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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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O peso político da mentira: quando a dívida com a verdade se transforma em capital de poder

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A frase “Toda mentira contada é uma dívida com a verdade”, encapsula uma tensão fundamental da política: a mentira como instrumento de curto prazo, cujos juros, no entanto, sempre vencem. No jogo do poder, mentir é uma ferramenta recorrente – muitas vezes indispensável.

Governantes, partidos e líderes constroem narrativas, omitem dados, distorcem contextos ou simplesmente falseiam os fatos para manter controle, mobilizar apoio ou desviar a atenção. A política moderna, especialmente em sociedades de massa e sob o reinado da comunicação em tempo real, tornou-se um terreno fértil para esse tipo de manipulação simbólica. Mas qual o custo dessa prática?

Maquiavel, em “O Príncipe”, já admitia a eficácia da mentira como recurso do governante, desde que o objetivo maior – a estabilidade do Estado – fosse preservado. Para ele, o governante precisava saber “entrar no mal quando necessário”, ainda que mantendo as aparências da virtude. A astúcia da raposa era tão necessária quanto a força do leão.

No entanto, Maquiavel pensava a mentira como meio, não como fim. E é aí que mora o perigo contemporâneo: a mentira que se transforma em sistema, em estrutura de governo, em forma de dominação duradoura.

Hannah Arendt, ao tratar da banalidade do mal e da manipulação ideológica dos regimes totalitários, alertou para os riscos do colapso entre o verdadeiro e o falso.

A mentira, quando sistematizada pelo poder, corrói não apenas a confiança social, mas a própria capacidade de discernimento dos indivíduos. Arendt via na mentira política moderna não apenas um desvio ético, mas uma forma de reconfiguração da realidade. Quando o Estado ou seus representantes mentem deliberadamente, eles moldam uma realidade alternativa em que as pessoas não sabem mais o que é verdade – e pior: perdem o interesse em saber. Nesse ponto, a dívida com a verdade se converte em colapso da verdade como valor.

O sociólogo Pierre Bourdieu, ao analisar o poder simbólico, enfatizou que os discursos oficiais carregam uma força performativa – ou seja, eles não apenas descrevem a realidade, mas a constroem. A mentira proferida por uma autoridade não é apenas uma falsidade, é uma tentativa de reconfigurar o campo social.

Quando um líder político mente, ele não está apenas enganando; está exercendo poder sobre a percepção coletiva do que é real. A dívida com a verdade, nesse sentido, é também uma tentativa de redefinir os termos do contrato social.

Por outro lado, a mentira política pode, sim, ser eficaz em termos de manipulação e manutenção do poder – pelo menos por um tempo. Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, defendia que uma mentira contada repetidamente acabaria sendo aceita como verdade. Essa lógica não desapareceu com o fim da Segunda Guerra Mundial. Ela ressurge, com novos trajes, em campanhas de desinformação, fake news e estratégias de guerra híbrida que caracterizam o cenário político atual.

Contudo, como uma dívida mal administrada, a mentira tende a cobrar juros altos: erosão da legitimidade, instabilidade institucional, polarização extrema e, em última instância, a ruína de regimes.

Nietzsche dizia que “as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”. Em regimes onde a mentira se institucionaliza, ela deixa de ser apenas um instrumento e passa a ser uma crença. A mentira que começa como estratégia se transforma em doutrina. E nesse ponto, a dívida com a verdade não é apenas impagável – ela é esquecida, enterrada, como se nunca tivesse existido.

No entanto, a história mostra que essa dívida volta à tona. Pode levar anos, décadas, mas a verdade tem uma capacidade notável de emergir – às vezes de forma explosiva, por meio de denúncias, revelações ou mudanças de regime; outras vezes, de forma lenta e gradual, como uma ressaca moral que atinge a consciência coletiva. A mentira política é, por natureza, instável. Sua força está na ocultação, mas sua fraqueza é a luz.

Assim, toda mentira contada por aqueles que exercem o poder é, de fato, uma dívida com a verdade – e como toda dívida, um dia será cobrada. A política, por mais que se alimente de discursos, símbolos e manipulações, não é imune ao tempo. E o tempo, quase sempre, é aliado da verdade.

Seja sua melhor companhia: quando você se basta, nada falta

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Aprender a ser uma boa companhia para si mesmo é um ato silencioso de coragem. Em um mundo que insiste em nos convencer de que só somos completos quando estamos acompanhados, escolher a própria presença é quase um gesto revolucionário.

Todas as outras companhias são temporárias, por mais intensas ou verdadeiras que pareçam. A única que atravessa todas as fases da vida, do nascimento ao último suspiro, é você. E isso não é solidão; é soberania.

O filósofo francês Michel de Montaigne escreveu em seus Ensaios, no século XVI, que “a maior coisa do mundo é saber ser dono de si mesmo”. Essa frase, retirada de um conjunto de reflexões profundamente pessoais, mostra que a autonomia interior sempre foi um desafio humano.

Montaigne defendia o recolhimento consciente, não como fuga do mundo, mas como forma de fortalecer o caráter. Quando você se sente confortável consigo, deixa de implorar por validação externa e passa a escolher relações por afinidade, não por carência.

Na prática, ser boa companhia para si mesmo significa saber ficar em silêncio sem ansiedade, tomar um café sozinho sem se sentir incompleto, refletir sobre erros sem se destruir. É transformar o tempo consigo em um espaço de aprendizado. O estoico Epicteto, em seu Manual (Enchiridion), afirmava: “Não são as coisas que perturbam os homens, mas as opiniões que eles têm sobre elas”. Essa ideia reforça que a qualidade da nossa companhia interna define como vivemos qualquer situação externa. Se a mente é um lugar hostil, nenhuma presença salva; se é um lugar pacífico, quase tudo se resolve.

A sociedade moderna, como analisou o sociólogo Zygmunt Bauman em Amor Líquido, nos empurra para relações frágeis e descartáveis. Segundo ele, os vínculos tornaram-se líquidos porque as pessoas têm medo do compromisso e da profundidade. Nesse cenário, quem não sabe estar consigo mesmo acaba pulando de relação em relação, tentando preencher um vazio que não é afetivo, é existencial. Quando você se torna sua própria base, não aceita migalhas emocionais nem vínculos que drenam sua energia.

Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente do Holocausto, escreveu em Em Busca de Sentido que o ser humano suporta quase qualquer “como” quando encontra um “porquê”. Esse “porquê” nasce no diálogo interno, na capacidade de dar sentido à própria experiência. Ser boa companhia para si mesmo é ouvir esse diálogo, ajustar rotas e seguir adiante com dignidade, mesmo quando ninguém mais está por perto.

No fim, todas as pessoas que você ama podem partir, mudar ou simplesmente seguir outro caminho. Isso não diminui o valor delas, apenas lembra uma verdade simples: você precisa ser um lar para si. Quando aprende isso, a solidão deixa de ser ameaça e vira aliada. E paradoxalmente, é aí que as melhores companhias aparecem, não para completar você, mas para caminhar ao seu lado enquanto fizer sentido.

Festa de São Sebastião do Boi de Seu Teodoro celebra tradição e recebe o projeto “Cultura Negra em Movimento” em Sobradinho*

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Evento gratuito une fé e folclore com o tradicional levantamento do mastro, ladainhas e apresentações do Tambor de Crioula, Bumba-meu-boi e Escola de Samba Bola Preta._

Este ano, a tradição popular e a fé se encontram mais uma vez em Sobradinho (DF) para a Festa de São Sebastião do Boi de Seu Teodoro. Em 2026, o evento ganha um reforço especial ao receber a programação do projeto *”Cultura Negra em Movimento”*, ampliando as celebrações no Centro de Tradições Populares.

Com entrada gratuita, a festividade ocorre nos dias 10, 17 e 20 de janeiro, mantendo viva uma história iniciada na década de 1970.

​A festa é um legado deixado pelo saudoso Mestre Teodoro Freire, que fundou o evento como forma de devoção a São Sebastião, o santo guerreiro e mártir da fé. A celebração segue ritos tradicionais rigorosos que emocionam a comunidade: o Levantamento do Mastro ocorre no dia 10 de janeiro; as Ladainhas são rezadas diariamente entre os dias 11 e 19; e o ciclo se encerra com o Derrubamento do Mastro no dia 20 de janeiro, dia do santo.

​Para Guará Freire, filho de Mestre Teodoro e atual guardião deste legado cultural, a realização da festa vai além de um evento de calendário; é um ato de resistência e memória.

_​”Manter a Festa de São Sebastião viva é honrar a memória do meu pai e a promessa que ele fez lá atrás, na década de 70. O Boi de Seu Teodoro não é apenas folclore, é a identidade de Sobradinho e do Distrito Federal. Receber o projeto ‘Cultura Negra em Movimento’ dentro da nossa casa reforça a importância da união das nossas raízes. É o povo celebrando o Santo Guerreiro com a alegria do Tambor, do Boi e do Samba”, destaca Guará Freire._

*​Programação Cultural-* Além dos ritos religiosos, o público poderá conferir apresentações vibrantes que exaltam a cultura negra e popular. A programação inclui o Tambor de Crioula e o tradicional Bumba-meu-boi de Seu Teodoro e a participação especial da Escola de Samba Bola Preta de Sobradinho.

​As atividades concentram-se na sede do Boi, localizada na Quadra 15 de Sobradinho, um espaço reconhecido como território cultural fundamental para a preservação das tradições maranhenses e brasilienses.

​A iniciativa é uma realização do *Instituto Black Spin*, contando com a parceria da *Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF*.

*​Serviço:*
*​Evento:* Festa de São Sebastião do Boi de Seu Teodoro 2026 & Projeto Cultura Negra em Movimento
*Local:* Centro de Tradições Populares (Sede do Boi de Seu Teodoro)
*Endereço:* Quadra 15, Área Especial Nº 02, Avenida Contorno, Lotes A, B, C e D – Sobradinho/DF
*Entrada:* Gratuita
*Classificação:* Livre

*​Programação:*
*10/01 (Sábado):* Levantamento do Mastro e atrações culturais (a partir das 19h).
*11/01 a 19/01:* Ladainhas tradicionais.
*17/01 (Sábado):* Programação cultural do projeto (a partir das 19h).
*20/01 (Terça-feira):* Derrubamento do Mastro e encerramento (a partir das 19h).

*Atrações Confirmadas:*
• *Boi de Seu Teodoro*
• *Tambor de Crioula de Seu Teodoro*
• *Escola de Samba Bola Preta de Sobradinho.

A maldição do poder: quando os deuses riem do supremo

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Diz-se que, quando os deuses querem punir alguém, primeiro o presenteiam com poder. Depois, ficam observando — divertidos — enquanto esse alguém, embriagado pela própria grandeza, caminha em direção ao abismo.

Essa máxima, muitas vezes atribuída a Eurípedes, parece não ser apenas uma alegoria antiga, mas um roteiro que se repete em diferentes épocas e palácios. E nos bastidores da política brasileira, onde a toga do juiz pesa tanto quanto a caneta do presidente, a velha tragédia grega parece ter encontrado novo palco.
Durante muito tempo, o Supremo Tribunal Federal foi percebido como o bastião final da ordem institucional. Guardiões da Constituição, os ministros ocupam um espaço elevado na hierarquia da República — e, muitas vezes, na percepção pública, quase mitológico. Mas eis que, nos últimos meses, o noticiário começou a borrar esse verniz.

Uma reportagem investigativa trouxe à tona o nome do Banco Master, até então mais conhecido no mundo dos negócios e dos bastidores de Brasília, em um enredo que conecta poder financeiro, influências ocultas e decisões sensíveis do mais alto tribunal do país.

Segundo as denúncias, um lobista envolvido com o banco teria transitado com desenvoltura entre ministros do STF, oferecendo facilidades, promovendo encontros e influenciando o circuito decisório de uma forma que incomodou até os mais calejados observadores da política.

As suspeitas recaem, ainda que indiretamente, sobre ministros que participaram de reuniões e viagens patrocinadas por figuras próximas ao banco. A narrativa, como sempre nesses casos, é envolta em versões conflitantes, negações formais e muita cautela institucional.

Mas o dano simbólico já está feito: a imagem do STF como ente imune às tentações do mundo real começa a rachar.

Se olharmos esse episódio sob a lente da filosofia política, encontramos em Michel Foucault uma explicação inquietante. Para ele, o poder não é apenas algo que se exerce de cima para baixo — ele circula, se infiltra, molda comportamentos e silencia resistências.

Num ambiente onde o Judiciário passou a assumir protagonismo político, ultrapassando muitas vezes os limites tradicionais de sua função, é natural que os mecanismos de sedução e pressão que antes estavam restritos ao Executivo ou Legislativo passem a atuar ali também.

Max Weber, por sua vez, falava da tensão entre a “ética da convicção” e a “ética da responsabilidade”. Quando um ministro de corte constitucional acredita ser portador de uma missão redentora — seja contra a corrupção, seja contra o autoritarismo — ele pode começar a ver sua função não como técnica, mas como salvífica. A toga vira armadura, e a crítica, crime. Nesse ponto, a política institucional se mistura com a vaidade pessoal, e o risco de “loucura pelo poder” deixa de ser retórico para se tornar diagnóstico.

O caso do Banco Master não envolve, até o momento, ilegalidades comprovadas. Mas o simples fato de ministros estarem nos círculos de influência de empresários e operadores políticos já acende sinais de alerta. Hannah Arendt, ao analisar o totalitarismo, observou que a banalização de certos comportamentos de poder é o que abre caminho para rupturas mais profundas. Não é o escândalo que destrói a República — é o hábito.

E há um detalhe importante que costuma escapar aos olhos menos atentos: a solidão do poder. Nietzsche dizia que o poder absoluto tende a isolar, e no isolamento, o homem poderoso perde a capacidade de escutar, de perceber o mundo como ele é, e não como gostaria que fosse. Ministros do STF, envolvidos há anos em embates políticos intensos, se tornam alvos de adoração de um lado e de ódio do outro. Com o tempo, qualquer crítica passa a ser percebida como ameaça. E nesse clima, a tentação de se cercar de aliados e bajuladores, de proteger o próprio nome acima da instituição, cresce perigosamente.

Talvez a tragédia maior do poder esteja justamente aí: ele transforma os que o tocam por tempo demais. Transforma servidores em senhores. E quando isso acontece, nem sempre é necessário que os deuses entrem em cena para castigar — o próprio sistema, como um organismo autodefensivo, começa a rejeitar os que ultrapassam seus limites.

No caso dos ministros envolvidos nesse novo episódio, o julgamento talvez não venha pelas mãos de seus pares, mas pelo desgaste progressivo da confiança pública. O STF, como instituição, já enfrentou ataques duros — muitos injustos, outros merecidos —, mas agora parece enfrentar um desafio ainda mais perigoso: o risco da irrelevância moral. E isso, como ensina a história, é o primeiro passo para a derrocada do poder que se acreditava inquestionável.

99 e BR22 oferecem veículos elétricos para motoristas parceiros selecionados em Brasília

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Motoristas podem se inscrever para o teste drive; parceria oferecerá BYD Dolphin GS com condições exclusivas de aluguel para motoristas da 99

A 99 e a locadora BR22 oferecerão 100 unidades do BYD

Dolphin GS, modelo 100% elétrico, a motoristas parceiros da plataforma em Brasília, com possibilidade de expansão conforme os resultados da operação inicial. A ação busca reduzir custos operacionais, aumentar o tempo produtivo dos condutores e impulsionar a transição energética por meio de uma frota com baixa emissão de carbono.

Os motoristas interessados poderão aderir ao programa e firmar o contrato de aluguel diretamente com a BR22. O acordo incluirá benefícios exclusivos, como manutenção programada, suporte técnico especializado e atendimento prioritário. O foco está em reduzir o custo por quilômetro rodado, por conta do menor gasto com energia elétrica e manutenção, além de melhorar a experiência dos passageiros com veículos mais silenciosos e sustentáveis.

“Em junho de 2025, lançamos em Brasília a categoria premium 99eletric-Pro, com carros eletrificados. Com a BR22, aceleramos a adoção de elétricos em Brasília, oferecendo um pacote que reduz custo por km, melhora a experiência de motorista e passageiro e contribui para a descarbonização da frota brasileira e para uma mobilidade urbana mais sustentável” , afirma Thiago Hipólito, Diretor de Inovação da 99.

“A BR22 conta com uma frota constantemente renovada, conhece e entende Brasília, seus clientes e colaboradores, e trabalha com agilidade, garra e responsabilidade. A parceria com a 99 vai expandir ainda mais o nosso crescimento e acreditamos que, em breve, vamos disseminar essa parceria para uma quantidade maior de carros” , afirma Bruno Reis, CEO da BR22.

Segundo projeções da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), divulgadas em dezembro de 2025, o setor de locação de veículos finalizaria 2025 movimentando cerca de R$ 60 bilhões (crescimento de 12% em relação a 2024), reforçando a força desse modelo de mobilidade no país. Em Brasília, só no Distrito Federal, o Detran-DF registrou cerca de 2 milhões de veículos em circulação, o que demonstra a relevância da iniciativa no contexto local de alta demanda por transporte individual.Impulsionar a mobilidade elétrica e contribuir para a descarbonização da frota brasileira são pilares centrais da estratégia de sustentabilidade da 99, empresa que fundou em 2022 – e lidera – a Aliança pela Mobilidade Sustentável, uma coalizão formada por 31 empresas de diversos setores. Em três anos, a iniciativa já apresentou resultados expressivos, consolidando-se como uma das principais articulações privadas voltadas à eletromobilidade no Brasil e investiu mais de R$ 410 milhões em soluções que impulsionam a transição energética, com foco em infraestrutura, financiamento e estímulo à adesão de veículos eletrificados.

99 Recarga

A 99 lançou em Brasília o 99Recarga Elétrica, app que unifica redes de carregamento e oferece descontos de até 20% para motoristas parceiros, tornando a recarga mais simples e vantajosa. Com o app, é possível localizar e verificar a disponibilidade de pontos de recarga em tempo real. No Distrito Federal, a nova plataforma está aberta para todos e oferece aos cerca de 2,1 mil motoristas condutores de carros elétricos da 99 acesso a descontos de até 20% por meio de cupons digitais (até 30 por mês), com ativação mensal automática para perfis com veículos eletrificados associados.

Reducão de CO2

A 99 possui mais de 36 mil carros eletrificados em sua plataforma, que já circularam mais de 314 milhões de quilômetros e transportaram mais de 61 milhões de passageiros, gerando redução de 46,3 mil toneladas de CO2 evitados, equivalente a mais de 364 mil árvores.

Segundo o International Council on Clean Transportation (ICCT Brasil), veículos 100% elétricos emitem cerca de 22,1 gCO₂e/km, representando uma redução de mais de 80% em relação à média nacional de veículos leves a combustão. Além do impacto ambiental positivo, estudos recentes comprovam que carros elétricos já se aproximam da paridade de custo com veículos a combustão em aplicações de uso intensivo, como transporte por aplicativo.

Sobre a BR22

Nascida em Brasília, desde 2004, a BR22 Aluguel de Carros é a locadora de veículos que mais cresce na região, pois presta um serviço de locação de veículos descomplicado, profissional e de baixo custo, proporcionando, para seus clientes, uma nova experiência em aluguel de carros.

Sobre a 99

A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing (“DiDi”) e, no Brasil, conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas

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“A consciência é a forma que Deus tem de se manter no anonimato”. Esta frase carrega uma ousadia silenciosa: ela sugere que aquilo que chamamos de “consciência” talvez não seja apenas uma função psicológica, mas um modo de Deus respirar dentro do ser humano sem revelar Sua face. É como se o Absoluto, para não nos esmagar com Sua magnitude, se encolhesse no espaço interior, escondido naquilo que pensamos ser “eu”. E assim, enquanto acreditamos estar apenas pensando, discernindo, escolhendo, Ele observa, aprende, participa — anonimamente.
Se a consciência é o anonimato do divino, então cada pensamento que surge não é apenas um ruído mental, mas um convite à lucidez. Cada culpa, cada desejo, cada dúvida, cada clarão súbito de entendimento seria um bilhete discreto entregue por uma força que prefere sugerir em vez de impor. Por isso a consciência pesa quando você trai seus valores e se expande quando age com integridade: não é apenas moralidade; é Deus sinalizando, por dentro, o caminho que a alma ainda reconhece, mesmo quando o ego tenta esquecer.

Mas essa visão traz uma responsabilidade tremenda. Se Ele está em nós, camuflado como consciência, então a mentira que contamos ao outro é sempre, antes, mentira dirigida ao próprio divino. Fugir de si mesmo é fugir do que há de mais sagrado. Não há como trapacear esse tipo de presença. Não se trata de vigilância externa; é intimidade absoluta. A consciência é o tribunal mais silencioso e mais implacável do universo, mas também o único que absolve com verdadeira profundidade quando escolhemos a verdade.
Espiritualmente, essa leitura nos convoca a algo maior do que “sentir-se bem”. Ela exige integridade como forma de culto. Exige atenção como forma de oração. Exige coragem como forma de comunhão. Não é preciso templos nem rituais magníficos: basta não trair aquilo que em você sabe. O sagrado não se manifesta em trovões; ele se revela na nitidez com que você enxerga o próximo passo que deve tomar — e na estranha paz que surge quando você finalmente o toma.

Mentalmente, essa consciência-divina nos desafia a abandonar a postura infantil que espera sinais externos para validar decisões. O sinal já está dado. Está dentro. Você sabe quando está vivendo abaixo de suas possibilidades. Sabe quando está repetindo padrões que diminuem sua estatura moral. Sabe quando está se escondendo do próprio destino. A pergunta não é “o que devo fazer?”, mas “por que ainda finjo não saber?”. A consciência não falha; quem falha é a nossa disposição de ouvi-la.

Emocionalmente, essa visão devolve dignidade ao sofrimento. Se Deus se esconde na consciência, então até a dor tem uma pedagogia. Ela não surge para punir, mas para arrancar máscaras que você insiste em usar. O sofrimento revela fronteiras que precisam ser atravessadas, pactos internos que precisam ser renegociados, histórias que precisam ser reescritas. Nada disso é agradável, mas tudo é necessário para alguém que se recusa a viver pequeno.

E então surge a pergunta final, a que separa os que apenas refletem dos que se transformam:

Se a consciência é mesmo Deus em anonimato, o que Ele tem tentado lhe dizer — e que você ainda não teve coragem de admitir?