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A Estrutura Constitucional do Processo Democrático Brasileiro

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A eleição geral se aproxima, marcada para o dia 4 de outubro, e com ela se renovam os principais mecanismos de funcionamento do Estado brasileiro. O processo eleitoral, estruturado sobre o sufrágio universal e o voto direto, mobiliza a escolha dos representantes do Executivo e do Legislativo, reafirmando a soberania popular como fundamento da ordem constitucional. Ao mesmo tempo, a dinâmica federativa, com a repartição de competências entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e o modelo presidencialista de governo delineiam o modo como o poder será exercido pelos eleitos. Somase a isso o caráter republicano do Estado, que impõe mandatos temporários, responsabilidade dos agentes públicos e rigorosos instrumentos de controle e accountability, tanto institucionais quanto sociais. Nesse cenário, o processo eleitoral não é apenas um rito de escolha, mas a reafirmação periódica das bases estruturantes da organização política, administrativa e democrática do país.

Nos termos do art. 88 da Constituição Federal, a escolha do Presidente e do Vice‑Presidente da República ocorre simultaneamente no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo do mesmo mês, em eventual segundo turno. Será considerado eleito o candidato registrado por partido político que obtiver maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os votos em branco e os nulos.

A Câmara dos Deputados, conforme dispõe o art. 45, também da Constituição Federal, é composta por representantes do povo, escolhidos pelo sistema proporcional em cada Estado, Território e no Distrito Federal, enquanto o Senado Federal, nos termos do art. 46, é formado por representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

Todo esse processo decorre do sufrágio universal, previsto no art. 14 da Carta Magna, que estabelece que a soberania popular se exerce pelo voto direto, secreto e de igual valor para todos, nos termos da lei.

O sufrágio corresponde ao direito de participar da vida política, tanto votando quanto podendo ser votado. O voto, por sua vez, é o instrumento por meio do qual esse direito se concretiza, permitindo ao cidadão escolher seus representantes para os cargos eletivos. Assim, enquanto o sufrágio expressa a capacidade de integrar o processo democrático e influenciar a soberania nacional, o voto é o ato que legitima essa participação, conferindo aos escolhidos o exercício do poder político.

No Brasil, vigora a forma de Estado federativa, caracterizada pela descentralização política e pela existência de entes dotados de autonomia. A Federação é composta pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, todos investidos de competências próprias definidas pela Constituição. Entre eles não há relação hierárquica, mas sim repartição de funções, de modo que cada ente exerce sua parcela de poder dentro dos limites constitucionais.

O sistema de governo adotado é o presidencialismo, modelo que se caracteriza pela separação orgânica entre os Poderes Executivo e Legislativo. Nesse arranjo institucional, o Presidente da República acumula as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo, exercendo simultaneamente a representação política do país e a condução da administração pública. Trata‑se de um sistema que concentra no presidente a liderança do Executivo, preservando, contudo, a independência e a harmonia entre os Poderes.

A forma de governo adotada no Brasil é a República, marcada por princípios como a eletividade dos governantes, exercida pelo voto; a temporalidade, que impõe duração determinada aos mandatos; a representação popular, pela qual os eleitos atuam em nome da coletividade; e a responsabilidade, que exige dos agentes públicos prestação de contas e sujeição a mecanismos de controle político e jurídico.

Nesse conjunto de princípios, destaca‑se o da legalidade, que impõe à Administração Pública e aos seus agentes a obrigação de atuar estritamente conforme a lei. Não se trata apenas de um limite formal, mas de garantia material de que o exercício do poder se submete ao ordenamento jurídico e ao interesse público. A legalidade, portanto, é a base sobre a qual se assentam a responsabilidade estatal e os mecanismos de controle, funcionando como parâmetro indispensável para a legitimidade dos atos administrativos.

É justamente por isso que o agente público não pode agir movido por achismos, preferências pessoais ou conveniências políticas. A função administrativa exige obediência à lei, ainda que o conteúdo normativo contrarie interesses individuais ou circunstanciais. A vontade do gestor não substitui o comando legal, e qualquer tentativa de afastá‑lo, por conveniência ou capricho, representa violação direta ao dever de legalidade e afronta ao próprio regime republicano.

Nesse contexto, destaca‑se o princípio do accountability, que impõe aos gestores públicos o dever de prestar contas, justificar decisões e responder pelas consequências de seus atos. Trata‑se de um pilar relevante de governança democrática, voltado àtransparência, à responsabilidade e à responsividade administrativa, contribuindo para a confiança nas instituições, para a prevenção da corrupção e para a melhoria dos serviços públicos.

A organização político‑administrativa brasileira assenta‑se na repartição de competências entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cada qual dotado de autonomia política, administrativa e financeira. Essa autonomia não é absoluta: decorre diretamente da Constituição e se exerce dentro dos limites que ela própria estabelece.

A União concentra matérias de interesse nacional, como defesa, moeda, sistema financeiro, telecomunicações e normas gerais sobre temas relevantes. Aos Estados cabe legislar de forma suplementar quando houver normas gerais federais e, na ausência destas, exercer competência legislativa plena. O Distrito Federal acumula competências estaduais e municipais, respeitando as balizas constitucionais. Os Municípios, enquanto entes federados, possuem atribuições próprias voltadas à gestão local, como ordenamento urbano, serviços públicos essenciais e legislação sobre assuntos de interesse predominantemente municipal.

Além das competências exclusivas, a Constituição prevê competências comuns, exercidas de forma cooperativa, e competências concorrentes, que exigem coordenação normativa entre União e Estados. Esse arranjo federativo busca equilibrar unidade e diversidade, permitindo que cada ente atue de maneira eficiente na esfera que lhe é própria, sem sobreposição indevida ou hierarquia entre eles. Trata‑se de mecanismo voltado para a efetividade do pacto federativo e para a adequada distribuição do poder no Estado brasileiro.

Os mecanismos de controle e responsabilidade estatal compõem um conjunto de instrumentos destinados a assegurar que o exercício do poder público se mantenha dentro dos limites constitucionais e voltado ao interesse coletivo. O controle não se esgota em uma única esfera: ele se distribui entre instâncias internas da Administração, órgãos externos e participação social, formando um sistema integrado de fiscalização.

O controle interno, exercido pelos próprios órgãos e entidades da Administração, tem função preventiva, voltada à correção de desvios e ao aperfeiçoamento da gestão. O controle externo, por sua vez, a cargo do Legislativo com o auxílio dos Tribunais de Contas, atua de forma independente, verificando a legalidade, legitimidade e economicidade dos atos administrativos, além de apreciar contas e impor sanções quando necessário.

O Ministério Público, por sua vez, exerce papel central na tutela da ordem jurídica, podendo promover responsabilização civil, administrativa e penal de agentes públicos.

A sociedade também integra esse sistema por meio de instrumentos como a Lei de Acesso à Informação, audiências públicas, conselhos de políticas públicas e demais formas de participação direta. Esses mecanismos reforçam a transparência e ampliam a capacidade de fiscalização dos cidadãos.

A esse conjunto soma‑se a ação civil pública, instrumento de tutela coletiva que permite a defesa judicial de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. Por meio dela, o Ministério Público, a Defensoria Pública, entidades da administração e associações legitimadas podem provocar o Judiciário para responsabilizar agentes públicos, corrigir ilegalidades, proteger o patrimônio público e assegurar a observância de direitos fundamentais. Trata‑se de ferramenta relevante para o controle social da Administração, especialmente em matéria de improbidade, meio ambiente, consumidor e patrimônio cultural.

A responsabilidade estatal, nesse contexto, manifesta‑se tanto na obrigação de prestar contas quanto na sujeição a consequências jurídicas em caso de irregularidades. O agente público deve justificar suas decisões, demonstrar conformidade com a lei e responder por eventuais danos causados ao patrimônio público ou à coletividade. Esse conjunto de controles e deveres é indispensável para a integridade da gestão pública e para a preservação da confiança nas instituições democráticas.

A combinação entre a solidez do desenho constitucional e a prática política cotidiana revela um contraste que não pode ser ignorado. Embora o ordenamento estabeleça bases claras para a separação de poderes, para a responsabilidade dos agentes públicos e para o funcionamento dos mecanismos de controle, a efetividade dessas estruturas ainda enfrenta obstáculos relevantes. A cultura política brasileira, marcada por episódios recorrentes de baixa transparência, resistência à fiscalização e práticas administrativas pouco comprometidas com a integridade, demonstra que a existência formal de instrumentos de accountability não garante, por si só, sua plena aplicação.

O sistema de controles, internos, externos e sociais é robusto, mas frequentemente subutilizado ou tensionado por disputas políticas e pela falta de compromisso real com a prestação de contas. A ação civil pública, a atuação dos Tribunais de Contas, o controle jurisdicional e os mecanismos de participação social constituem ferramentas capazes de conter abusos e corrigir desvios, mas dependem de instituições fortalecidas e de agentes públicos dispostos a se submeterem ao escrutínio democrático.

Assim, a eleição que se aproxima não representa apenas a renovação de mandatos: é oportunidade para refletir sobre a distância entre o modelo constitucional e sua execução prática. O desafio central permanece o mesmo, transformar a responsabilidade pública em valor efetivamente incorporado à gestão estatal, de modo que o aparato jurídico não seja apenas um conjunto de normas bem elaboradas, mas instrumento vivo de proteção da democracia e do interesse coletivo.

Samuel Suaid

Advogado e cidadão

Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

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Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, acabam de lançar uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor”, explica Tadros.

O presidente do Sistema Fecomércio-DF e vice-presidente da CNC, José Aparecido Freire, pede cautela aos parlamentares. “A CNC apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais”, detalha Aparecido.

Projeto social oferece capacitação gratuita para mulheres em São Sebastião

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Aluna em aula sobre postura profissional e auto estima com professora Cris Reis

Iniciativa da Casa de Cultura Telar e Instituto Ojuina promovem oficinas de beleza, autoestima, imagem pessoal e preparação para o mercado de trabalho

Mulheres de São Sebastião e região têm uma nova oportunidade gratuita de qualificação profissional, fortalecimento da autoestima e preparação para o mercado de trabalho. Estão abertas as matrículas para a 4ª edição do projeto “Elas por Elas”, realizado pelo Instituto Ojuina – Núcleo São Sebastião, que oferece oficinas gratuitas com certificado e foco na autonomia, na geração de renda e no desenvolvimento pessoal e profissional das participantes.

Nesta edição, o projeto disponibiliza duas oficinas: Profissional de Beleza – Auxiliar de Salão e Boas Práticas de Manejo e Identidade, Propósito e Estilo. A proposta é oferecer às participantes conhecimentos práticos e ferramentas que possam contribuir tanto para a inserção no mercado de trabalho quanto para o fortalecimento da confiança e da identidade profissional.

Durante a formação, as participantes terão acesso a conteúdos relacionados à beleza, autoestima, imagem pessoal, postura profissional, elaboração de currículo, preparação para entrevistas de emprego e atendimento ao cliente. A oficina voltada à área de beleza também abordará conhecimentos sobre organização de bancada, preparação e manejo de materiais, escova, modelagem, babyliss e noções de tricologia, além de orientações para a preparação profissional, atuação no mercado, critérios curriculares, dentre outros.

As atividades acontecem presencialmente em São Sebastião, com turmas às terças- feiras e às quintas-feiras, sempre a partir das 19h30, com encontros presenciais, proporcionando uma formação contínua e prática para as participantes.

Mais do que ensinar técnicas profissionais, o “Elas por Elas” busca criar um espaço de aprendizado, acolhimento e fortalecimento entre mulheres. A iniciativa parte da compreensão de que o acesso à capacitação pode abrir novos caminhos de trabalho e renda, contribuindo para a construção da autonomia e para a ampliação das oportunidades profissionais.

Veber Brasil, Presidente do Instituto Ojuina afirmou que o projeto Elas por Elas estão na sua 4a. edição, porém, em São Sebastião ocorre pela 1a vez. ” O projeto Elas por Elas nasceu com o propósito de criar oportunidades para que mulheres possam desenvolver seus talentos, reconhecer seus potenciais e encontrar novos caminhos para sua vida profissional. Quando uma mulher se qualifica, fortalece sua autoestima e amplia suas possibilidades de autonomia e geração de renda, todo o seu entorno também é impactado”.Com participação gratuita e emissão de certificado, o projeto reforça a importância de iniciativas que aproximem formação profissional, desenvolvimento pessoal e inclusão social, especialmente para mulheres que buscam novas oportunidades no mercado de trabalho.

As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas.

Serviço

Projeto: Elas por Elas – 4ª Edição

Núcleo: São Sebastião – Instituto Ojuina

Oficinas:

• Profissional de Beleza – Auxiliar de Salão e Boas Práticas de Manejo com os

Professores Dan Freitas e Luma Geraldo

• Identidade, Propósito e Estilo com a Professora Cris Reis

Local: São Sebastião – DF

Dias: Turmas às terças-feiras e quintas-feiras

Horário: A partir das 19h30

Formato: 16 encontros presenciais por turma

Participação: Gratuita

Certificado: Sim

Inscrições: https://app.higestor.com.br/inscricao/18875/profiissional-de-beleza

Informações:

Ojuina – (61) 99267-6000

Eugênia – (61) 99259-3652

Vagas limitadas

Brasília é uma terra de oportunidades.

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Nasceu assim e, ao longo do tempo, mantém-se como uma cidade acolhedora.

Foi nesse solo fértil que, recém-formada e apenas com um diploma em mãos, encontrei uma amiga, Sandra Soares Costa. Juntas, sonhamos e fundamos o que viria a se tornar o Grupo Sabin.

Meus primeiros ensinamentos de empreendedorismo começaram na Fazenda Sapato Arcado, no município de Anápolis (GO), onde morei até os dez anos, observando meu pai, Antônio, negociar gado e lavoura no alpendre de casa. Foi com ele que aprendi que precisamos honrar todos os nossos compromissos. Ele me dizia que:

“a sua palavra vale mais do que a sua assinatura”.

Papai tinha seu jeito próprio de fazer gestão, sem ferramentas complexas, planilhas ou uma multidão de conselheiros. Ele era ético, honesto, humilde e cheio de determinação.

Já com minha mãe, Geralda, aprendi a ser zelosa e a me dedicar com excelência em tudo o que eu fizesse. Ela sempre foi muito dedicada à nossa família e ao nosso bem estar, e ao cuidado com ela mesma. O DNA de cuidar das pessoas eu herdei dela!

Ali, na fazenda, aprendi com meus pais as virtudes da vida simples e rica do campo. Cresci em meio aos animais soltos – gatos, cachorros, vacas, porcos, galinhas, cavalos – e às experiências cotidianas que moldaram meu olhar sobre o mundo. Ajudava meus pais em tudo o que podia e, com eles, aprendi lições fundamentais sobre trabalho, caráter e fé, que até hoje são os pilares que me sustentam. A Bíblia, especialmente o livro de Provérbios, tem sido guia constante – como no versículo que diz:

“O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com aqueles que tomam conselhos”.

Anos mais tarde, mudamos para Anápolis para que eu pudesse continuar os estudos. Fui aprovada no vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde concluí os cursos de Farmácia e Bioquímica.

Depois de formada, decidi vir para Brasília. O ano era 1980 e a cidade, com apenas 19 anos, apresentava muitas oportunidades. Mas, o início não foi muito fácil. Consegui apenas um estágio não remunerado, sem passagem para o transporte e sem vale-refeição.

Um ano mais tarde, em 1981, consegui meu primeiro emprego formal em um laboratório de análises clínicas. Lá conheci uma colega de profissão que se tornou minha grande amiga, Sandra Soares Costa. Além da amizade, conquistei uma sócia, que compartilhou comigo o sonho de empreendedorismo e, em 1984, fundamos o Sabin. A empresa nasceu em uma sala de 90 m² na Asa Norte, ao lado do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), com apenas três colaboradores.

Durante sete anos, atuei como servidora pública e liderei o segundo maior laboratório do Distrito Federal, o do Hospital Regional de Taguatinga. Esse período me deu uma base sólida em gestão e foi um tempo valioso de aprendizado. E, ao mesmo tempo, exercia a função de mãe.

Eu não tinha família e parentes ao lado para ajudar a criar os filhos. Eram 15 minutos para passar em casa, almoçar em pé e ajudá-los a fazer o dever. Preocupava-me que meus filhos sentissem minha falta. Por isso, mais tarde, cheguei a buscar um psicólogo. Ele disse que eu seria um bom exemplo para eles, e que, um dia, meus filhos sentiriam orgulho da mãe. E foi verdade.

Como o Sabin estava começando e precisava da nossa dedicação, aos poucos, fui me desligando dos outros trabalhos e transferindo atividades para os finais de semana e para as noites. Até que tomei uma decisão difícil: pedi exoneração dos cargos públicos. Foi um período desafiador, porém essencial para consolidar nosso sonho. Com dedicação, inovação e qualidade superamos todas as adversidades de abrir um negócio nos anos 80.

Venho de uma geração de mulheres empreendedoras que me encorajaram a contribuir para o desenvolvimento do país e das pessoas. Desde o início da empresa, sempre buscamos as melhores referências nacionais e internacionais. Começamos a participar de congressos de patologia e análises clínicas para saber quais as novidades em lançamentos, metodologias e inovações. Buscamos especializações em Administração e Gestão de Processos e de Pessoas e começamos a capacitar e a desenvolver nossos colaboradores.

Além disso, trouxemos valores familiares para o nosso negócio. No Sabin, falamos de Deus no ambiente de trabalho com a maior naturalidade, não no sentido da religião, mas para valorizar princípios, como a gratidão, a humildade, a responsabilidade e a justiça. Devemos que trabalhar valores familiares na empresa, sem perder o foco em nosso propósito: inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

Nossa história familiar influenciou profundamente a forma como construímos a cultura do Sabin. No início, encontrar equilíbrio entre trabalho, maternidade e gestão foi exaustivo, mas necessário. Não à toa, entender as necessidades dos colaboradores tornou-se um dos pilares da nossa gestão.

Vejo os colaboradores do Sabin como uma família, pessoas que precisam ser valorizadas e cuidadas. Cuidamos não apenas da saúde, mas das pessoas que fazem a empresa acontecer.

Acreditamos que um ambiente de trabalho saudável, inclusivo e respeitoso gera não só bem-estar, mas também resultados. Com essa visão, valorizamos a diversidade e contratamos com base nas competências. No Sabin, promovemos o respeito às diferenças e incentivamos a superação de preconceitos e crenças limitantes.

Hoje, 77% dos nossos colaboradores são mulheres, e 74% delas ocupam cargos de liderança. Isso reflete diretamente na forma como nos relacionamos com clientes, parceiros e com a sociedade.

Nossos valores familiares também sempre nos despertaram a buscar melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os projetos sociais que Sandra e eu realizávamos, desde o início da empresa, de forma empírica, foram ganhando corpo.

Com o objetivo de promover cuidado e bem-estar à população, fundamos, em 2005, o Instituto Sabin, como braço social, para construir parcerias e implementar ações e projetos de impacto socioambiental nas comunidades onde estamos presentes. Faz parte da nossa essência cuidar das comunidades onde atuamos e manter um olhar atento para programas e ações sustentáveis.

Isso tem conexão direta com o propósito do Grupo que é inspirar pessoas a cuidar de pessoas. São 20 anos consecutivos de investimento social privado do Grupo Sabin e um investimento, nesse período, superior a R$ 50 milhões em programas e projetos de promoção ao ecossistema de impacto e responsabilidade social.

Expansão, inovação e legado

Com o apoio da Fundação Dom Cabral, em 2010 iniciamos um planejamento estratégico que visava a expansão estruturada e a multiplicação da nossa cultura organizacional. Desenhamos a visão do grupo para 2020 e, mais tarde, até 2030.

Três anos depois, ao completar 30 anos à frente do Sabin – hoje Grupo Sabin –, tomei uma das decisões mais importantes e difíceis da minha vida. Me voltei para Deus e para os ensinamentos da minha família para buscar sabedoria. Inspirada pelos acertos e erros de meu pai ao conduzir a transição da fazenda, percebi que era o momento de me afastar da gestão diária e pensar no futuro da empresa.

Desse processo surgiu a decisão de que era o momento de Sandra e eu assumirmos ações estratégicas do Sabin e nos dedicarmos à preservação da nossa cultura de valorização das pessoas mesmo diante um crescimento inorgânico acelerado (por meio de aquisições), bem como assumindo compromissos para o fortalecimento do empreendedorismo e empoderamento feminino.

Como buscamos investir nos nossos colaboradores para que continuem trabalhando e crescendo conosco, em 2014, Lídia Abdalla — que começou no Sabin como trainee em 1999 — assumiu a presidência executiva da empresa.

No mesmo ano, Sandra e eu decidimos integrar o Conselho de Administração do Grupo Sabin. A cultura que chamamos de ‘Jeito Sabin’ está hoje presente em 358 unidades, distribuídas por 78 cidades de 14 estados, além do Distrito Federal. É gratificante quando a empresa se torna maior do que nós.

Com o propósito de cuidar das pessoas de forma integral, diversificamos os serviços do grupo, incluindo atenção primária à saúde, genômica e saúde digital. Em 2021, lançamos a Rita Saúde, uma plataforma integrada que conecta serviços de análises clínicas, diagnóstico por imagem, vacinas, medicamentos e outros atendimentos, por meio de nossa rede e de parceiros.

Ao decidir deixar a gestão do Sabin, ampliei minha atuação em grupos e conselhos voltados à promoção da diversidade, da inclusão e do fortalecimento do empreendedorismo feminino em todo o Brasil. Na Capital Federal, não é diferente. Como vice-presidente da ABRH-DF e integrante do Grupo Mulheres do Brasil, do Conselho dos Hospitais da Rede Sarah e do Conselho do Hospital da Criança (ICIPE/HCB), sigo comprometida com essas causas.

Apesar da agenda cheia, não abro mão da convivência com minha família. Valorizo momentos de qualidade com meus três filhos, meu genro, minhas noras, meus seis netos e meu marido e amor da maturidade, Flávio Marcílio.

Nos 40 anos dessa jornada empreendedora, são muitas as histórias que eu poderia compartilhar. Mas, mais do que contar feitos, quero ser instrumento para inspirar outras mulheres a tirarem seus sonhos da gaveta. Espero deixar um legado que vá além da empresa – um legado de valores, coragem, propósito e impacto positivo.

Acredito que devemos influenciar o mundo com nossas atitudes, palavras e, sobretudo, com nossos exemplos. Sempre com fé, ética e compromisso com o bem comum.

Entre sonhos costurados e pontes erguidas

“Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas, porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno.” — Rubem Alves

Essa frase traduz o que sinto ao revisitar minha história. Minhas escolhas, das mais simples às mais ousadas, foram moldadas pelos valores que aprendi no lar. Meu próprio nascimento já foi uma resultado de perseverança e resiliência — virtudes que mais tarde se tornariam essenciais na minha jornada empreendedora.

Fui um bebê esperado por sete anos. Minha mãe, Cecília Joaquina Soares, era RH negativo; meu pai, Silvestre Soares, positivo. A incompatibilidade sanguínea trouxe perdas dolorosas de gestações, mas nunca diminuiu o desejo de me receber. E assim, no dia 25 de dezembro, em Inhapim, Minas Gerais, cheguei como um presente de Natal.

Sou a filha mais velha de três irmãos, criada em um lar onde as vozes femininas sempre tiveram força e presença. Fui guiada pelo exemplo de uma mulher admirável: minha mãe, filha mais velha de onze irmãos, sempre foi a voz firme que inspirava, organizava e impulsionava todos ao redor. Dona Cecília transformou seu talento na moda em profissão e se reinventou como empreendedora, provando que disciplina, coragem e conhecimento são sementes que florescem em qualquer solo.

Dela herdei o amor pelo trabalho bem feito e a convicção de que a independência se constrói. Ela costurava sonhos — não apenas vestidos impecáveis, mas valores de responsabilidade, perfeição e propósito que moldaram minha essência.

Desde cedo, eu era seu apoio. Com nove anos, pegava um ônibus para Caratinga, a 30 km de distância, para comprar aviamentos e tecidos. Escolhia linhas, botões e cortes com o cuidado que ela me ensinara e controlava o dinheiro com precisão. Essa confiança moldou minha autonomia.

Meu pai, Silvestre Soares — o “Vete”, como todos o chamavam — administrava uma pequena fazenda e também possuía uma Kombi com a qual prestava serviços a terceiros. Era um homem de riso fácil e coração generoso. Gostava de boa mesa, fazia questão de escolher pessoalmente os produtos da cozinha da família e tinha um carinho especial pelos momentos de convívio.

De meus pais, herdei características distintas que se completam. De minha mãe, a disciplina, o foco no trabalho e a fé inabalável. Do meu pai, a alegria de viver, o gosto por estar cercada de amigos e a leveza para celebrar a vida. Na visão da minha família, sou a melhor mistura dos dois — e é dessa combinação que nasceram a força e a ternura que levo para tudo o que faço.

Moramos em Inhapim até eu completar 17 anos. Minha mãe confeccionava todos os vestidos para festas e casamentos da cidade. Quando decidiu mudar-se para Belo Horizonte para que continuássemos os estudos, não teve medo:

“Se faço aqui, posso fazer lá”, disse.

Em BH, ampliou o negócio e a clientela, confirmando que coragem e competência são passaportes para qualquer destino.

Em 1972, prestei vestibular para a Universidade Federal de Minas Gerais. Estava bem preparada e obtive excelente desempenho. Minha pontuação me permitiria cursar Medicina, mas escolhi seguir o caminho da Bioquímica. Desde o início, me apaixonei pela área.
Na UFMG, as disciplinas básicas reuniam estudantes de diversos cursos. Éramos divididos em turmas por ordem alfabética e a minha começava na letra “O”. Foi assim que conheci Odilon, aluno de Odontologia. De colega de classe, ele se tornou namorado, e nos casamos em julho de 1977. Um ano depois, em agosto de 1978, nasceu nosso primeiro filho, Marcelo.

Formei-me em Farmácia-Bioquímica e, em 1979, mudei-me para Brasília com Odilon e Marcelo. Na capital, construí minha trajetória profissional, tive meus outros dois filhos, Guilherme e Gabriel, e, mais tarde, vi minha vida ser iluminada pelos meus netos.

Foi em Brasília que conheci Janete Vaz. Trabalhamos lado a lado em um laboratório particular e, desde o início, percebemos que não compartilhávamos apenas valores, mas também sonhos e uma visão de futuro. Ambas acreditávamos que uma empresa poderia prosperar colocando as pessoas no centro da estratégia, cultivando relações de confiança e buscando excelência em cada detalhe. Dessa sintonia nasceu o Sabin — um projeto tecido de propósito e amizade.

Enquanto o Sabin era formado, o cenário político e econômico do país também se transformava — nem sempre de forma favorável. O Brasil fervilhava pelas Diretas Já e a inflação chegava aos 228% ao ano. Eram tempos de incerteza, mas também de coragem para quem ousava empreender.

Quando lembro dos primeiros dias do Sabin, lembro de uma sala pequena na Asa Norte, de nós duas com coragem no olhar e quase nada no bolso — um sonho empurrado mais por vontade do que por estrutura. Brasília era um traçado de possibilidades, e ali, entre exames e esperanças, decidimos que o Sabin seria mais do que precisão técnica: seria alma.

À medida que o Sabin crescia, crescia também em mim o compromisso com a excelência.

Decidi então investir em minha formação: fiz mestrado em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB) e MBAs em Gestão de Negócios, pela UFRJ, e em Gestão Empresarial, pela Fundação Dom Cabral — sempre unindo conhecimento e prática para oferecer o melhor.

No Sabin, cada exame sempre foi mais do que um resultado impresso em papel. Por trás de cada atendimento há um nome, uma história, uma família que espera, um coração que bate mais rápido. Sempre acreditei que cuidar da saúde é também cuidar da esperança, o que não se mede em números. É por isso que, ao longo dos anos, buscamos criar um lugar onde a ciência caminhasse de mãos dadas com o afeto, onde a precisão dos resultados viesse acompanhada da certeza de que alguém se importa de verdade. Essa aposta no humano é o que nos fez crescer, sem nunca perder o olhar atento para quem mais importa: as pessoas.

Os primeiros seis anos foram desafiadores. Eu e Janete dividíamos as tarefas e a mesa de trabalho. Administrávamos com base na intuição e na percepção. Fazíamos exames, acompanhávamos clientes, cultivávamos relações com convênios e médicos e, ao final do dia, lavávamos e preparávamos o material para o dia seguinte. Tudo com entusiasmo e uma vontade enorme de crescer. Era o que me impulsionava e me recompensava. Era a concretização de um sonho.

O início também exigiu coragem e renúncia. Eu dividia meu tempo entre a nova empresa, o trabalho na Secretaria de Saúde do Distrito Federal e meus filhos pequenos. Perdi reuniões escolares, aniversários e encontros de família, mas sempre com a certeza de que estava construindo algo que, um dia, também seria motivo de orgulho para eles.
Enfrentamos preconceito por sermos duas mulheres jovens liderando um negócio de saúde. Muitos duvidavam que iríamos conseguir. Mas transformamos cada obstáculo em combustível.

Desde os primeiros dias, a inovação foi minha bússola. Participei de congressos nacionais e internacionais, busquei metodologias inéditas, introduzi tecnologias pioneiras e incentivei minha equipe a quebrar paradigmas. Cada viagem, cada palestra, cada contato com novas ideias era uma oportunidade de trazer algo que colocasse o Sabin na vanguarda do setor.
O clima que construímos também era incomum: no lugar da sobriedade dominante nos serviços de análises clínicas, havia calor humano. Atendentes sorridentes e atenciosos tratam os clientes pelo nome. Assim como hoje, nosso diferencial não estava apenas nos equipamentos, mas na experiência.

Nos anos 80, estruturamos a empresa com foco em qualidade e excelência. Na década seguinte, consolidamos nosso nome em Brasília. Em 2010, já líderes na capital e no Centro-Oeste, ousamos dar um passo maior: enquanto muitos recuavam diante da crise, nós escolhemos expandir.

O ousado plano de crescimento nacional, iniciado em 2012, se apoiou em três grandes pilares: fortalecer nossa governança para garantir transparência e longevidade; expandir geograficamente de norte a sul do país, unindo culturas e talentos sob uma mesma missão; e diversificar os negócios para ir além da medicina diagnóstica, ampliando nosso alcance e impacto.

Com a governança consolidada, chegou também um dos passos mais simbólicos da nossa trajetória: sair da operação diária para permitir que a empresa respirasse novos ares e ganhasse o ritmo próprio de uma nova liderança. Foi como ver um filho crescer, sabendo que era hora de confiar no que foi ensinado e deixá-lo seguir com segurança o próprio caminho. No Conselho de Administração, assumi a missão de ser guardiã do legado e da cultura que nos trouxeram até aqui, enquanto a nova gestão imprimia seu tempo, suas cores e seu jeito de liderar.

Vieram então os grandes voos: chegamos a mais de 78 cidades, integramos mais de 30 empresas à nossa história, criamos plataformas de atenção primária, apostamos em startups e healthtechs e ampliamos nossa presença no ecossistema de inovação — sempre mantendo o cuidado humano no centro.

Com o passar dos anos, percebemos que o Sabin não era apenas uma empresa de saúde. Era também um ponto de encontro entre ciência e humanidade. Nosso crescimento trouxe conquistas, mas também aumentou a responsabilidade de retribuir à sociedade tudo o que ela nos permitiu construir.

Foi dessa compreensão que nasceu um novo capítulo da nossa história. Em 2005, um gesto simples se transformou em algo maior: a certeza de que fazer o bem poderia ser mais do que uma escolha, poderia ser uma forma de vida. Assim nasceu o Instituto Sabin, pequeno em estrutura, mas imenso em propósito, edificado sobre as fundações que Janete e eu já vínhamos fortalecendo desde o início. Era a formalização de algo que sempre nos moveu: a responsabilidade social como essência, e não como acessório.

Lembro como se fosse hoje: éramos sementes plantadas no solo fértil de Brasília. Aos poucos, regamos esse projeto com cuidado, atenção e afeto. Entregamos não apenas recursos, mas olhares atentos, escutas verdadeiras e gestos que diziam

“nós nos importamos”.

Com o tempo, aquele broto ganhou raízes profundas e galhos largos, estendendo-se por 14 estados e alcançando milhões de pessoas com saúde, esperança e dignidade.
O Instituto Sabin é, antes de tudo, uma história de transformação — que começou pequena, mas cresceu no que tem de mais essencial: o impacto humano. Ele floresceu porque acreditamos que cuidar é agir, e que cada doação, cada ação e cada semente plantada são elos de uma corrente de solidariedade que não se rompe. Hoje, continuo sentindo orgulho de tudo o que construímos: um abraço coletivo que se expande e dá origem a novos abraços, multiplicando vida e esperança, vida afora.

Essa mesma força que nos moveu ao longo dos anos foi a que nos guiou no momento em que o mundo mais precisou de união e coragem. Quando em 2020, a pandemia chegou como uma tempestade inesperada, escura e intensa, exigindo firmeza no leme e coragem no coração, já sabíamos qual era o nosso norte: cuidar das pessoas. Escolhemos estar na linha de frente, guiados pelo compromisso de servir. Atuamos com a serenidade de quem entende que responsabilidade também é um ato de amor e com a ousadia de quem não teme inovar mesmo em mares turbulentos.

Continuamos investindo em transformação digital, em novos negócios e em formas mais humanas e inteligentes de entregar saúde. Mas, antes de tudo, olhamos para dentro: para a família, para os colaboradores, para cada pessoa que formava o nosso círculo mais próximo. Sabíamos que, para cuidar do mundo, precisávamos cuidar primeiro de quem estava ao nosso lado.

Aquele período se revelaria uma das maiores provas de fogo que já enfrentamos — e também uma das maiores lições. Aprendemos que ninguém atravessa tempestades sozinho e que o coletivo é a força que sustenta. A resposta do nosso time foi comovente: mais de dois mil colaboradores se ofereceram como voluntários para apoiar a vacinação no Distrito Federal, somando mais de 23 mil horas dedicadas. Montamos tendas, organizamos drive-thrus e aplicamos 58 mil doses de vacinas contra a Covid-19.

Em momentos assim, percebemos que o sentido de chegar longe é também levar outros conosco. Foi essa vivência — ver tantas mãos se unindo pelo bem comum — que reforçou ainda mais em mim a convicção de que sucesso não é linha de chegada, mas estrada compartilhada. Meu compromisso nunca se limitou às minhas próprias conquistas: sempre acreditei que quem chega até aqui tem o dever de manter o caminho aberto para que outras também possam chegar. E esse é um compromisso que assumi de forma ativa, tanto no Sabin quanto em toda a minha trajetória: inspirar mulheres, impulsionar carreiras, promover um ambiente empresarial mais ético, humano e inclusivo.

O meu legado vai além do empresarial. Está enraizado em uma atuação firme pela inclusão e pela diversidade, sustentada por políticas e práticas que garantem que a transformação social aconteça todos os dias — não como promessa distante, mas como realidade viva.
Essa missão também se estende para além das fronteiras do Sabin. Tenho orgulho de contribuir em conselhos e instituições que impulsionam o desenvolvimento empresarial e social, como o Conselho da Mulher do Distrito Federal, o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF, o Conselho Fiscal do CODESE – Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal, o Conselho Diretor da Universidade de Brasília (UnB) e o Conselho de Governança da Amcham. São espaços onde a escuta e a ação se encontram para construir futuros mais justos e sustentáveis. É nesse diálogo constante entre o fazer interno e o influenciar o mundo ao redor que encontro sentido no meu caminho.

Hoje, ao contemplar o Sabin — maduro, responsável, inovador e reconhecido nacionalmente — sinto a confirmação de que acertamos ao construir nosso caminho sobre os valores tão fortes. Nosso maior compromisso é com um legado que não se mede apenas em números ou resultados financeiros, mas na transformação que promovemos: um legado de impacto positivo, de gente cuidando de gente, de inovação a serviço do bem e de amor que se perpetua.

Assim como Brasília cresceu, se reinventou e aprendeu a abraçar pessoas vindas de todos os cantos do país, também aprendemos a transformar diversidade em força e futuro em oportunidade. Esta cidade foi o berço dos meus maiores desafios e conquistas, cenário onde vi sonhos ganharem corpo e propósito. E, se Brasília é uma capital erguida para unir um país inteiro, o Sabin é a obra que erguemos para unir ciência e cuidado, técnica e afeto — um legado que, assim como esta cidade, continuará a pulsar muito além do meu tempo.

Brasília recebe o Kabbalah Centre nesta Lua Cheia

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Duas palestras com o professor David Zakin acontecem no dia 27 de agosto e abordam propósito da alma, consciência, responsabilidade, liderança e transformação coletiva

Brasília recebe, nesta quinta-feira, 27 de agosto, o Kabbalah Centre para uma programação especial em torno do tema propósito da alma, consciência e liderança. Em dois encontros realizados no mesmo dia, o professor David Zakin, do Kabbalah Centre Brasil, apresenta os ensinamentos da Kabbalah e sua aplicação prática para a transformação individual e coletiva.

A programação começa às 9h30, no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, com a palestra “Propósito da Alma: Consciência, Responsabilidade e Liderança”, e continua às 19h, no Espaço Cavaná, no Noroeste de Brasília.

A escolha da data ganha um significado especial por acontecer durante a Lua Cheia, tradicionalmente associada, em diferentes culturas, a momentos de maior luminosidade, expansão e revelação.

Kabbalah, consciência e poder
Na Câmara dos Deputados, David Zakin propõe uma reflexão sobre a relação entre consciência, responsabilidade e liderança, trazendo a perspectiva da Kabbalah para um diálogo contemporâneo sobre poder e impacto coletivo.

A palestra apresenta a Kabbalah como uma tecnologia espiritual e prática para compreender as leis de causa e efeito, identificar padrões de reatividade e desenvolver maior consciência sobre as próprias escolhas.

A pergunta central é: como transformar consciência individual em responsabilidade coletiva?

Realizar esse debate dentro da Câmara dos Deputados acrescenta uma dimensão particular ao encontro, convidando a uma reflexão sobre como pessoas em posições de liderança e poder podem ampliar sua consciência sobre o impacto de suas decisões.

À noite, propósito da alma e transformação
Às 19h, a programação segue no Espaço Cavaná, onde David Zakin aprofundará a reflexão sobre propósito da alma e transformação pessoal, criando um espaço de encontro e diálogo com o público.

A proposta é apresentar ferramentas da Kabbalah que possam ser aplicadas à vida cotidiana, ajudando a compreender desafios, escolhas e padrões de comportamento e a construir uma relação mais consciente com a própria trajetória.

Mais de um século de Kabbalah
Fundado em 1922, em Jerusalém, pelo Rav Yehuda Ashlag, o Kabbalah Centre possui mais de um século de história dedicada ao estudo e à disseminação da sabedoria da Kabbalah. Atualmente, a instituição está presente em mais de 40 cidades ao redor do mundo.

Entre seus estudantes mais conhecidos está Madonna, que estuda Kabbalah no Kabbalah Centre há quase três décadas. Sua relação com essa tradição contribuiu para ampliar a presença da Kabbalah no imaginário cultural contemporâneo.

No Brasil, o professor David Zakin integra o Kabbalah Centre Brasil e atua na formação de estudantes, apresentando os ensinamentos kabalísticos como ferramentas práticas para o desenvolvimento da consciência e da liderança sobre a própria vida.

Duas palestras, um mesmo convite
Em dois espaços diferentes de Brasília, a programação propõe uma mesma reflexão:

O que podemos transformar em nós mesmos para transformar a realidade da qual fazemos parte?

Nesta Lua Cheia, o Kabbalah Centre convida Brasília a olhar para dentro — e também para o impacto que cada indivíduo pode produzir no mundo ao seu redor.

SERVIÇO
KABBALAH CENTRE EM BRASÍLIA — LUA CHEIA

27 de agosto de 2026 — quinta-feira

9h30 — Câmara dos Deputados
Palestra: Propósito da Alma: Consciência, Responsabilidade e Liderança
Auditório Freitas Nobre — Câmara dos Deputados
Entrada gratuita

19h — Espaço Cavaná
Palestra sobre Propósito da Alma e Kabbalah
CRNW 510, Bloco B (ao lado da loja Peça Rara – no mezanino do Restaurante Regali) — Noroeste, Brasília/DF
Entrada gratuita

PaulOOctavio lança Residencial Eda Coutinho, em Águas Claras

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Empreendimento em homenagem à educadora terá 34 apartamentos de três quartos, rooftop com piscina e vista panorâmica, além de soluções de conforto, segurança, sustentabilidade e tecnologia_

A PaulOOctavio lançou, neste sábado (22), o Residencial Eda Coutinho, empreendimento imobiliário localizado na Avenida Jacarandá, em Águas Claras. O projeto homenageia a educadora Eda Coutinho, fundadora do Centro Universitário Iesb, e celebra uma trajetória marcada pela dedicação à educação e à formação de milhares de estudantes.

A solenidade de lançamento reuniu Eda Coutinho, familiares, convidados, engenheiros, arquitetos e profissionais envolvidos na realização do empreendimento. O evento foi marcado por depoimentos emocionados e pela relação pessoal entre a homenageada e o empresário Paulo Octávio, presidente das Organizações PaulOOctavio.

“Hoje é uma alegria para mim, pois nunca havia homenageado uma pessoa que tivesse sido minha professora”, afirmou Paulo Octávio. Ele lembrou que conheceu Eda quando tinha 17 anos e estudava no antigo Ciem, onde ela foi sua orientadora e professora.

Ao recordar a relação com a educadora, Paulo Octávio destacou o carinho que recebeu durante os anos de formação. “Ela me dava um tratamento assim que eu não merecia, sempre com muito carinho, com muita atenção”, contou, em tom descontraído.

Segundo o empresário, a escolha do nome representa uma homenagem especial dentro da trajetória da PaulOOctavio. “É muito emocionante poder homenagear você, hoje, por esse lançamento”, declarou.

*Homenagem à trajetória de Eda Coutinho*

Fundadora do IESB, Eda Coutinho construiu uma carreira dedicada à educação no Brasil e no exterior. Formada em Biblioteconomia e Pedagogia, possui mestrado e doutorado, cursado nos Estados Unidos, e pós-doutorado, na Alemanha.

A educadora também foi professora da Universidade de Brasília e da Unicamp, coordenou iniciativas ligadas à educação a distância e participou de programas de avaliação institucional do Ministério da Educação.

Para Paulo Octávio, a contribuição de Eda ultrapassa a sala de aula. Durante o lançamento, ele destacou a quantidade de alunos que passaram pela instituição criada pela educadora. “Eu não sei quantos milhares de alunos passaram nas suas mãos”, afirmou. Ao falar sobre o IESB, destacou ainda que a instituição atualmente possui cerca de 15 mil estudantes.

Paulo Octávio lembrou que a PaulOOctavio já prestou homenagens a mais de 100 personalidades em seus empreendimentos, incluindo nomes como JK, Jair Camargo e Lúcio Costa. “Nós homenageamos JK, Lúcio Costa e mais de 100 pessoas”, disse, ressaltando que as homenagens reconhecem ícones de diferentes profissões e áreas de atuação.

*Família agradece homenagem*

Representando a família, Edinho Machado de Sousa Filho agradeceu à PaulOOctavio pela iniciativa de homenagear sua mãe e destacou o significado de ver o nome da educadora eternizado em um empreendimento. “É um grande orgulho para essa família. A gente agradece imensamente”, afirmou.

Ele também ressaltou a admiração da família pelo trabalho desenvolvido pela construtora na transformação de Brasília. “A PaulOOctavio é um exemplo para a gente pelo fato de estar transformando a cidade há tanto tempo”, declarou.

Familiares de diferentes gerações participaram da solenidade, incluindo filhos, netos e a bisneta de Eda Coutinho. Durante o evento, a homenageada recebeu uma maquete do residencial, um exemplar de sua biografia e flores.

*Edifício com 34 apartamentos e arquitetura contemporânea*

O Residencial Eda Coutinho terá 34 apartamentos, com duas unidades por andar, distribuídos entre o quarto e o 20º pavimento. As plantas contam com três quartos, sendo uma suíte e duas semissuítes, com áreas privativas de 108,98m² a 123,23m². O empreendimento também terá duas unidades comerciais no térreo.

O projeto arquitetônico é assinado pela Crosara Arquitetura e reúne soluções contemporâneas e elementos de biofilia. O empreendimento também contempla paisagismo, interiores e obras de arte integradas, com participação de profissionais especializados.

Um dos destaques do residencial é o rooftop, que terá piscina elevada com vista panorâmica, academia climatizada e equipada e espaço gourmet com churrasqueira. O projeto também prevê hall social com controle de acesso por biometria, guarita, eclusa de segurança, sistema de CFTV e controle de acesso às garagens por tag.

Entre os diferenciais estão bicicletário coletivo com estrutura de apoio, infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, iluminação em LED, sensores de presença, medição individualizada de água, energia e gás, gerador para sistemas de emergência e automação predial.

As unidades terão sala integrada à cozinha, esquadrias piso-teto, orientação nascente, fechadura eletrônica, porcelanato de grande formato, bancadas em granito e infraestrutura para ar-condicionado e lava-louças.