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quinta-feira, junho 20, 2024

Em busca de saúde ou beleza, quase metade dos brasileiros está tentando perder peso, diz pesquisa YouGov 

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Proporção é maior entre mulheres e pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos
Estudo da YouGov, multinacional especializada em pesquisa de mercado on-line, aponta que quase metade (48%) dos brasileiros está tentando perder peso. A pesquisa foi respondida por adultos no país, entre os dias 01 de janeiro e 02 de março de 2023.
 
A proporção é estatisticamente maior entre as mulheres (58%), adultos entre 35 e 44 anos (50%), pessoas entre 45 e 54 anos (51%) e casados (51%). Em contraste, homens (43%), pessoas de 18 a 24 anos (43%), solteiros (45%) e aqueles que estão numa relação mas morando separados (42%) têm estatisticamente menos probabilidade de estar procurando ativamente perder peso.

Há também diferenças importantes entre os grupos demográficos quanto ao número de brasileiros que consideram ser magros e atraentes. No geral, apenas 25% das pessoas no país compartilham esta ideia, mas é estatisticamente ainda mais provável que concordem com ela os homens (26%), adultos entre 18 e 44 anos (entre 28% e 33%) e solteiros (27%). Curiosamente, estes números refletem que as pessoas mais convencidas de que é atraente ser magro são também as menos propensas a tentar perder peso de forma consistente.

Embora relativamente poucas pessoas no país acreditem que para ser atraente é preciso ser magro, as concepções tradicionais de beleza pesam muito na decisão sobre fazer uma dieta. Dados da YouGov mostram que 65% dos consumidores que dizem estar constantemente tentando perder peso também afirmam que é muito importante para eles parecerem fisicamente atraentes. Da mesma forma, a pressão da mídia e a publicidade também parecem ser uma boa motivação para começar dietas entre estes consumidores (51% e 46%, respectivamente).

David Eastman, diretor-geral da YouGov na América Latina, destaca que quase metade das pessoas que tentam perder peso no Brasil acreditam que a felicidade é alcançada mantendo uma boa saúde, uma crença que poderia estar motivando-as a fazerem dieta.

“Curiosamente, muito poucas pessoas dizem comparar-se aos influenciadores e celebridades do mundo fitness. Isto poderia significar que relativamente poucos brasileiros se sentem pressionados a fazer dieta devido à pressão que sentem nas mídias sociais, uma questão que se tornou problemática em outras partes do mundo”, avalia.

No Brasil, as formas mais tradicionais de dieta também parecem ser as mais populares: dos consumidores que dizem estar constantemente tentando perder peso, quase três quartos dizem se esforçar para comer frutas e vegetais em quantidade suficiente. Da mesma forma, dois terços deste nicho afirmam que fazem exercício pelo menos uma vez por semana. Em teoria, uma dieta equilibrada e atividade física suficiente deveriam bastar para manter um peso saudável. No entanto, algumas pessoas complementam suas dietas com outras estratégias menos convencionais.

Por exemplo, quase metade daqueles que tentam perder peso o tempo todo também dizem que focam em reduzir a ingestão de certos alimentos que amam para se manterem magros. Um número semelhante diz que consideraria a cirurgia plástica, enquanto quatro em cada dez dizem que compram versões dietéticas de seus alimentos preferidos, ou que estariam dispostos a substituir a carne por produtos baseados em plantas. Menos de um terço contam calorias ou acreditam que os suplementos dietéticos são suficientes para neutralizar os efeitos de uma dieta pobre.

Um olhar sobre as marcas David Eastman afirma, com base nos dados oferecidos pela ferramenta YouGov BrandIndex, que de modo geral as mesmas marcas de alimentos com os maiores índices de Satisfação do Cliente entre a população brasileira são também as que têm os clientes mais satisfeitos entre os consumidores que fazem dieta regularmente no país. Entretanto, até agora, em 2023, alguns agentes do setor estão ganhando reconhecimento dessa população muito mais rapidamente do que outros.

Especificamente, entre 1 de janeiro e 2 de março de 2023, a Qualy foi a que mais cresceu nesta métrica, em comparação com sua pontuação média ao longo de 2022. A marca de margarina obteve uma média de satisfação de 16,4 no ano passado. Até agora neste ano, a sua pontuação média foi de 27,8 pontos, apontando um crescimento de 11,5. A marca de iogurte Activia também foi capaz de alcançar um crescimento de dois dígitos (10 pontos) em comparação com 2022. Além destas duas, foram lembradas por brasileiros que indicaram satisfação: Perdigão (cresceu 9,2 pontos), Garoto (8,2) e Nestlé (8,0).

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