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Arrecadação eleitoral com ajuda da população

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Arrecadação eleitoral com ajuda do eleitor

Ficou mais fácil apoiar a candidatura do seu candidato, por meio das vaquinhas virtuais que são a nova forma de arrecadação eleitoral

 

Catarina Barroso

 

Desde que as contribuições de empresas para campanhas políticas foram proibidas, em 2015, foi pensada uma nova forma de arrecadação para os políticos conseguirem financiar e manter suas campanhas na disputa pela eleição. O financiamento coletivo, também chamado de vaquinha virtual ou crowdfunding, aprovado neste ano, nada mais é do que a obtenção de capital por meio de várias formas de financiamento online.

No atual modelo qualquer pessoa pode realizar a doação, principalmente de pessoas físicas interessadas, dessa forma será possível suprir as campanhas e ter uma maior participação popular, mas como será controlado o processo?

O Tribunal Superior Eleitoral já autorizou que alguns sites realizem a arrecadação, através deles será possível que o eleitor escolha seu candidato e possa doar por meio de boleto bancário, cartão de crédito, transferência online, dependendo das formas disponíveis no site.

A empresa recolhe o valor, retirando a taxa pelos serviços, e reserva o restante para o pré-candidato, sendo que ele só poderá ter acesso ao valor quando for confirmada a candidatura na convenção do partido, antes disso o dinheiro fica retido. Se a candidatura não for confirma os valores são devolvidos para seus respectivos doadores.

Foram estipulados os limites de 10% sobre a renda bruta do ano anterior para pessoas físicas, válido para todos os candidatos que a pessoa deseja apoiar, caso a doação ultrapasse o limite deverá ser paga uma multa no mesmo valor que doou a mais. O limite de doações diárias é de R$ 1064,10 para que facilite o controle feito pela Justiça Eleitoral.

Os pré-candidatos só podem utilizar o dinheiro para as atividades de campanha, como: confecção de material impresso, propaganda, aluguel de locais para atos, transporte, correspondências, instalação e manutenção de comitês, pagamento de pessoal, comícios e pesquisas, entre outros permitidos por lei.

Todas as transações serão públicas, o site registra o nome e CPF do doador e o valor disponibilizado, assim o TSE pode divulgar os dados posteriormente.

Ainda é possível contribuir doando diretamente ao candidato por meio de transação bancária para conta aberta especificamente para a campanha, por meio de depósito, transferência online, cartão de crédito no site do candidato ou cheque cruzado. Para doações acima de R$ 1.064,10 o valor deve ser transferido eletronicamente.

“A gente está perdendo tempo”, diz Izalci sobre indecisão da chapa

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“A gente está perdendo tempo”, diz Izalci sobre indecisão da chapa

 O deputado federal e pré-candidato ao Palácio do Buriti Izalci Lucas (PSDB) cobra da chapa composta por nove partidos uma definição sobre os postulantes ao Senado. O Distrito Federal tem duas vagas a preencher no pleito deste ano. Enquanto uma já está praticamente tomada, com a indicação de reeleição do senador Cristovam Buarque (PPS), para a outra há dúvidas. Um dos nomes ventilados é o do também deputado federal e ex-governador do DF Rogério Rosso (PSD).

Para o presidente do PSDB-DF, além de a campanha neste ano ser menor, com 45 dias, a Copa do Mundo tira espaço da pré-campanha. “A gente está perdendo tempo. Enquanto os pré-candidatos já poderiam estar pedindo votos para dois senadores, não estão porque não sabem quem são”, declarou Izalci ao Metrópoles. Ele também acredita estar na hora de se anunciar o pré-candidato a vice-governador do Distrito Federal.

Líder do grupo com nove partidos, Cristovam Buarque também é compelido pelo PPS a definir se insiste na chapa ou se parte para um plano B.

As reuniões entre os integrantes da aliança, com o objetivo de se buscar um consenso, têm sido quase diárias. Mas, para participantes da discussão, ainda é cedo para se bater o martelo quanto à indicação de quem sairá para qual vaga. Afinal, ao se anunciar todas as pré-candidaturas, as portas para negociações com outros partidos poderiam se fechar.

Por outro lado…

Enquanto Izalci cobra definições de um lado, do outro, os próprios aliados pressionam o tucano para que o PSDB-DF tenha uma definição a respeito da permanência dele à frente da sigla.

“Precisamos primeiro que o deputado Izalci tenha uma definição sobre a candidatura dele, já que há uma pendência ainda. A questão é que, sem essa definição, não podemos fechar a nominata proporcional e nem a majoritária”, declarou o presidente do PRB-DF e também pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Wanderley Tavares.

Nesta segunda-feira (18/6) Cristovam e Rosso também pediram explicações a Izalci sobre a instabilidade política no PSDB. Eles conversaram por 40 minutos no gabinete do senador Cristovam Buarque. Na ocasião, o tucano afirmou que não há possibilidade de o PSDB ficar sem presidência até o pleito de outubro. O trio decidiu aguardar a decisão do TSE e algumas pesquisas de intenção de voto para divulgar o posicionamento quanto a manutenção da aliança.

Noite no Museu com Basquiat reúne música, dança e artes visuais no CCBB DF

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Noite no Museu com Basquiat reúne música, dança e artes visuais no CCBB DF

 No dia 22 de junho, o público poderá visitar as mais de 80 obras de Basquiat até meia noite. O evento conta ainda com DJs, roda de street dance e live paint.

  

JEAN-MICHEL BASQUIAT | Flash in Nápoles [Flash em Naples], 1983
Música, dança e artes visuais. O Centro Cultural Banco do Brasil DF, que até dia 1 de julho recebe a exposição Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi, será o cenário da festa Noite no Museu no dia 22 de junho, às 20h.

Inspirada nas noites dos museus que acontecem na Europa, o evento terá diversas atividades culturais, como apresentação de DJs, roda de street dance e live paint. Todas as atrações fazem referência ao universo da Nova York dos anos 70 e 80, época que viveu Basquiat e que teve grande influência em sua obra.

As galerias expositivas estarão abertas até meia noite. O público poderá conferir de perto a maior mostra retrospectiva de Basquiat já feita no Brasil: são mais de 80 obras entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados. Entre os destaques, estão as parcerias de Basquiat com Andy Warhol em obras como em Ataque de Coração (1984), Eggs (1985), entre outras presentes na exposição.

A Noite do Museu com Basquiat conta ainda com uma praça de food trucks, e uma decoração especial. Uma festa inesquecível para o público de Brasília. A pré venda exclusiva para clientes Banco do Brasil acontece de 9 a 12 de junho. A partir do dia 13/6 até a data do evento, as vendas estarão abertas para o público geral. Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria física do CCBB ou através do site da Eventim (www.eventim.com.br) ou do site do CCBB (culturabancodobrasil.com.br).

Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria física do CCBB ou através do site da Eventim (www.eventim.com.br) e do site do CCBB (culturabancodobrasil.com.br)

Confira a programação completa:

 

ARTES VISUAIS

ATÉ À 00H  

JEAN-MICHEL BASQUIAT e [and] ANDY WARHOL | Ataque de coração [Heart Attack], 1984
EXPOSIÇÃO Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi

A incrível retrospectiva Jean-Michel Basquiat foi concebida com obras da família Mugrabi, dona das maiores coleções de Basquiat e também Andy Warhol. A vinda desse acervo tão qualificado ao Brasil, em quatro capitais, levou cerca de dois anos de  negociações.

21H À 00H
Pedro Sangeon (Live Paint)
Criador do personagem Gurulino, famoso na arte urbana de Brasília, Pedro Sangeon fará um mural de graffiti ao vivo, durante a realização do evento.

 

MÚSICA

20h às 21h30
DJ SAPO
A abertura da Noite no Museu com Basquiat começa com o som do DJ Sapo, esquentando a festa com o melhor do hip-hop e black music americana dos anos 70 a 90.

 22h às 23h
HoDARI
Com estilo que mistura funk, R&B, e outros ritmos da música negra, o músico brasiliense Hodari figura entre as músicas mais tocadas da internet.

 23H À 01H

DJ Donna
Donna é criadora de uma das mais famosas festas de hip hop de Brasília, a BOOM BAP, e reconhecida como uma das melhores representantes da cultura urbana e alternativa brasiliense.

  

DANÇA

21H30 ÀS 22H
DF ZULU Breakers

Surgida em 1989 na Ceilândia, a DF Zulu Breakers é uma das companhias de dança de rua mais importantes do Brasil na atualidade. Vencedores de diversos prêmios nacionais e internacionais, a DF Zulu fará uma uma apresentação de 30 minutos de duração, além de intervenções e rodas de dança durante todo o evento.

Serviço

Noite no Museu com Basquiat

22 de junho, das 20h à 1h

Área externa do Centro Cultural Banco do Brasil DF

Ingressos: R$10 (meia entrada) e R$20 (inteira)

Classificação indicativa: 16 anos

09/06 a  12/06 – venda exclusiva para clientes Banco do Brasil

13/06 a 22/06 – venda para o público geral

Os ingressos poderão ser adquiridos na bilheteria física do CCBB ou através do site da Eventim (www.eventim.com.br) e do site do CCBB (culturabancodobrasil.com.br).

Rumo ao hexa: saiba onde assistir os jogos da Copa do Mundo em Brasília

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Rumo ao hexa: saiba onde assistir os jogos da Copa do Mundo em Brasília

A programação inclui promoções de happy hour e shows de sertanejo e música eletrônica para torcer pelo Brasil

 

A Copa do Mundo começou oficialmente e a cidade está toda colorida a espera do hexa. Em ritmo de festa, os brasilienses podem aproveitar para juntar amigos e familiares para torcer pelo Brasil e curtir os jogos dos outros times nos espaços da cidade. É hora de se vestir de verde e amarelo e aproveitar as condições especiais preparadas para a festa do futebol.

O Miau Que Mia exibirá todos os jogos da Copa do Mundo para aqueles que querem mesmo é ver a bola rolando, não importa o time. Os clientes que passarem pelo estabelecimento podem aproveitar para conhecer pratos clássicos da casa, como o filé dos deuses (R$ 119) e o Divino frango (R$ 89). Além disso, uma boa opção é desfrutar das promoções de happy hour da casa, que tem preços especiais para cada dia da semana.

No dia 27 de junho (quarta-feira), quando o Brasil entra em campo para enfrentar a Sérvia, a Pink Elephant Brasília terá um espaço exclusivo no Torcida Villa Mix. A festa une duas paixões brasileiras: futebol e música. Além de torcer pela seleção, o público irá curtir shows de Alok e Cleber & Cauan em uma área cheia de conforto, com sofás e serviço do bar da casa.

Realizado no Yurb (em frente a Pink Elephant), o evento tem ingressos disponíveis no aplicativo da TicMix e na Pink Elephant. Na casa eles podem ser adquiridos por R$ 130 (meia-entrada) e R$ 260 (inteira) para mulheres e R$ 210 (meia-entrada) e R$ 420 (inteira) para homens. Os valores são referentes ao terceiro lote e estão sujeitos a alterações.

Serviço

Miau que Mia

Endereço: CLS 304, Bloco D

Horário de funcionamento: Segunda, das 12h às 16h

De terça a domingo, das 12h às 16h e das 17h às 0h

Telefone: (61) 3443-5743

Torcida Villa Mix

Endereço: Sces, Tc. 2, em frente a Pink Elephant

Data: 27 de junho, quarta-feira

Horário: 13h

Ingressos para a área vip da Pink: R$ 130 (meia-entrada) e R$ 260 (inteira), feminino

R$ 210 (meia-entrada) e R$ 420 (inteira), masculino

Valores referentes ao segundo lote e sujeitos a alterações.

Os ingressos estão à venda na Pink Elephant e no aplicativo da TicMix.

Classificação indicativa: 18 anos

Aliança entre Cristovam, Rosso e Izalci ameaça ruir

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 Aliança entre Cristovam, Rosso e Izalci ameaça ruir

 Com instabilidade em torno do nome de Izalci Lucas (PSDB) como pré-candidato ao Buriti, integrantes do grupo já pensam em alternativas

A movimentação política da última semana mostrou que as intenções dos integrantes da terceira via apontam para direções diferentes. Antes de anunciar o nome de Izalci Lucas (PSDB) para concorrer a uma vaga ao Palácio do Buriti, o grupo andava junto, participava de eventos e divulgava longas conversas, sempre com o mote de “trabalhar por Brasília”. Depois das complicações do escolhido na Justiça e dentro do próprio partido, a formação começa a se dissipar.

O senador Cristovam Buarque (PPS) foi o primeiro a abrir portas para novas alianças. Ele reuniu-se com Frejat e mostrou que articula em cenários diversos ao que compõe o grupo até o momento composto por nove partidos. Dias depois, Cristovam voltou a se encontrar com Frejat – o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), também estava presente.

Tantas idas e vindas provocaram incomodo dentro do PPS. “Não podemos mais continuar esticando essa indecisão até não se sabe quando, pois só fortalece os adversários. Afora isso, nós não deixamos as portas fechadas para alianças com outros grupos”, afirmou o presidente do PPS no DF, Chico Andrade.

Na última quinta-feira (14/6), o deputado federal Rogério Rosso (PSD) apareceu em uma foto ao lado dos pré-candidatos ao GDF Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (Pros). A reunião durante o aniversário do secretário-geral do PTB sinalizou uma abertura para o apoio a Alírio. O presidente do PTB local fazia parte da terceira via, mas deixou o grupo após aproximação de Cristovam com Frejat.

O presidente do PRB-DF, Wanderley Tavares, ainda está no grupo como representante dos evangélicos. Ele era uma das opções para concorrer ao governo, mas foi preterido com o anúncio de Izalci como pré-candidato. Embora tenha conversado com outras correntes, Tavares afirma que o momento necessita de abertura de diálogo, principalmente quando o assunto é composição proporcional.

“Temos um acordo fechado com nossos aliados, com quem estaremos juntos, mas também manteremos diálogos com várias frentes em nome de uma grande união pelo bem do DF”, disse. Nos bastidores, no entanto, Wanderley tem se apresentado como pré-candidato, o que reflete a falta de liga e sintonia no discurso do grupo.

A aliança da terceira via ainda é formada pelo PSD, PSDB, PRB, PPS, PSDC, PSC, Patriota e PSL, além do PPS. Izalci Lucas, até agora o cabeça de chapa, ainda considera a coalização forte. “Nosso grupo talvez seja o único que tenha a convicção de que podemos ganhar a eleição unidos. Já era para termos lançado a chapa completa semana passada. Só não lançamos porque temos que fechar a coligação proporcional”, afirmou.

Fonte: Metrópoles

Deputada Celina Leão avalia 5 maiores erros do governo Rollemberg

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Deputada Celina Leão avalia 5 maiores erros do governo Rollemberg

“Ele [Rollemberg] conseguiu piorar o que já estava ruim” avalia a deputada

 

Catarina Barroso e Edson Crisóstomo

 

A deputada em entrevista a 61 Brasília enumera quais foram os maiores erros que o atual governador cometeu na gestão da capital. Também trata de assuntos como participação da mulher na política, combate à violência contra mulher, juventude e greve dos caminhoneiros.

Quanto às eleições a deputada acredita que Rollemberg pode até chegar ao segundo turno, mas que terá um índice pior que o de Agnelo, e completa que as eleições ficarão entre Jofran Frejat e um candidato da direita.

MULHER

 

61 BRASÍLIA (61): Como pretende desenvolver a temática do empoderamento feminino, da luta da mulher, no meio social e também político?

CELINA LEÃO (CL): Acho que a primeira coisa que temos que começar a discutir com as mulheres, é que elas devem começar a ter um olhar sem preconceitos sobre outras mulheres, então temos que quebrar essas barreiras, que vem de um país patriarcal e machista, isso é um processo. Muitas mulheres que estão no parlamento não se veem na representatividade feminina, e disputam com outras mulheres, o que é um absurdo porque devemos incentivar umas às outras.

Nesse momento de fortalecimento de políticas voltadas as mulheres precisamos entender que mulheres não são mais só cotas, mas devem participar ativamente da política. Temos discutido isso com muita profundidade na procuradoria da mulher, principalmente tratando sobre o tema da violência, porque apesar de morarmos na capital do Brasil, os índices de Brasília ainda são muito ruins.

Temos uma vara judicial que é exemplo, conduzida pelo Dr Bem-Hur, mas ainda temos muitos registros de crescimento desse tipo de crime do DF, sendo o 8º lugar de violência no Brasil, não poderíamos ter índice como esse. Na procuradoria da mulher tenho tido a oportunidade de enfrentar esse novo desafio que é discutir essa temática.

Quando abrimos as campanhas, conseguimos que a CLDF abraçasse essa luta contra a violência doméstica, e atraímos muitas mulheres que queriam denunciar na Câmara essas violências, e mesmo cada órgão desempenhando seu próprio papel nesse combate a violência, essa abertura da câmara foi fundamental.

Nosso objetivo na procuradoria é fazer uma política pública dentro e fora da câmara no formato institucional, ou seja, todos os projetos foram feitos através de projetos de resolução, como a semana legislativa da mulher, que aborda durante uma semana palestras, elaboração e votação de projetos relacionados a temática da mulher, dando visibilidade para as mulheres, e trabalhando nessa conscientização.

 

61: O Partido Progressista conseguirá atingir o número de mulheres candidatas?

CL: Acredito que sim, nós temos 2 configurações: local e nacional. Na local temos 25 mulheres que são pré-candidatas no partido, de 61 pré-candidatos que estão trabalhando muito para passar na convenção. Todas essas mulheres têm trabalhado muito, marcando agendas, fazendo reuniões, para possibilidade de uma legenda. Há inclusive uma possibilidade de elegermos uma deputada mulher. No nacional a deputada Iracema Portela, nossa presidente, tem trabalhado muito e acompanhou inclusive a votação do STF em que 30% do fundo partidário terá que ser gasto pelas mulheres, para que tenhamos uma bancada federal maior que a de hoje. Hoje somos 5 distritais mulheres, e a ideia é aumentar cada vez mais.

 

61: Como Procuradora Especial da Mulher, tem alguma ideia de proposta para alavancar a participação feminina?

CL: Primeiro devemos convidar as mulheres para participar da política, quando se começa a convidá-las é incrível a vontade que elas têm de ajudar. Elas percebem o próprio poder e começam a se posicionar. Temos alguns exemplos de projetos piloto que tem dado muito certo, como o Caminhos das Flores, em à delegacia realiza um atendimento especializado para mulher, que os agentes recebem um treinamento diferenciado, e que as mulheres da comunidade são convidadas para participar. Participei de um workshop com elas e vi como são motivadas. E esse trabalho não é só mais repressivo, e sim preventivo em conjunto com as mulheres da comunidade. São feitos grupos de debate e palestras, e o objetivo é multiplicar, e as mulheres têm se organizado no DF.

 

61: Porque acha que a participação feminina na política é tão baixa?

CL: É um problema social, em que o homem acha que a função da mulher é cuidar dos filhos e da casa. A mulher que trabalha fora já tem duas ou três cargas de trabalho. Temos que discutir essa temática, a responsabilidade de cuidar dos filhos é de ambos, quando a mulher sai de casa para buscar seu caminho profissional abre mão de participar de movimentos sociais, por falta de tempo. Então se o trabalho fosse dividido de forma igualitária isso seria possível, e por mais que já esteja acontecendo ainda não é a regra.

 

JOVENS

 

61: Qual importância do esporte nas escolas?

CL: O esporte pode transformar o mundo, o Nelson Mandela já falava isso, e pode mesmo porque tem o poder de agregar os jovens numa corrente do bem. O jovem que começa a praticar esportes, se ele está no tráfico ou nas drogas ele começa a receber disciplina, hierarquia. É necessário o esporte para ter uma postura de vida saudável. O esporte traz uma disciplina, exemplos para serem seguidos, de superação, vitória e famílias que foram transformadas pelo esporte, então acredito é necessário investir na área.

As crianças que ficam nas ruas no turno em que não estão na escola poderiam estar praticando esporte e recebendo uma carga de qualificação positiva. Quando vamos as escolas públicas do DF vemos que muitas não têm quadra coberta ou estão estragadas, por isso disponibilizamos quase que 8 milhões de emendas para investimentos nas escolas que vemos como algo super positivo.

 

61: Além do esporte, tem alguma outra política voltada para juventude?

CL: Quando comecei o mandato fui secretaria da juventude e sempre lutei para que o jovem participe da política, mas agora tem me sido cobrada um pouco mais de responsabilidade nos temas mais diversos, ainda mais estando a dois mandatos na oposição, então sempre tentamos brigar e lutar por outros temas que são muito necessários para sociedade. Ainda queremos a participação da juventude, mas acabamos sendo incumbidos, até por conta dos últimos dois governos incompetentes que tivemos, de tratar denúncias e cuidar do caos que está a cidade, devido ao grande número de casos que chegam ao nosso gabinete.

 

GREVE DOS CAMINHONEIROS

 

61: Acha que a forma que o governo tem lidado com a situação dos caminhoneiros tem sido eficaz?

CL: Acho que o governo não acreditou que os caminhoneiros iriam parar da forma que aconteceu. Nós estamos acompanhando essa mobilização antes de acontecer de fato, buscamos o Congresso, avisamos que o Brasil iria parar. Estivemos em diálogo com os caminhoneiros para atender demandas de compra de equipamentos obrigatórios e eles já possuíam a pauta da demanda de combustível. Essa greve demonstra a força do caminhoneiro e de como o Brasil é dependente do caminhão, nosso Brasil precisa investir em trilhos e no sistema de mobilidade.

 

O poder público espera chegar o caos para tomar algumas atitudes. Esse benefício, válido por 60 dias, não vai atingir a população todas, atinge só quem consome o óleo diesel, e 95% da população consome o álcool e a gasolina. O brasileiro tinha uma expectativa de ter uma redução do gasto com o combustível. Deve-se ter uma intervenção corajosa do governo, que ninguém tem no Brasil, de tomar atitudes. A decisão do governo foi tímida e em cima da hora por não ter atingido a população e precisamos ter um acompanhamento melhor da situação, porque ninguém consegue mais de abastecer.

 

61: Acha que essa greve poderia ter sido evitada ou contornada?

CL: Não sei se daria para evitar, mas se houvesse uma ação mais rápida no começo da mobilização poderia ter evitado um constrangimento e a perda financeira de diversos produtores, então poderia ter sido evitada no formato em que foi.

 

61: A redução do ICMS seria efetiva para a população no geral?

CL: Essa proposta é local, o imposto hoje é de 28% sobre o combustível, então propus que o DF abrisse mão de 14% do ICMS, mas essa medida por si só não garantiria que o combustível chegasse mais barato aos brasilienses, porque Brasília ainda tem dificuldades de padronização de preços por exemplo. Mas acho que poderia abaixar o ICMS para 14% e também congelar o lucro das empresas, o que iria garantir uma queda real no bolso do contribuinte brasiliense.

 

POLÍTICA

 

61: Como o Progressista pensa em motivar as pessoas para contribuírem para as campanhas políticas, uma vez que não vai ter mais doação de empresas?

CL: Isso varia de candidato em candidato, como você vai chamar essas pessoas para contribuir, eu vou aderir, por exemplo, a vaquinha virtual, é um meio legal que se pode fazer, inclusive controlado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Como proibiram a arrecadação,  essa é uma forma de financiamento, e se cada um puder ajudar com um, dois, cinco reais vai se conseguir colocar no poder pessoas que nunca conseguiriam, através desse instrumento, basta que a população acredite neles.

 

61: Caso tenha segundo turno de eleições acha que estará polarizado na direita, centro ou esquerda?

CL: Acho que será Jofran Frejat e a direita.

 

61: Quando você diz Jofran e alguém da direita então acredita que o Rollemberg não estará na disputa?

CL: Rollemberg vai ter uma decepção tão grande que sairá pior que o Agnelo no passado. Acho que ele pode até chegar ao terceiro lugar, mas será em classificação ainda pior que a do Agnelo.

 

61: Quais foram os cinco piores erros do Rollemberg nesses três anos e meio de gestão?

CL: Primeiro ele não tem coragem de tomar decisão, um governador que senta naquela cadeira tem que tomar decisões. Ele fica adiando e quando vê o tempo passou, ainda mais na política que é tudo muito burocrático, então se o tempo passa quando vai se pensar no planejamento já acabou o mandato.

Segundo, ele foi muito centralizador, passou quase um ano centralizando tudo, no modelo inverso da desburocratização que é descentralizar para o estado andar.

Terceiro, escolheu muito mal a equipe, com muita gente inexperiente que nunca tinha feito absolutamente nada na vida. Também deixou muita gente do governo do PT, se a população já tinha dado o cartão vermelho para o PT voltar para casa, se ele continua o governo e absorve essas pessoas ele absorve também os problemas que já existiam, como o transporte e saúde, ele conseguiu piorar o que já estava ruim.

O quarto é que o Rodrigo não tem palavra, ele mente, e não aceita ninguém crescer mais que ele, não é um mandato coletivo, qualquer pessoa que desenvolva mais o trabalho ele tem ciúmes. Ele brigou com seu vice-governador, alguns secretários de estado, com a classe política, com a população. O Agnelo ainda tinha algumas pessoas que gostavam, mas o Rodrigo conseguiu ser unanimidade em tudo, por isso tenho certeza que ele vai se sair pior que o Agnelo nas eleições. Ele não tem o voto das pessoas que precisam de um governo, não tem o voto da população classe A, não tem o voto do servidor público.

O último registro é que ele brigou com o servidor público com uma agressividade desnecessária, não sei por quem foi instruído. Chegou a gastar dinheiro público para falar que o servidor público era só 7% da população e gastava um grande orçamento, chamando a comunidade contra o servidor, o que é um absurdo. Ele enviou tantos projetos negativos para Câmara contra o servidor público, e nenhum deles que tinham impacto financeiro, era algo perverso. Quando eu estava na presidência eu simplesmente mandava devolver para ele, nem discutia no Plenário, ele mandou para Câmara um decreto antigreve, que não se poderia fazer mais greve, mandou projeto para classificar o servidor de 1 a 7, e quem não fosse bem classificado seria mandado embora pelo bem do serviço público, mas se essa fosse a regra ele teria sido mandado embora no ano passado, e quem faria essa avaliação seria o chefe imediato, que geralmente é um cargo comissionado, ou seja, seria um assédio generalizado. O servidor público nunca foi tão assediado como nesse governo.

 

61: Como está construindo esse novo olhar mais voltado para a população no geral?

CL: Quando perguntam para as pessoas “o que acha da deputada Celina Leão?”, elas costumam listar coragem como minha primeira característica, então acho que essa experiência de ir em um lugar, ver um problema e falar “eu vou resolver”, sabendo das limitações como parlamentar, mas buscar a solução até o final, traz um amadurecimento e um reconhecimento da população.

Nosso gabinete as vezes é o último lugar onde a pessoa vai buscar a última esperança, porque não conseguiu em lugar nenhum, então me sinto muito responsável por tudo isso, pelas pessoas que buscam nosso gabinete querendo tem uma solução em determinadas coisas, nosso gabinete está sempre cheio de gente, de demandas de servidores, classes e população, de pessoas que não tem quem os represente.

Por exemplo, quando começou a falta de água, o governador, para não assumir a incompetência do que ele tinha feito, começou a derrubar casa de agricultores em Brazlândia. Os agricultores estavam desesperados e me chamaram, quando cheguei o absurdo era tão grande que ele estava derrubando casa de quem tinha o registro do Incra. Ele queria dar uma satisfação para a população que a água estava acabando, mas aqueles agricultores estavam lá há 40 anos, em uma área de preservação. Na época fizemos uma intervenção muito pesada, filmamos, mostramos documentos, fomos para as ruas, entramos com advogado e aquilo cessou. Então a população sabe que seu direito foi defendido por um gabinete, uma parlamentar, e esse é um exemplo pequeno.

Um governo quando é muito arbitrário, muito pesado, para tirar sua responsabilidade da questão sacrifica qualquer um, e isso vimos muito na Câmara, foi muito doloroso ver como o Rodrigo tratou a população do DF.

As pessoas me perguntam “quem vai concorrer com o Jofran?” eu respondo o Rollemberg, e as pessoas se chocam “mas ele vai ter coragem de ser candidato?”, essa é a grande pergunta da população, eles não estão acreditando, parece até piada de mau gosto. Pelo menos três vezes por semana escuto isso, as pessoas não acreditam que ele será candidato.