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sábado, maio 30, 2026
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André Kubitschek se filia ao PL e reforça projeto político da sigla no Distrito Federal

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Evento reuniu lideranças nacionais e locais e marca aposta do partido em nome jovem para as próximas eleições_

A filiação de André Kubitschek ao Partido Liberal (PL) movimentou o cenário político do Distrito Federal e reuniu importantes lideranças da legenda na noite desta quinta-feira (2). O ato ocorreu na residência da governadora Celina Leão e foi marcado por demonstrações de apoio e expectativas para as próximas eleições.

Bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, André chega ao partido com capital político após atuar como secretário da Juventude do DF e já se posiciona como pré-candidato a deputado distrital. A filiação contou com a presença de nomes de destaque, como a deputada federal Bia Kicis, presidente do PL no DF, o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, e o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcanti.

Durante o evento, Bia Kicis destacou o entusiasmo da sigla com a chegada do novo filiado e ressaltou o prestígio político de André dentro do partido. ““Recebemos no PL, com muita alegria, o André Kubitschek, nosso pré-candidato a deputado distrital. E vem com prestígio, com força pois estão aqui a nossa governadora Celina Leão recebendo junto, o nosso presidente Valdemar e o nosso líder Sóstenes”, avaliou.

Celina Leão enfatizou o histórico de atuação do ex-secretário e seu potencial eleitoral, afirmando que ele chega com apoio consolidado e como um dos nomes fortes da legenda para a disputa distrital.

“André foi um secretário que fez a diferença. Ele é um jovem que tem um futuro promissor. E vai às urnas com a nossa bênção, com o nosso apoio, pelo PL”, disse.

Sóstenes Cavalcanti afirmou que a juventude de André representa renovação e fortalecimento da sigla. E o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, ressaltou o simbolismo da filiação, destacando a tradição política da família Kubitschek e a importância da escolha do partido.

“Hoje foi um dia muito importante para mim. A notícia da sua vinda, você ter escolhido o nosso partido, nos honrou muito. Você vem de uma família que fez muito pelo nosso País e que nós respeitamos muito”, disse.

Em seu discurso, André Kubitschek destacou a identificação com os valores do PL e o projeto político da legenda. O novo filiado afirmou que pretende contribuir para o fortalecimento de princípios como transparência, equilíbrio fiscal, respeito à Constituição e geração de oportunidades, além de trabalhar para resgatar a confiança da população nas instituições.

“O PL é um partido que tem como principal objetivo transformar o Brasil em um celeiro de oportunidades, preservando valores como família, transparência, bom senso, trabalho, equilíbrio fiscal e, principalmente, o respeito absoluto à nossa Constituição”, afirmou.

A chegada de André Kubitschek reforça o movimento de fortalecimento do PL no Distrito Federal e sinaliza a construção de uma chapa competitiva para as eleições. Atualmente, o partido conta com nomes consolidados na Câmara Legislativa e na bancada federal, e aposta na renovação para ampliar sua representatividade no próximo pleito.

Vacinação contra Influenza segue disponível no HUB

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A aplicação é ofertada para grupos prioritários, como crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais.

O Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), gerenciado pela HU Brasil, está em campanha de vacinação contra a Influenza. O imunizante está disponível para grupos prioritários e a aplicação é realizada na Sala de Vacinas do hospital, localizada no térreo da Unidade da Criança e do Adolescente, com entrada voltada para a Via L2 Norte.

Também conhecida como gripe, a Influenza é uma infecção viral que atinge o sistema respiratório e provoca sintomas como febre, coriza, dores no corpo, dor de garganta e tosse. Este ano, a campanha utiliza a vacina trivalente, com proteção contra as cepas A/H1N1, A/H3N2 e B, e está sendo oferecida para grupos prioritários, como crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais.

No HUB-UnB, o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 à 17h, apenas em dias úteis. Basta comparecer ao local com um documento de identificação (CPF, Cartão SUS) e o cartão de vacinação.

O imunizante é repassado à instituição pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e a campanha permanecerá enquanto durar a vacinação estabelecida pela SES-DF e houver estoque no Ministério da Saúde. Em 2025, a vacina foi oferecida no HUB-UnB durante todo o ano.

Para mais informações a respeito da disponibilidade de vacinas, basta entrar em contato com a Sala de Vacinas do hospital através do número (61) 2028-5376.

*Sobre a HU Brasil*
O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.

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Maranhão em encruzilhada

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O cenário político maranhense atravessa um de seus momentos mais críticos desde a transição de 2014. O que antes era uma aliança de granito entre o ministro Flávio Dino e o governador Carlos Brandão hoje apresenta fissuras que ameaçam não apenas a estabilidade estadual, mas o próprio palanque do Presidente Lula para 2026. Como se diz nos bastidores: é uma faca de dois gumes que, se mal manuseada, pode ferir ambos os lados de forma irreversível.
​Neste tabuleiro de xadrez onde o xeque-mate parece iminente, surge uma figura que carrega o peso da história e a confiança das bases: Eri Castro.

*A memoria política co​mo Ferramenta de Paz*
Eri Castro não é apenas um nome no PT maranhense; ele é um dos poucos interlocutores que possui a “senha” para transitar entre o passado de lutas de Flávio Dino e a necessidade de governabilidade de Carlos Brandão. Conhecedor da trajetória de Dino desde a juventude e profundamente comprometido com a sobrevivência e o protagonismo do PT no Maranhão, Castro emerge como um mediador.
​Sua missão não é simples. De um lado, há o grupo “dinista” que cobra lealdade a acordos firmados; do outro, um Brandão que busca consolidar sua própria marca e sucessão. O “ruim para os dois” reside no fato de que o rompimento total entrega o estado de bandeja para a oposição e desidrata a força do Nordeste junto ao Governo Federal.

​ *A ponte com o Planalto*
A estratégia de Eri Castro, segundo fontes próximas, passaria diretamente pelo Presidente Lula. Somente o aval presidencial, articulado por quem entende as entranhas do PT estadual, pode oferecer as garantias necessárias para selar um pacto de não-agressão.
​Castro entende que o PT não pode ser mero espectador dessa briga. Se o partido quer sobreviver com força em 2026, precisa que os dois gigantes voltem a falar a mesma língua – ou, pelo menos, que respeitem o mesmo território.

*​O Veredito do Tempo*
A política, como bem sabemos, é a arte de adiar o fim das alianças. Se Eri Castro conseguir, de fato, sentar à mesa com Dino e Brandão sob a bênção de Brasília, ele não terá apenas salvo uma coligação, mas terá garantido que o Maranhão continue sendo o bastão estratégico que Lula tanto preza.
​Resta saber se os egos permitirão que a voz de Castro prevaleça antes que a faca corte fundo demais.

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O inimigo do seu inimigo é seu amigo: a lógica oportunista do poder

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Poucas frases resumem tão bem a lógica impiedosa da política real quanto “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Essa máxima, de origem incerta, atravessa os séculos como uma fórmula clássica da diplomacia estratégica e da aliança por conveniência. Mais do que uma simples expressão popular, ela encapsula uma das engrenagens fundamentais da manutenção e conquista do poder: a aliança circunstancial. E, nesse contexto, os princípios cedem espaço à utilidade.

 

Historicamente, esse tipo de lógica foi responsável por reviravoltas políticas improváveis. Um dos exemplos mais emblemáticos é a aliança entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Até então, eram ideologicamente antagônicos — capitalismo liberal versus comunismo soviético — mas encontraram um ponto comum na derrota da Alemanha nazista. Winston Churchill, célebre por sua sagacidade, resumiu bem a lógica dessa aliança ao afirmar que, se Hitler invadisse o inferno, ele faria pelo menos uma referência favorável ao diabo no Parlamento britânico. O inimigo comum, no caso, Hitler, justificava qualquer aliança.

Esse princípio, porém, é mais pragmático do que moral. Maquiavel, em “O Príncipe”, já sugeria que, na política, a virtude deve ceder lugar à necessidade. Para manter o poder, o governante pode — e, em certos casos, deve — abandonar os aliados antigos ou fazer acordos com antigos adversários. O valor está na eficácia, não na lealdade. O autor florentino não via a política como um campo de princípios, mas como um jogo de sobrevivência, onde alianças táticas são peças móveis num tabuleiro sempre instável.

Karl Marx, por outro lado, via essas alianças de conveniência como sintomas de contradições estruturais no sistema político e econômico. Para ele, a burguesia não hesitaria em apoiar forças que julgava reacionárias, se isso servisse para conter o avanço do proletariado. A história da Revolução Francesa e dos processos contrarrevolucionários europeus do século XIX oferece bons exemplos disso. As alianças não são apenas jogos entre elites, mas também reações a movimentos sociais mais profundos.

Já Max Weber, ao distinguir entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, oferece uma chave importante para entender esse tipo de lógica. Enquanto a ética da convicção se baseia em princípios morais inegociáveis, a ética da responsabilidade considera as consequências práticas das ações políticas. O governante que age segundo essa última lógica pode, sim, se aliar a inimigos morais se isso servir a um fim maior — garantir a ordem, a estabilidade ou a sobrevivência política.

Nos bastidores da política contemporânea, esse tipo de raciocínio segue vivo. Alianças entre partidos ideologicamente opostos são comuns em sistemas parlamentares, especialmente quando o objetivo é formar maioria e evitar a ascensão de um adversário comum. Na América Latina, vê-se com frequência coalizões que unem setores da esquerda e da direita apenas para evitar o retorno de uma liderança populista ou autoritária. No Brasil, o chamado “centrão” é mestre nessa arte: transita entre governos de matizes ideológicos distintos, sempre em nome de uma governabilidade que, na prática, se traduz em manutenção de espaços de poder e verbas orçamentárias.

O problema dessa lógica é que ela é inerentemente instável. O aliado de hoje pode ser o inimigo de amanhã, e a ausência de laços ideológicos fortes torna qualquer pacto um terreno frágil. Como já advertia Thomas Hobbes, no estado de natureza — ou seja, num mundo onde o poder é fluido e a ameaça é constante — os indivíduos (e, por extensão, os grupos políticos) se aliam não por afeto, mas por medo e interesse. O pacto é sempre temporário, e a confiança, escassa.

Assim, a máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” funciona como uma espécie de termômetro do desespero político ou da astúcia estratégica. Ela não aponta para alianças duradouras, mas para acordos táticos. Funciona bem quando a prioridade é eliminar uma ameaça comum, mas se torna um problema quando se transforma em hábito — porque, nesse caso, a política deixa de ser construção de projeto para se tornar pura reação.

Na arte do poder, saber com quem se aliar é tão importante quanto saber de quem se afastar. A história mostra que alianças forjadas apenas pela inimizade mútua com um terceiro raramente sobrevivem à vitória. Afinal, quando o inimigo comum desaparece, o que sobra é o confronto entre aliados por conveniência. E aí, como dizia Maquiavel, é cada um por si, e o poder para quem for mais astuto.