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terça-feira, abril 28, 2026
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Emplavi lança Parque das Camélias

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Emplavi lança Parque das Camélias 

 A Emplavi  comemora seus 37 anos, lançar seu mais novo empreendimento de três suítes no Setor Noroeste: o Parque das Camélias, localizado na SQNW 102. É o segundo lançamento da empresa só neste mês (o primeiro foi o Jardins das Cerejeiras, no início de maio).

O Parque das Camélias conta com apartamentos padrão variando entre 123,76m2 a 150,90m2, e até três vagas de garagem; e coberturas privativas, com áreas de 252,13m2 a 303,44m2 e até quatro vagas de garagem.

A estrutura do prédio contempla também piscinas adulto e infantil aquecidas; espaço bem-estar; playground; fitness center; churrasqueiras lounge e fest; e espaço gourmet.

Este é décimo quarto empreendimento com a assinatura “Emplavi” no mais novo bairro do Plano Piloto, onde a construtora atua desde a sua implementação em 2009, reunindo o que há de mais moderno e sofisticado em conceito de moradia de alto padrão de Brasília.

Sobre a Emplavi  Com 37 anos no mercado, a Emplavi se preocupa em evoluir com qualidade e solidez. Genuinamente brasiliense, é responsável por mais de 29 mil imóveis entregues no Distrito Federal. A construtora está presente na Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste, ParkSul , Águas Claras e no primeiro bairro ecológico do país, o Noroeste. Referência no mercado imobiliário de alto padrão em Brasília, a Emplavi consolida sua liderança com o maior e mais variado portfólio em empreendimentos de dois, três e quatro quartos no bairro mais novo de Brasília, o Noroeste, com entrega imediata e outros em fase de lançamento com obras aceleradas. Conheça mais sobre os empreendimentos Emplavi no Noroeste acessando : www.emplavi.com.br

SERVIÇO:

Emplavi

Sede – Brasil 21 – Bloco A – 7º Andar

Telefone : 61 -3345 9400

Conheça mais : www.emplavi.com.br

Central de Vendas e Decorados  Noroeste (SQNW 102)

Telefone: (61) 996191901

Agendamento de visitas pelo Whatsapp: 61-99632 0022

Raquel Campelo antecipa EP com single indie folk “Lake Song”

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Raquel Campelo antecipa EP com single indie folk “Lake Song”

Jovem artista brasiliense prepara trabalho de estreia

Cantora e compositora brasiliense de 22 anos, Raquel Campelo faz uma mistura de folk contemporâneo e indie em seu single “Lake Song”. A faixa está disponível em todas as plataformas de música digital e também como lyric video.

Assista ao lyric video: https://youtu.be/AjWyGfzOya4

Ouça “Lake Song”: https://smarturl.it/LakeSongSingle

Escrevendo canções desde a adolescência, Campelo iniciou oficialmente seu projeto autoral em 2017 quando lançou sua primeira música, “Bring it Back to You”, gravada em Los Angeles, onde passou uma temporada de seis meses tendo várias experiências de shows, cantando em cafés, bares, restaurantes. Amadurecendo como pessoa e artista ao mesmo tempo, a primeira amostra de sua nova fase é o single “Lake Song”.

“Essa música traz a história de uma paixão, de quando você percebe que sente algo pela pessoa e não quer que aquele momento com ela, naquele lugar preferido, acabe nunca. É uma canção que faz lembrar momentos bons. Foi a primeira que eu realmente escrevi por inteiro e é muito emocionante vê-la finalmente ganhando vida!”, conta ela.

Atualmente trabalhando com Luiz Bragança e João Veloso, da Toque Produções, no seu EP intitulado “Nostalgia”, Raquel traz em suas canções letras refletindo as emoções humanas e as conexões entre as pessoas.

“Hoje entendo que o meu objetivo principal como artista é fazer com que as pessoas se identifiquem, não só com a mensagem das minhas músicas, mas com a minha mensagem como pessoa e, assim, conseguir conectar a minha história com a delas. Quero criar algo real que faça o público sentir, se identificar e se conectar com a minha história”, conclui.

“Lake Song” está disponível em todos os serviços de streaming de música.

Assista ao lyric video: https://youtu.be/AjWyGfzOya4

Ouça “Lake Song”: https://smarturl.it/LakeSongSingle

Ficha Técnica:

Composição: Raquel Campelo

Direção Musical e arranjos: Luiz Bragança

Colaboração nos Arranjos: Raquel Campelo, Thales Gonçalves, Matheus Costa, Thiago

Dantas, Gabriel Oliveira, Vinicius Martins.

Captação e Mixagem: Fernando Jatobá (Estúdio Jatobeats)

Masterização: Adriano Pasqua (Artworking)

Guitarra: Thales Gonçalves

Baixo: Felipe Ernani

Bateria: Matheus Costa

Teclados: Luiz Bragança

Violão e Voz: Raquel Campelo

Letra:

Favorite place in town

Sitting by the lake

Wrote you a song

Hoping that you’d stay

And maybe one day

You’ll be here with me

I’ll sing this song

And you’ll never gonna leave

Favorite place in town

Sitting by the lake

Wrote you a song

Hoping that you’d stay

And maybe one day

You’ll be here with me

I’ll sing this song

And you’ll never gonna leave

So in love

We don’t have to rush

So in love

Never felt this way before

And even with all this people in the world

My eyes will always search

For you

Siga Raquel Campelo:

www.instagram.com/raquelcampelo

www.facebook.com/raquelcampelomusic

www.youtube.com/RaquelCampelo

Barril Beer abre as portas para o sertanejo Adriano Muniz neste domingo 26/5

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Barril Beer abre as portas para o sertanejo Adriano Muniz neste domingo 26/5

Se preparem, porque o próximo domingo (26/5) será de muito sertanejo no Barril Beer, em Samambaia/DF. Quem vai proporcionar um clima agradável, a partir das 13 horas, é o sertanejo Adriano Muniz.

O cantor é uma das promessas da renovação do sertanejo em Brasília. Adriano canta desde a adolescência. Hoje com 18 anos de carreira musical, já possui dois CD’s gravados.

Adriano Muniz tem impressionado o público como cantor solo e vem evoluindo musicalmente para conquistar Brasília e região. Atualmente o cantor negocia shows na Shed Brasília, famosa boate nacional, para o segundo semestre de 2019.

Barril Beer

A casa, com origem na cidade de Samambaia, oferece dois ambientes, um para quem gosta de música ao vivo com apresentações variadas que perpassa pelo sertanejo, samba, até a música popular brasileira. E outro ambiente para quem prefere desfrutar de jogos e bilhar.

Com variados petiscos, pratos executivos e porções a cozinha do Barril Beer já conquistou o público brasiliense. A cervejaria têm excelente atendimento com bebidas geladas e diversificadas, comidas típicas e um ambiente acolhedor.

Serviço

Domingo no Barril Beer

Data: 26 de Maio de 2019

Hora: 13 horas

Local: Quadra 102 conjunto 1 lote 3 loja 2, em Samambaia Sul.

Espaço Cult recebe Luis Carlos Alcoforado

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Espaço Cult recebe Luis Carlos Alcoforado
Ele autografará as obras “Incompletude” e “Relógio do Tempo” no sábado, a partir de 10h30
 

O advogado, escritor e poeta Luis Carlos Alcoforado é o mais novo convidado do Espaço Cult. Ele vai autografar as obras poéticas “Incompletude” e “Relógio do Tempo” no próximo sábado (25), a partir das 10h30. O Espaço Cult fica na Central de Vendas da PaulOOctavio, na 208/209 Norte, e foi criado para abrigar atividades que estimulem a cultura, a troca de informações, o relacionamento e o encontro de ideias.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1985, Luis Carlos Alcoforado fundou seu escritório de advocacia cinco anos mais tarde e se dedica desde então ao Direito, tendo publicado diversos livros sobre o tema. É articulista, professor de Direito Administrativo e Civil e recebeu a Medalha do Mérito Eleitoral, em grau de comenda. Também faz parte do Instituto dos Advogados do DF e foi membro do Tribunal de Ética da OAB/ DF.

Seu talento vai além das letras jurídicas, pois também navega com intimidade entre versos e rimas. Segundo o autor, os poemas “se transformam num meio de subsistência intelectual e espiritual”.  Ele também escreveu diversas peças e publicou três histórias: “Escombros”, “Dona Gina” e “A Última Estação”.

Umas das criações de Alcoforado, o poema “Bossa”, foi transformada em música pelo maestro Ricardo Calderoni e será executada na manhã de autógrafos. Responsável por reger orquestras internacionais, entre elas a do Carnegie Hall, em Nova York, Calderoni compôs um solo de violoncelo e acordes em pizzicato para os versos. A composição foi apresentada pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob regência do maestro Cláudio Cohen e interpretada soprano francesa Laetitia Grimaldi.

No primeiro ano de funcionamento do Espaço Cult, artistas plásticos como Betty Bettiol, Tarciso Viriato, M. Cavalcanti e Lelli de Orleans e Bragança e escritores como os ministros Ronaldo Costa Couto e Carlos Fernando Mathias e o advogado Pedro Gordilho utilizaram suas dependências para mostras e manhãs de autógrafos. Este ano, o pintor hiper-realista Paulino Aversa já fez sua exposição, em comemoração aos 59 anos de Brasília.

CONVIVI COM UMA SANTA NASCIDA NO BRASIL: IRMÃ DULCE

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CONVIVI COM UMA SANTA NASCIDA NO BRASIL: IRMÃ DULCE

Por: RENATO RIELLA

A baiana Irmã Dulce acaba de ser reconhecida pela Igreja Católica como Santa, no nível de Santo Antônio (seu Patrono), Santa Terezinha ou mesmo o fantástico São Francisco.
Será a primeira Santa nascida no Brasil. Foi perseguida durante anos pelo Vaticano, mas agora reconhecida. Nunca teve mágoas por isso.


Desde a sua morte, em 1992, aos 77 anos, os baianos citam milagres atribuídos a ela: curou portadores de graves doenças, os quais rezaram em memória da religiosa. Tudo impossível de explicar por médicos e seus exames.
Há um cego, com diagnóstico presente, que de forma surpreendente enxerga. Isso acaba de ser demonstrado na Globo. Como? Como? Como?
O médico entrevistado riu e disse: “Ele é cego”. Mas vê.
E muitas outras pessoas continuarão pedindo a sua ajuda, agora com fé ampliada.
Nós, baianos, temos Irmã Dulce para zelar pelas nossas famílias. E o Brasil também terá esta proteção para sempre.

O maior milagre da minúscula Irmã Dulce é a própria existência. Durante muitas décadas, atendeu milhões de brasileiros nas obras sociais, embora fosse portadora de grave deficiência respiratória.
Foi desenganada pela Medicina muitas décadas antes de falecer, mas nunca parou de trabalhar. Deus lhe dava forças contra tudo, lutando contra as perseguições do Estado e da Igreja.
É exemplo de caridade para o mundo.
Tive o privilégio de acompanhar a trajetória de Irmã Dulce desde que nasci, vizinho que fui da sua instituição, no bairro de Roma, em Salvador.
E aqui faço relatos pessoais que ajudam a conhecer um dos seres mais incríveis da humanidade, em todos os tempos. Foi uma santa sem barreiras religiosas, que reconhecia os outros cultos e tinha carinho pelas religiões afro-brasileiras.

DESDE CRIANÇA, ELA
JÁ ERA IRMÃ DULCE
O chamado “anjo bom da Bahia” nasceu numa família influente da Bahia, com o nome de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes. Nobre!

Família Lopes Pontes: Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (Irmã Dulce); Dr. Augusto Lopes Pontes (Pai); Augustinho; D. Dulce (Mãe); Dulcinha;

Era filha de Dona Dulce Maria (de quem assumiu o nome “Irmã Dulce”), e do Doutor Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia.
Muito antes da modernidade, o pai dela já circulava em carro próprio pelas ruas de Salvador. Como vemos, a garota abandonou uma vida de amplo conforto para sofrer junto com os pobres.
Na juventude, ela lotava a casa dos pais, no tradicional bairro de Nazaré, em Salvador, acolhendo doentes.
Ao longo das décadas, ajudou a criar várias instituições filantrópicas. Uma das mais famosas é o Hospital Santo Antônio, que atende milhares de pessoas por dia e que hoje passa por dificuldades.

COMEÇOU A TRABALHAR  COM APENAS 13 ANOS

Desde os 13 anos, ao visitar áreas carentes com uma tia, já pensava em seguir a carreira religiosa. Sentia o apelo de Deus.
Em 1933, após se formar professora primária (1932), Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe. Tinha 19 anos.


Em 1934, passou a trabalhar em Salvador, para dar aulas. Em 1936, com apenas 22 anos, fundou com Frei Hildebrando Kruthanp a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia.
No ano seguinte, sempre com Frei Hildebrando, criou o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.
Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.
No mesmo ano, para abrigar doentes que recolhia nas ruas, invadiu cinco casas na Ilha do Rato, em Salvador. Depois de ser expulsa, teve de peregrinar durante dez anos, instalando os doentes em vários lugares.

FOI EXPULSA DA IGREJA POR ORDEM DO PAPA

Na década de 40, invadiu um terreno ao lado do Convento de Santo Antônio, no bairro de Roma, para abrigar pessoas abandonadas.
Adaptou um galinheiro, onde instalou doentes, velhos e crianças. Criou naquele local a obra social que se expandiu de forma impressionante ao longo das décadas.
A invasão de propriedade custou caro. Houve grande campanha contra ela na sociedade e na imprensa da Bahia. Era vista como uma pessoa alucinada, uma fanática.  A Arquidiocese, comprometida com os poderosos, conseguiu que o Vaticano expulsasse Irmã Dulce da ordem religiosa à qual estava vinculada. Veio uma ordem formal do Papa determinando isso. Maria Rita estava proibida de continuar o trabalho social.
Mas ela permaneceu usando a roupa de freira. E levou consigo outras irmãs, que abandonaram a instituição para continuar salvando os pobres. O fato tinha diariamente grande cobertura dos jornais baianos, assustados com o que viam.
Um dia, a Prefeitura mandou equipes ao bairro de Roma para expulsar Irmã Dulce e seus desvalidos. Ela disse: “Vamos nos instalar no meio da rua”.
Eram centenas de pessoas abandonadas. A expulsão foi sendo adiada. O Hospital Santo Antônio está lá até hoje, agora reconhecido pelo Vaticano como a obra de uma Santa.
Irmã Dulce venceu a tudo e a todos, com a proteção de Deus e de Jesus (e de Santo Antônio) .

ATENDIMENTOS FEITOS EM DIVERSAS ESPECIALIDADES

O Hospital Santo Antônio oferece gratuitamente atendimento médico, com especialização geriátrica, cirúrgica, hospital infantil, centro de atendimento e tratamento de alcoolismo, clínica feminina, unidade de coleta e transfusão de sangue, laboratórios e um centro de reabilitação e prevenção de deficiências.
Irmã Dulce também criou o Centro Educacional Santo Antônio, na cidade de Simões Filho, que abriga centenas de crianças de 3 a 17 anos.
Durante mais de cinquenta anos, ela deu exemplo de fé e dedicação ao mundo, falando pouco e realizando muito. Tinha grande prestígio e sempre pressionou os sucessivos governadores e prefeitos a olharem pelo povo.
Nenhum político recusava-se a atender um telefonema de Irmã Dulce, que lidava com todos, de todos os partidos, sem discriminação nem julgamentos.
Fica no ar a frase que resume seu pensamento: “Miséria é a falta de amor entre os homens”.
Ela dizia que o amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. “Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós.

ESTE DEPOIMENTO PESSOAL AJUDA A CONHECER A SANTA

Cresci no bairro de Roma, pertinho da Irmã Dulce. Na década de 50, a pequena freira já era famosa por abrigar miseráveis no galinheiro do convento. Foi o verdadeiro mito da minha infância, rivalizando com os super-herois das histórias em quadrinho.
Vi muitas vezes ela nas ruas de Salvador – impecável no seu hábito, falando bem baixinho, com um quase não-riso na boca.
Quando criança, ouvi os adultos falarem do incêndio de um ônibus na Cidade Baixa de Salvador, onde morreram dezenas de passageiros.
Muitos escaparam graças a Irmã Dulce. Apoiada por outras freirinhas frágeis, ela arriscou a vida, quebrando as janelas do ônibus com tijolos e puxando as pessoas em fogo. Isso fortaleceu a sua imagem.
Nos primeiros anos de trabalho, a freira ia pessoalmente às feiras e às ruas pedir doações, sempre usando a roupa pesada. O manto azul e branco mantinha a cabeça coberta naquele calor baiano.
Nunca se separou do hábito de algodão grosso, nem mesmo quando foi expulsa da Ordem religiosa por monstruosos bispos que dominavam a Igreja Católica na Bahia (Dom Eugênio Sales é denunciado frontalmente no filme “Irmã Dulce”).
Ela sofreu muito para se impor. Numa caminhada pela Feira de Água de Meninos, Irmã Dulce aproximou-se de um vendedor enorme e grosseiro.
Ela estendeu o braço e pediu ajuda para os pobres. No filme “Irmã Dulce” isso é bem mostrado: o cara encheu a boca de saliva e cuspiu forte na pequena palma de mão da Santa.
Impassível, Irmã Dulce limpou a mão direita na cintura, estendeu firme a mão esquerda e disse:
-Esta doação foi para mim. Agora, o que você vai dar para os meus pobres?
Assim construiu um império divino.
Nunca faltou vaga no hospital da Irmã Dulce. Num dia de muita agitação, aproximou-se um colaborador voluntário, aflito, e disse para a superfreirinha: “Irmã, irmã, não cabe mais ninguém!”.
Resposta: “Ocupe o meu quarto” – e saiu andando tranquilamente. Isso aconteceu diversas vezes.

CONHECI IRMÃ DULCE NO ARMAZÉM DO MEU PAI
Na década de 60, meu pai tinha um grande armazém atacadista na Cidade Baixa de Salvador. Irmã Dulce, ainda iniciante no seu ofício, aparecia de repente por lá, numa Kombi velha. Vinha sempre acompanhada de dois típicos negões baianos, bem fortes.
Os três entravam escondidos no armazém e saíam com cargas pesadas, literalmente roubadas. Sacos de feijão ou de farinha. Ela tinha preferência pelas caixas de leite Ninho, com 24 latas. Era um verdadeiro assalto, assistido por mim algumas vezes.
Vi meu pai protestar, dizendo forte: “Irmã, assim você vai me quebrar”. Já se esgueirando, de saída, ela gritou de longe: “Deus vai lhe dar em dobro”. Deu mesmo, felicidade em dobro.
A freirinha de quase 1m40 continuou saqueando armazéns para alimentar seus pobres. Enfrentava a ira dos comerciantes, que escondiam as mercadorias mais valiosas.
Os negociantes não podiam reagir, porque ela já era a famosa Irmã Dulce, que superou governos, desafiou a poderosa Igreja Católica e montou um centro de atendimento para miseráveis.

O ENCONTRO DA FREIRA  COM CECÍLIA RIELLA

Na década de 70, numa dessas investidas clandestinas, Irmã Dulce viu no armazém a minha mãe Cecília. Ela era muito atraente (12 anos mais nova do que meu pai).
A incrível freira interrompeu a fuga com os dois carregadores. Chegando perto, perguntou com firmeza a meu pai: “Seu Agenor, quem é esta moça bonita?” Sem dar intimidade, meio durão, meu pai respondeu: “Esta é Cecília, minha mulher, mãe dos meus filhos”.
Ignorando a presença do dono do armazém, que a Irmã havia enfrentado durante anos, pegou as mãos da jovem mãe e falou: “Cecília, você está convidada para conhecer meu hospital. Faço questão de lhe mostrar pessoalmente tudo o que fazemos pelos pobres”.
Agenor foi obrigado a visitar o Hospital Santo Antônio, no bairro de Roma, em Salvador. A instituição ainda tinha instalações precárias. Nessa noite, Irmã Dulce conduziu Cecília Riella pela mão, como se leva uma criança.
Saíram as duas de ala em ala, vendo a miséria muito bem abrigada, graças às “doações” de Agenor e de outros baianos quase ricos.
Num devido momento, Cecília foi conduzida a um lugar mais reservado. Irmã Dulce mostrou-lhe uma grande cadeira de encosto e explicou: “É aqui que eu durmo um pouquinho de noite” – e riu baixinho, sacudindo a roupa branca e o manto, sempre impecáveis.
A freira enfrentou grave deficiência pulmonar durante mais de 40 anos – e sobrevivia por milagre. Contou à minha mãe que quase não comia. Se alimentava de pequenas porções (biscoitos, café com leite). Dava rápidas cochiladas no cadeirão, pois ficava sufocada se deitasse em uma cama.
Como quase não dormia, passava as noites visitando os internos, a quem proporcionava carinho físico: longos abraços, apertos de mão e palavras santas. Muitos morreram abraçados com ela, a caminho de Deus.

O ACORDO DO ARMAZÉM COM A IRMÃ DOS POBRES

Na visita ao Hospital, o pragmático Agenor Riella propôs um pacto, para que Irmã Dulce deixasse de assaltar seu armazém (Fonseca, Moreira e Cia. Ltda).
Negociaram de “homem pra homem”. Meu pai dispôs-se a doar sacos de feijão de 60kg. Ela disse que já tinha feijão demais. E comentou: “O senhor já comeu pão sem manteiga no café da manhã? Eu preciso de manteiga para os meus pobres”.
A freira esperta escolheu este item de extrema necessidade, de valor razoável, que meu pai passou a lhe doar constantemente. Algumas vezes acompanhei Agenor, carregando pessoalmente uma lata industrial de manteiga Constelação, a mais cara da época.
Sem que meu pai soubesse, minha mãe passou a dar ajudas variadas, às vezes pedindo doações a outras pessoas.

Cena do Filme

É uma história real, não mostrada no filme. Ajuda a entender melhor esta Santa, que só podia ter surgido na sagrada Bahia de todos os santos e de todos os orixás.
Irmã Dulce demonstra como o mundo sobrevive diante de tantos desequilíbrios. Suas obras chegaram a fazer mais de quatro milhões de atendimentos por ano.
Nunca falta vaga num hospital de Irmã Dulce!
Nem vaga no seu coração eterno.

Comentário final: na sua imensa humildade, ela certamente não quer ser chamada de Santa.
Continua sendo apenas a Irmã – uma grande irmã de 1m40.

 

Tributo teatral a Vinicius de Moraes tem sessões neste fim de semana

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Tributo teatral a Vinicius de Moraes tem sessões neste fim de semana

Teatro Mapati recebe espetáculo que celebra a vida do “Poetinha”, com  open bar da bebida que era a preferida do artista, o uísque

A Cia. Infiltrados Teatro de Ocupação apresenta sua temporada de maio do espetáculo “Vinicius”. A sessões são realizadas nos dias 24 e 25, com sessões às 21h, no Teatro Mapati  (707 Norte, Bloco K, Casa 5). A montagem mistura teatro intimista, música ao vivo e interação com o público. Os ingressos estão disponíveis a R$ 50 com venda pelo Sympla. A entrada dá direito a uísque e chá de mate gelado (servidos à vontade) durante o espetáculo.

Dirigido por Abaetê Queiroz e Juliana Drummond, a montagem rememora o ícone da cultura brasileira, Vinicius de Moraes. O “Poetinha”, como ficou conhecido, cultivava o hábito de abrir sua casa para celebrações cheias de música, risadas, contações de causos, histórias emocionantes e (muitas) doses de uísque. Assim é a atmosfera do espetáculo, que convida o público a passear pelos cômodos da casa que sedia o teatro junto ao elenco durante o desenrolar da montagem.

Realizada desde 2014, a montagem tem quase 100 apresentações realizadas e já foi assistida por um público de cerca de 3.500 espectadores. Para reforçar o clima intimista, a plateia é sempre restrita a, no máximo, 40 pessoas.

Em clima leve e boêmio, o elenco formado por  Abaetê Queiroz, Amanda Coelho, Bárbara Franco, Cris Mendes, Juliana Drummond, Luciana Lobato, Maíra Kirovsky e Tathyana Lopes narram causos contados por personagens que fizeram parte da história do artista e diplomata. A trilha sonora ao vivo fica por conta dos músicos Edu Moraes – responsável pela direção musical – e Diogo Cerrado. Na trilha sonora do espetáculo estão músicas memoráveis de autoria do artista como “Chega de Saudade”, “Canto de Ossanha”, e “A Tonga da Mironga do Kabuletê”.

SERVIÇO

Espetáculo “Vinicius”

24 (sexta-feira) e 25 de Maio (sábado), às 21h

No Teatro Mapati. SHCGN 707, Bloco K, Casa 5 – Brasília

Ingressos: R$ 50, individual, à venda pelo Sympla (bit.ly/2QcZnTm)

Vendas: sympla.com.br ou (61) 99604-6754 (Tathyana)

Classificação etária: 18 anos

Informações: (61) 99606-5615