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sábado, fevereiro 14, 2026
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“50 anos: raízes fortes, futuro em movimento”

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A perenidade da Farmacotécnica ao completar 50 anos de vida e se preparando para muito mais

Em 1976 personalizar fórmulas era retomar o trabalho do antigo Boticário, mas era também começar a entender e tratar o ser humano de acordo com suas caraterísticas individuais. “A era das drogarias tinha extinguido essa prática de fazer os medicamentos sob medida para cada pessoa, pois o acesso às drogarias era mais fácil. Quando trouxemos essa cultura de volta, muita gente desacreditou no nosso projeto”. Comenta Rogério Tokarski, fundador da Farmacotécnica, lembrando dos desafios de iniciar essa atividade

Entretando, muitas pessoas não conseguiam engolir cápsulas, e não encontravam o medicamento disponível em xarope. Inúmeras pessoas precisavam de produtos adequados para seu tipo de pele ou cabelo e algumas substâncias terapêuticas não estavam disponíveis no país.

Foi atendendo essa lacuna que a Farmacotécnica chegou em Brasília e começou a se desenvolver e ganhar a preferência dos brasilienses. Atrelado a essas opções, o farmacêutico resgatou o uso das ervas medicinais, desenvolvendo o cultivo de muitas espécies na Chácara de propriedade da empresa – que fica situada na Vargem Bonita, há 16 Km do Plano Piloto. Era uma necessidade para ter acesso a espécies vegetais com garantia de origem.

Matéria de um dos jornais locais já dizia: “Botica: uma viagem ao passado.” – quando da inauguração da unidade de Taguatinga Centro em 1983.

A expansão científica por trás do imaginário popular.

Embora a figura do farmacêutico desperte nas pessoas essa mística das misturas milagrosas e quase alquímicas, durante toda a existência da Farmacotécnica a empresa foi pautada em sólidas básicas. E foi utilizando recursos científicos disponíveis em publicações nacionais, internacionais e congressos em todo mundo que a equipe de farmacêuticos da Farmacotécnica, liderada pelos farmacêuticos Rogério e Romelita, disponibilizaram para seus clientes inúmeras soluções.

Soluções inovadoras na linha do tempo.

  • CHOCOLATE MEDICAMENTOSOS – destinados a ingestão oral e são alternativas palatáveis para a preparação de medicamentos ou suplementos. Contêm 54% de cacau, isentos de lactose, glúten e açúcares, comportam até 1 g de princípios ativos.
  • PRIULITOS MEDICAMENTOSOS dissolvem lentamente na boca, liberando o fármaco na cavidade oral ou para absorção através da mucosa oral e sublingual.
  • Géis Transdérmicos: muito uteis para formulações destinadas ao tratamento da dor por exemplo, são aplicados na pele para absorção em todo o corpo. Muito interessantes para pessoas acamadas ou com dificuldade de deglutição.
  • Géis Hormonais: desde 1996 a Farmacotécnica se destaca na preparação de hormônios em géis para absorção sistêmica. Essa via de administração torna o uso de hormônios mais eficaz e mais seguro.
  • Adesivos Transdérmicos: forma farmacêutica de fácil aplicação, permite o uso de substâncias através da pele, impedindo a contaminação cruzada para outras pessoas. Pode ser preparado com hormônios, anti-inflamatórios e outros tipos de medicamentos.
  • Linha Suav Derm: linha de veículos especialmente desenvolvida para pessoas alérgicas ou que não queiram utilizar substâncias irritantes. Com característica vegana, permite a preparação de cremes, géis e loções, de uso tópico, capilar ou ainda vaginai, de forma suav, sem petrolatos, parabenos e mais 50 substâncias indesejáveis.

Rumo aos próximos 50 anos:

Chegando a esse marco histórico difícil de se verificar no mercado brasileiro, a empresa vive um momento de transição. A segunda geração de farmacêuticas assume a gestão da empresa. As filhas Romy e Rogy vêm se destacando à frente da empresa e com elas, novas perspectivas.

A medicina do futuro já está presente. Se você por curiosidade perguntar a qualquer ferramenta de inteligência artificial qual é o futuro da medicina, certamente ela responderá que os tratamentos personalizados cumprem este papel.

Ponto para a manipulação de fórmulas, que pode customizar completamente os produtos de cada pessoa: cor, sabor, cheiro, forma, com ou sem vários ingredientes (açúcar, leite, alérgenos, glúten). Com liberação rápida, sublingual ou lenta, através da pele ou mesmo pela via sublingual.

Nesse contexto surgem novas tecnologias, tanto de produção, quanto de diagnóstico. Inúmeras empresas de testes genéticos já estão no Brasil, favorecendo a escolha de quais ingredientes cada pessoa precisa para manter a saúde ou mesmo tratar doenças. Hoje é possível verificar pela avaliação dos genes a quais medicamentos uma pessoa vai responder melhor para o tratamento da alopecia, por exemplo. Com isso o médico pode montar as formulações apropriadas, o que gera economia para o paciente e resultados mais assertivos.

Os equipamentos também são um capítulo a parte, como pro exemplo o Mas – um agitador planetário com a capacidade de preparar formulações com muito mais precisão de dosagem e uniformidade de conteúdo – um investimento para que haja um aprimoramento contínuo da qualidade para o paciente.

Vale destacar ainda todas as inúmeras possibilidades que as novas tecnologias estão trazendo. São medicamentos que utilizaram a IA para reduzir o tempo de pesquisa ou verificar quais fragmentos de uma molécula têm um potencial de melhores resultados.

Como exemplo podemos citar duas inovações que foram lançados pela Farmacotécnica: Colagenew e Peptistrong. O primeiro é um colágeno freshwater que possui peptídeos menores de 500 Da e atua na firmeza, elasticidade e aparência da pele, de dentro pra fora. Já o Petistrong é um produto originário da fava que tem dois peptídeos marcadores com a capacidade de acelerar o ganho de massa muscular.

Além das inovações técnicas, o desafio é criar a interconectividade com os clientes. “AS pessoas estão cada dia usando mais os recursos tecnológicos para se comunicar. “Aqui na empresa estamos fazendo nosso dever de casa, e investindo em tecnologia que nos mantenha ágeis e respeitando todas as exigências sanitárias vigentes.” Afirma Rogy Tokarski, filha de Rogério e Romelita, diretora da Farmacotécnica.

50 anos passaram muito rápido, mas sem dúvida, muita coisa boa ainda virá por aí!

Isabella Carpaneda, a influência que atravessa gerações e transforma a educação brasileira

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Fotos: Allan Rodrigues

Reconhecida nacionalmente por sua contribuição à educação brasileira, Isabella Carpaneda se consolidou como uma das escritoras e educadoras mais influentes do país. Figura respeitada e admirada, especialmente em Brasília, sua trajetória inspira educadores, estudantes e mulheres que encontram em sua história um exemplo de força, dedicação e excelência.

Filha de pioneiros que chegaram à Capital Federal nos primeiros anos de sua construção, Isabella nasceu em Minas Gerais apenas por circunstância, já que poucas horas após seu nascimento retornava à cidade que se tornaria seu lar afetivo, intelectual e profissional. Brasília acompanhou cada passo de sua formação e florescimento, e Isabella, por sua vez, dedicou sua vida a transformar a educação na Capital e no Brasil.

Formação, propósito e a máxima que orienta sua obra

Especialista em Língua Portuguesa, licenciada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e pelo UniCeub, com especializações em Administração Escolar, Supervisão e Orientação Educacional, Isabella também aprofundou seus estudos em Neurociência e Aprendizagem pela USP e segue expandindo seu conhecimento como mestranda em Linguística na UnB.

Sua máxima, repetida ao longo dos anos, “Para escrever, tem que ler”, traduz com precisão a disciplina intelectual que sustenta sua obra e sua visão de mundo.

Mais de 200 livros que marcaram gerações

Aos 23 anos, Isabella escreveu seu primeiro livro didático. Desde então, construiu um catálogo de mais de 200 obras, com mais de 200 milhões de exemplares vendidos, muitas delas adotadas pelo Ministério da Educação por meio do PNLD. Entre os títulos mais emblemáticos, destaca-se a coleção Porta Aberta, campeã de vendas e referência nacional no ensino de Língua Portuguesa.

Seu estilo une rigor técnico, clareza, sensibilidade pedagógica e profundo respeito ao professor e ao aluno. Isabella ajudou a moldar a maneira como crianças brasileiras aprendem a ler e escrever e como professores ensinam. Por isso, tornou-se não apenas uma autora de sucesso, mas uma referência feminina na educação, admirada por sua trajetória ética, consistente e inspiradora.

Bebeto e os Sons do Alfabeto, a mascote que encantou o Brasil

Mesmo com uma carreira consagrada, Isabella decidiu lançar-se em um novo desafio, criar uma mascote capaz de aproximar as crianças dos sons das letras de forma lúdica, sensorial e eficaz. Assim nasceu Bebeto Alfabeto, um projeto fundamentado em documentos do MEC e em pesquisas recentes da neurociência sobre como o cérebro aprende.

As cenas protagonizadas pelo Bebeto utilizam humor, onomatopeias e interjeições para ajudar os alunos a perceberem fonemas que muitas vezes são abstratos no início da alfabetização. O projeto inclui banners, fichas pedagógicas, atividades impressas, além de músicas e vídeos em que cada canção representa um som do alfabeto.

Todo o conteúdo é oferecido gratuitamente nas redes sociais da mascote, no perfil @bebeto.alfabeto, que já ultrapassa 106 mil seguidores, ampliando o acesso a materiais de qualidade e fortalecendo o compromisso de Isabella com a democratização do ensino.

A força de uma educadora e a inspiração para outras mulheres

Ao refletir sobre sua trajetória, Isabella reconhece que sua história pode servir de incentivo para outras mulheres que desejam se destacar em suas áreas de atuação. Sua mensagem é clara, não há atalhos para o sucesso, há trabalho, estudo, disciplina e constância.

Ela também destaca a importância de acompanhar os avanços da ciência da leitura, área que vive um momento de profundo aprimoramento. “Cada descoberta é uma oportunidade de ensinar melhor e transformar mais vidas”, afirma.

Entre suas referências, Isabella destaca a educadora italiana Maria Montessori, cuja abordagem centrada no respeito ao ritmo da criança permanece atual e inspiradora.

Fotos: Allan Rodrigues

Família, o alicerce que sustenta a caminhada

Apesar da agenda intensa, Isabella encontra na família seu maior porto seguro. Mãe de Erick e Laisa e avó dedicada de Luiza e Laura, ela reconhece que o apoio afetivo foi essencial para sustentar suas conquistas. “Sou imensamente grata por esse refúgio que me fortalece e me inspira a dar o meu melhor todos os dias”, afirma emocionada.

Uma trajetória que honra Brasília e o Brasil

Elegante, determinada e profundamente humana, Isabella Carpaneda construiu uma obra que honra a educação brasileira. Brasília viu sua carreira nascer, crescer, transformar-se e hoje celebra uma de suas mais brilhantes representantes.

Sua produção intelectual continua abrindo portas e iluminando caminhos para professores, estudantes, famílias e escritores. Isabella é sinônimo de excelência, compromisso e generosidade. Sua obra, vasta, sensível e transformadora, reafirma diariamente o poder da educação como instrumento de mudança social.

Um tombo, um jogo ou uma batida: quando o cérebro sofre o trauma que os olhos não veem

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Com a chegada das festas de fim de ano, viagens e maior circulação nas estradas, especialistas alertam para o aumento dos casos de Traumatismo Cranioencefálico e reforçam a importância da prevenção e do atendimento imediato.

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de emergência neurológica no Brasil e cresce significativamente em períodos de maior movimentação, como as festas de fim de ano. Acidentes de trânsito, quedas especialmente entre idosos, esportes de impacto e episódios de violência doméstica estão entre os motivos mais frequentes que levam ao trauma.

Embora, muitas vezes, não haja ferimentos aparentes, o cérebro pode ter sofrido danos internos capazes de gerar consequências graves.

“O TCE é traiçoeiro porque nem sempre o sinal está na superfície. Muitas vezes, a pessoa se levanta achando que está tudo bem, mas o cérebro já iniciou um processo de inflamação que pode evoluir rapidamente”,

explica o neurologista Dr. Heitor Lima.

A falta de informação sobre primeiros socorros é um dos maiores agravantes. Após um impacto na cabeça, sintomas como dor intensa, tontura, sonolência anormal, náuseas, dificuldade de fala ou mudanças no comportamento exigem atenção imediata.

O atendimento rápido pode impedir sequelas cognitivas e emocionais que comprometem memória, concentração, humor e até a capacidade funcional.

“A orientação é simples: bateu a cabeça, observe. Qualquer alteração neurológica, procure um serviço de urgência. A demora no atendimento é o que transforma um trauma leve em um problema permanente”,

reforça o especialista.

Além das complicações físicas, os efeitos psicológicos também merecem destaque. Muitas vítimas desenvolvem ansiedade, irritabilidade, depressão ou alterações de personalidade após o trauma.

Dr. Heitor alerta que o acompanhamento multidisciplinar é essencial para a reabilitação:

“O cérebro tem uma capacidade incrível de recuperação, mas isso depende de diagnóstico correto, cuidado contínuo e, principalmente, prevenção. Nas próximas semanas, com viagens, festas e esportes ao ar livre, meu conselho é redobrar a atenção um pequeno descuido pode gerar um grande impacto”.

O especialista reforça o uso de equipamentos de proteção, o consumo responsável de álcool, a observação cuidadosa de idosos e a busca imediata por ajuda médica diante de qualquer suspeita de TCE.

PENSANDO BEM… – Eri Castro lançará pré-candidatura a deputado federal em badalado almoço no Cabana do Sol

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O publicitário Eri Castro, natural de Pinheiro, na Baixada Maranhense e considerado um dos mais fervorosos petistas de todos os tempos, quer mesmo representar o Maranhão em Brasília, a partir de janeiro de 2027. Militante das antigas do Partido dos Trabalhadores, desde a era “Lula Metalúrgico e Sindicalista”, Eri pensou bem e vai dar o pontapé inicial de sua pré-candidatura neste sábado, dia 13.

O local definido pelo petista para apresentar seu projeto político eleitoral será o requintado restaurante Cabana do Sol, no bairro Ponta do Farol, em São Luís. O encontro gastronômico contará com a presença de lideranças políticas e comunitárias de todo estado, além de seguidores, simpatizantes, apoiadores, jornalistas e claro, “filadores de bandeco 0800”.

Tempos atrás, Eri Castro disputou cargo no Poder Legislativo, mas o volume de sufrágios nas urnas não foi suficiente para o conduzi-lo ao plenário como parlamentar. “A vida podia ser bem melhor… E será!” – Este era o slogan da sua campanha.

Mais maduro, sem ligação com o líder venezuelano, Eri mostra em suas aparições, um semblante de pensador, nada artificial. Tudo na base do Eri Castro vem aí!

Colha o dia antes que apodreça

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“Carpe diem” não é um convite ingênuo a viver de prazeres efêmeros, como tantos repetem sem pensar. É um chamado brutal e profundo à urgência da existência. Colher o dia não significa desperdiçá-lo em excessos, mas tomar posse dele como quem agarra um fruto maduro, consciente de que, se não o provar agora, amanhã estará perdido, deteriorado, inalcançável. A vida é este fruto. E você, muitas vezes, hesita em mordê-la.
Economizar a vida é um dos maiores enganos humanos. Guardamos sonhos para depois, como se tivéssemos uma conta bancária secreta no futuro. Mas o futuro não é garantido, ele é apenas um rumor. A única matéria-prima que possuímos é o agora — este instante que escorre como água entre os dedos. No entanto, cultivamos a ilusão de que “amanhã” será mais propício: amanhã amaremos com mais intensidade, amanhã teremos coragem, amanhã escreveremos o livro, pediremos perdão, mudaremos de rumo. Mas amanhã é apenas a sombra projetada pelo presente, e quantos de nós vivem mais nas sombras do que na luz?

Colher o dia exige risco. Exige coragem para não se esconder atrás da prudência covarde. Não se trata de viver sem responsabilidade, mas de viver com intensidade responsável. Pergunte-se: o que em mim está sendo adiado sem necessidade? Onde tenho colocado a vida em suspensão, esperando um sinal perfeito que nunca virá? Talvez você esteja cuidando de frutos já apodrecidos, insistindo em relações mortas, em trabalhos que não nutrem, em hábitos que te esvaziam. E enquanto você conserva esses cadáveres, o fruto vivo do presente cai do galho e se perde.

Na dimensão espiritual, colher o dia é viver como quem sabe que cada respiração é uma dádiva não renovável. É tomar consciência da impermanência. Não somos donos do tempo, apenas inquilinos temporários. O destino, silencioso e impiedoso, pode fechar a porta a qualquer momento. Por isso, viver hoje não é um capricho, mas um ato de reverência à própria vida. É honrar o dom recebido. E se você desperdiça esse dom, a vida cobra com vazio, com frustração, com o peso daquilo que nunca foi tentado.

A grande tragédia não é morrer, mas nunca ter vivido. Muitos atravessam os dias como espectadores passivos, ocupados demais em sobreviver, mas esquecendo-se de viver. Você já reparou como até mesmo a alegria é adiada? As pessoas dizem: “quando eu tiver mais dinheiro”, “quando eu encontrar alguém”, “quando me aposentar”. E nessa espera o coração vai murchando. Colher o dia é um antídoto contra esse adiamento crônico da felicidade.

Mas atenção: “carpe diem” não é hedonismo barato. Não é preencher cada minuto com distrações, como quem mastiga compulsivamente um fruto sem sabor. É escolher com sabedoria o que vale a pena. É compreender que o tempo é finito e, por isso mesmo, precioso. Não se trata de viver mais rápido, mas de viver mais consciente. Às vezes, colher o dia pode significar pausar, silenciar, contemplar, agradecer. Outras vezes, significa agir com decisão, cortar laços inúteis, ousar o passo que você vem evitando.

E então eu lhe pergunto: quais frutos em sua vida estão maduros e esperando a sua coragem? Quais você já deixou apodrecer por medo, por preguiça ou por conformismo? E o mais inquietante: se a vida terminasse hoje, você sentiria que realmente a colheu, ou que a deixou pendurada no galho, esquecida, até secar?

A vida não é para ser economizada. É para ser vivida. Agora. Sem desculpas.
E você, terá coragem de morder o fruto antes que seja tarde?

Nada é por acaso: o cálculo por trás dos acontecimentos políticos

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A famosa frase atribuída a Franklin D. Roosevelt — “Em política, nada acontece por acidente. Se acontece, pode apostar que foi planejado para acontecer” — revela uma faceta essencial do jogo político: a ação deliberada. Mais do que uma observação cínica, trata-se de um princípio chave para entender como o poder é construído, mantido e, muitas vezes, manipulado. Em um campo onde cada movimento pode desencadear ondas de consequências, a espontaneidade genuína é quase sempre descartada.
Na arena política, os bastidores são tão ou mais importantes que os palcos. O que parece ser um escândalo repentino, uma aliança improvável ou uma decisão polêmica de última hora geralmente é o resultado de longas articulações, negociações e cálculos estratégicos. Carl Schmitt, teórico político alemão, já advertia que a política é, antes de tudo, uma forma de distinguir o amigo do inimigo — e, nessa lógica, planejar é sobreviver. O improviso, se existe, é cuidadosamente roteirizado.

Essa lógica se torna visível quando observamos eventos aparentemente espontâneos, como protestos populares ou reviravoltas parlamentares. Embora massas em movimento pareçam orgânicas, quase sempre há interesses organizados por trás — sejam eles partidos, movimentos sociais, empresas ou grupos internacionais. Antônio Gramsci, ao estudar a hegemonia cultural, mostrou como as ideias dominantes na sociedade são construídas com base em um processo histórico intencional e estruturado. Ou seja, o consenso raramente é natural; ele é construído, passo a passo, por quem detém os meios de influência.
Mesmo as crises políticas — que por vezes parecem descontroladas — funcionam como instrumentos. Um governante pode permitir que uma crise “estoure” como forma de desviar o foco de outro problema, ou para justificar medidas impopulares. Naomi Klein, em sua obra “A Doutrina do Choque”, argumenta que elites políticas e econômicas se aproveitam de momentos de trauma coletivo para empurrar agendas que, em tempos normais, encontrariam forte resistência. O caos, nesse sentido, não é um acidente, mas uma oportunidade.

Roosevelt, ele mesmo um mestre da engenharia política, compreendia profundamente o valor da encenação e da narrativa. Durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial, sua capacidade de moldar a percepção pública, controlar os fluxos de informação e construir consensos políticos foi fundamental para sua longevidade no poder. Tal domínio sobre os acontecimentos mostra como, em política, a causalidade raramente é linear e quase nunca inocente.

Michel Foucault, ao discutir o poder, ressaltou que ele não se exerce apenas com repressão, mas com produção: de verdades, discursos, regras e realidades. Ou seja, o poder molda o que é visto como natural, inevitável ou desejável. Assim, o que se apresenta como acidente pode muito bem ser a consequência lógica de estruturas cuidadosamente desenhadas para produzir determinado efeito.

Portanto, ao acompanhar os acontecimentos políticos — sejam eles locais ou internacionais — é sempre prudente perguntar: quem ganha com isso? Quem tinha meios para causar tal efeito? E, mais importante: o que parece espontâneo, mas pode ter sido cuidadosamente coreografado? Essas perguntas não apenas revelam as engrenagens do poder, mas ensinam que, na política, a ingenuidade costuma ser o maior dos erros.