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PaulOOctavio entrega Residencial Márcia Kubitschek aos compradores

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Em evento prestigiado pelos descendentes diretos da família de JK e por representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Judiciário, a PaulOOctavio entregou a compradores e investidores o Residencial Márcia Kubitschek, na SQNW 103, no Noroeste. O edifício homenageia a deputada federal constituinte e vice-governadora do DF, falecida em 2000. Após o descerramento da placa do empreendimento, também foi inaugurado um mosaico com uma imagem dela no pilotis.

Da família Kubitschek estiveram presentes duas filhas da vice-governadora, Anna Christina e Júlia, e os netos Felipe Octávio, André Octávio e Luísa. O secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, e o secretário-executivo do Consórcio Brasil Central (BrC), José Eduardo Pereira, assim como o desembargador Roberval Belinati, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), compareceram à inauguração. O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), Leonardo Ávila, representou a classe empresarial.

O empresário Paulo Octávio, dono da construtora e genro de Márcia, saudou os moradores do prédio e destacou o trabalho da empresa em benefício da cidade. “Tudo que temos feito nesses últimos anos tem sido um motivo de muito orgulho para todos nós”, destacou. “Hoje estamos homenageando uma pessoa que é ícone da cidade e minha sogra. Ela foi uma deputada federal constituinte maravilhosa, defendeu as mulheres e teve papel importante na Constituição Cidadã. E quase foi vice-presidente da República”, lembrando que, em uma das articulações, conheceu a esposa, Anna Christina Kubitschek, com quem está casado há 35 anos.

“Márcia terminou o trabalho como deputada e aceitou ser vice de Joaquim Roriz na primeira eleição de Brasília. Todos lembram o que fizeram naquele primeiro período, de 1990 a 1994, com as transformações na cidade, como o Metrô e as cidades de Santa Maria e Samambaia. A Marcia e o Roriz, juntos, fizeram uma mudança radical em Brasília, uma transformação maravilhosa”, destacou.

Coube a André Kubitschek falar em nome da família. O vice-presidente do Memorial JK agradeceu aos trabalhadores das obras e elogiou a qualidade do edifício, antes de falar do simbolismo da homenagem. “Minha avó partiu cedo, mas seu legado é eterno e nos traz orgulho. Nas minhas caminhadas, me deparei com relatos bonitos. E um foi marcante. Em uma casa, no Recanto das Emas, uma senhora me convidou para sentar. Havia um porta-retrato com o nome Márcia. Ela percebeu que eu estava vendo e seus olhos se encheram de lágrimas. Então, me disse que a filha tem o nome de Márcia por causa da nossa avó, com um carinho e um respeito imensos”, relatou.

“Mais do que nunca, essa trajetória tem que ser lembrada, para mostrar o impacto que a boa política gera para a sociedade. O seu talento era imenso. Uma pessoa capacitada, uma enciclopédia viva e que sabia de tudo, viajada e instruída. Hoje, lembramos e homenageamos essa mulher de fibra, habilidosa e competente, que foi deputada constituinte e governadora, mas acima de tudo, uma pessoa que faz falta e é lembrada por todos os brasilienses”, completou, relembrando que a avó foi acolhedora e deu a ele e ao irmão Felipe uma infância divertida.

O desembargador Roberval Belinati lembrou o sofrimento da família durante os anos pós-1964
O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Roberval Belinati, falou de sua amizade com Paulo Octávio desde a faculdade e também da importância histórica da família Kubitschek. “Estou aqui em homenagem à família Kubitschek, que nós temos de ter gratidão. Como não agradecer a essa família que construiu Brasília e que sofreu o que sofreu por Brasília? Quem conhece a história sabe do que estou falando. Do sofrimento do presidente, depois de tanto fazer pelo Brasil. Mas Deus dá a recompensa. Essa é a missão da família. E você, Paulo, é um orgulho para nossa turma no Ceub, para o empresariado, para o governo”, afirmou, destacando que mais de 15 mil famílias tiram seu sustento das Organizações PaulOOctavio.

Em um discurso bem-humorado, mas reflexivo da importância da família Kubitschek para a capital, o secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, brincou com o empresário, dizendo que a homenagem à sogra “demorou”. Ele destacou que o Juscelino Kubitschek foi um redentor para quem morava nos rincões brasileiros.

“Quando olho para os netos e bisnetos de JK, todos lindos, penso que essa família merece nossa gratidão para sempre. Hoje estamos todos bem, mas quando olhamos para 70 anos atrás, penso: ‘como estariam as nossas famílias?’”, contou. “Eu lembro desses meninos, na Câmara, Felipe e André, arrumadinhos, de terno. O Paulo sempre os levava assim, formando pessoas para o futuro, para continuar essa geração de realizadores. Pessoas boas, que têm berço, têm história e que certamente continuarão construindo o nosso Brasil”, concluiu.

O empreendimento
O Residencial Márcia Kubitschek foi erguido no Bloco A da SQNW 103 e tem apartamentos tipo e coberturas duplex de 3 e 4 quartos, com metragens de 119m² a 303m² e até 4 vagas de garagem. O empreendimento fica perto de dois importantes parques e a dez minutos do centro de Brasília.

O residencial conta com área de lazer completa. O projeto é da MKZ Arquitetura e a arquitetura de interiores foi elaborada pelo Studio Walléria Teixeira Arquitetura e Interiores.

Edmar Mothé, o vendedor que deu dois mundos a Brasília

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Edmar Mothé, o vendedor que deu dois mundos a Brasília

 Fundador da Mundo dos Filtros e da Bio Mundo, o capixaba soube aproveitar as oportunidades que só a capital federal poderia oferecer

Por: Nayara Storquio
Fotos: Divulgação e Nubia Paula

O ano era 1974 quando Edmar Mothé, aos 22 anos de idade, trouxe seus sonhos do Espírito Santo para Brasília. Com muita determinação e foco dentro da bagagem, o capixaba de Cachoeira do Itapemirim não imaginava que fosse construir um império comercial com a capital federal de pano de fundo.

Edmar decidiu parar de ver Brasília só pelas lentes da televisão, e em discursos do ainda vivo Juscelino Kubitschek, e mudou-se para a 705 Sul. Na época sem dinheiro, ele morou em uma república da W3 Sul após a tentativa de morar com o irmão, na Asa Norte, não deu muito certo.

Independente da situação difícil daquele momento, Edmar não se deixou abalar pois tinha um dom: As vendas. Se o objetivo era vender o rapaz capixaba tirava de letra. E foi assim que, ao chegar na capital federal, Edmar já começou a trabalhar como vendedor de porta em porta.

“Vi uma oportunidade de mudar minha vida através das vendas”

Num tom de conversa descontraído ele conta que esse talento o levou a vender diversos produtos. Os primeiros salários aqui no cerrado vieram da venda de seguros de vida e até de títulos de clubes. Posteriormente ele começou a trabalhar como corretor imobiliário comercializando loteamentos no entorno de Brasília, nas cidades de Valparaíso e Luziânia.

Para Edmar o dom de vendedor foi decisivo para sua sobrevivência naquela jovem Brasília de apenas 14 anos de idade. Ele confessa que viu nas vendas uma oportunidade de mudar sua vida e apostou no seu sonho, mesmo que ele incluísse uma jornada de trabalho de sol a sol, e das 7h às 22h.

Sua dedicação para o comércio deu retorno positivo rapidamente. Em meados de 1978, apenas 3,5 anos depois de sua chegada a Brasília, Edmar já abriu sua primeira empresa, no ramo imobiliário a “Módulo Empreendimentos Comerciais”.

A ideia lhe fez sentido na época, já que tinha acumulado com êxito algum conhecimento imobiliário trabalhando como corretor. O objetivo era simples: Oferecer a infraestrutura necessária e comercializar loteamentos em parceria com fazendeiros da região de Luziânia, no Goiás.

Como o sucesso parecia andar em seu encalço, 1981 foi o ano da inauguração do seu segundo empreendimento: a Mundo dos Filtros. De fato que o “mundo” nesse caso era pequeno, a primeira loja era no Comércio Local Norte, na quadra 102.

Com muito bom humor Edmar conta que primeira loja abriu mesmo sem letreiro na fachada. O que foi resolvido de improviso com uma faixa de pano dizendo “Mundo dos Filtros”. Mesmo assim isso não o impediu de contratar a voz de ninguém menos que Cid Moreira para narrar o primeiro comercial televisivo do empreendimento.

Ao narrar, no vozeirão icônico do jornalista, “Mundo dos filtros a mais completa loja de filtros do Brasil, na 102 norte, em frente ao HRAN”, mal sabia o Cid que esse mundo todo cabia numa loja de trinta metros quadrados. E que ela existe até hoje.

A intenção da Mundo dos Filtros era mais elaborada, oferecer um “mundo de opções para filtros de água”. Afinal, para Edmar, Brasília era uma ótima oportunidade de sucesso “caso a população precisasse que beber água”, conta ele rindo ao lembrar.

O primeiro mundo fundado por Edmar, e do qual ele ainda é o CEO, começou comercializando filtros e velas de todos os tipos. Atualmente as lojas vendem também eletroportáteis, purificadores de ar, eletrodomésticos, umidificadores de ar e produtos de ventilação.

Foi só depois de 34 anos de trajetória na “terra dos filtros” que Edmar fundou seu segundo mundo. Mundo esse que nasceu da paixão por produtos naturais. Concepção muito nutrida dentro da sua família e valorizada entre ele os filhos.

Com uma bagagem de experiências muito mais pesada do que trazida em 1974, Edmar inaugurou a Bio Mundo em dezembro de 2015, aos 58 anos de idade.

Como uma alimentação saudável sempre foi importante em sua vida Edmar sabia da dificuldade para encontrar produtos naturais em Brasília. Razão o que o motivou a se aventurar mais uma vez no novo empreendimento nesse setor.

“Eu tinha que acreditar nos produtos que eu vendia”

A Bio Mundo surgiu dessa carência de produtos naturais com preços acessíveis na capital. E Edmar, vindo de uma família simples, queria que sua loja oferecesse produtos saudáveis para qualquer bolso, democratizando a compra. Esse conceito deu tão certo que já espalhou 32 lojas Bio Mundo na capital federal, e 82 no Brasil, sendo a que mais cresce no segmento.

Para Edmar o pilar mais importante que o trouxe até aqui foi acreditar no seu produto. Por isso cada um dos produtos que ele oferece precisa ser meticulosamente avaliada e aprovada por ele, que se coloca na pele do cliente. Estratégia nata de bom vendedor.

Ao longo do tempo ficou claro para Edmar que as suas empresas surgiram de momentos distintos, tanto para ele quanto para Brasília. E a experiência acumulada na capital, “no peito e na marra”, foram decisivos no nascimento e no sucesso da Bio Mundo hoje.

A boa-aventurança do segundo mundo criado por Edmar já o levou a quatorze estados, por meio de lojas franqueadas. Esse mundo é maior que o primeiro, não há como negar, mas Edmar afirma que mesmo assim ainda sente frio na barriga a cada nova inauguração.

Um bom vendedor tem que ouvir as necessidades do cliente, e claro que isso Edmar já sabia. A partir daí a Bio Mundo evoluiu para uma loja com oferta múltipla de produtos. Um ambiente diversificado onde se pode encontrar produtos para compra, para consumo imediato e até conta com um restaurante em algumas unidades.

“Sempre vi Brasília com uma certa magia, a da oportunidade.

Oportunidades que hoje fizeram dela uma cidade completa.”

Hoje, 40 anos depois, Edmar lembra com nostalgia de quando fazia percursos a pé da W3 Sul até o Conic para trabalhar como vendedor. E se lembra de que o sonho que o trouxe pela primeira vez a capital federal só foi possível de se realizar graças ao desenvolvimento único que Brasília demonstrou ao longo do tempo.

Desenvolvimento esse que proporcionou ao antigo vendedor de porta em porta ser responsável por cerca de 1300 funcionários que trabalham em seus “dois mundos”. A maioria deles trabalha na Bio Mundo, que mesmo sendo a empresa mais jovem é a que requer mais atenção.

Sendo um vendedor nato Edmar se orgulha de nunca ter se encaixado no perfil “funcionário de escritório com ar condicionado”, como ele mesmo conta. A disposição de pôr a cara a tapa numa cidade nova e promissora ainda é a postura de empreendedor que ele carrega.

Para ele a Brasília de hoje é uma cidade completa. Muito diferente de quando ambos, ele e a capital, eram muito jovens. A cidade passou por um processo de desenvolvimento muito grande, o que lhe trouxe também alguns problemas. Aqui cita a segurança pública, e o trânsito, duas coisas que não eram a realidade do Edmar rapaz, de 22 anos.

Hoje aos 62 anos, Edmar acumula 40 de Brasília. Quatro décadas e meia vendo a cidade crescer, enquanto ele crescia junto com ela. E mesmo depois de tanto tempo Edmar não pensa sair daqui. Mas também pudera, como separar o vendedor que Brasília acolheu de asas abertas, o que lhe retribuiu dando-lhe dois mundos inteiros

Livraria Leitura projeta um Dia dos Namorados promissor

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As vendas no Dia dos Namorados em 2024 apresentaram um desempenho positivo, com o comércio físico e o e-commerce registrando amplo crescimento em relação a 2023. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço, a data movimentou R$22,81 bilhões no varejo e serviços e a expectativa para 2025 é de um crescimento ainda maior em relação ao ano de 2024.

Porém, mais do que uma data comercial, o Dia dos Namorados é uma celebração do amor em suas diversas formas. É o momento de reforçar laços, relembrar histórias, criar novas memórias e valorizar a presença de quem faz a vida mais leve e especial. Seja no início de um romance ou em uma longa trajetória a dois, o dia 12 de junho convida os apaixonados a expressarem seus sentimentos com gestos que tocam o coração.

Pensando nisso, a Leitura, a maior rede de livrarias do Brasil, com mais de 120 lojas no país, preparou uma seleção especial de opções que agradam a todos os estilos e bolsos. Com excelente custo-benefício, a variedade inclui desde livros que emocionam até objetos criativos e cheios de significado.

Entre os livros, destaque para “Quatro Estações no Japão”, por R$71,90, uma leitura sensível e envolvente; “Escrevi um Livro Sobre Nós”, por R$44,90, perfeito para casais que gostam de se expressar; “Caçador Sem Coração”, também por R$44,90, ideal para quem curte romances intensos; e “O Poder da Ação”, por R$67,40, uma escolha inspiradora para quem deseja motivar a pessoa amada.

Além das obras literárias, a Livraria Leitura oferece uma variedade de presentes criativos. É possível encontrar a charmosa Vela Dupla Aromática em lata, por R$59,90; a Caneca Empilhada Dupla Ônix com a mensagem “Eu te amo”, por R$69,90; a elegante Garrafa Térmica Metal Neo, por R$119,90; e a delicada Caneca de Vidro Elegance com a frase “Hoje, Amanhã e Sempre”, por R$39,90.

“Estamos muito otimistas com as vendas neste período e temos certeza que aqueles que visitarem nossas lojas ou acessarem o SeLigaNaLeitura.com.br terão boas inspirações para supreender a pessoa amada”, afirma Rafael Martinez, Head Marketing da Leitura.

Sobre a Livraria Leitura

No mês de junho, a Livraria Leitura, a maior rede de livrarias em unidades físicas no Brasil, comemora um marco especial: 58 anos dedicados a promover a cultura e o hábito da leitura em todo o país. A rede que hoje é um império livreiro com 123 lojas distribuídas em 24 Estados, foi fundada em 1967 na Galeria do Ouvidor, em Belo Horizonte.Com um portfólio que vai muito além dos livros, incluindo revistas, produtos da área geek e materiais de papelaria, as lojas da Livraria Leitura transformaram-se em verdadeiros points culturais e sociais para todos os estilos e faixas etárias.

STJ Livra Agnelo Queiroz da cobrança de multa na obra do Centrad.

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“O escritório Burjack, Nunes & Vasconcelos Advogados vem a público confirmar que decisão proferida sob a jurisdição e competência do Superior Tribunal de Justiça – STJ deu provimento a recurso interposto pela defesa técnica do ex-Governador Agnelo Queiroz, anulando acórdão proferido pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT. Igualmente, foram suspensos todos os efeitos patrimoniais decorrentes da condenação em ação de improbidade administrativa que tramita perante a 7ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. Acolhendo os argumentos da defesa, a decisão reconheceu omissão do TJDFT ao jugar a causa sem considerar que o Centro Administrativo do Distrito Federal – Centrad caracteriza-se como empreendimento de interesse público declarado por meio do Decreto nº 36.061/2014, o que dispensa, como sustentado, as exigências burocráticas previstas no Decreto nº 35.800/2014 e torna legítima a inauguração realizada no ano de 2014. Sempre pautado pelo espírito republicano e pelo compromisso com o Distrito Federal, o ex-governador Agnelo Queiroz mantém-se convicto de que a inauguração do Centrad foi decisão legal e em conformidade com os princípios constitucionais da Administração Pública”, registrou o documento encaminhado por Paulo Burjack e Nunes Neto à redação”

Mais compaixão, menos sofrimento

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Por: Dr. Gutemberg Fialho


Entre os dias 16 e 22 de maio, quatro pessoas perderam a vida em UPAs do Distrito Federal.

Estamos solidários com suas famílias — e com todos que sentem essa dor. Mais do que explicações, o que se espera agora são mudanças reais na saúde pública. Essa sequência de tragédias escancara, mais uma vez, o descaso do GDF com as vidas das pessoas.
A política de saúde do atual governo não atende às necessidades da população. Ignora o sofrimento, despreza o perfil epidemiológico de cada região. É desumana e não e segue critérios técnicos adequados. A prioridade tem sido orientar todas as situações para as emergências e esvaziá-las rapidamente e a qualquer custo, tentando evitar repercussões negativas na imprensa. É marketing, não gestão.
Aumentaram a quantidade de UPAs para atendimentos de urgência, mas sem prover atendimento hospitalar especializado com capacidade compatível. Não houve expansão da rede de assistência especializada nem dos leitos de internação ou de UTI. Não contrataram médicos especialistas. Faltam equipes de enfermagem, manutenção predial, equipamentos e insumos básicos.
Pacientes que deveriam permanecer no máximo 24 horas nas UPAs — idosos, crianças, gestantes e trabalhadores — ficam dias internados, ocupando salas vermelhas e outras áreas dessas unidades. Médicos e equipes tentam salvar vidas em condições precárias nas áreas internas e, ao mesmo tempo, precisam atender quem está do lado de fora.
Nos hospitais, o cenário é igualmente caótico. Profissionais enfrentam a superlotação, a falta de recursos e o drama de manter pacientes intubados em leitos de emergência, quando deveriam estar em UTIs. Esses profissionais adoecem junto com os pacientes.
No caso da paciente que morreu na UPA de Planaltina no dia 22, há denúncia de que ela esperou três dias por uma ambulância para levá-la ao HRAN, onde precisava passar pela avaliação de um cirurgião vascular. Isso é uma afronta à dignidade humana, é desumano.
Segundo o Ministério Público do DF, faltam 941 leitos de retaguarda na rede pública. Muitos estão bloqueados ou foram fechados por falta de recursos humanos.
Enquanto isso, pacientes e acompanhantes se queixam do tempo de espera nas UPAs, sem saber que, lá dentro, os profissionais estão sobrecarregados cuidando de quem não foi transferido por ausência de leitos nos hospitais. E nos hospitais, leitos de emergência estão lotados com pacientes que precisam estar na UTI.
Esse colapso é resultado direto de uma escolha política: a priorização da terceirização da saúde. Desde 2019, o GDF tenta repassar a responsabilidade ao Iges, em vez de investir na estrutura pública existente. A ideia de que terceirizar é melhor é uma ilusão vendida à sociedade.
A sequência de tragédias recentes e o desespero de mães revoltadas nas portas da pediatria do Hospital de Santa Maria são prova de que essa política falhou.
Não podemos aceitar velórios como rotina. Um governo não pode impor esse sofrimento à população nem exigir que o trabalho dos profissionais de saúde dependa de heroísmo.
É hora de mudar. É urgente estruturar a rede pública, valorizar médicos e equipes concursadas e garantir a assistência que é um direito constitucional. O luto das famílias é nosso. A dor delas nos move. E não vamos parar até que nenhuma vida seja perdida por negligência do Estado.

“Do concreto e dos peões para os perfumes e às mulheres”

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Quem imaginaria alguma relação entre os canteiros de obras de um lado e por outro a venda do que há de mais premium em perfumes? Ainda nos anos 80, um visionário que já empreendia no mercado da construção civil, resolveu trazer para a jovem capital Brasília (que há época tinha pouco mais de 20 anos) um leque de opções com o que existe de mais fino no mundo da perfumaria internacional.

“Eu comecei a empreender na Construção Civil, sai do concreto e de lidar com os ‘peões’ de obra para lidar com perfumes e mulheres”, explica se referindo ao apelido como são chamados os trabalhadores da construção civil e ao fato que um dos maiores públicos-alvos de perfumaria ser formado por mulheres.

Assim pela capacidade visionária de Ennius Muniz nasceu e se expandiu a Lord Perfumaria. O negócio deu certo e atualmente conta com 8 lojas próprias por Brasília e 21 franquias da marca no Distrito Federal, Formosa e Valparaíso de Goiás e um catálogo de mais de 200 marcas com os principais players da perfumaria internacional. “Naquela época, eu decidi diversificar, pois o mercado de construção civil quando passa por crises é muito sazonal, às vendas se estatizam. Percebi que quem estava no varejo estava com menos problemas do que na construção civil e enxerguei que era hora de arriscar outros segmentos”, explicou.

O início

Ele conta que acreditou no discurso do então ministro do Planejamento da época, Delfim Netto que vinha acompanhado de um otimismo pelo crescente desenvolvimento da economia. A fala do ministro e o período ficaram conhecidos como o milagre econômico (1964-1985). “Eu acreditei em todo aquele discurso que o Delfim falava sobre diversificação. Nesta época, comprei a Lord, Posto de Gasolina, Fábrica de Cerâmica, Salão de Beleza, Boate”, detalha. Ennius. ampliou bastante os segmentos, mas o mundo caminhava para a especialização dos negócios. “Eu não era especialista em tudo isso, mas sim um empreendedor que conhecia o mundo dos negócios.”

Ennius conta que alguns dos empreendimentos não prosperaram como o esperado, outros por sua vez resistiram a todos os intemperes do comércio. Apesar de tudo, ele diz que buscou em sua vida como empresário sempre uma postura digna. “Em todos os segmentos que atuei, eu entrei e sai pela porta da frente. Honrando os meus compromissos com os meus colaboradores e parceiros”, explica.

Então, ele enxergou a oportunidade com um amigo que tinha a marca Lord Barbearia em Goiânia. Ennius comprou a marca já com quatro lojas em Brasília no Plano Piloto, sendo duas na Asa Sul (305 Sul, 105 Sul), uma na Asa Norte (302 Norte) e uma no Shopping Conjunto Nacional. Assim de barba, cabelo e bigode, o empreendedor transformou a marca Lord em venda de perfumes de primeira linha como Dior, Givenchy, Dolce&Gabbana.

O segmento de perfumaria seletiva era um caminho a ser desbravado no País. Nos anos 80, o Brasil passava por uma grande transformação com o início do movimento Diretas Já   – um desejo do povo para a eleição direta de seus representantes e também o fim da Ditadura Militar. No mundo, as grandes marcas já mostravam a que vieram apresentando fragrâncias e conceitos em perfumaria.

O povo brasileiro é visto pelo mundo como um dos principais mercados de perfumes, por serem exigentes, considerarem o uso de perfumes e cosméticos artigos essenciais e não supérfluos. Segundo projeção da pesquisa Euromonitor Internacional, a indústria de perfumes movimenta cerca de R$10,5 bilhões de dólares por ano.

Brasília dos anos 80 aos dias atuais

O país e Brasília dos anos 80 eram um cenário de grande efervescência cultural. Na capital surgiram bandas como Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial. De acordo com o Censo Demográfico, a população da época era de 1,17 milhão de habitantes, sendo que 603.211 formado por mulheres e 573.724 homens. Hoje a população brasilense supera a marca dos 3 milhões e com expectativas de crescimento.

A história de vida de Ennius Muniz e sua família se confunde com a própria inauguração de Brasília. Assim como várias pessoas, os pais de Ennius: Francisco e Wanda Muniz decidiram se mudar para a nova capital, acreditando no ideal de Juscelino Kubitschek.

Ennius nascerá em Belo Horizonte (MG) e seguiu para Brasília aos 13 anos de idade em 1961 – um ano após a inauguração da capital. Quando chegou a capital, a família se instalou na antiga Cidade Livre (atual Núcleo Bandeirante). “A construção do Plano Piloto foi indescritível. Tudo era construído em uma velocidade impressionante. Eu vi a W3 ser asfaltada”, relembra citando uma das principais vias de Brasília.

Negócio familiar

A arquitetura moderna do urbanismo proposto por Lucio Costa, as curvas dos edifícios projetados por Oscar Niemeyer foram a inspiração para o então jovem Ennius ingressar na faculdade de Arquitetura na Universidade de Brasília (UnB).

Em Brasília, Ennius se casou e constitui família, do primeiro casamento nasceu a filha Adriana Karina, já do segundo Marcus Vinícius. Os filhos desde pequenos vivenciaram o dia a dia dos negócios.

Nascida em Brasília, Adriana lembra que aos 9 anos o pai comprou a Lord e sua infância desde então foi entre fragrâncias, cursos profissionalizantes, salões de beleza e cosméticos. “Aos sábados, toda a nossa família tinha o hábito de passar o dia trabalhando na loja do Conjunto Nacional. Na época, a minha mãe tomava a frente dos pontos que tinham salão de beleza”, revive. Os pais deram aquele empurrãozinho para incentivar a filha a fazer os mesmos cursos que os profissionais das lojas faziam.

“O meu pai queria que eu entendesse o negócio e começasse a trabalhar. A partir dos 9 anos, eu comecei a vivenciar o universo do varejo de perfumaria”. Nas lojas, ela começou na parte operacional, já trabalhou como empacotadora, caixa e diversas funções. “Todos os cursos que os profissionais de beleza faziam, eu também tinha que fazer: manicure, depilação, cabelo, tintura, corte, técnicas de venda, de gerência”, relembra.

Com o passar dos anos, Adriana queria ganhar seu próprio dinheiro. Quando a jovem fez 15 anos, almejava em ter uma renda. “Até então, eu só trabalhava aos sábados, pois estava na escola. Então, a diretora Lúcia do colégio Fênix em que eu estudava me convidou para trabalhar no contraturno das minhas aulas”. Ela foi professora de inglês para alunos da Pré-escola a 4ª série. “Eu gostei da experiência, me deslumbrei com essa história de ganhar dinheiro, mas quem não gostou muito foi o meu pai”.

Adriana conta que Ennius pediu para que a filha saísse do emprego e se dedicasse a empresa da família. “Ele disse se você quer trabalhar, então trabalhe para as empresas da família”, conta. “Como eu estudava de manhã, comecei a trabalhar só a tarde no escritório. A moeda da época ainda era o Cruzeiro, ele me pagava só o proporcional pelo período, mas caso eu não pudesse ir, ele cortava o meu vale transporte do dia como o de qualquer outro funcionário que faltasse ao trabalho. Ele dizia que tínhamos que dar exemplo para os demais colaboradores.”

Para ela, a experiência de trabalhar tão cedo, de se dedicar foi a salvação da sua vida. “Quanto mais você se dedica, mais você é recompensando por isso”, explica. Aos poucos, Adriana foi galgando experiência na empresa da família, passou pelos cargos de supervisora de todas as lojas, implementou o sistema de código dos produtos no período em que as empresas modernizavam sua gestão e estoque.

Ela se formou em Administração pela Universidade Católica de Brasília (UCB), fez especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 2000. Por mérito e muita dedicação, hoje ocupa a diretora comercial da marca, além de ser mãe de três filhos: Leonardo (26 anos), Lucas (25 anos), Luís Eduardo (18 anos).

Seguindo os passos do pai, o segundo filho de Adriana também passou pelo estágio na área Financeira, hoje trabalha na Ancham. Atualmente, o caçula trabalha no escritório das empresas como menor aprendiz. “Até pela minha criação, eu quis que os meus filhos também atuassem na empresa. Uma forma de ensinar os meus filhos a fazer valer o meu esforço, a ensinar o porquê não pode desperdiçar, o porquê precisa economizar energia elétrica”, explica Adriana.

O irmão mais novo de Adriana, Marcus Vinícius também começou a trabalhar cedo nas empresas da família. “Há famílias que têm em sua essência a Medicina, outros a Advocacia. O nosso DNA é ser uma família empreendedora. As minhas referências desde a infância é deste caminho, eu cresci aqui dentro”, diz. Aos 12 anos, ele atuava na parte de Almoxarifado, gerente de estoque nas lojas Lord. Ao terminar o colégio, o jovem passou no vestibular para Engenharia Civil na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).

Ao retornar a Brasília, entrou no grupo de empresas – formado pela Lord, Conbral, Locatec -para substituir uma funcionária que teve problemas de saúde. “Eu vim ser um substituto provisório, pois a diretora financeira à época a Sandra ficou impossibilitada. Ela não pode retornar às suas atividades e eu acabei assumindo a posição”. Em 1999, Marcus fez especialização em Gestão de Negócios pela IBMEC e 2006 concluiu o estudo em Gestão Imobiliária, Contabilidade e Gestão de Recursos. O estudo, a dedicação e o mérito o mantiveram no cargo de 2001 até hoje.

A sensação de pertencimento extrapola os laços de sangue e se estende aos mais de 1,5 mil colaboradores entre empregados na Lord, da Conbral e demais negócios da família.

Belezas de Brasília

Os irmãos são enfáticos ao ressaltarem os predicados de Brasília. “Eu gosto de Brasília, porque aqui é uma cidade adequada. Eu não poderia ter nascido em outro lugar, gosto e me sinto em casa aqui”, reitera Adriana. Segundo a diretora comercial, o ponto que mais admira na metrópole é o céu de Brasília. Com a sua imensidão clara que deslumbra muitos visitantes, a temperatura amena que fica em média entre 18º e 28º, clima que mantém uma constante. “Aqui existem dois períodos bem definidos, 6 meses de seca e outros 6 são de chuva” Outro ponto que a atrai é o fato de apesar de ser uma grande cidade, o trânsito não é tão caótico quando comparado ao de outras capitais do País. Quando alguém fala que é complicado entender os endereços ou se deslocar, ela defende, “eu adoro desenhar o mapa de Brasília. Não há nada de complicado, é uma cidade que segue uma lógica, é organizada por números, quadras.”.

Por sua vez, Marcus ressalta o caráter cosmopolita da cidade. “Aqui você encontra com pessoas de todo o Brasil, as embaixadas ficam aqui. No tempo em que eu estudava, por exemplo, era comum ver estrangeiros na minha escola”. Ele conta que à primeira vista para os que não moram aqui, a cidade pode parecer difícil de se adaptar, existe uma frieza no trato entre as pessoas. “Acredito que seja só uma impressão inicial, aos poucos, após se quebrar o gelo, as pessoas se aproximam”.

A resiliência perfumada há 40 anos

Mas quem pensa que tudo são flores e fragrâncias no caminho da família Muniz se engana. Há interferências externas que impedem um crescimento e a popularização dos produtos comercializados pela marca, e apesar de fatores positivos como mercado consumidor e a população brasileira figurando entre as cincos maiores consumidoras de perfumes. “Existem dois limitadores artificiais para que o mercado de perfume seletivo se expanda como tem potencial. São eles: os impostos que encarecem os produtos para o consumidor final e a renda média baixa do trabalhador brasileiro”, garante o patriarca Ennius.

Ele compara a experiência de outros países. “Lá no exterior, um bom perfume custa em média 5% do salário. Aqui, o mesmo produto representa 50% a 100% do salário do trabalhador”. E para o empresário, os produtos que são produzidos não concorrem com os feitos aqui. “Muitos não conseguem importar matéria-prima para produzir bons perfumes”.

Ainda com as dificuldades, a marca Lord se encontra entre as 10 maiores empresas voltadas para a perfumaria seletiva e é a mais antiga empresa do ramo em funcionamento do Brasil.

Em um dos momentos de crise, o pai visionário em sua essência, resolveu que era a hora da filha Adriana se unir a outros empresários do setor. “Seguindo o conselho do pai e pensando no futuro do negócio, ela se uniu mais 8 empresas e fundou a Associação Brasileira de Perfumaria Seletiva (ABPS). Eu contatei 20, mas por medo de represálias de fornecedores, apenas 8 decidiram entrar. Fui presidente da ABPS e juntos pensamos em formas de alavancar os nossos negócios, trazer melhorias para o setor”, ressalta.

Para os filhos e para outros empreendedores, o exemplo de Ennius serve de inspiração. Com o esforço e dedicação, hoje o negócio segue de Brasília para outras cidades. “A ideia é vender a Lord como um modelo de franquia, pois é um negócio que temos expertise e já o peso da marca para transmitir para futuros empreendedores”, ressalta o visionário.

Fontes de pesquisa:

https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/72/cd_1980_v1_t4_n26_df.pdf

https://forbes.uol.com.br/negocios/2014/11/brasil-tem-o-maior-mercado-de-perfumes-do-mundo/

https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/brasilia/trabalhos/OCR_GOMES.pdf