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domingo, julho 5, 2026
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Praça Paulo Octávio fortalece parceria com o GDF por meio do programa Adote uma Praça

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A Praça Paulo Octávio, localizada entre as quadras 6 e 7 do Setor de Clubes Esportivos Sul (SMAS), passou a integrar oficialmente o programa Adote uma Praça, iniciativa coordenada pela Secretaria de Projetos Especiais do Governo do Distrito Federal. A assinatura simbólica do termo de adoção reuniu representantes da Administração Regional do Plano Piloto e da PaulOOctavio, responsável pelo projeto e pelo investimento de aproximadamente R$ 4 milhões no espaço público.

Durante a cerimônia, a PaulOOctavio recebeu do GDF o certificado de parceira do programa, em reconhecimento à contribuição urbanística, paisagística e social realizada na região. Com cerca de 15 mil metros quadrados, a Praça Paulo Octávio foi concebida para ampliar as opções de lazer, esporte e convivência comunitária em uma das áreas de maior expansão urbana da capital.

O espaço conta com quadra poliesportiva, semi-quadra de basquete, pista de corrida, equipamentos de ginástica e área destinada à prática de beach tennis, além de áreas de convivência e integração para moradores e frequentadores da região.

Representando o administrador regional do Plano Piloto, Bruno Olímpio, o diretor de Aprovação e Licenciamento da Administração Regional, Igor Gabriel de Assis Costa Carvalho, destacou a transformação urbana promovida pela iniciativa. “Era um espaço extremamente abandonado, sem urbanidade. A PaulOOctavio entrega uma importante requalificação urbana, trazendo benefícios concretos para a população”, afirmou.

O diretor de Arquitetura Empresarial da PaulOOctavio, Ricardo Cerqueira, ressaltou o caráter coletivo do projeto. “A praça foi planejada para atender toda a comunidade, não apenas os moradores dos empreendimentos da região. Queremos oferecer um ambiente moderno, acessível e voltado à qualidade de vida”, disse.

Já o diretor Comercial da empresa, Fabio Mendes, relacionou a iniciativa às comemorações dos 50 anos da PaulOOctavio. “É uma satisfação participar deste momento histórico para a cidade e para a empresa. A Praça Paulo Octavio representa um presente para Brasília e reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento urbano e humano da capital”, destacou.

Ao longo da história, a tensão entre a força bruta e a norma jurídica tem sido um eixo central da política.

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A frase “a lei do mais forte é, claramente, mais forte que a lei ordinária” revela uma percepção antiga, mas persistentemente atual: a de que, em determinados contextos, quem detém o poder real – militar, econômico ou simbólico – tem mais influência do que qualquer ordenamento jurídico formal.

Essa ideia não é apenas um aforismo cínico, mas uma observação que encontra eco em diversas tradições filosóficas e momentos históricos.

Na Grécia Antiga, os sofistas, especialmente Trasímaco em A República de Platão, já defendiam que a justiça nada mais era do que o interesse do mais forte. Para ele, a lei era um instrumento usado pelos poderosos para manter sua supremacia, vestida de legitimidade.

Sócrates, por outro lado, tentou desmontar essa visão, insistindo numa ideia de justiça que transcendesse o domínio da força. No entanto, a crítica de Trasímaco nunca perdeu sua relevância, pois descreve com precisão a realpolitik que move os bastidores do poder até hoje.

Ao olhar para os grandes impérios, como o Romano, é fácil perceber como a força era o alicerce do direito. O ius era garantido pelas legiões, e a obediência à lei muitas vezes derivava do medo da punição, e não de uma convicção moral ou jurídica. Essa lógica não desapareceu com o tempo: nas ditaduras modernas, a força se traveste de legalidade, com constituições manipuladas e tribunais domesticados, enquanto opositores são silenciados com a aparência da lei, mas com a essência da coerção.

O sociólogo Max Weber distingue três formas de dominação legítima: tradicional, carismática e legal-racional. No entanto, mesmo dentro da dominação legal-racional, que é a base dos Estados modernos, Weber reconhece que a legitimidade pode ser corroída quando a estrutura do poder se descola do cumprimento efetivo das normas. A lei ordinária só prevalece quando sustentada por um aparato institucional forte e por um consenso social que a reconheça como legítima. Sem isso, a legalidade vira fachada, e a “lei do mais forte” volta a dominar o cenário.

A própria existência de golpes de Estado, revoluções ou regimes de exceção serve como lembrete de que, quando a força se impõe, ela redefine o que é permitido, o que é punido e o que é legal. Carl Schmitt, jurista alemão do século XX, foi explícito ao afirmar que “soberano é aquele que decide sobre o estado de exceção”. Ou seja, quem tem o poder de suspender a lei é, em última instância, quem realmente manda. Essa concepção aproxima-se perigosamente da lei do mais forte, pois legitima a suspensão das normas em nome de uma autoridade supostamente superior.

No campo contemporâneo, vemos essa tensão se refletir nas guerras híbridas, no uso da manipulação da lei e na manipulação dos sistemas judiciais para fins políticos. A força, nestes casos, não é mais apenas física, mas estratégica, institucional, midiática. Ela molda interpretações jurídicas, captura órgãos de controle e reconfigura o campo político sob uma aparência de normalidade legal. Assim, a lei do mais forte se torna mais sutil, mas nem por isso menos eficaz.

Embora o ideal democrático proponha um império da lei, em que todos – inclusive os poderosos – estão submetidos a normas impessoais, a prática mostra que, em momentos críticos, quem tem o controle dos meios de coerção, da comunicação e das instituições, frequentemente impõe sua vontade sobre a letra da lei. A “lei ordinária” só se sustenta quando há equilíbrio de forças, freios institucionais reais e uma sociedade civil vigilante. Do contrário, ela é constantemente rebaixada à condição de papel queimada pelo fogo do poder nu.

Transporte escolar do DF opera com atrasos, rotas precárias e excesso de contratos emergenciais, aponta estudo*

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Levantamento dos técnicos da Câmara Legislativa aponta problemas em áreas rurais, falta de integração e falhas na gestão do serviço prestado a estudantes da rede pública_

Um estudo técnico da Câmara Legislativa apontou fragilidades no transporte escolar da rede pública do DF, com registros de atrasos, rotas precárias e excesso de contratos emergenciais. O levantamento identificou problemas especialmente em regiões rurais, onde condições ruins das vias, excesso de barro e dificuldades de acesso comprometem a regularidade do transporte de estudantes.

O estudo foi apresentado em Comissão Geral proposta pela deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), nesta quinta-feira (14). Para a deputada, “debater esse tema com transparência e responsabilidade é fundamental para garantir um serviço mais eficiente, humano e acessível aos nossos estudantes”.

O diagnóstico identificou que a maioria dos contratos firmados pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) tem caráter emergencial, apesar de o transporte escolar ser um serviço contínuo e previsível. O documento ainda cita dificuldades orçamentárias e necessidade frequente de créditos suplementares para garantir a manutenção das operações.

O levantamento ainda apontou falhas operacionais relacionadas à ausência de um sistema digital integrado entre escolas, regionais de ensino e órgãos responsáveis pela gestão do transporte escolar. Atualmente, segundo o estudo, grande parte das solicitações de inclusão de estudantes no serviço ainda ocorre por procedimentos manuais, o que aumenta o risco de inconsistências, demora nas análises e diferenças de tratamento entre as unidades escolares.

As visitas técnicas realizadas pela equipe da Câmara Legislativa, em regiões como Planaltina e São Sebastião, revelaram ainda dificuldades logísticas nas rotas rurais, incluindo atolamentos de veículos, limitações para manobras em estradas estreitas e necessidade de longas caminhadas até os pontos de embarque. O estudo aponta que essas condições acabam impactando diretamente o tempo de execução das rotas e a pontualidade do serviço oferecido aos estudantes.

Fatos Fotos & Frases

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A Mente é o seu próprio lar: cuide bem de onde você mora

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A mente é, de fato, o nosso verdadeiro lar. Muito antes de qualquer casa de tijolos, é nela que habitamos todos os dias. É entre pensamentos, emoções e percepções que passamos a maior parte da nossa existência. E, no entanto, quantas vezes negligenciamos esse espaço? Vivemos correndo atrás de conforto externo, tentando ajeitar o mundo à nossa volta, enquanto o nosso “lar interno” segue em desordem, barulhento, confuso ou até mesmo hostil.
John Milton, no épico Paradise Lost, escreveu uma frase poderosa: “A mente é seu próprio lugar, e nela pode fazer do inferno um céu, e do céu um inferno.” Essa afirmação, feita em pleno século XVII, permanece dolorosamente atual. Podemos estar em circunstâncias boas e ainda assim nos sentirmos miseráveis se nossa mente estiver poluída por medo, culpa, ressentimento ou ansiedade. Por outro lado, em tempos difíceis, uma mente cultivada pode encontrar serenidade e até gratidão. É por isso que cuidar da mente é mais urgente do que decorar a sala ou comprar um novo celular.

A sabedoria budista há séculos ensina que “não há inimigo maior do que a mente não treinada”. Essa ideia aparece nos textos do Dhammapada, onde se afirma: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos: a mente é tudo. O que pensamos, nos tornamos.” Já o filósofo estoico Epicteto, em suas Dissertações, também alertava: “Não são as coisas que nos perturbam, mas sim os julgamentos que fazemos sobre elas.” Ou seja, as dores da vida muitas vezes não vêm do que nos acontece, mas de como nossa mente interpreta aquilo.

Mas como cultivar esse lar mental? Começa por reconhecer o que está dentro. Observar os pensamentos sem se apegar a eles, perceber os padrões mentais repetitivos — muitos dos quais herdados ou inconscientes — e, principalmente, aprender a desacelerar. A prática da meditação não é luxo de monge tibetano, mas ferramenta prática para quem quer um pouco de paz dentro do caos cotidiano. Não é à toa que o psicólogo Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional, destaca a meditação como uma forma poderosa de desenvolver atenção e autocontrole.

Além disso, é importante se perguntar: o que tenho consumido com minha mente? Assim como o corpo adoece com má alimentação, a mente se intoxica com excesso de negatividade, redes sociais tóxicas, notícias carregadas de medo e comparações vazias. “Você é o que você alimenta na sua mente”, como bem resume o pensador brasileiro Clóvis de Barros Filho.

Nos momentos difíceis, quando tudo parece ruir, lembre-se: você ainda tem sua mente. E ela pode ser o seu refúgio ou sua prisão. A diferença está em como você cuida dela. Treinar a mente é um ato de amor próprio. Não é só uma questão de autoconhecimento, é questão de sobrevivência emocional e espiritual.

Portanto, trate a sua mente como o lar que ela é. Limpe, organize, decore com bons pensamentos, cultive silêncio e alegria. Afinal, você vai morar nela por toda a sua vida.

Meu compromisso é com o coletivo. Por isso sou pré-candidato

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Gutemberg Fialho

Eu decidi ser médico ainda criança, em Araruna, uma cidadezinha no interior da Paraíba – não era um sonho de ser famoso ou ganhar muito dinheiro. Era uma visão de mundo de quem nasce numa cidade pequena no Nordeste brasileiro. Especialmente minha avó e minha mãe me inspiraram a ser uma pessoa que ajuda o próximo, a coletividade. Nada melhor, então, que ser médico.

Eu conquistei aquele sonho de infância e honro a história da minha família: há quase trinta anos minha vida tem sido dedicada à saúde pública, cuidando das pessoas. Além de médico, sou pai de três filhos e essa experiência de vida me fez entender que cuidar das pessoas é uma responsabilidade com o futuro.

Há quase 20 anos, eu entendi que poderia ampliar resultados nessa missão que escolhi de cuidar. E decidi cuidar de quem cuida das pessoas, para que tenham as melhores condições de trabalho e para que esse trabalho beneficie o maior número de pessoas e com qualidade.

Estive nas ruas, nas greves, nas mesas de negociação e nos espaços de decisão, sempre com o mesmo compromisso: defender os médicos, valorizar os profissionais da saúde e, acima de tudo, lutar por uma saúde pública digna para a população do Distrito Federal.

Hoje, sigo atuando em posições de responsabilidade — como presidente de entidades médicas e membro de instituições que pensam o presente e o futuro da saúde na nossa cidade e no nosso país.

E com essa mesma coerência, agora, como pré-candidato a deputado distrital, sigo com o mesmo propósito de sempre: transformar a experiência adquirida ao longo da minha trajetória de vida em mais força para defender a saúde pública e ampliar o cuidado com as pessoas. Porque quem vive a saúde de perto sabe exatamente onde ela precisa mudar para que ela seja efetiva e tenha boa qualidade.

A vivência no serviço público de saúde me ensinou também a olhar para outras áreas da atividade humana de forma a pensar como poderiam melhorar para que a vida das pessoas seja melhor e mais saudável. Porque saúde não se constrói só com atendimento médico, mas também com educação de qualidade, transporte público digno, cuidado com o meio ambiente e com os espaços públicos e com políticas de segurança.

A decisão de ser pré-candidato não é ruptura com minha trajetória — é sua continuidade mais madura. Levarei para a Câmara Legislativa o mesmo compromisso que sempre tive: olhar nos olhos de quem precisa, defender quem salva vidas e cobrar do poder público o que ele insiste em adiar.

Porque saúde não se faz só com hospitais; faz-se com responsabilidade, com justiça e com coragem política. E é com essa convicção que pretendo continuar trabalhando para construirmos juntos um DF mais humano, mais saudável e mais justo.