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quarta-feira, maio 22, 2024

GNV, o combustível do futuro no país.

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No sentindo oposto à indústria europeia, atualmente, alguns dos mais importantes nomes da indústria de caminhões devem adotar o gás natural veicular (GNV) como fonte de propulsão para os próximos anos no mercado brasileiro. Observa-se nesse cenário, marcas como Iveco e Scania. Ambas já sinalizaram que o GNV virá antes da propulsão 100%.

A Iveco considera que os veículos movidos a gás estão na ponta dos combustíveis alternativos ou de transição. Inclusive, o primeiro caminhão abastecido com GNV deve estrear no mercado brasileiro no segundo semestre de 2023. Após este período, investirão nos veículos elétricos e depois os projetos movidos a célula de combustível.

Conforme descrito por (Matsubara, 2022), a Scania deve reforçar linha de GNV Enquanto confirma o plano de eletrificação de sua gama de caminhões na Europa, segundo eles, os combustíveis alternativos vão ditar as regras da empresa no Brasil pelos próximos anos. A empresa, aliás, é uma das maiores incentivadoras das fontes alternativas de combustível, incluindo gás natural veicular, gás liquefeito e biometano.

O plano da fabricante para o mercado brasileiro não foge da estratégia adotada na Europa. “É claro que o futuro (no Brasil) também é elétrico, mas neste momento nós vemos os biocombustíveis como alternativa mais viável neste momento. Fizemos estudos em que identificamos que os clientes buscam informações sobre sustentabilidade”, declara Mats Gunnarsson, vice-presidente executivo das Operações Comerciais globais da Scania.

Prova disso é a apresentação dos novos motores de 13 litros a gás, com 420 cv e 460 cv. Atualmente, a Scania oferece uma variação do motor OC13 de ciclo Otto, de 410 cv. São grandes as chances de as motorizações apresentadas em Hannover chegarem ao país em breve. A confirmação deve ocorrer durante a Fenatran, maior evento da indústria de caminhões e ônibus do Brasil e que acontecerá em novembro. “Nós evoluímos muito rápido mesmo com todas as barreiras existentes para o GNV, e o lançamento das novas opções de motorização poderão ampliar as oportunidades neste mercado para nós”, conclui Levin.

Nesse mesmo sentido, a IGT Motors, lideres em equipamentos GNV e GLP na América Latina, desenvolveu a sua própria linha Diesel Dual Fuel, o Titan Diesel Gás. Em busca de atender as demandas do mercado interno e estende-lo ao mercado internacional, “considero um produto com bastante potencial de mercado, no que tange a economia financeira, ao mesmo tempo que atende as necessidades ambientais de reduções de emissões CO2. O potencial pode ser comprovado por marcas como Scania e Iveco lançando veículos pesados 100% GNV”, declara Nicollas Gomes, Engenheiro Mecânico da IGT Motors.

Perspectivas do cenário atual, o GNV no Brasil.

O consumo médio de gás natural por automóveis subiu 19,6% no segundo trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período do ano passado. De abril a junho, foram consumidos 6,71 milhões de metros cúbicos diários (m3/dia) ante os 5,62 milhões de m3/dia no segundo trimestre do ano passado.

Pelo segundo ano consecutivo no Brasil, o número de conversões de automóveis para Gás Natural Veicular (GNV) cresceu no primeiro semestre. O número de veículos que migraram para GNV subiu 6,54% entre janeiro e junho deste ano em comparação ao mesmo período em 2021. Em 2022, as mudanças atingiram mais de 500 mil carros. Os dados são do Ministério da Infraestrutura.

Os dados são da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A associação atribui o aumento às altas nos preços dos combustíveis registradas no trimestre passado e teme que a falta de ajustes das políticas do governo para contemplar também o gás natural prejudique o segmento.

“No primeiro semestre, o mercado foi muito impactado pelo aumento dos combustíveis líquidos e, com isso, houve um crescimento muito grande do mercado de GNV [gás natural veicular]. Quem utiliza muito o GNV são os taxistas, os motoristas de aplicativo, então o GNV deu uma sobrevida para esse público”, explicou o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça. Ele avalia que o gás natural está com uma “política descasada” com relação a combustíveis como gasolina e etanol.

“Quando você cria uma política específica e esquece algum combustível, você acaba criando condições artificiais para beneficiar certos combustíveis. Essa é uma questão que precisa ser corrigida. Vários estados já estão correndo atrás desse acerto”, afirmou Mendonça.

Para complementar, consultamos um especialista no mercado de equipamentos para conversão veicular a gás natural (GNV), o Diretor de Vendas Nacionais Luís Henrique Augusto.

“Independentemente do cenário atual, se faz necessário considerar as perspectivas futuras.” Segundo ele, o uso do GNV no Brasil é uma tendência irreversível; uma vez que a tecnologia de conversão está totalmente dominada e regulamentada e cada vez mais as pessoas estão buscando por economia.”

Dessa maneira, conclui-se que mesmo com alta de 35% em um ano, GNV ainda compensa mais que gasolina segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mesmo com o aumento, o GNV continua mais econômico à longo prazo.

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