24.5 C
Brasília
quinta-feira, abril 23, 2026
Início Site Página 99

Motivação da morte de Marielle envolve questão fundiária e milícia

0

Ministro da Justiça destacou disputa política na Câmara Municipal

A principal motivação do assassinato da vereadora Marielle Franco, revelada neste domingo (24), envolve a disputa em torno da regularização de territórios no Rio de Janeiro.

Em coletiva de imprensa para apresentar os resultados da investigação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, leu trechos do relatório da Polícia Federal (PF), de mais de 470 páginas, citando a divergência entre Marielle Franco e o grupo político do então vereador Chiquinho Brazão em torno do Projeto de Lei (PL) 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste da capital fluminense.

Citando uma “reação descontrolada” de Chiquinho Brazão pelo resultado apertado da votação do PL no plenário da Câmara Municipal, segundo relatório da PF, o ministro afirmou que o crime começou a ser preparado ainda no segundo semestre de 2017.

“Me parece que todo esse volumoso conjunto de documentos que recebemos, esse é um trecho extremamente significativo, que mostra, pelo menos, a motivação básica do assassinato da vereadora Marielle Franco, que se opunha, justamente, a esse grupo, que, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, queria regularizar terras, para usá-las com fins comerciais, enquanto o grupo da vereadora queria usar essas terras para fins sociais, de moradia popular”, afirmou Lewandowski.

Segundo ele, a PF apontou que Domingos Brazão, um dos envolvidos, tem longa relação com grilagem de terras e ação de milícias.

Na mesma linha, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mencionou os elementos apurados na investigação. “Motivação tem que ser analisada no contexto. O que há são várias situações que envolvem a vereadora Marielle Franco, que levaram a esse grupo de oposição, que envolve também a questão ligada a milícias, disputa de territórios, regularização de empreendimentos. Há seis anos, havia um cenário e culminou nessa disputa”, afirmou o delegado

A investigação da Polícia Federal concluiu que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão contrataram o ex-policial militar Ronnie Lessa para executar a vereadora Marielle Franco, em 2018. Na ocasião, o motorista dela, Anderson Gomes, também foi morto. Fernanda Chaves, assessora da vereadora, sobreviveu ao atentado.

A conclusão está no relatório final da investigação, divulgado após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo do inquérito.

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal, foram presos na manhã de hoje por determinação de Moraes.

Segundo o ministro da Justiça, o crime é relevador do “modus operandi” da milícia e do crime organizado no Rio de Janeiro.

“A partir desse caso, nós podemos talvez desvendar outros casos, ou seguir o fio da meada cuja dimensão não temos clara. Essa investigação é uma espécie de radiografia de como opera a milícia e o crime organizado no Rio de Janeiro”.

Delegado envolvido

No documento da PF, os investigadores mostram que o plano para executar Marielle contou com a participação de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Policia Civil do Rio. Segundo a PF, Rivaldo “planejou meticulosamente” o crime. Barbosa também foi preso na operação desta manhã.

“O que pode ser dito é que, antes do crime, havia uma relação indevida desse [Rivaldo], que era então chefe da Delegacia de Homicídios, depois, chefe de Polícia, para desviar o foco da investigação daqueles que são os verdadeiros mandantes do crime”, observou o diretor-geral da PF.

Edição: Lílian Beraldo

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

Mulheres no Poder: Uma Nova Era de Igualdade

0

O desafio da participação das mulheres nos espaços de poder e negócios

Em um evento realizado na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (20), a Secretaria da Mulher, em parceria com o Grupo Mulheres no Brasil, promoveu o Seminário “Elas Querem Igualdade nos Espaços de Poder”. No evento, foram debatidas questões importantes da representatividade feminina e as dificuldades enfrentadas para alcançar seus direitos.

Na ocasião, uma questão crucial foi levantada: Por que as mulheres, que representam hoje mais de 50% da população e do eleitorado brasileiro, ainda são minoria nos espaços coletivos? Dados coletados da eleição de 2022 mostram a discrepância do eleitorado feminino: aproximadamente 34% das candidaturas foram delas e, do total de eleitos, apenas 18% correspondem a candidaturas das mulheres.

A Deputada Federal Maria do Rosário acrescentou em seu discurso e enfatizou a importância da representação feminina na política e a necessidade de oportunidades para elas. “É a postura firme, é o olhar de outra mulher e a inspiração das que vieram antes e a responsabilidade das que virão depois que nos impulsiona. É essencial que as mulheres ocupem todos os espaços.” afirma em vídeo da Câmera dos Deputados

Essas vozes poderosas e inspiradoras nos lembram que a igualdade de gênero nos espaços, seja político ou não, não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma necessidade para a criação de políticas públicas que atendam a todos os cidadãos. Afinal, como podemos esperar que as necessidades das mulheres sejam atendidas se elas não estão adequadamente representadas nos espaços de decisão?

Falando sobre igualdade nos espaços e representatividade feminina, conversamos com o grupo ELAS+.

O grupo, fundado em 2019, hoje conta com a participação de 300 integrantes, principalmente nas regiões de Brasília. A motivação por trás da criação do grupo Elas+ foi a determinação em promover uma ação social voltada para o empoderamento em benefício das mulheres. O grupo se dedica a criar oportunidades que não apenas gerem renda, mas também proporcionem apoio estrutural, reconhecendo o empreendedorismo como uma poderosa forma de ação social para as mulheres.

Segundo a fundadora, Eloia Moreira, o Elas+ adota estratégias diversificadas e integradas, que vão desde o acolhimento até a capacitação das participantes, visando não apenas o aspecto financeiro, mas também o desenvolvimento pessoal e profissional de cada uma. Um dos principais focos de atuação do grupo é o fortalecimento da economia familiar, reconhecendo e potencializando as habilidades muitas vezes subestimadas por elas mesmas, frequentemente marcadas por experiências de violência e opressão.

“O que fazemos no Elas+ é um acolhimento real, ou seja, criamos condições para que as mulheres tenham um espaço de fala e atuação profissional com o objetivo de conquistar autonomia financeira e de vida. A partir do momento que a mulher tem a própria renda, o próprio meio de subsistência, passa a ter mais possibilidades de não se submeter a muitos tipos de violências praticadas contra elas, não só de companheiros, mas de uma sociedade que já olha essa mulher de forma diferente”, afirma.

O Elas+ tem como objetivo expandir sua presença através da plataforma e marketplace Elasmais.com. Esse projeto busca não só facilitar negócios, mas também fortalecer mulheres em diferentes lugares, possibilitando uma fonte de renda autônoma e colaborando para a diminuição da vulnerabilidade econômica.

A plataforma digital foi criada pela fundadora, que percebeu que muitas mulheres vendem seus produtos e serviços para manter suas casas e famílias, mas não ganham o suficiente, enfrentando problemas de venda. A ideia é atender mulheres que fabriquem seus produtos ou ofereçam serviços, para que possam alcançar todo o país ou o mundo. O Elasmais.com é um site que pode acolher um número ilimitado de empreendedoras.

A iniciativa é aberta a qualquer tipo de empreendimento, em qualquer fase de desenvolvimento. Pode participar quem tem apenas uma ideia inicial ou quem já tem um negócio consolidado e quer avaliar seu desempenho e melhorar seus resultados.

“Quando uma mulher percebe que ela tem a capacidade e a liberdade de fazer e ser o que ela deseja, ela pode”.

Faça parte do grupo Elas+ através do número de WhatsApp: 61 9 8134-0755.

STF Discute Alterações na Lei Previdenciária

0

Derrubada a “revisão da vida toda”

Uma decisão que pode impactar o julgamento em andamento sobre a “revisão da vida toda” do INSS foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira passada (21).

O que está em jogo é o valor do benefício e a aplicação do fator previdenciário. Também se discute a regra de transição e como ela afeta os segurados, considerando o direito de escolher a regra definitiva se for melhor.

A regra de transição está sendo debatida pelos ministros do STF, os quais apresentam diferentes opiniões e interpretações. A decisão final é crucial para garantir a legalidade e os direitos dos segurados.

Revisão da vida toda

Quando abordamos a “revisão da vida toda” no contexto previdenciário, surge a questão da abrangência dessa modalidade de revisão de benefícios, que inclui todo o período de contribuição do segurado, abarcando as contribuições anteriores ao ano de 1994.

Anteriormente à Lei 9.876/99, o cálculo do salário de benefício era realizado de acordo com a redação original do artigo 29 da Lei 8.213/91, que estabelecia a média aritmética simples dos 36 últimos salários de contribuição, em um período não superior a 48 meses.

Entretanto, com a entrada em vigor da Lei 9.876/99, o artigo 29 da mesma lei foi modificado, determinando que o salário de benefício seria calculado a partir da média aritmética simples dos 80% maiores salários de contribuição do Período Básico de Cálculo (PBC) do segurado.

A revisão visa corrigir os casos dos segurados que tinham contribuições elevadas antes da alteração legislativa e que passaram a receber benefícios inferiores ao que teriam direito, considerando todos os anos de contribuição.

Ela não se restringe apenas aos aposentados do INSS. Titulares de outros benefícios também podem solicitar a revisão. Dessa forma, os benefícios mais comuns abrangidos são:

Aposentadoria por idade;
Aposentadoria por tempo de contribuição;
Aposentadoria especial;
Aposentadoria da pessoa com deficiência;
Aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente); Auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária).

Lançamento mais aguardado de Brasília, a Cerveja Mani, fruto da grife Malunga.

0

No último sábado (18), aconteceu o lançamento mais aguardado de Brasília, a Cerveja Mani, fruto da grife Malunga, marca desenvolvida e criada pelo ex-presidente da Câmara Legislativa, engenheiro florestal e empresário, Joe Valle.

O evento aconteceu no mercado Malunga, localizado no Gilberto Salomão, e contou com a presença de mais de 200 participantes. Os presentes puderam conhecer de perto um pouco da história da marca e apreciar o sabor inigualável próprio para o nosso clima, e o melhor, um produto brasiliense e vivo, feito com ingredientes orgânicos e colhidos diretamente do cerrado.

Além dos produtos Malunga, os participantes puderam conhecer outros parceiros como a Casa do Holandês e o os queijos Lininho.

Joe e Brasília são Tech. Joe e Brasília são Pop.

Se você já provou a cerveja Mani, nos conte sua experiência.

Pensando em viajar? Veja as passagens aéreas saindo de Brasília para as capitais do Nordeste

0

O Aeroporto Internacional de Brasília (Presidente Juscelino Kubitschek) é considerado um dos maiores do país e tem um fluxo intenso de pessoas diariamente, por isso a Revista 61 Brasília separou algumas dicas de destinos, já que estamos perde das férias de junho.

Brasília conta com voos diretos para 9 capitais do Nordeste, trouxemos os melhores preços das passagens para esses destinos. O menor preço é da capital para o Recife em voo direto com passagens de ida e volta por R$ 732.

Os outros destaques são as passagens aéreas de Brasília para Salvador por R$ 698, além de voos para Teresina – R$ 858.

Outra promoção é para João Pessoa, as passagens aéreas de Brasília para João Pessoa, em torno de R$ 786 em voo direto.

Lembre-se, as passagens aéreas estão com as taxas de embarques inclusas. Os preços podem sofrer alterações pelo fato de ser uma promoção com número limitado de passagens com descontos por voo.

E ainda falando sobre o Aeroporto de Brasília

O Aeroporto de Brasília fechou o ano de 2023 como o 3° aeroporto fora do eixo Rio-São Paulo que mais movimenta passageiros para o exterior, atrás apenas de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). O fluxo de usuários entre embarques e desembarques para o exterior pelo terminal foi de 560 mil pessoas, um número de passageiros 36% maior em comparação a ano de 2022. Ao longo do ano passado, o tráfego aéreo internacional foi de 3.528 pousos e decolagens.

Já em 2024, o terminal tem uma boa movimentação, em janeiro e fevereiro foi registrado um alto fluxo de voos para Miami e Orlando (Estados Unidos). Mais de 200 pousos e decolagens com destinos para as cidades americanas.

Atualmente, os passageiros podem voar direto de Brasília para seis destinos no exterior: Lisboa com TAP, Panamá pela Copa Airlines, Miami e Orlando com a GOL, Buenos Aires pela Aerolineas Argentinas e Lima operado pela LATAM. Em junho de 2024 a Sky Airline, companhia chilena de baixo custo, inaugurará sua operação no Distrito Federal operando o voo para Santiago, no Chile, com três voos semanais, nas quartas, sextas e domingos. No mesmo mês a LATAM também volta a operar a rota para Santiago com três frequências semanais.

Redefinição da Política Nacional do Ensino Médio no Brasil, é aprovado pela Câmera dos Deputados

0
O governador Jose Serra entrega onibus escolares e inaugura a Escola Estadual Jd Mario Covas. Data: 05/02/2010 Local: Americana / SP Foto: Ciete Silvério / Governo do Estado de SP

A Câmara dos Deputados deliberou na última quarta-feira a aprovação do texto-base do projeto de lei destinado à reestruturação do Plano de Política Nacional do Ensino Médio. A nova proposta, ainda em análise, estabelece uma carga horária significativa tanto para a formação geral básica, totalizando 2,4 mil horas ao longo dos três anos, quanto para a formação técnica, com um total de 1.800 horas.

O Ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhou os desdobramentos do processo e ressaltou que “a grande virtude dessa proposta é que ela foi fruto de uma ampla negociação”, segundo a Agência Brasil. A iniciativa surgiu como alternativa à reforma implantada no ano de 2017, que previa 1,8 mil horas para a formação básica e 1,2 mil horas para os itinerários formativos, representando as disciplinas escolhidas pelos alunos para aprofundamento de estudos. O atual governo submeteu ao Parlamento uma nova proposta, elevando a carga horária mínima da formação básica para 2,4 mil horas.

Críticas à reformulação

Parlamentares do PT e do PSOL manifestaram críticas em relação a pontos específicos do projeto aprovado. Entre as preocupações, está a possibilidade de profissionais com expertise atuarem na formação técnica, bem como a redução da carga horária para esse tipo de ensino. Tarcísio Motta (PSOL-RJ) enfatizou sua preocupação com a fixação de

1,8 mil horas para o ensino técnico, que poderia resultar na precarização dessa modalidade, levantando a questão de que essa média poderia criar uma dicotomia entre ensino médio e técnico, especialmente para alunos com baixa renda.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou a disposição como isso está sendo feito. “Na prática, isso pode favorecer o setor privado em detrimento do público, o que pode ter implicações significativas na equidade do acesso à educação técnica”, ressaltou a parlamentar.

Com a votação dos destaques em curso, que podem influenciar pontos cruciais da proposta, o desfecho deste debate continuará a demandar atenção e análise cuidadosa, refletindo o compromisso do legislativo em promover uma educação de qualidade e acessível a todos os brasileiros.

A íntegra completa do pronunciamento pode ser acessado através do link: Nova Reforma do Ensino Médio – TV Câmara – Portal da Câmara dos Deputados (camara.leg.br)