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domingo, abril 26, 2026
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ONDE ESTÁ O DINHEIRO DA DENGUE? NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU

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‌A incidência de dengue no Distrito Federal tem apresentado um aumento alarmante. Com o recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), que indica crescimento de aumento de 1.120,6% nos casos prováveis da doença em relação ao mesmo período do ano anterior, fica evidente a urgência de ações eficazes. Mas isso não acontece por acaso. É reflexo de uma realidade igualmente preocupante: os investimentos em prevenção e combate ao mosquito Aedesaegypti foram negligenciados pelo GDF.

A dengue é uma doença que exige necessariamente ações de prevenção para não acontecer uma epidemia como esta de agora. E isso requer dinheiro: verbas que são destinadas a isso. Orçamento este que não pode ser cortado, como foi feito aqui no Distrito Federal. O que se observa é justamente o movimento contrário. Análise da execução orçamentária referente à Secretaria de Vigilância à Saúde, em 2023, mostra uma queda constante e vertiginosa mesmo antes de os recursos chegarem às unidades de execução de programas e políticas públicas.

‌Pior do que deixar de aplicar os recursos orçamentários previstos em ações que poderiam evitar um surto tão grave de dengue, o Governo do Distrito Federal cancelou 70% dos recursos orgamentários originalmente previstos e ainda deixou de executar boa parte do que foi autorizado. Dos quase R$ 29 milhões que foram efetivamente aplicados pelo GDF na Subsecretaria de Vigilância à Saúde, a maior parte teve como origem repasses do Ministério da Saúde, a chamada Fonte 138. Segundo informação do Portal de Transparência da Controladoria Geral da União, essas transferências totalizaram R$ 23.144.395,70.

Na manobra orçamentária para retirar recursos próprios do GDF da pasta da Saúde, restaram apenas R$ 8 milhões para a SVS. O restante era dinheiro do Ministério da Saúde. Desse repasse, apenas R$ 4.039.986,61 foram aplicados em ações diretas de vigilância em saúde e ambiental. O que sobrou foi gasto com manutenção predial (R$ 2 milhões) e com serviços administrativos (R$ 22 milhões). Os recursos locais aplicados às atividades que poderiam ter evitado a epidemia que vivemos hoje se restringiram à cifra de R$ 21.301,70, o equivalente a 16 salários mínimos.

‌Agora, às pressas, em resposta à crise da dengue, a Câmara Legislativa aprovou, nesta semana, projeto de lei nº 892/2024, que confere a gestão do Hospital Cidade do Sol para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). O custo? Segundo o próprio governo, R$ 9 milhões, durante 120 dias. De acordo com um dos distritais da Casa, no entanto, impacto da proposta é de cerca de R$ 27 milhões por ano, dos quais R$ 2,2 milhões seriam para operacionalizar os 60 leitos de enfermaria sem suporte de diálise.

‌Este cenário, sem dúvida, evidencia a necessidade de uma revisão das políticas de alocação de recursos e um compromisso maior por parte do governo para enfrentar essa emergência da saúde pública. Agora, além das tendas, anuncia-se um Hospital de Campanha da Aeronáutica: ações necessárias, porém tardias. Segundo dados oficiais, 11 óbitos pela doença foram confirmados, sendo que seis deles foram de pessoas acima de 60 anos, e há ainda a notícia de que até recém-nascidos estão morrendo.

‌E a negligência com a destinação de verbas torna-se ainda pior quando pensamos em grandes densidades populacionais e oferta irregular de abastecimento de água. Na Estrutural, por exemplo, a ocupação Santa Luzia, que tem aproximadamente 15 mil moradores, nem sequer tem saneamento básico. Outros locais, como o Sol Nascente, considerado a maior favela do Brasil, segundo o Censo de 2022, o cenário também se agrava.

Por isso, agora, como o GDF não fez o dever de casa e tenta enxugar o gelo, com tendas e o hospital de campanha, cabe a nós, cidadãos, o engajamento ativo para reduzir a incidência de casos e proteger a saúde de todos. Somente com a colaboração de todos é possível enfrentar essa ameaça chamada dengue. Portanto, peço a todos: eliminem os criadouros nas suas casas.

Esta é a tarefa mais simples e a mais importante que devemos fazer neste momento.

Verifiquem regularmente e eliminem recipientes que possam acumular água parada, como pneus velhos e vasos de plantas, façam a manutenção de áreas externas, mantendo quintais e jardins limpos e usem repelente. Se puderem, conversem com vizinhos e amigos para que eles também tomem tais atitudes. A dengue, como estamos vendo, mata. Cuidem-se!

Gutemberg Fialho
Presidente do Sindicato dos Médicos

Proteja-se dos ladrões de energia: O perigo oculto dos bajuladores

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A sabedoria popular sempre alertou sobre os perigos dos bajuladores, aqueles indivíduos que, com palavras melosas e elogios excessivos, buscam manipular ou se beneficiar de alguma forma. Há uma verdade universal nesse aviso: o roubo de energia. Quando falamos de energia, não estamos apenas falando de vigor físico, mas também de nossa capacidade emocional e mental. Os bajuladores, muitas vezes, são ladrões sutis dessa energia.

O poeta e dramaturgo espanhol, Calderón de la Barca, escreveu: “A bajulação é a moeda falsa que só tem valor por causa da nossa vaidade.” Essas palavras ressoam profundamente quando consideramos como os bajuladores operam. Eles se alimentam de nossa necessidade de aprovação e reconhecimento. Ao nos dizerem exatamente o que queremos ouvir, eles criam uma dependência emocional, um ciclo vicioso onde nossa autoestima passa a depender dos elogios e da atenção deles.

A Bíblia também oferece conselhos sábios sobre esse tema. Provérbios 26:28 alerta: “A língua mentirosa odeia aqueles que ela fere, e a boca lisonjeira causa ruína.” Esse versículo destaca o perigo inerente na bajulação: ela não apenas prejudica aqueles a quem se destina, mas também traz ruína ao próprio bajulador.

Filósofos como Aristóteles também refletiram sobre as relações humanas e a importância da autenticidade. Para Aristóteles, a virtude está no equilíbrio e na sinceridade. Relações baseadas em falsidade e bajulação são, para ele, o oposto do que deveríamos buscar.

Na era das redes sociais e da constante busca por validação externa, o alerta sobre os bajuladores é mais relevante do que nunca. Estamos imersos em um mundo onde os ‘likes’ e os comentários positivos podem facilmente se transformar em fontes de energia emocional. No entanto, é crucial discernir quando esses elogios são genuínos e quando são meras ferramentas de manipulação.

Como nos proteger, então, desses ladrões de energia? Primeiramente, é essencial cultivar uma autoestima saudável que não dependa da aprovação alheia. Quando estamos seguros de quem somos, menos suscetíveis somos à influência dos bajuladores. Além disso, é importante desenvolver a habilidade de discernimento, para diferenciar elogios sinceros de lisonjas interesseiras.

Outro aspecto importante é a prática da humildade. Ao nos mantermos humildes, não damos espaço para que a bajulação nos afete profundamente. A humildade nos permite aceitar elogios com gratidão, mas sem permitir que eles inflam nosso ego a ponto de nos tornarmos vulneráveis à manipulação.

Estar ciente dos perigos dos bajuladores e do roubo de energia é um passo essencial para manter nossa integridade emocional e mental. Cultivar a autoestima, o discernimento e a humildade são armas poderosas contra esses ladrões sutis. Lembre-se, a verdadeira força reside na capacidade de reconhecer e valorizar a autenticidade nas relações humanas, evitando assim cair nas armadilhas da falsa adulação.

Jose Adenauer Lima

 

Ansiedade de início de ano: até que ponto é “normal” ou patológica?

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Após o Carnaval, o ano começa “de verdade” e muitos querem colocar em prática as resoluções de final de ano, o que pode desencadear ou piorar quadros ansiosos; psiquiatra da SIG explica o que pode caracterizar um quadro preocupante

A frase “depois do Carnaval eu resolvo a minha vida” é famosa no Brasil, e muitas pessoas realmente procrastinam e deixam para colocar os planos do Ano Novo em ação somente depois da data, seguindo à risca essa mentalidade. O problema é que o início de ano é uma época típica em que a ansiedade pode surgir, ou aumentar em quem já convive com esse problema.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, deixando o país em 1º lugar no ranking dos mais ansiosos. “Estamos falando de um transtorno mental, ou seja, de uma doença, que afeta grande parte da população e diminui consideravelmente a qualidade de vida dessas pessoas”, comenta o Dr. Ariel Lipman, médico psiquiatra e diretor da SIG – Residência Terapêutica.

O transtorno mental pode ser grave se não acompanhado e tratado, no entanto, existe um outro lado da ansiedade, em que ela é considerada “transitória”, e não uma doença. “Todo mundo passa por situações em que desencadeiam uma ansiedade, é normal, por exemplo, a pessoa não conseguir dormir antes de uma prova importante”, comenta o especialista.

Afinal, até que ponto a ansiedade é normal?

A “ansiedade normal”, ou melhor, ansiedade não patológica, faz parte da vida de qualquer pessoa, causando sintomas, segundo o Dr. Lipman, como dilatação da pupila, aumento de frequência cardíaca e respiratória e até mesmo insônia.

“Os sintomas podem ser parecidos com os da ansiedade patológica, o que muda é a intensidade e a frequência. Nosso corpo tem um limite e se os sintomas negativos começam a se apresentar corriqueiramente, é necessário procurar ajuda”, explica.

Ou seja, quando essas alterações passam a fazer parte da vida da pessoa com muita frequência, de forma intensa e duradoura, atrapalhando sua qualidade de vida, ela pode significar um transtorno mental.

Causas e sintomas

São diversas as causas da ansiedade, podendo ocorrer por problemas familiares, desequilíbrios cerebrais, traumas, entre outros. Os sintomas também variam e podem ser tanto físicos quanto psíquicos. “Esses pacientes podem ter tensão muscular, taquicardia ou palpitações, dor no peito, transpiração em excesso, dor de cabeça, tontura, além de sensação de desrealização, quando o ambiente parece todo diferente, ou sensação de despersonalização, quando a pessoa parece não se reconhecer mais”, resume o médico psiquiatra.

Ele alerta que é fundamental ficar sempre atento a esses indícios e, caso necessário, procurar ajuda especializada o quanto antes for possível.

 

Acompanhamento da fertilidade: entenda a importância de iniciar o rastreio após os 25 anos

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Busca por informações sobre fertilidade pode auxiliar no planejamento familiar e atuar na prevenção, diagnóstico e mudanças futuras no estilo de vida da paciente

De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm engravidado cada vez mais tarde no Brasil. Nos últimos 10 anos, o aumento na faixa etária que vai dos 35 aos 39 anos foi de 63%, enquanto a taxa de nascimentos entre mães com até 19 anos caiu 23% no mesmo período. Para essas brasileiras, o desejo vem ligado a um projeto de vida maior, no qual ter filhos significa aumentar a família e dar continuidade às suas gerações como parte de uma jornada planejada.

Em partes, esse movimento vem acompanhado dos avanços na ciência que permitem que a definição sobre o melhor momento para engravidar não tenha o relógio biológico como uma barreira. Segundo dados do FERTGROUP, grupo de clínicas referência em Medicina Reprodutiva no Brasil e na América Latina, as brasileiras têm procurado tratamentos de fertilidade por volta dos 37 anos. Isso mostra, de acordo com Edson Borges Jr, Diretor Médico do FERTGROUP e Diretor Científico do Instituto Sapientiae e do Centro de Estudos e Pesquisa em Reprodução Assistida, que essa mudança de comportamento também traz consigo a necessidade de mais informação sobre as alternativas de acompanhamento da fertilidade.

“O recomendável é que esse acompanhamento entre no check-up da mulher antes dos 30 anos. Mesmo sendo um plano futuro, é importante ter as informações necessárias para que se possa planejar alternativas conforme os desejos da paciente. Quando há uma maior espera na tomada de decisão da gestação e não é realizado um planejamento, as chances de sucesso dos tratamentos de fertilidade podem ser menores”, comenta.

Dentre os possíveis exames solicitados para esse acompanhamento, os mais comuns são:

  • Exames hormonais, para avaliação da reserva ovariana
  • Ultrassom transvaginal, para a avaliação dos ovários e útero
  • Avaliação laboratorial das infecções sexualmente transmissíveis (IST)

“Através deste primeiro passo, analisamos os resultados e, se houver necessidade, podemos solicitar novos exames para aprofundar esse check-up. A mulher tem uma perda progressiva da qualidade e quantidade dos óvulos, que acaba se intensificando com a idade, por isso, esse monitoramento é muito importante para prevenir, diagnosticar ou se adequar às mudanças futuras no estilo de vida “, explica o médico.

Devo me planejar financeiramente?

Dentro do planejamento familiar, é preciso ainda ir além da orientação. Ter um olhar que englobe a organização financeira também é um passo importante na decisão de ter filhos.

“Felizmente, temos hoje possibilidades na medicina reprodutiva que permitem tomar decisões mais assertivas quanto ao desejo de ter filhos no futuro. E, quando esse planejamento é realizado de forma integral, é possível ter acesso às melhores opções, além de contar com uma maior segurança em caso de imprevistos”.

Até quando é possível adiar a gestação?

Segundo uma pesquisa recente realizada pela WIN, uma provedora de benefícios de construção familiar, com mil mulheres norte-americanas que decidiram adiar a maternidade para após os 35 anos de idade, foi mostrado que relacionamentos, estilo de vida e questões financeiras foram os principais precursores para essa escolha.

Contudo, para tomar a decisão com uma maior segurança, mesmo que ainda haja a incerteza sobre o desejo ou não de ter filhos, o acompanhamento da fertilidade no check-up da mulher pode auxiliar em possíveis alternativas, como é o caso do congelamento de óvulos.

“O congelamento geralmente é indicado a partir dos 30 anos, mas isso não impede que ele possa ser realizado antes. Ou seja, quanto mais jovem for a paciente, melhor será a qualidade dos óvulos”, destaca.

Vale lembrar ainda que não existe uma idade exata para que a paciente use seus óvulos congelados, caso apresente uma boa condição de saúde. Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda que sejam utilizados antes dos 50 anos, para uma maior segurança da saúde da paciente e do bebê.

Álcool e Drogas no Carnaval: especialista alerta sobre as consequências do uso exagerado ou a longo prazo

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O uso de substâncias pode afetar o sono, apetite, humor e pode desencadear gordura no fígado e até câncer

Segundo dados do estudo Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2023, realizado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), 75% das pessoas que consomem abusivamente álcool no Brasil acreditam estar dentro da categoria “bebo com moderação”. Esse consumo excessivo de álcool e outras drogas pode causar danos à saúde física e mental, com problemas a curto e longo prazo, além de efeitos irreversíveis. Ambas as substâncias geram dependência e fazem com que o organismo crie uma tolerância, levando a um consumo cada vez maior para se sentir o mesmo efeito. Mas essas doses, cada vez maiores, podem levar o corpo a um estado limite, onde todos os órgãos e o cérebro começam a ter seu funcionamento afetado.

Para Amanda Mineiro, nutricionista da Alice, plano de saúde para empresas que também faz a gestão proativa da saúde de seus membros, existem consequências imediatas ao consumo, mas algumas doenças podem surgir com o uso contínuo. “Desde a primeira dose, já podemos ter consequências, como desidratação, perda de sono e apetite, variação de humor, dores de cabeça, aumento dos batimentos cardíacos e alterações gastrointestinais. Mas o uso contínuo pode desencadear doenças, como a esteatose hepática – conhecida como “gordura no fígado” – gastrite, deficiências vitamínicas e alguns tipos de câncer”, explica Mineiro.

A Organização Mundial da Saúde classifica a dependência de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, como uma doença e um desafio de saúde pública, que deve demandar, cada vez mais, a atenção de todos os países. A especialista também reforça que o álcool é considerado tóxico, psicoativo e gera dependência. “Ele é classificado como uma substância carcinogênica do grupo 1 – o maior grupo de risco da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ao lado do amianto, radiação e o tabaco”, comenta.

O uso excessivo e prolongado dessas substâncias pode resultar em doenças graves, como cirrose hepática, e também pode levar a condições irreversíveis, como doenças cardiovasculares, que podem reduzir significativamente a expectativa de vida. A nutricionista ainda reforça que o álcool é capaz de causar outros prejuízos mentais e sociais.

É possível ter um consumo consciente?
De acordo com a especialista, devido à alta capacidade de gerar dependência em nosso organismo, não existem doses seguras para essas substâncias. É crucial, antes de qualquer coisa, compreender as motivações por trás do desejo de uso, além de observar as ocasiões, a frequência e a quantidade normalmente consumida. Uma reflexão importante é: seria possível experimentar as mesmas sensações ou frequentar os mesmos lugares sem recorrer ao consumo dessas substâncias? Se a resposta for negativa, isso já sinaliza um alerta para o possível desenvolvimento de vício e dependência.

Um outro exemplo dado pela nutricionista é o da famosa taça de vinho no jantar para relaxar. “Se a pessoa não é capaz de conseguir relaxar sem a taça de vinho, já existe uma relação de dependência, ainda que o consumo seja relativamente baixo. Isso é exatamente o que ocorre no carnaval: se a pessoa não consegue festejar e aproveitar um evento sem consumir essas substâncias, é um ponto de atenção”.

Nesse mesmo sentido, algumas drogas frequentemente associadas ao período do festa, como lança-perfume, maconha, MD e LSD, podem causar perda do nível de consciência, convulsões e até paradas cardíacas. A longo prazo, podem desenvolver danos neurológicos irreversíveis.

“Não existem consequências positivas. O uso contínuo e excessivo é um prejuízo para a saúde física e mental. O importante é sempre ter consciência e zelar para que a sua saúde esteja sempre em primeiro lugar”.

Dica para o folião
Para quem for curtir o carnaval, a especialista reforça alguns alertas importantes. “É preciso ter em mente que uma boa alimentação e hidratação mantém o corpo equilibrado. Para o carnaval, o recomendado é manter uma alimentação reforçada para aguentar as horas de folia. Para a hidratação, o recomendado é a água, água de coco, bebidas isotônicas como Gatorade ou até água saborizada com limão, rodelas de frutas e hortelã. Além disso, é crucial não se esquecer do protetor solar, combinado com o uso de boné e óculos de sol, para garantir que possamos nos concentrar no que realmente importa: desfrutar ao máximo da folia”, destaca Mineiro.

 

Luto passa a ser problema quando prejudica a rotina, se estende demais ou impacta negativamente a saúde mental

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No ano de 2022, a fase de luto prolongada passou a ser considerada um transtorno mental, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir da Classificação Internacional de Doenças (CID), e pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), em seu manual de diagnóstico de transtornos mentais.

O processo de luto, em si, é normal a partir do momento em que se cria um vínculo afetivo, com outra pessoa ou animal, e a perda passa a ser motivo de sofrimento. Todas as fases do luto devem ser vivenciadas em sua plenitude e respeitadas. No entanto, quando o período em que alguém sente essa dor passa a ser maior do que o esperado e os sintomas passam a ser engatilhados pela perda, de forma específica, é caracterizado o transtorno, agora com classificação oficial.

Dentre os sintomas que podem ser apresentados, todos possuem correlação com a ansiedade e a depressão, sendo diferentes a depender da idade de quem está sofrendo. Em crianças e adolescentes, as reações mais frequentes estão ligadas à sensação de abandono e rejeição, apresentando comportamentos mais isolados e retraídos, além de dificuldade de concentração, de socialização e de sofrimento agudo.

No caso dos adultos, os sintomas estão ligados à dificuldade de concentração e produção, ao sentimento de incapacidade e à desvalorização da vida. Nessa fase da vida, é comum apresentar a falta de desejo de viver, com sintomas como a falta de libido, de vontade de namorar e de ter vida pessoal.

Por ser algo que ocorre em qualquer momento da vida de uma pessoa, o ideal é que, ao perceber que o luto está causando mais problemas do que deveria, quem está sofrendo busque eliminar o problema o quanto antes, para evitar que as complicações se estendam de forma indeterminada.

Para isso, o normal a ser indicado é a busca pela ajuda psicológica, com as terapias convencionais. Entretanto, elas podem apresentar um obstáculo que atrapalha a solução do próprio transtorno, pelo costume de levarem um tempo demasiado até chegar na fonte do problema, além de, muitas vezes, não resolverem os gatilhos na sua totalidade.

Nesse momento, segundo o psicólogo Jair Soares, criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) e presidente do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT): “O paciente tende a perder a fé nos tratamentos tradicionais e pode passar a ver a área da saúde mental com desconfiança. Porém, existem formas de burlar esse sentimento de descrença, sendo, uma delas, a busca por ferramentas que realmente façam o que se predispõe à pessoa. Neste sentido, destacamos a TRG”.

Essa nova modalidade de tratamento possui protocolos especializados em buscar a fonte dos problemas da pessoa, analisando sua história de vida desde o princípio. Mesmo que o transtorno do luto prolongado esteja diretamente ligado à perda, a TRG se compromete a entender os motivos que fizeram desse momento uma fase tão demorada de sentimentos ruins e dificuldades extremas.

Como estuda todos os passos de uma pessoa, a TRG tem como ideal a luta contra as crenças limitantes que podem ter levado alguém a se prender tanto a um sentimento ruim, porém natural.

“Infelizmente, todo mundo está sujeito a se aproximar de algo ou alguém, criar um vínculo muito forte e vê-lo sendo quebrado de forma repentina. Esse baque que é causado pela perda é comum, mas ninguém é ensinado a se preparar. Agora, quando o luto começa a atrapalhar a continuidade da vida de uma pessoa, esse ciclo natural que faz com a gente siga a vida passa a apresentar um problema muito sério e que necessita de máxima atenção e urgência. A TRG é focada em entender o que fez com que esse ciclo tenha sido rompido e fazer com que ele volte ao normal, sem a menor possibilidade de recaída, como acontece nos tratamentos tradicionais”, aponta Jair Soares.

Portanto, quando a falta de alguém começa a surtir um efeito muito pior do que deveria, a primeira atitude a ser tomada deve ser a busca por um profissional de qualidade e que inspire a confiança devida, para cuidar de um ponto tão sensível da vida.

Como explica Jair, “O paciente precisa saber que será reprocessado e poderá contar com o terapeuta, tendo a certeza que o objetivo em comum dos dois é a resolução completa do luto”.