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Primavera transforma paisagens brasileiras em convites para viajar

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Da Cidade das Flores a destinos de ecoturismo e parques urbanos, estação favorece roteiros ao ar livre e experiências em meio à natureza

A chegada da primavera, em 22 de setembro, muda a paisagem e também inspira novas formas de viajar pelo Brasil. Com temperaturas mais agradáveis em diferentes regiões, a estação favorece programas ao ar livre e coloca em evidência destinos onde jardins, campos floridos, parques e áreas naturais fazem parte da experiência. Para quem busca viagens que combinem contato com a natureza e cenários fotogênicos, o período é uma oportunidade de redescobrir destinos nacionais sob novas cores.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Holambra (SP). Conhecida como Cidade das Flores, a cidade do interior paulista tem sua identidade diretamente ligada ao cultivo de flores e plantas ornamentais. Na primavera, os campos de produção e os espaços dedicados à floricultura ganham ainda mais destaque e ajudam a transformar a paisagem em um dos principais cartões-postais da região. A cidade também preserva referências da imigração holandesa, que aparecem na arquitetura, na gastronomia e em atrações como o Moinho Povos Unidos.

“A primavera traz um ritmo muito interessante para o turismo porque convida o viajante a desacelerar e a aguçar os sentidos. Para além da mudança no clima, o florescer da paisagem remodela o destino e os que já têm uma forte relação com a natureza ganham um encanto adicional, uma atmosfera diferenciada, combinando luz agradável, cores, aromas no ar e transformam atividades ao ar livre ou uma simples contemplação em uma experiência de bem-estar.”, afirma Ana de Mattos Brito, Head da Zarpo, agência de viagens online premium do Grupo Bancorbrás.

A experiência, no entanto, não se restringe a Holambra. Em Campos do Jordão (SP), tradicionalmente associado ao inverno, a primavera oferece outra perspectiva da Serra da Mantiqueira. Hortênsias e outras espécies ornamentais aparecem em diferentes pontos da cidade, enquanto trilhas, passeios de bicicleta e atividades de aventura ampliam as possibilidades para quem deseja aproveitar os dias fora dos ambientes fechados.

Já Curitiba (PR) combina a chegada da estação com uma extensa oferta de áreas verdes. Conhecida como Cidade Jardim, a capital paranaense reúne parques e bosques que permitem explorar a cidade caminhando, pedalando ou simplesmente contemplando a paisagem. O Jardim Botânico, com sua estufa de vidro, é um dos principais símbolos locais, enquanto espaços como o Bosque Alemão e a Ópera de Arame mostram como natureza e urbanismo podem dividir o mesmo cenário.

Para quem prefere uma experiência mais ligada ao ecoturismo, Bonito (MS) apresenta uma primavera diferente, marcada pela combinação entre vegetação, rios de águas cristalinas e atividades de contato direto com a natureza. A região é conhecida por experiências como flutuação, mergulho e visitas a grutas, enquanto o período também coincide com o florescimento dos ipês, adicionando novas cores à paisagem.

A estação também pode favorecer viagens de curta duração, especialmente para destinos próximos aos grandes centros. O movimento acompanha uma tendência observada no mercado de viagens, com consumidores buscando oportunidades de viajar ao longo do ano, inclusive em períodos fora das férias tradicionais. A combinação entre clima mais ameno, natureza em evidência e maior possibilidade de realizar atividades externas amplia o leque de opções para viagens de diferentes perfis.

“Existe uma tendência de valorizar cada vez mais aquilo que torna uma viagem uma experiência inesquecível. Viajar nesta época do ano é escolher viver a estética dos lugares em seu momento mais vibrante. Em destinos como esses, o visitante não está apenas conhecendo uma cidade, ou desfrutando de um hotel, a própria natureza passa a ser protagonista do roteiro”, finaliza Ana.

Eixo Monumental

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Movimento Justiça e Cidadania entrevista Sandro Avelar sobre segurança pública, cidadania e os desafios do Distrito Federal no Congresso.

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Em conversa com Raone Lima, Flávio Soares e Henri Pinheiro, ex-secretário de Segurança Pública do DF apresenta resultados de sua gestão e defende levar ao Congresso experiências implementadas em Brasília

Criado a partir da mobilização de advogados e cidadãos interessados em ampliar a participação da sociedade no debate sobre o futuro do Distrito Federal, o Movimento Justiça e Cidadania vem se consolidando como espaço de diálogo entre advocacia, poder público, setor produtivo, terceiro setor e sociedade civil.

Com forte presença da advocacia, o Movimento parte da compreensão de que o conhecimento jurídico também deve estar a serviço da cidadania, contribuindo para a construção de políticas públicas, para o fortalecimento da segurança jurídica, para o desenvolvimento econômico e para a defesa dos interesses da população.

Dentro dessa proposta de ouvir lideranças e discutir projetos para Brasília, o vice-presidente do Movimento, Raone Lima, e os diretores Flávio Soares e Henri Pinheiro entrevistaram Sandro Avelar, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e candidato a deputado federal.

Sandro esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública do DF em dois períodos, entre 2011 e 2014 e novamente a partir de 2023, quando retornou ao comando da pasta no contexto posterior aos atos de 8 de janeiro. Sua plataforma de candidatura parte justamente dessa experiência: apresentar no Congresso propostas inspiradas em políticas e resultados de sua atuação na segurança pública do Distrito Federal.

A conversa abordou segurança pública, proteção às mulheres, tecnologia, educação, valorização dos servidores, combate à criminalidade, participação comunitária e defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

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“Segurança pública precisa chegar à vida real das pessoas”

Raone Lima – O senhor deixou a Secretaria de Segurança Pública depois de uma gestão marcada por indicadores históricos. Qual legado considera mais importante desse período?

Sandro Avelar – Segurança pública não pode ser avaliada apenas pelo discurso. Ela precisa ser medida pelo resultado que chega à população. Construímos um modelo baseado em integração das forças, inteligência, tecnologia, prevenção e decisões orientadas por dados.

Os resultados mostram que esse caminho funcionou. O Distrito Federal alcançou a menor taxa de homicídios dos últimos 48 anos. Em fevereiro de 2026, tivemos apenas cinco ocorrências, o menor número desde o início da série histórica, em 1977.

Mas nenhum secretário faz isso sozinho. Esses resultados pertencem também aos profissionais que trabalham diariamente para proteger a população.

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Tecnologia como instrumento de proteção

Flávio Soares – Uma das marcas da sua gestão foi o investimento em tecnologia. Como essa experiência pode ser ampliada a partir do Congresso Nacional?

Sandro Avelar – Tecnologia só faz sentido na segurança pública quando protege efetivamente o cidadão.

No Distrito Federal avançamos com o DF 360, integração de bases de dados, videomonitoramento, leitura inteligente de placas, reconhecimento facial e integração de câmeras particulares ao sistema de segurança. Levamos o videomonitoramento urbano para todas as regiões administrativas e iniciamos sua expansão para áreas rurais.

Como deputado federal, quero trabalhar para ampliar investimentos em inteligência artificial, integração de bancos de dados e sistemas de monitoramento. O objetivo não é simplesmente instalar câmeras. É utilizar tecnologia para localizar um veículo roubado, recuperar bens das vítimas, identificar criminosos e prevenir crimes.

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Proteção às mulheres

Henri Pinheiro – A violência contra a mulher continua sendo um dos grandes desafios da segurança pública. O que foi feito durante sua gestão e o que pode ser ampliado nacionalmente?

Sandro Avelar – Aprendemos que não podemos esperar a violência acontecer novamente para proteger uma mulher.

Criamos uma iniciativa que permite que, em situações de risco, a mulher vítima de violência doméstica possa sair do primeiro atendimento na delegacia já com um dispositivo de proteção, por meio do Viva Flor Administrativo.

É uma política que reduz o tempo de resposta e amplia a proteção da vítima. Quero trabalhar para que experiências eficientes como essa possam receber recursos federais e ser ampliadas, além de defender maior integração entre tecnologia, forças policiais e sistema de Justiça na proteção às mulheres.

O material da campanha registra ainda que o projeto recebeu reconhecimento em concurso de boas práticas de segurança pública e que nenhuma mulher atendida pelo programa foi morta até o momento indicado no documento.

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Escola também é política de segurança

Raone Lima – O senhor costuma relacionar educação e segurança pública. Como essa experiência se transforma em proposta para o mandato?

Sandro Avelar – Segurança não começa quando a viatura chega. Segurança também é prevenção e oportunidade.

Ampliamos as Escolas de Gestão Compartilhada de 10 para 25 unidades, alcançando cerca de 28 mil alunos, além de iniciativas como bandas de música, Escola de Campeões e Escola de Robótica.

Minha proposta é continuar ampliando esse modelo e buscar recursos para que as escolas de gestão compartilhada possam avançar para o ensino em tempo integral.

Não basta querer tirar uma criança da rua no período da tarde. É preciso oferecer escola, esporte, cultura, tecnologia e oportunidade.

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Valorização e proteção dos servidores

Flávio Soares – O senhor também coloca a valorização do servidor público e das forças de segurança entre as prioridades. O que pretende defender no Congresso?

Sandro Avelar – Servidor de Estado não é gasto; é investimento na continuidade dos serviços públicos.

Valorização de quem protege a população

Conheço essa realidade como delegado da Polícia Federal, como ex-presidente da associação nacional da categoria e como gestor da segurança pública.

Defendo uma valorização que vá além da remuneração: passa também pelo cuidado com a saúde dos servidores e pela garantia de proteção jurídica aos profissionais que respondem a processos judiciais ou administrativos em decorrência de atos praticados legitimamente no exercício de suas funções.

Ao longo da minha última gestão à frente da Segurança Pública do Distrito Federal, avançamos de forma concreta na valorização das forças de segurança, com reajustes remuneratórios que variaram entre 46,70% e 73% para integrantes da PCDF, PMDF e CBMDF.

Quem coloca a própria segurança em risco para proteger a sociedade precisa saber que o Estado estará ao seu lado. Um policial não pode cumprir corretamente seu dever e, depois, ser abandonado quando precisa se defender juridicamente por uma atuação funcional legítima.

Por isso, a plataforma do nosso mandato coloca entre seus pilares a valorização das carreiras de Estado e a proteção jurídica dos servidores, alcançando áreas essenciais como segurança, fiscalização, saúde, educação, controle e gestão.

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Combate ao crime e à impunidade

Henri Pinheiro – O gestor local consegue melhorar a polícia e investir em tecnologia, mas parte da legislação criminal depende do Congresso. O que precisa mudar?

Sandro Avelar – Precisamos enfrentar a sensação de impunidade com responsabilidade e legislação eficiente.

Quero discutir o cumprimento efetivo das penas, critérios relacionados às penas aplicadas, trabalho do preso, reparação do dano causado à vítima e utilização de bens provenientes do crime para fortalecer a própria segurança pública.

Também precisamos enfrentar com muito mais tecnologia crimes que afetam diretamente o cotidiano da população, como furto e receptação de celulares e cabos, além do enorme crescimento das fraudes e golpes virtuais.

O criminoso se modernizou. O Estado também precisa se modernizar.

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Pessoas desaparecidas e atuação humanizada

Raone Lima – Sua gestão também desenvolveu uma política voltada às pessoas desaparecidas. O que pode avançar nessa área?

Sandro Avelar – Poucas situações são tão angustiantes para uma família quanto não saber onde está uma pessoa querida.

Criamos a Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. Agora precisamos avançar na integração do banco de dados distrital com as bases nacionais e fortalecer mecanismos de localização.

É uma experiência do Distrito Federal que pode contribuir para a construção de uma política ainda mais integrada no país.

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Segurança construída junto com a comunidade

Flávio Soares – Os Conselhos Comunitários de Segurança aproximam a população das forças de segurança. O senhor pretende levar essa experiência para o debate nacional?

Sandro Avelar – Sim. Os CONSEGs demonstram que a população não precisa ser apenas destinatária da política pública. Ela pode participar de sua construção.

É dentro da comunidade que muitos problemas aparecem primeiro. Quero trabalhar no Congresso para fortalecer essas estruturas de participação comunitária e estimular a expansão desse modelo, inclusive nas áreas rurais.

O que foi construído no Distrito Federal pode servir de referência para outras unidades da Federação.

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Fundo Constitucional: uma pauta de Brasília no Congresso

Henri Pinheiro – Por que a defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal será uma das prioridades do seu mandato?

Sandro Avelar – Porque o Fundo Constitucional não é privilégio. Ele sustenta serviços essenciais para quem vive na capital do país.

Eu conheço essa realidade por dentro. Como secretário, administrei uma das áreas diretamente sustentadas pelo Fundo e participei das discussões relacionadas aos recursos necessários para manter e valorizar nossas forças.

No Congresso, quero atuar junto à bancada do Distrito Federal para impedir mudanças que reduzam a capacidade financeira do Fundo e defender os recursos destinados à segurança, saúde e educação.

Minha posição será clara: Brasília precisa de representantes que conheçam tecnicamente o Fundo Constitucional e estejam preparados para defendê-lo quando essa discussão chegar ao Congresso.

A plataforma estabelece como compromisso a manutenção do critério de correção do FCDF pela Receita Corrente Líquida da União e oposição a mecanismos que reduzam ou imponham travas ao crescimento dos recursos.

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Da experiência na gestão para o Congresso

Ao longo da entrevista conduzida por Raone Lima, Flávio Soares e Henri Pinheiro, Sandro Avelar apresenta uma candidatura construída principalmente sobre sua experiência à frente da segurança pública.

A lógica de sua plataforma é resumida em uma frase utilizada pelo próprio material de campanha: Como Secretário de Segurança eu já fiz. Como Deputado Federal, vou fazer mais.

Mais do que discutir segurança pública isoladamente, a conversa evidencia sua relação direta com cidadania, educação, proteção às mulheres, tecnologia, valorização dos servidores e defesa dos interesses do Distrito Federal no Congresso.

Para o Movimento Justiça e Cidadania, promover esse diálogo significa aproximar a advocacia e a sociedade daqueles que pretendem representar Brasília, permitindo que propostas sejam debatidas a partir de experiência, resultados e capacidade de execução.

Mensagem final de Sandro Avelar

Sandro Avelar – Brasília me deu a oportunidade de servir e de ajudar a construir uma segurança pública baseada em planejamento, integração, tecnologia e valorização das pessoas. Conheço os problemas do Distrito Federal porque participei diretamente do enfrentamento de muitos deles.

Quero levar essa experiência para a Câmara dos Deputados. Quero defender nossas forças de segurança, nossos servidores, nossas famílias, nossas mulheres, nossas crianças e os recursos que pertencem ao Distrito Federal.

Na segurança pública aprendi que resultado não se constrói sozinho. É preciso unir instituições, profissionais e sociedade em torno de objetivos comuns. É essa forma de trabalhar que pretendo levar para o Congresso: diálogo, firmeza, responsabilidade e compromisso com Brasília.

Eu não quero chegar ao Congresso para descobrir o que precisa ser feito. Quero chegar preparado para fazer mais pelo Distrito Federal e pelas pessoas que vivem aqui.

ENTREVISTA | CANDIDATO MAURO RUBEM

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  1. Deputado, sua trajetória política é marcada pela defesa dos trabalhadores e dos serviços públicos. Como essa história chegou à Assembleia Legislativa?

Minha trajetória é de luta. Sou cirurgião-dentista, especialista em Saúde Pública e servidor público. Fui vereador por Goiânia, presidente do SindSaúde, da CUT Goiás e hoje exerço meu quarto mandato como deputado estadual. Não entrei na política para fazer negócio ou buscar privilégio. Entrei para defender quem trabalha, quem precisa do SUS, da escola pública, da moradia e de um Estado a serviço da população.

  1. O que o mandato já entregou de concreto para Goiás?

Nosso trabalho reúne mais de 150 projetos de lei, quase 200 requerimentos e leis aprovadas em áreas importantes. Também destinamos emendas para mais de 60 municípios. São recursos para saúde, educação, cultura, universidades e entidades sociais. Foram R$ 9,9 milhões para a saúde e R$ 15,8 milhões para a educação. Destinamos também mais R$ 1,5 milhão para a arte, a cultura e a educação popular nas periferias, por meio do Cidade Viva, projeto que idealizamos ainda em 2023.

  1. O senhor também ficou conhecido pela fiscalização. Como foi essa atuação?Minha atuação na fiscalização foi concreta, enfrentando interesses poderosos e cobrando resultados. Na saúde, questionei contratos das Organizações Sociais (OSs), incluindo repasses, dívidas, pessoal, cumprimento de metas e transparência. Denunciamos problemas na Farmácia Municipal de Goiânia, onde medicamentos eram armazenados em temperatura inadequada, situação corrigida após a cobrança do mandato e do Ministério Público. Também atuei contra o contrato de R$ 9 milhões entre a Prefeitura e o SESI, cobrando a realização das perícias médicas dos servidores. No caso do Fundeinfra/IFAG, a atuação junto ao PT Nacional levou ao questionamento das leis no STF, que suspendeu as normas e bloqueou R$ 2,5 bilhões do fundo, que vinham sendo utilizados para executar obras sem licitação. Também enfrentamos a privatização da Saneago, a suspensão de benefícios do IPASGO Saúde e irregularidades no SAMU, casos que resultaram em investigações do Ministério Público, da Polícia Federal e da CGU.
  2. O governo Caiado foi um dos principais alvos dessa fiscalização. Por quê?

Porque o governo Caiado tentou vender uma imagem de eficiência enquanto avançava sobre aquilo que é público. Enfrentamos a tentativa de privatização da Saneago, questionamos contratos e modelos de gestão na saúde, fiscalizamos recursos públicos e denunciamos medidas contra trabalhadores e a população. Não aceitamos que o patrimônio do povo seja tratado como negócio.

  1. O senhor fala em “coragem para enfrentar os poderosos”. Onde isso apareceu de forma concreta?

Apareceu quando enfrentamos os interesses da família Caiado e seus aliados. Foi na defesa da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, ameaçada de perder seu território. Foi nas denúncias sobre contratos e recursos públicos. E foi quando levamos à PGR, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Direitos Humanos a defesa de uma investigação independente sobre o caso Fábio Escobar. Também enfrentamos a tentativa de privatização da Saneago.

  1. Essa fiscalização também chegou à Prefeitura de Goiânia?

Sim. No caso do Limpa Gyn, entramos na Justiça para questionar o contrato do consórcio. A Justiça reconheceu irregularidades, determinou a anulação do contrato e uma nova licitação. Isso mostra que fiscalização séria produz resultado, seja contra o governo estadual ou municipal.

  1. Qual é a importância de reeleger Lula e fortalecer o “Time do Lula” em Goiás?

Reeleger Lula é fundamental para manter o Brasil no caminho da democracia, da justiça social, do investimento em saúde, educação e geração de emprego. Goiás também precisa estar alinhado a esse projeto. Por isso, precisamos fortalecer o Time do Lula e eleger representantes comprometidos com esse projeto. Minha candidatura à reeleição faz parte dessa construção: um mandato popular, de luta e com coragem para enfrentar os poderosos.

 

 

Temporada de baleias movimenta turismo de observação e coloca litoral brasileiro no radar dos viajantes

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De junho a novembro, diferentes regiões do país oferecem oportunidades para observar baleias-jubartes e baleias-francas em seu habitat natural

O encontro com baleias em alto-mar, na costa ou mesmo a partir de mirantes vem ganhando espaço entre as experiências de turismo de natureza no Brasil. Entre junho e novembro, diferentes pontos do litoral nacional recebem espécies que migram para águas brasileiras em períodos de reprodução e cuidado com os filhotes, criando oportunidades para viajantes acompanharem de perto um dos espetáculos mais marcantes da vida marinha.

Conhecido internacionalmente como whale watching, o turismo de observação de baleias já é praticado em mais de 100 países e territórios. Quando realizado de maneira responsável, com respeito à legislação e aos protocolos de aproximação dos animais, a atividade alia lazer, educação ambiental e geração de renda para comunidades locais. No Brasil, destinos de diferentes regiões oferecem experiências que vão de passeios embarcados a pontos de observação em terra firme.

Para Ana de Mattos Brito, Head da Zarpo, agência de viagens online premium do Grupo Bancorbrás, o interesse por experiências ligadas à natureza acompanha uma busca crescente dos viajantes por roteiros que proporcionem momentos de conexão e descoberta. “A temporada de baleias é um ótimo exemplo de como uma viagem pode ir além de conhecer um destino. É uma experiência que envolve contemplação, contato com a natureza e a possibilidade de presenciar um comportamento que não faz parte do cotidiano da maioria das pessoas. O litoral brasileiro tem condições privilegiadas para esse tipo de turismo”, afirma.

Cinco destinos brasileiros para observar baleias:

Ilhabela (SP)

No litoral norte paulista, as baleias-jubarte costumam aparecer durante os meses de inverno, principalmente entre maio e agosto, com maior concentração de registros em junho e julho. Passeios embarcados ampliam as possibilidades de avistamento em áreas próximas ao sul da ilha, enquanto mirantes também podem proporcionar momentos de observação em terra.

Rio de Janeiro (RJ)

Cartões-postais cariocas também podem servir de cenário para o avistamento de baleias-jubarte. Entre junho e agosto, durante o período de passagem desses animais pelo litoral fluminense, há possibilidade de observação em regiões como as Ilhas Cagarras, a Praia Vermelha e São Conrado. Passeios náuticos e atividades voltadas à observação da fauna marinha são alternativas para quem deseja aumentar as chances de encontrar os animais. A experiência ainda permite contemplar a paisagem do Rio a partir do mar.

Vitória (ES)

O litoral capixaba recebe baleias-jubarte entre junho e novembro, período em que os animais migram para águas mais quentes para reprodução e criação dos filhotes. A proximidade das áreas de ocorrência em relação à costa favorece tanto a observação embarcada quanto a partir de pontos do litoral.

Praia do Forte (BA)

Entre julho e outubro, as águas próximas à Praia do Forte, no litoral baiano, tornam-se cenários para a passagem das baleias-jubarte. O destino é uma das referências nacionais para quem deseja realizar passeios de observação, com embarcações que seguem para áreas onde os animais costumam ser encontrados.

Imbituba (SC)

No litoral sul de Santa Catarina, a protagonista é a baleia-franca-austral. Entre agosto e novembro, mães e filhotes podem ser observados próximos à costa, especialmente em praias e enseadas de Imbituba. Setembro costuma concentrar um número expressivo de avistamentos.

Diferentemente de outros destinos, a experiência pode acontecer sem embarcação: praias como Praia do Rosa, Ribanceira e Itapirubá oferecem pontos estratégicos para acompanhar os movimentos dos animais com o auxílio de binóculos.

A Zarpo realiza curadoria de hotéis e resorts e reúne, em seu site, opções em destinos que propiciam a observação de baleias. Para quem deseja viver essa experiência, a plataforma oferece a oportunidade de explorar de perto lugares que proporcionam contato com a natureza, turismo de observação responsável e contemplação da vida marinha , descobrindo a beleza e a diversidade de cada região sob uma lente singular.

Para mais informações basta acessar o site ou entrar em contato pelo telefone (11) 4118-0928.

Dia do Urologista: homens ainda chegam ao consultório quando doença já dá sinais Seconci-DF oferece atendimento urológico gratuito a trabalhadores da construção civil a partir dos 45 anos

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Esperar o corpo dar sinais de que alguma coisa não vai bem ainda é um comportamento comum entre os homens e pode atrasar a descoberta de doenças que poderiam ser identificadas e tratadas mais cedo. No Dia do Urologista, celebrado em 12 de setembro, o alerta é para a importância de transformar a consulta com o especialista em parte da rotina de cuidados. No Distrito Federal, trabalhadores da construção civil têm acesso gratuito a consultas e exames urológicos pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF), a partir dos 45 anos.

A urologia, porém, está longe de se restringir à próstata. O médico especialista é responsável por acompanhar a saúde do sistema urinário e também do sistema genital masculino, investigando desde alterações na urina e infecções até problemas relacionados à próstata, rins, bexiga, testículos, pênis e à função sexual. “Existe ainda uma associação muito forte entre urologista e câncer de próstata. Mas a atuação da especialidade é muito mais ampla. O acompanhamento médico permite avaliar diferentes aspectos da saúde urinária e genital e identificar alterações que, muitas vezes, o homem não percebe ou acaba considerando normais”, explica o gerente de Medicina do Seconci-DF, Maurício Carvalho.

Prevenção antes do sintoma

O problema de deixar a consulta para depois que surge uma queixa é que algumas doenças podem evoluir silenciosamente. É o caso do câncer de próstata, uma das principais preocupações relacionadas à saúde masculina. Por isso, a avaliação periódica permite que o médico indique, de acordo com a idade, histórico familiar e características de cada paciente, os exames necessários para acompanhar a saúde da próstata.

“O histórico familiar é um dos fatores de risco para o câncer de próstata. Quando há casos entre pai, irmãos ou tios, a chance de desenvolver a doença pode ser até oito vezes maior. Por isso, homens com esse histórico devem iniciar o acompanhamento preventivo a partir dos 45 anos”, explica o urologista do Seconci-DF, José Ribamar Machado Filho. “Os exames preventivos possibilitam identificar alterações em uma fase inicial, quando há mais possibilidades de tratamento eficiente e de cura. Quando a doença é diagnosticada precocemente, inclusive, pode ser indicado o tratamento cirúrgico. Por isso, o acompanhamento regular é tão importante”, acrescenta.

A importância desse acompanhamento também é percebida pelos próprios trabalhadores. Servente de obras da construtora Eleven, Dionisio Pereira conta que a experiência familiar reforçou a necessidade de não adiar os cuidados com a saúde.

“Perdi o meu pai com câncer de próstata porque ele tinha preconceito de procurar um médico. Quando ele foi procurar, não teve mais jeito, porque a doença já estava avançada. Eu faço sempre os meus exames preventivos através das consultas gratuitas do Seconci”, conta.

No Seconci-DF, o atendimento foi estruturado para facilitar esse acompanhamento. O trabalhador passa por exames que podem incluir PSA, ultrassonografia e fluxometria urinária, além de avaliações laboratoriais. Com os resultados, segue para a consulta com o urologista, que avalia o histórico clínico e os exames. Caso seja identificada alguma alteração, o paciente pode ser direcionado para investigação complementar.

A procura pelo serviço demonstra a relevância do acompanhamento especializado entre os trabalhadores. Em 2024, foram realizadas 986 consultas na área de urologia. Em 2025, foram 830 atendimentos e, de janeiro a julho de 2026, já foram contabilizadas 610 consultas.

Para o Técnico em Edificações da empresa Base Investimentos, Marcelo Correa, a consulta regular é importante especialmente a partir dos 45 anos.

“Os homens sofrem alterações na próstata, por isso é indispensável acompanhamento médico”, comenta.

Maurício Carvalho explica que o objetivo é facilitar o acesso à prevenção e não apenas atender quando o trabalhador já está doente.

“Quando conseguimos reunir exames e avaliação especializada, temos melhores condições de identificar alterações precocemente e orientar o paciente sobre os próximos passos”, afirma Maurício.

Serviço gratuito para trabalhadores

O atendimento urológico do Seconci-DF é oferecido sem custo aos trabalhadores da construção civil contratados por empresas parceiras da instituição, a partir dos 45 anos. Além da consulta, estão disponíveis exames como PSA, ultrassonografia e fluxometria, entre outros procedimentos urológicos.