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domingo, abril 12, 2026
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Neurociência, Espiritualidade e Estoicismo

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Estou lendo Sobre a Dor Humana: Neurociência, Espiritualidade e Estoicismo, do meu irmão, o médico cirurgião Kelsen Teixeira. (Disponível no Amazon)

É um livro que une ciência, filosofia e espiritualidade para compreender a dor humana de forma profunda e sensível.

Uma leitura que provoca reflexão, acolhe o sofrimento e mostra caminhos de ressignificação, autoconhecimento e fortalecimento interior. Recomendo muito a leitura.

Kaio Teixeira

Brasília é uma terra de oportunidades.

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Nasceu assim e, ao longo do tempo, mantém-se como uma cidade acolhedora.

Foi nesse solo fértil que, recém-formada e apenas com um diploma em mãos, encontrei uma amiga, Sandra Soares Costa. Juntas, sonhamos e fundamos o que viria a se tornar o Grupo Sabin.

Meus primeiros ensinamentos de empreendedorismo começaram na Fazenda Sapato Arcado, no município de Anápolis (GO), onde morei até os dez anos, observando meu pai, Antônio, negociar gado e lavoura no alpendre de casa. Foi com ele que aprendi que precisamos honrar todos os nossos compromissos. Ele me dizia que:

“a sua palavra vale mais do que a sua assinatura”.

Papai tinha seu jeito próprio de fazer gestão, sem ferramentas complexas, planilhas ou uma multidão de conselheiros. Ele era ético, honesto, humilde e cheio de determinação.

Já com minha mãe, Geralda, aprendi a ser zelosa e a me dedicar com excelência em tudo o que eu fizesse. Ela sempre foi muito dedicada à nossa família e ao nosso bem estar, e ao cuidado com ela mesma. O DNA de cuidar das pessoas eu herdei dela!

Ali, na fazenda, aprendi com meus pais as virtudes da vida simples e rica do campo. Cresci em meio aos animais soltos – gatos, cachorros, vacas, porcos, galinhas, cavalos – e às experiências cotidianas que moldaram meu olhar sobre o mundo. Ajudava meus pais em tudo o que podia e, com eles, aprendi lições fundamentais sobre trabalho, caráter e fé, que até hoje são os pilares que me sustentam. A Bíblia, especialmente o livro de Provérbios, tem sido guia constante – como no versículo que diz:

“O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com aqueles que tomam conselhos”.

Anos mais tarde, mudamos para Anápolis para que eu pudesse continuar os estudos. Fui aprovada no vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde concluí os cursos de Farmácia e Bioquímica.

Depois de formada, decidi vir para Brasília. O ano era 1980 e a cidade, com apenas 19 anos, apresentava muitas oportunidades. Mas, o início não foi muito fácil. Consegui apenas um estágio não remunerado, sem passagem para o transporte e sem vale-refeição.

Um ano mais tarde, em 1981, consegui meu primeiro emprego formal em um laboratório de análises clínicas. Lá conheci uma colega de profissão que se tornou minha grande amiga, Sandra Soares Costa. Além da amizade, conquistei uma sócia, que compartilhou comigo o sonho de empreendedorismo e, em 1984, fundamos o Sabin. A empresa nasceu em uma sala de 90 m² na Asa Norte, ao lado do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), com apenas três colaboradores.

Durante sete anos, atuei como servidora pública e liderei o segundo maior laboratório do Distrito Federal, o do Hospital Regional de Taguatinga. Esse período me deu uma base sólida em gestão e foi um tempo valioso de aprendizado. E, ao mesmo tempo, exercia a função de mãe.

Eu não tinha família e parentes ao lado para ajudar a criar os filhos. Eram 15 minutos para passar em casa, almoçar em pé e ajudá-los a fazer o dever. Preocupava-me que meus filhos sentissem minha falta. Por isso, mais tarde, cheguei a buscar um psicólogo. Ele disse que eu seria um bom exemplo para eles, e que, um dia, meus filhos sentiriam orgulho da mãe. E foi verdade.

Como o Sabin estava começando e precisava da nossa dedicação, aos poucos, fui me desligando dos outros trabalhos e transferindo atividades para os finais de semana e para as noites. Até que tomei uma decisão difícil: pedi exoneração dos cargos públicos. Foi um período desafiador, porém essencial para consolidar nosso sonho. Com dedicação, inovação e qualidade superamos todas as adversidades de abrir um negócio nos anos 80.

Venho de uma geração de mulheres empreendedoras que me encorajaram a contribuir para o desenvolvimento do país e das pessoas. Desde o início da empresa, sempre buscamos as melhores referências nacionais e internacionais. Começamos a participar de congressos de patologia e análises clínicas para saber quais as novidades em lançamentos, metodologias e inovações. Buscamos especializações em Administração e Gestão de Processos e de Pessoas e começamos a capacitar e a desenvolver nossos colaboradores.

Além disso, trouxemos valores familiares para o nosso negócio. No Sabin, falamos de Deus no ambiente de trabalho com a maior naturalidade, não no sentido da religião, mas para valorizar princípios, como a gratidão, a humildade, a responsabilidade e a justiça. Devemos que trabalhar valores familiares na empresa, sem perder o foco em nosso propósito: inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

Nossa história familiar influenciou profundamente a forma como construímos a cultura do Sabin. No início, encontrar equilíbrio entre trabalho, maternidade e gestão foi exaustivo, mas necessário. Não à toa, entender as necessidades dos colaboradores tornou-se um dos pilares da nossa gestão.

Vejo os colaboradores do Sabin como uma família, pessoas que precisam ser valorizadas e cuidadas. Cuidamos não apenas da saúde, mas das pessoas que fazem a empresa acontecer.

Acreditamos que um ambiente de trabalho saudável, inclusivo e respeitoso gera não só bem-estar, mas também resultados. Com essa visão, valorizamos a diversidade e contratamos com base nas competências. No Sabin, promovemos o respeito às diferenças e incentivamos a superação de preconceitos e crenças limitantes.

Hoje, 77% dos nossos colaboradores são mulheres, e 74% delas ocupam cargos de liderança. Isso reflete diretamente na forma como nos relacionamos com clientes, parceiros e com a sociedade.

Nossos valores familiares também sempre nos despertaram a buscar melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os projetos sociais que Sandra e eu realizávamos, desde o início da empresa, de forma empírica, foram ganhando corpo.

Com o objetivo de promover cuidado e bem-estar à população, fundamos, em 2005, o Instituto Sabin, como braço social, para construir parcerias e implementar ações e projetos de impacto socioambiental nas comunidades onde estamos presentes. Faz parte da nossa essência cuidar das comunidades onde atuamos e manter um olhar atento para programas e ações sustentáveis.

Isso tem conexão direta com o propósito do Grupo que é inspirar pessoas a cuidar de pessoas. São 20 anos consecutivos de investimento social privado do Grupo Sabin e um investimento, nesse período, superior a R$ 50 milhões em programas e projetos de promoção ao ecossistema de impacto e responsabilidade social.

Expansão, inovação e legado

Com o apoio da Fundação Dom Cabral, em 2010 iniciamos um planejamento estratégico que visava a expansão estruturada e a multiplicação da nossa cultura organizacional. Desenhamos a visão do grupo para 2020 e, mais tarde, até 2030.

Três anos depois, ao completar 30 anos à frente do Sabin – hoje Grupo Sabin –, tomei uma das decisões mais importantes e difíceis da minha vida. Me voltei para Deus e para os ensinamentos da minha família para buscar sabedoria. Inspirada pelos acertos e erros de meu pai ao conduzir a transição da fazenda, percebi que era o momento de me afastar da gestão diária e pensar no futuro da empresa.

Desse processo surgiu a decisão de que era o momento de Sandra e eu assumirmos ações estratégicas do Sabin e nos dedicarmos à preservação da nossa cultura de valorização das pessoas mesmo diante um crescimento inorgânico acelerado (por meio de aquisições), bem como assumindo compromissos para o fortalecimento do empreendedorismo e empoderamento feminino.

Como buscamos investir nos nossos colaboradores para que continuem trabalhando e crescendo conosco, em 2014, Lídia Abdalla — que começou no Sabin como trainee em 1999 — assumiu a presidência executiva da empresa.

No mesmo ano, Sandra e eu decidimos integrar o Conselho de Administração do Grupo Sabin. A cultura que chamamos de ‘Jeito Sabin’ está hoje presente em 358 unidades, distribuídas por 78 cidades de 14 estados, além do Distrito Federal. É gratificante quando a empresa se torna maior do que nós.

Com o propósito de cuidar das pessoas de forma integral, diversificamos os serviços do grupo, incluindo atenção primária à saúde, genômica e saúde digital. Em 2021, lançamos a Rita Saúde, uma plataforma integrada que conecta serviços de análises clínicas, diagnóstico por imagem, vacinas, medicamentos e outros atendimentos, por meio de nossa rede e de parceiros.

Ao decidir deixar a gestão do Sabin, ampliei minha atuação em grupos e conselhos voltados à promoção da diversidade, da inclusão e do fortalecimento do empreendedorismo feminino em todo o Brasil. Na Capital Federal, não é diferente. Como vice-presidente da ABRH-DF e integrante do Grupo Mulheres do Brasil, do Conselho dos Hospitais da Rede Sarah e do Conselho do Hospital da Criança (ICIPE/HCB), sigo comprometida com essas causas.

Apesar da agenda cheia, não abro mão da convivência com minha família. Valorizo momentos de qualidade com meus três filhos, meu genro, minhas noras, meus seis netos e meu marido e amor da maturidade, Flávio Marcílio.

Nos 40 anos dessa jornada empreendedora, são muitas as histórias que eu poderia compartilhar. Mas, mais do que contar feitos, quero ser instrumento para inspirar outras mulheres a tirarem seus sonhos da gaveta. Espero deixar um legado que vá além da empresa – um legado de valores, coragem, propósito e impacto positivo.

Acredito que devemos influenciar o mundo com nossas atitudes, palavras e, sobretudo, com nossos exemplos. Sempre com fé, ética e compromisso com o bem comum.

Entre sonhos costurados e pontes erguidas

“Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas, porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno.” — Rubem Alves

Essa frase traduz o que sinto ao revisitar minha história. Minhas escolhas, das mais simples às mais ousadas, foram moldadas pelos valores que aprendi no lar. Meu próprio nascimento já foi uma resultado de perseverança e resiliência — virtudes que mais tarde se tornariam essenciais na minha jornada empreendedora.

Fui um bebê esperado por sete anos. Minha mãe, Cecília Joaquina Soares, era RH negativo; meu pai, Silvestre Soares, positivo. A incompatibilidade sanguínea trouxe perdas dolorosas de gestações, mas nunca diminuiu o desejo de me receber. E assim, no dia 25 de dezembro, em Inhapim, Minas Gerais, cheguei como um presente de Natal.

Sou a filha mais velha de três irmãos, criada em um lar onde as vozes femininas sempre tiveram força e presença. Fui guiada pelo exemplo de uma mulher admirável: minha mãe, filha mais velha de onze irmãos, sempre foi a voz firme que inspirava, organizava e impulsionava todos ao redor. Dona Cecília transformou seu talento na moda em profissão e se reinventou como empreendedora, provando que disciplina, coragem e conhecimento são sementes que florescem em qualquer solo.

Dela herdei o amor pelo trabalho bem feito e a convicção de que a independência se constrói. Ela costurava sonhos — não apenas vestidos impecáveis, mas valores de responsabilidade, perfeição e propósito que moldaram minha essência.

Desde cedo, eu era seu apoio. Com nove anos, pegava um ônibus para Caratinga, a 30 km de distância, para comprar aviamentos e tecidos. Escolhia linhas, botões e cortes com o cuidado que ela me ensinara e controlava o dinheiro com precisão. Essa confiança moldou minha autonomia.

Meu pai, Silvestre Soares — o “Vete”, como todos o chamavam — administrava uma pequena fazenda e também possuía uma Kombi com a qual prestava serviços a terceiros. Era um homem de riso fácil e coração generoso. Gostava de boa mesa, fazia questão de escolher pessoalmente os produtos da cozinha da família e tinha um carinho especial pelos momentos de convívio.

De meus pais, herdei características distintas que se completam. De minha mãe, a disciplina, o foco no trabalho e a fé inabalável. Do meu pai, a alegria de viver, o gosto por estar cercada de amigos e a leveza para celebrar a vida. Na visão da minha família, sou a melhor mistura dos dois — e é dessa combinação que nasceram a força e a ternura que levo para tudo o que faço.

Moramos em Inhapim até eu completar 17 anos. Minha mãe confeccionava todos os vestidos para festas e casamentos da cidade. Quando decidiu mudar-se para Belo Horizonte para que continuássemos os estudos, não teve medo:

“Se faço aqui, posso fazer lá”, disse.

Em BH, ampliou o negócio e a clientela, confirmando que coragem e competência são passaportes para qualquer destino.

Em 1972, prestei vestibular para a Universidade Federal de Minas Gerais. Estava bem preparada e obtive excelente desempenho. Minha pontuação me permitiria cursar Medicina, mas escolhi seguir o caminho da Bioquímica. Desde o início, me apaixonei pela área.
Na UFMG, as disciplinas básicas reuniam estudantes de diversos cursos. Éramos divididos em turmas por ordem alfabética e a minha começava na letra “O”. Foi assim que conheci Odilon, aluno de Odontologia. De colega de classe, ele se tornou namorado, e nos casamos em julho de 1977. Um ano depois, em agosto de 1978, nasceu nosso primeiro filho, Marcelo.

Formei-me em Farmácia-Bioquímica e, em 1979, mudei-me para Brasília com Odilon e Marcelo. Na capital, construí minha trajetória profissional, tive meus outros dois filhos, Guilherme e Gabriel, e, mais tarde, vi minha vida ser iluminada pelos meus netos.

Foi em Brasília que conheci Janete Vaz. Trabalhamos lado a lado em um laboratório particular e, desde o início, percebemos que não compartilhávamos apenas valores, mas também sonhos e uma visão de futuro. Ambas acreditávamos que uma empresa poderia prosperar colocando as pessoas no centro da estratégia, cultivando relações de confiança e buscando excelência em cada detalhe. Dessa sintonia nasceu o Sabin — um projeto tecido de propósito e amizade.

Enquanto o Sabin era formado, o cenário político e econômico do país também se transformava — nem sempre de forma favorável. O Brasil fervilhava pelas Diretas Já e a inflação chegava aos 228% ao ano. Eram tempos de incerteza, mas também de coragem para quem ousava empreender.

Quando lembro dos primeiros dias do Sabin, lembro de uma sala pequena na Asa Norte, de nós duas com coragem no olhar e quase nada no bolso — um sonho empurrado mais por vontade do que por estrutura. Brasília era um traçado de possibilidades, e ali, entre exames e esperanças, decidimos que o Sabin seria mais do que precisão técnica: seria alma.

À medida que o Sabin crescia, crescia também em mim o compromisso com a excelência.

Decidi então investir em minha formação: fiz mestrado em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB) e MBAs em Gestão de Negócios, pela UFRJ, e em Gestão Empresarial, pela Fundação Dom Cabral — sempre unindo conhecimento e prática para oferecer o melhor.

No Sabin, cada exame sempre foi mais do que um resultado impresso em papel. Por trás de cada atendimento há um nome, uma história, uma família que espera, um coração que bate mais rápido. Sempre acreditei que cuidar da saúde é também cuidar da esperança, o que não se mede em números. É por isso que, ao longo dos anos, buscamos criar um lugar onde a ciência caminhasse de mãos dadas com o afeto, onde a precisão dos resultados viesse acompanhada da certeza de que alguém se importa de verdade. Essa aposta no humano é o que nos fez crescer, sem nunca perder o olhar atento para quem mais importa: as pessoas.

Os primeiros seis anos foram desafiadores. Eu e Janete dividíamos as tarefas e a mesa de trabalho. Administrávamos com base na intuição e na percepção. Fazíamos exames, acompanhávamos clientes, cultivávamos relações com convênios e médicos e, ao final do dia, lavávamos e preparávamos o material para o dia seguinte. Tudo com entusiasmo e uma vontade enorme de crescer. Era o que me impulsionava e me recompensava. Era a concretização de um sonho.

O início também exigiu coragem e renúncia. Eu dividia meu tempo entre a nova empresa, o trabalho na Secretaria de Saúde do Distrito Federal e meus filhos pequenos. Perdi reuniões escolares, aniversários e encontros de família, mas sempre com a certeza de que estava construindo algo que, um dia, também seria motivo de orgulho para eles.
Enfrentamos preconceito por sermos duas mulheres jovens liderando um negócio de saúde. Muitos duvidavam que iríamos conseguir. Mas transformamos cada obstáculo em combustível.

Desde os primeiros dias, a inovação foi minha bússola. Participei de congressos nacionais e internacionais, busquei metodologias inéditas, introduzi tecnologias pioneiras e incentivei minha equipe a quebrar paradigmas. Cada viagem, cada palestra, cada contato com novas ideias era uma oportunidade de trazer algo que colocasse o Sabin na vanguarda do setor.
O clima que construímos também era incomum: no lugar da sobriedade dominante nos serviços de análises clínicas, havia calor humano. Atendentes sorridentes e atenciosos tratam os clientes pelo nome. Assim como hoje, nosso diferencial não estava apenas nos equipamentos, mas na experiência.

Nos anos 80, estruturamos a empresa com foco em qualidade e excelência. Na década seguinte, consolidamos nosso nome em Brasília. Em 2010, já líderes na capital e no Centro-Oeste, ousamos dar um passo maior: enquanto muitos recuavam diante da crise, nós escolhemos expandir.

O ousado plano de crescimento nacional, iniciado em 2012, se apoiou em três grandes pilares: fortalecer nossa governança para garantir transparência e longevidade; expandir geograficamente de norte a sul do país, unindo culturas e talentos sob uma mesma missão; e diversificar os negócios para ir além da medicina diagnóstica, ampliando nosso alcance e impacto.

Com a governança consolidada, chegou também um dos passos mais simbólicos da nossa trajetória: sair da operação diária para permitir que a empresa respirasse novos ares e ganhasse o ritmo próprio de uma nova liderança. Foi como ver um filho crescer, sabendo que era hora de confiar no que foi ensinado e deixá-lo seguir com segurança o próprio caminho. No Conselho de Administração, assumi a missão de ser guardiã do legado e da cultura que nos trouxeram até aqui, enquanto a nova gestão imprimia seu tempo, suas cores e seu jeito de liderar.

Vieram então os grandes voos: chegamos a mais de 78 cidades, integramos mais de 30 empresas à nossa história, criamos plataformas de atenção primária, apostamos em startups e healthtechs e ampliamos nossa presença no ecossistema de inovação — sempre mantendo o cuidado humano no centro.

Com o passar dos anos, percebemos que o Sabin não era apenas uma empresa de saúde. Era também um ponto de encontro entre ciência e humanidade. Nosso crescimento trouxe conquistas, mas também aumentou a responsabilidade de retribuir à sociedade tudo o que ela nos permitiu construir.

Foi dessa compreensão que nasceu um novo capítulo da nossa história. Em 2005, um gesto simples se transformou em algo maior: a certeza de que fazer o bem poderia ser mais do que uma escolha, poderia ser uma forma de vida. Assim nasceu o Instituto Sabin, pequeno em estrutura, mas imenso em propósito, edificado sobre as fundações que Janete e eu já vínhamos fortalecendo desde o início. Era a formalização de algo que sempre nos moveu: a responsabilidade social como essência, e não como acessório.

Lembro como se fosse hoje: éramos sementes plantadas no solo fértil de Brasília. Aos poucos, regamos esse projeto com cuidado, atenção e afeto. Entregamos não apenas recursos, mas olhares atentos, escutas verdadeiras e gestos que diziam

“nós nos importamos”.

Com o tempo, aquele broto ganhou raízes profundas e galhos largos, estendendo-se por 14 estados e alcançando milhões de pessoas com saúde, esperança e dignidade.
O Instituto Sabin é, antes de tudo, uma história de transformação — que começou pequena, mas cresceu no que tem de mais essencial: o impacto humano. Ele floresceu porque acreditamos que cuidar é agir, e que cada doação, cada ação e cada semente plantada são elos de uma corrente de solidariedade que não se rompe. Hoje, continuo sentindo orgulho de tudo o que construímos: um abraço coletivo que se expande e dá origem a novos abraços, multiplicando vida e esperança, vida afora.

Essa mesma força que nos moveu ao longo dos anos foi a que nos guiou no momento em que o mundo mais precisou de união e coragem. Quando em 2020, a pandemia chegou como uma tempestade inesperada, escura e intensa, exigindo firmeza no leme e coragem no coração, já sabíamos qual era o nosso norte: cuidar das pessoas. Escolhemos estar na linha de frente, guiados pelo compromisso de servir. Atuamos com a serenidade de quem entende que responsabilidade também é um ato de amor e com a ousadia de quem não teme inovar mesmo em mares turbulentos.

Continuamos investindo em transformação digital, em novos negócios e em formas mais humanas e inteligentes de entregar saúde. Mas, antes de tudo, olhamos para dentro: para a família, para os colaboradores, para cada pessoa que formava o nosso círculo mais próximo. Sabíamos que, para cuidar do mundo, precisávamos cuidar primeiro de quem estava ao nosso lado.

Aquele período se revelaria uma das maiores provas de fogo que já enfrentamos — e também uma das maiores lições. Aprendemos que ninguém atravessa tempestades sozinho e que o coletivo é a força que sustenta. A resposta do nosso time foi comovente: mais de dois mil colaboradores se ofereceram como voluntários para apoiar a vacinação no Distrito Federal, somando mais de 23 mil horas dedicadas. Montamos tendas, organizamos drive-thrus e aplicamos 58 mil doses de vacinas contra a Covid-19.

Em momentos assim, percebemos que o sentido de chegar longe é também levar outros conosco. Foi essa vivência — ver tantas mãos se unindo pelo bem comum — que reforçou ainda mais em mim a convicção de que sucesso não é linha de chegada, mas estrada compartilhada. Meu compromisso nunca se limitou às minhas próprias conquistas: sempre acreditei que quem chega até aqui tem o dever de manter o caminho aberto para que outras também possam chegar. E esse é um compromisso que assumi de forma ativa, tanto no Sabin quanto em toda a minha trajetória: inspirar mulheres, impulsionar carreiras, promover um ambiente empresarial mais ético, humano e inclusivo.

O meu legado vai além do empresarial. Está enraizado em uma atuação firme pela inclusão e pela diversidade, sustentada por políticas e práticas que garantem que a transformação social aconteça todos os dias — não como promessa distante, mas como realidade viva.
Essa missão também se estende para além das fronteiras do Sabin. Tenho orgulho de contribuir em conselhos e instituições que impulsionam o desenvolvimento empresarial e social, como o Conselho da Mulher do Distrito Federal, o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF, o Conselho Fiscal do CODESE – Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal, o Conselho Diretor da Universidade de Brasília (UnB) e o Conselho de Governança da Amcham. São espaços onde a escuta e a ação se encontram para construir futuros mais justos e sustentáveis. É nesse diálogo constante entre o fazer interno e o influenciar o mundo ao redor que encontro sentido no meu caminho.

Hoje, ao contemplar o Sabin — maduro, responsável, inovador e reconhecido nacionalmente — sinto a confirmação de que acertamos ao construir nosso caminho sobre os valores tão fortes. Nosso maior compromisso é com um legado que não se mede apenas em números ou resultados financeiros, mas na transformação que promovemos: um legado de impacto positivo, de gente cuidando de gente, de inovação a serviço do bem e de amor que se perpetua.

Assim como Brasília cresceu, se reinventou e aprendeu a abraçar pessoas vindas de todos os cantos do país, também aprendemos a transformar diversidade em força e futuro em oportunidade. Esta cidade foi o berço dos meus maiores desafios e conquistas, cenário onde vi sonhos ganharem corpo e propósito. E, se Brasília é uma capital erguida para unir um país inteiro, o Sabin é a obra que erguemos para unir ciência e cuidado, técnica e afeto — um legado que, assim como esta cidade, continuará a pulsar muito além do meu tempo.

Seu voto não pode ser treinado por um algoritmo de IA

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Eu aprendi cedo que a política é um espelho imperfeito do país. Ela revela nossas urgências, nossas esperanças e, principalmente, nossas feridas. Só que agora existe um novo ator nesse palco, silencioso e muito eficiente: a inteligência artificial generativa. E ela não entra em cena para “opinar”. Ela entra para produzir sensação, acelerar certezas e empurrar a sociedade para dentro de um corredor estreito, onde a dúvida vira fraqueza e o outro vira inimigo.

A campanha moderna já não precisa convencer todo mundo com a mesma mensagem. Com IA, é possível criar milhares de variações de um mesmo discurso em minutos, com imagens, textos e vídeos ajustados para cada público. Uma mesma ideia pode ganhar voz, rosto, sotaque e trilha diferentes, até encontrar o formato exato que faz você parar a rolagem e reagir. E, quando a reação vem, o sistema aprende. Ele entende o que te prende, o que te irrita, o que te comove. A partir daí, ele devolve mais do mesmo, só que mais intenso.

O perigo não mora apenas na mentira descarada. Mora na distorção com cara de verdade. Um vídeo real recortado para inverter o sentido. Um gráfico verdadeiro sem fonte, apresentado como prova definitiva. Um áudio com voz sintética dizendo o que nunca foi dito. Um rosto que parece gente de verdade, mas nunca existiu. Um dossiê com aparência oficial, feito para circular rápido, antes que alguém tenha tempo de checar. A IA não precisa inventar tudo. Basta mexer no contexto para deslocar a percepção.

E a polarização vira o terreno perfeito para isso. Porque conteúdo que provoca raiva e medo costuma se espalhar mais rápido do que conteúdo que explica. Os algoritmos não têm compromisso com a verdade; eles têm compromisso com o engajamento. Quanto mais você clica em candidatos, páginas e comentários do “seu lado”, mais a plataforma entende que deve te servir um mundo onde só existe um lado. Aos poucos, a timeline deixa de ser janela e vira túnel.

Eu costumo chamar isso de treino emocional. A pessoa não é convencida por argumentos, ela é condicionada por repetição, urgência e choque. E quando a emoção toma o volante, a democracia perde o freio. A conversa pública se degrada. O debate vira provocação. A política vira guerra de identidades.

Se existe uma defesa possível, ela começa por um gesto simples e quase contraintuitivo: desacelerar. Antes de compartilhar, pergunte se aquilo te informa ou te incendeia. Procure a origem. Quem publicou primeiro? Em qual site? Em que data? Com quais dados? Desconfie de prints e vídeos sem contexto. Compare com mais de uma fonte, inclusive fontes que não pensam como você. Use checadores de fatos quando o assunto for sensível. Faça busca reversa de imagens. E repare nos sinais de fabricação: cortes agressivos, legenda genérica, apelo emocional exagerado, ausência de fonte, promessa de “verdade que ninguém quer que você saiba”.

Outra defesa é comportamental e, sim, é desconfortável. Diversifique seus cliques. Você não precisa mudar de posição para sair da bolha, mas precisa furar o túnel. Ler análises diferentes por alguns minutos já reduz a manipulação algorítmica que te empurra para extremos.

A democracia não depende de unanimidade. Ela depende de confiança mínima na realidade compartilhada. Em tempos de IA generativa, a pergunta mais importante não é se algo parece convincente. É se aquilo é verificável. Seu voto é livre. Mas sua atenção precisa ser protegida.

Gilson Leal
Professor de Inteligência Artificial para Negócios. IDP

Festival Em Cantos promove oficina inédita de dança para famílias na Asa Sul*

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Parte da 4ª edição do festival, a oficina “Som em Movimento”, com Victória Oliveira, convida pais e filhos para uma vivência de conexão e afeto na Escola MIFÁSOL-LÁ, neste sábado (31/01)._

Dentro da programação da 4ª edição do *Festival Em Cantos – Música para Crianças*, que vem movimentando a cena cultural de Brasília com experiências sensoriais para a primeira infância, acontece no próximo dia 31 de janeiro (sábado) a oficina Som em Movimento. Ministrada pela especialista Victória Oliveira, a atividade será realizada na Escola de Música MIFÁSOL-LÁ (503 Sul), às 16h.

​O Festival Em Cantos é reconhecido por criar espaços de desaceleração e escuta sensível em meio à rotina urbana. Seguindo essa curadoria, a oficina propõe que o corpo, o movimento e o som criem um “território de afeto”, onde memórias são construídas e o vínculo familiar é fortalecido longe das telas.

*Uma experiência de dança para todos os corpos*

A proposta de Victória Oliveira para o festival é mesclar referências do *Body-Mind Centering (BMC)*, da educação somática e do conceito de *Danceability*.

Isso garante que a atividade seja inclusiva e respeite os diferentes ritmos de crianças (de 2 a 5 anos) e adultos, sem exigir qualquer técnica prévia de dança.

​”Imagine um espaço onde papai, mamãe e criança possam se mover juntos, criar e se divertir. Dançar junto é socializar, sentir a vitalidade do corpo e perceber a vibração do som”, explica a descrição da atividade.

Através de jogos corporais, uso de lenços e brincadeiras de estátua, a oficina estimula a imaginação e a expressão corporal de forma lúdica.

*Sobre o Festival Em Cantos-* O projeto se destaca no calendário do Distrito Federal por oferecer uma programação pensada especificamente para as sutilezas da infância, unindo música de qualidade, artistas renomados da cidade e formação de público desde os primeiros anos de vida.

O Festival Em Cantos é realizado pela Associação Artise de Arte e Acessibilidade e pela Ponte Studio Gravações, com apoio do Espaço Cultural Renato Russo, da Escola de Música Mi Fá Sol-Lá e da deputada federal Erika Kokay e conta com o fomento do Ministério da Cultura (MinC).

*Serviço*
*Oficina Som Em Movimento* (Programação Oficial – Festival Em Cantos)
Com Victória Oliveira
*Data:* 31 de janeiro (sábado)
*Horário:* 16h
*Local:* Escola de Música MIFÁSOL-LÁ
*Endereço:* EQS 503 Bloco B – Asa Sul, Brasília – DF
*Público-alvo:* Crianças de 2 a 5 anos acompanhadas dos responsáveis
*Entrada:* Gratuita mediante retirada no Sympla + doação de 1kg de alimento
*Redes Sociais:* @festivalemcantos

*Informações para imprensa*
Para entrevistas com Victória Oliveira ou curadores do Festival:
*Contato:* Ísis Dantas
*Telefone:* (61) 98115-9068
*E-mail:* isisdantas@gmail.com

Entrevista com o Secretário de Estado da Juventude do Distrito Federal André Kubitschek

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Fotos: Celso Junior e Rayra Paiva

Gestão, juventude e o legado que volta a apontar o futuro de Brasília

Brasília nasceu de um gesto de ousadia idealizado por Juscelino Kubitschek, ex-presidente da República e responsável pela construção da capital federal. Mais do que uma obra urbana, Brasília foi concebida como um projeto de desenvolvimento, integração nacional e oportunidades para as próximas gerações. Décadas depois, esse espírito se renova na atuação de André Kubitschek, empresário, advogado e atual secretário da Juventude do Distrito Federal.

Filho do empresário Paulo Octavio e de Anna Christina Kubitschek (neta de Juscelino Kubitschek), André construiu uma trajetória sólida no setor privado antes de ingressar na vida pública.

À frente da Secretaria da Juventude, tem defendido uma gestão orientada a resultados, impacto social e políticas públicas capazes de gerar oportunidades concretas para a juventude brasiliense.

 

 

 

O senhor construiu uma trajetória sólida como empresário à frente de empresas de grande porte, com impacto direto na geração de empregos e oportunidades. Acostumado a dinâmica do setor privado, por que decidiu abdicar das suas empresas para assumir os desafios da gestão pública e ingressar na política?

André Kubitschek: A iniciativa privada tem um papel essencial no desenvolvimento econômico, na geração de emprego e oportunidade. No entanto, a gestão pública amplia a capacidade de impacto social. No setor público, é possível estruturar políticas que alcançam milhares de pessoas de forma contínua. A decisão foi assumir essa responsabilidade contribuindo com planejamento, experiência e visão estratégica para a construção de soluções coletivas. O meu sonho é ver Brasília atingir o seu verdadeiro potencial.

De que forma sua experiência empresarial influencia sua atuação como gestor público?

André Kubitschek: O setor privado ensina estratégia, planejamento, eficiência e principalmente resultados. Trago essa lógica para a gestão pública, sempre respeitando o papel social do Estado. Isso se reflete em programas objetivos, parcerias institucionais e um acompanhamento rigoroso dos resultados.

Qual foi a principal diretriz ao assumir a Secretaria da Juventude do DF?

André Kubitschek: A diretriz foi clara desde o início: mais jovens estudando, trabalhando e sendo atendidos. Política pública precisa gerar impacto real. A Secretaria precisava sair do discurso e entregar oportunidades concretas, especialmente nas áreas de trabalho, qualificação e inclusão.

Quais programas sintetizam essa estratégia adotada pela sua gestão?

André Kubitschek: Destaco três frentes principais: o Jovem Candango, que amplia o acesso ao primeiro emprego; o Pró-Jovem Digital, focado em capacitação tecnológica e empregabilidade; e o Futuro em Conta, voltado à educação financeira, empreendedorismo e propósito.

 O programa Futuro em Conta tem chamado atenção pelo seu modelo. Como ele foi concebido?

André Kubitschek: O Futuro em Conta foi um programa que idealizei a partir da percepção de que a educação financeira é uma lacuna real na formação dos jovens. Ele foi estruturado em parceria com a iniciativa privada, o que permitiu sua realização sem qualquer custo para os cofres públicos. É um exemplo de como boas parcerias podem gerar impacto social relevante, preparando os jovens para o planejamento financeiro, consumo consciente e empreendedorismo.

A descentralização das políticas públicas é uma marca da sua gestão?

André Kubitschek: Sim. O Distrito Federal é diverso e nossas políticas precisam alcançar todas as regiões e suas demandas particulares. Trabalhamos para garantir que jovens das periferias, do campo e das regiões administrativas mais distantes tenham o mesmo acesso às oportunidades.

 

Como a Secretaria tem dialogado com a juventude e a sociedade civil?

André Kubitschek: A escuta ativa é fundamental. Mantemos um diálogo constante com movimentos juvenis, organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias, o que torna as políticas públicas mais eficientes e alinhadas à realidade dos jovens.

Quais são os próximos passos da Secretaria da Juventude?

André Kubitschek: Os próximos passos da Secretaria da Juventude são consolidá-la como um verdadeiro hub de oportunidades, capaz de integrar qualificação, inovação, cidadania e geração de renda. O foco é ampliar o alcance das ações, garantir impacto mensurável e assegurar que as políticas públicas cheguem, de fato, à vida dos jovens, gerando transformação social efetiva.

O legado de Juscelino Kubitschek é frequentemente associado ao seu nome. Como o senhor enxerga esse legado?

O legado do meu bisavô é marcado por uma visão que engrandeceu o Brasil e deixou uma marca definitiva no desenvolvimento do país. Juscelino Kubitschek nos ensinou que o desenvolvimento exige coragem, visão de longo prazo e a capacidade de transformar ideias em ação.

Hoje, esse legado se manifesta na minha busca por políticas públicas que conciliem planejamento, inovação e compromisso com o futuro, sem perder de vista as necessidades do presente. Para mim, dar continuidade a esse caminho é uma responsabilidade afetiva e ao mesmo tempo pública. JK nos ensinou, pelo exemplo, que sonhar grande é um ato de coragem e que o desenvolvimento só faz sentido quando melhora, de forma concreta, a vida das pessoas. É isso: transformar sonhos em metas e ações que geram impacto real.

Como foi para você conciliar o seu legado familiar com suas próprias convicções ao decidir entrar na esfera pública?

André Kubitschek: Carrego com orgulho o legado de quem ergueu Brasília, mas acredito que cada geração tem a missão de escrever sua própria história. Meu compromisso é com o futuro de toda a população do Distrito Federal, tendo um olhar atento para a juventude. Estamos conduzindo uma gestão moderna, participativa e orientada a resultados concretos. Honrar o passado é importante, mas meu foco está no presente e nas oportunidades que podemos construir agora para os jovens e para todos que acreditam em um DF mais justo.

Que mensagem o senhor deixa para a juventude do Distrito Federal?

André Kubitschek: A juventude do Distrito Federal precisa acreditar no próprio potencial. Não existe futuro sem investimento nos jovens. Nosso compromisso é criar oportunidades, abrir caminhos concretos para garantir que cada jovem possa construir a sua própria história.

Esse é o nosso compromisso: investir em educação, inovação e tecnologia, porque o futuro do Distrito Federal será impulsionado pelos negócios, startups e soluções que vocês, jovens, ainda vão criar.

Isabella Carpaneda, a influência que atravessa gerações e transforma a educação brasileira

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Reconhecida nacionalmente por sua contribuição à educação brasileira, Isabella Carpaneda se consolidou como uma das escritoras e educadoras mais influentes do país. Figura respeitada e admirada, especialmente em Brasília, sua trajetória inspira educadores, estudantes e mulheres que encontram em sua história um exemplo de força, dedicação e excelência.

Filha de pioneiros que chegaram à Capital Federal nos primeiros anos de sua construção, Isabella nasceu em Minas Gerais apenas por circunstância, já que poucas horas após seu nascimento retornava à cidade que se tornaria seu lar afetivo, intelectual e profissional. Brasília acompanhou cada passo de sua formação e florescimento, e Isabella, por sua vez, dedicou sua vida a transformar a educação na Capital e no Brasil.

Formação, propósito e a máxima que orienta sua obra

Especialista em Língua Portuguesa, licenciada em Administração Escolar pela Universidade de Brasília e pelo UniCeub, com especializações em Orientação Educacional, Isabella também aprofundou seus estudos com Pós- Graduação em Neurociência e Aprendizagem,  pela USP e segue expandindo seu conhecimento como mestranda em Linguística na UnB.

Sua máxima, repetida ao longo dos anos, “Para escrever, tem que ler”, traduz com precisão a disciplina intelectual que sustenta sua obra e sua visão de mundo.

Mais de 200 livros que marcaram gerações

Aos 23 anos, Isabella escreveu seu primeiro livro didático. Desde então, construiu um catálogo de mais de 200 obras, com mais de 200 milhões de exemplares vendidos, muitas delas adotadas pelo Ministério da Educação por meio do PNLD. Entre os títulos mais emblemáticos, destaca-se a coleção Porta Aberta, campeã de vendas e referência nacional no ensino de Língua Portuguesa.

Seu estilo une rigor técnico, clareza, sensibilidade pedagógica e profundo respeito ao professor e ao aluno. Isabella ajudou a moldar a maneira como crianças brasileiras aprendem a ler e escrever e como professores ensinam. Por isso, tornou-se não apenas uma autora de sucesso, mas uma referência feminina na educação, admirada por sua trajetória ética, consistente e inspiradora.

Bebeto e os Sons do Alfabeto, a mascote que encantou o Brasil

Mesmo com uma carreira consagrada, Isabella decidiu lançar-se em um novo desafio, criar uma mascote capaz de aproximar as crianças dos sons das letras de forma lúdica, sensorial e eficaz. Assim nasceu Bebeto Alfabeto, um projeto fundamentado em documentos do MEC e em pesquisas recentes da neurociência sobre como o cérebro aprende.

As cenas protagonizadas pelo Bebeto utilizam humor, onomatopeias e interjeições para ajudar os alunos a perceberem fonemas que muitas vezes são abstratos no início da alfabetização. O projeto inclui banners, fichas pedagógicas, atividades impressas, além de músicas e vídeos em que cada canção representa um som do alfabeto.

Todo o conteúdo é oferecido gratuitamente nas redes sociais da mascote, no perfil @bebeto.alfabeto, que já ultrapassa 106 mil seguidores, ampliando o acesso a materiais de qualidade e fortalecendo o compromisso de Isabella com a democratização do ensino.

A força de uma educadora e a inspiração para outras mulheres

Ao refletir sobre sua trajetória, Isabella reconhece que sua história pode servir de incentivo para outras mulheres que desejam se destacar em suas áreas de atuação. Sua mensagem é clara, não há atalhos para o sucesso, há trabalho, estudo, disciplina e constância.

Ela também destaca a importância de acompanhar os avanços da ciência da leitura, área que vive um momento de profundo aprimoramento. “Cada descoberta é uma oportunidade de ensinar melhor e transformar mais vidas”, afirma.

Entre suas referências, Isabella destaca a educadora italiana Maria Montessori, cuja abordagem centrada no respeito ao ritmo da criança permanece atual e inspiradora.

Família, o alicerce que sustenta a caminhada

Apesar da agenda intensa, Isabella encontra na família seu maior porto seguro. Mãe de Erick e Laisa e avó dedicada de Luiza e Laura, ela reconhece que o apoio afetivo foi essencial para sustentar suas conquistas. “Sou imensamente grata por esse refúgio que me fortalece e me inspira a dar o meu melhor todos os dias”, afirma emocionada.

Uma trajetória que honra Brasília e o Brasil

Elegante, determinada e profundamente humana, Isabella Carpaneda construiu uma obra que honra a educação brasileira. Brasília viu sua carreira nascer, crescer, transformar-se e hoje celebra uma de suas mais brilhantes representantes.

Sua produção intelectual continua abrindo portas e iluminando caminhos para professores, estudantes, famílias e escritores. Isabella é sinônimo de excelência, compromisso e generosidade. Sua obra, vasta, sensível e transformadora, reafirma diariamente o poder da educação como instrumento de mudança social.

Isabella & Bebeto

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