28.5 C
Brasília
terça-feira, abril 28, 2026
Início Site Página 123

Primeiras doses da vacina do SUS contra dengue chegam ao Brasil

0

Ministério da Saúde pretende imunizar 3,2 milhões de pessoas em 2024

A primeira remessa da vacina contra a dengue que será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chegou ao Brasil neste sábado (20). O governo recebeu 720 mil doses do imunizante Qdenga, oferecidas sem cobrança pelo laboratório japonês Takeda Pharma.O Ministério da Saúde receberá ainda cerca de 600 mil doses gratuitas da fabricante, totalizando 1,32 milhão. Além disso, o governo comprou 5,2 milhões de doses que serão gradualmente entregues até novembro.

O total de 6,52 milhões de doses representa a capacidade total disponível no laboratório para este ano. Diante da capacidade limitada de produção da vacina, pouco mais de 3,2 milhões de pessoas serão vacinadas neste ano, já que o esquema vacinal requer a aplicação de duas doses, com intervalo mínimo de 90 dias entre elas.

Em 2024, o público-alvo serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa faixa etária concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão é que as primeiras doses sejam aplicadas em fevereiro.

Diante da limitada capacidade de produção do laboratório, o Ministério da Saúde acordou, em conjunto com os conselhos das Secretarias de Saúde de estados e municípios, os critérios para a distribuição das doses pelos municípios. As vacinas serão destinadas a municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior qua 100 mil habitantes.

Nos próximos dias, o Ministério da Saúde detalhará a lista dos municípios e a estratégia de vacinação. Segundo a pasta, as doses recebidas neste sábado passarão pelo processo de liberação da Alfândega e da Anvisa, em seguida sendo enviadas para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. Como o Ministério da Saúde pediu prioridade nessas etapas, o desembaraço será concluído ao longo da próxima semana, informou a pasta.

Pioneirismo

O Brasil é o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue em dezembro de 2023. A inclusão foi aprovada de forma célere pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

Aprovada pela Anvisa em março do ano passado, a vacina japonesa está disponível em clínicas privadas desde julho. O imunizante pode ser aplicado em pessoas de 4 a 60 anos de idade para prevenir a dengue, independentemente da exposição anterior à doença e sem necessidade de teste pré-vacinação.

Como funciona

Composto por quatro sorotipos distintos, o imunizante utiliza a tecnologia de vírus atenuado, em que a vacina traz o vírus da dengue modificado de forma a infectar, mas não causar a doença. No esquema de duas doses com intervalo de 90 dias, a vacina teve eficácia de 80,2% contra dengue, com período de proteção de 12 meses após o recebimento da segunda aplicação.

Por ser feita com vírus enfraquecido, a vacina é contraindicada para gestantes, lactantes, pessoas com algum tipo de imunodeficiência ou sob algum tratamento imunossupressor. Por esse motivo, a Anvisa ainda não aprovou a aplicação em idosos, que poderiam desenvolver a doença por terem imunidade mais baixa.

Edição: Nádia Franco

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Projeto Imagem Sem Fronteiras volta em 2024 com palestra e filme sobre o trabalho do fotógrafo de guerra André Liohn

0

Projeto Imagem Sem Fronteiras volta em 2024 com palestra e filme sobre o trabalho do fotógrafo de guerra André Liohn

Brasileiro, radicado na Noruega, André Liohn estará na galeria Olho de Águia dias 24 e 25 de janeiro

A terceira edição do projeto “Imagem Sem Fronteiras” retoma as atividades com o convidado André Liohn, no terceiro encontro da programação do projeto que já contou com a presença de Walter Firmo e do sérvio Goran Tomasevic, que como Liohn, também atua em zonas de conflito. André fará dois encontros com o público brasiliense. Um, para os amantes da fotografia no dia 24 de janeiro, das 9h às 12h, onde André convida os interessados para um debate sobre a profissão, equipamentos, técnicas e também sobre portfólios de trabalhos dos participantes. Das 14h às 17h, acontece um giro fotográfico sob a supervisão de Liohn. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pelo link https://acesse.one/andreliohn

No dia 25, às 19h, será apresentado o documentário “Você não é um soldado”, do qual André é o personagem central. Dirigido por Maria Carolina Telles, o filme conta sua história de mais de 15 anos de cobertura de conflitos ao redor do mundo, com registros do combate de rebeldes contra o regime de Miamar Kadafi na Líbia, da ofensiva do exército iraquiano contra o Estado Islâmico em Mossul, em 2016 no Iraque, além de cenas do reencontro de Liohn com os pais na cidade natal no interior paulista e dias em família com a mulher e filhos na Itália, onde moram. Após a sessão, que tem entrada franca, será realizado um bate papo com Liohn sobre seu trabalho. A noite também marca a abertura de uma exposição, que ficará aberta ao público na galeria Olho de Águia, durante trinta dias.

André Liohn é reconhecido por sua atuação em zonas de conflito e guerra, incluindo recentemente a Ucrânia. Em 2011, ele se tornou o primeiro fotojornalista latino-americano a receber a prestigiosa Medalha de Ouro Robert Capa do Overseas Press Club, pelo seu trabalho na Guerra Civil da Líbia, e também foi indicado ao Prix Bayeux-Calvados des Correspondants de Guerre. Liohn nasceu na cidade de Botucatu, em São Paulo e aos 20 anos mudou-se para a Noruega, onde morou por 15 anos. Começou a fotografar aos 30 anos e logo nos primeiros anos da profissão conheceu o fotógrafo tcheco Anonín Kratochvíl que se tornou seu amigo e mentor intelectual.

O projeto “Imagem Sem Fronteiras” conta com convidados de peso do fotojornalismo do Brasil e do exterior. Idealizado pelo fotógrafo Ivaldo Cavalcante, fundador do espaço galeria Olho de Águia em Taguatinga, o projeto, que conta com patrocínio do FAC- Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal, tem como principal objetivo contribuir para a disseminação da cultura fotográfica e incentivar a formação de profissionais e estudantes de Fotografia, Cinema e Jornalismo.

Serviço:

“Imagem Sem Fronteiras”

Conversa e Giro fotográfico com o fotógrafo André Liohn

Onde: Espaço Cultural Galeria Olho de Águia

Quando: Dia 24 de janeiro de 2024, das 9h às 12h e das 14h às 17h

Inscrições gratuitas pelo link https://acesse.one/andreliohn

Exibição do filme “Você não é um Soldado” com bate papo após a sessão e abertura da exposição de André Liohn.

Quando: Dia 25, às 19h

Entrada franca

Endereço: CNF 01, edifício Praiamar, loja 12, Praça da CNF, Taguatinga Norte

Divulgação: Tátika Comunicação/ Kátia Turra: 61 (992247294)/@tatikaturra

Mais informações nas redes sociais do projeto @imagemsemfronteiras.

Inscrições abertas: 3º Festival Horizonte de Histórias celebra diversidade e abre espaço para novos contadores

0

Entre 22 de janeiro a 11 de fevereiro, contadores de histórias maiores de 18 anos, residentes no DF e Entorno, podem inscrever seus contos autorais

Em um cenário onde a magia dos contos se une à imaginação, estreia o 3º Festival Horizonte de Histórias. Com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o projeto, que promove a materialização do desejo dos encontros para resgatar, reverenciar, festejar, se encantar e potencializar a arte da palavra, ocorrerá de 04 a 22 de março. Com inscrições abertas de 22 de janeiro a 11 de fevereiro, contadores de histórias maiores de 18 anos, residentes no DF e Entorno, podem participar individualmente ou em grupo, com apenas uma inscrição por participante. As inscrições podem ser feitas pelo site: site: https://horizontedehistorias.com/index.php/regulamento/.

Recepcionado pelos auditórios da Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante e do CEMI (Centro de Ensino Médio Integrado) do Cruzeiro, o projeto, idealizado pelo Instituto Cidade Céu em parceria com o Grupo Paepalanthus e com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, promete atrair uma diversidade de participantes, desde professores e estudantes até entusiastas da narrativa, reunindo todos em rodas de conversa, oficinas, residência artística e apresentações conduzidas pelos contadores de histórias selecionados.

Em seu terceiro ano, o Festival Horizonte de Histórias coloca a arte oral como eixo artístico e lúdico em uma intensa atividade com o público. Entre os objetivos do projeto, destacam-se a seleção de 24 apresentações por curadoria, incluindo 2 em escolas públicas, com transporte gratuito para os alunos. Além disso, quatro rodas de conversas serão realizadas, abordando temas como: Narrativas Orais, Literatura Negro-Brasileira Infantil e Juvenil, Gesto, Palavra e Memória, e Políticas públicas para o Contador de Histórias.

O evento também oferecerá três oficinas presenciais e uma online, abordando desde suportes plásticos para narrativas orais até a descolonização do olhar na literatura antirracista. Uma residência artística online, com o renomado grupo Tapetes Contadores de Histórias do Rio de Janeiro, proporcionará uma imersão de 15 horas para até 30 profissionais. Todas as atividades são gratuitas, garantindo a inclusão e democratização do acesso à cultura. A acessibilidade será assegurada com intérpretes de libras em todas as rodas online, além da disponibilização de audiodescrição.

A programação conta com residência artística conduzida por Gislayne Avelar Matos, oficinas ministradas por Kiusam de Oliveira, Telma Braga e Rose Costa, além de rodas de conversa envolvendo Adelaide Paula, Adélia Mathias, Raquel Moreira, Felipe Morais, Jorge Marinho, Aldanei Menegaz, Alessandra Roscoe, Flávia Ribas, Sissy Faveri, Ângela Barcelos e Queila Branco. O festival também contemplará sessões de contos em escolas públicas da Vila Planalto e da Candangolândia.

Espaço para novos contadores

Para os participantes selecionados nas inscrições, as sessões podem ser autorais, de terceiros ou de domínio público e não devem conter conteúdo discriminatório, violento, constrangedor, político ou religioso. As apresentações devem ter duração de 10 a 20 minutos, e os candidatos devem enviar um link de vídeo disponível em perfil público nas redes sociais ou plataformas de exibição.

A Comissão de Seleção avaliará as inscrições com base em critérios como qualidade do repertório, desempenho, oralidade, diversidade, atualidade e criatividade. Serão escolhidas 24 sessões, com duas apresentações em escolas públicas e as demais no Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro. Cada contador de história aprovado receberá cachê de R$1.000,00, mediante apresentação de nota fiscal. Os resultados serão divulgados até 27 de fevereiro de 2024, por e-mail e redes sociais do Instituto Cidade Céu.

Tudo vira uma história

À frente do festival, o presidente do Instituto Cidade Céu, Jones de Abreu, revela que a ideia nasceu do festival durante a pandemia, em 2020, que, em parceria com o grupo Paepalanthus, tinha como objetivo dar visibilidade à arte de contar histórias, oportunidades para novos(as) artistas e promover diálogos com os mais veteranos. “A maior motivação é a de manter viva esta arte milenar que, de geração em geração, conta sobre suas vivências e expectativas através de contos reais ou fictícios”, revela Jones.

“Todo ser humano é um contador de histórias e da mesma forma são bons ouvintes. Desde os tempos das cavernas, os homens precisavam registrar suas atividades ou conhecimentos através dos desenhos e conversas em rodas em volta das fogueiras. Este conhecimento era passado para as gerações futuras”, rememora Jones. Para o idealizador do festival, é importante manter algumas das tradições e descobrir outras maneiras lúdicas de desenvolver o imaginário de quem ouve através das reflexões que as histórias nos promovem.

“Todos os projetos do Instituto Cidade Céu são voltados para a inclusão e democratização do acesso à cultura, às artes e à educação. Acreditamos na transformação da sociedade através de ações que nos unem e nos aproximam de um mundo sem violências e mais solidário. A contação de histórias é o elo que nos permite experimentar os sonhos”, arremata.

 Serviço: 3ª Edição do Festival Horizonte de Histórias

 Inscrições para novos contadores – 22 de janeiro a 11 de fevereiro pelo site: https://horizontedehistorias.com/index.php/regulamento/

04 a 22 de março – Auditórios da Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante e do CEMI (Centro de Ensino Médio Integrado) do Cruzeiro

Programação:

De 4 a 8/3: Residência Artística, com Gyslaine Avelar Matos – On-line

De 11 a 15/3: Rodas de conversa e oficinas na CRE do Núcleo Bandeirante.

11/3 – 9h: RODA DE CONVERSA  – NARRATIVAS ORAIS E AS MANIFESTAÇÕES TÊXTEIS

11/3 – 15h: RODA DE CONVERSA – LITERATURA NEGRO BRASILEIRA INFANTIL E JUVENIL

15/3 – 9h: RODA DE CONVERSA- GESTO, PALAVRA E MEMÓRIA: PERFORMANCES NARRATIVAS

15/3 – 15h: RODA DE CONVERSA- POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CONTADOR DE HISTÓRIAS

19 a 22/03 – Evento para contadores de histórias selecionados

Realização: Instituto Cidade Céu

Apoio: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

Redes sociais: https://www.instagram.com/horizontedehistorias/

Lula: descontinuidade de obras é “uma das desgraças” que afetaram país

0

Presidente visita Salvador, Fortaleza e Recife

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a descontinuidade de obras como “uma das desgraças do nosso país”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19) durante visita a empreendimentos retomados pelo governo federal no Nordeste.Lula esteve ontem (19) em Salvador, onde assinou acordo de parceria que prevê a criação do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia. Na sequência, foi a Pernambuco para as cerimônias de retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima. O presidente está no Recife, onde assinou o termo de compromisso para a construção de uma Escola de Sargentos.

A agenda presidencial prevê, ainda, a assinatura do decreto que cria o Campus Avançado do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em Fortaleza (CE).

Descontinuidade de obras

Durante a cerimônia de assinatura do termo de compromisso para erguer a Escola de Sargentos, Lula disse que “uma das desgraças do nosso país é a descontinuidade das obras públicas feitas nas prefeituras, nos estados e no governo [federal]”.

“Basta mudar de governo para que as obras sejam paralisadas, porque cada governante quer criar a sua marca e deixar o seu legado pessoal”, acrescentou ao lembrar que, ao dar início a seu terceiro mandato presidencial, encontrou o país com mais de 10 mil obras paradas.

“Estou inaugurando casas que comecei a levantar em 2010, e que ficaram paralisadas”, enfatizou.

Abreu e Lima

O presidente da República citou o caso da Refinaria Abreu e Lima, onde esteve ontem. Ele disse que a obra, quando finalizada, vai refinar 260 mil barris de petróleo por dia. Com isso, acrescentou, a Petrobras ampliará em R$ 100 bilhões o seu faturamento anual. “Só o estado de Pernambuco terá uma participação de R$ 8 bilhões. Será bom para o Brasil, para Pernambuco, para Jaboatão [dos Guararapes] e para todo o povo brasileiro”, assegurou.

“Ontem, anunciei a retomada da refinaria com um investimento de R$ 8,6 bilhões. Esta é uma obra que fará parte do novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que prevê investimentos de R$ 46,8 bilhões em Pernambuco, sendo R$ 18,2 bilhões em projetos realizados inteiramente no estado e R$ 28,6 bilhões em projetos que também movem outros estados”, acrescentou.

Escola de Sargentos

Sobre a nova escola de formação de sargentos, Lula explicou que se trata de uma iniciativa que “representa muito bem o Brasil que queremos e estamos construindo. Vamos praticamente criar uma nova cidade no município de Abreu e Lima, com capacidade para abrigar 2,2 mil alunos e 1,9 mil militares, instrutores e responsáveis pela operação do campus. Vamos reunir aqui tudo que está sendo feito em 19 organizações militares de todo o Brasil”, adiantou.

Quando finalizado, o empreendimento receberá sargentos em formação de diversas partes do país. “A nova escola do Exército será uma das maiores e contará com os investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Este é um empreendimento capaz de mudar as vidas das pessoas que moram na região. Apenas para sua construção serão gerados mais de 11 mil empregos diretos e 17 mil empregos indiretos. Mas isso é apenas o começo”, enfatizou o presidente.

Movimento reverso

Acrescentou que a economia local nunca mais será a mesma. “Novos negócios serão criados para atender a população de alunos, instrutores e familiares que viverão na escola. Se antes os pernambucanos e demais nordestinos que ingressaram na carreira militar tinham de ir para o Sul ou Sudeste para receber sua formação, a nova escola representará um movimento reverso. Brasileiros de todos estados estarão aqui movimentando a economia e tornando a cultura ainda mais diversa”, assegurou.

Segundo o Palácio do Planalto, este é o maior projeto do Exército desde a construção da Academia Militar das Agulhas Negras, na década de 1940, na cidade de Resende, no estado do Rio de Janeiro. Ele reunirá, na Região Metropolitana do Recife, 16 estruturas de ensino que atualmente formam sargentos de carreira da força.

Edição: Kleber Sampaio

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Concurso unificado tem 145 vagas para economistas

0

AGU é o órgão com mais postos na área

Banner Concurso Unificado. Foto: Arte/EBC

Dos 12 órgãos públicos que oferecem oportunidades no concurso nacional unificado no Bloco 6, bloco temático voltado para os setores econômicos e de regulação, sete estão dando chance para os economistas, com 145 vagas na área. O órgão com mais postos na área é a Advocacia Geral da União (AGU), com 35. O salário inicial é de R$ 7.736,77, para trabalhar 40 horas semanais, em nível nacional. O aprovado deverá ser capaz de desenvolver atividades de planejamento, supervisão, coordenação ou execução em grau maior de complexidade, entre outras.  Na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), são 24 vagas com salário de R$ 7.697,02, para a jornada de 40 horas semanais. Segundo o edital, os candidatos selecionados poderão ser alocados em uma das seguintes cidades, sendo dada preferência para os candidatos provenientes da respectiva cidade: Brasília, Rio de Janeiro, cidades da Amazônia Legal ou de Mato Grosso do Sul. Para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foram destinadas cinco vagas em Brasília com jornada de 40 horas semanais e salário de R$ 5.212,29.

Outras 29 vagas para economistas estão no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com jornada de 40 horas semanais, no Rio de Janeiro, com salário inicial de R$ 8.453,00. No Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), são 27 vagas com salário de R$ 6.804,55, para 40 horas semanais em qualquer uma das capitais do país. Com o mesmo salário e carga horária, há dez vagas para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e 15 no Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), ambos com lotação em Brasília.

Arte Enem dos Concursos. Blocos Temáticos. Foto: Arte/EBC

Outras formações

No Bloco 6 há ainda 185 vagas para qualificados em qualquer área nos seguintes órgãos: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

O candidato poderá concorrer a todos os cargos dentro do mesmo bloco temático. As inscrições começam no próximo dia 19 e vão até 6 de fevereiro e serão feitas exclusivamente pelo Portal Gov.br. As taxas custam R$ 60 (nível médio) e R$ 90 (nível superior). Estão isentos de pagar a taxa os inscritos no CadÚnico; doadores de medula óssea; bolsistas ou ex-bolsistas do ProUni; bolsistas ou ex-bolsistas do Fies.

Edição: Aline Leal

Reality show chama a atenção para o drama da inadimplência

0
 

Competidores endividados selecionados para programa de TV estimulam o compartilhamento de dicas que auxiliam a saúde financeira

 Fonte permanente de debates, polêmicas e fofocas nacionais há mais de 20 anos, a casa mais vigiada do país provoca, desta vez, uma reflexão ainda mais profunda sobre a saúde financeira do brasileiro. As dificuldades econômicas relatadas com naturalidade por parte do elenco resumem, de forma simbólica e em rede nacional, o drama de uma população ainda pouco familiarizada com organização e planejamento financeiro.

“O Brasil ultrapassou a marca de 71 milhões de inadimplentes, sendo que um terço das dívidas podem ser associadas à nossa dificuldade cultural de usar bem o cartão de crédito”, explica Clara Aguiar, coordenadora da plataforma Serasa Ensina. “Por isso que milhares de telespectadores se identificam com o drama e a fala das pessoas endividadas que acabam selecionadas pelos programas de TV”.

Para participantes de reality shows, o prêmio final em dinheiro pode contribuir com a resolução de problemas financeiros pessoais ou familiares, como eles mesmo justificam ao solicitar o voto do público. Mas, para quem precisa contar apenas com sua própria renda, a organização financeira é o passo inicial – e essencial – para melhorar ou mitigar a relação pouco amigável com o dinheiro.

De acordo com Patrícia Camillo, também especialista em finanças pessoais, a reflexão estimulada pela TV aberta favorece decisões mais assertivas sobre o dinheiro: “Felizmente, a jornada financeira e o uso do dinheiro são pautas provocadas por programas de grande audiência, estimulando que o tema seja incluído na rotina diária dos afazeres, assim como escovar os dentes, fazer a limpeza da casa ou frequentar uma academia”, exemplifica Patrícia.

10 dicas de educação financeira

1) A primeira e mais básica das sugestões da Serasa é fazer uma radiografia fiel das finanças, colocando a renda real ao lado dos gastos fixos, dos gastos variáveis e das dívidas. Só um orçamento 100% realista é capaz de contribuir para uma jornada financeira minimamente saudável. Na sequência, Patrícia Camillo e Clara Aguiar enumeram outras nove dicas:

2) Priorize as suas despesas essenciais: anote (num caderno, numa planilha, num aplicativo ou outro local) aquelas despesas sobre as quais você tem pouco controle, como moradia, alimentação, educação e contas básicas de água, luz e gás.

3) Relacione as despesas que você costuma ou gosta de fazer, mas que não são essenciais– e por isso podem ser descartadas em um momento de aperto.

4) Pesquise promoções e ofertas: dedicar um tempo para comparar é ainda a melhor maneira de pagar mais barato e de economizar.

5) Use aplicativos de controle financeiro a seu favor: a tecnologia financeira está cada vez mais amigável e fácil de ser utilizada por qualquer pessoa, independentemente de seu grau de instrução.

6) Estude uma maneira de trocar dívidas que têm juros altos por dívidas com juros menores: por mais que inicialmente a dívida possa não ter um valor expressivo, com a incidência de juros altos o valor aumenta e pode se tornar bola de neve irreversível.

7) Há inúmeras oportunidades para renegociação de dívidas, como o programa Desenrola Brasil, do Governo Federal, ou a plataforma Serasa Limpa Nome, a maior do país. Com o nome limpo, fica mais fácil voltar a fazer planos e retomar o acesso ao crédito.

8) Tente reservar o cartão de crédito para emergências, centralize as compras em apenas um cartão, evite o parcelamento excessivo e nunca empreste seu cartão.

9) A ferramenta Minhas Contas, dentro do aplicativo da Serasa, é um serviço gratuito que centraliza as contas em um só lugar e emite alertas sobre vencimento. O Minhas Contas é uma central de pagamentos para contas básicas e qualquer outro boleto emitido em seu nome. Para acessar: https://www.serasa.com.br/carteira-digital/blog/minhas-contas/

10) Busque informações sobre finanças: acompanhar as novidades do mercado e estudar novas formas de lidar com o dinheiro são formas de aprimorar o conhecimento. Na internet, existem diversos conteúdos gratuitos, como o próprio canal Serasa Ensina no YouTube e o blog da Serasa, que disponibiliza textos informativos sobre o universo financeiro diariamente.

 Curso gratuito

A quem deseja se aprofundar ainda mais neste assunto, a Serasa lançou um curso gratuito de Finanças Pessoais Básicas. Com sete módulos e materiais complementares em cada etapa, o curso atua como um guia para auxiliar os consumidores na tomada de decisões conscientes sobre dinheiro e orçamento. Ao final dos módulos completos, o aluno pode solicitar um Certificado de Conclusão, em formato digital. Para participar, acesse:

https://www.serasa.com.br/ensina/financas-basicas/