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sexta-feira, abril 24, 2026
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Gaza: Médicos Sem Fronteiras condena ataque israelense que matou duas familiares de um profissional da organização

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on the night of 20-21 February 2024, Israeli forces conducted an operation in Al Mawasi, Khan Younis, Gaza, where a shelter hosting MSF staff and their families was shelled. While details are still emerging, ambulance crews have reached the site, where at least two family members of our colleagues have been killed and six people wounded.

Ataque a abrigo de MSF em Al-Mawasi, Khan Younis, também deixou seis pessoas feridas

Médicos Sem Fronteiras (MSF) condena veementemente o ataque israelense em Al-Mawasi, Khan Younis, em Gaza, que matou duas familiares de um profissional de MSF. Outras seis pessoas ficaram feridas no ataque.

No fim da noite de terça-feira (20/02), as forças israelenses realizaram uma operação militar em Al-Mawasi, localizada na costa de Gaza, durante a qual um tanque israelense disparou contra uma casa que abrigava profissionais de MSF e seus familiares. O ataque matou a nora e a esposa de um de nossos colegas e feriu seis pessoas, cinco das quais são mulheres ou crianças. Os disparos foram feitos contra um edifício claramente identificado como de MSF, atingindo o portão da frente, o exterior do prédio e a parte interior do andar térreo.

As equipes de ambulância ficaram impedidas de sair por mais de duas horas devido ao bombardeio na área. Mais tarde, os profissionais conseguiram chegar ao local e levar os feridos, alguns com queimaduras, para o hospital International Medical Corps Field, em Rafah.

Estamos indignados e profundamente tristes com essas mortes”, lamenta Meinie Nicolai, diretora-geral de MSF, que atualmente coordena nossas atividades médicas em Gaza. “No mesmo dia em que os Estados Unidos optaram por vetar um cessar-fogo imediato, duas filhas viram sua mãe e sua cunhada mortas por um projétil de um tanque israelense.”

“Essas mortes ressaltam a triste realidade de que nenhum lugar em Gaza é seguro, que as promessas de áreas seguras são vazias e os mecanismos de desconflito não são confiáveis”, ressalta Nicolai.  “A quantidade de força usada em ambientes urbanos densamente povoados é impressionante, e atacar um prédio sabendo que está cheio de profissionais humanitários e suas famílias é inconcebível.”

No momento do ataque, 64 pessoas estavam abrigadas na casa. Todas as partes envolvidas na guerra, incluindo as forças israelenses, são regularmente informadas sobre a localização e têm conhecimento da presença de equipes de MSF em locais específicos. As forças israelenses foram claramente informadas da localização precisa deste abrigo de MSF em Al-Mawasi. Além disso, uma bandeira de MSF de dois por três metros estava pendurada do lado de fora do prédio. Nenhuma ordem de evacuação foi emitida pelas forças israelenses antes do ataque. Entramos em contato com as autoridades israelenses e estamos buscando mais informações.

Alguns de nossos colegas e seus familiares que viviam no abrigo de MSF, antes do ataque em Al-Mawasi já haviam sobrevivido ao ataque de 8 de janeiro em outro abrigo de MSF, em Rafah, que matou a filha de 5 anos idade de um integrante da equipe de MSF.

Isso demonstra, mais uma vez, que as forças israelenses não estão garantindo a segurança dos civis em suas operações militares e mostra um completo desrespeito pela vida humana e falta de respeito pela missão médica. Esse cenário torna quase impossível manter as atividades médico-humanitárias em Gaza. 

As equipes de MSF estão apoiando nossos colegas e seus familiares que sobreviveram ao ataque de ontem, assim como os entes queridos daqueles que foram mortos.

Quatro profissionais de MSF foram mortos desde o início da escalada da guerra, além de diversos familiares.

Reiteramos o nosso apelo por um cessar-fogo imediato e sustentado em Gaza. A violência contra civis deve acabar agora.

 

Descubra os benefícios da cúrcuma no desjejum e potencialize sua energia ao longo do dia

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A nutricionista Priscila Gontijo apresenta os benefícios e contraindicações do alimento que é reconhecido pela ciência moderna e pela medicina ayurveda indiana

O desjejum, ou café da manhã, é um momento crucial do dia para a saúde e o bem-estar. Após um longo período de jejum noturno, em que o corpo utiliza reservas de glicose e glicogênio para manter funções vitais como circulação e respiração, é essencial repor os níveis de glicose pela manhã. Esta refeição, responsável por 20 a 25% das calorias diárias, devolve a energia gasta durante o sono, preparando o organismo para as tarefas do dia.

Um desjejum equilibrado envolve proteínas, carboidratos e gorduras boas. E incluir a cúrcuma longa em sua primeira refeição ou shot do dia pode trazer efeitos positivos adicionais. Seu princípio ativo, a curcumina, é reconhecido pela ciência moderna e pela medicina ayurveda indiana por suas propriedades benéficas à saúde.

A curcumina, com mais de 5.600 estudos científicos publicados, é apreciada por suas propriedades. A forma mais simples de aproveitar os benefícios do alimento é dissolvendo em água e tomando na forma de shot para imunidade. Também é possível consumir em preparos de carnes, molhos, omeletes, sopas, pães e cozidos.

A nutricionista Priscila Gontijo, da Puravida, explica que o consumo pode ser feito na forma de suplementação, evitando o amarelamento dos dentes. “O Curcumagic, por exemplo, apresenta uma formulação avançada e oferece os benefícios da cúrcuma de forma eficiente e prática”, aponta.

Sobre as contraindicações, ela alerta que o produto deve ser evitado por pessoas que apresentem úlceras gástricas ou que tenham histórico do problema na família. Ele também deve ser evitado por pacientes que tenham sensibilidade ou alergia à curcumina, obstrução de ductos biliares, distúrbios hemorrágicos ou que usam medicamentos que alteram o processo de coagulação.

“Na dúvida, a indicação é sempre procurar ajuda médica ou nutricional para iniciar a suplementação, seja ela por meio de cápsulas ou do consumo in natura. O especialista pode indicar a melhor dosagem para cada caso”, finaliza Priscila.

Sobre a Puravida:

A Puravida é uma empresa brasileira de produtos naturais, que nasceu com o propósito de facilitar um estilo de vida saudável e a prática do cuidado da saúde como um projeto de longo prazo. O portfólio da Puravida é composto por mais de 200 produtos obtidos de maneira sustentável, entre alimentos naturais, suplementos concentrados e nutrientes fundamentais para que qualquer pessoa, mesmo a mais ocupada, possa introduzir qualidade em sua nutrição, rituais diários e cuidados pessoais.

O que aconteceu com o preço do azeite?

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Especialista explica quais fatores podem ter impulsionado a elevação considerável do óleo no Brasil

Nas prateleiras dos supermercados, os consumidores podem perceber a montanha-russa de preços de diversos alimentos. No entanto, nos últimos meses, um deles tem chamado bastante atenção: o azeite. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o valor do azeite cresceu cerca de 37,11% em 2023, o que elevou consideravelmente os custos para alimentação.

De acordo com a professora mestra Tcharla Bragatin, diversos fatores podem explicar o aumento do valor do óleo, desde o clima até a política. “A maior parte do azeite consumido no Brasil é importada, especialmente da Europa, que tem passado por um período de seca intensa nos últimos meses e afetado a safra, além do aumento dos custos de produção, ainda reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia”, explica.

Nos mercados, o azeite chegou a custar cerca de R$ 50 em algumas regiões do Brasil. Porém, apesar de ser durante as compras do mês que a maioria dos consumidores notam a diferença nos preços, pessoas que se alimentam fora de casa também notaram o aumento na comanda de restaurantes e lanchonetes, locais onde a utilização do azeite é essencial em diversos preparos.

A coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis do Centro Universitário Módulo, instituição pertencente ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, também ressalta que é necessário ter cautela nesse momento, pois as expectativas e projeções para os próximos meses não são animadoras.

“Infelizmente, ainda não há previsão de quando o preço do azeite voltará a ficar mais baixo, por dois fatores: previsão de temperaturas altas para os próximos meses na Europa e a cultura de produção do azeite, pois o tempo quente ‘fragiliza’ as olivas, o que pode refletir na qualidade e quantidade das próximas safras”, afirma a docente.

Por outro lado, a professora sugere um conselho para remediar a atual situação e economizar no mercado e nas compras. “A grande dica para os consumidores de azeite amenizarem o impacto da alta no orçamento, é a substituição por outro tipo de óleo, como o óleo de soja, óleo de milho e óleo de coco”, comenta. O preço médio para as opções dadas por Bragantin variam entre R$ 9 e R$ 20.

Wellington Dias considera correta posição de Lula sobre guerra em Gaza

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Ministro manifestou preocupação com a escassez de alimentos na região

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDS), Wellington Dias, afirmou, nesta quarta-feira (21), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está correto em seus posicionamentos sobre o conflito entre Israel e o grupo Hamas, que ocorre na Faixa de Gaza.A declaração do ministro foi dada, em Brasília, durante entrevista coletiva sobre a primeira reunião virtual da força-tarefa do G20 para o estabelecimento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. O ministro Wellington Dias foi questionado se a declaração do presidente Lula, na Etiópia, poderia gerar algum tipo de ruído nas negociações do G20, fórum sob a presidência rotativa do Brasil até novembro deste ano. O ministro faz parte da delegação brasileira.

Mortes de inocentes

O ministro Wellington Dias chamou a atenção para a particularidade do conflito. “Não se trata mais de uma guerra como a gente conhece, militares com militares. Eles estão tendo ali uma situação de morte. Assim como aconteceu do lado do Hamas, mortes de pessoas inocentes em Israel, aqui, ali na região palestina”.

Dias afirmou que sua pasta tem acompanhado com preocupação, o que considera como grave, a situação de desabastecimento de alimentos em Gaza. “Uma equipe de médicos voluntários da França, que esteve ajudando lá nessa região, fez um relato da situação de risco de vida, não mais só pela guerra, mas por conta da falta de produtos básicos. São crianças, mulheres, idosos, ou seja, pessoas em um risco muito grande”.

De acordo com o ministro, antes havia a pactuação internacional que estabeleceu um corredor humanitário, a partir da cidade de Rafah, no Egito, que levava duas horas para transportar alimentos, medicamentos, vários insumos, como água e outros itens necessários. Porém, com as alterações locais realizadas no atual momento, o mesmo percurso pode levar cerca de 10 horas para ser percorrido.

G20 e fome

O ministro Wellington Dias, que no Brasil comanda a gestão de programas sociais como o Bolsa Família, o Benefício Prestação Continuada (BPC) e o Auxílio Gás, acredita que os problemas relacionados ao conflito no Oriente Médio não vão interferir na aliança global contra a fome e a pobreza proposta pelo Brasil no G20, fórum que reúne os 19 países mais influentes do mundo, além da União Africana e da União Europeia.

Entenda o caso

Em entrevista coletiva durante viagem oficial à Etiópia, o presidente brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como genocídio, criticou países desenvolvidos por reduzirem ou cortarem a ajuda humanitária na região e disse que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.

“Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças”, disse Lula.

A declaração gerou fortes reações do governo israelense. O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, disse que a fala “banaliza o Holocausto e tenta prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”.

Edição: Fernando Fraga

Por Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

Mês de combate ao câncer: médico patologista é o responsável pelo diagnóstico

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Sociedade Brasileira de Patologia alerta para a carência de profissionais dessa área no Brasil, o que pode prejudicar a efetividade do tratamento e o diagnóstico precoce dos pacientes oncológicos

 Em fevereiro, reconhecido mundialmente como o mês de combate ao câncer, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) alerta a sociedade civil, comunidade científica e poder público sobre o impacto da baixa disponibilidade de médicos patologistas no diagnóstico precoce da doença. Segundo a entidade, a falta desses profissionais no Brasil ameaça o rastreamento de todos os tipos de câncer, como os de próstata, mama, pele, cólon e reto, colo do útero, cavidade oral e pulmão, além de diversas outras doenças. Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos pela doença, por exemplo, podem ser curados se diagnosticados e tratados precocemente.

Segundo o relatório “Demografia médica no Brasil”, feito pela Faculdade de Medicina da USP, os patologistas no Brasil correspondem a 0,8% dos médicos especialistas no País. Atualmente, o Brasil conta com apenas 1,79 médico patologista para cada 100 mil habitantes, quando o ideal seria uma proporção de seis patologistas para cada 100 mil habitantes, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O patologista analisa tecidos retirados por biópsia ou removidos em cirurgia para fazer o diagnóstico preciso de um câncer — sendo esse passo essencial para sinalizar a escolha do melhor tratamento e para a cura em cada caso. Também é o patologista que classifica os tumores como benignos ou malignos, qual o seu subtipo e em que estágio de evolução se encontra.

O diagnóstico precoce de câncer tem estado em evidência por conta da divulgação de casos em pessoas famosas — que, ao revelarem sua condição, acabam contribuindo para os esforços de identificação dos tumores malignos, os tratamentos e as eventuais curas. Casos recentes, como o da influenciadora Fabiana Justus, filha do publicitário Roberto Justus (diagnosticada com leucemia mieloide aguda), e o do Rei Charles (diagnosticado com um câncer por ora não detalhado pela coroa britânica), chamam a atenção das pessoas para a maior conscientização sobre os sintomas e os fatores de risco das doenças, além de ressaltar a necessidade de um diagnóstico oncológico precoce — o que passa necessariamente pelo trabalho dos patologistas.

“Em uma equipe multidisciplinar para tratamento de câncer formada, por exemplo, por ginecologistas, oncologistas, hematologistas e urologistas, é o patologista quem conduz a investigação diagnóstica para determinar se o paciente passará por quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. É ele que vai dizer se o câncer é mais ou menos agressivo e estimar as chances de cura”, explica o presidente da SBP, Dr. Clóvis Klock. “A jornada oncológica começa sempre com o patologista e dele depende para ser bem-sucedida”, completa.

Além da carência de médicos patologistas, a SBP menciona a reduzida cobertura dos procedimentos pelo SUS e a remuneração pouco atrativa desses profissionais em relação aos seus pares de outras especialidades como fatores que levam a uma demora no diagnóstico oncológico. “A baixa remuneração acaba impedindo que os procedimentos sejam ofertados com qualidade, já que o SUS muitas vezes não cobre sequer os custos de equipamentos e materiais básicos”, destaca o presidente da SBP. Outro obstáculo é a idade média dos profissionais, superior a 50 anos. “Estamos sobrecarregados e não temos substitutos”, acrescenta.

No fim de 2022, a SBP encaminhou ao Ministério da Saúde um ofício solicitando alterações nos parâmetros de codificação e remuneração do SUS para a Patologia. Segundo o documento, a defasagem dos valores chega a seis anos, decorrente de um hiato de 13 anos sem reajustes.

Sobre a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP)

Fundada em 1954, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) tem o objetivo de promover a integração e educação continuada dos médicos especialistas da área, priorizando sempre a comunicação e o aprimoramento técnico-científico. Desde o início de suas atividades, a associação promove, a cada dois anos, o Congresso Brasileiro de Patologia, que em 2022 chega a sua 33ª edição. A SBP também produz o jornal “O Patologista”, um informativo com notícias sobre a especialidade, com periodicidade trimestral. Para saber mais, acesse: www.sbp.org.br

 

Evento Degustar 2024 realiza edição especial em Goiânia com aulas e palestras além da tradicional festa enogastronômica

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Há mais de 20 anos uma referência em solidariedade e ação social, o evento acontecerá durante dois dias no Castro´s Park Hotel

Nos dias 25 e 26 de junho de 2024, grandes nomes da gastronomia e decoração se reúnem em Goiânia (GO) para receber a primeira edição do Evento Degustar na cidade, um encontro ainda mais especial porque será realizado em dois dias. O local escolhido foi o Castro´s Park Hotel que abriu suas portas e cedeu seus espaços de eventos pela causa da oncologia e receberá a tradicional festa que coloca o glamour como ferramenta para fazer bem.

No dia seguinte à noite de degustações da alta gastronomia, bares e drinks diversos, o evento filantrópico estreia uma novidade em Goiânia, também nas salas do Castro´s Park Hotel: uma agenda recheada de aulas e palestras para os visitantes com foco no desenvolvimento de profissionais do setor de festas e eventos, com aulas informativas sobre pâtisserie, decoração, mídias sociais, etiqueta, sustentabilidade, harmonização de bebidas, dentre outras.

Desde sua primeira edição em 1997, a responsável pela realização do projeto é a empresária Márcia Costa, que fala com entusiasmo sobre a chegada do Evento Degustar em Goiás: “Quando recebi o desafio de realizar um grande evento filantrópico fora de São Paulo não tive dúvidas que levar o Degustar para Goiânia seria a melhor escolha, visto a grandeza e receptividade do povo goiano que é muito solidário. Desde o primeiro dia da organização do evento confirmei minha intuição ao fazer a escolha por essa cidade onde já vivi e até hoje tenho negócios no setor do agro”, conta Márcia que, nesta edição no Centro-Oeste, conta com a ajuda e o knowhow da empresária Izabela Toledo.

História de solidariedade com a gastronomia e decoração

O Evento Degustar nasceu em 1997, quando Márcia Costa, idealizadora da ação, era voluntária no Hospital de Câncer de Barretos, atualmente denominado Hospital de Amor (HA). Desde o primeiro dia que iniciou seu trabalho voluntário em Barretos, crescia a ideia de um evento para arrecadar recursos financeiros que permitissem ampliar ainda mais o número de atendimentos realizados pelo Hospital de Amor, que é 100% SUS. No entanto, Márcia e a diretoria do HA logo encontraram um desafio, pois não teriam recursos nem mesmo para contratar um buffet para o evento idealizado. Foi quando a empresária teve a ideia do formato que virou tradição até hoje, que une gastronomia a mesas decoradas por profissionais interessados em divulgar o seu trabalho. “Foi uma luz enviada dos céus, pois não teríamos gastos com os dois detalhes que mais consomem dinheiro em um evento, comida e cenografia, e nasceu a primeira edição do projeto que foi realizada dentro de um vagão de trem, em Barretos”, lembra a empresária.

Durante as primeiras oito edições, a cada ano o evento escolhia uma instituição diferente para receber os recursos arrecadados. A partir de 2012 (na 10a edição do evento), devido a importância do trabalho do Hospital de Amor e o seu déficit mensal para conseguir manter suas atividades, Márcia decidiu focar as edições paulistanas do Evento Degustar para atender esta instituição de Barretos, o que já vem fazendo há quase duas décadas.

Excelência em oncologia, o HA fechou o ano de 2022 com 1.673.441 atendimentos realizados a 540.730 pacientes vindos de 2.531 municípios – isso quer dizer que, em 2022, o HA cuidou de pacientes vindos de 45.4% das cidades do país. Todos estes atendimentos foram realizados de forma 100% gratuita no âmbito do SUS.

A cada edição, o Evento Degustar conta com patrocinadores de peso, como, por exemplo, o Bradesco Prime – que nos acompanha desde 2006 – e neste ano o Castro´s Park Hotel que sediará o Evento, além de apoiadores como a Agua Goyá, Casa Ouro Adega, Help Bar,  Convention Bureau, Gen Fertilizantes, Bit Eletronics, Pib Club, Grupo Piquiras e a empresa H3 Tecnologia, responsável por toda estrutura de som e iluminação, dentre outros.  Sem eles, nada disso seria possível.

Expansão para outros estados

Apesar da edição paulistana ser marca registrada quando se fala no Evento Degustar, Márcia nunca abandonou a vontade de levar o projeto para que outros estados também possam expressar a sua solidariedade. Uma primeira experiência foi realizada em Fortaleza, em 2014 e 2015, beneficiando o HA e iniciativas locais como a Associação Peter Pan, que também realiza um lindo trabalho no tratamento de crianças com câncer.

“Voltar a Goiânia é como voltar para casa, levar o meu trabalho e levar para lá um evento deste porte é muito mais do que já sonhei”, destaca Márcia Costa.

 

21º  Evento Degustar

www.eventodegustar.com.br

Data: 25 e 26 de junho de 2024 (terça-feira e quarta feira)

Programação em breve.