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Cristovam e o desafio de reinventar o progressismo

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Aos 82 anos, o ex-governador do Distrito Federal, ex-reitor da UnB, ex-ministro da Educação e ex-senador volta à disputa eleitoral para a Câmara dos Deputados, dizendo-se incapaz de permanecer em silêncio diante da crise do país e disposto a usar o mandato como tribuna para recolocar a educação no centro do debate nacional

Há políticos que retornam porque ainda desejam o poder. E há aqueles que voltam porque acreditam não ter terminado de dizer o que pensam sobre o país. Aos 82 anos, Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque parece se apresentar, mais uma vez, nesta segunda categoria.

Depois de ocupar alguns dos postos mais centrais da vida pública brasileira — reitor da Universidade de Brasília, governador do Distrito Federal, ministro da Educação e senador por dois mandatos —, ele volta ao processo eleitoral de 2026 como candidato a deputado federal pelo Distrito Federal, pelo PSB.

A justificativa que oferece é simples, mas grave: não quis se omitir. Desde que deixou o Senado, em 2019, Cristovam diz ter vivido um dos períodos mais felizes da vida. Dedicou-se integralmente à escrita, publicou livros, preservou a rotina doméstica e se afastou da disputa cotidiana do poder. Ainda assim, concluiu que não poderia permanecer apenas como escritor diante do momento do país e do esvaziamento, em sua visão, das forças progressistas. O mandato, para ele, vale menos como posto do que como tribuna.

Sua biografia ajuda a explicar o peso dessa volta. Cristovam foi reitor da UnB entre 1985 e 1989, governador do Distrito Federal de 1995 a 1998, ministro da Educação no primeiro governo Lula, entre 2003 e 2004, e senador pelo DF por dois mandatos, de 2003 a 2019.

Ao longo dessa trajetória, consolidou-se como formulador de políticas públicas e como um dos mais persistentes defensores da educação básica como eixo de um projeto nacional. Também é reconhecido como criador do Bolsa-Escola, implantado pela primeira vez em seu governo no Distrito Federal.

Em entrevista à 61 Brasília, porém, o passado aparece menos como consagração do que como lastro para uma nova batalha. O alvo de sua crítica não é apenas a ascensão da direita, mas também a incapacidade do campo progressista de oferecer uma utopia convincente para o mundo contemporâneo. Sua tese é dura: a esquerda envelheceu, perdeu imaginação e continua falando e fazendo promessas para um tempo que já passou.

É dessa inquietação que nasce sua candidatura. Mais do que recuperar projetos antigos, Cristovam quer usar a Câmara dos Deputados como espaço de formulação: retomar propostas deixadas no Senado, intervir no debate público e insistir naquilo que considera o único caminho viável para uma sociedade menos desigual num mundo marcado por escassez fiscal, crise ecológica e individualismo crescente: a educação.

Para ele, o desafio já não é apenas resistir à direita, mas renovar a linguagem, as prioridades e a imaginação do próprio campo progressista.

Se no século XX a promessa de transformação esteve ligada à indústria, ao emprego e à expansão material, sua aposta agora é outra: distribuir o capital decisivo do nosso tempo, que é o conhecimento. A escola pública, universal e de excelência, aparece em seu discurso menos como política setorial do que como fundamento de uma nova utopia democrática.

Seu diagnóstico, por isso, é ao mesmo tempo político e civilizatório. Cristovam fala de um país que perdeu o hábito de pensar o longo prazo, de uma esquerda presa a fórmulas antigas e de uma juventude que deixou de confiar na política porque se acostumou a vê-la fracassar. Seu retorno, nesse sentido, não é apenas eleitoral. É também uma tentativa de recolocar em circulação uma ideia de futuro.

Aos 82 anos, por que voltar agora à disputa eleitoral?

Porque cheguei à conclusão de que não dá para ficar omisso neste momento da história do Brasil e do Distrito Federal. Eu estava muito bem, escrevendo em tempo integral, vivendo um período feliz da minha vida. Mas senti que precisava ajudar, e não apenas observar.

E como o senhor sente essa volta à campanha?

Do ponto de vista pessoal, estou felicíssimo. Voltar para a rua, reencontrar gente, ser reconhecido, ouvir lembranças de projetos do meu governo e do meu tempo de senador — tudo isso é muito gratificante. Politicamente, porém, assusta ver o quanto a população caminhou para a direita.

Essa “direitização” do país o surpreendeu?

Muito. Há uma resistência grande aos partidos e às figuras progressistas. E acho que isso não se explica apenas pelos méritos da direita, mas também pelos fracassos e limites do nosso campo.

Quando olha para trás, há arrependimentos?

Acho que meu voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um erro. Não digo isso sem considerar as circunstâncias daquele momento, mas hoje vejo como um erro. Talvez eu também tenha saído cedo demais do PDT.

E do que o senhor mais se orgulha na vida pública?

Dos projetos que saíram dos livros e viraram realidade. O Bolsa-Escola, a Poupança-Escola, a faixa de pedestres e o Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB. São ideias que mexeram concretamente com a vida das pessoas. E também me orgulho de ter ajudado a consolidar no DF uma cultura de educação no trânsito, visível até hoje no respeito à faixa de pedestres.

Se eleito deputado federal, o que o senhor quer fazer na Câmara?

Retomar projetos que deixei no Senado e ter uma tribuna. Livro não é tribuna. Livro fica, o que é muito importante, mas não fala diretamente com a sociedade no ritmo da política.

 E o que o senhor quer dizer dessa tribuna?

Quero ajudar a reformular um projeto progressista para o mundo de hoje. A esquerda envelheceu. Continua oferecendo uma utopia que já não se sustenta. Fomos educados para a abundância e entramos na era da escassez — fiscal, ecológica e social.

Qual seria essa nova resposta progressista?

Para mim, o caminho é a educação. Não é mais a indústria que vai refazer a sociedade; é a escola. Uma escola pública de máxima qualidade, igual para todos. Esse é o novo socialismo possível: distribuir o capital de hoje, que é o conhecimento.

E como dialogar com o jovem que hoje se identifica com a direita?

Primeiro, reconhecendo que ele não está sendo irracional. Ele perdeu a crença na política e, em certa medida, tem razão. Nós frustramos os jovens. O que eu diria a ele é: sua solução individual não será possível se o restante da sociedade continuar sendo tratado como não gente. E “não gente”, aqui, é quem deixa de ser visto como parte do mesmo país — como se pudesse ser separado, ignorado ou descartado. Não existe futuro democrático possível sobre essa divisão.

O senhor ainda acredita que o Brasil pode produzir uma nova utopia democrática?

Acredito. Mas ela não virá pela repetição de fórmulas do passado. Vai ter de ser uma utopia compatível com os limites do planeta, com a crise do Estado e com a democracia.

Por fim: por que o eleitor deveria trazê-lo de volta ao Congresso?

Porque tive uma vida pública limpa, porque ainda tenho energia e porque quero usar essa energia para servir — não só como escritor, mas como agente do processo político.

Pobre Juan Brasília recebe jantar com Jamón Joselito Vintage, vinhos Tempos Vega Sicilia e presença de mestre-jamonera espanhola

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Jantar Joyas a la Mesa acontece em 25 de setembro, no ParkShopping, com degustação de dois jamóns ibéricos, menu assinado pelo chef Geraldo Ribeiro e corte ao vivo de peça com mais de 96 meses de cura_

Brasília será uma das seis cidades brasileiras a receber, em setembro, a série de jantares Joyas a la Mesa, realizada pelo Pobre Juan em parceria com a espanhola Joselito e com os vinhos Tempos Vega Sicilia. Na capital federal, o jantar acontece no dia 25 de setembro, na unidade do Pobre Juan no ParkShopping, reunindo o raríssimo Jamón Joselito Vintage, com mais de 96 meses de cura, o Joselito Gran Reserva, um menu elaborado pelo chef Geraldo Ribeiro e uma seleção de cinco vinhos.

A ocasião marca uma oportunidade rara de reunir, no Brasil, os jamones Joselito e os vinhos do universo Tempos Vega Sicilia em um mesmo jantar. A noite contará ainda com a presença da espanhola Raquel Acosta, mestre-jamonera, responsável pelo corte manual do jamón diante dos convidados, e de Jesús García, Diretor Comercial Global da Joselito.

Produzido pela Joselito, casa espanhola fundada em 1868, em Guijuelo, Salamanca, o presunto ibérico é resultado de um processo que envolve origem, alimentação, tempo de cura e preparo. O Jamón Joselito Vintage se destaca pelo longo período de maturação, com peças que passam por 96 meses ou mais de cura, característica que faz dele uma produção rara mesmo entre os grandes jamones ibéricos.

*Tradição e sabor*
A história começa na dehesa espanhola, paisagem típica da Península Ibérica formada por campos abertos e árvores espaçadas. Durante a montanera, período final de engorda dos animais, os suínos pata negra circulam livremente pela região e têm nas bellotas, frutos das azinheiras, parte importante de sua alimentação. O clima, o território, a alimentação e o longo processo de cura contribuem para as características de cada peça.

Antes da apresentação do Vintage, os convidados poderão degustar o Joselito Gran Reserva, com 48 meses ou mais de cura. Assim como o Vintage, o produto é 100% natural, sem aditivos ou conservantes. A proposta da degustação é apresentar dois momentos distintos do processo de maturação da Joselito, permitindo perceber as particularidades de cada peça.

O corte manual terá papel central na noite. Realizado pela mestre-jamonera Raquel Acosta, o procedimento considera aspectos como espessura, brilho, temperatura e proporção de gordura de cada fatia. A apresentação será feita diante dos convidados, permitindo acompanhar de perto uma etapa fundamental do serviço do jamón.

Para acompanhar os jamones, o chef Geraldo Ribeiro criou um menu que começa com uma seleção de itens espanhóis, segue para uma salada de jamón ibérico e chega à degustação do Gran Reserva e do Vintage. O prato principal será o Bife Pobre Juan, servido com Risoto de Jamón e Guanciale, seguido pelos tradicionais Churros com Doce de Leite.

A seleção de vinhos percorre diferentes regiões e estilos. Entre os rótulos estão Oremus Mandolás 2023, Macán Clásico 2021, Alión 2021, Pintia 2020 e Oremus Tokaji Late Harvest 2020, pertencentes ao universo Tempos Vega Sicilia, com vinhos de Rioja, Ribera del Duero, Toro e Tokaj, na Hungria.

O Pobre Juan é o único restaurante no Brasil a oferecer Jamón Joselito em seu cardápio. Em Brasília, o jantar no ParkShopping integra a programação nacional do Joyas a la Mesa, aproximando o público da capital de uma tradição gastronômica espanhola marcada pelo tempo de maturação, pela origem dos produtos e pela precisão do preparo.

_Serviço_
Joyas a la Mesa, Pobre Juan + Jamón Joselito + Tempos Vega Sicilia
Data: 25 de setembro
Horário: 20h
Local: Pobre Juan ParkShopping, Brasília
Valor: R$ 1.394 por pessoa + serviço opcional
Reservas: WhatsApp (61) 3049-9636
Lugares limitados

Zé Humberto: “Eu sou só Zé”

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Ex-secretário de Governo do DF e candidato do MDB a deputado federal, Zé Humberto fala de emendas, transporte de massa e da vontade de levar à Câmara a experiência de quem conheceu o governo por dentro

Antes de chegar aos bastidores do Governo do Distrito Federal, Zé Humberto foi um menino do interior de Goiás, nascido em Cristalândia, hoje Tocantins, que aos 8 anos deixou a roça para estudar em Porangatu. Em 19 de janeiro de 1969, aos 13 anos, chegou a Brasília. Conta que, já no dia seguinte, começou como empacotador de supermercado.

Foi subindo, degrau a degrau (repositor, balconista, encarregado de seção, subgerente, gerente), até a diretoria e a sociedade da extinta rede Planaltão, onde diz ter cumprido 37 anos de varejo. Presidiu a Associação de Supermercados de Brasília(ASBRA) entre 1984 e 1988, tendo atuado também como secretário da entidade de 1981 a 1983.Atuou nacionalmente na Associação Brasileira de Supermercados (Abras) por dois mandatos consecutivos (1999–2000 e 2001–2002)e e orgulha de ter participado no processo de implementação do código de barras no país, pela GS1 Brasil, entidade que padroniza a identificação de produtos.

Casado, pai de quatro filhos e avô de oito netos, entrou na vida pública como administrador regional de Taguatinga, por convite, conta ele, do então governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

“Eu coordenei as transições dos governos de José Roberto Arruda e de Ibaneis Rocha e, na gestão Ibaneis, estive à frente da Secretaria de Governo de junho de 2019 a abril de 2026, quando deixei o cargo para disputar a eleição”, relembra.

Agora, candidato a deputado federal pelo MDB (1555), afirma à 61Brasília que pretende direcionar suas emendas parlamentares a obras com projeto pronto e que só pensa em voltar ao Executivo depois de um período na Câmara.

Por que sair dos bastidores e disputar uma eleição?

Mesmo tendo trabalhado nos bastidores, sustentando a gestão dos governadores, achei que estava na hora de me candidatar. Tenho muita pauta nacional, pelo segmento que representei, e queria estar na Câmara ou no Senado. Optei por concorrer a deputado federal.

O senhor pretende voltar ao Executivo?

Voltar ao Executivo é provavelmente muito difícil, pelo meu perfil e pela necessidade que tenho de novos desafios. Mas nada é definitivo. Se for convidado, atendo. Só que quero passar um tempo na Câmara Federal levando pautas nacionais que atendam Brasília e o Brasil.

O que um deputado federal pode fazer pelo trânsito e pela infraestrutura?

Minhas emendas. Não são minhas, é dinheiro do cidadão, mas a prerrogativa de indicar é minha, e vou indicar para coisas que já estão prontas, para o resultado ser mais efetivo. Deixamos projetos prontos para licitação, que dependem de financiamento, de convênios com o Governo Federal e da Fonte 100. Uma linha é a urbanização das bordas de Brasília, como as regiões ali do  Pôr do Sol, Ponte Alta e Água Quente. Sou contra a invasão e a favor de uma política habitacional e de um planejamento urbano que preserve nossa qualidade de vida.

Como pretende usar a metade das emendas que deve para a saúde?

Não vou colocar direto no fundo de saúde. Vou trabalhar com projetos que resolvam o problema das filas e dos exames, que a população sofre demais. É um trabalho direcionado à solução do problema da pessoa.

Quais projetos de transporte de massa estão prontos?

Deixamos pronto o projeto do BRT Norte e o da expansão do metrô para Ceilândia, e a obra do metrô de Samambaia está em andamento. Transporte de massa não tem alternativa. Há também um projeto pronto de integração de Águas Lindas com o final da Ceilândia, por trem suburbano.

Por que o metrô não chega à Asa Norte?

Fizemos estudos do VLT na W3 e da perfuração do metrô até a Asa Norte. Como a cidade é tombada, qualquer solução tem de ser subterrânea, e o custo é elevadíssimo. Chegar a uma estação só do outro lado é inviável. Se fosse esticar até o final da Asa Norte e derivar para Sobradinho e Planaltina, justificaria. Mas não justifica. Ou você faz um projeto pleno para aquela região, ou é melhor trabalhar com BRT, que é a solução que estamos encontrando.

Se eleito, o que você pretende fazer no seu mandato?

Muita gente me conhece como Pezão, como Zé do Planaltão, como Zé das Obras, Zé Resolve, Zé do Povo. Eu digo: eu sou só Zé.
Então, o que se pode esperar de mim é isso:  uma pessoa experiente, tanto na gestão privada quanto pública e  que chega agora para uma candidatura madura. Eu tenho muito desejo de continuar tocando um desafio a cada dia, cada momento, entregando o melhor de mim para o Brasil.

 

Primavera transforma paisagens brasileiras em convites para viajar

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Da Cidade das Flores a destinos de ecoturismo e parques urbanos, estação favorece roteiros ao ar livre e experiências em meio à natureza

A chegada da primavera, em 22 de setembro, muda a paisagem e também inspira novas formas de viajar pelo Brasil. Com temperaturas mais agradáveis em diferentes regiões, a estação favorece programas ao ar livre e coloca em evidência destinos onde jardins, campos floridos, parques e áreas naturais fazem parte da experiência. Para quem busca viagens que combinem contato com a natureza e cenários fotogênicos, o período é uma oportunidade de redescobrir destinos nacionais sob novas cores.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Holambra (SP). Conhecida como Cidade das Flores, a cidade do interior paulista tem sua identidade diretamente ligada ao cultivo de flores e plantas ornamentais. Na primavera, os campos de produção e os espaços dedicados à floricultura ganham ainda mais destaque e ajudam a transformar a paisagem em um dos principais cartões-postais da região. A cidade também preserva referências da imigração holandesa, que aparecem na arquitetura, na gastronomia e em atrações como o Moinho Povos Unidos.

“A primavera traz um ritmo muito interessante para o turismo porque convida o viajante a desacelerar e a aguçar os sentidos. Para além da mudança no clima, o florescer da paisagem remodela o destino e os que já têm uma forte relação com a natureza ganham um encanto adicional, uma atmosfera diferenciada, combinando luz agradável, cores, aromas no ar e transformam atividades ao ar livre ou uma simples contemplação em uma experiência de bem-estar.”, afirma Ana de Mattos Brito, Head da Zarpo, agência de viagens online premium do Grupo Bancorbrás.

A experiência, no entanto, não se restringe a Holambra. Em Campos do Jordão (SP), tradicionalmente associado ao inverno, a primavera oferece outra perspectiva da Serra da Mantiqueira. Hortênsias e outras espécies ornamentais aparecem em diferentes pontos da cidade, enquanto trilhas, passeios de bicicleta e atividades de aventura ampliam as possibilidades para quem deseja aproveitar os dias fora dos ambientes fechados.

Já Curitiba (PR) combina a chegada da estação com uma extensa oferta de áreas verdes. Conhecida como Cidade Jardim, a capital paranaense reúne parques e bosques que permitem explorar a cidade caminhando, pedalando ou simplesmente contemplando a paisagem. O Jardim Botânico, com sua estufa de vidro, é um dos principais símbolos locais, enquanto espaços como o Bosque Alemão e a Ópera de Arame mostram como natureza e urbanismo podem dividir o mesmo cenário.

Para quem prefere uma experiência mais ligada ao ecoturismo, Bonito (MS) apresenta uma primavera diferente, marcada pela combinação entre vegetação, rios de águas cristalinas e atividades de contato direto com a natureza. A região é conhecida por experiências como flutuação, mergulho e visitas a grutas, enquanto o período também coincide com o florescimento dos ipês, adicionando novas cores à paisagem.

A estação também pode favorecer viagens de curta duração, especialmente para destinos próximos aos grandes centros. O movimento acompanha uma tendência observada no mercado de viagens, com consumidores buscando oportunidades de viajar ao longo do ano, inclusive em períodos fora das férias tradicionais. A combinação entre clima mais ameno, natureza em evidência e maior possibilidade de realizar atividades externas amplia o leque de opções para viagens de diferentes perfis.

“Existe uma tendência de valorizar cada vez mais aquilo que torna uma viagem uma experiência inesquecível. Viajar nesta época do ano é escolher viver a estética dos lugares em seu momento mais vibrante. Em destinos como esses, o visitante não está apenas conhecendo uma cidade, ou desfrutando de um hotel, a própria natureza passa a ser protagonista do roteiro”, finaliza Ana.

Eixo Monumental

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Movimento Justiça e Cidadania entrevista Sandro Avelar sobre segurança pública, cidadania e os desafios do Distrito Federal no Congresso.

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Em conversa com Raone Lima, Flávio Soares e Henri Pinheiro, ex-secretário de Segurança Pública do DF apresenta resultados de sua gestão e defende levar ao Congresso experiências implementadas em Brasília

Criado a partir da mobilização de advogados e cidadãos interessados em ampliar a participação da sociedade no debate sobre o futuro do Distrito Federal, o Movimento Justiça e Cidadania vem se consolidando como espaço de diálogo entre advocacia, poder público, setor produtivo, terceiro setor e sociedade civil.

Com forte presença da advocacia, o Movimento parte da compreensão de que o conhecimento jurídico também deve estar a serviço da cidadania, contribuindo para a construção de políticas públicas, para o fortalecimento da segurança jurídica, para o desenvolvimento econômico e para a defesa dos interesses da população.

Dentro dessa proposta de ouvir lideranças e discutir projetos para Brasília, o vice-presidente do Movimento, Raone Lima, e os diretores Flávio Soares e Henri Pinheiro entrevistaram Sandro Avelar, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e candidato a deputado federal.

Sandro esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública do DF em dois períodos, entre 2011 e 2014 e novamente a partir de 2023, quando retornou ao comando da pasta no contexto posterior aos atos de 8 de janeiro. Sua plataforma de candidatura parte justamente dessa experiência: apresentar no Congresso propostas inspiradas em políticas e resultados de sua atuação na segurança pública do Distrito Federal.

A conversa abordou segurança pública, proteção às mulheres, tecnologia, educação, valorização dos servidores, combate à criminalidade, participação comunitária e defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

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“Segurança pública precisa chegar à vida real das pessoas”

Raone Lima – O senhor deixou a Secretaria de Segurança Pública depois de uma gestão marcada por indicadores históricos. Qual legado considera mais importante desse período?

Sandro Avelar – Segurança pública não pode ser avaliada apenas pelo discurso. Ela precisa ser medida pelo resultado que chega à população. Construímos um modelo baseado em integração das forças, inteligência, tecnologia, prevenção e decisões orientadas por dados.

Os resultados mostram que esse caminho funcionou. O Distrito Federal alcançou a menor taxa de homicídios dos últimos 48 anos. Em fevereiro de 2026, tivemos apenas cinco ocorrências, o menor número desde o início da série histórica, em 1977.

Mas nenhum secretário faz isso sozinho. Esses resultados pertencem também aos profissionais que trabalham diariamente para proteger a população.

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Tecnologia como instrumento de proteção

Flávio Soares – Uma das marcas da sua gestão foi o investimento em tecnologia. Como essa experiência pode ser ampliada a partir do Congresso Nacional?

Sandro Avelar – Tecnologia só faz sentido na segurança pública quando protege efetivamente o cidadão.

No Distrito Federal avançamos com o DF 360, integração de bases de dados, videomonitoramento, leitura inteligente de placas, reconhecimento facial e integração de câmeras particulares ao sistema de segurança. Levamos o videomonitoramento urbano para todas as regiões administrativas e iniciamos sua expansão para áreas rurais.

Como deputado federal, quero trabalhar para ampliar investimentos em inteligência artificial, integração de bancos de dados e sistemas de monitoramento. O objetivo não é simplesmente instalar câmeras. É utilizar tecnologia para localizar um veículo roubado, recuperar bens das vítimas, identificar criminosos e prevenir crimes.

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Proteção às mulheres

Henri Pinheiro – A violência contra a mulher continua sendo um dos grandes desafios da segurança pública. O que foi feito durante sua gestão e o que pode ser ampliado nacionalmente?

Sandro Avelar – Aprendemos que não podemos esperar a violência acontecer novamente para proteger uma mulher.

Criamos uma iniciativa que permite que, em situações de risco, a mulher vítima de violência doméstica possa sair do primeiro atendimento na delegacia já com um dispositivo de proteção, por meio do Viva Flor Administrativo.

É uma política que reduz o tempo de resposta e amplia a proteção da vítima. Quero trabalhar para que experiências eficientes como essa possam receber recursos federais e ser ampliadas, além de defender maior integração entre tecnologia, forças policiais e sistema de Justiça na proteção às mulheres.

O material da campanha registra ainda que o projeto recebeu reconhecimento em concurso de boas práticas de segurança pública e que nenhuma mulher atendida pelo programa foi morta até o momento indicado no documento.

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Escola também é política de segurança

Raone Lima – O senhor costuma relacionar educação e segurança pública. Como essa experiência se transforma em proposta para o mandato?

Sandro Avelar – Segurança não começa quando a viatura chega. Segurança também é prevenção e oportunidade.

Ampliamos as Escolas de Gestão Compartilhada de 10 para 25 unidades, alcançando cerca de 28 mil alunos, além de iniciativas como bandas de música, Escola de Campeões e Escola de Robótica.

Minha proposta é continuar ampliando esse modelo e buscar recursos para que as escolas de gestão compartilhada possam avançar para o ensino em tempo integral.

Não basta querer tirar uma criança da rua no período da tarde. É preciso oferecer escola, esporte, cultura, tecnologia e oportunidade.

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Valorização e proteção dos servidores

Flávio Soares – O senhor também coloca a valorização do servidor público e das forças de segurança entre as prioridades. O que pretende defender no Congresso?

Sandro Avelar – Servidor de Estado não é gasto; é investimento na continuidade dos serviços públicos.

Valorização de quem protege a população

Conheço essa realidade como delegado da Polícia Federal, como ex-presidente da associação nacional da categoria e como gestor da segurança pública.

Defendo uma valorização que vá além da remuneração: passa também pelo cuidado com a saúde dos servidores e pela garantia de proteção jurídica aos profissionais que respondem a processos judiciais ou administrativos em decorrência de atos praticados legitimamente no exercício de suas funções.

Ao longo da minha última gestão à frente da Segurança Pública do Distrito Federal, avançamos de forma concreta na valorização das forças de segurança, com reajustes remuneratórios que variaram entre 46,70% e 73% para integrantes da PCDF, PMDF e CBMDF.

Quem coloca a própria segurança em risco para proteger a sociedade precisa saber que o Estado estará ao seu lado. Um policial não pode cumprir corretamente seu dever e, depois, ser abandonado quando precisa se defender juridicamente por uma atuação funcional legítima.

Por isso, a plataforma do nosso mandato coloca entre seus pilares a valorização das carreiras de Estado e a proteção jurídica dos servidores, alcançando áreas essenciais como segurança, fiscalização, saúde, educação, controle e gestão.

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Combate ao crime e à impunidade

Henri Pinheiro – O gestor local consegue melhorar a polícia e investir em tecnologia, mas parte da legislação criminal depende do Congresso. O que precisa mudar?

Sandro Avelar – Precisamos enfrentar a sensação de impunidade com responsabilidade e legislação eficiente.

Quero discutir o cumprimento efetivo das penas, critérios relacionados às penas aplicadas, trabalho do preso, reparação do dano causado à vítima e utilização de bens provenientes do crime para fortalecer a própria segurança pública.

Também precisamos enfrentar com muito mais tecnologia crimes que afetam diretamente o cotidiano da população, como furto e receptação de celulares e cabos, além do enorme crescimento das fraudes e golpes virtuais.

O criminoso se modernizou. O Estado também precisa se modernizar.

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Pessoas desaparecidas e atuação humanizada

Raone Lima – Sua gestão também desenvolveu uma política voltada às pessoas desaparecidas. O que pode avançar nessa área?

Sandro Avelar – Poucas situações são tão angustiantes para uma família quanto não saber onde está uma pessoa querida.

Criamos a Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. Agora precisamos avançar na integração do banco de dados distrital com as bases nacionais e fortalecer mecanismos de localização.

É uma experiência do Distrito Federal que pode contribuir para a construção de uma política ainda mais integrada no país.

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Segurança construída junto com a comunidade

Flávio Soares – Os Conselhos Comunitários de Segurança aproximam a população das forças de segurança. O senhor pretende levar essa experiência para o debate nacional?

Sandro Avelar – Sim. Os CONSEGs demonstram que a população não precisa ser apenas destinatária da política pública. Ela pode participar de sua construção.

É dentro da comunidade que muitos problemas aparecem primeiro. Quero trabalhar no Congresso para fortalecer essas estruturas de participação comunitária e estimular a expansão desse modelo, inclusive nas áreas rurais.

O que foi construído no Distrito Federal pode servir de referência para outras unidades da Federação.

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Fundo Constitucional: uma pauta de Brasília no Congresso

Henri Pinheiro – Por que a defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal será uma das prioridades do seu mandato?

Sandro Avelar – Porque o Fundo Constitucional não é privilégio. Ele sustenta serviços essenciais para quem vive na capital do país.

Eu conheço essa realidade por dentro. Como secretário, administrei uma das áreas diretamente sustentadas pelo Fundo e participei das discussões relacionadas aos recursos necessários para manter e valorizar nossas forças.

No Congresso, quero atuar junto à bancada do Distrito Federal para impedir mudanças que reduzam a capacidade financeira do Fundo e defender os recursos destinados à segurança, saúde e educação.

Minha posição será clara: Brasília precisa de representantes que conheçam tecnicamente o Fundo Constitucional e estejam preparados para defendê-lo quando essa discussão chegar ao Congresso.

A plataforma estabelece como compromisso a manutenção do critério de correção do FCDF pela Receita Corrente Líquida da União e oposição a mecanismos que reduzam ou imponham travas ao crescimento dos recursos.

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Da experiência na gestão para o Congresso

Ao longo da entrevista conduzida por Raone Lima, Flávio Soares e Henri Pinheiro, Sandro Avelar apresenta uma candidatura construída principalmente sobre sua experiência à frente da segurança pública.

A lógica de sua plataforma é resumida em uma frase utilizada pelo próprio material de campanha: Como Secretário de Segurança eu já fiz. Como Deputado Federal, vou fazer mais.

Mais do que discutir segurança pública isoladamente, a conversa evidencia sua relação direta com cidadania, educação, proteção às mulheres, tecnologia, valorização dos servidores e defesa dos interesses do Distrito Federal no Congresso.

Para o Movimento Justiça e Cidadania, promover esse diálogo significa aproximar a advocacia e a sociedade daqueles que pretendem representar Brasília, permitindo que propostas sejam debatidas a partir de experiência, resultados e capacidade de execução.

Mensagem final de Sandro Avelar

Sandro Avelar – Brasília me deu a oportunidade de servir e de ajudar a construir uma segurança pública baseada em planejamento, integração, tecnologia e valorização das pessoas. Conheço os problemas do Distrito Federal porque participei diretamente do enfrentamento de muitos deles.

Quero levar essa experiência para a Câmara dos Deputados. Quero defender nossas forças de segurança, nossos servidores, nossas famílias, nossas mulheres, nossas crianças e os recursos que pertencem ao Distrito Federal.

Na segurança pública aprendi que resultado não se constrói sozinho. É preciso unir instituições, profissionais e sociedade em torno de objetivos comuns. É essa forma de trabalhar que pretendo levar para o Congresso: diálogo, firmeza, responsabilidade e compromisso com Brasília.

Eu não quero chegar ao Congresso para descobrir o que precisa ser feito. Quero chegar preparado para fazer mais pelo Distrito Federal e pelas pessoas que vivem aqui.