Maioria dos consumidores quer carros elétricos como opção de compra

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Estudo das relações públicas e executivos da indústria automotiva

A maioria dos consumidores brasileiros gostaria que os veículos elétricos estivessem disponíveis no mercado, mostra a pesquisa SAE Mobilidade – Edição 2021, divulgada hoje (14). O estudo que consumidores e executivos da indústria automotiva foi feito pela consultoria KPMG com apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a pesquisa, 89,7% dos consumidores queriam que os carros elétricos são uma opção para compra.

Para o sócio-líder para a indústria automotiva da KPMG, Ricardo Bacellar, há uma visão positiva consolidada no país sobre o uso dessa energia na mobilidade individual. “O brasileiro percebe o veículo elétrico como uma inovação tecnológica, e o brasileiro sempre gostou muito de tecnologia”, comentou.

Pelo lado dos executivos da indústria, o estudo mostra que a maior parte também considera que os veículos elétricos são uma boa possibilidade para o futuro próximo. Cerca de 30% dos executivos de empresas ligadas à cadeia automotiva consideram os veículos elétricos viáveis. Para 42,9%, é parcialmente viável. Já 20,3% dos altos funcionários das empresas do setor acreditados esses modelos são parcialmente ou completamente inviáveis.

Inovação

A inovação nas formas de comercialização dos veículos também é uma expectativa dos executivos do setor. Entre esse público, 89,7% consideram uma necessidade a construção de alternativas para a venda de automóveis pela internet. Na opinião de 78,6%, esse novo modelo deve ser gerido em parceria entre as montadoras e as concessionárias.

Ainda na linha de abrir novas possibilidades de negócio, mais da metade dos consumidores (53,5%) disse que poderia se interessar pelos veículos por assinatura.

Essa modalidade funciona de forma semelhante a um aluguel em que o usuário paga uma taxa fixa por mês em um contrato por prazo determinado, em geral, pelo menos 12 meses, e fica com o automóvel, arcando apenas com o custo do abastecimento. Os impostos, as taxas e a manutenção ficam a cargo da locadora.

Cerca de 30% dos consumidores dizem não conhecer esse tipo de oferta e 16,8% afirmaram não ter interesse.

De acordo com Ricardo Bacellar, como essa alternativa reduz consideravelmente os custos relacionados aos veículos, pode ser uma opção de negócio para as empresas.

da Agência Brasil – São Paulo

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