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quinta-feira, maio 14, 2026

Transporte escolar do DF opera com atrasos, rotas precárias e excesso de contratos emergenciais, aponta estudo*

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Levantamento dos técnicos da Câmara Legislativa aponta problemas em áreas rurais, falta de integração e falhas na gestão do serviço prestado a estudantes da rede pública_

Um estudo técnico da Câmara Legislativa apontou fragilidades no transporte escolar da rede pública do DF, com registros de atrasos, rotas precárias e excesso de contratos emergenciais. O levantamento identificou problemas especialmente em regiões rurais, onde condições ruins das vias, excesso de barro e dificuldades de acesso comprometem a regularidade do transporte de estudantes.

O estudo foi apresentado em Comissão Geral proposta pela deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), nesta quinta-feira (14). Para a deputada, “debater esse tema com transparência e responsabilidade é fundamental para garantir um serviço mais eficiente, humano e acessível aos nossos estudantes”.

O diagnóstico identificou que a maioria dos contratos firmados pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) tem caráter emergencial, apesar de o transporte escolar ser um serviço contínuo e previsível. O documento ainda cita dificuldades orçamentárias e necessidade frequente de créditos suplementares para garantir a manutenção das operações.

O levantamento ainda apontou falhas operacionais relacionadas à ausência de um sistema digital integrado entre escolas, regionais de ensino e órgãos responsáveis pela gestão do transporte escolar. Atualmente, segundo o estudo, grande parte das solicitações de inclusão de estudantes no serviço ainda ocorre por procedimentos manuais, o que aumenta o risco de inconsistências, demora nas análises e diferenças de tratamento entre as unidades escolares.

As visitas técnicas realizadas pela equipe da Câmara Legislativa, em regiões como Planaltina e São Sebastião, revelaram ainda dificuldades logísticas nas rotas rurais, incluindo atolamentos de veículos, limitações para manobras em estradas estreitas e necessidade de longas caminhadas até os pontos de embarque. O estudo aponta que essas condições acabam impactando diretamente o tempo de execução das rotas e a pontualidade do serviço oferecido aos estudantes.

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