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domingo, abril 19, 2026
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A solidão dos gigantes

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Ser grande é ser incompreendido. Assim escreveu Emerson, e assim é para todos os que ousam transcender os limites do comum. A história humana está repleta de titãs que caminharam solitários, não por escolha, mas porque sua visão era um horizonte inalcançável para os olhos ao redor.
Sócrates, condenado por sua filosofia; Galileu, silenciado por ver além dos céus dogmáticos; Nietzsche, taxado de louco ao pintar a morte de Deus. Em cada um deles ecoa o mesmo lamento: o fardo da grandeza é a incompreensão. É como carregar uma tocha em meio à escuridão, apenas para ser acusado de causar incêndios.

Hoje, em nosso tempo saturado de vozes e ruídos, essa verdade permanece. Líderes, pensadores e visionários são frequentemente marginalizados porque seus ideais desafiam a estabilidade confortável da normalidade. A sociedade teme o novo porque o novo é poder: um poder que desloca, perturba e transforma.
Mas imagine um mundo onde a incompreensão não seja o calvário dos grandes, mas o altar onde a história é escrita. Onde o poder de ver além seja reverenciado, não temido. Um lugar onde as perguntas sejam mais celebradas que as respostas, e onde cada ideia incompreendida seja o início de uma revolução silenciosa.

Nesse mundo, ser grande seria erguer-se como uma montanha acima das nuvens, inspirando admiração em vez de desconfiança. E o poder, ao invés de isolar, se tornaria um convite: “Venha, veja o que eu vejo.”

A grandeza, contudo, é um paradoxo. Para aqueles que a carregam, o caminho é solitário. O filósofo que questiona a moralidade de seu tempo sente o peso do silêncio nas respostas. O cientista que desafia convenções é visto como herege antes de ser reconhecido como gênio.
E, no entanto, é no contraste que reside o poder da transformação. A solidão do visionário é a raiz de seu impacto. Ao serem incompreendidos, os grandes moldam o mundo, pois o mundo deve se curvar às suas ideias, não o contrário.

O ponto de virada não vem da aceitação, mas da realização. Os grandes compreendem, em algum momento, que a incompreensão não é sua fraqueza, mas sua força. O filósofo entende que seu papel não é ser amado, mas desvelar a verdade. O líder percebe que sua missão não é agradar, mas conduzir.

A transformação ocorre no instante em que eles aceitam que a incompreensão é o preço do poder criador. A tocha que carregam não é para iluminar o agora, mas para acender fogueiras no futuro.

E assim, na esteira do tempo, os incompreendidos tornam-se pilares. A história é escrita com os nomes daqueles que foram julgados, rejeitados e isolados. Eles moldam a realidade não por conformidade, mas por contraste.

A nova realidade é um mundo onde a grandeza não busca ser entendida, mas reconhecida como o motor que move a humanidade. O verdadeiro poder não reside em ser compreendido, mas em ser fiel ao que se é, mesmo quando o mundo inteiro se recusa a ouvir.

No fim, ser grande é transcender a necessidade de aceitação e compreender que a incompreensão é o maior tributo que o comum pode oferecer ao extraordinário.

O fascínio pela aparência: reflexões sobre o valor da virtude

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A sociedade, desde tempos imemoriais, tem demonstrado uma inclinação natural por aquilo que os olhos podem ver, especialmente a beleza física. Essa preferência pelo exterior muitas vezes ofusca as qualidades interiores, como a virtude, que deveriam ser mais valorizadas e cultivadas. A frase atribuída ao filósofo Confúcio, “Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo”, ecoa uma realidade que atravessa gerações: o ser humano, por sua natureza sensorial, frequentemente se deixa guiar pela aparência em detrimento do conteúdo.
A beleza física é, sem dúvida, um dom, mas é transitória. A Bíblia, no livro de Provérbios 31:30, nos lembra: “Enganosa é a graça, e vã é a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.” Essa passagem não apenas aponta a efemeridade da beleza exterior, mas também eleva o valor da virtude e do caráter, qualidades que perduram e trazem impacto eterno.

A cultura contemporânea amplifica ainda mais a valorização da aparência. Redes sociais e publicidade reforçam padrões estéticos inatingíveis, promovendo uma obsessão pelo corpo perfeito. Em contraste, pouco se fala sobre as virtudes que moldam o caráter de uma pessoa, como a bondade, a humildade e a paciência. Isso nos leva a questionar: por que a virtude, que requer esforço consciente e prática diária, não recebe a mesma atenção e admiração?
Sócrates, em seus diálogos, frequentemente ressaltava que o verdadeiro valor de um homem reside em sua alma, e não em sua aparência. Ele acreditava que a busca pela virtude deveria ser a missão principal da vida, pois é através dela que se alcança a verdadeira felicidade e realização. Enquanto a beleza é efêmera, a virtude é eterna, impactando não apenas o indivíduo, mas todos ao seu redor.

No mundo espiritual, a busca pela virtude está intimamente ligada ao crescimento interior e ao relacionamento com o divino. Santo Agostinho, por exemplo, ensinava que as virtudes são reflexos da graça de Deus em nossas vidas e que, ao cultivá-las, nos aproximamos mais do Criador. Essa visão contrasta fortemente com a superficialidade da busca pela beleza exterior, que frequentemente nos distancia do nosso propósito maior.

Por fim, é necessário cultivar uma mudança de perspectiva. O valor da virtude deve ser redescoberto e exaltado, pois é ela que enriquece as relações humanas e constrói uma sociedade mais justa e amorosa. Quando aprendemos a olhar além do exterior, encontramos o verdadeiro significado da beleza, que reside no coração e nas ações que refletem o amor e a bondade. Que sejamos inspirados a amar a virtude com a mesma intensidade com que o mundo celebra a beleza física.




A injustiça em um lugar é a semente do caos em todo lugar

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A frase de Martin Luther King Jr., “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, é um alerta atemporal sobre como as desigualdades e a falta de equidade podem corroer a base da convivência humana. Essa reflexão, tirada de sua famosa “Carta da Prisão de Birmingham” (1963), vai muito além de um chamado para a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos – ela é um grito universal em prol da justiça coletiva. Afinal, como viver em um mundo justo quando permitimos que a injustiça se normalize em qualquer canto?

Pense no exemplo de um pequeno ato de corrupção numa empresa. Uma pessoa suborna um funcionário para ganhar vantagem. Esse ato, aparentemente isolado, pode se espalhar como um vírus, incentivando outros a fazerem o mesmo. Em pouco tempo, o que era uma infração singular se torna um sistema enraizado, prejudicando quem trabalha com honestidade.

Assim, uma injustiça localizada gera consequências em cadeia, afetando o equilíbrio da justiça para todos os envolvidos.
Aristóteles, na sua “Ética a Nicômaco”, dizia que a justiça é a virtude por excelência porque regula todas as outras virtudes. Para ele, ser justo não é apenas evitar o erro, mas também agir ativamente para corrigir as desigualdades. Quando alguém fecha os olhos para a opressão, torna-se cúmplice dela. Isso é especialmente relevante no mundo globalizado de hoje, onde problemas como a fome, a discriminação e as mudanças climáticas não respeitam fronteiras. Ignorar a miséria alheia é semear as bases para o nosso próprio sofrimento futuro.

A Bíblia também reforça essa ideia em Provérbios 31:8-9: “Defenda os direitos de todos os desamparados. Fale em favor dos pobres e necessitados.” Essa orientação, muitas vezes negligenciada, mostra que é responsabilidade de todos erguerem a voz contra as injustiças, independentemente de onde elas ocorram. Quando negligenciamos essa responsabilidade, perpetuamos um ciclo de desigualdade que pode se voltar contra nós em algum momento.

Um exemplo histórico marcante é o apartheid na África do Sul. Durante décadas, o mundo observou a segregação racial no país sem agir de forma decisiva. Porém, quando líderes e cidadãos globais começaram a pressionar o governo sul-africano, unindo forças com Nelson Mandela e outros ativistas, a mudança começou a acontecer. Isso demonstra que a solidariedade global é essencial para combater sistemas de opressão. Não basta nos preocuparmos apenas com o que acontece no nosso quintal; precisamos nos posicionar contra toda forma de tirania.

A lição é clara: a justiça é interdependente. Como um tecido, cada fio precisa estar forte para sustentar o todo. Quando negligenciamos a injustiça em algum lugar, permitimos que as estruturas de opressão se fortaleçam, criando um mundo menos seguro e menos equilibrado para todos. Somos todos responsáveis por denunciar, educar e agir. Afinal, como disse Edmund Burke: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.”

A verdadeira justiça começa quando entendemos que nossa luta individual está conectada ao bem-estar coletivo. Portanto, a pergunta que fica é: o que você pode fazer hoje, no seu círculo de influência, para não apenas evitar a injustiça, mas também para combatê-la onde ela surgir?

Higino França: Uma Jornada de Dedicação e Empreendedorismo

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Higino França chegou a Brasília em 1974, vindo de uma família de Fortaleza, com o objetivo de construir um futuro promissor. Ao lado de seu irmão mais velho, ingressou no Centro Universitário de Brasília (CEUB), onde se formou em Economia. Desde cedo, assumiu grandes responsabilidades, sendo arrimo de família e contribuindo para o sustento dos pais e de seus cinco irmãos.

Seu primeiro emprego foi como recepcionista no Hotel Bistrol, mas, com determinação, logo iniciou sua trajetória na área de Economia. Conseguiu um estágio no Ministério da Agricultura, atuando no setor de importação, e, posteriormente, ingressou no Ministério da Saúde. No entanto, no serviço público, sentiu-se limitado, pois sempre teve um grande potencial criativo e buscava crescimento. Percebeu que sua realização profissional estava além da estabilidade do funcionalismo e decidiu empreender.

Foi então que enxergou uma oportunidade única no mercado de molduras em Brasília. Na época, não existia uma loja especializada no segmento, e esse serviço era oferecido apenas por vidraçarias de forma secundária. Com visão estratégica e espírito inovador, Higino decidiu investir no setor. Para isso, vendeu a fazenda da família em Alexânia e utilizou o capital para fundar a Casa da Moldura, a primeira loja exclusiva de molduras na capital federal.

Sempre inquieto e determinado a oferecer um serviço diferenciado, Higino buscou uma demanda qualificada e foi diretamente à fonte: visitou polos de fabricação de molduras e centros de exportação de madeiras nobres, conhecendo de perto o processo produtivo e os materiais de melhor qualidade. Naquela época, Brasília dependia exclusivamente de caixeiros viajantes, que traziam poucos mostruários e opções limitadas. Ele viu nisso uma oportunidade para inovar e oferecer variedade e exclusividade aos clientes.

Com espírito aventureiro e visão estratégica, Higino aproveitou o cenário de alta inflação para fazer uma jogada de mestre. Comprou matéria-prima a preços baixos e, em apenas seis meses, o valor dos insumos disparou, garantindo-lhe uma vantagem competitiva no mercado. Com esse diferencial, começou a expandir seu negócio e a atrair mão de obra qualificada. Para isso, contratou os melhores moldureiros que trabalhavam em vidraçarias de Brasília, oferecendo salários mais altos e melhores condições de trabalho.

Sua aposta na inovação, na qualidade e no atendimento diferenciado rapidamente fez do empreendimento uma referência no mercado. A Casa da Moldura tornou-se sinônimo de excelência e sofisticação, consolidando-se como um negócio de sucesso e um marco no setor de molduras em Brasília.

Crescimento e Consolidação no Mercado

A divulgação da loja foi intensa, e Higino construiu uma identidade visual marcante para si mesmo, a ponto de ser confundido com políticos. Ele sempre soube que, além da qualidade dos produtos e do atendimento diferenciado, a promoção da marca era essencial para o sucesso do negócio. Seu carisma, presença e envolvimento com a cidade fizeram com que, em algumas ocasiões, sua imagem fosse reconhecida em diversos círculos sociais e empresariais. Esse reconhecimento espontâneo reforça não apenas sua influência no setor, mas também sua habilidade em construir uma marca pessoal sólida e respeitada, que se tornou parte da história do comércio brasiliense.

A unidade da Asa Sul, que passou por mudanças de endereço, estabeleceu-se na 410 Sul há cerca de nove anos, em um ambiente amplo, com atendimento cativante e preços justos. Em 2024, a Casa da Moldura celebrou 35 anos de história, emocionando funcionários, clientes e parceiros que acompanharam sua trajetória de sucesso.

A unidade da Asa Norte, localizada na entrequadra 706/707, ampliou seu espaço e se transformou também em uma galeria de arte. O local reúne quadros originais e peças únicas, desde óleo sobre tela até aquarelas sobre papel, fruto de um minucioso garimpo por galerias e leilões em todo o Brasil. Atualmente, mais de 40 obras exclusivas ganham destaque na galeria, reforçando o compromisso da empresa com a valorização da arte e da cultura.

Casa da Moldura também expandiu sua atuação para além das lojas, decorando restaurantes renomados de Brasília com obras de artistas locais e nacionais. O primeiro estabelecimento a receber esse projeto foi a churrascaria Nativas Grill Esplanada, seguida pela loja de móveis Fina Decor, no SIA, e pelo prestigiado restaurante Santé Lago, no Lago Sul.

Expansão e Novos Projetos

O espírito empreendedor de Higino França segue impulsionando novos desafios. Em breve, ele abrirá uma galeria de arte no CasaPark, um espaço exclusivo para a exposição e comercialização de obras de artistas renomados e talentos locais. Com esse novo empreendimento, ele reforça seu compromisso com a valorização da arte e a promoção da cultura em Brasília, consolidando ainda mais a Casa da Moldura como referência no setor.

A história de Higino França é um exemplo inspirador de visão empreendedora, inovação e dedicação. De um jovem estudante de economia que chegou a Brasília com o sonho de um futuro melhor a um empresário consolidado, ele soube transformar desafios em oportunidades e construir um legado de sucesso e contribuição para a cidade.

Quão feliz é o brasiliense?  

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Pesquisa inédita baseada na Ciência da Felicidade quer medir o índice de felicidade bruta da Capital Federal; saiba como participar 

Por Mariana Vieira 
Foto: Ana Volpe

Em 1972, no pequeno reino do Butão, um país montanhoso localizado no sul da Ásia, entre a China e a Índia, o jovem rei Jigme Singye Wangchuck propôs uma ideia que desafiava os padrões econômicos globais. Em vez de medir o progresso nacional apenas pelo Produto Interno Bruto (PIB), ele sugeriu um novo indicador: a Felicidade Interna Bruta (FIB). 

Para o monarca budista, o verdadeiro desenvolvimento de uma nação não se resumia ao crescimento econômico, mas sim ao equilíbrio entre bem-estar psicológico, qualidade ambiental, cultura e desenvolvimento social. O conceito ganhou reconhecimento internacional e se tornou referência para pesquisadores e governos que buscam modelos mais sustentáveis de progresso. Agora, mais de cinco décadas depois, a capital federal adota essa abordagem inovadora ao lançar a primeira Pesquisa de Felicidade de Brasília.

A iniciativa é conduzida pela Plataforma FIB2030 em parceria com o Instituto Gestão da Felicidade e a Rede de Pesquisas Científicas da Felicidade, unindo ciência e inovação social para entender como os brasilienses percebem sua própria qualidade de vida. 

A proposta de medir a felicidade como um indicador de desenvolvimento já é uma realidade em países como Nova Zelândia e Finlândia, que adotaram métricas de bem-estar em suas políticas públicas. Estudos apontam que organizações que investem na felicidade de suas comunidades e colaboradores registram aumento na produtividade, na inovação e na adaptação a mudanças, além de redução no absenteísmo e no estresse.

João Paulo Barboza, cientista da felicidade e um dos coordenadores do projeto, destaca a relevância da iniciativa. “Para nós é uma felicidade poder implementar este programa aqui em Brasília e ofertar dados baseados em ciência com objetivo de favorecer tanto o estabelecimento de políticas públicas quanto de projetos locais que priorizem o bem estar dentro de um planejamento de desenvolvimento sustentável”. 

Ele explica que o programa está estruturado em quatro fases, sendo a primeira a aferição dos indicadores com metodologia científica. “Depois, ancorado pelos dados da pesquisa, vamos disponibilizar uma trilha de aprendizagem orientada por conhecimentos da ciência da felicidade, disponibilizada gratuitamente para quem responder a pesquisa.” Por fim, o grupo pretende publicar um relatório com as descobertas da pesquisa. 

Do quê é feita a felicidade? 

Ana Paula Daltoé, que integra a equipe multidisciplinar do FIB2030, é categórica em dizer que a felicidade, longe de ser um sentimento ou fruto da sorte, é uma habilidade. “E, como tal, ela pode ser desenvolvida, mas para isso é necessário que o indivíduo tenha acesso, de forma simples e acessível, aos principais pontos que podem ser melhorados para ter uma vida cada vez mais feliz”. 

Ana Paula explica que existe um fator de inovação na matriz utilizada para a aferição da pesquisa. “Sempre a felicidade é pensada em termos psicológicos e dissociada do índice de felicidade que foi desenvolvido no Butão. Neste sentido, nossa pesquisa une as duas correntes teóricas para transformar em algo que o indivíduo e a comunidade podem usar para transformar as suas vidas”, explica. 

Inspirada no modelo do Butão e na chamada Ciência da Felicidade, a pesquisa se baseia em nove dimensões essenciais: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida. Mais do que um levantamento estatístico, o estudo pretende transformar esses dados em insumos estratégicos para a criação de políticas públicas e projetos sustentáveis alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da União das Nações Unidas (ONU). 

A pesquisa integra um programa mais amplo chamado Feliz Cidade Sustentável, que prevê ações de longo prazo para melhorar o bem-estar da população. Além da coleta de dados, a iniciativa inclui um curso gratuito chamado Trilha de Aprendizagem: Como Ser + Feliz, baseado em metodologias aplicadas nas universidades de Harvard e Yale, que ensina felicidade como uma habilidade prática. Também será criada uma Plataforma de Projetos ODS, um espaço para conectar empresas, ONGs e governos a soluções inovadoras voltadas para o desenvolvimento sustentável. 

Participe 

Os brasilienses interessados em participar da pesquisa podem acessar o site do projeto, responder ao questionário e receber um diagnóstico personalizado sobre seu próprio bem-estar, com orientações sobre qualidade de vida. 

Além disso, todos os participantes garantem uma vaga em um curso digital com a Trilha de Aprendizagem: Como Ser + Feliz Todo Dia. Mais do que um simples levantamento de dados, essa iniciativa coloca Brasília na vanguarda de um movimento que busca repensar o que realmente significa viver em uma cidade próspera.

Os resultados da pesquisa serão compilados no Relatório de Felicidade, documento que será lançado no Dia Internacional da Felicidade, em 20 de março, e servirá de referência para gestores públicos e privados na construção de políticas mais eficazes para a cidade.

Saiba mais 

A proposta de medir a felicidade como um indicador de desenvolvimento já é uma realidade em países como Nova Zelândia e Finlândia, que adotaram métricas de bem-estar em suas políticas públicas.
Estudos apontam que organizações que investem na felicidade de suas comunidades e colaboradores registram aumento na produtividade, na inovação e na adaptação a mudanças, além de redução no absenteísmo e no estresse. 
No Brasil, o conceito de Felicidade Interna Bruta ainda não está consolidado, mas o lançamento da pesquisa em Brasília pode abrir caminho para que o bem-estar se torne um critério relevante na tomada de decisões governamentais e empresariais.

QR CODE 

( aplicação do QR CODE que vai ser gerado pelos pesquisadores para a versão imprensa.)

Uma boa alimentação salva e prolonga sua vida …

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Elaine Corrêa de Souza, formada em Nutrição e pós-graduada em Nutrição Funcional e Esportiva e atualmente cursando especialização em Nutrição Clínica de Gastroenterologia, tem quatro filhos e seis netos.

E é ela que nos conta:


“Desde muito jovem, trabalhei na área de enfermagem. Naquela época comecei a observar e me perguntar o porquê de tantas doenças?

Exerci várias atividades, entre elas a de Instrumentadora Cirúrgica com foco em cirurgias ortopédicas, o que me ajudou a conhecer parte da anatomia humana e a consolidar a ideia de descobrir a causa de tantas doenças. Neste período conheci e vivi a dura rotina dos profissionais de saúde. Má alimentação, pressão constante e muitos adquirem doenças graves ou desenvolvem depressão e outros males psicológicos.

A maioria não tem tempo e condições para viver uma vida saudável. Foi quando decidi mudar. Aos 47 anos fui diagnosticada com estenose aórtica, quando o médico me informou que no máximo em cinco anos teria que operar o coração. Neste momento me conscientizei que precisava mudar meu estilo de vida e fui reduzindo as horas de trabalho e cuidando mais da minha saúde.

Também passei a dedicar mais tempo e atenção à minha família. Decidida a não tomar remédios, pesquisei, estudei e resolvi cuidar de mim mesma através da mudança de hábitos alimentares, eliminando vários alimentos da minha dieta e introduzindo outros, ao tempo em que vivi de forma intensa os “cinco” anos que tinha (viajei, comecei a fazer trilhas, dançar, aproveitar a vida). Abandonei a carreira de Instrumentadora Cirúrgica e fiquei um ano parada, viajei e passei seis meses na Espanha. Lá, conheci a dieta mediterrânea, mas não tinha consciência do quanto essa descoberta iria mudar minha vida. De volta ao Brasil, e apesar de imaginar que não tinha mais idade para ingressar numa universidade, decidi aos 54 anos entrar na Faculdade de Nutrição onde me formei aos 58.

Tal decisão mudaria profundamente minha vida, pois vários “cinco” anos se passaram desde a descoberta da doença, hoje aos 65 anos não estou curada, mas a doença parou de progredir. Mantenho minha rotina de vida, com a prática regular de exercícios físicos, caminhadas e alimentação saudável e não fiz a cirurgia cardíaca.

Sou prova de que as pessoas mudam pelo amor ou pela dor, eu mudei minha vida pelos dois. No meu consultório às vezes surgem mulheres na menopausa que acham que sua vida acabou, mostro a elas que não é assim, que ela pode e deve mudar sua vida, sua alimentação, focar suas atitudes e decisões em si mesma e não em filhos ou netos (não virando as costas para eles, mas se colocando em primeiro plano). Através da nutrição adequada, dos exemplos e conselhos, mostro que a mulher pode, independente da idade, tornar-se empoderada, cursar uma faculdade, aprender uma atividade nova, ser linda, confiante e feliz mesmo na 3ª idade e ter anos de vida mais saudável física e mentalmente.

Mas como isso? Basta lembrar que a nutrição saudável e adequada promove mudanças físicas e mentais, eliminam ou controlam doenças, o que leva ao aumento da autoestima, quer seja da mulher ou do homem, o que pode ser a virada de chave na vida da pessoa, basta que ela tenha força de vontade para isso. Anos de hospital associados às minhas atividades como nutricionista me ajudaram a desenvolver um método de trabalho focado na prevenção e não nas consequências que o estilo de vida e alimentação inadequados provocam nas pessoas. Hoje encontrei resposta à minha indagação: porque tantas doenças? A resposta é simples, alimentação inadequada associada a um estilo de vida destrutivo.

Aos 65 anos, com meu problema cardíaco estabilizado, levo uma vida plena, trabalho em meu consultório, frequento academia, adoro fazer trilhas e os resultados positivos que consigo com meus pacientes me estimulam a continuar e progredir na minha profissão”.

instagram: @nutricionistaelaines
Atendimento: SCN Qd 01 BL F Sl 1507 – Ed. América Office Tower, Brasília – DF