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Diversão com atividades simples

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Diversão com atividades simples

Com Filhos por aí! por Malu Naves

Todos pais e mães já ouviram (ou ainda ouvem) o pedido do filho(a) do tipo: brinca comigo! E aí, você se depara com a situação de ter de parar o que está fazendo para dar um pouco de atenção à criança. Se você não é um pai/mãe super animado, logo pensa “como vou sair dessa”. Sim a cena acontecesse em muitas famílias e é normal esse pensamento para nós adultos que temos muitos afazeres e preocupações.

Eu tenho uma convicção: para uma atividade com criança dar certo a primeira coisa é o adulto gostar do que está fazendo. Então o passo número 1 é encontrar esta atividade. Volte lá na sua infância e tente se lembrar como você se divertia brincando de….

Depois procure formas de simplificar a brincadeira. Se você gostava de montar casas com as caixas que embalavam geladeira e fogão. Ou era mais criativo e fazia até foguete com as caixas. Que tal comprar uma casa ou um foguete de papelão e se divertir pintando e decorando. Ou invés de passar dias montado e procurando materiais para a atividade, pule a parte da ansiedade e parta logo para a diversão com sua criança.

E o papelão associado a materiais simples como tinta, pincel, lápis de cor, giz de cera e até cola colorida tornam o simples brincar em momentos super legais. Será memorável para seus filhos e relaxante para você. Um tempo de tirar as preocupações da cabeça e pensar apenas que cor fica melhor naquela parte da casinha.

Não tenho espaço

Ok, mas você não tem espaço. Mora em apartamento. Então, lembra daqueles bonecos de papel que podíamos recortar de revistas e ir trocando as roupas deles. Hoje, temos uma alternativa semelhante em papelão com diversos temas. Vocês podem destacar os bonecos, pintar e montar.

Depois é só soltar a imaginação e criar histórias fantásticas com os brinquedos feitos por vocês. Para te ajudar, peça à criança para começar a história e depois entre na história dela. Tenho certeza que serão horas bem divertidas. Momentos felizes que farão o tempo voar.

Indicação

Para dar asas à imaginação indico os brinquedos de papelão da marca Eu Amo Papelão, onde adultos e crianças brincam juntos, criando as mais divertidas histórias. Produtos feitos com carinho, para a criança montar, pintar e personalizar como quiser.

Brasília foi presenteada pela marca com a primeira loja própria, a Eu Amo Papelão Experience. No local, adultos e crianças podem conhecer de perto os produtos e os complementos que tornam uma simples brincadeira em momentos muito bacanas. São 25 modelos de brinquedos com peças de encaixe facilitando a montagem e a desmontagem. Para montar não é necessário cola e nem tesoura.

Na linha Destaque, Pinte e Monte (DPM) são 12 temas que vão desde a Fazendinha até a Cidade, passando pelas histórias Os 3 Porquinho e Chapeuzinho Vermelho e pelos lançamentos de 2017 Ballet e Avião 3D. Todos vêm no papelão cru e a criança pode pintar e customizar do jeito que quiser.

Na linha dos Brinquedos Grandes a loja oferece dois tipos de Casas, Castelo, Foguete, Navio, Fogão, Carro e Avião. Também tem o Kit Cantinho que vem com duas cadeiras e uma mesa infantil.

Para mim, os produtos da marca Eu Amo Papelão remetem a infância dos pais e resgatam a simplicidade no brincar. Unem pais e filhos em diversão com atividades simples.

 

* O quiosque da Eu Amo Papelão Experience fica no Gilberto Salomão (QI 05 – Lago Sul). Saiba mais no Instagram @euamopapelaoexp ou página do Facebook /euamopapelaoexp

 

* A coluna Com Filhos por aí! faz parte da comunidade www.sosmaes.com.br. Saiba mais no Instagram @comfilhosporai ou na página do Facebook /comfilhosporai

 

 

 

Igor Tokarski visita Acampamento Renascer

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Foto: Renan Mendes
Igor Tokarski visita Acampamento Renascer
                                                                                                 Foto: Renan Mendes
O candidato a deputado distrital Igor Tokarski tem percorrido todo o Distrito Federal em sua campanha. Em visita esta semana ao Acampamento Renascer/Núcleo Rural Palmares, na região de Sobradinho, Igor se emocionou com a recepção.
Em minha gestão na Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e com o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), conseguimos viabilizar a criação dos Planos de Desenvolvimento dos Assentamentos (PDAs). Esse PDAs eram esperados há mais de 15 anos pelos moradores da região!”, explicou. “Com essa conquista, conseguimos estabilidade e segurança jurídica para as famílias, estimulando a agricultura familiar, gerando mais empregos e renda“, completa.
Desenvolvimento sustentável – Igor Tokarski tem entre suas propostas a redução de impostos para produtos agrícolas, criação de cooperativas de crédito e fortalecimento da Assistência Técnica Rural. “Queremos também estimular a instalação de um Programa de Incentivo às Feiras em todas as satélites para comércio de produtos locais e do Entorno, além de um Programa para Alimentação e Nutrição nas escolas e hospitais públicos utilizando produtos do Cerrado“, disse.

Brasília sedia a primeira edição do Maker Day Brasil

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Brasília sedia a primeira edição do Maker Day Brasil
Em 29 de setembro, Espaços Americanos de 15 cidades brasileiras participam simultaneamente da primeira edição do evento nacional que visa estimular a cultura maker no país
O movimento maker já está muito presente na rotina do brasileiro. É possível encontrar referências aos adeptos à “mão na massa” em várias ocorrências do dia a dia. Essa proposta já é vista em salas de aula, empresas, restaurantes e em diversos ambientes, dentro e fora de casa. Nas escolas e centros educacionais mais avançados, já existem espaços específicos dedicados a essa prática: são os makerspaces.

Com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos, a Casa Thomas Jefferson, em parceria com outros Espaços Americanos no Brasil, tomou a iniciativa de realizar o primeiro Maker Day Brasil. Preparados para o futuro e antenados às inovações, esses Centros Binacionais, ou Espaços Americanos, se juntam no próximo dia 29 de setembro de 2018 para um evento simultâneo em mais de 15 cidades, onde serão apresentadas iniciativas de makers locais com workshops, palestras e muitos participantes expondo seus trabalhos e projetos em um dia inteiro voltado para eles.

Começando às 9h na unidade da Casa Thomas Jefferson da Asa Norte, a diversificada programação conta com experiências, oficinas e talks. Também serão oferecidas duas oficinas de maker tinkering para crianças a partir de 8 anos com Glauco Paiva, que atua há mais de 15 anos no universo da criação de processos lúdicos para apropriação de tecnologias e ressignificação de objetos do cotidiano. Glauco é maker, arte-educador, psicopedagogo e um dos precursores do movimento maker no Brasil.

Além disso, o evento também contará com um dinâmico workshop para educadores com Samara Brito e Carla Arena, do Amplifica. Serão duas sessões onde os participantes poderão aprender mais sobre o movimento maker na educação e como lidar com as novas ferramentas de aprendizagem.

Todas as oficinas serão gratuitas, abertas ao público, mas sujeitas à lotação por ordem de chegada. Quem passar pelo espaço ainda contará com as delícias oferecidas pelos food trucks parceiros: Amena Sorvetes e Bentô Kids Lanches Saudáveis, além dos deliciosos sucos Sucupira.

Simultaneamente, cada cidade participante apresentará sua programação local com atrações e dinâmicas diferentes voltadas para a fomentação do movimento maker. Para ninguém ficar de fora, e garantindo uma integração dos Espaços Americanos participantes, a Casa Thomas Jefferson transmitirá parte da programação de outras cidades em um telão instalado no seu Makerspace.

O evento é totalmente gratuito e aberto ao público. “Queremos trazer as pessoas para mais perto do movimento maker com palestras, workshops e exposição de trabalhos dos fazedores locais”, comenta Soraya Lacerda, supervisora do CTJ Makerspace. “É um movimento que já vem acontecendo há algum tempo no Brasil, com a Thomas como pioneira em Brasília na área educacional, com muitos exemplos de outras iniciativas também relevantes. E é isso que queremos divulgar e compartilhar: o que nossa comunidade maker local está conseguindo aplicar da metodologia maker dentro de sala de aula ou em outros ambientes de aprendizagem”, complementa.

“Muitos países já têm essa cultura apresentada para crianças em idade escolar. No Brasil, esse movimento já tomou forma e caminha para estar cada vez mais ligado ao aprendizado em conjunto com as práticas e matérias desde os primeiros anos escolares”, explica Wander Filho, supervisor dos Resource Centers da CTJ.

A integração de várias áreas de conhecimento e seu compartilhamento entre pares é muito importante para o movimento maker. Atenta a isso, a Casa Thomas Jefferson já unifica muitos de seus processos, que acabam por se complementar mutuamente. Assim nasceram várias iniciativas, como o CTJ Bilingual Adventure, que também estará presente na programação do Maker Day com uma amostra de seu programa, proporcionando experiências maker em inglês para crianças de 3 a 11 anos.

Integração de Espaços Americanos no Brasil

O Brasil possui mais de 40 Espaços Americanos em todo o Brasil. Unidos, esses centros de aprendizado trabalham em rede, compartilhando iniciativas, boas práticas e ideias inovadoras, estando sempre à frente no que diz respeito a diversas tendências tecnológicas e educacionais mundiais. Com programações simultâneas, serão instalados telões nos Espaços Americanos participantes nas diferentes cidades e serão transmitidos eventos selecionados de cada um para que o público possa ter contato com o potencial do movimento maker no Brasil.

Makerspaces participantes:

  • Casa Thomas Jefferson (Brasília/DF)
  • IBEU (Fortaleza/CE)
  • ALUMNI (São Paulo/SP)
  • CCBEU (Tupã/SP)
  • ICBEU (São José dos Campos/SP)
  • CCBEU (Franca/SP)
  • ACBEU (Ribeirão Preto/SP)
  • ACBEU (Salvador/BA)
  • ICBEU (Manaus/AM)
  • CCBEU (Belém/PA)
  • Inter Americano (Curitiba/PR)
  • Cultural (Londrina/PR)
  • ICBNA (Porto Alegre/RS)
  • IBEU (Rio de Janeiro/RJ)
  • ICBEU (Patrocinio/MG)

Serviço:

Maker Day Brasil
Data: 29/09/2018
Horário: das 9h às 17h
Local: Casa Thomas Jefferson Asa Norte – SGAN 606 – Bloco B – Asa Norte – Brasília, DF
Mais informações: (61) 3442-5594
Site: www.thomas.org.br/makerspace

Empreender é transformar sonhos em realidade

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Empreender é transformar sonhos em realidade

 

Empreender é colocar em execução. Precisamos valorizar a disposição dos brasileiros e brasileiras para o trabalho e a inovação, apoiando empreendedores.  Neste momento eleitoral, temos que colocar na pauta de nossos candidatos que a valorização do empreendedorismo é uma das alternativas para equilibrar a economia do país e que uma das estratégias é proporcionar qualificação profissional e políticas para o fomento das cadeiras produtivas com linhas de financiamentos adequadas.

No Brasil, há 49,3 milhões de empreendedores. Destes, 20,7% são mulheres, 59,4% iniciaram seu negócio há menos de um ano e 55,8% atuam em serviços. Estes trabalhadores e trabalhadores, estão presentes no campo e na cidade, em todos os ramos de atividade e nas várias cadeiras produtivas, muitas vezes, contribuindo para a valorização da cultura e da história da região, como acontece com o artesanato e com o turismo.

Fomentar o incentivo ao empreendedorismo criativo, solidário e sustentável é o caminho. Pois, o crescimento sustentável articula entre desenvolvimento social, ambiental, econômico, cultural e ético, preservando vida e recursos. O avanço econômico e a inclusão não devem acarretar desequilíbrio: a sustentabilidade é a melhor estratégia para garantir cidadania e superar a pobreza, a violência e as desigualdades.

A economia solidária nasceu da luta do proletariado por mais direitos. E com o cooperativismo surge a alternativa ao capitalismo, com uma proposta de economia criativa como arte e ciência trabalhando juntas, solidárias e não competitivas. Traz mais oportunidade para todos.

No Brasil, nossa economia criativa possui 240 mil empresas, que empregam 810 mil pessoas e faturam 110 bilhões de reais ao ano, o que equivale a 2,7 % do PIB. Nos países chamados desenvolvidos, este percentual é muito maior, o que demonstra que temos o que crescer e precisamos de mais investimentos, pois por muitos anos este segmento foi invisível para os economistas.

Artesanato, audiovisual, artes e espetáculos, moda, design, fazem parte da economia criativa. Muitos negócios são informais e mal estruturados, porque – entre outros fatores – não existe regulamentação de algumas destas profissões.

A proposta de Política Nacional de Incentivo à economia criativa tem como princípio a diversidade cultural, a sustentabilidade, a inovação e a inclusão, prevendo produção de informação e conhecimento, formação de mão-de-obra e estímulo a empreendedores. Entre os instrumentos, estão o crédito para produção, comercialização, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Os grandes desafios apresentados para os empreendedores é fazer o levantamento de informações, a articulação com os parceiros e os clientes, o fomento à produção, a oferta da educação para competências criativas e infraestrutura para que os serviços cheguem aos públicos, além dos marcos legais. Para tanto, precisam de políticas públicas e de pessoas que assumam representa-los.

Empreender é crer sempre, mesmo em tempos de crise! O empreendedor acredita em sonhos e concretiza suas metas, ainda que enfrente dificuldades.

Cristina Roberto é cozinheira, empreendedora, ativista cultural e defensora de alimentação segura e saudável e candidata a deputada federal, pelo distrito federal.

CCBB Realiza Programação Especial para Integração e Conscientização sobre o Autismo

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CCBB Realiza Programação Especial para Integração e Conscientização sobre o Autismo

Palestra, piquenique e sessões de cinema integram as atividades do final de semana

Neste sábado, dia 22 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília recebe uma palestra promovida pelo Programa Bem Viver da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI) em parceria com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil (APABB).

A palestra “Autismo: além do diagnóstico” será realizada com o intuito de abordar a importância do envolvimento familiar no cuidado da saúde de pessoas com o transtorno. A responsável técnica é a médica de família Márcia Rangel e a realização é da clínica CPH, a cargo de Márcia Pimenta e da médica Denise Vieira.

Para iniciar as atividades, a partir das 9h, haverá um piquenique colaborativo com o objetivo de gerar interação entre as famílias. Todos são convidados a contribuir trazendo sua toalha, frutas, bolos, pães e sucos. Das 10h às 11h acontece a atividade Lugar de Criação do Programa CCBB Educativo – Arte e Educação  e, das 11h às 12h, os responsáveis, familiares e interessados poderão assistir à palestra.

Ainda dentro do tema Autismo, o CCBB realiza a Sessão BB Azul de Cinema. O projeto, que é tradição desde seu surgimento em 2015, foi criado no contexto do Dia Mundial da Conscientização do Autismo. As sessões de cinema, que são especialmente adaptadas para público com Autismo, acontecem no sábado e no domingo, com exibição dos filmes infantis Rio e Irmão Urso.

Sessão BB Azul de Cinema

É uma sessão de filmes, geralmente infantis, especial, mas não exclusiva, para as famílias das pessoas com Autismo. A sala não fica lotada, não há trailers, o som é mais baixo, as luzes ficam ligadas a “meia luz” e as crianças têm liberdade de sair e entrar no ambiente no meio do filme, sob supervisão dos pais ou responsáveis.

Programação Especial para Integração e Conscientização sobre o Autismo

Dias 22 e 23 de setembro de 2018

Entrada gratuita

Área externa, Cinema e Sala do Educativo

Centro Cultural Banco do Brasil – DF

Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Tel.: 61 3108-7600

Mulheres nos espaços de poder é tema de conversa nesta sexta (21) no DF

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Mulheres nos espaços de poder é tema de conversa nesta sexta (21) no DF

Roda de Conversa reúne coletivos feministas em torno da vivência das mulheres nos espaços públicos e de poder

Em um ano em que as mulheres estão sendo apontadas como o voto capaz de definir as eleições, questões como políticas públicas de gênero, direitos ao espaço público, e planejamento urbano são temas que ganham força e podem nortear a escolha do projeto político a governar o Brasil pelos próximos quatro anos. Em meio a esse cenário, o Distrito Federal recebe o coletivo de mulheres pernambucanas Deixa Ela em Paz na sexta-feira (21/9) para a abertura da 4ª edição do do Circuito de Enfrentamento Urbano – CEU para Mulheres, laboratório criativo de intervenções urbanas dedicado ao empoderamento das mulheres em sua relação com o espaço público. Pela primeira vez no Distrito Federal, o encontro é marcado por uma roda de conversa com o tema “Mulheres ocupando as ruas e espaços de poder”, com o Deixa Ela em Paz e os coletivos Casa Frida e Cfemea, e é aberta ao público às 19h da sexta-feira (21), na Casa Frida (Rua 30, Casa 121 – Vila Nova, São Sebastião – DF).

O Deixa Ela em Paz traz para o espaço público os discursos que muitas mulheres não conseguem expressar. Sua estratégia é estampar as ruas com mensagens que traduzem o direito delas de se relacionar com a cidade com liberdade e autonomia. É uma forma de transformar as causas das mulheres em fenômeno visual acessível a todos, incentivando que homens também acessem e questionem esse contexto de discriminação. No Distrito Federal, a proposta é promover o diálogo entre as desigualdades do espaço urbano e as desigualdades na representatividade das mulheres na política nacional.

“Representando mais da metade do eleitorado (52,5% – Fonte: Datafolha), as mulheres são as primeiras a sentir os aspectos da crise política e econômica que se alastra pelo Brasil justamente porque são as maiores usuárias dos serviços públicos”, define Flávia Rosa Borges, integrante do coletivo de mulheres pernambucanas. “No últimos anos, nós mulheres fomos um dos grupos sociais mais afetados por decisões do Governo como o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que perdeu o status de Ministério. Refletir sobre essas condições e entender nossas demandas é fundamental para pensarmos a transformações que queremos para as nossas cidades e o País”, completa.

Com a participação do coletivo de mulheres da Casa Frida – espaço de acolhimento de mulheres em situação de violência e ponto de diversidade e compartilhamento da cultura feminista – e o Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA, organização não-governamental, sem fins lucrativos, que trabalha pela cidadania das mulheres e pela igualdade, a Roda de Conversa será um momento inicial de reflexão sobre o tema, de apresentação do coletivo na cidade e de debate sobre a realidade que as mulheres do Distrito Federal vivenciam. “A Roda é também um espaço para conversarmos com uma diversidade ainda maior de mulheres, principalmente aquelas que não têm disponibilidade de participar nos demais dias de oficina”, acredita Cecília da Fonte, integrante do coletivo. “Apesar de o nosso foco de público ser sempre as mulheres, a roda de conversa é aberta a todas as pessoas interessadas em dialogar”, completa.

A ação faz parte da oficina gratuita que acontece também no sábado (22) e  domingo (23), ambos na Casa Frida.  A ideia é realizar oficinas em cada região do país e o Distrito Federal será a representação da região Centro-oeste. O projeto já foi a três cidades brasileiras – Vitória (ES), Curitiba (PR) e João Pessoa (PB) – onde o Deixa ela em paz criou intervenções juntamente com as participantes de cada local, abordando os temas que elas consideravam mais relevantes na sua vivência como mulheres na cidade. As inscrições para a oficina já estão encerradas.

Traçar estratégias de enfrentamento de diversos contextos de violência faz parte do cotidiano da maioria das mulheres desde muito jovens e o resultado disso é uma experiência completamente específica em relação às cidades. A ocupação da rua é uma das principais formas de luta pela equidade de gênero e garantir às mulheres condições de mobilidade e vivência dos espaços públicos com segurança, respeito e autonomia é uma forma de transformar essa realidade. “A cidade é também um espaço de atuação política e o planejamento urbano insensível à presença feminina é um obstáculo permanente à liberdade das mulheres. Precisamos considerar isso quando decidirmos nosso projeto de país”, afirma Milena Times, integrante do Deixa Ela Em Paz.

O projeto foi financiado coletivamente com a ajuda de mais de 520 pessoas e fez parte do canal Mulheres de Impacto, uma alternativa para incentivar projetos de liderança feminina, possibilitada por uma parceria entre o site de financiamento coletivo Benfeitoria, a ONG Think Olga e a ONU Mulheres.

No primeiro momento, a proposta é dialogar com as moradoras da cidade e mapear necessidades e contextos. A partir disso será elaborada, conjuntamente, uma intervenção que aborde as questões mais sensíveis a elas. “Realizar ações de intervenção urbana proporciona, além do contato com outras mulheres e com as questões feministas, a dimensão simbólica da reapropriação do espaço urbano como algo que também é nosso por direito”, comenta Manuela Galindo, uma das integrantes do coletivo. O CEU vai mobilizar mulheres a refletirem sobre essa realidade e a construir intervenções artísticas que despertem a atenção para essas questões.

Deixa Ela Em Paz – Formado por mulheres pernambucanas, o coletivo feminista que atua em Recife e no Rio de Janeiro começou em 2015 com a colagem de lambe-lambes com a frase que lhe dá nome em várias cidades no Brasil. Hoje a ação também está no exterior e já usa técnicas diferentes, como stencil, stickers, carimbos, panfletos, ensaios fotográficos e vídeo. O grupo também aposta no ativismo digital e atua nas redes sociais com uma página com mais de 28 mil seguidores, além de construir espaços de diálogo também off line, com a realização de oficinas, palestras e encontros.

Casa FRIDA – uma construção horizontal, popular e feminista do fazer cultural em São Sebastião, periferia de Brasília, Distrito Federal, a casa é um ponto de cultura e de acolhimento de mulheres em situação de violência que já firma seu trabalho há 4 anos, de forma autônoma e plural. Na disputa por um imaginário mais diverso, a Casa FRIDA tem seus princípios integrados no nome, que além de fazer uma alusão à revolucionária artista mexicana Frida Kahlo, é o acróstico: Feminismo, Revolução, Igualdade, Diversidade e Amor. Como pilares de sustentação do trabalho estão o cuidado e auto-cuidado, mobilização social; produção e difusão da arte e cultura em rede com protagonismo feminino.

CFEMEA – O Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que trabalha pela cidadania das mulheres e pela igualdade. Luta, de forma autônoma e não partidária, por uma sociedade e um Estado justos e democráticos. Alicerçado no pensamento feminista e antirracista, o CFEMEA participa ativamente do movimento nacional de mulheres, integra articulações e redes feministas internacionais, especialmente na América Latina. O feminismo, os direitos humanos, a democracia e a igualdade racial são nossos marcos políticos e teóricos. Desde 2015, está orientado à sustentabilidade do ativismo feminista.

SERVIÇO

Circuito de Enfrentamento Urbano – CEU para Mulheres

Roda de conversa “Mulheres ocupando as ruas e espaços de poder” com Deixa Ela em Paz, Casa Frida e Cfemea
Data: 21, às 19h aberto ao público em geral

22 e 23 de setembro, o dia todo – exclusivo para as selecionadas

Endereço: Casa Frida (Rua 30, Casa 121, Vila Nova, São Sebastião – DF)