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segunda-feira, junho 1, 2026

Ainda não há consenso sobre a demolição de viaduto no Eixo Sul

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Ainda não há consenso sobre a demolição de viaduto no Eixo Sul

Não existe um consenso em relação a demolição do viaduto do Eixo Rodoviário Sul, sobre a Galeria dos Estados, que desabou em 6 de fevereiro. Na quarta-feira (7), a Universidade de Brasília indicou colapso completo, mas novo relatório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal aponta possibilidade de recuperação completa e segura da laje. O governo ainda não tem posição oficial.

O consenso está na parte superior dos pilares que seguram as pistas do viaduto. Este, sim, será demolido e refeito. No entanto, a variável de custo e vulnerabilidade será considerada para determinar oficialmente o destino do viaduto. A previsão é que seja divulgada na próxima semana o encaminhamento da estrutura.

O CREA-DF acionou um professor da Universidade de São Paulo (USP) para realizar um novo estudo sobre a área. Pedro Almeida já havia participado do projeto de manutenção daquele elevado, feito em 2014. Para ele, a indicação é de recuperação do tabuleiro, laje sob o asfalto do Eixão. “Houve análises que provaram, com métodos científicos e técnicas de projetos, que todo o tabuleiro do viaduto pode ser recuperado, mas os balanços dos pilares devem ser demolidos e reconstruídos”, afirmou o professor.

O problema, segundo novo relatório, estava na concepção do projeto, que deixou partes ocultas na estrutura dos pilares. “Essa parte da estrutura que ficou 58 anos oculta. A água entrou e se alojou, corroendo os cabos que se romperam”, explica o especialista. De acordo com ele, o problema só se tornaria visível na iminência do colapso.

O Governo de Brasília diz que ainda não teve acesso ao relatório da UnB divulgado ontem, que saiu do grupo de trabalho. Tudo indica que seguirão o relatório do CREA. Márcio Buzar, diretor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) diz que é preciso atender a critérios de segurança. “Temos de um lado a UnB com posição conservadora de demolir tudo. Do outro, o CREA discordando. Não mudamos nossa posição de que depende de segurança e custo para tomar a decisão. Vamos analisar os dois relatórios”, afirmou.

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