Pioneira do rap nacional, Vera Veronika lança clipe em homenagem às mulheres negras
Faixa une também a cantora Ellen Oléria e a americana Hope Clayburn
Vera Veronika, primeira rapper mulher do DF e uma das pioneiras do rap brasileiro, dá as mãos às irmãs de cor Ellen Oléria e Hope Clayburn em uma canção sobre a força e a história da mulher negra no Brasil. “Soul Negra, Soul Livre” teve produção musical de Higo Melo e acaba de ganhar um clipe.
“Desde a década de 50, 60, 70, mulheres negras morreram para que pudéssemos ter voz. Hoje continuamos a morrer. É meu compromisso reverenciar e exaltar as mulheres que escreveram essa história para que pudéssemos vivenciar hoje que somos negras e livres”, conta Vera Veronika.
Mantenedora de abrigo infantil, pedagoga, empreendedora e consultora nas causas de Direitos Humanos, Vera Veronika sempre encontrou no rap a força necessária para lutar contra tudo o que parecia injusto. Desde o começo dos anos 90, a cantora é tida como voz ativa na história do rap nacional e inspira gerações de mulheres que se dedicam ao estilo musical. Em breve, será lançado DVD comemorativo dos 25 anos de carreira, e a divulgação desse clipe é o primeiro momento dessa comemoração.
A faixa conta com a participação de Ellen Oléria, que encantou o Brasil ao vencer o The Voice e que faz um trabalho voltado para o empoderamento da mulher negra, e da saxofonista americana Hope Clayburn, que faz um trabalho voltado para o jazz, soul e funk com uma pegada do blues do delta. O resultado foi uma mistura única de influências, histórias e sonoridades.
“As mulheres negras sempre se acolhem, seja na vida, na música ou nas lutas sociais”, afirma a artista.
Vera traz a preocupação para a inclusão social até nos detalhes de seu trabalho. Esse clipe e todos os vídeos do DVD tem tradução simultânea em libras, visando à universalidade da música e das suas mensagens.
“Temos que priorizar essa acessibilidade. Minhas músicas têm um cunho social e educativo e assim podemos chegar a mais pessoas, respeitando as mulheres surdas que vão poder entender e se identificar com a letra”, explica Vera.
Confira o clipe: https://www.youtube.com/watch?





O primeiro Hospital Veterinário Público do Distrito Federal (HVEP) foi inaugurado na manhã desta quinta-feira (5/4). O prédio tem 540 metros quadrados e vai funcionar no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga. No local, serão oferecidos serviços gratuitos de consultas, cirurgias, medicações, exames laboratoriais e de imagens, internação e outros tratamentos para cães e gatos, sobretudo pertencentes a famílias de menor renda ou inscritas em programas sociais do GDF. Castrações, entretanto, não serão feitas.
A técnica de nutrição Lidinalva Valadares, 35 anos, aguardava com ansiedade a abertura da unidade. Ela é dona de um cachorro da raça pug Shadon, de apenas um ano. Há 15 dias, o animal caiu da varanda de casa e fraturou a tíbia e a fíbia. Agora, precisa de uma cirurgia de emergência para voltar a andar, porque está com a patinha esquerda da frente imobilizada.
O hospital foi construído pelo Ibram com recursos de compensação ambiental. O projeto segue uma estratégia de enfrentamento de problemas contemporâneos de saúde pública, criados pela convergência humana, animal e ambiental, conceito atualmente conhecido como “saúde única”, conforme explica o presidente do Ibram, Aldo Fernandes.


Em 1962, sempre ao lado do seu marido, fundou a primeira agência de viagens da nova capital, no recém-inaugurado Hotel Nacional, abraçando definitivamente o ramo do turismo, que segue hoje administrado pelas filhas Mercedes e Gabriela. Toda essa história e muito e muito mais estará no livro “A Trilha do Jaguar: na Alvorada de Brasília”. Fotos da coleção particular, imagens únicas da época da construção estão nas duzentas cinquenta páginas do livro dividido em trinta capítulos do livro, que será lançado no dia 11 de abril, no Salão Negro do Ministério da Justiça.
Não é de hoje que Mercedes leva a história da epopeia da construção de Brasília pelo mundo afora. Com coleção que obteve na Suécia do premiado fotógrafo sueco Ake Borglund, para quem serviu de intérprete em uma matéria da revista National Geographic nos idos de 1957, Mercedes montou uma série de exposições e as levou para os quatro continentes tornando-se uma Embaixadora, não oficial, de Brasília.
No início foi rabiscando anotações de fatos e nomes que iam surgindo na memória. Também fez pesquisas em livros sobre a história da construção de Brasília como “A Marcha do Amanhecer” de JK, “ Mulheres Pioneiras “ de Elvira Barney e “ O Cerrado de Casaca”, de Manuel Mendes , entre tantos outros que por aqui estiveram no início da capital. Mas a certeza definitiva de estar no caminho certo aconteceu quando resolveu ler dois ou três capítulos para sua irmã, que é deficiente visual, e ela chorou de emoção com os relatos da autora. Daí pra frente foi só continuar colocando as lembranças, em forma de autobiografia, sempre em primeira pessoa e, em julho de 2017, entregou o livro à Editora Senac.