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domingo, fevereiro 22, 2026

Calor extremo: especialista alerta para os riscos à saúde e orienta sobre a quantidade ideal diária e como proceder caso haja sinais de desidratação

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Segundo Dra. Elaine Dias JK, médica metabologista e PhD em endocrinologia pela USP, a atenção deve ser redobrada com gestantes, crianças, idosos e portadores de doenças crônicas

Desde 2023, o Brasil tem sido alvo de ondas de calor extremo, e a previsão para os próximos dias é que este fenômeno se repita com temperaturas que podem passar dos 40ºC em algumas regiões. Diante deste cenário, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, principalmente com crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.

De acordo com a Dra. Elaine Dias JK, que é metabologista e PHD em endocrinologia pela USP, a recomendação diária de ingestão de água é de 2 a 3 litros, porém, com a temperatura elevada, a transpiração é mais intensa, gerando uma perda maior de água e eletrólitos. “Nessas condições, é necessário aumentar a absorção de líquidos para compensar a eliminação de água pelo suor. Altitudes elevadas, respiração rápida e superficial também pode levar à perda de água pelo organismo, podendo provocar desidratação”, explica a médica.

Quando as temperaturas se elevam, o corpo utiliza de mecanismos para resfriamento, como por exemplo, o suor. Em excesso e sem a adequada reposição de fluidos e eletrólitos, ele pode causar desidratação e insolação. Entre as consequências da condição, estão: sonolência, desmaios, arritmias, confusão mental, insuficiência renal, acidente vascular cerebral e infarto.

Além das condições ambientais, a quantidade ideal para ingestão de água também varia conforme a idade, sexo, peso e nível de atividade física. “Uma conta fácil para calcular a ingestão de água é 30 a 40 ml por quilo de peso por dia. Diante do calor previsto, o ideal é redobrar a atenção e aumentar a recomendação mínima diária”, reforça a Dra. Elaine.

A especialista chama a atenção para os sinais de desidratação. Dentre os principais sintomas, estão: sede, boca seca, diminuição da produção de urina, urina de cor escura, cansaço, desânimo, sensação de tontura ou vertigem, fadiga, pele seca e fria e batimentos cardíacos acelerados.

A Dra. Elaine orienta que, se alguém apresentar sintomas que indiquem desidratação leve a moderada, as medidas caseiras de primeiros socorros são:

– Beber líquidos em pequenos goles, preferencialmente água ou soluções de reidratação oral. É extremamente importante que seja devagar, para não causar hiponatremia;

– Evitar bebidas com cafeína ou álcool, pois podem piorar a desidratação;

– Consumir alimentos ricos em água, como frutas e vegetais;

– Repousar e evitar atividades físicas intensas;

– Caso a desidratação seja devido a vômitos ou diarreia, é importante tentar repor os líquidos perdidos. Mas, se os sintomas persistirem, é essencial procurar atendimento médico.

“Se a desidratação for grave ou associada a outros sintomas preocupantes, como confusão mental, dificuldade para respirar ou batimentos cardíacos irregulares, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessário tratamento mais específico e intervenções médicas”, finaliza a Dra. Elaine.

 

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