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Livro revela lado humano da Advocacia Pública e ganha lançamento nacional em Brasília “Casos e Causos da PGE-BA” será lançado no dia 17 de setembro, na Câmara dos Deputados, durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública.

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Processos, pareceres, prazos e decisões jurídicas fazem parte da rotina de uma Procuradoria. Mas o que acontece quando os autos são fechados e as histórias vividas por quem constrói diariamente uma instituição pública ganham espaço? É justamente esse outro olhar sobre a Advocacia Pública que chega a Brasília com o livro “Casos e Causos da PGE-BA: entre prazos, cafezinhos e risadas”, da jornalista e assessora de Comunicação Social da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), Mara Santana.

A obra será lançada nacionalmente no dia 17 de setembro de 2026, às 17h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública). O livro foi selecionado para integrar o lançamento de publicações do Congresso, ao lado de obras produzidas por instituições públicas de diferentes partes do país.

Criado como parte das comemorações pelos 60 anos da PGE-BA, o livro teve seu primeiro lançamento em abril deste ano, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Agora, chega a um dos principais espaços políticos do país levando uma experiência que une memória institucional, comunicação pública e humanização da Advocacia Pública.

Construído a muitas mãos, a partir das lembranças e experiências de pessoas que fizeram e fazem parte da história da Procuradoria, “Casos e Causos da PGE-BA” reúne histórias reais vividas em corredores, gabinetes, audiências, viagens e nos bastidores da instituição. São episódios marcantes, curiosos, afetivos e bem-humorados que dificilmente apareceriam em processos, relatórios ou documentos oficiais, mas que também ajudam a contar seis décadas de história.

O ineditismo da proposta está justamente na escolha de olhar para uma instituição jurídica por outra perspectiva. Em vez de concentrar a narrativa apenas na dimensão técnica da Advocacia Pública, o livro coloca em primeiro plano as pessoas e as relações construídas no cotidiano, revelando procuradores, servidores e colaboradores em situações que envolvem amizade, solidariedade, desafios, encontros, aprendizados e, muitas vezes, boas risadas.

Ao fazer esse movimento, a publicação contribui também para desconstruir uma percepção ainda presente no imaginário social de que o universo jurídico é necessariamente fechado, excessivamente formal e distante do cidadão. Por trás da linguagem dos processos e das responsabilidades de defender juridicamente o Estado, existem homens e mulheres, histórias de vida, afetos e experiências compartilhadas.
Para Mara Santana, levar a obra a Brasília amplia justamente essa possibilidade de mostrar uma face pouco conhecida das instituições jurídicas.

“Sempre quis que este livro ultrapassasse os muros da PGE-BA. Quando contamos essas histórias, mostramos que uma instituição não é construída apenas por normas, processos e pareceres, mas, sobretudo, pelas pessoas que passam por ela e pelas relações que constroem ao longo do caminho. A Advocacia Pública tem enorme responsabilidade técnica e institucional, mas também é feita de encontros, afetos, solidariedade, humor e humanidade. Levar esses causos para Brasília, em um congresso nacional de comunicação pública, é mostrar que preservar e compartilhar essa memória também é uma forma de aproximar as instituições da sociedade”, afirma a autora.

Da Bahia para o Brasil

O lançamento ocorre em um cenário especialmente representativo. O 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) será realizado entre os dias 16 e 18 de setembro, na Câmara dos Deputados, reunindo profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores públicos de diferentes regiões brasileiras.

Com o tema “Uma agenda para a cidadania”, a edição de 2026 coloca no centro das discussões os desafios da comunicação entre Estado e sociedade. O Congresso é realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela Câmara dos Deputados, no ano em que a Associação completa dez anos de atuação e a Câmara celebra seu bicentenário.

Nesse contexto, a presença de “Casos e Causos da PGE-BA” amplia o alcance de uma experiência originalmente criada para preservar a memória dos 60 anos da Procuradoria baiana. Ao transformar lembranças individuais em memória coletiva, a publicação mostra que comunicação pública também pode ser construída por meio da narrativa, da afetividade e do sentimento de pertencimento.

Mais do que registrar episódios curiosos, o livro preserva um patrimônio que normalmente não chega aos arquivos oficiais: a memória vivida por aqueles que, ao longo de diferentes gerações, ajudaram a construir a PGE-BA.

SERVIÇO
O quê: Lançamento nacional do livro “Casos e Causos da PGE-BA: entre prazos, cafezinhos e risadas”
Autora: Mara Santana
Quando: 17 de setembro de 2026
Horário: 17h
Onde: Salão Nobre da Câmara dos Deputados – Brasília/DF
Evento: 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública – ComPública 2026
Contato com a autora/imprensa:
Mara Santana
E-mail: marasantana5@gmail.com
Telefone/WhatsApp: (71) 99985-4339

“Quando a pele fala: manchas, diagnóstico e os recursos da estética para cuidar da pele

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Pouca gente lembra, mas a pele que cada ser humano habita é o maior órgão do corpo. Ela protege o organismo, regula a temperatura e reflete a saúde interna, sendo também o primeiro indicador de exposições ambientais, como o sol intenso que predomina em Brasília. Por isso, para todas as pessoas, viver em Brasília, a capital federal, proteger a pele da exposição ao sol é apenas a primeira etapa de uma série de prevenções e cuidados exigidos pelo cerrado.

Referência em dermatologia, o médico dermatologista Erasmo Tokarski têm combinando conhecimento clínico com abordagem estética personalizada. Com anos de experiência, ele atua tanto na prevenção quanto no tratamento de condições dermatológicas, garantindo que cada paciente receba cuidados baseados em evidências médicas e práticas seguras.

Para Erasmo, a dermatologia vai muito além da estética: o acompanhamento profissional identifica alterações cutâneas que podem indicar doenças mais graves, incluindo o câncer de pele. Por isso, em regiões com alta incidência de raios UV, como Brasília, a atuação do dermatologista é essencial para proteger a saúde da população.

“A melhor estética hoje é ter saúde. Os cuidados com a saúde são reflexos de comer bem, dormir bem, manter atividade física, que resultam em boa autoestima pessoal. É preciso ter saúde para envelhecer com qualidade”, explica o médico que acaba de inaugura uma nova clínica na Asa Norte, após décadas atendendo exclusivamente no Edifício Metrópoles, na Asa Sul.

A Clínica Dr. Erasmo Tokarski, localizada no Ed. Medical Center, loja 09, oferece um ambiente moderno e equipado, pensado para atender cada paciente com conforto e segurança. A clínica integra tecnologia de ponta e protocolos clínicos atualizados para diagnósticos precisos e tratamentos eficientes.

Entre os serviços oferecidos, destacam-se tratamentos para manchas, acne, envelhecimento cutâneo, prevenção do câncer de pele e procedimentos estéticos minimamente invasivos, sempre respeitando as características individuais de cada pele. Entre os tratamentos mais procurados, está o de rejuvenescimento da pele, especialmente a do rosto, após tratamento para emagrecimento, que frequentemente resultam em flacidez.

O foco da clínica é prevenir, tratar e educar, utilizando técnicas avançadas que combinam dermatologia médica e estética, garantindo resultados naturais e saudáveis. “Envelhecer com qualidade significa cuidar da pele todos os dias, protegendo rosto, colo e mãos — as áreas que mais sofrem com o sol — e fazendo do protetor solar um hábito, não uma exceção.” Além dos tratamentos, os pacientes recebem orientação sobre proteção solar, cuidados diários e acompanhamento de sinais de alerta.

Além dos tratamentos, a clínica também se dedica à educação e orientação do paciente, fornecendo informações sobre proteção solar, hábitos de cuidados diários e acompanhamento de sinais de alerta. Esse cuidado contínuo é parte do compromisso com a saúde e bem-estar da pele.

No contexto de Brasília, onde os raios UV são uma preocupação constante, a atuação do Dr. Erasmo Tokarski e de sua equipe é essencial. Com expertise, tecnologia e atenção personalizada, a clínica se destaca como referência em dermatologia, estética e prevenção, cuidando da pele de cada paciente de forma completa e segura.

Entre os serviços oferecidos pela clínica Erasmo Tokarski, destacam-se:

● Tratamentos para manchas, acne, melasma e vitiligo
● Procedimentos estéticos como preenchimento facial, aplicação de toxina botulínica e ácido poliláctico (Sculptra)
● Rejuvenescimento facial e corporal com técnicas como laser fracionado, ultrassom micro e macro focado, e ultrassom microagulhado (Eladerm)
● Tratamentos para flacidez, cicatrizes, estrias, celulite e gordura localizada
● Cuidados capilares, incluindo tratamentos para queda de cabelo e alopecia
● Procedimentos dermatológicos cirúrgicos, como remoção de sinais, cistos e verrugas, além de biópsias e excisão com sutura simples
● Tratamentos íntimos, como cuidados ginecológicos estéticos e protocolos de emagrecimento

Clínica Dr. Erasmo Tokarski
Ed. Medical Center, Loja 09 – Asa Norte, Brasília/DF
Telefone: (61) 3347-6525

Magia da Prata — Joias que atravessam gerações

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Desde 1995, a Magia da Prata transforma a tradição da ourivesaria de Pirenópolis em joias autorais feitas à mão. Instalado na zona rural de Pirenópolis (GO), o ateliê é comandado pelo ourives-chefe Diego Clavijo e pela designer de joias Cristiane Clavijo, em parceria com cinco ourives artesãos de Pirenópolis.

Cada peça é confeccionada em prata de lei e gemas naturais, assinada por seu autor e, em sua maioria, produzida como peça única. Mais que adornos, são joias criadas para carregar histórias, identidade e afeto, com a missão de tornar cada joia feita à mão uma herança de família.

Entre suas criações autorais, destaca-se a Coleção Solar de Goiás, uma homenagem à identidade e à luminosidade do estado. Inspirada na força do sol, nas paisagens do Cerrado e na arquitetura e cultura goianas, a coleção traduz em prata elementos que fazem parte da memória e do imaginário de Goiás, transformando referências regionais em joias contemporâneas e atemporais.

A Magia da Prata possui Indicação Geográfica de Procedência de Pirenópolis (IG da Prata), selo IG Brasil e Selo Goiás Original, certificações que reconhecem sua origem, autenticidade, habilidade e técnica artesanal. As criações têm como principais fontes de inspiração o Cerrado, a arquitetura colonial e a cultura de Goiás.

Em 2026, o ateliê esteve presente na CasaCor Goiás e em salões e eventos nacionais dedicados ao artesanato brasileiro. Também está entre as 300 finalistas do Prêmio TOP 100 do Sebrae Nacional, selecionada entre cerca de 1.600 inscritos.

A Magia da Prata não possui loja física. As joias estão disponíveis em nossa loja online e em feiras e eventos em Pirenópolis e Brasília, conforme a agenda divulgada no Instagram.

Serviço:
www.magiadaprata.com.br | Instagram: @magiadaprata

A Estrutura Constitucional do Processo Democrático Brasileiro

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A eleição geral se aproxima, marcada para o dia 4 de outubro, e com ela se renovam os principais mecanismos de funcionamento do Estado brasileiro. O processo eleitoral, estruturado sobre o sufrágio universal e o voto direto, mobiliza a escolha dos representantes do Executivo e do Legislativo, reafirmando a soberania popular como fundamento da ordem constitucional. Ao mesmo tempo, a dinâmica federativa, com a repartição de competências entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e o modelo presidencialista de governo delineiam o modo como o poder será exercido pelos eleitos. Somase a isso o caráter republicano do Estado, que impõe mandatos temporários, responsabilidade dos agentes públicos e rigorosos instrumentos de controle e accountability, tanto institucionais quanto sociais. Nesse cenário, o processo eleitoral não é apenas um rito de escolha, mas a reafirmação periódica das bases estruturantes da organização política, administrativa e democrática do país.

Nos termos do art. 88 da Constituição Federal, a escolha do Presidente e do VicePresidente da República ocorre simultaneamente no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo do mesmo mês, em eventual segundo turno. Será considerado eleito o candidato registrado por partido político que obtiver maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os votos em branco e os nulos.

A Câmara dos Deputados, conforme dispõe o art. 45, também da Constituição Federal, é composta por representantes do povo, escolhidos pelo sistema proporcional em cada Estado, Território e no Distrito Federal, enquanto o Senado Federal, nos termos do art. 46, é formado por representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

Todo esse processo decorre do sufrágio universal, previsto no art. 14 da Carta Magna, que estabelece que a soberania popular se exerce pelo voto direto, secreto e de igual valor para todos, nos termos da lei.

O sufrágio corresponde ao direito de participar da vida política, tanto votando quanto podendo ser votado. O voto, por sua vez, é o instrumento por meio do qual esse direito se concretiza, permitindo ao cidadão escolher seus representantes para os cargos eletivos. Assim, enquanto o sufrágio expressa a capacidade de integrar o processo democrático e influenciar a soberania nacional, o voto é o ato que legitima essa participação, conferindo aos escolhidos o exercício do poder político.

No Brasil, vigora a forma de Estado federativa, caracterizada pela descentralização política e pela existência de entes dotados de autonomia. A Federação é composta pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, todos investidos de competências próprias definidas pela Constituição. Entre eles não há relação hierárquica, mas sim repartição de funções, de modo que cada ente exerce sua parcela de poder dentro dos limites constitucionais.

O sistema de governo adotado é o presidencialismo, modelo que se caracteriza pela separação orgânica entre os Poderes Executivo e Legislativo. Nesse arranjo institucional, o Presidente da República acumula as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo, exercendo simultaneamente a representação política do país e a condução da administração pública. Tratase de um sistema que concentra no presidente a liderança do Executivo, preservando, contudo, a independência e a harmonia entre os Poderes.

A forma de governo adotada no Brasil é a República, marcada por princípios como a eletividade dos governantes, exercida pelo voto; a temporalidade, que impõe duração determinada aos mandatos; a representação popular, pela qual os eleitos atuam em nome da coletividade; e a responsabilidade, que exige dos agentes públicos prestação de contas e sujeição a mecanismos de controle político e jurídico.

Nesse conjunto de princípios, destacase o da legalidade, que impõe à Administração Pública e aos seus agentes a obrigação de atuar estritamente conforme a lei. Não se trata apenas de um limite formal, mas de garantia material de que o exercício do poder se submete ao ordenamento jurídico e ao interesse público. A legalidade, portanto, é a base sobre a qual se assentam a responsabilidade estatal e os mecanismos de controle, funcionando como parâmetro indispensável para a legitimidade dos atos administrativos.

É justamente por isso que o agente público não pode agir movido por achismos, preferências pessoais ou conveniências políticas. A função administrativa exige obediência à lei, ainda que o conteúdo normativo contrarie interesses individuais ou circunstanciais. A vontade do gestor não substitui o comando legal, e qualquer tentativa de afastálo, por conveniência ou capricho, representa violação direta ao dever de legalidade e afronta ao próprio regime republicano.

Nesse contexto, destacase o princípio do accountability, que impõe aos gestores públicos o dever de prestar contas, justificar decisões e responder pelas consequências de seus atos. Tratase de um pilar relevante de governança democrática, voltado àtransparência, à responsabilidade e à responsividade administrativa, contribuindo para a confiança nas instituições, para a prevenção da corrupção e para a melhoria dos serviços públicos.

A organização políticoadministrativa brasileira assentase na repartição de competências entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cada qual dotado de autonomia política, administrativa e financeira. Essa autonomia não é absoluta: decorre diretamente da Constituição e se exerce dentro dos limites que ela própria estabelece.

A União concentra matérias de interesse nacional, como defesa, moeda, sistema financeiro, telecomunicações e normas gerais sobre temas relevantes. Aos Estados cabe legislar de forma suplementar quando houver normas gerais federais e, na ausência destas, exercer competência legislativa plena. O Distrito Federal acumula competências estaduais e municipais, respeitando as balizas constitucionais. Os Municípios, enquanto entes federados, possuem atribuições próprias voltadas à gestão local, como ordenamento urbano, serviços públicos essenciais e legislação sobre assuntos de interesse predominantemente municipal.

Além das competências exclusivas, a Constituição prevê competências comuns, exercidas de forma cooperativa, e competências concorrentes, que exigem coordenação normativa entre União e Estados. Esse arranjo federativo busca equilibrar unidade e diversidade, permitindo que cada ente atue de maneira eficiente na esfera que lhe é própria, sem sobreposição indevida ou hierarquia entre eles. Tratase de mecanismo voltado para a efetividade do pacto federativo e para a adequada distribuição do poder no Estado brasileiro.

Os mecanismos de controle e responsabilidade estatal compõem um conjunto de instrumentos destinados a assegurar que o exercício do poder público se mantenha dentro dos limites constitucionais e voltado ao interesse coletivo. O controle não se esgota em uma única esfera: ele se distribui entre instâncias internas da Administração, órgãos externos e participação social, formando um sistema integrado de fiscalização.

O controle interno, exercido pelos próprios órgãos e entidades da Administração, tem função preventiva, voltada à correção de desvios e ao aperfeiçoamento da gestão. O controle externo, por sua vez, a cargo do Legislativo com o auxílio dos Tribunais de Contas, atua de forma independente, verificando a legalidade, legitimidade e economicidade dos atos administrativos, além de apreciar contas e impor sanções quando necessário.

O Ministério Público, por sua vez, exerce papel central na tutela da ordem jurídica, podendo promover responsabilização civil, administrativa e penal de agentes públicos.

A sociedade também integra esse sistema por meio de instrumentos como a Lei de Acesso à Informação, audiências públicas, conselhos de políticas públicas e demais formas de participação direta. Esses mecanismos reforçam a transparência e ampliam a capacidade de fiscalização dos cidadãos.

A esse conjunto somase a ação civil pública, instrumento de tutela coletiva que permite a defesa judicial de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. Por meio dela, o Ministério Público, a Defensoria Pública, entidades da administração e associações legitimadas podem provocar o Judiciário para responsabilizar agentes públicos, corrigir ilegalidades, proteger o patrimônio público e assegurar a observância de direitos fundamentais. Tratase de ferramenta relevante para o controle social da Administração, especialmente em matéria de improbidade, meio ambiente, consumidor e patrimônio cultural.

A responsabilidade estatal, nesse contexto, manifestase tanto na obrigação de prestar contas quanto na sujeição a consequências jurídicas em caso de irregularidades. O agente público deve justificar suas decisões, demonstrar conformidade com a lei e responder por eventuais danos causados ao patrimônio público ou à coletividade. Esse conjunto de controles e deveres é indispensável para a integridade da gestão pública e para a preservação da confiança nas instituições democráticas.

A combinação entre a solidez do desenho constitucional e a prática política cotidiana revela um contraste que não pode ser ignorado. Embora o ordenamento estabeleça bases claras para a separação de poderes, para a responsabilidade dos agentes públicos e para o funcionamento dos mecanismos de controle, a efetividade dessas estruturas ainda enfrenta obstáculos relevantes. A cultura política brasileira, marcada por episódios recorrentes de baixa transparência, resistência à fiscalização e práticas administrativas pouco comprometidas com a integridade, demonstra que a existência formal de instrumentos de accountability não garante, por si só, sua plena aplicação.

O sistema de controles, internos, externos e sociais é robusto, mas frequentemente subutilizado ou tensionado por disputas políticas e pela falta de compromisso real com a prestação de contas. A ação civil pública, a atuação dos Tribunais de Contas, o controle jurisdicional e os mecanismos de participação social constituem ferramentas capazes de conter abusos e corrigir desvios, mas dependem de instituições fortalecidas e de agentes públicos dispostos a se submeterem ao escrutínio democrático.

Assim, a eleição que se aproxima não representa apenas a renovação de mandatos: é oportunidade para refletir sobre a distância entre o modelo constitucional e sua execução prática. O desafio central permanece o mesmo, transformar a responsabilidade pública em valor efetivamente incorporado à gestão estatal, de modo que o aparato jurídico não seja apenas um conjunto de normas bem elaboradas, mas instrumento vivo de proteção da democracia e do interesse coletivo.

Samuel Suaid

Advogado e cidadão

Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

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Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, acabam de lançar uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor”, explica Tadros.

O presidente do Sistema Fecomércio-DF e vice-presidente da CNC, José Aparecido Freire, pede cautela aos parlamentares. “A CNC apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais”, detalha Aparecido.

Projeto social oferece capacitação gratuita para mulheres em São Sebastião

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Aluna em aula sobre postura profissional e auto estima com professora Cris Reis

Iniciativa da Casa de Cultura Telar e Instituto Ojuina promovem oficinas de beleza, autoestima, imagem pessoal e preparação para o mercado de trabalho

Mulheres de São Sebastião e região têm uma nova oportunidade gratuita de qualificação profissional, fortalecimento da autoestima e preparação para o mercado de trabalho. Estão abertas as matrículas para a 4ª edição do projeto “Elas por Elas”, realizado pelo Instituto Ojuina – Núcleo São Sebastião, que oferece oficinas gratuitas com certificado e foco na autonomia, na geração de renda e no desenvolvimento pessoal e profissional das participantes.

Nesta edição, o projeto disponibiliza duas oficinas: Profissional de Beleza – Auxiliar de Salão e Boas Práticas de Manejo e Identidade, Propósito e Estilo. A proposta é oferecer às participantes conhecimentos práticos e ferramentas que possam contribuir tanto para a inserção no mercado de trabalho quanto para o fortalecimento da confiança e da identidade profissional.

Durante a formação, as participantes terão acesso a conteúdos relacionados à beleza, autoestima, imagem pessoal, postura profissional, elaboração de currículo, preparação para entrevistas de emprego e atendimento ao cliente. A oficina voltada à área de beleza também abordará conhecimentos sobre organização de bancada, preparação e manejo de materiais, escova, modelagem, babyliss e noções de tricologia, além de orientações para a preparação profissional, atuação no mercado, critérios curriculares, dentre outros.

As atividades acontecem presencialmente em São Sebastião, com turmas às terças- feiras e às quintas-feiras, sempre a partir das 19h30, com encontros presenciais, proporcionando uma formação contínua e prática para as participantes.

Mais do que ensinar técnicas profissionais, o “Elas por Elas” busca criar um espaço de aprendizado, acolhimento e fortalecimento entre mulheres. A iniciativa parte da compreensão de que o acesso à capacitação pode abrir novos caminhos de trabalho e renda, contribuindo para a construção da autonomia e para a ampliação das oportunidades profissionais.

Veber Brasil, Presidente do Instituto Ojuina afirmou que o projeto Elas por Elas estão na sua 4a. edição, porém, em São Sebastião ocorre pela 1a vez. ” O projeto Elas por Elas nasceu com o propósito de criar oportunidades para que mulheres possam desenvolver seus talentos, reconhecer seus potenciais e encontrar novos caminhos para sua vida profissional. Quando uma mulher se qualifica, fortalece sua autoestima e amplia suas possibilidades de autonomia e geração de renda, todo o seu entorno também é impactado”.Com participação gratuita e emissão de certificado, o projeto reforça a importância de iniciativas que aproximem formação profissional, desenvolvimento pessoal e inclusão social, especialmente para mulheres que buscam novas oportunidades no mercado de trabalho.

As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas.

Serviço

Projeto: Elas por Elas – 4ª Edição

Núcleo: São Sebastião – Instituto Ojuina

Oficinas:

• Profissional de Beleza – Auxiliar de Salão e Boas Práticas de Manejo com os

Professores Dan Freitas e Luma Geraldo

• Identidade, Propósito e Estilo com a Professora Cris Reis

Local: São Sebastião – DF

Dias: Turmas às terças-feiras e quintas-feiras

Horário: A partir das 19h30

Formato: 16 encontros presenciais por turma

Participação: Gratuita

Certificado: Sim

Inscrições: https://app.higestor.com.br/inscricao/18875/profiissional-de-beleza

Informações:

Ojuina – (61) 99267-6000

Eugênia – (61) 99259-3652

Vagas limitadas