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sexta-feira, julho 17, 2026

Novas leis penais: Mudanças na progressão de regime e uso da tornozeleira eletrônica

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Presidente Lula sanciona legislação que impacta o sistema carcerário brasileiro

Na quinta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que limita as saídas temporárias de detentos, comumente concedidas em feriados e ocasiões especiais. A nova legislação promove mudanças significativas no sistema carcerário brasileiro, especialmente em relação à progressão de regime e ao uso da tornozeleira eletrônica. Essas alterações buscam modernizar e adequar as políticas penais do país, visando uma execução mais eficiente das penas e uma melhor reintegração dos condenados à sociedade.

Uma das modificações é a dispensa do exame criminológico como requisito obrigatório para a progressão de regime, embora o juiz possa requerê-lo mediante fundamentação específica.

De acordo com a nova legislação, não há definições claras na Lei de Execução Penal para os termos “resultado positivo no exame criminológico” e “comportamento de baixa periculosidade”. Em vez disso, os critérios analisados incluem antecedentes criminais, disciplina pessoal, responsabilidade e evidências sólidas de que o condenado está apto a se reintegrar à sociedade.

Outra alteração importante é a ampliação do uso da tornozeleira eletrônica. Antes, apenas condenados em regime semiaberto podiam ser monitorados

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eletronicamente; agora, a medida pode ser aplicada a presos em liberdade condicional, regime aberto e semiaberto, conforme decisão do juiz de execução. Essa expansão visa aprimorar o acompanhamento dos apenados em diferentes estágios da pena, proporcionando maior controle e segurança para a sociedade.

Além disso, a nova lei revoga o dispositivo que permitia aos detentos no regime semiaberto solicitarem até cinco saídas de sete dias por ano, o que sinaliza uma modificação substancial na política de saídas temporárias. Essas mudanças refletem uma abordagem mais restritiva em relação às concessões de liberdade provisória, buscando garantir maior rigor na execução das penas e na redução da reincidência criminal.

O impacto prático dessas alterações ainda precisa ser acompanhado de perto para avaliar sua eficácia na redução da criminalidade e na ressocialização dos apenados.

 

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