CLDF aprecia projeto que torna obrigatório o uso de cabine de segurança blindada em táxis e veículos usados por motoristas de aplicativo

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CLDF aprecia projeto que torna obrigatório o uso de cabine de segurança blindada em táxis e veículos usados por motoristas de aplicativo

Projeto apresentado pelo distrital João Cardoso, prevê que cabines se baseiem em Tecnologia de Comunicação em Rede no DF

A CLDF recebeu nesta segunda semana de fevereiro o projeto de lei de iniciativa do distrital João Cardoso que torna obrigatório o uso de cabine de segurança blindada em táxis e veículos usados por motoristas de aplicativo. O objetivo da iniciativa é viabilizar a integridade física dos motoristas, uma vez que o número de ocorrências policiais envolvendo agressão ou lesão a integrantes da classe saltou consideravelmente de 2018 para 2019. Dados exclusivos obtidos pelo gabinete do distrital apontam que o número de sequestros-relâmpago, por exemplo, subiu de 38 em 2018 para 107 em 2019. E em 2020 já foram registrados 4 latrocínios sofridos por motoristas de aplicativo.

Ainda segundo o projeto, a aquisição e instalação das cabines se daria por meio de financiamento junto a instituições de crédito oficiais com prazos e condições similares aos do financiamento de veículos novos, podendo o financiamento ser individual ou por meio de cooperativas ou associações. Já o uso das cabines seria baseado em Tecnologia de Comunicação em Rede no DF a ser gerida pela Secretaria de Mobilidade e Transporte, a SEMOB.

“Iniciamos um estudo há mais de uma semana e o projeto surgiu dele. Sou filho de um rodoviário que se aposentou como taxista e lembro que na nossa adolescência eu e meus irmãos ficávamos aflitos quando meu pai rodava de noite e demorava a chegar em casa por medo dele ter sido assaltado ou sequestrado”, explicou o parlamentar em plenário no último dia 11, que na sequência firmou seu compromisso: “Hoje imagino o que as famílias desses motoristas vêm sofrendo e quero junto à CLDF buscar as melhores alternativas para que tenhamos mais proteção para a categoria”.

 

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