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Delícias gastronômicas para semana santa e páscoa

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Panelinha Belini Cafe Camaroes

Delícias gastronômicas para semana santa e páscoa

Opções variadas que vão do café da manhã até o jantar

A Semana Santa chegou e o que não faltam são delícias nos restaurantes da cidade. São várias opções de sexta-feira (Santa) a domingo (Páscoa): café da manhã, almoço, jantar e, é claro, muito chocolate para adoçar.

Para reunir a família e amigos

A Belini Café – The Coffee Experience (114 sul) é uma ótima pedida para aquele almoço ou jantar com amigos ou em família. A sugestão do almoço fica por conta do Filé de Salmão (R$39,90 – individual) ou a Pescada Amarela (R$31,90 – individual). Os dois incluem a salada do dia, molho, farofinha e um acompanhamento (cada acompanhamento extra sai por R$6,90). As “panelinhas”, servidas no almoço e jantar, também são uma ótima opção: destaque para a de camarões salteados com manga, leite de coco e castanha de baru, acompanhados de arroz negro com legumes verdes (R$55,90 – individual).

Na Belini Pães & Gastronomia (113 sul) os buffets de café da manhã (R$39,90 – por pessoa), almoço (R$49,90 – por pessoa) e chá da tarde (R$41,90 – por pessoa) estarão com opções especiais, de dar água na boca, de sexta-feira a domingo. Quem optar pelocafé da manhã ou chá da tarde poderá encontrar, além das opções tradicionais, bolo de chocolate com calda de chocolate, mini brigadeiros tradicionais e branco de leite Ninho, mini ovinhos com recheio de marshmalow, tarteletes de vários sabores, minicupcake de granola, entre outras opções.

Para o almoço, camarão ao molho de Champanhe, brandada de bacalhau, brócolis na manteiga com shoyu, ceviche de tilápia,caldeirada de peixe e bacalhau al pil-pil, peixe inteiro ao forno (pescada amarela), lasanha de berinjela, vagem com champignon,filé de frango grelhado ao molho de laranja, nhoque de mandioquinha, pavê sonho de valsa, bolo de Páscoa, entre outras opções.

Para presentear ou levar para casa

Os adeptos de uma alimentação saudável, podem encontrar no Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável (113 sul) algumas opções: o ovo de alfarroba com flocos de arroz integral 210g (R$40,90), da marca Carob House, sem glúten e açúcar, o ovo Choco Soy Diet200g (R$52,00), sem glúten, sem lactose e sem açúcar, e o ovo Choco Soy, sem glúten e sem lactose, mas com açúcar 200g (R$43,00).

Na Belini Pães & Gastronomia (113 sul), os comensais também podem contar com uma variedade de produtos de Páscoa, que podem ser saboreados na própria confeitaria ou, se preferir, levar para casa – para isto, basta encomendar.  Entre as delícias: cupcakes temáticos (R$9,50 und), cookies decorados em formato de coelho (R$ 69,90kg), colomba pascoal de chocolate (R$ 39,90 und), red velvet (R$ 38,90 und), ovo de colher médio de Nutella (R$ 45,90 und), ovo de colher médio de morango com chocolate(R$ 28,90 und) e tortas temáticas, como o mousse de chocolate com decoração de coelhinhos (R$ 69,90kg). As encomendas devem ser feitas com dois dias de antecedência.

Serviço:

Belini Café – The Coffee Experience

Endereço: 114 sul – Bloco B – Loja 07

Telefone: (61) 3554.9004

Horário de funcionamento: Segunda a domingo das 8h às 22h

Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável

Endereço:  113 sul-  Bloco D- Lojas 33 e 34

Telefone: (61) 3345.0046

Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 8h às 22h. Domingo e feriado das 8h às 16h

 Belini Pães & Gastronomia

Endereço: SCLS 113 Bloco D Loja 35

Telefone para encomendas (61) 33450777

Horário de funcionamento: Segunda a domingo, das 6h30 às 0h

Hipocrisia e bom senso

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Hipocrisia e bom senso  

por Rosário Casalenuovo Junior

Hipocrisia é dita com fingimento da maneira de ser, pensar, sentir ou crer.  Considerando que a hipocrisia é uma taxação a característica de um indivíduo ou um comportamento, ou seja , quem julga é também hipócrita.

Os que lutam pela liberdade de expressão como o caso da MAM de SP onde o artista ficou estatua com o “pigulim” de fora  perto das crianças, também julgou e condenou os que pensaram e criticaram a sua arte. Certamente se fosse realizada esta exposição em uma tribo indígena onde todos são naturalistas e deixam o “bicho solto”, passaria desapercebido sem aplausos e nem vaias.

Todos nós somos  hipócritas por algum momento as vezes até por educação. Desde o nascimento qual criança que não fez manha para conseguir alguma coisa? Diante da pressão moral ou ética, dos pais,  qual jovem que não teve que omitir ou mentir? Encarar de frente os conceitos religiosos, as tendências das orientações sexuais onde o indivíduo se descobre diferente do conceito tido como normal.

Você acredita em Deus? Claro que sim!!! A resposta vem imediata com medo de ser taxado como ateu e ser colocado para fora da tribo cristã.  Você já usou drogas? Nuncaaa!! Afirmações carregadas de maldade e inveja, como: Ela é mãe solteira!!!  Ele repetiu de ano na escola!!  Ele foi demitido!!! Ele foi traído, é chifrudo!!!

Diante de uma sociedade também hipócrita como não mentir ou omitir? Todos nós nos fazemos de santos e exemplares pois ganharemos assim a consideração dos nossos pais, dos professores, dos amigos, dos inimigos, mas principalmente um lugar no céu ao lado do Chefe.

Um filósofo disse que as caridades  que foram realizadas no mundo se for perguntar qual o motivo que deu origem a boa ação, a pessoa teria vergonha de revelar.

Um dia eu fui barrado no meu próprio condomínio por não estar funcionando meu controle do portão da garagem e tive que descer do carro e ir até a portaria para me identificar e assim o porteiro abrir o portão. Ele me pediu desculpas por ter sido duro. Eu agradeci por ter guardado o prédio onde estavam meus filhos e vários amigos com suas famílias. No dia seguinte um outro morador deu um escândalo e ofendeu o porteiro pois ele estava sem controle e ficou buzinando para o porteiro abrir.

Onde eu quero chegar com esta história? Um político governista federal teve a notícia de seus filhos sendo presos por desvios de dinheiro. Ele alegou que a juíza estava perseguindo a família e com retaliação a ele. Seria nobre todos os políticos que estão sendo flechados pela procuradoria e judiciário, dizer que diante da situação do Brasil onde todos os políticos estão suspeitos, agradecer e elogiar a ação deles para criar um novo Brasil.

Mas é assim, a hipocrisia torna-se uma proteção, uma forma esconderijo, uma armadura para burlar as verdades, as falcatruas, os roubos, mas também dos conceitos sociais que apedrejam o pecador ” ou “culpado “. Mesmo diante de  questões tão comum, mas porem pesadas, muito pesadas como a sexualidade, as crenças religiosas.

Assim como o jovem que se descobre aos tenros 14 ou 16  anos de idade ser homossexual, mas diante da pressão social, do pai, dos tios, dos primo e e amigos, ele busca o refugio de um celibato. Não quer viver o sexo e acaba em um seminário escondendo atrás da batina.  Buscando assim a religião e o amparo de Deus.

Conversei sobre este caminho para os que sofreram traumas sexuais, um homem que entrou nestes corredores e uma mulher que optou por ser freira, mas o motivo foi um estupro quando era ainda menina. No voar dos tempos ambos desistiram de seguir o castidade. Pergunta! Porque eles quiseram se esconder assim? Não seria nossa cultura hipócrita? O que passaria pela cabeça dos homens ao encontrar uma mulher que foi abusada sexualmente? E pelas línguas das “amigas ” principalmente se ela se formou uma mulher bonita. A vida é um circulo, no lado oposto esta a GP ( garota de programa ) , acompanhantes universitária que faz do sexo um modo de vida. Nos dois extremos temos o mesmo tema. O sexo medo e sexo oportunista cercado pela hipocrisia do mundo.

E o bom senso que esta no tema destes escritos tipo Nelson Rodrigues que diz “mintam, mintam, por misericórdia.  Foi criado o termo “Fake ethics”, pois estamos mergulhados nas mídias sociais, e mesmo que você não participe dela, alguém pode te filmar e postar seu relato e te destruir. Como foi feito com Willin Waack, um jornalista impecável, ético de bom senso. Um contraste com os políticos que resistem mesmo com todas as sacanagens barbaras, sem pudor e ainda dormem com um leve sorriso de satisfação no rosto. Onde esta o ponto de referência que tento achar para me posicionar nas questões morais e éticas?

A Tv e as mídias sociais se tornaram um Coliseu de Roma, os internautas sanguinários, querem te beber o sangue, te destruir, sob aplausos e gritos de todos. A vitima não reage, esta amarrada no mundo real e os apedrejadores refugiados no mundo virtual colocando seus pedaços do corpo dependurados nos postes. Você leitor assim como eu poderemos estar no varal um dia.   A saída é a hipócrita ação com o “Fake ethics”. Que é uma proteção moral, uma forma de ser visto e ouvido com palavras e gestos escolhidos para causar boa impressão. O politicamente correto, passando desapercebido entre os que fiscalizam os sinais e expressões racista, homofóbico, assédio sexual, uma forma de sobrevivência na selva da web.

O bom senso vem ao colocarmos luz nestes situações que se repetem mesmo sendo vividas por Jesus e escrita na bíblia. Só de assumirmos nosso lado hipócrita já é o primeiro passo para o bom senso.

Como ter bom senso diante da prisão do ex-governador Cabral e de sua mulher que faliu o Rio de Janeiro? Eles passarão muitos anos na cadeia merecidamente. Podemos sim ficarmos honrados com suas penas, mas nunca felizes, não é humano sentirmos alegria disto, onde uma família se desfez, seus filhos órfãos. Temos que viver um luto. LUTO!!!  Sentimento de tristeza pela destruição moral e física de uma família.

Bom senso é aceitar e ter tolerância religiosa, racial, social, cultural,  por outro lado,  bom senso  é mentir ou omitir para não causar revolta do que pensa  estar com Deus,  mas cego pela vaidade e maldade, mas na verdade segue de braços dados com o demônio.

Drº Rosário Casalenuovo Júnior, é Diretor Clínico do Instituto Machado de Odontologia – Brasília (DF), São Paulo (SP)  e Cuiabá (MT); Co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; Presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT); Membro da Academia Libero-Latino-Americana de Disfunção Crâneo-mandibular e Dolor Facial; Membro da Academia Libero Latino Americana de Estética Médica e Interdisciplinar. Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM; Formação no Conceito Castillo Morales de Reabilitação; Autor do Conceito Arquitetura da Face; Autor do Conceito Ortodontia Funcional e Estética. Email: dr.rosario@institutomachado.com.br .

Palestra ensina técnicas para aprovação no concurso do MPU

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Palestra ensina técnicas para aprovação no concurso do MPU

Para participar, basta doar uma lata de leite em pó

O IMP Concursos realiza uma palestra beneficente com o tema: Trajetória de Aprovação para o Ministério Público da União, que vai abordar  técnicas e motivação para estudos. Quem vai ministrar é o professor Gustavo Scatolino, no sábado (14/04), das 14h15 às 17h50, na unidade da Asa Sul (603 Sul).

Scatolino é procurador da Fazenda Nacional, ex-assessor de ministro do Superior Tribunal de Justiça, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça, na função de analista judiciário,. pós-graduado em Direito Administrativo e Processo Administrativo. autor dos livros: Manual de Direito Administrativo, Ed. Juspodivm (no prelo). Exercícios de Direito Administrativo Organizados por Assunto e Exercícios Comentados de Direito Administrativo.

Interessados em participar devem fazer a pré-inscrição pelo site (www.impconcursos.com.br) e a doação de uma lata de leite em pó, na unidade da Asa Sul. Mais informações 3029-9700.

FGV: Confiança da construção sobe 0,7 ponto em março, para 82,1 pontos

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FGV: Confiança da construção sobe 0,7 ponto em março, para 82,1 pontos

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,7 ponto em março ante fevereiro, alcançando 82,1 pontos. Dessa forma, o primeiro trimestre foi encerrado com uma alta de 2,9 pontos ante o trimestre anterior e de 7,2 pontos, sem ajuste sazonal, sobre o mesmo trimestre de 2017.

A coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Ana Maria Castelo, afirma que, neste mês, a confiança no setor retomou a trajetória positiva observada desde junho do ano passado. Segundo ela, a alta apurada no trimestre “reforça as projeções de crescimento setorial”. “Por outro lado, os sinais positivos ainda estão restritos a poucas atividades, destacando-se principalmente o segmento de Edificações”, pondera.

O avanço da confiança da construção no mês está relacionado a melhores avaliações sobre a situação corrente e sobre as expectativas. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) aumentou 0,9 ponto, atingindo 71,4 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos). A principal contribuição para esse movimento foi a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que avançou 1,4 ponto, passando a 68,9 pontos. Mas a FGV destacou que esse indicador ainda está 30 pontos abaixo da média de 2013, último ano de crescimento do setor.

O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu em março, com alta de 0,5 ponto, atingindo 93,2 pontos, com destaque para a demanda para os três meses seguintes, que cresceu 1,4 ponto, na margem, para 92,1 pontos.

Já o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) continuou recuando (-0,5 ponto) e chegou a 65%. Em relação aos NUCIs para Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos, as variações foram opostas: -0,7 e 1,1 ponto porcentual, respectivamente.

Edificações

Segundo a FGV, a alta da confiança registrada pelo segmento de Edificações reflete exclusivamente a percepção mais favorável dos empresários do ramo Residencial: nos primeiros três meses do ano, o ICST de Edificações Residencial foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança do setor.

A instituição ainda avalia que esse desempenho da confiança de Edificações Residenciais indica que a situação do segmento continuou favorável no início de 2018 depois de melhores dados no ano passado. Em 2017, segundo a FGV, os resultados da Associação Brasileira de Incorporação Imobiliária (ABRAIC) mostram que houve aumento no número de lançamentos (29,7%) e nas vendas (15,3%) ante 2016, enquanto o volume de distratos – cancelamento de vendas – diminuiu.

“O cenário mais positivo para as empresas do ramo imobiliário residencial corrobora a percepção de que o crescimento do setor em 2018 será impulsionado pela habitação. Mas é importante lembrar que este desempenho continua muito concentrado nos empreendimentos do Programa MCMV, que é dependente dos recursos do FGTS e da Caixa Econômica Federal”, apontou Ana Castelo.

Como cursinho comunitário transformou a vida de 3 jovens brasilienses

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Como cursinho comunitário transformou a vida de 3 jovens brasilienses

Eles são negros, da periferia e aprenderam na educação popular como quebrar barreiras no acesso ao ensino superior

“Sou fruto do pré-vestibular comunitário”. Essas foram algumas das últimas palavras de Marielle Franco, assassinada a tiros, no Rio de Janeiro, em 14 de março. O depoimento (veja abaixo) foi dado durante a roda de conversa Mulheres Negras Movendo Estruturas, da qual a vereadora participou horas antes de ser executada.Ela se referia à iniciativa Redes da Maré, incentivadora da educação na favela onde nasceu. Assim como Marielle, milhares de jovens brasileiros descobriram em cadeiras de cursinhos populares que o acesso ao ensino superior é, sim, um direito de todos.

Em Brasília, uma das iniciativas existentes para oferecer perspectivas de futuro à juventude é a Rede Emancipa. Trata-se de um movimento social fundado em 2007 à base de trabalho voluntário de educadores. O principal foco de atuação são cursinhos populares pré-universitários.

Além dos conteúdos básicos – matemática e português – o grupo oferece “educação transformadora”, um convite aos alunos para pensar a realidade de maneira crítica e emancipadora.

A Rede está em 19 cidades de sete estados, em todas as cinco regiões do país. São 32 cursinhos, cerca de 5 mil estudantes ao longo do ano e mais de 600 professores. Já beneficiou em média 20 mil alunos.

No DF, trabalha desde 2016 e transformou a vida de pelo menos 430 pessoas. Atualmente, há um financiamento coletivo aberto para custear a alimentação dos estudantes.

“Temos muita evasão escolar por conta da fome. Queremos dar estrutura para que eles [os alunos] não desistam”, explica uma das coordenadoras do projeto no DF, Jamile Guerra. Quem desejar, pode fazer uma colaboração fixa todo mês, agendada no cartão.

Outra campanha da entidade, também no formato colaborativo, quer reunir recursos para construir a Universidade Emancipa, um centro de formação de educadores. São necessários R$ 50 mil para tirar o projeto do papel.

Multiplicadores
É possível ajudar também sendo voluntário. Marivaldo Pereira, 38 anos, nascido em Brasília, é uma das pessoas que se dedica ao Emancipa sem pedir nada em troca. Assim como Marielle Franco, ele é fruto de cursinho comunitário e hoje trabalha para multiplicar oportunidades. Quando perguntava sobre vestibular na escola pública onde estudava, professores respondiam: “É melhor comprar uma calça jeans que investir nisso”.

“Acabei o ensino médio e estava desesperado, sem nenhuma perspectiva”, recorda. Marivaldo queria ser advogado e buscava uma ponte entre o sonho e a realidade.

Encontrou o caminho no pré-vestibular gratuito da Poli, ligada à Universidade de São Paulo, na cidade onde cresceu. “Minha mãe criou os quatro filhos praticamente sozinha, como doméstica. Trabalho desde os 9 anos. Já fui pedreiro, office boy e feirante”, lembra Marivaldo.

Marivaldo estudou durante dois anos até passar no vestibular para direito da USP, onde também fez mestrado. “Trabalhava o dia todo, não era fácil. No cursinho, entendi que o processo de exclusão social não é natural”, diz.

Em 2005, ele voltou à terra natal. Hoje, é auditor federal de finanças e controle da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. Anteriormente, ocupou o cargo de secretário Nacional da Reforma do Judiciário.

Aos sábados, dedica-se a ensinar matemática na Rede Emancipa, em Ceilândia. Quer ajudar outras pessoas a saírem do círculo de exclusão. “Quando ocupamos espaços onde decisões são tomadas, temos de puxar os outros que ficaram para trás”, justifica.

O advogado também planeja lançar candidatura ao Senado nas próximas eleições. “Faço parte de um grupo que formula políticas públicas. Avaliando a situação do país, construímos um projeto político focado na redução da desigualdade de renda, na promoção da segurança e da saúde para a população mais pobre”, afirma.

O acesso à educação faz toda a diferença na formação social e no acesso à renda da população mais pobre” Marivaldo Pereira

Educação Popular
Quando está à frente do quadro, em sala de aula, Marivaldo se reconhece em rostos como o de Marconi Cristino, morador de Ceilândia. A trajetória de Marconi assemelha-se à de milhares de outros meninos e meninas de periferia – em especial os negros, que ainda representam somente 12,8% dos estudantes na rede privada de ensino superior brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aos 37 anos, conquistou uma vaga na Universidade de Brasília (UnB), para artes cênicas, após estudar no Emancipa-DF e no projeto Jovem de Expressão. Marconi frequentou colégios públicos a vida inteira. É filho de uma mulher nordestina, diarista, que criou os quatro filhos sem apoio do parceiro.

Marconi concluiu o ensino fundamental com 18 anos e o médio aos 25. “Nessa época eu pensava: faculdade não é para mim. Não tinha nem o dinheiro da passagem, como iria custear? Hoje vejo que o maior obstáculo era não acreditar no meu potencial”, resume.

Ele fez parte de grupos de teatro em projetos sociais pelos quais passou. Nessas oficinas, apaixonou-se por arte. As iniciativas, porém, sempre eram interrompidas por falta de verba. A oportunidade de escolher uma profissão só apareceu em 2016, quando ele conheceu o Emancipa.

“Cheguei acanhado por ser mais velho, mas fui muito acolhido. Nunca tinha feito um vestibular na vida. A dedicação dos professores me fez acreditar, me empoderou”, afirma Marconi.

As monitorias e a disposição dos educadores para tirar dúvidas durante toda a semana fizeram a diferença. A inclusão dos alunos nas principais decisões sobre o cursinho também. “O estudante participa de tudo, define os rumos da própria educação e aprende a valorizar o coletivo”, relata. Marconi ainda atua no Emancipa, como fotógrafo voluntário. Também quer retribuir de alguma maneira toda ajuda recebida.

“Quando entrei na faculdade, uma nova vida começou. Sonho em ser professor de artes cênicas e viver disso” Marconi Cristino

Raquel Vieira, 19 anos, também teve a formação escolar 100% feita na escola pública. É filha de uma técnica de enfermagem e de um cobrador de transporte público. Atualmente, estuda gestão pública na UnB. É outra cria do Emancipa. Atua na coordenação do cursinho como voluntária. Ela intermedeia a comunicação entre educadores e estudantes, além de outras atividades.

Esse projeto me mostrou a importância da educação. As escolas do governo, em geral, têm déficit de didática e de recursos. No Emancipa, nós fazemos a nossa educação” Raquel Vieira

Estudar custa caro: é preciso bancar alimentação, transporte e comprar material, entre outros gastos. Além disso, há a questão social. “Nem se falava em universidade federal na escola pública, até pouco tempo. Professores nos direcionavam a conseguir uma bolsa em alguma faculdade particular. A UnB não era para a gente. Não davam nem informação sobre ela, como se não fosse uma opção. Essa é a maior barreira”, avalia Raquel.

Para ela, o Emancipa oferece muito além de apoio para o vestibular. É um local onde se ensina a reconhecer e a quebrar preconceitos de raça e de gênero. “O Emancipa me fez ter voz, autoestima e compreender-me como cidadã. Agora, quero apoiar outras pessoas para que  também falem por si mesmas”, afirma. Raquel também pretende estudar direito para advogar na comunidade onde vive. “É a minha missão de vida”, conclui.

Líderes comunitários contribuem para enfrentar violência contra a mulher

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Líderes comunitários contribuem para enfrentar violência contra a mulher

À frente de um dos terreiros de candomblé mais antigos do DF, Pai Lilico de Oxum participou da primeira turma do projeto Lidera – Empoderar para Multiplicar. Desde agosto, 340 pessoas passaram pela capacitação da Polícia Civil

Acolhida, orientação e apoio. Essas são as etapas pelas quais passam as vítimas de violência que chegam ao Ilê Asé Orisá D’ewy, terreiro de candomblé em Sobradinho II.

“Temos que falar de violência em todos os espaços. Respeitar a vivência do outro, conversar, aconselhar e levar a questão às autoridades”, elenca Américo Neves Filho, conhecido como Pai Lilico de Oxum, à frente da casa desde a fundação, em 1975.

Aos 65 anos, o pernambucano radicado no Distrito Federal desde os 12 faz parte do grupo de 340 pessoas capacitadas peloprojeto Lidera – Empoderar para Multiplicar, da Polícia Civil do Distrito Federal, lançado em agosto de 2017.

A iniciativa da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) tem como objetivo envolver a sociedade no enfrentamento da violência e aproximar as lideranças do Estado na mediação de conflitos.

Acompanhado de outras pessoas recrutadas por meio da Central Organizada de Matriz Africana, entidade da qual é presidente, Pai Lilico integrou a primeira turma do projeto Lidera, que está na oitava edição.

“Aprendemos a identificar todos os tipos de violência e a acionar as autoridades com mais rapidez e sempre em parceria”, conta.

Para o religioso, a capacitação é uma forma de reforçar obras sociais das quais a casa já faz parte.

O local é palco de rodas de debate entre mulheres, governo e sociedade e do Encontros de Mulheres de Terreiros do Centro-Oeste, evento em que são abordados temas como saúde, políticas públicas e o empoderamento das mulheres negras.

No terreno de quase 10 hectares, há abrigo temporário e espaço cultural. Lá, vivem atualmente cerca de 200 pessoas acolhidas ao longo dos anos. “Aqui eu não olho para a religião, eu olho para a fome.”

8ª edição do Lidera é voltada para capacitação de advogados

Tornar as lideranças instrumentos ativos no combate à violência contra a mulher é o foco principal do projeto, explica a delegada-chefe da Deam, Sandra Gomes. “São pessoas que estão na ponta, próximo às mulheres, de formas que a polícia às vezes não acessa.”

De acordo com a policial, os crimes contra as mulheres se diferenciam dos demais por não seguirem uma linha de investigação. “Não é como o roubo, o latrocínio. É uma violência silenciosa”, alerta Sandra.

“Queremos que essas pessoas nos ajudem a estar perto dessas mulheres e que saibam o que dizer e como agir na hora certa”, acrescenta.

Além da turma de líderes religiosos, a Polícia Civil formou grupos de servidores da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), de alunas de medicina e de mulheres empreendedoras, entre outros.

Agora, a oitava edição conta com 43 advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil seccional Distrito Federal (OAB-DF).

Cada curso é elaborado de acordo com as especificidades da turma. Os grupos são formados sob demanda, e a duração varia de acordo com a necessidade. Oficinas, palestras e debates ocorrem na Deam (204/205 Sul).

A proposta é que eles conheçam o trabalho da delegacia especializada e da rede de proteção à mulher do DF e que tratem o tema conforme a área de cada um.

Na turma de advogados, por exemplo, uma jurista convidada falou de ética no trabalho de atendimento à vítima.

Grupos e lideranças interessadas no projeto podem obter mais informações pelo e-mail deam-projetolidera@pcdf.df.gov.br.