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sábado, junho 22, 2024

Feridas são os primeiros sinais de contágio da sífilis

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Feridas são os primeiros sinais de contágio da sífilis

SÍFILIS

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge mais de 12 milhões de pessoas no mundo.

 A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), curável, causada por uma bactéria adquirida através de relações sexuais, cujos estágios podem ser primários, secundários, latente e terciários. Geralmente, os primeiros sinais de contágio giram em torno do surgimento de feridas que, com o tempo, podem desaparecer. Entretanto, essas lesões costumam retornar de forma mais grave do que antes.

Desde 2016, o Ministério de Saúde decretou a doença como uma epidemia por conta dos crescentes casos no país. Para erradicar esse problema nacional, é importante utilizar preservativos e conhecer o próprio corpo, para estar ciente dos possíveis surgimentos de ferimentos e outras anomalias.

“Lesões pelo corpo nem sempre são fáceis para o paciente identificar. Eventualmente, podem aparecer em áreas fora do campo de visão habitual ou em regiões que não ficam expostas. Dependendo da causa, podem ser lesões assintomáticas, que não coçam, ardem ou doem”, explica o cirurgião geral e vascular do Cenfe Wound Care, Igor Nunes.

As feridas cutâneas, normalmente, são indícios de que algo pode não estar bem no organismo. Diversos tipos de doenças se manifestam através dos ferimentos, em estágios iniciais ou tardios de evolução sem tratamento. “As lesões iniciais da sífilis, por exemplo, se apresentam na região genital e, particularmente, não doem, nem sangram e, quando manipuladas, eliminam um líquido claro, transparente e sem cheiro”, complementa o médico.

O portal Nações Unidas no Brasil (ONUBR) informou que a taxa de detecção da sífilis adquirida no Brasil passou de 44,1 por 100 mil habitantes em 2016 para 58,1 casos para cada 100 mil habitantes em 2017. Esse número tem aumentado devido à falta de cuidado entre jovens e adultos. Para identificar a infecção, é necessário consultar um profissional de saúde para que o suporte adequado seja oferecido. Mesmo diante desse cenário de guerra, a sífilis está longe de ser uma sentença de morte. A infecção pode ser curada com um tratamento barato e ridículo de simples: algumas doses de penicilina. Se a doença for diagnosticada no primeiro ano, a cura se resume a apenas duas injeções de benzetacil, uma em cada glúteo. Sim aquela mesma que você encontra na farmácia – e pode ser administrada, inclusive, para grávidas. Se o diagnóstico só aparecer mais tarde, sem problemas: penicilina cristalina (uma versão mais poderosa do antibiótico) nela, dessa vez por um pouco mais de tempo, duas injeções por glúteo em três doses semanais. Esse procedimento consegue até mesmo impedir a passagem da bactéria da grávida para seu filho. O tratamento na mãe também cura a criança. Quanto mais cedo o tratamento nela, menores os danos no bebê. Mas, caso a mãe dê à luz sem eliminar a bactéria do corpo, o bebê é automaticamente medicado. Recebe cristalina na veia por 10 a 14 dias – isso não recupera problemas neurológicos ou ósseos já causados pela doença, mas evita que a sífilis continue atacando o recém-nascido.

Aos pacientes que possuem vida sexual ativa e desprotegida, fica o alerta: é necessário estar em dia com consultas médicas, onde são realizados exames físicos e perguntas acerca do tema para verificar o melhor encaminhamento para a situação. Através desse primeiro contato, é possível identificar outras manifestações relacionadas à doença, como: febre, mal-estar, dores pelo corpo, aumento de gânglios pelo corpo ou, eventualmente, outros tipos de lesões.

Encaminhamento –  O Cenfe, clínica especializada em tratamento de feridas, nestes casos, tem o papel de identificar as lesões geradas como primeiro sintoma da doença. Além da avaliação de enfermagem e médica, os profissionais poderão solicitar exames para diagnóstico e conduta.

As feridas serão cuidadas com materiais e métodos adequados no decorrer do diagnóstico da IST.  O espaço ainda oferece tratamentos cirúrgicos para que possa auxiliar os pacientes que sofrem da doença.

SERVIÇO:

Cenfe

(61) 3036-6594

https://www.cenfewc.com.br

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