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quinta-feira, fevereiro 22, 2024

Alexandre Guerra diz que fará campanha mais barata entre candidatos ao GDF

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O empresa?rio Alexandre Guerra, 37 anos, e? o Candidato do NOVO ao governo do Distrito Federal nas eleic?o?es de 2018. Sem um passado partida?rio, Alexandre concorre nas pro?ximas eleic?o?es com a proposta de mudar a poli?tica de “loteamento de cargos” pu?blicos, que é rotina para se conseguir apoio dos antigos caciques políticos. Com uma longa carreira de sucesso como CEO do Giraffas, ele promete ser a soluc?a?o de governabilidade do DF ao focar nos princi?pios administrativos de gesta?o de recursos, no uso da ma?quina pu?blica para estimular a “gerac?a?o de empregos” na iniciativa privada e administrar o DF sem “conchavos e distribuic?a?o de cargos”.
O QUE O CANDIDATO PODE PROMETER A? POPULAC?A?O DO DF?
Um político normal costuma prometer tudo. Depois, quando vence a eleição, na melhor das hipóteses, ele faz muito pouco do que prometeu. Nós queremos mudar o jeito como se faz política. E para mudar é preciso ser e fazer diferente ainda antes das eleições. Por isso, em vez de promessas, nós assumimos compromissos que já estão sendo colocados em prática no nosso dia a dia. Para mudar a política, é preciso mudar a maneira como se disputam as eleições.
PODERIA DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PONTOS A MUDAR?
Nós somos contra usar dinheiro público para financiar partidos e campanhas eleitorais, como acontece hoje. Por isso, o Novo não gasta um centavo do fundo partidário. Temos 3 milhões de reais em caixa e estamos tentando devolver esse dinheiro para o TSE. Esse dinheiro não é nosso. Esse dinheiro é de quem trabalha e paga imposto. Deveria ser usado para melhorar a qualidade de escolas e hospitais e equipar e treinar a polícia. A mesma postura deve se estender a?s coligac?o?es e alianc?as nas campanhas e posteriormente para governar, sendo que  troca de favores, cabide de empregos, burocracia, ineficiência, e desperdício devem ser totalmente banidos da vida poli?tica. Alguns partidos, principalmente os mais desgastados, estão até mudando de nome para parecer novo. Mas pra ser novo precisa ser diferente. Quem não age com ética e respeito pelo que é de todos jamais vai fazer as mudanças que as pessoas esperam em 2018.
EMPRESA?RIO OU POLI?TICO?
Brasiliense, aqui nascido e criado, executivo do setor privado. Hoje, eu sou um cidadão indignado com o estrago que os maus políticos fizeram na vida dos brasileiros e dos brasilienses. E quero transformar essa indignação em algo positivo para o DF. Eu quero que os meus filhos vivam em um lugar melhor e com futuro.
VOCE? E? DONO DA REDE GIRAFFAS?
Nem de longe, mas tenho o orgulho de ter trabalhado na rede por 18 anos, saindo de auxiliar administrativo ate? a preside?ncia da empresa, fundada pelo meu pai em 1981. A rede tem a minha idade e, antes que me pergunte, na?o vou herdar a rede, sou apenas um pequeno acionista.
As nossas girafinhas fazem parte da minha histo?ria assim como são parte da histo?ria de Brasi?lia. Afinal, fomos a primeira empresa, de qualquer ramo de atividade, a funcionar em todas as regiões do DF. Hoje são 80 restaurantes, gerando quase 2.000 empregos diretos.
TEM ORGULHO DE SEU TRABALHO NO SETOR PRIVADO? E SE TEVE E?XITO, POR QUE PENSAR NO SETOR PU?BLICO?
Certamente tenho orgulho. No setor privado o reconhecimento profissional e? baseado nos resultados que voce? apresenta. É essa experiência que precisa ser levada para a vida publica. O contribuinte precisa ser tratado como um cliente. Nós todos pagamos pesados impostos, comparáveis a alguns dos países mais ricos do mundo, mas recebemos em troca serviços públicos que funcionam muito mal.
Não falta dinheiro. Falta boa gestão. E quem sabe gerir é gestor. Os políticos profissionais estão aí há muito tempo e eles claramente fracassaram nessa missão.
NESSA SUA VIDA DE EMPRESÁRIO, VOCÊ RECEBU O PRÊMIO FORBES?
Eu fui eleito, em 2015, pela revista Forbes o melhor executivo do setor de alimentação do Brasil. Eles reconheceram o trabalho de 18 anos de liderança no setor de food service tanto à frente do Giraffas quanto à frente do IFB (Instituto de FoodService Brasil), como presidente, e da ABF (Associação Brasileira de Franchising), na vice-presidência.
FALE UM POUCO DE POLI?TICA
Sou filiado e militante do NOVO, que quer fazer poli?tica de forma independente e sem negociatas de coligac?o?es, digamos, na?o programa?ticas, que outros partidos parecem estar fazendo. Veja, segundo a mídia noticia e ningue?m desmente, grupos de va?rios partidos esta?o negociando o rateio, a divisa?o, o loteamento dos cargos no pro?ximo governo do DF. O NOVO na?o participa disso. E? importante distinguir governabilidade de manutenc?a?o no poder.
Na?o consigo ver o interesse da populac?a?o do DF como sendo a preocupac?a?o ou o conteu?do dos acordos que sa?o feitos, ha? anos, entre a Ca?mara Distrital e o governador da vez. O que existe e? um acordo para a divisa?o de nomeac?o?es de apadrinhados para cargos e distribuic?a?o de poder para gastar os recursos pu?blicos. Isso sempre gera ineficie?ncia e eventualmente corrupc?a?o.
Enta?o, na?o poderi?amos governar o DF desta forma, com esse loteamento em nome de velha poli?tica e com o foco apenas para se perpetuar poder. Vamos mudar isso ao mudar os acordos no processo pre?-eleitoral. Repito: as mudanças precisam começar antes da eleição porque quem faz política do jeito antigo não vai governar de um jeito diferente.
QUAL SUA AFINIDADE COM O PARTIDO NOVO? E POR QUE NA?O VA?O FAZER COLIGAC?A?O PARA AS ELEIC?O?ES DE 2018?
O NOVO me atraiu justamente por essa proposta de efetivamente fazer poli?tica de forma diferente. Por exemplo, e? o u?nico partido que faz processo seletivo, no qual os candidatos precisam passar por diversos filtros relacionados a sua vocac?a?o, capacidade e compromissos e?ticos.
E? um partido de pessoas envolvidas com o Brasil, como os exemplos de Paulo Roque, nosso candidato ao Senado no DF, e de Joa?o Amoe?do, candidato a? Preside?ncia da Repu?blica. Em dezembro passado, fizemos o lanc?amento dos pre?-candidatos de 2018 em um evento que na?o custou um u?nico centavo para os contribuintes. Os filiados pagaram todos os custos, que ficaram em cerca de 40 000 reais. Enquanto isso, em dezembro de 2017, um outro partido fez um convenc?a?o que custou 1,5 milha?o de reais aos cofres pu?blicos, dinheiro de imposto pago pela sociedade e repassado ao tal partido.
A relac?a?o com as coligac?o?es tem que partir de posicionamento ideolo?gico convergente com a posic?a?o do NOVO. Na?o e? proibido fazer coligac?a?o, mas na?o vamos faze?-las em troca de dinheiro, de tempo de propaganda eleitoral na televisa?o e nem em cima de negociac?a?o de cargos.
COMO AVALIA ESSE ORC?AMENTO DE APROXIMADAMENTE 40 BILHO?ES DE REAIS PARA O DF E O DISCURSO DO ATUAL GOVERNO QUE NA?O HA? RECURSO?
R$ 40 bilho?es e? muito dinheiro, gerado pelo repasse constitucional do orc?amento da Unia?o. Esse valor, para um estado do tamanho do DF, e? um privile?gio que poucos estados te?m.
Parte do problema e? falta de gesta?o mesmo e na?o a falta de recursos. Se pegar os 6 bilho?es de reais destinados a? sau?de e dividir pelo nu?mero usua?rios desse servic?o vai ver que o custo por pessoa no sistema pu?blico e? superior ao custo individual no sistema privado.
Enta?o, existe espac?o para gastar esse 6 bilho?es de reais com eficie?ncia para gerar benefi?cio para o cidada?o. E a educac?a?o apresenta quadro semelhante. Veja, sem uma populac?a?o bem educada na?o se gera a igualdade de oportunidades e vemos que, no DF e entorno, a deficie?ncia da educac?a?o comec?a na primeira infa?ncia.
A crianc?a de 0 ao 6 anos fica longe da creche, fica longe do aprendizado, fica abandonada em casa e ja? esta? em desvantagem com a outra crianc?a que teve ensino desde cedo. Temos um deficit de creches gigantescos no DF e isso afeta tambe?m a rotina de trabalho dos pais. São 77 mil crianc?as que precisariam estar nas creches sendo que hoje o sistema so? possibilita o atendimento de 59 mil crianc?as.
Quer ver um exemplo marcante de falta de gesta?o? Parte das crianc?as que esta?o nas creches esta?o em escolas pu?blicas e outras nas escolas conveniadas. O custo para o governo por crianc?a nas creches conveniadas e? de cerca de R$ 900 por me?s e o custo por crianc?as nas creches pu?blicas e? de cerca de R$ 1.300 por me?s.
SOBRE A SAU?DE, COMO ADMINISTRAR OS 6 BILHO?ES DE REAIS PARA ESSA A?REA SE QUASE 80% E? PARA PAGAR A FOLHA DE FUNCIONA?RIOS?
O NOVO está preparando um diagno?stico profundo das questo?es do DF e do entorno. Reunimos os melhores especialistas em cada a?rea, dos setores pu?blico e privado, com capacidade e com vontade de mudar a atual situac?a?o e planejar um melhor futuro para a cidade. Enta?o, as soluc?o?es ja? esta?o aqui na cidade e, certamente, muitas delas sa?o conhecidas pelo atual governo do DF, mas na?o são implementadas.
EXISTE ALGUM PROJETO PARA AS PESSOAS DO ENTORNO DO DF?
O GDF tem que atender toda a populac?a?o e obviamente ha? care?ncia mais profunda no entorno do Distrito Federal. Vamos olhar com bastante cuidado para os cidada?os moradores de Goia?s que trabalham na Capital Federal e utilizam os servic?os ba?sicos oferecidos aqui. Essa populac?a?o e? responsabilidade nossa tambe?m, principalmente em a?reas mais sensi?veis para as fami?lias, como a sau?de e educac?a?o. Mas, qualquer poli?tica nessa regia?o, dependera? de conversas, negociac?o?es e compartilhamento das deciso?es com o Governador de Goia?s.
Agora, um ponto drama?tico e? seguranc?a pu?blica no DF e no entorno. Os i?ndices de viole?ncia sa?o absurdo e tem piorado. Hoje, temos 22 mortes por 100 mil habitantes, muito acima da me?dia nacional, uma realidade cri?tica, assustadora, e quando analisamos a viole?ncia nas regio?es administrativas ainda aparece enorme disparidade: Sa?o Sebastia?o e Fercal têm índices alarmantes acima de 40 mortes por 100 mil habitantes.
São indicadores de viole?ncia no ni?vel de conflitos militares espalhados pelo mundo e, vergonhosamente, esta? no dia a dia do cidada?o brasiliense e do entorno.
Precisamos equipar e treinar ainda mais a nossa polícia. E governo tem de parar de atrapalhar quem quer trabalhar, empreender e gerar emprego.
Violência está ligada principalmente à pobreza e miséria e temos de ajudar as pessoas a crescer.
Só vamos mudar isso quando um jovem que está sendo aliciado pelo crime tiver certeza de que livro na mão produz muito mais riqueza do que um revólver.
QUAL E? O PROGRAMA DO NOVO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONO?MICO DO DF?
A nossa pauta principal e? a gerac?a?o de empregos e ha? dezenas de projetos ligados a? investimentos e a? infraestrutura que esta?o simplesmente esquecidos, parados, dentro da burocracia do estado ou por falta de vontade poli?tica do atual governo do DF.
Nossa visa?o e? que precisamos dar movimento para essas iniciativas e liberar a vida do cidada?o. Hoje, o empreendedor, e sei dizer isso com conhecimento de causa, tem dificuldades imensas para trabalhar. Sa?o diversas barreiras, a burocracia e? infinda?vel e ha? altos impostos para serem pagos. Por isso, O NOVO tem a visa?o que e? necessa?rio liberar a vida do cidada?o desses entraves para que ele invista, crie riqueza, gere emprego e renda para que todos possam viver melhor.

 

 

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