Início Site Página 3

Entrevista– Flávia Teles

0

Pergunta: Quem é a Flávia Teles que os goianos talvez ainda não conheçam?

Resposta: Sou empresária, mãe, cristã e uma mulher que acredita que cuidar das pessoas é uma missão.
Minha vida sempre foi construída com base na família, no trabalho e na fé. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer de perto a realidade de milhares de famílias goianas e isso fortaleceu em minha convicção de que a política pode ser um instrumento de transformação quando é exercida com responsabilidade, diálogo e sensibilidade.

Pergunta: Sua história está muito ligada ao Maguito Vilela. O que essa caminhada representou para você?

Resposta: Conviver ao lado do Maguito foi uma grande escola de vida e de serviço público. Aprendi que política não é discurso, é resultado, é estar junto, perto das pessoas. É ouvir, respeitar e buscar soluções para os problemas delas. Ele sempre acreditou que nenhum cargo é maior do que a missão de servir.
Esse ensinamento permanece vivo em mim e influencia a forma como enxergo a vida pública.

Pergunta: Existe o desafio de honrar esse legado e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria?

Resposta: Sem dúvida. Tenho muito orgulho da história que construímos juntos, mas não pretendo viver apenas do passado. Quero escrever minha própria trajetória. O legado do Maguito está nos valores que ele deixou, como humildade, diálogo e respeito pelas pessoas. Minha missão agora é transformar esses princípios em trabalho, com as minhas ideias e minhas prioridades.

Pergunta: O que motivou sua decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados?

Resposta: Foi uma decisão amadurecida ao longo do tempo. Durante muitos anos acompanhei de perto a realidade dos municípios e percebi que existem muitas demandas que dependem de representação política séria e comprometida. Entendi que poderia contribuir de forma mais efetiva levando essa experiência para Brasília, ajudando essas cidades a terem voz, recursos e mais oportunidades.

Pergunta: Como será o mandato que a senhora pretende construir?

Resposta: Quero ser uma deputada presente na vida das pessosas. Acredito em um mandato municipalista, que mantenha diálogo permanente com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e principalmente com a população. Meu compromisso é ouvir antes de decidir. Nenhuma política pública funciona quando é construída distante da realidade das pessoas.

Pergunta: Quais serão suas principais prioridades?

Resposta: Minha atuação terá um olhar muito especial para a saúde da mulher, para a atenção materno infantil, para o fortalecimento das maternidades, para o apoio às mães atípicas e para políticas que valorizem as mulheres empreendedoras. Também quero contribuir para fortalecer a assistência social, ampliar oportunidades para crianças e adolescentes e defender investimentos que melhorem a qualidade de vida das famílias goianas.

Pergunta: A senhora fala muito sobre cuidar. O que essa palavra representa?

Resposta: Cuidar vai muito além da área da saúde. Cuidar é ouvir uma mãe que enfrenta dificuldades para conseguir atendimento para um filho. É apoiar uma mulher que deseja empreender. É olhar para um município e entender suas necessidades básicas. Cuidar é tratar cada pessoa com respeito e compreender que toda decisão política tem impacto direto na vida das famílias.

Pergunta: A parceria com o deputado estadual José Machado ganhou destaque nos últimos dias. O que ela representa?

Resposta: É uma parceria construída sobre confiança, respeito e objetivos comuns. O José Machado conhece profundamente o Vale do São Patrício e desenvolve um trabalho reconhecido na região. Nosso propósito é unir esforços para ampliar a representação da região e fortalecer os municípios. Política se faz com união quando o objetivo principal é servir às pessoas.

Pergunta: Qual será sua relação com os municípios, caso seja eleita?

Resposta: Quero estar presente. Não acredito em um mandato distante da povo. Pretendo visitar constantemente as cidades, conversar com lideranças, ouvir prefeitos, vereadores e moradores para compreender as prioridades de cada região. As melhores soluções surgem quando existe diálogo permanente.

Pergunta: Na sua avaliação, quais são hoje os maiores desafios de Goiás?

Resposta: A população espera uma saúde mais eficiente e humanizada, oportunidades dignas de emprego, qualificação de mão de obra e educação de qualidade, não só números e estatísticas. Ela espera representantes que cumpram a palavra, que estejam presentes e que tenham compromisso verdadeiro com os municípios. É isso que quero oferecer.

Pergunta: Como a senhora pretende conquistar a confiança do eleitor?

Resposta: Não acredito que a confiança seja conquistada apenas durante a campanha. Ela nasce da coerência entre o discurso e a prática. Quero apresentar ideias responsáveis, ouvir as pessoas e trabalhar com transparência. Quem representa a população precisa estar acessível e prestar contas do seu trabalho.

Pergunta: Qual mensagem a senhora deixa aos goianos?

Resposta: Quero dizer aos goianos que estou iniciando essa caminhada com muita responsabilidade e humildade. Não apresento soluções prontas para todos os problemas, mas assumo o compromisso de ouvir, dialogar e trabalhar com dedicação. Acredito que a boa política é aquela que aproxima pessoas, fortalece os municípios e melhora a vida das famílias. É esse compromisso que levo comigo e que pretendo honrar todos os dias

Convenção do PSB-DF confirma candidatura de Ricardo Cappelli ao Governo do Distrito Federal*

0

 

O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal realiza no dia 3 de agosto, segunda-feira, a convenção partidária que oficializa a candidatura de Ricardo Cappelli ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

Durante o encontro, também serão confirmados os nomes que formarão a chapa do PSB-DF para o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O evento reunirá dirigentes partidários, pré-candidatos, parlamentares, militantes e apoiadores. A convenção marcará o início de uma nova etapa da mobilização do partido para apresentar ao Distrito Federal um projeto de mudança, com prioridade para a saúde, a educação, a segurança, a mobilidade e a melhoria dos serviços públicos.

“Brasília não cabe em um cartão-postal. É preciso conhecer o Distrito Federal real, ouvir quem está nas cidades e enfrentar os problemas de frente. Chegamos até aqui com coragem e é com coragem que vamos mudar o Distrito Federal”, afirma Ricardo Cappelli.

*SERVIÇO*

*Evento:* Convenção partidária do PSB-DF
*Data:* Segunda-feira, 3 de agosto de 2026
*Horário:* 19h
*Local:* Auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília — ADUnB
*Endereço:* Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, Casa do Professor, Brasília–DF

PDT confirma apoio à reeleição do presidente Lula durante Convenção Nacional

0

Legenda é a primeira a oficializar, em votação partidária, o apoio à candidatura de Lula em 2026.

Lideranças do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de todo o país participaram, nesta segunda-feira (20), da Convenção Nacional Partidária e Eleitoral, realizada na sede nacional da legenda, em Brasília.

Entre as principais deliberações do encontro, o PDT oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.

Durante a reunião, os integrantes do Diretório Nacional também analisaram a conjuntura política do país, elegeram a nova Executiva Nacional e deliberaram sobre temas relacionados à organização partidária e às estratégias para o próximo pleito.

A senadora Leila do Vôlei (DF) destacou a unidade do partido em torno da reeleição do presidente Lula e afirmou que o Brasil vem retomando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social desde 2023.

“Durante a pandemia, o Brasil viveu um dos momentos mais difíceis da sua história. Além da crise sanitária, vimos o desmonte de políticas públicas e o avanço da fome e da desigualdade. O PDT esteve ao lado do presidente Lula na reconstrução do país e temos a certeza de que estamos do lado certo da história: ao lado do povo brasileiro. Agora, diante de um cenário internacional cada vez mais desafiador, é hora de fortalecer a democracia, defender a soberania nacional e consolidar programas e projetos para construirmos um Brasil mais justo para todos”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o país precisa preservar os avanços conquistados nos últimos anos e impedir retrocessos democráticos. Ele destacou a recuperação da economia, a redução do desemprego e o combate à insegurança alimentar, além de defender investimentos em educação como instrumento para o desenvolvimento de um país soberano.

“Mesmo sem ter um diploma universitário, sou o presidente que mais construiu universidades e institutos federais neste país. Sei que não existe nada mais necessário, barato e eficaz para o desenvolvimento e fortalecimento do país do que investir em educação. Por isso, não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a governar este país para destruir os avanços que temos conquistado”, afirmou Lula.

Defesa da democracia e da soberania nacional marca convenção

Em seus discursos, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defenderam a união das forças democráticas diante do avanço da extrema direita no mundo e reforçaram a importância da soberania nacional como eixo central da aliança entre os partidos.

Carlos Lupi afirmou que o apoio do PDT ao presidente Lula está diretamente ligado à trajetória histórica da legenda na defesa dos trabalhadores, da democracia e dos interesses nacionais.

“Nós temos um lado na história. Uma história de luta pelos brasileiros, uma luta pela nossa soberania e contra o imperialismo que tenta impedir o crescimento do Brasil. É esse histórico que nos faz apoiar o presidente Lula nessas eleições. Nós não podemos aceitar que nossa riqueza seja entregue a outras nações. A humanidade levou anos para construir as bases democráticas e de preservação dos direitos humanos. E estamos vendo essas conquistas serem destruídas pela ganância de Donald Trump, que representa o retrocesso e a desunião.”

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a eleição de 2026 como uma das mais importantes da história recente do país. Segundo ele, o fortalecimento do autoritarismo e da extrema direita exige a construção de uma ampla frente comprometida com a democracia.

“A eleição deste ano é importante não apenas para a continuidade do processo de reconstrução do país, das políticas públicas e de uma economia que cresce de forma sustentável. Reeleger o presidente Lula significa também sinalizar para o mundo que é possível a democracia vencer a barbárie e o fascismo.”

Edinho também defendeu a construção de uma aliança comprometida com as futuras gerações e com a defesa da soberania brasileira.

“Estamos construindo uma aliança para deixar um legado para as futuras gerações. O Brasil não é quintal nem puxadinho dos Estados Unidos. Queremos construir um país onde nossas riquezas pertençam ao povo brasileiro e onde haja igualdade de oportunidades para todos.”

O MENINO DE PALMEIRAS

0

Como um filho do interior goiano construiu, tijolo por tijolo, um dos maiores legados da história política do seu estado.

Tinha catorze anos quando entrou pela primeira vez num cartório. Palmeiras de Goiás, interior do estado, três mil habitantes, ruas sem asfalto. Chão de terra, poeira no verão, lama no inverno. O menino Marconi entrou lá para trabalhar: a família não tinha folga no orçamento e ele, como primogênito, sabia disso desde cedo.

Antes do cartório, havia vendido picolé e trabalhado no açougue. Antes do açougue, na farmácia. Onze, doze, treze, catorze anos. Um emprego novo a cada ano. E antes de tudo isso, engraxate e vendedor de rua: frutas e quitutes preparados pela mãe, oferecidos de porta em porta pelas ruas sem calçamento da cidadezinha. Era assim que a casa girava e que ele aprendia o que a vida custava e o que o trabalho valia.

Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em 7 de março de 1963. O registro diz Goiânia, porque na época as mães do interior iam à capital para dar à luz em condições seguras. Mas Marconi se considera de Palmeiras. Foi ali que ele cresceu, que brincou nas ruas com o filho do fazendeiro e com o filho do carroceiro, sem distinção de classe. Foi ali que aprendeu, antes de qualquer escola formal, que a política começa na convivência em comunidade.

“Na rua em que eu morava, morava engenheiro, médico, mas morava também a pessoa que tinha uma carroça, o outro que era lenhador. As classes todas estavam ali próximas umas das outras, e havia uma solidariedade natural. A gente brincava todo mundo junto, não tinha qualquer distinção”, lembra ele.

Com quinze anos, foi para Goiânia. Mergulhou nos estudos e tentou três cursos universitários: Ciências Sociais, Engenharia, Direito. Não concluiu nenhum, porque a política chegou em sua vida antes de qualquer diploma. Só décadas depois, já senador, ele voltaria às salas de aula para concluir o curso de Direito, porque Marconi não costuma deixar histórias incompletas.

O CHAMADO

A década de 1980 no Brasil era um caldeirão. O país saía da ditadura, a democracia ainda engatinhava e os jovens que tinham convicção iam para as ruas ou para os partidos. Marconi foi para os partidos. Aos vinte e poucos anos, já presidia o PMDB Jovem de Goiás. Depois, o diretório nacional da Juventude do PMDB.

Foi ao lado de Henrique Santillo, governador e figura paterna da política goiana, que ele aprendeu o ofício de gestão pública por dentro. Como assessor especial do governador, em 1987, via de perto o que um estado exige de quem o governa: capacidade de decidir, tolerância à pressão, visão de longo prazo.

Em 1991, foi eleito deputado estadual. Em 1995, chegou à Câmara dos Deputados em Brasília, já pelo PSDB. Na relatoria que transformou a falsificação de alimentos e medicamentos em crime hediondo, havia algo mais do que uma votação parlamentar: havia um filho de família simples que sabia, na pele, o que significa não ter acesso ao básico.

O MAIS JOVEM

Em 1998, Marconi Perillo tinha 35 anos e decidiu disputar o governo de Goiás. Seu adversário era Iris Rezende, nome histórico e figura que parecia inamovível no imaginário goiano. No segundo turno, Marconi venceu. Tornou-se o governador mais jovem do Brasil naquele momento.

O que ele construiu nos anos seguintes, é parte da paisagem viva de Goiás até hoje. As 90 unidades do Vapt Vupt levaram serviços do estado para perto das pessoas. A Universidade Estadual de Goiás criou oportunidades de ensino superior onde elas não existiam. O Renda Cidadã foi precursor das políticas de transferência que depois se espalharam pelo país. A Barragem do Ribeirão João Leite e 88 estações de tratamento de esgoto traduziram saneamento como política de dignidade. Na educação, foram 71 escolas militares e 150 unidades no padrão Século 21, que redefiniram a rede pública estadual. 10 presídios construídos ajudaram a reorganizar o sistema prisional. O CRER, o Centro de Reabilitação e Readaptação, tornou-se referência nacional no atendimento a pessoas com deficiência.

O Governo Itinerante, que levava o poder executivo para dentro dos municípios mais distantes, não era apenas logística. Era uma afirmação: ele era um governador que olhava também para o interior.

“Uma das coisas que me faz feliz é o fato de que em todas as pesquisas, a maioria dos goianos reconhece que os governos de Marconi foram os mais inovadores e modernizantes da história do Estado”, afirma ele.

Reeleito em 2002, aprofundou obras e programas. Em 2006, renunciou ao cargo para disputar o Senado e foi eleito com mais de dois milhões de votos, a maior votação proporcional para o Senado no país naquele ano.

 

O RETORNO E O APROFUNDAMENTO

Em 2010, voltou ao Palácio das Esmeraldas para o terceiro mandato e em 2014 para o quarto. Ao todo, dezesseis anos à frente do executivo goiano, uma trajetória que poucos estadistas brasileiros construíram. Nesse período, Goiás chegou ao primeiro lugar no IDEB do Ensino Médio. Foram construídos hospitais regionais, Colégios Militares, o HUGOL, o Aeroporto de Cargas de Anápolis. Foram duplicadas rodovias que antes eram promessa. Foram criados programas, como a Bolsa Universitária e o Banco do Povo, que mudaram trajetórias de pessoas de todas as regiões do estado.

Marconi não governou Goiás por dezesseis anos fazendo suas próprias vontades, governou com um planejamento duradouro, que seguiu dando frutos mesmo após o fim de seus mandatos.

A QUEDA E A LIÇÃO

2018 foi o ano mais duro. Marconi deixou o governo para disputar o Senado e perdeu. Ficou em quinto lugar. Para quem havia vencido todas as eleições que disputara, a derrota chegou como um choque que a política, eventualmente, cobra de todos.

Mas o que aconteceu depois da derrota é o que o define tanto quanto as vitórias. Marconi foi para o setor privado. Trabalhou. Aprendeu, por dentro, como funcionava a engrenagem da iniciativa privada: a tomada de decisão sem o amparo da estrutura estatal, a gestão de recursos sem a garantia do orçamento público. Colheu algo que o poder raramente oferece: distância crítica de si mesmo.

“A gente aprende muita coisa quando a gente perde. Você aprende a conhecer um pouco mais a alma humana. Nem todo mundo é generoso, nem todo mundo é leal, nem todo mundo é solidário quando você precisa”, disse ele, sem amargura.

Houve investigações e narrativas construídas por adversários. Mas, ao final, vieram as absolvições. E, mais do que isso, uma convicção que ele carrega como escudo:

“Não vou deixar que malandros construam minha biografia com a sua narrativa.”

Aprendeu também, nesse período, algo que poucos políticos conseguem: rezar pelos adversários sem fingimento.

“Todos os dias, quando eu rezo, eu rezo pelos meus adversários. Para que eles abrandem o coração deles e sejam menos cruéis”, contou.

É o que ele chama de virar a página. Não esquecer, mas seguir sem mágoa.

O HOMEM QUE VOLTOU

Hoje, Marconi Perillo tem 63 anos, preside o Instituto Teotônio Vilela após dois anos à frente do PSDB, período em que o partido voltou a crescer. Em 2026, disputa de novo o governo de Goiás. Mas o homem que disputa agora não é o mesmo de 1998, nem o de 2010. É alguém que passou pelo topo, pela derrota, pelo isolamento, pelo setor privado, pelas absolvições e voltou com algo que só a experiência madura carrega: a capacidade de ouvir antes de falar.

O estado que ele governou cresceu. Goiás é hoje a nona maior economia do Brasil. Parte do que foi plantado naquelas gestões, o saneamento, as universidades, as rodovias, os programas sociais, germinou e deu fruto. E parte do que poderia ter avançado ainda espera alguém que conhece o terreno para seguir em frente.

Marconi não governa Goiás desde 2018. Mas Goiás ainda está, em muitos aspectos, sobre o alicerce que ele ajudou a construir. É desse alicerce que ele fala quando diz que o passado é a credencial para o futuro.

O menino de Palmeiras que engraxava sapatos e vendia frutas nas ruas de chão de terra aprendeu, antes de qualquer coisa, que nada se constrói sem trabalho e que o Estado de Goiás pode mais.

 

Rogério e Romelita Tokarski celebraram 50 anos de casamento

0

Em uma emocionante cerimônia de renovação de votos, cercados por familiares e amigos. Fundadores da Farmacotécnica, referência em farmácia magistral em Brasília, o casal também comemora os 50 anos da empresa em 2026, celebrando um legado construído com amor, trabalho e dedicação à saúde.

Cappelli propõe Fila Zero e critica desperdícios na saúde do DF

0

 

Pré-candidato afirma que problema é de gestão, critica o modelo do IGES-DF e diz que reorganização dos gastos permitirá ampliar cirurgias, consultas e exames

O Distrito Federal terá, em 2026, um dos maiores orçamentos de sua história. A Lei Orçamentária Anual aprovada pela Câmara Legislativa prevê R$ 74,4 bilhões para o governo local. Apenas o Fundo Constitucional do Distrito Federal destinará R$ 7,89 bilhões à saúde, valor que deverá subir para R$ 8,52 bilhões em 2027, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pela CLDF. Para o pré-candidato ao Governo do DF, Ricardo Cappelli (PSB), esses números demonstram que o problema da saúde pública não é falta de recursos, mas a forma como o dinheiro vem sendo administrado.

“O Distrito Federal tem dinheiro. O que falta é gestão”, afirma Cappelli ao defender o programa Fila Zero, que promete reduzir drasticamente o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

Os gargalos da assistência podem ser acompanhados pelo Mapa Social da Saúde, ferramenta oficial desenvolvida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que reúne dados do SISREG/DATASUS e monitora, em tempo real, a demanda reprimida por consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. O painel mostra o volume de solicitações, os tempos de espera e as especialidades com maior pressão sobre a rede pública. Para Cappelli, a existência de milhares de pessoas aguardando atendimento, mesmo diante de um orçamento bilionário, evidencia um problema estrutural de gestão.

Um dos principais alvos das críticas do pré-candidato é o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-DF). Cappelli afirma que o modelo perdeu sua finalidade original e transformou-se em um “cabide de empregos”, consumindo recursos que deveriam ser destinados diretamente ao atendimento da população. Na avaliação do ex-presidente da ABDI e ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, reorganizar contratos, reduzir desperdícios, fortalecer a Secretaria de Saúde e profissionalizar a gestão permitiria ampliar a capacidade da rede sem depender exclusivamente de novos aportes financeiros.

“Se fizer as coisas certinhas, vai sobrar dinheiro”, resume o pré-candidato ao explicar como pretende financiar a proposta de zerar as filas.

O Governo do Distrito Federal sustenta que tem ampliado o número de cirurgias eletivas por meio do programa OperaDF e implantado ferramentas de monitoramento para acelerar o atendimento. Cappelli, porém, afirma que os resultados ainda estão longe das necessidades da população e que a prioridade de um novo governo deve ser fazer com que cada real destinado à saúde se transforme em atendimento efetivo.