da Secretaria de Saúde, o que ocorreu em dezembro de 2019.

Segundo Fernanda, muitas ações já aconteciam anteriormente, mas a composição oficial de um grupo para trabalhar com a temática ressalta a importância de que as ações sejam sustentadas institucionalmente e o compromisso político com a prevenção.

A pandemia de Covid-19 trouxe, ainda, fatores de risco adicionais à saúde mental, sendo que a melhor avaliação de impactos específicos no risco de suicídio só será percebida ao longo dos próximos meses e anos com mais estudos. Mas o contexto pandêmico deve ser incluído nas avaliações de saúde mental da população e das possibilidades de acesso a recursos de tratamento e intervenções.

“A prevenção do suicídio engloba ações intersetoriais que necessitam ser articuladas para melhores possibilidades de prevenção. Este manual é voltado especificamente ao atendimento à pessoa em risco de suicídio na rede de saúde, para subsidiar os profissionais que encontram pacientes em risco no seu dia a dia”, destaca.

O Comitê Permanente iniciou um Projeto de oferta de Supervisão Clínica em Intervenção em Crise Suicida aos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), para fortalecer as equipes e melhorar a qualidade dos atendimentos.

“Temos trabalhado para melhorar as notificações de tentativas de suicídio e de autolesão, e estamos atentos aos fatores de risco à saúde mental no contexto da pandemia de Covid-19. Anualmente, a Dissam promove também a Jornada Distrital de Prevenção do Suicídio para discutir a temática. Falar sobre prevenção do suicídio ajuda a reduzir o estigma e aumenta as chances de busca e oferta de ajuda a quem precisa”, informa Fernanda Benquerer.

De acordo com a RTD de Psiquiatria, existem cartilhas da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltadas a perfis específicos de profissionais. Também há bastante material produzido por outras instituições e autores, e há ampla literatura científica especializada. O Manual busca trazer as informações fundamentadas de forma objetiva e adequada à realidade dos serviços de saúde do DF.

* Com informações da Secretaria de Saúde

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img
publicidade

Related articles

Rede Plaza Brasília inaugura Soho Plaza Hotel em Águas Claras

  A Rede Plaza Brasília inaugurou oficialmente, na terça-feira (21), o Soho Plaza Hotel, empreendimento localizado no complexo do...

Paula Belmonte homenageia 300 estudantes em sessão solene pelo aniversário de Brasília

  Evento que comemorou os 66 anos da capital teve como tema o protagonismo jovem na construção do futuro...

CLDF celebra os 66 anos de Brasília com homenagem a jovens protagonistas e exaltação ao legado de JK

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quarta-feira (22), uma sessão solene em comemoração aos 66...

Brasília 66 anos: concreto, sonho e bem-estar

A capital do Brasil foi transferida do litoral para o centro do país com o objetivo de promover...