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José Humberto Pires e os Irmãos Planalto:

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De Empacotador a Secretário de Governo, Entre Conquistas no Varejo e Atuação Política.

Por Ana Volpe

José Humberto Pires de Araújo é um nome que ressoa tanto no setor supermercadista quanto na política do Distrito Federal. Sua trajetória é um exemplo de superação e persistência, marcada por conquistas que impactaram não apenas sua vida, mas também a de muitas pessoas ao seu redor. Natural de Tocantins, a mudança de sua família para Goiás em busca de melhores condições de vida marcou o início de uma jornada de transformações. A pobreza que caracterizava sua infância foi apenas o ponto de partida para uma história de sucesso que se estende até os dias atuais.

O Encontro que Mudou o Destino:

A virada na vida de José Humberto e seus irmãos ocorreu quando um de seus irmãos começou a trabalhar como frentista em Estrela do Norte, Goiás. Nesse período, o primo de seu pai, Euzébio Pires de Araújo, estava indo para uma pescaria e, ao parar em um posto de gasolina, encontrou um dos irmãos de José Humberto. Euzébio, ciente das dificuldades da família, não hesitou em convidá-los para mudar-se para Brasília, onde o tio dele, dono de um pequeno mercadinho, poderia ajudar a melhorar a situação financeira da família. Assim, a vida de José Humberto e seus irmãos começaria a mudar, de forma irreversível.

Chegada a Brasília e o Início no Mercado:

Em 19 de janeiro de 1969, José Humberto e sua família chegaram à capital federal. O começo foi modesto: ele começou como empacotador em um mercadinho de seu tio, dormindo nas dependências do próprio estabelecimento. Com o tempo e muito esforço, José Humberto subiu na hierarquia e passou a ser gerente do mercado em Taguatinga. Mas o maior marco dessa fase foi quando seu tio decidiu vender o supermercado e José Humberto, junto com seus irmãos, comprou o negócio. Esse foi o primeiro passo rumo à criação do Planaltão Supermercados, uma rede que logo se expandiria para outras regiões de Brasília.

O Sucesso no Varejo e a Expansão para o Plano Piloto:

Com o sucesso do Planaltão, a família Pires de Araújo consolidou-se como referência no setor supermercadista de Brasília. Em um momento de grande inspiração, José Humberto e seus irmãos visitaram um supermercado na Asa Norte lotado de clientes, o que os motivou a abrir um novo ponto no Plano Piloto. A estratégia deu certo, e o novo supermercado conquistou a clientela pela maneira atenciosa e cuidadosa com que eram tratados.

Impacto no Setor e Contribuições Empresariais:

José Humberto e seus irmãos não se limitaram ao comércio local. Eles se tornaram membros de organizações representativas do setor, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), tendo José Humberto sido vice-presidente da Abras por seis anos e presidente por dois mandatos consecutivos. Além disso, ele expandiu suas atuações para o setor imobiliário, tornando-se sócio da Milênio Empreendimentos Imobiliários, além de se envolver com o setor social e esportivo.

Carreira Política:

A política foi um caminho natural para José Humberto, que já demonstrava seu compromisso com a transformação social. No Governo de Joaquim Roriz, ele foi Administrador Regional de Taguatinga e, mais tarde, Secretário de Governo na gestão de José Roberto Arruda. Desde 2019, ocupa o cargo de Secretário de Estado de Governo do Distrito Federal na gestão de Ibaneis Rocha.

O Novo Objetivo Político:

Agora, José Humberto mira um novo objetivo político: tornar-se deputado federal pelo MDB. Sua motivação não é financeira, pois ele continua sendo proprietário da Milênio, empresa que está sob a administração de seus filhos. Seu verdadeiro foco é ampliar as oportunidades para as pessoas simples, assim como ele e seus irmãos tiveram, e acredita que a verdadeira transformação ocorre quando essas oportunidades são distribuídas e multiplicadas.

A Visão de José Humberto:

José Humberto acredita que a mudança real acontece quando todos têm acesso às mesmas oportunidades que ele e seus irmãos receberam, ao longo de sua jornada de superação. “Distribuir oportunidades para que elas se multipliquem” é o seu objetivo, e ele reafirma que a transformação social só será possível quando todos tiverem a chance de conquistar um futuro melhor.

Conclusão:

José Humberto Pires de Araújo é um exemplo claro de como a determinação e o trabalho árduo podem transformar vidas. Começando como empacotador, hoje ele é uma referência no setor supermercadista e na política local, demonstrando que é possível alcançar grandes realizações quando se acredita no poder da mudança e da inclusão. Sua trajetória é um farol para todos que acreditam que o sucesso não é um privilégio, mas uma oportunidade que deve ser compartilhada.

José Humberto Pires e os Irmãos Planalto: De Empacotador a Secretário de Governo, Entre Conquistas no Varejo e Atuação Política

Por Ana Volpe

José Humberto Pires de Araújo é um nome que ressoa tanto no setor supermercadista quanto na política do Distrito Federal. Sua trajetória é um exemplo de superação e persistência, marcada por conquistas que impactaram não apenas sua vida, mas também a de muitas pessoas ao seu redor. Natural de Tocantins, a mudança de sua família para Goiás em busca de melhores condições de vida marcou o início de uma jornada de transformações. A pobreza que caracterizava sua infância foi apenas o ponto de partida para uma história de sucesso que se estende até os dias atuais.

O Encontro que Mudou o Destino:

A virada na vida de José Humberto e seus irmãos ocorreu quando um de seus irmãos começou a trabalhar como frentista em Estrela do Norte, Goiás. Nesse período, o primo de seu pai, Euzébio Pires de Araújo, estava indo para uma pescaria e, ao parar em um posto de gasolina, encontrou um dos irmãos de José Humberto. Euzébio, ciente das dificuldades da família, não hesitou em convidá-los para mudar-se para Brasília, onde o tio dele, dono de um pequeno mercadinho, poderia ajudar a melhorar a situação financeira da família. Assim, a vida de José Humberto e seus irmãos começaria a mudar, de forma irreversível.

Chegada a Brasília e o Início no Mercado:

Em 19 de janeiro de 1969, José Humberto e sua família chegaram à capital federal. O começo foi modesto: ele começou como empacotador em um mercadinho de seu tio, dormindo nas dependências do próprio estabelecimento. Com o tempo e muito esforço, José Humberto subiu na hierarquia e passou a ser gerente do mercado em Taguatinga. Mas o maior marco dessa fase foi quando seu tio decidiu vender o supermercado e José Humberto, junto com seus irmãos, comprou o negócio. Esse foi o primeiro passo rumo à criação do Planaltão Supermercados, uma rede que logo se expandiria para outras regiões de Brasília.

O Sucesso no Varejo e a Expansão para o Plano Piloto:

Com o sucesso do Planaltão, a família Pires de Araújo consolidou-se como referência no setor supermercadista de Brasília. Em um momento de grande inspiração, José Humberto e seus irmãos visitaram um supermercado na Asa Norte lotado de clientes, o que os motivou a abrir um novo ponto no Plano Piloto. A estratégia deu certo, e o novo supermercado conquistou a clientela pela maneira atenciosa e cuidadosa com que eram tratados.

Impacto no Setor e Contribuições Empresariais:

José Humberto e seus irmãos não se limitaram ao comércio local. Eles se tornaram membros de organizações representativas do setor, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), tendo José Humberto sido vice-presidente da Abras por seis anos e presidente por dois mandatos consecutivos. Além disso, ele expandiu suas atuações para o setor imobiliário, tornando-se sócio da Milênio Empreendimentos Imobiliários, além de se envolver com o setor social e esportivo.

Carreira Política:

A política foi um caminho natural para José Humberto, que já demonstrava seu compromisso com a transformação social. No Governo de Joaquim Roriz, ele foi Administrador Regional de Taguatinga e, mais tarde, Secretário de Governo na gestão de José Roberto Arruda. Desde 2019, ocupa o cargo de Secretário de Estado de Governo do Distrito Federal na gestão de Ibaneis Rocha.

O Novo Objetivo Político:

Agora, José Humberto mira um novo objetivo político: tornar-se deputado distrital pelo MBL (Movimento Brasil Livre). Sua motivação não é financeira, pois ele continua sendo proprietário da Milênio, empresa que está sob a administração de seus filhos. Seu verdadeiro foco é ampliar as oportunidades para as pessoas simples, assim como ele e seus irmãos tiveram, e acredita que a verdadeira transformação ocorre quando essas oportunidades são distribuídas e multiplicadas.

A Visão de José Humberto:

José Humberto acredita que a mudança real acontece quando todos têm acesso às mesmas oportunidades que ele e seus irmãos receberam, ao longo de sua jornada de superação. “Distribuir oportunidades para que elas se multipliquem” é o seu objetivo, e ele reafirma que a transformação social só será possível quando todos tiverem a chance de conquistar um futuro melhor.

Conclusão:

José Humberto Pires de Araújo é um exemplo claro de como a determinação e o trabalho árduo podem transformar vidas. Começando como empacotador, hoje ele é uma referência no setor supermercadista e na política local, demonstrando que é possível alcançar grandes realizações quando se acredita no poder da mudança e da inclusão. Sua trajetória é um farol para todos que acreditam que o sucesso não é um privilégio, mas uma oportunidade que deve ser compartilhada.

Bula Impressa: a modernização não pode custar vidas

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Por Alexandre de Morais*

Que bom!
Que bom que existem aqueles que nunca enfrentam um apagão.
Que têm celular de última geração, com plano de internet ilimitada e wi-fi veloz, funcionando 24 horas por dia.
Que bom quem têm um profissional disponível, paciente e disposto a ajudar sempre que surge uma dúvida. No caso um técnico em informática quando um celular der problema de memória ou mal funcionamento em um aplicativo
Que bom que todos moram em uma casa confortável, com tudo funcionando, e conexão de última geração.
Seria ótimo se essa fosse a realidade dos milhões de brasileiros que tomam remédios diariamente. Mas não é.
Que bom seria se só idosos com esse padrão de vida precisassem de medicamentos. Que bom seria se pobres, vulneráveis, moradores de regiões com acesso precário à internet, à eletricidade e à informação, simplesmente não adoecessem.
Mas a vida real não é assim. E quando falamos da proposta da Anvisa que tenta eliminar as bulas impressas, substituindo-as exclusivamente pela versão digital, não estamos falando de avanço; estamos falando de exclusão.
Não se trata de ser contra a inteligência artificial, nem contra a tecnologia. Pelo contrário: somos defensores da modernização, da IA e das ferramentas digitais, que são, sim, uma tendência sem volta e podem gerar grandes benefícios.
Mas modernizar não é excluir.
Modernizar não é ignorar os mais vulneráveis.
Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha mostra que mais de 80% da população exige a manutenção da bula impressa como instrumento de segurança e saúde. E a própria consulta pública da Anvisa chegou a resultados semelhantes: a ampla maioria defendeu que a bula física seja sempre mantida junto ao medicamento, para garantir o direito básico à informação em saúde.
Porque bula não é papel. Bula é proteção. Bula é vida.
Quando uma bula impressa é abolida, não se elimina apenas um pedaço de papel. Elimina-se a possibilidade de uma senhora, de um idoso, de um trabalhador ou de qualquer pessoa conferir uma contraindicação, uma interação medicamentosa, um efeito colateral ou a dose correta.
A justificativa de economia também não se sustenta. Uma bula custa, em média, de 4 a 6 centavos por unidade, valor irrisório diante do preço dos medicamentos e dos riscos que a falta de informação pode gerar.
Falam em sustentabilidade. Pois saibam que o papel utilizado é proveniente de reflorestamento, com impacto ambiental irrelevante perto do que está em jogo: vidas humanas.
Falam em inclusão digital. Pois saibam que 25% da população brasileira sequer tem acesso estável à internet, dispositivos modernos ou letramento digital básico. E entre os idosos, esse número é ainda mais alarmante.
A pergunta que fica é:
Modernizar para quem? Incluir quem? E excluir quem?
Vivemos, talvez, a era do “Lucro a Qualquer Preço” – Lucrum ad Omnem Pretium –, onde eficiência é confundida com corte de direitos e inovação é usada como desculpa para reduzir custos, não para proteger vidas.
O que está em debate aqui não é o futuro. É o presente. E é sobre garantir que ninguém, especialmente os mais vulneráveis, seja deixado para trás.
A luta segue na Justiça, no Congresso Nacional na imprensa e nas ruas. Porque informação salva vidas. E bula impressa é, sim, questão de saúde pública.

*Alexandre de Morais é advogado especializado em Defesa do Consumidor e coordenador do Movimento Exija Bula

A ética da convicção em Max Weber: entre a pureza dos princípios e a complexidade da política

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Em tempos de crise moral, incertezas políticas e polarizações acentuadas, o pensamento de Max Weber emerge com uma lucidez desconcertante. Dentre os muitos conceitos legados por esse gigante da sociologia alemã, destaca-se a sua célebre distinção entre dois modos de orientação moral: a ética da convicção (Gesinnungsethik) e a ética da responsabilidade (Verantwortungsethik). Essa dicotomia, apresentada em sua conferência “A Política como Vocação” (1919), permanece como uma das mais poderosas ferramentas para compreender o dilema moral de quem exerce o poder — seja na política, na administração pública ou na liderança de instituições.
Mas o que, afinal, significa agir com base na ética da convicção? E por que Weber, ao mesmo tempo em que a reconhece, também a questiona como fundamento exclusivo da ação política?

I. A Política como Vocação: o Cenário Weberiano
Proferida em janeiro de 1919, logo após a Primeira Guerra Mundial e em meio à instabilidade da recém-proclamada República de Weimar, a conferência de Weber não é apenas uma reflexão teórica, mas uma intervenção viva e urgente no debate político da Alemanha. Com o país mergulhado no caos e na busca por novos caminhos, Weber dirige-se aos jovens universitários — os futuros líderes — com a intenção de fazê-los refletir sobre o tipo de alma necessário para suportar o peso da política.

É nesse contexto que ele apresenta sua clássica distinção entre dois tipos de ética.

II. O Que É a Ética da Convicção
A ética da convicção é, essencialmente, uma ética de princípios. O agente moral orienta suas ações por valores considerados absolutos — sejam eles religiosos, ideológicos, filosóficos ou morais —, sem se preocupar com as consequências práticas de suas escolhas. Para esse tipo de postura, o importante é a pureza da intenção e a fidelidade ao ideal.

Weber ilustra essa ética com a postura dos profetas, mártires e idealistas que agem segundo um imperativo categórico. Mesmo que o mundo desmorone em torno deles, mesmo que sua ação gere efeitos desastrosos, eles permanecem firmes em seus princípios, podendo dizer com serenidade: “A responsabilidade pelas consequências não é minha; fiz o que era certo.”

Essa ética, ao se concentrar exclusivamente na coerência interna do agir, expressa um tipo de grandeza moral admirável. Mas ela também pode degenerar, adverte Weber, num perigoso descompromisso com a realidade.
III. A Política Não É Lugar para Inocentes
Weber era profundamente realista quanto à natureza da política. Para ele, o Estado moderno é, em última instância, uma entidade que detém o monopólio legítimo da força. Portanto, qualquer atuação política pressupõe lidar com o poder, com os meios da coerção e com as imperfeições do mundo real.

Agir exclusivamente com base em princípios pode ser admirável na vida pessoal, mas é insuficiente — e até irresponsável — na esfera política, onde cada decisão afeta milhões de vidas, e onde os dilemas são reais e muitas vezes trágicos.

A política exige escolhas duras: firmar alianças com adversários, recuar taticamente, ceder em pontos secundários para conquistar objetivos estratégicos. Nesses contextos, a fidelidade cega aos princípios pode ser tão destrutiva quanto o cinismo total.

IV. O Contraponto: A Ética da Responsabilidade
É por isso que Weber propõe um contraponto à ética da convicção: a ética da responsabilidade. Aqui, o agente não apenas considera os princípios que orientam sua ação, mas também pondera as consequências concretas que dela advêm. Trata-se de uma ética madura, atenta aos efeitos reais e disposta a assumir o peso moral das escolhas feitas.

Diferente do idealista que diz “os fins não justificam os meios”, o político responsável se vê obrigado a considerar que os meios, às vezes imperfeitos, são o único caminho possível para alcançar certos fins legítimos. Isso não significa, para Weber, aceitar a corrupção moral ou o vale-tudo, mas reconhecer que a pureza absoluta muitas vezes é um luxo que o real não comporta.

O verdadeiro político, segundo ele, é aquele que une o fogo da convicção com o olhar frio da responsabilidade. Que acredita em algo, mas que sabe calcular. Que tem princípios, mas também senso de proporção.
VIII. A Alma da Política
Weber encerra sua conferência com uma das mais belas passagens da história do pensamento político. Ele diz que a política é o campo do possível, do esforço contínuo, da luta contra a banalidade do mal e da irresponsabilidade cega. E conclui com esta advertência memorável:

“A política é feita com a cabeça, e não com as emoções. E ainda assim, sem paixão, não se sustenta. Paixão no sentido de entrega à causa — mas com distanciamento e senso de proporção. O político precisa de paixão e de juízo. E da capacidade de manter a alma firme diante de um mundo interiormente dilacerado.”

Conclusão: Um Chamado à Maturidade Ética
A ética da convicção, por si só, é nobre — mas incompleta. A ética da responsabilidade, sozinha, pode ser eficiente — mas fria. Weber nos convida a reconhecer o valor de ambas, e sobretudo, a coragem que exige viver em sua tensão permanente.

O mundo não precisa apenas de idealistas que sonham com um paraíso abstrato, nem de cínicos que manipulam tudo em nome do pragmatismo. Precisa de líderes — e cidadãos — que tenham firmeza de princípios, mas também maturidade para agir diante da imperfeição do real.

A ética da convicção nos ensina o que é certo. A ética da responsabilidade nos lembra que, às vezes, fazer o certo exige sacrifícios e escolhas difíceis. E é nesse encontro, sempre incômodo, que a política verdadeira se faz.

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Quem te faz acreditar em absurdos pode te fazer cometer atrocidades: o alerta que nunca envelhece

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Poucas frases são tão diretas e inquietantes quanto essa de Voltaire: “Aqueles que podem te fazer acreditar em absurdos, podem te fazer cometer atrocidades.” Escrita no século XVIII, ela carrega uma atualidade brutal. É um lembrete de como a manipulação das ideias, quando não filtrada pela razão, pode virar combustível para comportamentos cruéis, desumanos — e muitas vezes justificados em nome de uma “verdade” construída artificialmente.
Voltaire escreveu isso numa carta de 1765, refletindo sobre os horrores cometidos pela Inquisição e a intolerância religiosa. Ele criticava abertamente como doutrinas absurdas podiam moldar ações monstruosas. E o mais chocante é perceber como esse padrão se repete na história: dos pogroms contra judeus na Europa até os campos de extermínio nazistas, passando por linchamentos públicos baseados em boatos. Tudo começa com uma crença cega, muitas vezes vendida como inquestionável.

Mas não precisamos olhar apenas para os livros de História. Pense em como fake news e teorias da conspiração, por mais absurdas que pareçam, têm causado violência real nos últimos anos. Basta alguém com autoridade ou carisma convencer um grupo de que “o inimigo” precisa ser eliminado — seja esse inimigo um grupo étnico, uma ideia política ou um simples vizinho com opiniões diferentes. De repente, o absurdo se torna justificativa, e a atrocidade se torna ação.

O filósofo alemão Theodor Adorno também alertou para essa dinâmica. Em seu estudo “A Personalidade Autoritária”, ele analisou como indivíduos com pensamento rígido, incapazes de lidar com a ambiguidade, se tornam alvos fáceis para ideias extremistas. Segundo ele, “a incapacidade de pensar dialeticamente é o terreno fértil do totalitarismo.” O livro foi escrito após a Segunda Guerra Mundial, mas serve como espelho dos nossos tempos digitais, onde o algoritmo muitas vezes favorece a simplificação em vez da complexidade.
A chave para evitar esse ciclo é cultivar a dúvida construtiva e o pensamento crítico. Não é ser cínico ou desconfiado de tudo, mas sim desenvolver o hábito de questionar antes de crer, de buscar fontes antes de compartilhar, de sentir antes de reagir. Como dizia Sócrates, “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”. E esse exame passa por checar se nossas crenças fazem sentido ou se estamos apenas reproduzindo absurdos porque alguém nos convenceu disso.

A espiritualidade também oferece um antídoto interessante. Tradicionalmente, ela convida à reflexão profunda sobre o bem, a compaixão e o discernimento. Em vez de aceitar narrativas de ódio, o espiritual busca compreender — e compreender é o oposto de julgar com pressa. Quando nos conectamos com valores mais elevados, temos mais chance de escapar das armadilhas mentais que levam à violência.

A maior tragédia do absurdo não é ele parecer crível, mas ele se tornar confortável. Quando a mentira se alinha ao que já queremos acreditar, ela vira verdade. Por isso, o desafio diário é manter a lucidez em tempos de vozes barulhentas. Como diria George Orwell, “para ver o que está diante do nosso nariz, é preciso um esforço constante.” E esse esforço — de ver, questionar e sentir com o coração — é o que nos impede de cometer atrocidades, mesmo quando o mundo à nossa volta parece querer nos convencer do contrário.

Haras Rancho Tokarski na AgroBrasília 2025 mais uma vez 

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Um dos eventos mais tradicionais do agronegócio no Centro-Oeste está de volta! A AgroBrasília 2025 começa nesta terça-feira (20/05) com uma programação inédita e ainda mais conectada com o futuro do agro. Entre os dias 20 e 24 de maio, o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci será palco de debates sobre tecnologia 4.0, sustentabilidade, agricultura regenerativa, café, protagonismo feminino e intercâmbio internacional.

Mais uma vez, o empresário Rogério Tokarski, fundador da Farmacotécnica e um dos grandes criadores de ovinos do país, participa do evento, levando 80 animais das raças Dorper, White Dorper e Santa Inês para a exposição. “Teremos 60 animais puro sangue, de alta genética; e 20 de meio sangue. Todos à venda”, explica o produtor rural.

Além disso, o Haras Rancho Tokarski levará dois cavalos pôneis (também à venda) e quadro cabeças de gado Wagyu – raça conhecida por ter um elevado grau de marmoreio e uma maciez inigualável na carne. A carne de animais das raças Wagyu é reconhecida como a carne mais nobre do mundo, maciez elevada, sabor único e saudável. Os bovinos das raças Wagyu possuem melhor conversão alimentar e uma maior habilidade de depositar gordura entre as fibras musculares com uma maior rapidez e eficiência em comparação com a outras raças de bovinos de origens europeias e asiáticas.

Rogério Tokarski foi um dos primeiros criadores da raça no Planalto Central do país. “Acreditamos na raça, quando poucas pessoas a conheciam no Brasil. E estamos muito animados com a oportunidade de ajudar a difundi-la, levando esta amostra de alta genética para a AgroBrasília, mais uma vez este ano”, afirma.

O Haras Rancho Tokarski está localizado na DF-250, Núcleo Rural Taquara.  Além de proporcionar visibilidade aos criadores e fomentar negócios, o AgroBrasília é uma vitrine para o desenvolvimento genético e a sustentabilidade no setor agropecuário. “Acho que participarmos de um evento como este, estamos, de alguma maneira, contribuindo significativamente para o fortalecimento da ovinocultura no Brasil”, afirma o empresário.

Entre os destaques da AgroBrasília 2025, estão: 

✅ AITEC com 1.200 m², mais de 20 startups, hackathon e concurso de inovação

✅ Dia Internacional com presença de diplomatas de mais de 20 países

✅ 3º Encontro de Mulheres do Agro: Elas Plantam o Futuro

✅ Programação da Emater-DF e Embrapa voltada à sustentabilidade e crédito de carbono

✅ Painéis sobre bioinsumos, ILPF e novas soluções para o Cerrado

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Feira AgroBrasília 2025 é gratuita e tem o apoio dos sindicatos rurais do DF.

SERVIÇO:

AgroBrasília 2025📍 Local: BR-251, km 5 – PAD-DF🕒 Horário: 8h30 às 18h🎟️ Entrada gratuita

Sobre a Farmacotécnica – Prestes a completar 50 anos, a Farmacotécnica é a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras no Brasil. Se destaca pela inovação e qualidade de seus produtos, oferecendo soluções personalizadas e eficazes para a saúde e bem-estar de seus clientes. Com um compromisso contínuo com a pesquisa e desenvolvimento, a rede brasiliense, com sete lojas no DF, busca sempre oferecer o que há de mais moderno e eficiente no mercado farmacêutico.

Haras Rancho Tokarski na 

AgroBrasília 2025 mais uma vez 

Brasília, 20 de maio de 2025 –  Um dos eventos mais tradicionais do agronegócio no Centro-Oeste está de volta! A AgroBrasília 2025 começa nesta terça-feira (20/05) com uma programação inédita e ainda mais conectada com o futuro do agro. Entre os dias 20 e 24 de maio, o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci será palco de debates sobre tecnologia 4.0, sustentabilidade, agricultura regenerativa, café, protagonismo feminino e intercâmbio internacional.

Mais uma vez, o empresário Rogério Tokarski, fundador da Farmacotécnica e um dos grandes criadores de ovinos do país, participa do evento, levando 80 animais das raças Dorper, White Dorper e Santa Inês para a exposição. “Teremos 60 animais puro sangue, de alta genética; e 20 de meio sangue. Todos à venda”, explica o produtor rural.

Além disso, o Haras Rancho Tokarski levará dois cavalos pôneis (também à venda) e quadro cabeças de gado Wagyu – raça conhecida por ter um elevado grau de marmoreio e uma maciez inigualável na carne. A carne de animais das raças Wagyu é reconhecida como a carne mais nobre do mundo, maciez elevada, sabor único e saudável. Os bovinos das raças Wagyu possuem melhor conversão alimentar e uma maior habilidade de depositar gordura entre as fibras musculares com uma maior rapidez e eficiência em comparação com a outras raças de bovinos de origens europeias e asiáticas.

Rogério Tokarski foi um dos primeiros criadores da raça no Planalto Central do país. “Acreditamos na raça, quando poucas pessoas a conheciam no Brasil. E estamos muito animados com a oportunidade de ajudar a difundi-la, levando esta amostra de alta genética para a AgroBrasília, mais uma vez este ano”, afirma.

O Haras Rancho Tokarski está localizado na DF-250, Núcleo Rural Taquara.  Além de proporcionar visibilidade aos criadores e fomentar negócios, o AgroBrasília é uma vitrine para o desenvolvimento genético e a sustentabilidade no setor agropecuário. “Acho que participarmos de um evento como este, estamos, de alguma maneira, contribuindo significativamente para o fortalecimento da ovinocultura no Brasil”, afirma o empresário.

Entre os destaques da AgroBrasília 2025, estão: 

✅ AITEC com 1.200 m², mais de 20 startups, hackathon e concurso de inovação

✅ Dia Internacional com presença de diplomatas de mais de 20 países

✅ 3º Encontro de Mulheres do Agro: Elas Plantam o Futuro

✅ Programação da Emater-DF e Embrapa voltada à sustentabilidade e crédito de carbono

✅ Painéis sobre bioinsumos, ILPF e novas soluções para o Cerrado

Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Feira AgroBrasília 2025 é gratuita e tem o apoio dos sindicatos rurais do DF.

SERVIÇO:

AgroBrasília 2025📍 Local: BR-251, km 5 – PAD-DF🕒 Horário: 8h30 às 18h🎟️ Entrada gratuita

Sobre a Farmacotécnica – Prestes a completar 50 anos, a Farmacotécnica é a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras no Brasil. Se destaca pela inovação e qualidade de seus produtos, oferecendo soluções personalizadas e eficazes para a saúde e bem-estar de seus clientes. Com um compromisso contínuo com a pesquisa e desenvolvimento, a rede brasiliense, com sete lojas no DF, busca sempre oferecer o que há de mais moderno e eficiente no mercado farmacêutico.