Espaço 181 graus reúne gastronomia e confraternização em uma das vistas mais lindas da cidade
Por Giullia Chaves
Sabrina Costa já foi professora de ballet, jornalista, dona de restaurante e hoje, além de administrar a Animatic, junto com a filha Giulia Bokel, comanda o Espaço 181 graus, dedicado à gastronomia. Com uma vista panorâmica impressionante, Sabrina aproveita o espaço de sua casa para receber grupos de pessoas interessadas em desfrutar de um ambiente aconchegante e de tirar o fôlego, aprender gastronomia e confraternizar.
Em seu primeiro dia de funcionamento, no dia dos namorados deste ano, Sabrina se surpreendeu com o sucesso de sua proposta. Ao lançar o cardápio da noite nas redes sociais, recebeu vários pedidos de reserva e, assim, inaugurou. Depois do boom do primeiro evento, a chef resolveu colocar em prática uma ideia já amadurecida há algum tempo: A volta ao Mundo Gastronômica. A proposta é dar o curso de gastronomia onde ensina alguns pratos típicos de determinado país e, no mesmo mês, em noite de lua cheia, realizar uma festa dedicada àquela cultura. Com decoração, danças e comidas típicas, o público se envolve e aproveita o jantar que se torna um verdadeiro evento. Hoje, Sabrina conta com a ajuda do souschef Hamilton Bousquet e de sua filha, Giulia Bokel. Hamilton conheceu Sabrina no primeiro curso que ela ministrou no 181 graus, de cozinha brasileira e se encantou pelo trabalho da chef. Firmaram a parceria e hoje comandam a cozinha do espaço.
Atualmente, o 181 graus oferece cursos de gastronomia, harmonização de pratos e vinhos, jantares temáticos e locação para gravação de vídeos e para pequenos eventos gastronômicos. A coordenação de tudo permanece nas mãos de Sabrina, que chefiou por 10 anos a cozinha do premiadíssimo Restaurante Antigamente, que teve filiais em Luziânia, Lago Sul, na Academia de Tênis, no Iate Clube e na 403 sul. Ao longo de sua história, o Antigamente (1984 a 2003) recebeu 18 estrelas consecutivas do Guia Quatro Rodas Brasil, pela qualidade de sua cozinha e em 1993 foi considerado o melhor restaurante do país na categoria cozinha regional brasileira. Com toda esta história, o 181 graus está destinado ao sucesso por sua proposta diferente e exclusiva. Confira abaixo algumas fotos:
Sabrina e Giulia
Serviço: Espaço Gastronômico 181 graus Facebook: @181grausbsb Instagram: @181_graus Telefone para contato e reservas: (61) 991175155
Bienal propõe o tema “os outros somos nós”: um mergulho na experiência alheia através da literatura
Maior evento dedicado às letras na região central do Brasil, a Bienal Brasil do Livro e da Leitura chega à quarta edição em 2018. Entre 18 e 26 de agosto, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, vai acolher mesas de debates, lançamentos de livros, encontros com escritores, apresentações artísticas, homenagens e uma grande diversidade de estandes de editoras e livrarias, apresentando lançamentos e títulos inéditos.
O evento traz pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma – do romance “Os Pescadores”, elogiado pela crítica literária como sendo “’O Caçador de Pipas’ africano”. Dessa forma ele, propõe reflexões aprofundadas sobre o tema da Bienal ‘Os outros somos nós”, que faz um convite a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos.
Foto de divulgação
Ao longo de nove dias, encontros e debates reunindo autores brasileiros de grande destaque na contemporaneidade e nomes relevantes da literatura internacional prometem discorrer sobre temas como as questões identitárias no século XXI – dando voz a escritas consideradas de minorias, como a literatura negra, feminina, de periferia, temática LGBT, indígena etc -, a literatura nascida na internet, tradução e criação, estilos literários, fertilização/contaminação de gêneros e linguagens, vozes da África e da América Latina, vozes de migrantes, o passado como tema, o futuro das revistas literárias e muito mais. Um passeio pelos temas mais pungentes da cultura contemporânea no Brasil e no mundo.
A curadoria da 4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura foi buscar inspiração no escritor Umberto Eco, para quem as redes sociais promoveram “o idiota da aldeia a portador da verdade”. Segundo Sergio Leo, o mal-estar da cultura contemporânea é geral: muitos falam e poucos entendem. As mudanças tecnológicas abalam certezas, mercados de trabalho e zonas de conforto, a desigualdade é crescente e o futuro é incerto. Mas, como diz o próprio Umberto Eco, há esperança: “o livro ainda é o meio ideal para aprender”, dizia o escritor italiano. “No fragmentado panorama da sociedade atual, os livros ainda nos permitem mergulhar na experiência alheia. A boa literatura nos permite descobrir a humanidade nos monstros e a monstruosidade nos heróis, ter empatia com o diferente e estranheza com o familiar. É ela que nos permite constatar, às vezes com espanto, que “os outros” somos nós”, diz o curador. É esta experiência que a Bienal quer propiciar – o poder do encontro e da compreensão.
Para começar, a grande homenageada do evento será uma mulher que tem dedicado sua vida a derrotar preconceitos, tornando-se uma educadora reconhecida no Brasil e no exterior. A brasiliense Gina Vieira Ponte é criadora do premiado projeto “Mulheres Inspiradoras”, que incentiva a leitura de grandes autoras da literatura mundial e brasileira e instiga as crianças e adolescentes a contarem a própria história. A professora Gina fará a palestra de abertura da 4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, no dia 18, às 19h.
Além das mesas e encontros com escritores, lançamentos e espaços especiais como Espaço HQ e Espaço Z, o evento reserva uma série de atividades artísticas e culturais para o público infantil e infanto-juvenil, como apresentações teatrais, exibições de filmes, contação de histórias e muito mais. Também será oferecido o Cine NOW, com uma programação cinematográfica composta de títulos que dialogam com a literatura (como “Tungstênio”, do quadrinista Marcello Quintanilha, e “Minha Amiga do Parque”, com roteiro da escritora Inés Bortagaray), shows musicais em pequeno e grande formado, seminários de Educação e Serviço Social, Café Literário, Mercado Literário (com a participação de mais de 60 expositores), Oferta de Vale Livro (para professores da rede pública de ensino adquirem obras de sua escolha), campanha Inspire os Outros (voltada para ações visando a sustentabilidade), dentre várias outras iniciativas.
Não haverá cobrança de ingressos, mas algumas atividades seguirão critérios determinados para entrada do público. Para as mesas, debates e encontros com autores será necessário retirar um voucher no guichê de atendimento ao público – os vouchers começam a ser distribuídos duas horas antes de cada atividade. Para os seminários de Educação e Serviço Social, é preciso fazer inscrição através das redes sociais e do site do evento para garantir a vaga. O mesmo vale para as oficinas (que acontecerão em quase todos os eixos de ação da Bienal): credenciamento prévio de acesso. A programação infantil e infanto-juvenil terá reserva especial para escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, que deverão se cadastrar e solicitar agendamento no site da BIENAL. O restante da programação terá entrada livre.
4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura é um projeto realizado com recursos da Lei Rouanet e da Lei de Incentivo a Cultura do Distrito Federal, com a realização da InterCult – Gestão e Produção Cultural, com direção geral de Suzzy Souza e curadoria dos jornalistas e escritores Sergio Leo e José Rezende Jr e da tradutora Lídia Luther.
SERVIÇO
4ª BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA
Data: 18 a 26 de agosto de 2018
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília
Horário de funcionamento: 9h às 22h
ENTRADA FRANCA (mediante cadastramento que pode ser feito pelo site, pelo
O grupo está em cartaz na cidade no próximo final de semana com o espetáculo Hermanoteu
Por Adriana de Araújo
A Cia de Comédia Melhores do Mundo se apresenta no Museu Nacional, em Brasília, no sábado (18) e no domingo (19), com a peça Hermanoteu na Terra de Godah. O espetáculo é uma sátira ao Antigo Testamento. Hermanoteu é um hebreu do ano zero – camarada, bom pastor e obediente –, que recebe uma missão divina: guiar Seu povo à Terra de Godah.
A obra estreou na cidade em 1995. Desde então, passou por atualizações e se tornou sucesso de audiência. A aceitação foi tanta que o grupo se prepara para gravar o longa metragem Hermanoteu, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2019. Um dos componentes do grupo Melhores do Mundo, o ator Adriano Siri falou com a 61 Brasília a respeito da peça e do que o público pode esperar do filme.
Adriano Siri é formado em arquitetura pela Universidade de Brasília. O último a ingressar na Cia em 95, quando exerceu a função de autor e produtor da Cia. Atualmente atua. Atual contratado da Rede Globo participou dos programas: Malhação, Faustão, Zorra Total e Fantástico.
61 Brasília: A Cia Melhores do Mundo tem 23 anos de atuação com os mesmo atores. Ao que se deve essa longevidade?
Buscamos nos renovar. Adaptar nossos espetáculos ao momento e ao público é uma facilidade e uma característica nossa. Em cada cidade que chegamos fazemos uma breve pesquisa sobre as caraterísticas locais. Ao longo das apresentações há citações da política, do nosso cotidiano, a uma celebridade ou outra. É uma forma que a gente descobriu de trazer o público para dentro da peça. Temos o cuidado de pesquisar as referências em cada local. Então, as apresentações nunca são iguais. Outra coisa que contribui é a relação de respeito de todos do grupo. Temos uma química de trabalho muito boa.
Espetáculo Hermanoteu. Foto de divulgação
Brasília 61: Na peça Hermanoteu você faz vários personagens. Tem um que goste mais?
Eu gosto de fazer todos. São pequenas entradas, rápidas e divertidas. O personagem de Jesus Cristo é um que faço com muito carinho. Ele aparece no final da peça. É sempre desafiador, pois, historicamente, não existe um nome que tenha sido mais comentado nos últimos dois mil anos. É muito divertido fazê-lo.
61 Brasília: Hemanoteu é uma sátira ao Velho Testamento. Houve algum mal-estar entre o público ao longo desses anos de encenação. Como equilibrar a liberdade artística e o respeito a religiões e crenças?
Tanto nesse espetáculo, como nos demais, nós procuramos fazer o humor, ser cronista da sociedade. Então, a gente observa e critica, utilizando o humor para dar o nosso recado. Mas o grupo, não pretende colocar uma opinião iconoclasta de destruir conceitos sagrados. Assim como Hermanoteu faz uma sátira ao Novo Testamento, outros espetáculos satirizam o sistema político americano, ficção científica, histórias de amor. Não é um espetáculo agressivo à sociedade ou à religiosidade. Quem for assistir vai se divertir muito.
Brasília 61: A peça Hermanoteu vai virar um filme. Quando surgiu a ideia?
A ideia de fazer um filme surgiu há uns sete anos. Nos últimos três anos, começamos a trabalhar o roteiro em parceria com uma produtora e o filme já está na reta final de produção.
Brasília 61: O que muda? Como será feita essa migração dos palcos para a telona?
Tivemos a preocupação de manter a relação do filme com o espetáculo. Quem já viu a peça e for assistir ao filme vai reconhecer a história. Mas haverá surpresas. Alguns personagens, por exemplo, ganham uma força maior. Realizar um trabalho para o cinema é diferente de fazê-lo para o teatro. Tivemos cuidado, para que o filme seja bem dinâmico.
Brasília 61: A agenda aumentou e o grupo tem ido para outras cidades. Como é fazer teatro, no momento econômico atual, em Brasília e em outras cidades?
Algumas capitais, sobretudo, tem uma cultura efervescente e uma produção cultural muito intensa como Rio de Janeiro, Salvador. Brasília também tem uma produção cultural intensa, mas infelizmente, por alguns motivos nem todo esse potencial pode ser executado. O que é ruim para os artistas e para o público. Por um lado, é muito bom apresentar aqui. Foi esse público que nos incentivou e deu toda força para conquistar tudo. Foi aqui que começamos. Mas percebemos que para outros artistas é difícil viver da arte. Normalmente, as pessoas precisam ter outro emprego; dar aula, fazer concurso. Os últimos anos não foram bons para a produção cultural. O momento econômico e politico impactaram e fizeram com que o Estado não passe perto da produção cultural do Brasil e, claro, isso não é diferente em Brasília.
SERVIÇO:
HERMANOTEU NA TERRA DE GODAH
Local:
Museu Nacional
Datas:
18 de agosto às 19:00 e 21:00 – sábado
19 de agosto às 20:00 – domingo
Ingressos
R$ 90,00 inteira / R$ 45,00 meia
Concessão de meia entrada:, estudantes, acima de 60 anos , professores.
50% de desconto em até dois ingressos (inteira), Clientes Claro Clube, Assossiações e site Dboa.
60% de desconto em até dois ingressos (inteira) para Clube do Assinante
A candidata a deputada federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem mais de 50 anos de ativismo político
Maninha é uma ativista política defensora da saúde pública e das minorias da sociedade. A Maria José Conceição, natural de Januária-MG, ingressou em 1967 no curso de Medicina da Universidade de Brasília, onde despertou seu interesse pela militância durante a Ditadura Militar. Nesse período também ganhou seu apelido, dado carinhosamente pelo colega presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB), Honestino Monteiro Guimarães.
Nas eleições de outubro de 1994, elegeu-se deputada distrital, mas afastou-se do mandato legislativo em 1996 para exercer, a convite do então governador Cristovam Buarque (1995-1998), a função de secretária de Saúde. Antes disso, foi fundadora e presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal por 12 anos, assim como secretária geral da Federação Nacional dos Médicos.
Em sua gestão na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, criou o programa Saúde da Família, que mais tarde foi adotado por outros governos. Além de implementar, no Hospital Materno Brasília ( HMIB), o serviço de Abortamento Legal para mulheres em estado de gravidez de risco ou vítimas de estupro realizarem o procedimento de forma segura. São cerca de 50 anos de ativismo político, entre a Secretaria de Saúde do DF, dois mandatos para deputada distrital e um mandato para deputada federal.
Durante sua jornada política, foi autora de 94 leis. Entre elas está a Lei nº 2615 de 2000, que determina sanções a práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas, bem como a Lei nº 2276 de 1998, que impõe sanções a práticas de ato vexatório, discriminatório ou atentatório contra a mulher.
Ao longo do tempo, Maninha tem se debruçado na defesa de uma sociedade fraterna e pluralista. Isso inclui o fortalecimento do debate sobre a questão de gênero, no qual destaca a importância da representatividade da mulher na política, sua participação na sociedade e a defesa intransigente contra a violência sofrida por esta. Durante seu mandato como deputada federal, todos os projetos de leis referentes aos direitos das mulheres aprovados na Câmara tiveram uma participação intensa da bancada feminina. Exemplo disso é a Lei Maria da Penha, que em 2018 completa 12 anos de aprovação por sua participação na sociedade e pela defesa intransigente contra a violência sofrida por elas.
Nas eleições de 2018, a candidata a deputada federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) mantém a luta por uma sociedade atenta às mudanças necessárias, por um povo disposto a defender os princípios constitucionais de uma sociedade igualitária, incluindo saúde, educação, segurança e direitos e obrigações civis.
Em sua nova campanha, Maninha tem defendido a destinação de verbas para o resgate da saúde pública de qualidade, oferecendo um Sistema Único de Saúde justo para todos/as. A defesa das minorias da sociedade, como negros e LGBTs, também está entre as suas pautas, assim como a luta para restabelecer os direitos revogados pela reforma trabalhista. Tudo isso, priorizando o principal papel de um deputado federal: A luta contra a corrupção e a fiscalização rigorosa do Executivo. Em 2018, abrace essa ideia!
Até quinta-feira (16), Brasília recebe o 30º Congresso Nacional Abrasel. O evento é o maior encontro de conhecimento e inteligência do setor da alimentação fora do lar, contando com a participação dos principais líderes empresariais e da gastronomia do país. Confira entrevista do presidente da Abrasel DF, Rodrigo Freire, sobre o Congresso e os desafios do setor.
Pode me explicar o que é o Congresso Nacional da Abrasel?
Rodrigo Freire – O Congresso Nacional da Abrasel acontece todo ano e a gente optou por fazer ele aqui no DF e é o setor que mais emprega na cidade, cerca de 100 mil empregos aqui no DF. Para comparar, há pouco tempo atrás a construção civil tinha esse número e hoje emprega apenas 20 mil pessoas.
Então, a gente está falando do emprego que é responsável pela base, pelo primeiro emprego em todo o DF.
Este ano o tema será “Um Brasil novo simples para empreender”. Nossa ideia é trabalhar a simplificação, desde a burocracia que existe para montar uma empresa, passa pela dinâmica de tocar o dia a dia e a configuração das diversas fiscalizações que o empresário recebe.
Sobre a simplificação tributária defendemos que o imposto que seja único, um imposto simples. Você acredita que aqui no Brasil uma empresa demora quase 2 mil horas só para cuidar dos impostos, enquanto nos países em desenvolvimento tem uma média de 200 horas. Isso é muito tempo, é um absurdo. Pensamos em diminuir o número de impostos para se deixar a vida do empreendedor mais simples.
A Abrasel faz parte da UNECS a União Nacional de Entidades de Comércio e Serviço e uma das demandas da UNECS que vocês conseguiram conquistar é a jornada intermitente. Você está falando da burocracia você acha que essa questão no trabalho intermitente ajuda nesse sentido?
Rodrigo Freire – Com certeza, o trabalho intermitente é o responsável por praticamente 50% dos primeiros empregos nos Estados Unidos e aqui no Brasil já começou a dar resultados. Veja, é muito ruim que as empresas e os trabalhadores não possam negociar jornadas mais flexíveis. Quer ver um por exemplo, estudantes que estão na faculdade podem usar a jornada intermitente para entrar no mercado de trabalho sem prejudicar os seus estudos e atendendo, também, a demanda na medida certa no mercado de trabalho.
Outra questão é o ponto da tributação. Vocês vão debater isso também por causa da reforma tributária. O que vocês pretendem abordar durante o congresso?
RodrigoFreire – Nós temos um sistema tributário perverso e que é muito injusto para as nossas empresas. Uma forma seria tributar lucro, mas o que nós temos é um imposto muito alto sobre o faturamento das empresas.
A maioria das nossas empresas, principalmente no setor de bares e restaurantes, tem pesquisas feitas trimestralmente que indicam que cerca de 50% das empresas trabalham no vermelho e estão pagando tributos ou pagando ou acumulando passivos tributários altíssimos.
O que acaba gerando, por causa disso que praticamente, de ter dívidas para o resto da vida quando o empresário não consegue manter o negócio. No Brasil, infelizmente, a gente acaba demonizando a pessoa que tentou abrir um negócio e não deu certo, enquanto nos Estados Unidos isso é normal e faz parte do processo de aprendizado e de autorregulamentação do mercado.
Não se pode demonizar o empresário que teve problemas em seu negócio e se deveria agir de forma contraria para incentivar o empreendedorismo, que é gerador de empregos e riquezas para o país.
Os EUA, por exemplo, só tributam o lucro e não tem isso de passivos tributários que a gente acumula aqui no Brasil, que são altíssimo e acabam atrapalhando muito quem empreende. Para concluir, além dessa questão tributária, simplificar essa cadeia gigante de burocracia que dificulta toda e qualquer tentativa de empreender.
Como seria isso?
Rodrigo Freire Na questão tributária, a gente defende um imposto único e que seja o mais simples possível. Então, a gente tem que priorizar o pequeno empresário e tem, também, que trabalhar para que sobre mais dinheiro no bolso de quem empreende.
Veja, no ano passado, projeto de lei foi aprovado para regulamentar a gorjeta e, isso, atrapalhou muito os nossos garçons. Isso praticamente diminuiu 50% da remuneração deles aqui no Distrito Federal porque criou coleta de imposto nessa fonte de renda deles.
Sabemos que a realidade nos outros estados é um pouco diferente, mas aqui no Distrito Federal a gente está vendo o trabalhador do setor de bares e restaurantes muito insatisfeito e precisamos apresentar proposta legislativa para desonerar a gorjeta e fazer com que sobre mais dinheiro no final das contas no bolso do trabalhador.
A partir do dia 22 deste mês, o proprietário e professor da Cultura Francesa, Laurent Dancona, estará ministrando aulas gratuitas nas universidades do DF para divulgar o programa
Por Giullia Chaves
Com a ideia de incluir e difundir a cultura da língua francesa em Brasília, Laurent Dancona, professor e fundador da Cultura Francesa, decidiu disponibilizar um programa de aulas online para quem deseja aprender o idioma. Segundo Laurent, o francês pode e deve ser mais conhecido e acessível, assim como o inglês e o espanhol, por exemplo.
O método conta com cinco passos, que serão disponibilizados gratuitamente e mais 20 para quem decidir continuar os estudos na plataforma. Segundo o professor, as aulas tem duração de cerca de 1h com atalhos e demonstrações para o aluno aprender e assimilar o idioma.
Ao longo dos próximos meses, Laurent vai estar dentro das faculdades de Brasília ministrando estes primeiros cinco passos como uma demonstração do programa para divulgá-lo. A primeira faculdade a ser contemplada com a parceria é a Estácio de Sá, aonde o professor ministrará a aula presencialmente. O produto final das 20 aulas será liberado a partir do dia 01 de outubro pelo site da escola de francês.
“Todo mundo pode fazer. É uma forma mais acessível de aprender o idioma e se interessar por uma nova cultura”, afirma o professor e empresário. Dancona afirma que quer atingir uma quantidade maior de pessoas, tanto aquelas que não tem tempo de se dedicar a uma aula presencial como aquelas que não tem dinheiro para investir em um curso presencial completo.
As aulas contam com o básico para a prender e assimilar a língua francesa de forma a entender e conseguir se comunicar com pessoas que falam o mesmo idioma. A metodologia desenvolvida por Laurent é dedicada a ensinar brasileiros a falar francês.