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terça-feira, março 3, 2026

Cordel da covid-19 entra para o acervo da Casa do Cantador

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Cordel da covid-19 entra para o acervo da Casa do Cantador

O autor, Davi Mello, teve a ideia de misturar Lampião com membros de seu bando, como Maria Bonita e Volta Seca, para combater o coronavírus

Como uma narrativa poética e cotidiana, o cordel reflete as pelejas do homem em seu tempo. Assim, o jovem autor brasiliense Davi Mello teve a ideia de misturar Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e membros de seu bando, como Maria Bonita e Volta Seca, na pandemia da covid-19. Na trama, os cangaceiros armam-se até os dentes, incluindo uma seringa com vacina, para enfrentar o coronavírus numa batalha literalmente de vida ou morte.

 

“A Peleja de Lampião com o Coronavírus, ou o Grande Rei do Cangaço contra a Micro Besta Fera” tem ilustrações da designer Nara Oliveira e cria uma alegoria que convoca as forças do cangaço e da resiliência do Nordeste contra o insidioso adversário. O cordel inédito acaba de ser doado à Casa do Cantador. A obra chegou à “Cordelteca João Melchiades Ferreira”, que conta com 1200 títulos originais e se tornou um centro de referência para a arte em Ceilândia, maior enclave nordestino no Distrito Federal.

 

 

Assista: A Peleja do Lampião:

“Quando a realidade não nos contempla, o universo do fantástico abre as suas portas, para assim entrarmos em novas perspectivas de esperança. E em meio ao caos pandêmico, os caminhos desse universo se abrem, com versos, estrofes e rimas”, aponta Davi.

Dessa forma, Davi faz surgir uma luz: “Lampião, o famoso Rei do Cangaço, que entra na história para suprir essa pesada demanda”, poetiza Davi, que se apresenta como “pesquisador e amante das culturas populares e tradicionais brasileiras”, autor de dez títulos na arte do cordel e brincante com pifes e batuques.

Davi faz parte de dois grupos de Brasília relacionados ao cordel. O “Cordel Passarema”, junto com os cordelistas e amigos Sabiá Canuto e Fernando Cheflera, e o coletivo Literatura de Cordel do DF, que foi organizado a partir das ações do Iphan e do registro do cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2018.

“Nesse coletivo, reunimos vários praticantes do cordel da cidade, como escritores, ilustradores, declamadores e vários outros fazedores da cultura. Estamos em fase de organização e entendimento das nossas ações para traçar estratégias de salvaguarda desse tipo de literatura”, explica ele.

 

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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