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terça-feira, maio 26, 2026
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Paula Belmonte homenageia 300 estudantes em sessão solene pelo aniversário de Brasília

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Evento que comemorou os 66 anos da capital teve como tema o protagonismo jovem na construção do futuro do Distrito Federal

Mais de 300 estudantes de escolas públicas e privadas que se destacam pela atuação dentro e fora de sala de aula foram homenageados pela deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), em sessão solene, nesta terça-feira (22), na Câmara Legislativa do DF. O evento, que marcou a comemoração do aniversário de 66 anos de Brasília, teve como tema o protagonismo jovem na construção do futuro da capital e reuniu autoridades, estudantes e representantes de diferentes instituições.

“O nosso amor por vocês é muito grande.” Foi com essa frase que Paula Belmonte abriu a sessão em um auditório lotado de jovens. Ela relembrou a própria trajetória de estudante e destacou sua ligação com a educação pública, afirmando que sua história pessoal fortalece sua defesa por mais oportunidades nas escolas. Para ela, reconhecer o esforço dos alunos não é apenas uma formalidade, mas uma prova de que esses jovens “estão começando uma trilha de sucesso”.

Em sua fala, a deputada ainda incentivou os estudantes a manterem vivos os sonhos. Para ela, o brilho no olhar que os pioneiros tinham quando chegaram ao Planalto Central, há quase 70 anos, deve ser o mesmo combustível usado pela juventude hoje para sonhar com um Distrito Federal com melhores oportunidades. “É tão bom sonhar porque a gente se projeta e o sonho traz pra gente a oportunidade da guarnição”, resumiu Paula, que é mãe de seis filhos.

Ao apontar para a mesa de convidados, composta majoritariamente por homens, Paula Belmonte ressaltou que, embora as duas mulheres presentes ali – além dela, Ana Cristina Kubitschek, neta do ex-presidente Juscelino Kubitschek e presidente do Memorial JK – pudessem valer por 20, ela deseja ver muito mais mulheres ocupando cargos de destaque. “O sonho é importante para nós, meninas”, pontuou a deputada, reforçando que a política precisa ser um lugar de equilíbrio e inclusão.

 

Também participou da cerimônia o bisneto de Juscelino Kubitschek, André Kubitschek, que reforçou o papel central da juventude no futuro do país. Em sua fala, destacou que “a próxima geração será a protagonista”, acrescentando que os jovens presentes serão “os futuros empresários, servidores e políticos que vão estar à frente do nosso país”. André ainda relembrou que Brasília nasceu da vontade política de brasileiros que ousaram sonhar com um novo Brasil e que, ao celebrar seus 66 anos, não se comemora apenas sua criação, mas também todas as lutas travadas por sua consolidação política e econômica.

Cidadania

Ao final da sessão, Paula Belmonte incentivou os jovens a tirarem o título de eleitor, a participarem ativamente das decisões da cidade e exercerem de fato a cidadania. Ela reforçou que ninguém deve desistir de Brasília, ideia que foi ecoada por Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que mencionou que a figura de Juscelino Kubitschek “não nos dá o direito de pensar pequeno”.

Ao encerrar a sessão solene, a deputada deixou uma mensagem de esperança e responsabilidade para a plateia conectada e atenta. Ela afirmou que Brasília nasceu para ser um lugar de esperança e que a construção da capital ainda está acontecendo dentro de cada cidadão. Para Paula, homenagear a juventude nos 66 anos da cidade é reafirmar o compromisso de que o futuro do DF depende da participação direta e apaixonada das novas gerações.

CLDF celebra os 66 anos de Brasília com homenagem a jovens protagonistas e exaltação ao legado de JK

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quarta-feira (22), uma sessão solene em comemoração aos 66 anos de Brasília, reunindo autoridades, educadores, estudantes e representantes da sociedade civil em um evento marcado por homenagens, reflexão histórica e projeções para o futuro da capital.

De iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a solenidade teve como tema “Brasília 66 anos: o protagonismo jovem para uma nova construção da capital” e contou com a premiação de centenas de estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, reconhecidos por sua liderança, engajamento e impacto em suas comunidades.

A mesa diretora foi composta por Anna Christina Kubitschek, presidente do Memorial JK; o empresário Paulo Octávio, vice-presidente do Memorial JK; André Kubitschek, CEO da Rede Plaza Brasília Hotéis; Daniel Rodrigues Souza, diretor financeiro do Sinepe-DF; Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); e o historiador Jorge Henrique Cartaxo, diretor do Instituto Histórico e Geográfico do DF.

*Valorização da juventude*

Durante a abertura, a deputada Paula Belmonte destacou o papel central dos jovens na construção do futuro da capital. Em sua fala, enfatizou a importância da educação como ferramenta de transformação social e incentivo ao protagonismo juvenil.

“A juventude de Brasília tem papel fundamental na construção do futuro da cidade. Precisamos abrir espaço para que esses jovens sonhem, se projetem e participem das soluções para os desafios atuais”, afirmou.

A parlamentar também ressaltou sua trajetória na rede pública de ensino e reforçou a necessidade de investimento contínuo na educação como base para o desenvolvimento da sociedade.

Representando o setor educacional, Daniel Rodrigues Souza destacou que a homenagem vai além do desempenho acadêmico. “Estamos reconhecendo o espírito de liderança, o engajamento e a capacidade de transformação desses jovens. Esse é um investimento direto no futuro da nossa cidade”, afirmou.

*Brasília como projeto de nação*

Em um dos discursos centrais da cerimônia, André Kubitschek ressaltou o papel estratégico de Brasília na história do Brasil. Ele destacou que a capital foi concebida como parte de um projeto nacional de desenvolvimento, integração territorial e modernização econômica.

“Brasília representa uma convergência de forças políticas e humanas, um símbolo do espírito empreendedor brasileiro. Foi pensada como eixo de desenvolvimento e instrumento de integração nacional”, afirmou.

Ao relembrar o legado de Juscelino Kubitschek, André reforçou valores como diálogo, coragem e visão de futuro, além de fazer um apelo à juventude.

“Vocês serão os líderes do amanhã. Cabe a vocês dar continuidade a esse projeto, com responsabilidade e compromisso com o país”, declarou.

*Orgulho candango e responsabilidade coletiva*

O empresário Paulo Octávio emocionou o público ao relembrar sua trajetória em Brasília e reforçar o sentimento de pertencimento à cidade. “Eu tenho orgulho de ser candango. Brasília precisa do amor e do compromisso de cada um de nós. Cada cidadão tem um papel na construção do futuro da capital”, destacou.

Ele também enfatizou o papel da educação na formação cidadã e a importância de preservar a memória histórica da cidade, especialmente por meio de espaços como o Memorial JK.n “Brasília é uma das maiores epopeias do século XX. Cabe a nós honrar essa história e continuar construindo uma cidade melhor para todos”, afirmou.

Em sua participação, Ricardo Cappelli ressaltou a importância de conectar o legado histórico de Brasília aos desafios contemporâneos, como inovação, tecnologia e desenvolvimento sustentável. “Mais importante do que o concreto foi o espírito de coragem e ousadia que construiu Brasília. Esse é o exemplo que deve nos guiar diante dos desafios atuais”, disse.

Ele também destacou a necessidade de valorizar a memória histórica do Distrito Federal como instrumento de formação e inspiração para as novas gerações.

*Celebração e reconhecimento*

Encerrando a solenidade, Paula Belmonte reforçou que celebrar o aniversário de Brasília é também renovar o compromisso com o futuro da cidade. “O brilho nos olhos daqueles que construíram Brasília precisa continuar vivo nos jovens de hoje. Ainda estamos construindo essa capital”, afirmou.

Após a cerimônia, foi realizada a entrega da Moção de Louvor Geração Brasília: Jovens que Transformam, com a participação de Anna Christina Kubitschek, reconhecendo estudantes que se destacam por seu protagonismo e contribuição social.

Brasília 66 anos: concreto, sonho e bem-estar

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A capital do Brasil foi transferida do litoral para o centro do país com o objetivo de promover o desenvolvimento nacional.

E é interessante observar que, hoje em dia, passou-se a vincular o conceito de desenvolvimento à sensação de “felicidade”. Vou me permitir a liberdade poética de dizer, então, que Brasília foi criada para sermos felizes aqui.
Já disse algumas vezes que sou da escola de Ariano Suassuna: um realista esperanço. Fique claro, portanto, que não falo aqui de uma felicidade de final feliz de contos de fada. Refiro-me à felicidade no contexto do desenvolvimento sustentável das comunidades humanas e da realização do potencial humano, intimamente ligado ao bem-estar social e ao atendimento das necessidades básicas, como segurança, educação e saúde.
E, nesse sentido, a poesia pôs os pés na realidade.

O traçado futurista dos projetos de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer se encontra com esse conceito de felicidade – tanto nas formas arrojadas dos prédios de arquitetura brutalista dos monumentos da capital, na harmonia da integração da cidade com o cerrado, quanto na elaboração de políticas públicas e oferta de serviços que garantem bem-estar.

Fico satisfeito, como médico e cidadão, de participar desse movimento para dar às pessoas uma melhor condição de vida. E isso tanto dentro do consultório quanto ao exercer um papel fiscalizador e propositivo em relação à saúde pública do Distrito Federal.

São as experiências, interações e relações humanas, mais do que o concreto de nossos monumentos, que fazem de Brasília ser a cidade que amamos, que boa parte de nós, que nascemos em outras partes do Brasil e do mundo, adotou como lar. Por isso, temos o privilégio de participar da construção desse ideal de felicidade, de bem-estar.

De fato, em relação ao resto do país e em relação a boa parte do mundo, temos, no geral, uma condição de vida invejável: níveis de renda, educação e sensação de segurança acima da média nacional; na saúde, a maior concentração de médicos por habitante do país, e um por de sol lindo para ver no fim do dia. Não fechamos os olhos para o fato de que há muito em que avançar, erros a corrigir e benefícios a distribuir de forma mais justa. Mas é fato que somos privilegiados. Cabe-nos preservar o que temos e evoluir tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo.

Brasília chega aos 66 anos, resultado de um sonho, ainda como representação de esperança por um futuro melhor e pela felicidade possível. É a nossa cidade, que hora nos passa a sensação de tranquilidade, hora de estar pulsando e se expandindo. Somos parte dela e, ao mesmo tempo, participantes de seu crescimento. Brasília tem um pé no concreto, outro no sonho. Que a felicidade, o bem-estar de cada brasiliense de berço e de coração, sejam o pavimento para a construção desse futuro. Parabéns, Brasília!

Gutemberg Fialho , Presidente do Sindicato dos Médicos do DF

Soho Plaza Hotel será inaugurado nesta terça-feira (21) em Águas Claras

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Novo empreendimento da Plaza Brasília Hotéis aposta em conceito moderno e estrutura completa para hóspedes corporativos e famílias

A rede Plaza Brasília Hotéis inaugura o Soho Plaza Hotel, nesta terça-feira (21), a partir das 11h. O mais novo empreendimento hoteleiro de Águas Claras já está em operação e chega ao mercado com a proposta de oferecer uma experiência de hospedagem prática, confortável e conectada ao ritmo urbano.

Localizado no mesmo complexo do Manhattan Shopping, o hotel integra um projeto arquitetônico planejado para reunir conveniência, mobilidade e serviços em um só lugar, consolidando-se como uma das opções mais completas da região.

O Soho Plaza Hotel conta com 116 apartamentos novos, com metragens entre 37m² e 42m², além de suítes duplex de até 55m². Os espaços foram projetados para garantir funcionalidade e conforto, com ambientes bem definidos que incluem quarto, sala e copa, proporcionando uma estada mais fluida tanto para curtas quanto longas permanências.

Desenvolvido dentro da linha facility da rede, o empreendimento é voltado para viajantes dinâmicos que valorizam autonomia e eficiência. A proposta atende diferentes perfis de público, desde executivos até famílias que buscam praticidade sem abrir mão do bem-estar.

Entre os diferenciais, o hotel oferece uma estrutura completa de lazer e comodidade, com lounge na cobertura, academia, piscina e sauna, reforçando o conceito de hospedagem que alia conforto e qualidade de vida.

Inserido em uma das regiões mais modernas e em crescimento do Distrito Federal, o Soho Plaza Hotel reforça o potencial de Águas Claras como polo urbano estratégico, oferecendo uma estada inteligente e integrada às necessidades do dia a dia. As reservas já estão disponíveis desde o dia 14 de abril, por meio do site oficial da rede.

O poder invisível: como a consciência molda governos, ideologias e estratégias de domínio

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Desde os primeiros registros de organização social, a busca pela origem do poder tem sido uma obsessão recorrente entre líderes, filósofos e estrategistas. O que torna um indivíduo capaz de comandar multidões, subjugar nações ou instaurar ideologias duradouras? Muitos atribuíram essa capacidade à força militar — da espada romana aos tanques soviéticos. Outros viram na tradição o esteio da autoridade, como Max Weber ao discutir a dominação tradicional, carismática e legal-racional. Houve ainda quem colocasse a informação e o discurso como armas supremas — vide a “retórica do poder” que encantou Sócrates, confundiu os sofistas e serviu de munição para políticos modernos. Mas há uma camada anterior a todas essas manifestações: a consciência.

 

Essa instância íntima, silenciosa e invisível, que opera dentro de cada ser humano, é onde de fato germina o poder. Michel Foucault, ao estudar as formas de poder disciplinar e biopolítico, mostrou como o controle da mente e dos corpos é muito mais eficaz do que o mero uso da força. Governar não é apenas ordenar: é moldar percepções, desejos e resistências. E isso só se torna possível porque a consciência humana é, por natureza, plástica e influenciável.

Nicolau Maquiavel, por exemplo, entendia que o príncipe ideal não era aquele que apenas impunha sua vontade, mas aquele que compreendia o espírito de seu tempo e se adaptava à consciência coletiva de seus súditos. O sucesso político, nesse sentido, não se constrói apenas sobre ações visíveis, mas sobre a manipulação sutil daquilo que as pessoas acreditam ser certo, justo ou inevitável. O domínio não começa nos palácios — começa na mente.

É por isso que regimes autoritários investem tanto na propaganda e na reescrita da história: não basta calar as vozes opositoras, é preciso moldar o que as pessoas pensam sobre elas mesmas e sobre o mundo. Hannah Arendt alertava para o poder destrutivo da mentira organizada, onde o real cede espaço à narrativa imposta — e, com isso, a consciência do indivíduo vai sendo minada até que o poder externo seja internalizado como natural.

Mesmo em democracias, o jogo político está longe de ser puramente racional. Estratégias eleitorais eficazes são aquelas que conseguem dialogar com os medos, os sonhos e as identidades mais profundas da população. Não se trata de convencer pela lógica, mas de ocupar o imaginário. Antonio Gramsci chamava isso de “hegemonia cultural” — o processo pelo qual um grupo dominante conquista o consenso e naturaliza sua visão de mundo, tornando-a quase invisível. E esse consenso só é possível porque atua sobre a consciência.

Se há algo que a história política demonstra com clareza é que o poder duradouro não se impõe — ele é introjetado. Os grandes estrategistas do poder sempre entenderam que controlar as ideias, os símbolos e os sentimentos é mais eficaz do que controlar exércitos. A mente humana é o território decisivo de todas as batalhas políticas, ainda que isso raramente seja reconhecido. E é nesse silêncio interior, aparentemente inofensivo, que se decidem as lealdades, as revoltas, as obediências e os pactos sociais.

Do discurso à ação: o que esperamos de uma nova gestão na Saúde

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speramos uma postura nova do Governo do Distrito Federal em relação à gestão da Saúde que vá além do anúncio de que a Saúde passou a ser prioritária – o que é importante, mas que todos nós estamos habituados a ouvir nos discursos políticos, especialmente em ano eleitoral.
Isso não ocorreu nos dois mandatos de Ibaneis Rocha, que foi avesso ao diálogo com os servidores públicos. Conversou até o segundo turno das eleições de 2018 – depois, trancou-se no gabinete e foi tocar obras, seguindo o antigo roteiro do político que entrega pistas e viadutos vistosos. Digo isso para ficar claro que eu considero mais importante a vida e a saúde das pessoas que vivem na cidade do que o asfalto dela.
Enfim, o fato é que o GDF tem o dever de entregar à população um serviço público de saúde que funcione de forma eficiente e com boa qualidade. E o servidor público da saúde é parte central para que esse resultado seja alcançado.
Vamos a um resumo da situação em que o ex-governador deixou a saúde: o contingenciamento do orçamento da Saúde se tornou prática recorrente. Em 2023, mais de R$ 400 milhões foram retirados do Fundo de Saúde. Em 2025, a área voltou a ser atingida. E este ano o corte ultrapassou R$ 1 bilhão.
Os hospitais acumulam desgastes estruturais, leitos de UTI foram fechados, a pediatria reduziu atendimentos e crianças ficaram sem assistência adequada. Exames de baixa, média e alta complexidade estão atrasados e gerando prejuízos à saúde de milhares de cidadãos do Distrito Federal e as filas de espera por cirurgias continuam imensas. Óbitos evitáveis são uma trágica rotina.
O que sugerimos à governadora nas primeiras conversas desde que assumiu o cargo foi reinventar a Secretaria de Saúde do DF – sair do plano dos anúncios de obras que serão entregues um dia para fazer a estrutura que já existe funcionar adequadamente desde já e não em um futuro indefinido.
*Esperamos melhores condições para dar assistência à população*
Para isso, apontamos que é necessário criar as condições de remuneração, de trabalho e de segurança e a realização de concursos públicos para o preenchimento dos postos de trabalho vagos na Saúde – refiro-me a servidores do quadro permanente. Só no caso dos médicos o déficit é de mais de 50% do quadro previsto. Sem médicos e demais profissionais de saúde, a construção de novas unidades de saúde não resolve nada.
Mas a saúde não espera e o sofrimento dos pacientes exige urgência e enquanto não chegam novos servidores da saúde, é preciso um plano emergencial para regularizar os atendimentos pendentes, para reduzir a espera pelos procedimentos represados: consultas, exames e cirurgias. Nós, pacientes e profissionais de saúde esperamos há tempos por medidas concretas pra acabar com as filas.
No âmbito administrativo, passou muito da hora de integrar os sistemas informatizados de toda a rede – quem está na ponta do atendimento perde muito tempo pulando de um sistema para outro para acessar os prontuários e fazer todos os encaminhamentos necessários em cada um dos atendimentos – é preciso otimizar o tempo dos médicos e demais profissionais de saúde e dedicá-lo mais ao paciente do que à burocracia.
A estrutura administrativa da Secretaria de Saúde também tem que ser aperfeiçoada, com reavaliação das coordenações, das competências dos diretores de hospitais, maior autonomia para quem precisa tomar decisões. Tem que ser elaborado e dado ao conhecimento público o cronograma de construções e reformas nas unidades públicas de saúde.
Estamos negociando a inclusão no orçamento dos recursos necessários para a reformulação do plano de carreira, cargos e salários e realização de concurso para o quadro permanente da Secretaria de Saúde.
*Esperamos um SUS funcionando plenamente no DF*
Sem a adoção de medidas adequadas e sem prioridade real, o sistema de saúde, que já está colapsado em larga escala, enfrentará o aumento do caos em curto espaço de tempo, gerando a necessidade de adoção de medidas paliativas urgentes que exigiriam um gasto maior de dinheiro dos cofres públicos do que seria necessário com medidas planejadas e executadas de forma eficiente.
Os desafios acumulados ao longo dos anos são grandes, o orçamento deste ano já delimitou possibilidades de ação e, sendo um ano eleitoral, outras limitações de ação se impõem. Nem por isso se pode deixar de tomar as medidas necessárias para valorizar os servidores e melhorar a assistência aos usuários do SUS no DF.