- Deputado, sua trajetória política é marcada pela defesa dos trabalhadores e dos serviços públicos. Como essa história chegou à Assembleia Legislativa?
Minha trajetória é de luta. Sou cirurgião-dentista, especialista em Saúde Pública e servidor público. Fui vereador por Goiânia, presidente do SindSaúde, da CUT Goiás e hoje exerço meu quarto mandato como deputado estadual. Não entrei na política para fazer negócio ou buscar privilégio. Entrei para defender quem trabalha, quem precisa do SUS, da escola pública, da moradia e de um Estado a serviço da população.
- O que o mandato já entregou de concreto para Goiás?
Nosso trabalho reúne mais de 150 projetos de lei, quase 200 requerimentos e leis aprovadas em áreas importantes. Também destinamos emendas para mais de 60 municípios. São recursos para saúde, educação, cultura, universidades e entidades sociais. Foram R$ 9,9 milhões para a saúde e R$ 15,8 milhões para a educação. Destinamos também mais R$ 1,5 milhão para a arte, a cultura e a educação popular nas periferias, por meio do Cidade Viva, projeto que idealizamos ainda em 2023.
- O senhor também ficou conhecido pela fiscalização. Como foi essa atuação?Minha atuação na fiscalização foi concreta, enfrentando interesses poderosos e cobrando resultados. Na saúde, questionei contratos das Organizações Sociais (OSs), incluindo repasses, dívidas, pessoal, cumprimento de metas e transparência. Denunciamos problemas na Farmácia Municipal de Goiânia, onde medicamentos eram armazenados em temperatura inadequada, situação corrigida após a cobrança do mandato e do Ministério Público. Também atuei contra o contrato de R$ 9 milhões entre a Prefeitura e o SESI, cobrando a realização das perícias médicas dos servidores. No caso do Fundeinfra/IFAG, a atuação junto ao PT Nacional levou ao questionamento das leis no STF, que suspendeu as normas e bloqueou R$ 2,5 bilhões do fundo, que vinham sendo utilizados para executar obras sem licitação. Também enfrentamos a privatização da Saneago, a suspensão de benefícios do IPASGO Saúde e irregularidades no SAMU, casos que resultaram em investigações do Ministério Público, da Polícia Federal e da CGU.
- O governo Caiado foi um dos principais alvos dessa fiscalização. Por quê?
Porque o governo Caiado tentou vender uma imagem de eficiência enquanto avançava sobre aquilo que é público. Enfrentamos a tentativa de privatização da Saneago, questionamos contratos e modelos de gestão na saúde, fiscalizamos recursos públicos e denunciamos medidas contra trabalhadores e a população. Não aceitamos que o patrimônio do povo seja tratado como negócio.
- O senhor fala em “coragem para enfrentar os poderosos”. Onde isso apareceu de forma concreta?
Apareceu quando enfrentamos os interesses da família Caiado e seus aliados. Foi na defesa da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, ameaçada de perder seu território. Foi nas denúncias sobre contratos e recursos públicos. E foi quando levamos à PGR, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Direitos Humanos a defesa de uma investigação independente sobre o caso Fábio Escobar. Também enfrentamos a tentativa de privatização da Saneago.
- Essa fiscalização também chegou à Prefeitura de Goiânia?
Sim. No caso do Limpa Gyn, entramos na Justiça para questionar o contrato do consórcio. A Justiça reconheceu irregularidades, determinou a anulação do contrato e uma nova licitação. Isso mostra que fiscalização séria produz resultado, seja contra o governo estadual ou municipal.
- Qual é a importância de reeleger Lula e fortalecer o “Time do Lula” em Goiás?
Reeleger Lula é fundamental para manter o Brasil no caminho da democracia, da justiça social, do investimento em saúde, educação e geração de emprego. Goiás também precisa estar alinhado a esse projeto. Por isso, precisamos fortalecer o Time do Lula e eleger representantes comprometidos com esse projeto. Minha candidatura à reeleição faz parte dessa construção: um mandato popular, de luta e com coragem para enfrentar os poderosos.


























