Zé Humberto: “Eu sou só Zé”

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Ex-secretário de Governo do DF e candidato do MDB a deputado federal, Zé Humberto fala de emendas, transporte de massa e da vontade de levar à Câmara a experiência de quem conheceu o governo por dentro

Antes de chegar aos bastidores do Governo do Distrito Federal, Zé Humberto foi um menino do interior de Goiás, nascido em Cristalândia, hoje Tocantins, que aos 8 anos deixou a roça para estudar em Porangatu. Em 19 de janeiro de 1969, aos 13 anos, chegou a Brasília. Conta que, já no dia seguinte, começou como empacotador de supermercado.

Foi subindo, degrau a degrau (repositor, balconista, encarregado de seção, subgerente, gerente), até a diretoria e a sociedade da extinta rede Planaltão, onde diz ter cumprido 37 anos de varejo. Presidiu a Associação de Supermercados de Brasília(ASBRA) entre 1984 e 1988, tendo atuado também como secretário da entidade de 1981 a 1983.Atuou nacionalmente na Associação Brasileira de Supermercados (Abras) por dois mandatos consecutivos (1999–2000 e 2001–2002)e e orgulha de ter participado no processo de implementação do código de barras no país, pela GS1 Brasil, entidade que padroniza a identificação de produtos.

Casado, pai de quatro filhos e avô de oito netos, entrou na vida pública como administrador regional de Taguatinga, por convite, conta ele, do então governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

“Eu coordenei as transições dos governos de José Roberto Arruda e de Ibaneis Rocha e, na gestão Ibaneis, estive à frente da Secretaria de Governo de junho de 2019 a abril de 2026, quando deixei o cargo para disputar a eleição”, relembra.

Agora, candidato a deputado federal pelo MDB (1555), afirma à 61Brasília que pretende direcionar suas emendas parlamentares a obras com projeto pronto e que só pensa em voltar ao Executivo depois de um período na Câmara.

Por que sair dos bastidores e disputar uma eleição?

Mesmo tendo trabalhado nos bastidores, sustentando a gestão dos governadores, achei que estava na hora de me candidatar. Tenho muita pauta nacional, pelo segmento que representei, e queria estar na Câmara ou no Senado. Optei por concorrer a deputado federal.

O senhor pretende voltar ao Executivo?

Voltar ao Executivo é provavelmente muito difícil, pelo meu perfil e pela necessidade que tenho de novos desafios. Mas nada é definitivo. Se for convidado, atendo. Só que quero passar um tempo na Câmara Federal levando pautas nacionais que atendam Brasília e o Brasil.

O que um deputado federal pode fazer pelo trânsito e pela infraestrutura?

Minhas emendas. Não são minhas, é dinheiro do cidadão, mas a prerrogativa de indicar é minha, e vou indicar para coisas que já estão prontas, para o resultado ser mais efetivo. Deixamos projetos prontos para licitação, que dependem de financiamento, de convênios com o Governo Federal e da Fonte 100. Uma linha é a urbanização das bordas de Brasília, como as regiões ali do  Pôr do Sol, Ponte Alta e Água Quente. Sou contra a invasão e a favor de uma política habitacional e de um planejamento urbano que preserve nossa qualidade de vida.

Como pretende usar a metade das emendas que deve para a saúde?

Não vou colocar direto no fundo de saúde. Vou trabalhar com projetos que resolvam o problema das filas e dos exames, que a população sofre demais. É um trabalho direcionado à solução do problema da pessoa.

Quais projetos de transporte de massa estão prontos?

Deixamos pronto o projeto do BRT Norte e o da expansão do metrô para Ceilândia, e a obra do metrô de Samambaia está em andamento. Transporte de massa não tem alternativa. Há também um projeto pronto de integração de Águas Lindas com o final da Ceilândia, por trem suburbano.

Por que o metrô não chega à Asa Norte?

Fizemos estudos do VLT na W3 e da perfuração do metrô até a Asa Norte. Como a cidade é tombada, qualquer solução tem de ser subterrânea, e o custo é elevadíssimo. Chegar a uma estação só do outro lado é inviável. Se fosse esticar até o final da Asa Norte e derivar para Sobradinho e Planaltina, justificaria. Mas não justifica. Ou você faz um projeto pleno para aquela região, ou é melhor trabalhar com BRT, que é a solução que estamos encontrando.

Se eleito, o que você pretende fazer no seu mandato?

Muita gente me conhece como Pezão, como Zé do Planaltão, como Zé das Obras, Zé Resolve, Zé do Povo. Eu digo: eu sou só Zé.
Então, o que se pode esperar de mim é isso:  uma pessoa experiente, tanto na gestão privada quanto pública e  que chega agora para uma candidatura madura. Eu tenho muito desejo de continuar tocando um desafio a cada dia, cada momento, entregando o melhor de mim para o Brasil.

 

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