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Corro risco de ficar sem voo? Entenda como a recuperação judicial da GOL pode afetar consumidores

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Companhia aérea brasileira oficializou pedido de RJ na Justiça dos EUA nesta quinta-feira (25)

A oficialização do pedido de recuperação judicial da companhia aérea brasileira GOL no Tribunal de Falências dos Estados Unidos tem repercutido desde a última quinta-feira (25). Com a agitação do mercado, consumidores que já possuem passagens previamente compradas começam a se preocupar quanto à prejuízos em eventuais adiamentos ou até cancelamentos de viagens.

Especialistas na área de Recuperação Judicial, entretanto, adiantam que o momento não é para pânico. “Em princípio, não há motivos para alardes. A recuperação judicial, ainda mais no Estados Unidos, é um procedimento bastante comum e diversas outras empresas já passaram por isso, sem grandes impactos em suas operações. Não me parece que o simples fato de a empresa requerer esse procedimento deva causar preocupações aos consumidores brasileiros”, explica Giulia Panhóca, advogada associada do escritório Ambiel Advogados e especialista em Direito Empresarial.

Na mesma linha, o especialista em Direito Empresarial e sócio do Godke Advogados, Fernando Canutto, endossa que se o consumidor já tiver passagens compradas com a GOL, o risco de ficar sem voo é baixo. “Quanto a um cancelamento de voo, não posso dizer que é impossível, mas é altamente improvável que haja impacto imediato. A maioria das companhias aéreas continua a honrar as reservas durante o processo de reestruturação”, destacou o advogado, ressaltando ser mais provável que haja alterações em horários ou rotas do que cancelamentos totais de voos.

A ideia por trás do pedido de recuperação judicial é justamente permitir que a empresa continue a operar normalmente, renegociando as condições de seu endividamento, então o simples fato de a empresa ter feito o pedido de reorganização nos Estados Unidos não parece indicar qualquer impacto potencial aos consumidores, conforme explica Giulia Panhóca.

“O exemplo mais emblemático e recente talvez seja o da principal concorrente no mercado brasileiro de aviação, a LATAM, que se socorreu do Chapter 11 entre 2020 e 2022 e no último ano apresentou resultados bastante animadores com a retomada de números a níveis acima dos pré-pandemia”, lembrou a advogada.

Para ela, o interessante é notar que, apesar dessa recuperação ter ocorrido durante o pior período da aviação civil mundial, com a paralisação das operações em boa parte dos anos de 2020 e 2021, não houve um aumento significativo de reclamações de passageiros que pudesse justificar uma maior preocupação com o fato de a empresa estar passando pelo processo de reorganização e proteção contra credores do Chapter 11.

Entenda o pedido de Recuperação Judicial da GOL

Em um processo conhecido por Chapter 11 (similar à recuperação judicial brasileira), a GOL entrou com pedido de recuperação judicial com o objetivo de reestruturar a vida financeira da companhia aérea. A dívida bruta da empresa, em setembro de 2023, era de R$ 20,227 bilhões.

O pedido foi feito no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul de Nova York. A companhia aérea brasileira inicia o processo legal nos EUA com um compromisso de financiamento de US$ 950 milhões, na modalidade debtor in possession (“DIP”) por membros do Grupo Ad HOc de Bondholders da Abra e outros Bondholders da Abra. Por meio de sua assessoria de imprensa, a GOL afirma que buscará acesso a esse financiamento como parte da audiência do Primeiro Dia com o Tribunal dos EUA, prevista para os próximos dias.

De acordo com o advogado Fernando Canutto, empresas multinacionais ou aquelas com substanciais interesses e obrigações nos Estados Unidos podem optar por buscar proteção sob o Chapter 11 da Lei de Falências dos EUA, mesmo que sua sede seja em outro país. “A Gol tem substancial operação e papéis negociados nos EUA, além disso, seus maiores credores, conforme apresentado no pedido de recuperação judicial em 25/01/24, são norte-americanos. Além do mais, considera-se que os EUA possuem maior segurança jurídica, além do processo de recuperação judicial ser extremamente mais célere e simples naquela jurisdição”, explica.

Por fim, Canutto deixa claro que recuperação judicial não se equivale à falência. “Ao contrário da falência, que geralmente implica na liquidação da empresa, o Chapter 11 permite que a empresa continue operando enquanto reestrutura suas dívidas. É uma tentativa de salvar a empresa e evitar a falência”.

Fontes:

Fernando Canutto – sócio do Godke Advogados. Especialista em Planejamento Estratégico Empresarial, Direito Societário, Governança Corporativa, Compliance e Investimento Estrangeiro.

Giulia Panhóca – advogada no Ambiel Advogados e especialista em Direito Empresarial. Pós-Graduada em Direito Processual Civil pela Universidade de São Paulo (USP).

Cuidados financeiros durante a compra do material escolar para o início das aulas

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Especialista em finanças pessoais explica como fazer escolhas conscientes sem deixar

de seguir o que está nas listas enviadas pelas instituições de ensino e não gastar demais

O início do ano letivo está cada vez mais próximo para a maioria dos estudantes das diferentes instituições de ensino em todo o Brasil. Para eles, este é o momento de fazer a compra do material, a partir de uma lista pré-determinada e enviada pelo local onde estudam. Porém, com o constante aumento de preços dos itens de papelaria nos últimos anos, é essencial tomar cuidado com os gastos.

As listas de material escolar sempre geraram polêmica entre pais e responsáveis, pelo fato de algumas instituições exagerarem nos pedidos. Diante deste cenário, a legislação precisou intervir. De acordo com a Lei Federal nº 12.886/2013, materiais de uso coletivo não podem ser exigidos na lista, como por exemplo: papel higiênico, papel sulfite, giz ou caneta para lousa, produtos de higiene e copos descartáveis. As escolas também não podem exigir a compra de marcas específicas e nem lojas de papelarias selecionadas.

Para evitar transtornos, o especialista em finanças pessoais, João Victorino, explica que antes de comprar o material escolar, é importante seguir alguns passos: revisar a lista de materiais fornecida pela escola para garantir que está completa e atualizada; conferir se há materiais do ano anterior que ainda estão em boas condições e podem ser reutilizados; fazer uma pesquisa de preços em diferentes lojas físicas e online para encontrar as melhores ofertas; determinar um limite de gastos realista com base em sua situação financeira.

Segundo João, é recomendável ter um planejamento financeiro ao criar uma reserva para os gastos com material escolar. “Para que essa reserva exista é preciso de organização, ou seja, antecipe-se aos gastos e economize ao longo do ano para formar a reserva específica para despesas escolares. A partir disso, identifique os itens essenciais da lista e priorize esses gastos na reserva financeira. Além de fazer uma estimativa realista dos custos com base em pesquisas de preços e consultas com outros pais que estão indo em lojas diferentes”, afirma.

Quanto aos materiais que costumam custar mais caro, o ideal é ter algumas estratégias para não extrapolar o orçamento proposto, pois comprar por impulso é bastante prejudicial. Para o especialista, a busca por promoções e descontos é extremamente fundamental nestes casos, com o objetivo de reduzir os custos. Outra opção viável é substituir determinados itens por alternativas mais acessíveis e econômicas, como materiais usados e que ainda estejam em bom estado.

João destaca que é possível fazer escolhas conscientes sem deixar de seguir o que está nas listas enviadas pelas instituições de ensino. “Uma excelente alternativa para economizar é fazer um grupo entre pais e responsáveis para realizarem a compra do material em conjunto, obtendo descontos por atacado. Além disso, escolha marcas mais acessíveis, desde que não comprometam a qualidade. Tudo é uma questão de planejamento adequado, que tornará esse momento prazeroso sem exceder o orçamento estipulado previamente”, finaliza.

Sobre João Victorino


João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro.

Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

Maior hospital do sul de Gaza colapsa e população fica sem opção de atendimento

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“Todo o sistema de saúde ficou inoperante”, alerta coordenadora médica de MSF na Palestina

Em meio a intensos conflitos e bombardeios em Khan Younis, no sul de Gaza, na Palestina, serviços médicos essenciais entraram em colapso no hospital Nasser, atualmente a maior instalação de saúde em funcionamento no enclave. Médicos Sem Fronteiras (MSF) lamenta essa situação, que deixa pessoas sem opções de tratamento em caso de um grande fluxo de feridos de guerra.

A maioria dos profissionais do hospital, juntamente com milhares de pessoas deslocadas que procuraram abrigo no local, fugiram nos dias que antecederam a ordem de evacuação das áreas ao redor da instalação médica dada pelas forças israelenses. A capacidade cirúrgica do hospital é agora quase inexistente, e a equipe médica que permanece precisa lidar com a pouca quantidade de suprimentos, insuficiente para situações de vítimas em massa, ou seja, um grande fluxo de pessoas feridas.

Entre 300 e 350 pacientes permanecem no hospital Nasser, impossibilitados de evacuar porque é muito perigoso e não há ambulâncias. Essas pessoas têm lesões relacionadas à guerra, como ferimentos abertos, lacerações por explosões, fraturas e queimaduras. Em 24 de janeiro, pelo menos um paciente do hospital morreu porque não havia cirurgião ortopédico disponível.

 “A vida das pessoas está em risco por causa da falta de cuidados médicos. Com [o hospital] Nasser e o hospital Europeu de Gaza quase inacessíveis, não há mais um sistema de saúde em Gaza”, disse Guillemette Thomas, coordenadora-médica de MSF na Palestina. “Esses ataques sistemáticos a instalações de saúde são inaceitáveis e devem terminar agora para que os feridos possam receber os cuidados de que precisam. Todo o sistema de saúde ficou inoperante.”

Rami*, profissional de enfermagem de MSF que está dentro do hospital Nasser, descreveu a impotência que sentiu durante uma situação com vítimas em massa, que trouxe 50 feridos e cinco mortos para a sala de emergência da unidade, em 25 de janeiro.

“Não havia profissionais na sala de emergência do hospital Nasser. Não havia leitos, apenas algumas cadeiras e nenhuma equipe, apenas alguns enfermeiros”, relatou Rami. “Levamos os pacientes à sala de emergência para prestar primeiros socorros. Lidamos com o que tínhamos, tentamos estancar o sangramento e classificar os pacientes lá. Foi uma situação horrível e realmente me afetou psicologicamente.”

Suprimentos básicos, como compressas de gaze, estão acabando.

“Fui à sala de cirurgia hoje para receber um paciente em nosso departamento e perguntei aos poucos profissionais restantes se eles poderiam fornecer gaze abdominal”, lembra Rami. “Eles disseram que não tinham nada sobrando e que as que tinham já estavam sendo usadas em vários pacientes.”

“Eles usam uma vez, depois espremem o sangue, lavam, esterilizam e reutilizam com outro paciente”, continua Rami. “Esta é a situação na sala de cirurgia, você pode imaginar?”

O Hospital Europeu de Gaza é a segunda maior instalação no sul de Gaza, depois do hospital Nasser, com uma grande capacidade cirúrgica. Hoje, a instalação também está inacessível para a equipe médica e a população, pois suas áreas vizinhas estão sob ordem de evacuação.

Os hospitais precisam permanecer como espaços protegidos, e as pessoas e os profissionais médicos devem ter permissão para acessar e fornecer cuidados médicos.

Hoje, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) emitiu uma decisão preliminar determinando que Israel evite atos de genocídio contra palestinos e tome medidas imediatas para melhorar a situação humanitária em Gaza. Embora este seja um passo significativo, apenas um cessar-fogo sustentado pode impedir a perda de mais vidas civis, permitir o fluxo de assistência humanitária e suprimentos vitais para 2,2 milhões de pessoas que vivem no enclave.

*Por razões de segurança, Rami pediu que seu sobrenome não fosse usado.

 

Aprosoja-GO e Coopa-DF promovem a Abertura Oficial da Colheita de Soja, safra 2023/2024

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A agenda contou com um circuito de palestras, estandes e muita troca de informações entre os participantes

Se as perspectivas para 2024 no mercado de soja preocupavam os produtores rurais do DF e do entorno, após a Abertura Oficial da Colheita de Soja o cenário é de otimismo. Centenas de produtores rurais e lideranças do setor se reuniram no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, para trocar experiências e juntos compartilharem soluções para os desafios da safra 2023/2024.

O evento realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), em parceria com a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) contou com a presença de autoridades como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que palestrou sobre as perspectivas do agronegócio brasileiro.

“Esse evento é símbolo da competência que o Brasil tem em produzir. Tecnologia e empreendedorismo são símbolos do produtor brasileiro. Um ano difícil, que vai exigir muito equilíbrio e ajuda do governo, das entidades e dos produtores entre si”, salientou Rodrigues.

Estratégias para a gestão integrada na produção de soja

Este foi o tema debatido no painel composto pelo presidente da Aprosoja-GO, Joel Ragagnin; pelo presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner; pelo produtor rural da Fazenda Maringá (Cristalina-DF), Leandro Sato; pelo consultor de mercado da Terra Agronegócios, Ênio Fernandes; e pelo engenheiro agrônomo e consultor da Completta Consultoria, Renato Caetano.

Joel Ragagnin conta o motivo de ter trazido a Abertura Oficial da Colheita de Soja para o Distrito Federal e entorno. “Um grande orgulho poder trazer esse evento para essa região tão rica, diversificada, uma referência em tecnologia. Viemos valorizar o trabalho do produtor e a sua importância para a economia brasileira”, destacou.

José Guilherme Brenner aproveitou a ocasião para destacar que a região do PAD-DF é pioneira nas tecnologias de cultivo de soja e que, apesar das adversidades, o produtor rural tem muitos motivos para celebrar

“Essa safra está sendo de muitas dificuldades. Tivemos áreas muito boas, mas outras muito prejudicadas. Só no final da colheita vamos conseguir avaliar melhor os números, mas acredito que, independente disso, o produtor não trabalha com um ano só. Temos uma história de sucesso. A colheita é sempre um momento a ser comemorado”, celebrou o presidente da Coopa-DF.

Colheita de soja com transmissão ao vivo

Quem acompanhou as palestras também teve a oportunidade de assistir, ao vivo, as máquinas da Case IH realizando a colheita na fazenda Maringá, do produtor rural Leandro Sato, que comemorou a oportunidade de compartilhar a realidade do campo com os colegas produtores.

“O evento tem muita importância, pois mostra a nossa realidade no campo, nossas expectativas com relação à safra. A colheita é resultado de todo o trabalho feito após um ano difícil, com condições climáticas adversas”, afirmou o produtor rural.

O diretor comercial da Pivot Máquinas, Adriano Rodrigues, destacou a parceria com a Aprosoja-GO e com a Coopa-DF e agradeceu a oportunidade. “Somos parceiros, uma grande satisfação participar de mais uma edição. Recebemos uma grande quantidade de produtores em nosso estande. É impressionante o engajamento que temos com os clientes em eventos como esse”, detalhou o diretor.

A Bayer também participou do evento, com a exposição da Plataforma Intacta 2x Tend   também participou do evento. Pedro Coelho, gerente de vendas da marca, destacou a participação dessa biotecnologia nos resultados da colheita. “Uma abertura de colheita é especial para o produtor e para nós também, que colhemos o fruto de todo o trabalho. Ficamos muito felizes em entregar um novo patamar de qualidade na colheita do produtor”, enfatizou Coelho.

Leomar Cenci é produtor rural e membro efetivo da Coopa-DF. Produz café, soja, trigo, feijão e outros cultivares destaques da região e esteve presente na abertura oficial da colheita de soja.

“O evento nos deu um direcionamento de mercado. É muito importante para nós produtores entendermos o que está acontecendo no mercado, até porque observamos uma queda no preço da soja e o acesso às informações nos ajuda a encontrar um melhor momento para negociação. A Aprosoja-GO e a Coopa-DF superaram as expectativas,” elogiou Cenci.

O evento contou com o apoio das marcas Pivot, Intacta 2x Tend, Central Irrigação, AgroRosso Sementes, Basf, Coagril, Dois Marcos Sementes, Corteva Agriscience, Tchê Produtos Agrícolas e Triunfo Sementes, além do apoio institucional da Abrasgrãos, Aprosoja Minas Gerais, Irrigo, Irriganor, Sindicato Rural de Cabeceiras, Sindicato Rural de Cristalina e Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí-MG.

 

O que esperar para o mercado imobiliário em 2024?

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Redução na taxa Selic aumenta expectativa de mercado aquecido, principalmente pelo impulsionamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”; empreendimentos de médio e alto padrão também devem movimentar setor neste ano; arquiteto comenta

O mercado imobiliário – que é significativo na economia brasileira (e mundial) – sempre gera expectativa na virada do ano. Fazendo uma breve análise do setor em 2023, o número de imóveis comercializados foi  22% maior quando comparado com o ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado  pelo programa do Governo “Minha Casa, Minha Vida”, com crescimento de mais de 46% no valor de vendas.

Já em relação ao mercado de médio e alto padrão,  Rafael Forato, arquiteto da GrowT – startup focada em construção e projetos, os resultados também foram positivos, com vasto interesse de compradores em investir em imóveis para valorização futura. “O mercado imobiliário deve se manter nos mesmos parâmetros de 2023, com um leve aumento, e o crescimento será de forma sustentável. Haverá uma continuidade de fortes investimentos nos programas habitacionais, a fim de cobrir o déficit de moradia, que ainda é alto”, explica ele.

Espaços integrados e inteligentes são tendência

Ainda de acordo com o especialista, os  projetos para esse ano deverão ser voltados cada vez mais em melhorias funcionais com espaços cada vez mais integrados e inteligentes.

“A modalidade de retrofit de edificações e alteração de usos será cada vez mais levado em conta nas análises de viabilidade. Vemos um movimento forte de compra de ativos por gestoras de fundos, buscando a possibilidade da troca de uso em edificações de comercial para residencial ou até hotelaria”, comenta o arquiteto.

Estímulos do governo

Além da ampliação do “Minha Casa, Minha Vida”, alguns estímulos governamentais podem ajudar a alavancar o mercado, como a aprovação de um orçamento de R$ 117 bilhões para que o FGTS financie moradias para famílias de baixa renda.

Além disso, Forato acredita que programas como o Descontrola, que ajuda os brasileiros a sair do endividamento, também façam a diferença

O que esperar para 2024?

A expectativa é de alta, principalmente pela continuidade  de investimentos nos programas habitacionais. “O MCMV continuará sendo um impulsionador nos resultados do setor. O mercado imobiliário vem mostrando resiliência aos diversos desafios enfrentados nos últimos anos, como a alta taxa do financiamento habitacional”, explica Forato. Outro fator que ajudará na melhoria, na visão do especialista, é a continuidade da redução da taxa Selic – taxa básica de juros da economia brasileira – que será protagonista no processo econômico e na geração de empregos.

Vale lembrar que, na última reunião de 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, baixou a Selic  a 11,75%, além de sinalizar mais cortes iguais nos próximos encontros,  aumentando ainda mais as expectativas. A taxa tem grande impacto nos investimentos de maneira geral e não é diferente no mercado imobiliário, já que essa redução facilita os financiamentos habitacionais, tornando-os mais acessíveis e incentivando a demanda por imóveis”, finaliza Forato.

Com esse cenário, os brasileiros desejam apostar mais na compra de imóveis. Segundo a Brain, cerca de 39% das pessoas pretendem adquirir um imóvel entre esse ano e o ano que vem.

 

MAM SP: ultima semana para acompanhar três exposições do Museu de Arte Moderna de São Paulo

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Vistas da exposição Murilo Mendes, poeta crítico o infinito íntimo. Foto Estúdio em Obra

 

Mostras Murilo Mendes, Realidades e Simulacros e Sonhos Yanomami de Claudia Andujar ficam abertas até o dia 28 de janeiro

Exposição Murilo Mendes, poeta crítico: o infinito íntimo

Crítico de arte, colecionador, organizador de exposições, poeta e, também, determinante na formação de toda uma geração de críticos e de artistas. Murilo Mendes foi uma das figuras mais influentes da vida artística brasileira. Sua atuação singular no circuito artístico é tema da próxima exposição do MAM, exibida a partir de 5 de setembro na Sala Milú Villela.

Os curadores Lorenzo Mammì, Maria Betânia Amoroso e Taisa Palhares fizeram uma seleção de obras que aponta para a atividade crítica de Murilo Mendes e que amplia a compreensão da arte moderna brasileira desde os anos 1920. Ao lado das obras, a mostra conta com documentos, livros e fotografias, muitos deles inéditos, que apresentam para o público uma faceta menos debatida do escritor Murilo Mendes, sua atividade como crítico de arte e colecionador.

Serviço:
Murilo Mendes,  poeta crítico: o infinito íntimo
Curadoria: Lorenzo Mammìi, Maria Betânia Amoroso e Taisa Palhares
Período expositivo: 6 de setembro de 2023 a 28 de janeiro de 2024
Local:  Museu de Arte Moderna de São Paulo (Sala Milú Villela)
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Ingressos: R$25,00 inteira e R$12,50 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

Sonhos Yanomami” Claudia Andujar no Projeto Parede

Claudia Andujar. Opiq+theri, Perimetranorte – da série Sonhos Yanomami 2002. Foto_ cortesia Galeria Vermelho

Uma das últimas séries realizadas por Claudia Andujar a partir de seu acervo de imagens sobre o povo Yanomami é exibida no Projeto Parede do Museu de Arte Moderna de São Paulo. “Sonhos Yanomami”, que acaba de ser integrada à coleção do MAM, é composta por 20 imagens geradas por meio da sobreposição de cromos negativos fotografados a partir de 1971. Nesta série, Andujar apresenta os rituais xamanísticos dos Yanomami.

“Trata-se de uma obra do período maduro da artista, que já possuía grande intimidade com a cultura do povo que a acolheu. As imagens revelam algo dos rituais dos líderes espirituais Yanomami e a importância do sonho em sua cosmologia”, comenta Cauê Alves, curador-chefe do museu, em texto que acompanha a mostra.

Serviço:
Sonhos Yanomami, de Claudia Andujar
Período expositivo: 6 de setembro de 2023 a 28 de janeiro de 2024
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo (Projeto Parede)
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Ingressos: R$25,00 inteira e R$12,50 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

Realidades e Simulacros

Vista da obra de Fernando Velázquez Górgona 01 série Outras Naturezas (2023) no lago do Parque Ibirapuera. Foto Luís Felipe Abbud

Com obras espalhadas por várias regiões do Parque Ibirapuera, a mostra Realidades e Simulacros do Museu de Arte Moderna de São Paulo explora o diálogo entre o virtual e o físico,  percebendo a realidade ao redor de outra maneira e interagir com as dimensões de uma mesma experiência.  Por meio de uma plataforma criada especialmente para a mostra pelo estúdio Museu.io, o público tem contato com obras inéditas de dez artistas que investigam as possibilidades de justaposição entre o digital, o natural e o construído.

Com curadoria de Marcus Bastos, artista e pesquisador na convergência entre audiovisual, arte e novas mídias, e de Cauê Alves, curador-chefe do MAM, a exposição reúne obras do Coletivo Coletores, Daniel Lima, Dudu Tsuda, Eder Santos,  Fernando Velazquez, Giselle Beiguelman, Katia Maciel, Lucas Bambozzi, Regina Silveira e Paola Barreto. Cada artista recebeu convite da curadoria para criar experiências digitais, obras virtuais em realidade aumentada que integram o jogo de multiplicidades que é a exposição.

Serviço:
Realidades e Simulacros
Mostra coletiva com  Coletivo Coletores, Daniel Lima, Dudu Tsuda, Eder Santos,  Fernando Velazquez, Giselle Beiguelman, Katia Maciel, Lucas Bambozzi, Regina Silveira e Paola Barreto.
Curadoria: Cauê Alves e Marcus Bastos
Período expositivo: 23 de julho a 28 de janeiro de 2024
Local: entorno do Jardim de Esculturas,  Praça da Paz e região dos Lagos do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Entrada pelos portões 1 e 3
Entrada gratuita