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segunda-feira, maio 4, 2026
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Congresso em Viena

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A médica oftalmologista Juliane Santos está em Viena, na Áustria, para participar do Congresso Europeu de Catarata e Cirurgia Refrativa, entre os dias 8 a 12 de setembro.  Durante os cinco dias de imersão, a médica tem acesso às novas tecnologias e as melhores formas de utilizá-las. O “Inovation Day ou Dia da Inovação” é um dia especial dedicado a apresentar aos oftalmologistas as tecnologias que estarão a disposição a curto, médio e longo prazo na área de medicamentos, diagnósticos e cirurgias.  

Serviço:
Congresso Europeu de Catarata e Cirurgia Refrativa
Quando: 8 a 12 de setembro
Onde: Viena, na Áustria

Almanaque de Diamante: ARUC 60″ leva reflexão sobre Educação Patrimonial a escolas públicas do DF

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Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) iniciou a divulgação do Almanaque de Diamante: ARUC 60 anos. Em encontros com estudantes da rede pública de ensino, que serão realizados entre agosto e outubro, o presidente da ARUC, Rafael Fernandes, apresenta o legado histórico da entidade, considerada uma das mais antigas de Brasília e a maior vencedora de desfiles de escola de samba do DF. O projeto já passou pelo Centro de Ensino Fundamental 01, no Cruzeiro, e pelo CEF da 306 Norte. No dia 12 de setembro, a partir das 9h, o CEMI Cruzeiro recebe as atividades do projeto. Já no dia 23 deste mês, é a vez do CEF 04, na 113 Sul, conhecer um pouco mais da história da ARUC.

Nos encontros, Fernandes incentiva a Educação Patrimonial a partir de histórias e curiosidades que estão reunidas no Almanaque – como o batismo da ARUC pela Portela, quando Natalino José do Nascimento, mais conhecido como Natal da Portela, veio a Brasília, em 1962. “Outro episódio bem interessante foi em 1979, quando perdemos o campeonato porque a bandeira do desfile sumiu. E, mesmo assim, a ARUC perdeu por muito pouco ponto”, conta Rafael Fernandes, que também é professor de história.

Livro – O Almanaque de Diamante: ARUC 60 anos faz parte do projeto de memória da entidade, que pretende preservar e divulgar o acervo da associação. Além das conquistas carnavalescas, o livro traz também a história da ARUC nos esportes, afinal, muitos atletas olímpicos passaram pelas quadras do Cruzeiro Velho com a camisa azul e branca.

 “É Almanaque porque, como era comum antigamente, vinha todas aquelas informações com as atividades da associação. Então, tem a ficha com todos os desfiles, relação dos títulos conquistados no esporte, com muitas fotos do acervo, reunidas pelo ex-presidente da ARUC, Hélio dos Santos, e por mim”, explica Fernandes. 

O Almanaque de Diamante: ARUC 60 anos, inicialmente, seria lançado em 2021, quando a associação completou seis décadas de existência. Entretanto, com as restrições da pandemia de Covid-19, o projeto foi adiado. Neste ano, o livro será lançado para o público em geral, durante as comemorações de aniversário da entidade, celebrado em 21 de outubro. O projeto Almanaque de Diamante: ARUC 60 anos é realizado por meio do Termo de Fomento com o Instituto Latinoamerica e Ministério do Turismo, e conta com a produção da ABÈBÈ Produções e apoio da Academia Cruzeirense de Letras e do Instituto Aruc Cultural. Ao todo, oito escolas públicas receberão o projeto e exemplares do Almanaque.

A ideia é proporcionar material de suporte para atividades didáticas que abordem a Educação Patrimonial, servindo como meio de preservação e divulgação da cultura popular e da história cultural de Brasília e do DF.

SERVIÇO:
Lançamento Almanaque de Diamante: ARUC 60 anos – visitas escolas públicas
Confira a programação: 
12/09 – CEMI Cruzeiro
23/09 – CEF 04 113 sul
10/10 – CEF 03
17/10 – CED 02 Cruzeiro

Estabilizadores de energias são aliados na proteção de equipamentos domésticos 

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Os estabilizadores de energia desempenham um papel crucial na proteção dos equipamentos eletrônicos contra oscilações e quedas de energia. Eles atuam como uma espécie de “filtro” para garantir que a voltagem fornecida aos dispositivos seja estável e segura.

Eles são especialmente importantes em áreas onde a rede de energia é instável, apresentando variações frequentes de voltagem. Essas flutuações podem causar danos aos aparelhos elétricos, como computadores, televisores, geladeiras e outros dispositivos sensíveis.

Além de proteger os equipamentos contra danos, o uso de estabilizadores de energia também contribui para a economia de energia. Isso ocorre porque esses dispositivos ajudam a regular a voltagem, evitando o desperdício de energia causado por flutuações excessivas.

Conhecida por ser uma das maiores referências neste segmento, no Brasil. A Seko Eletrônica é uma empresa especialista na fabricação, estabilizadores e sistemas de energia em geral. E por trás da empresa, está o empreendedor Misael Salas que já atendeu a diversos clientes que apresentaram diferentes problemas com a energia fornecida pelo sistema contratado pelo governo de suas regiões.
“Os clientes que me procura sempre relatam que tiveram muitos problemas com os seus equipamentos devido à queda de energia, muitos deles tiveram prejuízos muito caros, porque os seus eletrônicos acabaram não suportando a interrupção de energia, ou até mesmo, perderam os alimentos que dependem de refrigeradores, computadores e geladeiras”, disse Misael.

Outro aspecto importante é a segurança. Oscilações bruscas de voltagem podem causar incêndios ou curtos-circuitos, representando riscos para a segurança dos usuários e dos imóveis. O uso de estabilizadores de energia reduz esses riscos, proporcionando um ambiente mais seguro e protegido.
“Esses equipamentos são responsáveis por garantir a segurança dos eletrônicos das pessoas, isso porque ele é independente, ou seja, se você tiver a queda de energia ou não, sempre vai estar protegido através dos seus filtros de proteção”, completou.

Os estabilizadores de energia desempenham um papel fundamental na proteção de equipamentos, economia de energia e segurança residencial. Ao investir em um estabilizador de qualidade, você pode garantir que seus aparelhos sejam preservados e funcionem de forma eficiente, mesmo em condições de fornecimento de energia menos estáveis.

Marcha das Mulheres Indígenas começa nesta segunda em Brasília

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Indígenas - Marco Temporal

Grupo irá fazer caminhada na Esplanada dos Ministérios na quarta-feira

da Agência Brasil – Brasília 

Mulheres indígenas de todo o país reúnem-se em Brasília, de 11 a 13 de setembro, a fim defender os direitos das mulheres e a preservação das culturas indígenas. Com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade através das raízes ancestrais”, a abertura oficial da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorre na noite deste domingo (10).

A marcha de 2023 também marca a continuação da luta contra o garimpo ilegal, pela demarcação de terras e pela formação política de representação indígena nos espaços de poder.

O evento é promovido pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e as atividades se concentram no Eixo Cultural Ibero-Americano, na área central da capital federal. Estão previstas plenárias, grupos de trabalho e ações culturais. Na quarta-feira (13), elas sairão em caminhada pela Esplanada dos Ministérios e terão diálogo com autoridades sobre a carta de reivindicações, que foi entregue na pré-marcha, em janeiro deste ano.

“Nossos maiores inimigos são as leis que não reconhecem nossa diversidade e nossa existência. Falar em demarcação de terras indígenas é gritar pela continuidade da existência dos nossos povos. Ter uma mulher indígena como primeira ministra indígena é afirmar que as mulheres são a cura da terra e a resposta para enfrentamentos à violência de gênero e racismos como o estrutural, institucional e ambiental”, diz a Anmiga, em referência à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

“No centro dessa marcha está um poderoso apelo por direitos iguais para as mulheres indígenas. Essas mulheres enfrentaram inúmeros desafios e injustiças ao longo de suas vidas, mas se recusam a continuar sendo silenciadas. Exigimos acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas. Lutamos pela proteção da terra e recursos naturais, que vêm sendo explorados por muito tempo. Defendemos o fim da violência contra as mulheres indígenas, um problema generalizado que tem atormentado nossas comunidades há gerações”, acrescentou.

Representantes do movimento de mulheres indígenas de outras partes do mundo também estarão presentes, como do Peru, dos Estados Unidos, da Malásia, da Rússia e da Nova Zelândia. “Essa diversidade de participantes destaca a universalidade das questões enfrentadas pelas mulheres indígenas, como o acesso à terra, a violência de gênero, a discriminação e a luta pela autonomia e empoderamento”, explicou a Anmiga.

1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorreu em 2019, com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”. A segunda edição foi em 2021 e teve como tema “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra”.

Assassinato de Ana Lídia completa 50 anos de silêncios e impunidade

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Brasília (DF) 10/09/2023 - Especial Ana Lídia 50 anos, fotografia de lembrança da escola de Ana Lídia. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Contexto ditatorial no país favoreceu desfecho de “mistérios”

da Agência Brasil – Brasília 

Uma dor intraduzível. Um trauma brasileiro imensurável. O silêncio e o medo típicos de um momento de ditadura. “Eu nunca vi um silêncio como aquele. Era um silêncio sepulcral. As pessoas não precisavam falar. Elas só olhavam e cada uma sabia o que a outra estava pensando e sentindo”, lembra a professora universitária Rosângela Vieira Rocha, hoje, aos 70 anos de idade, em entrevista. Ela era amiga da família de Ana Lídia Braga, menina de apenas 7 anos de idade, que foi capturada, torturada e morta (e ainda depois violentada sexualmente), em Brasília, naquele 11 de setembro de 1973.

Brasília (DF) 10/09/2023 - Especial Ana Lídia 50 anos, a ex professora de Ana Lídia, Rosângela Vieira Rocha posa para fotografia em sua resodência.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Rosângela Vieira Rocha frequentava a casa da família. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil. 

Cinquenta anos depois, a crueldade se torna ainda mais inacreditável diante da impunidade e da investigação falha. Segundo o processo guardado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, no dia 11, por volta de 13h50, a menina, que era filha caçula dos servidores públicos Álvaro Braga e Eloyza Rossi Braga, desapareceu na porta de um colégio particular (Madre Carmen Salles) na Asa Norte, em Brasília. O processo, que tramitou na 7ª Vara Criminal e no Tribunal do Júri de Brasília, aponta que testemunhas viram que um homem loiro e alto levou a menina da escola naquela tarde.  

Confira o processo na íntegra disponibilizado pelo TJDF.

O mundo desabou quando a empregada da família foi buscá-la e recebeu a informação que a menina não esteve nas aulas naquele dia. Ainda de acordo com o processo, a família chegou a receber dois telefonemas com pedido de resgate. No dia seguinte, o corpo da criança morta foi encontrado em uma valeta, nua, coberta por terra, os cabelos cortados e sinais de violência física e sexual. A estimativa dos peritos é que Ana Lídia tenha sido assassinada às 6h da manhã do dia 12.

Na ocasião, o inquérito policial apontou que um funcionário público, Raimundo Lacerda Duque (que trabalhava com a mãe da menina), de 30 anos, e o irmão de Ana Lídia, o estudante Álvaro Henrique Braga, de 18 anos, foram os responsáveis pelo crime.

Duque era subordinado à mãe de Ana Lídia no Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp). Segundo o processo, o rapaz era usuário de drogas. Ele fugiu depois que as investigações indicavam a participação dele no crime. Eles chegaram a ser presos, mas foram absolvidos, em 1974, por “falta de provas”. Duque morreu de alcoolismo em 2005 . O irmão da menina, Álvaro, é médico angiologista no Rio de Janeiro. Por telefone, ele disse que não gostaria de falar sobre o caso. 

A então estudante de jornalismo Rosângela Vieira Rocha era amiga de escola de Cristina Elizabeth Braga, que tinha 20 anos, irmã mais velha da menina Ana Lídia. Rosângela frequentava a casa da família. “Eu lembro da voz da Ana Lídia. Ela sempre conversava com a gente. A menina era cercada de muito carinho por parte da irmã e de todos. O tempo não tirou da gente essas lembranças fortes”, disse, emocionada, em entrevista. 

Depois da morte da menina, Rosângela nunca mais viu Cristina (que era estudante de sociologia) ou a família dela. “Lembro que eram todos muito carinhosos com a menina também em função da diferença de idade. Ana Lídia tinha uma voz fininha, era muito engraçada e não tinha timidez. Loirinha com os olhos azuis, que viviam com as revistinhas do Pateta”.

Rosângela recorda que a família tinha um piano na sala de casa com a foto da mãe grávida de Ana Lídia. Outra lembrança é que Duque, acusado pelo Ministério Público pelo assassinato, antes havia passado a conviver com a família a partir do apoio que Eloyza resolveu prestar ao funcionário, que era usuário de drogas. Quando chegou a notícia do desaparecimento e da morte, conforme Rosângela recorda, houve um grande desespero da família. 

Uma vizinha da família na Asa Norte, Lunamar Queiroz, que atualmente trabalha como artesã, recorda de um momento marcante, sobre quando o irmão soube pela polícia que a irmã estava morta. “Nós escutamos o grito dele imediatamente. Eu escuto até hoje aquele grito de horror”.

Cerceamento

A tristeza, naqueles dias, não podia ser expressada de forma mais enfática, segundo Rosângela Vieira, porque havia medo. Havia receio de realização de protestos, mas a cidade estava atônita. “Olhávamos uns para os outros e chorávamos. Mas a imprensa noticiou o fato com superficialidade. Como estudante de jornalismo, sabíamos que a profissão era cerceada. Era tudo muito difícil.” 

O Brasil vivia a ditadura do governo de Emílio Garrastazu Médici.  A mesma certeza do cerceamento tem o jornalista e pesquisador Roberto Seabra. Ele escreveu o livro Silêncio na Cidade, uma obra de ficção totalmente inspirada no que pesquisou sobre o crime.

Brasília (DF) 10/09/2023 - Especial Ana Lídia 50 anos - Roberto Seabra. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Roberto Seabra investigou o tema por cinco anos – Arquivo pessoal/Divulgação

Para escrever, ele trocou os nomes das personagens em vista de não haver respostas oficiais, nem de familiares, que também silenciaram a respeito do episódio. Assim, no livro, o nome Ana Lídia foi trocado por Ana Clara, por exemplo. O pai do jornalista, inclusive, era policial na ocasião do crime e dizia ao filho que não faltavam provas, mas sim vontade de concluir o inquérito.

Uma versão do livro de Seabra voltada para adolescentes será lançada no final de setembro.

Silêncio

“Meu pai falava que havia um caminhão de provas e que não investigavam porque não queriam. A investigação foi interrompida e a imprensa foi proibida de falar sobre o tema. Por que proibir a cobertura do assassinato de uma criança de sete anos?” Ele atribui a situação ao fato do país viver uma ditadura militar e estranhamente haver ordens para um silenciamento. 

O caso ganhou mais mistério quando a imprensa passou a divulgar um suposto envolvimento do filho do então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid Júnior, e do filho do senador Eduardo Rezende, Eduardo Eurico Rezende. A partir dessas repercussões, como explicam pesquisadores do caso, a censura mostrou sua mão mais forte.

A pesquisa é complexa porque, em 1974, o Departamento de Polícia Federal encaminhou aos veículos de comunicação uma “ordem superior” que tornava proibida a divulgação do caso Ana Lídia.

Seabra investigou o tema durante cinco anos e utilizou até a documentação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do ano de 1974, formada na Câmara para investigar o tráfico de drogas em Brasília. Ele ouviu de outros colegas jornalistas que a investigação do caso não seria prioridade na cobertura. “A investigação foi mal feita, a imprensa foi proibida de cobrir o assunto e o Ministério Público foi afastado do caso.”

Confira dados resgatados da CPI de 1974.

Silêncio ruidoso

Perto do final do governo militar, em 1982, o processo foi reaberto. “Mas o caso não evoluiu porque tudo foi mal instruído”. A família nunca se comunicou com o escritor nem respondeu os pedidos de entrevistas. Ao ligar o episódio ao silenciamento movido por autoridades, Seabra diz que recebe xingamentos.

“Um dos argumentos que o pessoal usa pra me atacar nas redes sociais é que hoje morreriam mais crianças do que naquele tempo. Se não houvesse impunidade, não estaríamos falando sobre este silenciamento até hoje”.

Seabra entende que a visibilidade é fundamental para a história ao mostrar que a censura é capaz de ocultar direitos básicos de cidadania, como o de encontrar os culpados de um crime. “Eu não quero que meus filhos cresçam achando que Ana Lídia era uma santa. Era uma criança de sete anos que foi assassinada e os criminosos nunca foram descobertos. Um crime contra infância e de gênero.”

A professora de história Joelma Rodrigues da Silva, da Universidade de Brasília, escreveu a tese Amordaçadas e ruidosas, sobre histórias de crianças vítimas de crimes horrendos como o de Ana Lídia e que passaram a ser cultuadas como “santas”. Ela contextualiza que, em maio de 1973, a menina Araceli, de 8 anos, também havia sido estuprada e morta. 

Brasília (DF) 10/09/2023 - Especial Ana Lídia 50 anos. - Professora Joelma. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Professora  Joelma Rodrigues da Silva, da UnB, escreveu a tese sobre histórias de crianças vítimas de crimes horrendos – Arquivo pessoal/Divulgação

“Em ambos os casos, pessoas influentes da política foram envolvidas. Trata-se de um ano de violência da ditadura não só no Brasil, mas também na América Latina. A gente tem um contexto de violência e de silêncio. Um silêncio ruidoso. É um silêncio que grita.”

A professora Joelma acrescenta que uma estratégia do Estado ditador da ocasião foi aproveitar o caso de Ana Lídia para investir contra e atribuir culpas a “drogados” e “homossexuais”, e ao final, não prenderem ninguém. “Há suspeitas que caíram sobre filhos de autoridades e, então, desviaram do assunto.”

Diante da ineficácia do Estado, a sociedade, conforme avalia a pesquisadora, passou a santificar essas crianças violentadas e mortas. “Aqui em Brasília, há uma fila de pessoas com presentes para chegar ao túmulo de Ana Lídia. A sacralização dessas meninas mortas acaba servindo à lógica de silenciamento”. No entender da pesquisadora, quando se constrói a imagem de “santa”, a estrutura de impunidade pode ganhar espaço.

Turistas brasileiros estão isentos de visto para visitar o Japão

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Novo passaporte comum eletrônico brasileiro. O documento passou a ser emitido desde a última segunda -feira (6) pela Polícia Federal e Casa da Moeda, e terá prazo de validade de 10 anos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Medida entra em vigor no dia 30 de setembro

Por Agência Brasil – Brasília 

A partir do dia 30 de setembro, turistas brasileiros poderão visitar o Japão sem a necessidade de apresentar visto. A medida foi oficializada a partir de uma comunicação diplomática publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.

A isenção é válida para quem ficar no país por até 90 dias. Os brasileiros que viajarem ao Japão em busca de emprego, profissão ou outra ocupação ainda são obrigados a apresentar o visto.

O acordo é recíproco. Desta forma, turistas japoneses também estão desobrigados de emissão do visto para visitar o Brasil.

A dispensa do documento tem validade até setembro de 2026, podendo ser prorrogado.  

O acordo, anunciado em agosto, é resultado de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, durante a Cúpula do G7, realizada na cidade japonesa de Hiroshima.

A medida, segundo o governo federal, contribui para ampliar a entrada de turistas japoneses e o comércio bilateral