Legenda é a primeira a oficializar, em votação partidária, o apoio à candidatura de Lula em 2026.
Lideranças do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de todo o país participaram, nesta segunda-feira (20), da Convenção Nacional Partidária e Eleitoral, realizada na sede nacional da legenda, em Brasília.
Entre as principais deliberações do encontro, o PDT oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
Durante a reunião, os integrantes do Diretório Nacional também analisaram a conjuntura política do país, elegeram a nova Executiva Nacional e deliberaram sobre temas relacionados à organização partidária e às estratégias para o próximo pleito.
A senadora Leila do Vôlei (DF) destacou a unidade do partido em torno da reeleição do presidente Lula e afirmou que o Brasil vem retomando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social desde 2023.
“Durante a pandemia, o Brasil viveu um dos momentos mais difíceis da sua história. Além da crise sanitária, vimos o desmonte de políticas públicas e o avanço da fome e da desigualdade. O PDT esteve ao lado do presidente Lula na reconstrução do país e temos a certeza de que estamos do lado certo da história: ao lado do povo brasileiro. Agora, diante de um cenário internacional cada vez mais desafiador, é hora de fortalecer a democracia, defender a soberania nacional e consolidar programas e projetos para construirmos um Brasil mais justo para todos”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o país precisa preservar os avanços conquistados nos últimos anos e impedir retrocessos democráticos. Ele destacou a recuperação da economia, a redução do desemprego e o combate à insegurança alimentar, além de defender investimentos em educação como instrumento para o desenvolvimento de um país soberano.
“Mesmo sem ter um diploma universitário, sou o presidente que mais construiu universidades e institutos federais neste país. Sei que não existe nada mais necessário, barato e eficaz para o desenvolvimento e fortalecimento do país do que investir em educação. Por isso, não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a governar este país para destruir os avanços que temos conquistado”, afirmou Lula.
Defesa da democracia e da soberania nacional marca convenção
Em seus discursos, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defenderam a união das forças democráticas diante do avanço da extrema direita no mundo e reforçaram a importância da soberania nacional como eixo central da aliança entre os partidos.
Carlos Lupi afirmou que o apoio do PDT ao presidente Lula está diretamente ligado à trajetória histórica da legenda na defesa dos trabalhadores, da democracia e dos interesses nacionais.
“Nós temos um lado na história. Uma história de luta pelos brasileiros, uma luta pela nossa soberania e contra o imperialismo que tenta impedir o crescimento do Brasil. É esse histórico que nos faz apoiar o presidente Lula nessas eleições. Nós não podemos aceitar que nossa riqueza seja entregue a outras nações. A humanidade levou anos para construir as bases democráticas e de preservação dos direitos humanos. E estamos vendo essas conquistas serem destruídas pela ganância de Donald Trump, que representa o retrocesso e a desunião.”
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a eleição de 2026 como uma das mais importantes da história recente do país. Segundo ele, o fortalecimento do autoritarismo e da extrema direita exige a construção de uma ampla frente comprometida com a democracia.
“A eleição deste ano é importante não apenas para a continuidade do processo de reconstrução do país, das políticas públicas e de uma economia que cresce de forma sustentável. Reeleger o presidente Lula significa também sinalizar para o mundo que é possível a democracia vencer a barbárie e o fascismo.”
Edinho também defendeu a construção de uma aliança comprometida com as futuras gerações e com a defesa da soberania brasileira.
“Estamos construindo uma aliança para deixar um legado para as futuras gerações. O Brasil não é quintal nem puxadinho dos Estados Unidos. Queremos construir um país onde nossas riquezas pertençam ao povo brasileiro e onde haja igualdade de oportunidades para todos.”




