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terça-feira, março 3, 2026

Prematuros em ensaio fotográfico

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Prematuros em ensaio fotográfico

Fotos foram produzidas no Hospital Regional de Ceilândia para a campanha Novembro Roxo, mês de ações e eventos ligados à prematuridade

Já se tornou uma tradição o ensaio fotográfico dos prematuros internados no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), em comemoração ao mês da prematuridade, o Novembro Roxo. Os protagonistas são os bebês fotografados junto aos pais, reforçando a importância do contato pele a pele – que cria maior estabilidade térmica, aumenta o vínculo afetivo e contribui para o melhor desenvolvimento.

Para o ensaio deste ano, devido à pandemia, foram necessárias algumas adaptações. Mas isso não tirou o brilho da ação. Entre os 25 pacientes fotografados, estrelaram os gêmeos Vitor Gabriel e Maria Helena, nascidos no último dia 15 com 34 semanas de gestação.

Moradora de Brazlândia, a mãe das crianças, Kelly Aparecida Tavares, 37 anos, é só sorrisos, posando ao lado dos dois pequenos bem-aconchegados junto ao colo. Com a chegada deles, Kelly tem agora cinco filhos.

Quem também ficou  contente em fazer parte dessa produção foi Milane Santos Silva, 21 anos, moradora de Ceilândia e mãe das gêmeas Mariana e Manuela. As meninas estão ganhando peso na UTI, enquanto Milane já recebeu alta. Ela conta que, ao longo da gravidez, sonhava com o momento do ensaio fotográfico das bebês, que nasceram na 34ª semana de gestação. “Essa é a primeira vez que pego as duas juntas”, conta.

Produção da equipe

O fotógrafo do evento foi o pediatra neonatologista Ricardo Khalil Lamia, e a preparação contou com as equipes das unidades de Tratamento Intensivo Neonatal, de Cuidados Intermediários Convencionais (UcinCo) e de Cuidados Intermediários Canguru (UcinCa).

O trabalho é resultado do engajamento de toda a equipe de neonatologia do HRC. São mais de cem profissionais que atuam diretamente com os prematuros e se envolvem, todos os anos, na campanha do Novembro Roxo.

Neste ano, a equipe vive um desafio paralelo, que é a confecção de 1,5 mil tsurus, um tipo de origami tradicional na cultura japonesa que representa o grou-da-manchúria. Os artefatos farão parte da decoração do local. A equipe acompanha todo o passo a passo, com a presença de médicos, enfermeiros e do fisioterapeuta, que também ajuda a posicionar os bebês para os retratos.

Com informações da Secretaria de Saúde (SES)

AGÊNCIA BRASÍLIA

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