Enova promove edição especial em Los Baristas



A data é esperada por muito brasilienses, que podem conferir várias atrações culturais
Por Lorena Braga com informações da Secretaria de Estado de Cultura do DF
A alguns dias de completar seus 58 anos, a capital federal irá receber várias atrações culturais organizadas pelo GDF. A novidade esse ano é que as comemorações serão em várias regiões administrativas, não ficando restrita ao Plano Piloto.
As atividades, vão se iniciar antes e depois do dia 21 de abril e contemplam teatro, dança, cinema e música, com especial destaque para crianças e jovens. As ações estarão distribuídas nas seguintes regiões administrativas: Sudoeste, Taguatinga, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Recanto das Emas, Plano Piloto, Brazlândia, Planaltina e Sobradinho.
O objetivo dessa descentralização é que as pessoas tenham mais acesso ás atividades é o que afirma a subsecretária de Políticas de Desenvolvimento e Promoção Cultural, da Secretaria de Cultura, Mariana Soares:
“É a festa que Brasília merece, plural e diversa. Queremos descentralizar e diversificar a programação, com diferentes linguagens e diferentes públicos”.
Neste ano, a Secretaria de Cultura diversificou a programação do Aniversário de Brasília, com 32 atividades gratuitas das mais diversas linguagens e expressões artísticas.
Para a tradicional comemoração o órgão reservou duas datas: dia 21 e 22 de abril, com palco montado na Esplanada dos Ministérios.
No primeiro dia, sobe ao palco o cantor Xand Avião e a cantora Preta Gil. No dia 21 o público também poderá conferir programação musical familiar na Torre de TV em diversos horários. Para o dia 22, Brasília será palco do rap, com shows de G.O.G., Câmbio Negro e Mano Brown, além de vários outros músicos locais ao longo da programação.

Mas do que a música, o público poderá esperar espetáculos e oficinas cênico-circenses, contação de histórias e ainda atividades promovidas por iniciativa da sociedade civil, como o MID – Movimento Internacional de Dança, o festival de hip-hop Quando as Ruas Chamam, a exposição fotográfica Yawalapiti – Entre Tempos, o 4º Festival Espetaculim, o Repertório nos Parques e o festival República Blues.
Toda esta programação se espalha por 10 regiões administrativas.
O investimento da Secretaria de Cultura para a realização do 58º Aniversário de Brasília é de R$ 1,6 milhão.
Confira a programação completa:
ABRIL INDÍGENA
13 de abril a 30 de junho
Ocupação Culturas Vivas
De terça a domingo, das 10h às 21h (em abril) e 9h às 17h (em maio e junho), no Memorial dos Povos Indígenas
A Arte da Cerâmica

Dia 13/4, das 14h às 18h; e dia 14/4, das 10h às 16h, no Memorial dos Povos Indígenas
Faça parte dessa história – “Yawalapiti – Entre Tempos”
Exposição de fotografias no Museu Nacional.
Abertura da mostra no dia 19/4, às 19h, com apresentação de flauta sagrada (visitação até 20 de maio).
A Arte da Pintura Corporal
Dia 20/4, das 15h30 às 19h30, e dia 21/4, das 10h às 16h, no Memorial dos Povos Indígenas
A Arte da Cestaria
Dia 27/4, das 16h às 20h; e dia 28/4, das 10h às 16h, no Memorial dos Povos Indígenas
Cine Debate
De 24/4 a 26/04, às 19h, no Memorial dos Povos Indígenas
(Programação: 24/4 – Índios no Poder, Martírio; 25/04 – Para’i, Ex-Pajé; 26/4 – Tapayuna e Piripkura.
27/04, às 18h, Yawalapiti – Entre Tempos, Tempo de Kuarup, e Índio Presente. Haverá também apresentação de luta, bate-papo e exibição de fotos.
ESPETÁCULOS CÊNICO-CIRCENSES
15 de abril
Parque Bosque do Sudoeste
11h e 16h – Tramoias Pra Enganar a Morte, da Cia. Voar (DF)
17 de abril
Escola Classe 21 de Ceilândia
10h – On Co Tô? Quem Cô Sô? Prom Cô Vô, do Circo Navegador (SP)
14h – João e o Pé de Feijão, da Cia Voar (DF)
18 de abril
Centro de Ensino Fundamental 8 de Sobradinho
9h30 – O Circo de Lampezão e Maria Botina, da Caravana Tapioca (PB)
15h – On Co Tô? Quem Cô Sô? Prom Cô Vô, do Circo Navegador (SP)
19 de abril
Centro de Ensino Fundamental 10 do Gama
8h30 – O Circo de Lampezão e Maria Botina, da Caravana Tapioca (PB)
13h30 – Boneco de Cor, do Teatro do Maleiro (GO)
20 de abril
Centro de Ensino Fundamental 801 do Recanto das Emas
10h – O Magicontador, de Eric Chartiot (RS)
14h – O Romance do Vaqueiro Benedito, do Mamulengo Presepada (DF)
23 de abril
Escola Classe 203 de Santa Maria
10h – O Lançador de Foguetes, da Cia. De Pernas Pro Ar (RS)
14h – Mimicando, de Miqueias Paz (DF)
24 de abril
Instituto Aprender de Planaltina
14h às 17h – Oficina de perna de pau
Centro de Ensino Fundamental 11 do Gama
20h – Show de música instrumental de Marcos Farias
25 de abril
Obras Sociais São Sebastião de Brazlândia
14h às 17h – oficina de malabares
26 de abril
Espaço Cultural Azulim em Sobradinho II
14h às 17h – oficina de cantigas de roda
29 de abril
Parque do Cortado de Taguatinga
11h e 16h – Os Meninos Verdes, da Cia. Voar (DF)
ESPETÁCULOS NA TORRE DE TV
21 de abril
11h – O Grande Circo dos Irmãos Saúde, do Circo Artetude (DF)
13h – Benedito e o Boi Pintadinho, da Cia. Pilombetagem (DF)
14h – Supimpa Trupe, do Brincantes do Gama (DF)
15h – O Homem Banda, de Mauro Bruzza (RS)
16h – Inka Clown, do Circo Rebote (Peru)
17h – O Lançador de Foguetes, da Cia. Pernas Pro Ar (RS)
18h – Show de atração musical local (chamamento público)
19h – Show de atração musical local (chamamento público)
SHOWS NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS
21/4
18h – Banda local (chamamento público)
19h – Banda local (chamamento público)
20h – Preta Gil
22h – Xand Avião
22/4
15h – Banda local (chamamento público)
16h – Banda local (chamamento público)
17h – G.O.G.
18h – X Câmbio Negro
19h – Mano Brown
ORQUESTRA SINFÔNICA DO TEATRO NACIONAL CLÁUDIO SANTORO
Dia 28/4
Concerto Trilhas de Cinema
Parque Águas Claras
PODERES DA ARTE NA ESCALA BRASÍLIA
Dia 27/4
Projeção mapeada sobre a Maquete do Plano Piloto no Espaço Lúcio Costa.
20h – Lançamento do projeto com coquetel
Dia 28 de abril a 2 de junho
Aos sábados, em duas sessões, às 15h e 16h – Brasília, brinquedo de ler. Apresentação teatral para crianças de 3 a 8 anos com histórias da Capital no gramado do Panteão da Pátria.
EVENTOS PARCEIROS
MID – Movimento Internacional de Dança
Até 29 de abril, no CCBB, Funarte, Rodoviária do Plano Piloto, IFB e unidades do Sesc Gama, Taguatinga e Ceilândia
Programação completa no site: https://www.movimentoid.com.br/
Festival Quando as Ruas Chamam (Sesc Ceilândia)
14 e 15 de abril
Dia 14
9h às 20h30 – Exposição fotográfica Quando as Ruas Chamam
10h – Exibição dos vídeos documentários “Quando as Ruas Chamam” e palestra sobre a história do hip-hop seguida de debate (haverá tradução em libras).
13h – Batalhas nacionais de rimas
14h – Battle Kids
14h30 – Bgirl Battle
15h – Top Rock Battle (filtros + batalhas)
16h – Cyphers (roda livre)
16h30 – Footwork Battle
17h30 – 1×1 Battle
19h – Show Banda Groove Attak + Cypher Kings /Queens
Dia 15
13h – Batalhas nacionais de rimas
14h30 – Seven to Smoke (filtros + batalhas)
15h30 – Cyphers (roda livre)
16h20 – Especial Battle
16h40 – Crew Battle (categoria principal com 16 grupos)
Festival República Blues (Funarte)
Dia 20/4
18h – Delta Boy Walt 1000
19h – Tex Quarteto Instrumental
20h – Thaise Mandalla
20h30 – Passo Largo
21h30 – Cisso Cerqueira
22h – Armandinho Macedo & Hamilton de Holanda
23h – Marcius Cabral
23h30 – Congo
0h30 – Bartô Blues
1h – Jefferson Gonçalves
2h – Moraes Brothers
2h30 – Cachorro Cego
Dia 21/4
17h30 – Delta Boy Walt 1000
18h – Protofonia
19h – Flávio Robbie
19h30 – Hermeto Pascoal
20h30 – Marlene Souza
21h – Dillo Daraújo
22h – Casa Vermelha
22h30 – Taryn Spillman
23h30 – Procurados Blues Band
0h – Blues Etílicos
1h – Márcia Campos
1h30 – Brazilian Blues Band
3h – Omar Colleman (EUA)
Impulsionar o brasiliense a comprar mais produtos locais é uma das primeiras metas do 1º Encontro Distrital da Agroindústria que começa nesta terça-feira (10). O evento realizado pela Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) segue até dia 13 de abril e acontece na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa Cenargen), no Parque Estação Biológica, na Asa Norte, das 13 horas às 18h30.
Durante a solenidade de abertura o secretário de agricultura do DF, Argileu Martins assina o regulamento da Lei de Inspeção do Distrito Federal nº5800/2017. Essa norma de inspeção melhora a atuação da fiscalização da Secretaria de Agricultura na cadeia de agroindústrias e a emissão de registro e acompanhamento do setor. “A lei vai acelerar o processo e desburocratizar a criação de novas agroindústrias, modernizar a inspeção, ampliar a possibilidade de acesso a mercados e o registro de novas categorias de produtos”, afirma Athaualpa Nazareth Costa, diretor de inspeção.

A proposta do Seminário é debater políticas públicas para o setor agropecuário e estimular o empreendedorismo na área rural. Por isso, a programação inclui palestras e cursos destinados a produtores rurais, responsáveis técnicos e estudantes universitários. Para o subsecretário de defesa agropecuária da pasta, Vinicius Campos, o encontro foi pensado para impulsionar o mercado local e promover e fortalecer a cadeia agroindustrial. A região com 212 agroindústrias registradas na Seagri movimentou mais 40 mil toneladas de produtos processados em 2017.
O encontro é organizado pela pasta da Agricultura em parceria com Embrapa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar-DF) e o Sebrae-DF. “Queremos que todos os envolvidos no processo produtivo sejam incorporados às discussões”, resume Campos. As características do Distrito Federal, detentor da maior renda per capita do país, e com um bom nível de tecnificação do meio rural, são altamente favoráveis para a consolidação de uma cadeia agroindustrial forte, abrangendo todas as atividade do pequeno ao grande porte. Discutir a agroindustrialização do setor agropecuário é estratégico, visto que é uma forma importante de agregação de valor ao produto agropecuário, considerando que o mercado consumidor do Distrito Federal está em franca expansão, e que as agroindústrias locais ainda não conseguem suprir toda a demanda dos mais de 3 milhões de residentes destaca Campos.
Além disso, o Distrito Federal encontra-se em um importante momento de definição de políticas públicas e regulamentação do setor agroindustrial, no sentido de impulsionar todas as etapas de produção, formalização, operação e comercialização da atividade. Para isso, diversas ações estão sendo construídas, abrangendo o incentivo às boas práticas de produção, a Assistência Técnica e Extensão Rural especializada, o estabelecimento de linhas de crédito específicas para a agroindústria, a adequação da legislação ambiental, o acesso ao mercado, a desburocratização do processo de formalização da empresa e a regulamentação do tratamento simplificado à atividade das agroindústrias de pequeno porte.
O evento contribuirá para o avanço das políticas públicas para o setor, mostrará aos interessados como formalizar o seu negócio, buscará encontrar novos caminhos de comercialização e possibilitará um espaço de diálogo e de construção coletiva de novos caminhos para o desenvolvimento da cadeia agroindustrial do DF.
SERVIÇO
1º Encontro Distrital da Agroindústria
De 10 a 13 de abril
Das 13 horas às 18h30
Na Embrapa Cenargen (W5 Norte, Parque Estação Biológica, Asa Norte)
Maestro e pianista vencedor do International Robert Schumann Piano Competition se apresenta no Casa Thomas Jefferson Hall
Uma pausa na intensa agenda de apresentações solo e frente a importantes orquestras nos EUA, na Europa e na Ásia permitiu a vinda do maestro e pianista Temirzhan Yerzhanov ao Brasil para um concerto inédito em Brasília. O musicista tocará na sexta-feira, 13 de abril, às 20h, no Casa Thomas Jefferson Hall – unidade da SEP 706/906 Sul A entrada é livre e gratuita.
Temirzhan Yerzhanov nasceu no Cazaquistão. Lançou carreira internacional como pianista ao vencer a medalha de ouro no International Robert Schumann Piano Competition, Alemanha. No portfólio de apresentações estão o London Wigmore Hall, o Berlin Konzerthaus, o Leipzig Gewandhaus, o Moscow Tchaikovsky Conservatory, a Dresden Sempergalerie, a Paris Salle Gaveau, o New York Carnegie Weill Recital Hall, o Moscow Conservatory e St. Petersburg Philharmonic Grand Halls, dentre outros. Além dos concertos, Yerzhanov tem realizado apresentações em estúdio e talk shows em diversos países.
O pianista gravou CDs para renomadas gravadoras com obras de Schumann, Prokofiev, dentre outros. Notável e versátil, colaborou com diferentes formações e cantores líricos de fama internacional. Atualmente, mantém um duo de pianos com a aclamada Klara Frei e desenvolve importantes trabalhos como maestro, diretor artístico e co-fundador frente a importantes orquestras. Yerzhanov graduou-se e lecionou piano no Moscow Tchaikovsky Conservatory, estudando regência com grandes mestres. Em seu país de origem, recebeu o título Yenbek Sinirgen Qairatkeri, a mais alta honraria por sua contribuição nacional.
No recital do Casa Thomas Jefferson Hall, terá a participação da orquestra Capital Philharmonia, fundada pelo Maestro Artur Soares e formada por jovens solistas de Brasília. No programa, Adagio para Cordas de Samuel Barber, Concerto nº3 para piano e orquestra de Almas Serkebaev e Sinfonia de Câmara Op. 110 de Dmitri Shostakovich. O evento celebra o aniversário de Brasília.
Temirzhan Yerzhanov
Quando: Sexta-feira, 13 de abril, às 20h
Local: Casa Thomas Jefferson – CTJ HALL – SEP-SUL 706/906
Entrada livre e gratuita
Uma das maiores mostras de dança da América Latina chega à Brasília entre 13 e 29 de abril, com uma programação diversificada com diferentes segmentos da dança. Espetáculos de dança contemporânea, dança de rua, cultura negra, Hip Hop, batalha de breaking, espetáculos infantis e workshops farão parte da cena cultural do Distrito Federal em uma curadoria formatada para celebrar a riqueza estética da Dança.
Entre os destaques, estão as mostras latinas, os espetáculos nacionais e internacionais, os debates, oficinas e rodadas de negócio. São 34 coreografias, sendo 17 do Distrito Federal em 26 apresentações. 15 internacionais em 17 apresentações. E 2 coreografias nacionais em 5 apresentações. No total serão 16 dias movimentando importantes espaços culturais da capital.
Sexta-feira 13/04
20h – Espetáculo LUB DUB no CCBB. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 10,00 a meia-entrada.
Sábado 14/04
20h – Espetáculo LUB DUB no CCBB. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 10,00 a meia-entrada.
20h – Um indivíduo qualquer e Suit a 4 mãos no Sesc Ceilândia. Classificação: 10 anos. Entrada franca.
Domingo 15/04
16h – Espetáculo infantil Eufonia no CCBB. Classificação: Livre. Ingressos: R$ 10,00 a meia-entrada.
Quarta-feira 18/04
20h – Palco Aberto 1 – DF
Espetáculos: Teoria de Tudo, Klepsydra, Nas Trilhas do Manguezal, La Columbia, 50 Tons de Cinza, Resiliência, Socialize, Eu e os homens de verdade e Massa Charme. Será na Funarte. Classificação: 14 anos. Entrada Franca.
Quinta-feira 19/04
20h – Apresentação do resultado da Residência artística no CCBB. Coreógrafo: Marcelo Ferreira. Entrada Franca.
Sexta-feira 20/04
11h – Eliminatórias Batalha de Breaking no JK Shopping. Classificação: Livre. Entrada franca.
20h – Um indivíduo qualquer e Suit a 4 mãos no CCBB. Classificação: 10 anos. Ingressos: R$ 10,00 a meia-entrada.
Sábado 21/04
13h – Final da Batalha de Breaking no CCBB. Classificação: Livre. Entrada franca.
15h, 17h e 19h – Espetáculo infantil Partituur no CCBB. Classificação: Livre. Entrada franca.
18h – Festa “Vem dançar com a gente!” – Food Trucks e DJ. Será no CCBB, classificação: Livre. Entrada franca.
18h – Palco Aberto 2 – DF
Espetáculos: Resiliência, Socialize e Massa Charme no CCBB. Classificação: Livre. Entrada franca.
Domingo 22/04
17h – Sacolas na Cabeça. Será no CCBB, classificação: Livre. Entrada franca.
19h – Sórdito no CCBB. Classificação: Livre. Entrada franca.
20h – Black Belt e Red Belt. Será no CCBB, classificação: 14 anos. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
Terça-feira 24/04
20h – I leave the lights on. Será no CCBB, classificação: 18 anos. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
Quarta-feira 25/04
12h – And that’s why I’m here today no IFB Campus Brasília. Classificação: Livre. Entrada franca.
20h – Um indivíduo qualquer e Suit a 4 mãos no Sesc Taguatinga. Classificação: 10 anos. Entrada franca.
Quinta-feira 26/04
20h – Super Tejido Limbo no CCBB. Classificação: 16 anos. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
Sexta-feira 27/04
16h – Isadora Sur no Instituto Cervantes. Classificação: 12 anos. Entrada franca.
20h – Acto Blanco no CCBB. Classificação: 16 anos. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
20h – Um indivíduo qualquer e Suit a 4 mãos no Sesc Gama. Classificação: 10 anos. Entrada franca.
Sábado 28/04
20h – Boomerang na Funarte. Classificação: Livre. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
Domingo 29/04
16h30 – Coreografias: Flecha, Frango e Corpo Afeto no Teatro Dulcina. Classificação: 18 anos. Entrada franca.
18h – Eros teatro Dulcina. Classificação: 16 anos. Entrada franca.
20h – Solos de Stuttgart no CCBB. Classificação: Livre. Ingressos a R$ 10,00 a meia-entrada.
Ingressos: https://bit.ly/2JcqDNS
Mais informações: https://www.movimentoid.com.br/
Por Fausto Freire
Recentemente, uma quadrilha brasileira que atuava principalmente em Brasília, Goiânia e outras cidades do país foi desarticulada pela Polícia Civil. O grupo atuava sob a fachada de uma empresa chamada Kriptacoin Argent Global Network
Um golpe anterior fizera uso de um nome fantasia muito parecido: Argent Global Network… Para minha surpresa, o site da empresa que, comprovadamente é uma fraude, ainda pode ser acessado pela Internet com promessa de lucros inacreditáveis.
Mas o tal Kriptacoin pretendia um passo mais ousado na direção de depenar os incautos. O sucesso financeiro das moedas virtuais foi o tobogã, bem lubrificado, que os larápios usaram para atrair suas vítimas.
Embora o IBGE não tenha publicado nenhuma pesquisa a respeito, parece que um número elevado de brasileiros têm uma inclinação mórbida pelo lucro fácil, a vantagem desonesta e o enriquecimento sem esforço. Esse é o público-alvo dos golpistas, que sempre aparecem com inovações como bois gordos, avestruzes, kriptacoins e muitas outras criatividades, sempre bem sucedidas.
Na estera do sucesso do Bitcoin, a organização criminosa montou um esquema que sugeria possuir um ativo financeiro, baseado na tecnologia das criptomoedas, com projeções de lucros elevados e crescimento seguro. Porém, na realidade, a Kriptacoin não tinha nenhuma relação com moedas digitais. O nome era apenas um artifício de marketing para enganar o público.
Aliás, marketing foi o foco principal da organização. Anúncios na TV, rádios, Outdoors e jornais divulgavam publicidade maciça sobre as vantagens de investir na falsa moeda digital. A empresa anunciava por todos os meios e pagava propagandas na Internet. Nas redes sociais, eram comuns fotos com cantores famosos.
É bastante simples saber se alguma coisa que pretende se passar por moeda digital é ou não é uma moeda existente. Basta entrar no site “Coin market cap’, colocar o nome da suposta moeda no campo de buscas e clicar no ícone. Se a moeda for verdadeira, ela será localizada entre as mais de 1500 existentes, se não, é uma fraude.
As investigações policiais sobre a tal Kriptacoin mostraram que a quadrilha movimentou cerca de R$ 250 milhões, com investimentos de 40 mil vítimas. Além da Kriptacoin, a empresa Wall Street Corporate, responsável pelo golpe, também é alvo da investigação, pois aparentemente faz parte da mesma organização criminosa. Fatos isolados, como este, tem servido de argumento para o detratores do Bitcoin, embora tenha ficado claro que o golpe não tinha nenhuma relação com as moedas virtuais, apenas usava um nome parecido para envolver suas vítimas.
A operação policial foi batizada de “Patrik” teve por alvo o golpe piramidal travestido de cryptocurrency. Na verdade os golpista não ofereciam a moeda Kriptocoin, mesmo porque ela nunca existiu. Mas o golpe da Kriptacoin jogou gasolina na fogueira da inquisição brasileira anti moedas digitais. Como muito pouca gente possui conhecimentos econômicos sobre teoria do valor, moeda, circulação, cambio etc. e muito menos tem noção do significado de termos de teoria da computação, como criptografia, algoritmos, redes ponto a ponto as criptomoedas são uma grande incognita.
A maioria das pessoas estará a pensar: “não sei nada sobre esse assunto e nem quero saber, afinal, isso nunca irá me atingir…”
Sobre esta opinião gostaria de fazer algumas observações. Realmente, a imensa maioria das pessoas só será alcançada pela moedas digitais por suas consequências negativas. Ou seja, elas serão apenas vítimas inocentes de um fenômeno mundial que aumentará o distanciamento entre o mundo digital e as pessoas comuns.
Esta ruptura é menos inocente do que parece. Ela pode ser a diferença entre manter-se no mercado de trabalho e de consumo, ou ser marginalizado, engrossando a periferia pobre e excluída da Terra. Então, talvez seja útil entender um pouco mais sobre a questão. Você não acredita? Talvez você também não acreditasse, nos anos 90, que em 2000 todas as cidades do mundo estariam mapeadas, com suas ruas, praças, comércios pelo Waze. Ou que em 2010 você poderia comunica-se com qualquer pessoa, em qualquer mundo do mundo pelo WhatsApp, ou ainda que em 2020 os carros sem motoristas começariam a dominar as ruas dos países mais desenvolvidos.
As moedas digitais escapam às analises padrão do comportamento da moeda na economia tradicional. Economistas formados nos moldes acadêmicos atuais não receberam, nem poderiam, os instrumentos adequados para analisar tal substância. Mesmo assim, eles se apreçam em dar respostas para um fenômeno que não tem correspondência no universo conhecido.
Antes de formular respostas definitivas, alguns economistas deveriam estar tentando descobrir as perguntas. As moedas digitais respondem a uma série de variáveis, muitas dela com comportamento aleatório. São variáveis independentes, em uma equação na qual não dispomos de todas as variáveis dependentes.
O professor Robert Shiller, da conceituada Universidade de Yale, na Califórnia, laureado com o Prêmio Nobel de Economia e reconhecido por sua pesquisa em economia comportamental afirmou, recentemente, em uma entrevista exclusiva para a revista brasileira Veja que o “Bitcoin é uma bolha clássica”.
Em termos conceituais sérios, Shiller deveria explicar primeiro quais elementos de uma ‘bolha clássica’ estão presentes na aparição e no crescimento do Bitcoin. Mas ele afastou-se desta análise objetiva e substantiva, remetendo-se apenas a aspectos subjetivos e adjetivos do fenômeno.
Muito pouco sério em se tratando de um professor que ganhou notoriedade desde 2013. Porém, vamos dar um desconto por tratar-se de uma entrevista para um veículo de grande circulação, cujos leitores não estariam familiarizados com uma análise econômica mais profunda.
Por ser um economista que supostamente possui formação robusta, Shiller já inicia a entrevista desqualificando o argumento de muitos tolos em relação ao lastro da moeda:
“O fato de não haver um lastro para esta moeda [o Bitcoin] não é o problema, já que muitas coisas têm valor simplesmente porque as pessoas pensam que elas têm valor. É assim com a cédula de dinheiro em nosso bolso – ela só vale algo porque tem quem a aceite”.
Embora a simplificação seja grosseira, ele tem razão sobre o valor atribuído à moeda. É o chamado valor fiduciário, cujo conceito tem relação com a crença, ou a fé, que as pessoas depositam no dinheiro. De fato, nenhuma moeda moderna representa um valor intrínseco, ou seja, um valor em si mesmo. Nenhuma moeda moderna possui lastro.
Diferentemente das ações e títulos bursáteis, as moedas criptográficas não reagem pelos mesmos estímulos. As ações, quando são disputadas no mercado, têm seu valor aumentado, elas se valorizam. Enquanto que, quando mais pessoas entram na rede comprando moeda digital, ou “minerando” para obter valor, menor será seu preço de mercado, ao contrário do que acontece com as ações.
A explicação é relativamente simples: como ações são finitas, quanto maior seu interesse, maior valor. É a lei da oferta e da procura. Já as cripto moedas não são finitas. Embora não se possa dizer que sejam infinitas, pelo menos sua variável quantitativa é desconhecida. Logo, mais compradores significa ampliar sua oferta e dividi-la, reduzindo seu preço unitário. Este mecanismo nos levaria a que, em um prazo relativamente curto, a moeda digital encontraria seu ponto de equilíbrio. Tendo em vista o crescimento deste ativo nos últimos nove anos, poderíamos supor que nos próximos nove anos ele esteja próximo da metade da massa total de dinheiro disponível. Esta mudança de paradigma vai determinar seu ponto de equilíbrio.
Voltando ao nosso professor Shiller, em sua entrevista para a revista Veja, veremos que sua análise se baseia mais em aspectos psicossociais do que em uma análise formal das características do dinheiro digital e, nem de longe confirma sua afirmação sobre bolha, referidos na entrevista.
Entre as afirmações de pouca fundamentação teórica formuladas por nosso professor da Yale, está esta pérola:
“Bolhas despertam dúvidas e o instinto do jogo, do risco. Esse instinto atenua o tédio da vida. Por isso, bolhas prosperam muito entre pessoas com tendências depressivas”.
Nosso professor envereda pela psicologia noturna das mesas de chopp e do existencialismo francês dos bistrôs enfumaçados, mas explica pouco sobre a existência e a propagação das bolhas. No entanto, com total desassombro, nosso Quixote defensor das instituições bancárias e dos bancos centrais, contra as ameaças dos seres descomunais do mundo virtual, montado no saber de seu Rocinante, empunha sua lança nesta cruzada, tanto esquálida quanto incerta, contra o Bitcoin.
E nosso intrépido professor vai além. “O problema é que o experimento das criptomoedas pode se tornar uma ‘pegadinha’, uma vez que sugere que qualquer um pode lançar uma moeda – e ela pode sair do controle, criando uma situação de contágio e formando uma bolha. Com o Bitcoin ainda não é assim, mas pode vir a ser”.
Então, o Bitcoin é ou não é uma bolha? aqui encontramos a primeira contradição. Segundo ele, “ainda não é assim, mas pode vir a ser.” Ou seja, a afirmação inicial, que dá título à entrevista das páginas amarelas de Veja, não era verdadeira. Bastante ambíguo nosso Nobel de Economia.
Saindo do mundo da economia ou da tecnologia e voltando ao pântano do psicologismo social, Shiller dispara: “o experimento das criptomoedas é muito atraente nesse sentido, porque insere pessoas que estavam à margem da discussão de tecnologia em um mundo novo. Elas sentem que estão também fazendo parte dessa onda, que estão ganhando algo com isso, não só perdendo. É uma chance de elas ascenderem ao topo da pirâmide, ao 1%.”
Shiller é taxativo: “Bitcoin não é Ponzi (o termo não foi traduzido, mas significa pirâmide, corrente), mas pode ficar com a reputação ruim se começar a ser usado com objetivos ilegais.” Esta afirmação é pelo menos, o que os filósofos chamam de Contradictio in adjecto, um contrassenso. Será que o dólar poderia ter sua reputação manchada pelo fato de traficantes negociarem drogas usando a moeda, ou corruptos lavarem recurso em dólar?
Supõe-se que exista muito dinheiro ilegal camuflado nas contas das moedas digitais, mas isso é apenas uma suposição e, por si só, não as desqualifica. A Internet não pode ser condenada pelo fato de pedófilos usarem sua rede para divulgar pornografia infantil. Ninguém irá abandonar a Internet se ela “ficar com a reputação ruim se começar a ser usada com objetivos ilegais.”
Mas, pelo menos, Shiller desfaz a pecha de pirâmide (Ponzi) que alguns analistas, de voo baixo, pretendem colar no Bitcoin. Entre estes analistas pigmeus estão alguns dos dirigentes dos bancos centrais latino americanos.
Seguindo na entrevista, Shiller volta a tropeçar em sua afirmação de que o “Bitcoin é uma bolha clássica”. Ele diz:
“Muita gente investe, mas o cenário ainda parece distante daquele de 2008, já que o alcance do negócio é muito menor, limitado àqueles não tão afeitos a grandes instituições. Tenho a impressão de que, por enquanto, a maioria das pessoas está tateando, colocando pouco dinheiro para ver como é. Não vejo movimentações maciças, como ocorreu com a bolha das hipotecas. Em valor o Bitcoin tem ficado estável. Foi criado em 2008 e atingiu seu primeiro pico em 2013. Ficou estável até começo de 2017, quando começou a oscilar. Ou seja, sua variação pode se comparada à de uma commodity”.
Recentemente, acabei de redigir um livro sobre Bitcoin. “Bitcoin, cara e coroa”. O texto aborda o tema desde suas origens, nos anos 80. Em breve o livro estará disponível na Amazon. Afinal um livro sobre um tema virtual precisa ter sua versão digital, antes que nada. Países de grande tradição econômica e comercial como Suíça, Israel, Japão, China entre outros, já estão criando suas próprias moedas digitais ou desenvolvendo estratégias a respeito. Nosso Banco Central se opõe… ele continua a repetir as mesmas tolices sobre bolha e pirâmide que já foram desmentidas. O BIS, Banco Central dos Bancos Centrais, exortou os demais bancos a promover estudos sérios sobre as moedas digitais, já que, segundo ele, esse é o grande desafio do futuro. Mas nossos burocratas tupiniquins ainda não entenderam a mensagem.
Este é um caminho sem volta. Como todas as demais tecnologias disruptivas, baseadas na decentralização, na informação em nuvem, no desenvolvimento colaborativo, as moedas digitais vieram para ocupar o seu devido lugar. Assim como as moedas metálicas, que ainda hoje sobrevivem, embora com posição auxiliar, o dinheiro físico e até o dinheiro de plástico serão substituídos por novas formas de circulação e pagamento. E ainda existirá gente que guardará dinheiro no colchão. Mas é melhor estar informado, pois o maior perigo do Bitcoin é não conhecê-lo.