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terça-feira, julho 7, 2026
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Más, Carlos! terá curta temporada em Brasília no mês de outubro

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Carlinhos Maia com espetáculo inédito em Brasília: “Más, Carlos!”, 05 a 07 de outubro no Teatro dos Bancários

Carlinhos Maia não para um minuto! Quanto menos se espera, lá está ele colocando em prática mais uma de suas ideias. A reação de surpresa das pessoas não poderia ser diferente: “Mas, Carlos!” é uma resposta recorrente à irreverência de um dos influenciadores mais carismáticos das redes sociais. E assim surgiu o nome do seu mais novo projeto para os palcos.

Em 2018, Carlinhos Maia continuará sua turnê pelos quatro cantos do país com o espetáculo Mas, Carlos! onde ele dará o seu recado ao vivo e mostrará um pouco como é a vida na vila de Penedo mais fervida das redes sociais. Acompanhado de Dona Maria, sua amada mãe, e de seus amigos Reinaldo e Paulo, Carlinhos relata com muito bom humor vários momentos marcantes de sua trajetória desde a infância em Penedo até o sucesso meteórico com seus vídeos na internet.

Mas, Carlos! continua apostando na interação com o público para garantir momentos de muito humor nas apresentações. Quando se trata de Carlinhos Maia, assunto é o que não falta. E boas risadas também!

Sobre Carlinhos Maia – Dono de um carisma ímpar e irreverente, Carlinhos se projeta no mundo artístico para expor seu talento que é reconhecido na internet. Com apenas 24 anos, o alagoano que não esconde o seu melhor nas suas redes sociais, sempre achou sua vida engraçada e tinha noção do que a comédia o circundava, portanto ele busca mostrar seus interesses e histórias para seu público.

Carlinhos começou a gravar vídeos para fugir da mesmice da internet, com intenção de sempre mostrar coisas boas e engraçadas, “Quero mostrar um cotidiano de uma pessoa comum e piadas com humanidade, minha intenção é fazer rir, jamais ofender alguém”, completa o artista.

Redes Sociais – O Facebook de Carlinhos Maia, onde começou com os vídeos, conta com mais de 4,9 milhões de seguidores. O grande talento do artista é visto em vídeos curtos, sempre satirizando situações que passa com sua família ou na sua vida.

O Instagram também se tornou aliado à sua popularidade. Com grande engajamento na plataforma, tenta aproximar seu público, compartilhando os melhores e os piores momentos de sua vida. Sem perder suas origens, faz questão de mostrar toda sua família e os amigos da “vila”, apelido carinhoso que o humorista deu para a rua em que mora. Atualmente registra na rede mais de 6,8 milhões de seguidores, que o acompanham a cada nova publicação, seja na timeline ou nos stories. O canal no YouTube possui mais de 760 mil inscritos e um engajamento de mais de 23 milhões de visualizações.

Dono de um carisma ímpar e irreverente, Carlinhos Maia mostra que o simples chama atenção e encanta quem o vê. Os vídeos com participações de sua mãe, Dona Maria e da vizinha Branca, fazem o público se apaixonar pela espontaneidade do alagoano.

Serviço:
Carlinhos Maia em: Más, Carlos!
Local: Teatro dos Bancários 314/315 Sul
Data: 05, 06 e 07 de outubro
Horário: Sexta e sábado as 19h e 21h | Domingo as 18h e 20h
Ingressos: R$ 50 meia | R$ 100 inteira
Pontos de venda: Teatro dos Bancários, Central de Ingressos do Brasília Shopping e site tudus.com.br
Classificação: 14 anos
Informações: (61) 3034 6560
Realização: Giral Projetos

Cigarro x coração: riscos de doenças cardiovasculares é maior entre fumantes

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, saiba quais são os principais riscos que o tabagismo traz ao coração e as formas de largar o hábito

Com o maior acesso à informação e uma nova consciência construída ao longo dos anos, o número de pessoas que fumam cigarro caiu significativamente. O que um dia já foi sinônimo de ser descolado e era permitido em todos os lugares, até mesmo aviões, hoje é um hábito fortemente combatido. Porém, o cenário ainda não é o ideal: de acordo com uma pesquisa publicada ano passado na revista médica The Lancet, quase 20 milhões de brasileiros ainda fumam regularmente. Como parte da luta contra o tabagismo, dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Dentre os diversos males causados pelo cigarro, como o câncer e os estragos ao pulmão, dentes e pele, o fumo é um dos maiores causadores de doenças cardiovasculares. De acordo com o Dr. Bruno Jardim, cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), um dos motivos disso acontecer é que o cigarro agride as paredes que recobrem os vasos sanguíneos. “As artérias ficam mais vulneráveis e propensas ao acúmulo de gordura por conta da falta de óxido nítrico, substância protetora que tem sua produção inibida no processo”, explica.

Outra razão é que o hábito acelera o processo de oxidação do colesterol, fazendo com que se forme a placa de aterosclerose, uma grande vilã quando o assunto é coração e conhecida como o “estopim” para um infarto do miocárdio. Mas não para por aí. Além disso, o fumo ainda interfere fortemente no processo de contração e relaxamento do órgão. Resultado? O sangue passa a ter grandes dificuldades para circular como deveria.  Se você ficou preocupado, a hora de parar é agora. “O tempo necessário para igualar os riscos de um ex-fumante aos de uma pessoa que nunca fumou é cerca de 10 anos”, aponta Dr. Bruno.

Uma gota de veneno mata? – “Ah, doutor… Mas eu fumo tão pouco, não faz diferença”. E como faz! O certo é não fumar de forma alguma. De acordo com estudos publicados recentemente na revista BMJ, fumar apenas um cigarro por dia traz até metade dos riscos que fumar 20 cigarros por dia, o que é muito. Dentre os problemas que podem ser causados, se encontram, além do infarto, insuficiência coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma da aorta abdominal e desenvolvimento de arritmias graves.

Vale lembrar que também é importante pensar nos não fumantes que convivem com você, já que um fumante passivo corre os mesmos riscos do que os que acendem o cigarro. “Inalar a fumaça tóxica liberada pelo tabaco pode causar doenças pulmonares, irritações, sinusites, piora da saúde mental e até câncer”, explica o especialista. No caso das crianças, estar exposto a este tipo de situação pode inclusive afetar nos processos de relacionamento e aprendizagem.

Decidiu parar? – O primeiro passo é a decisão. Após isso, é importantíssimo procurar o tratamento ideal. A nicotina atua no sistema nervoso central e causa dependência, tentar sair dela sem suporte médico pode ser complicado. “Dores de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono e dificuldades de se concentrar são alguns dos sintomas da abstinência”, lista Dr. Bruno. Os possíveis tratamentos são diversos, mas uma dica geral para quem quer largar o vício é ajustar a alimentação e praticar exercícios físicos. “Isso ajuda muito no processo e evita que o paciente engorde, fato que acontece na maioria dos casos de pessoas que param de fumar”, finaliza.

24 % dos eleitores do DF pretendem votar nulo ou branco

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Escândalos de corrupção contribuem para crescente desinteresse pelas eleições, apontam especialista

Por Adriana de Araújo

 Cerca de 24% dos eleitores do Distrito Federal pretendem votar nulo ou branco nas próximas eleições, segundo Pesquisa Datafolha divulgada no dia 22 de agosto. A enquete mostrou ainda que 8% do eleitorado não sabe em quem vai votar. O desinteresse em participar das eleições é motivado, em parte, pelos escândalos de corrupção, apontam especialista.  O tema tem monopolizado o debate eleitoral em nível nacional e local.

Segundo os especialistas ouvido pela Revista 61 Brasília, a Operação Lava Jato, a maior investigação anticorrupção do País, e outras operações alertaram a população para a importância de fiscalizar a aplicação dos recursos público, mas também geraram desconfiança e ojeriza pela política, abrindo espaço para discursos moralistas. “O debate, hoje, está mais em cima de julgamentos morais do que em relação a propostas que solucionem os problemas da população”, explicou o analista político e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz.

A decisão de não votar ou anular é motivada pela descrença na política e nos partidos de maneira geral. Segundo o cientista político Rócio Barreto, o resultado mais provável é que os eleitos para governar o DF sejam escolhidos por uma minoria de eleitores e, por isso, correm o risco de ter pouca representatividade política. O que dificulta a governabilidade.

As eleições suplementares em Tocantins foi um bom termômetro do que pode acontecer em outubro nas eleições nacionais, nos estados e no DF. Quase metade dos eleitores do estado optou por não escolher um nome para governador. As abstenções chegaram a 30,14% e 19,9% dos tocantinenses que foram às urnas votaram nulo ou branco. “Quem se afasta da política e não vota permite que outros escolham por ele o modelo de país e quem o conduzirá nos próximos quatro anos”, disse Queiroz.

A falta de renovação entre os quadros partidários e de propostas que atendam às demandas da população são alguns dos motivos apontados por aqueles que pretendem anular o voto como justificativa. “Os candidatos que apresentaram programa político não trazem, até o momento, soluções para problemas urgentes de Brasília, como a saúde. Por isso, pretendo anular meu voto”, declarou a moradora do Lago Norte, Débora Aragão.

Apesar do crescente percentual dos eleitores que declaram que votarão nulo ou branco, parte significativa da população ainda acredita na importância do voto. Segundo pesquisa do Ibope, divulgada no dia 10 de agosto, 70% dos entrevistados concordaram que as eleições podem melhorar o País. A advogada e morada da Candangolândia, Eliane Cesário, ainda não decidiu em quem votar, mas participará das eleições. “Vou olhar os programas das candidaturas e votarei em propostas que garantam direitos sociais e trabalhistas, além de direitos aos servidores”, enfatizou.

Cientista político, Rócio Barreto

Segundo Barreto, é difícil para o eleitor conhecer todos os programas. Alguns candidatos não têm sequer um site. Além disso, há muitos postulantes aos cargos eletivos. Onze candidatos concorrem ao cargo de governador. Para deputado distrital foram registradas 960 candidaturas para 24 vagas.

Financiamento

Para Barreto, o financiamento público de campanha poderia tornar as candidaturas mais democráticas se impedisse o uso de recursos dos próprios candidatos em campanhas.  “O financiamento hoje favorece partidos grandes e candidatos que manterão o status quo. As pessoas que têm condição de mudar o sistema ficam em desvantagem, pois muitas vezes estão filiadas a partidos políticos pequenos e sem recursos”, destacou.

No Distrito Federal, Barreto acredita a população seria mais bem representada se o voto fosse por regiões administrativas. Ele orienta o eleitor a buscar candidatos mais próximos do seu dia a dia. “As demandas do morador do Lago Sul e da Ceilândia são totalmente diferentes”, disse.

“A democracia precisa ser participativa e não apenas representativa. Hoje, as pessoas nem lembram em quem votaram nas últimas eleições, principalmente para deputados e senadores. Então, como elas vão cobrar depois?”, indagou Barreto.

Reforma política

Segundo Queiroz, a complexidade do sistema político e eleitoral, com a possibilidade de votar em um partido e ajudar a eleger candidatos de outra legenda em razão da coligação, acaba frustrando o eleitor. “Pode haver coligação de candidatos de partidos de esquerda com outro de direita. Você vota no da esquerda e pode estar ajudando a eleger alguém de direita, ou o contrário. É um completo desrespeito com o eleitor”, constatou o analista político.  Para as eleições legislativas, esta será a última eleição com autorização para as coligações partidárias.

Analista político e diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz

Para Queiroz, outra medida necessária é aumentar a diversidade na política, com a eleição de mulheres, negros, quilombolas, principalmente para as assembleias legislativas. Uma possibilidade seria a implementação de lista fechada, quando o voto é dado para o partido e não para o candidato, como ocorre no atual sistema proporcional de lista aberta, que favorece quem já é conhecido e tem mais recursos.

Para que o modelo de lista fechada funcione, contudo, são necessárias convenções partidárias mais democráticas e até mesmo a eventual redução do número de partidos. “Não existe tantas ideologias quanto o atual número de partidos. O que há é um abecedário de siglas que ficam negociando favores em troca de apoio ao governo”, apontou Queiroz.

O analista político acredita que o número de partidos será reduzido com a aplicação de cláusula de barreira.  Aprovada no Congresso, a medida exige um percentual mínimo de votos nacionais para deputados federais para que os partidos acessem recursos do fundo partidário. Os resultados, contudo, ainda devem demorar, pois a implantação da medida será gradual. A exigência é que, em 2018, os partidos tenham pelo menos 1,5 % dos votos válidos em nove estados, chegando a 3% em 2030.

“Com a aplicação da cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias nas eleições posteriores a 2018, o número de partidos deve diminuir. Resta saber se a democracia brasileira resiste até lá”, questionou Queiroz ao mencionar a necessidade de reforma política e eleitoral que perceba o eleitor como o titular do poder.

Já o advogado Carlos Enrique Caputo Bastos, especialista em direito eleitoral, sustenta que as regras do sistema eleitoral são de difícil compreensão para a maioria dos eleitores. “Com um sistema tão complexo como o nosso, é difícil conseguir resultados controláveis com uma única alteração.”

Para o advogado, o sistema eleitoral deveria ser estudado nas escolas.  “O que precisa ser modificado não é a legislação, mas sim o modelo de educação básica. Compreender o sistema eleitoral é essencial para a cidadania; não pode ser um assunto apenas de especialistas. Conhecê-lo importa a todos”. Caputo entende que, assim, as pessoas refletiriam desde cedo sobre o que é melhor para ele, a sua família, a cidade e o País.

 

 

 

 

 

 

Paulinho da Viola e Beatriz Rabello se apresentam em show gratuito em Brasília

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Paulinho da Viola se apresenta em Brasília na quinta-feira (30), às 20h. No show gratuito, no Açougue Cultural T-Bone (312 Norte), o compositor será acompanhado pela filha Beatriz Rabello e pelo instrumentista Elder Nascimento.

Com o tema Bloco do Amor, o repertório mescla músicas do sambista portelense e de outros compositores cariocas, ligados a esta festa popular. Entre os sucessos do sambista, o público vai conferir: Foi um Rio que Passou em Minha Vida, Coração Leviano, Eu Canto Samba e sambas conhecidos de Dona Ivone Lara, Jorge Aragão, Maria Vasco e, é claro, algumas marchinhas de outros carnavais.

O evento é parte das Noites Culturais promovidas pelo Açougue T-Bone. O show terá abertura de artistas da cidade. Os poetas Jorge Amâncio, Noélia Ribeiro, Ana Barros e Dayanne Timóteo fazem dobradinha com o músico Helder Nascimento. O cantor será acompanhado por Toninho Maia – violão, Tico Laurindo – contrabaixo e Enos Marcolino – acordeom.

Serviço:

Show Bloco do Amor

Paulinho da Viola e Beatriz Rabello

Local: Açougue Cultural T-Bone

Entrequadra 312/313 Norte

Horário: 19 horas

Aula de canto da Carol Bessoni ajuda a vencer medos e soltar a voz

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Professora de canto Caroline Bessoni dá aulas particulares para criança e adultos.  A brasiliense de 27 anos descobriu que gostava de cantar aos seis anos.  Tímida, apenas na adolescência, quando entrou para o coral do Colégio Militar, se sentiu confiante para soltar o vozeirão. Hoje, a professora ajuda pessoas que têm interesse pelo canto a aprimorar  a voz.

“Recebo alunos que nunca cantaram. Todo mundo pode cantar. Lógico exige uma dedicação como qualquer atividade”, explicou a professora.

Aluna de canto popular Larissa Meira

Nas aulas, Carol Bessoni ensina técnicas e fisiologia da voz e trabalha sempre a partir do que os alunos conhecem e gostam de ouvir e cantar. As aulas podem ser individuais ou em grupo. A analista de comunicação Larissa Meira conta que após um ano de canto popular com a professora percebe mudanças na impostação e no alcance da voz. “Não sou cantora profissional. Eu até brinco que ainda vou cantar em um trio elétrico. Mas a verdade é que cantar me traz muita alegria”, disse.

Segundo Carol Bessoni o que a deixa mais animada durante as aulas é ver a evolução dos cantores. “Recentemente, fiz um recital com os alunos. Foi muito emocionante ver as crianças e adultos se expondo e se permitindo estar ali cantando na frente de desconhecidos. Quando a gente se apresenta quer fazer o nosso melhor. Quer que os outros gostem. Mas o olhar do outro não deve ser o principal. Você tem de fazer pelo que você sente”, concluiu.

Sobre Carol Bessoni                        

 

Carol à frente, Augusto Zulu (tecladista) da  Projeto Zeta. Mhel Gomes (aluna). Juliete Ramos (aluna). Gabriel Souza (baterista).

Na graduação, Caroline Bessoni optou por psicologia. O encontro com a música como profissão aconteceu ao participar de um projeto de musicalização na Universidade de Brasília. Em razão da participação no projeto ganhou uma bolsa para um curso de canto com a austríaca Daniela Stieff, que na época estava em Brasília.

Também estudou na Escola de Música Brasília.  Após aprender fisiologia e técnica vocal, começou a dar aulas.  Trabalhou como preparadora musical de cursos de teatro, professora de musicalização e hoje ministra aulas de canto particulares.

Autodidata, Bessoni aprendeu sozinha a tocar piano. Recentemente, também tem se dedicado a compor. A primeira música foi Bom dia e na sequência veio: “A Jornada”, “Presente”, “Dança Comigo”. As canções serão gravadas em parceria com a Banda DrumGui Bass.

Para quem quer começar a cantar, a professora recomenda, além de fazer aulas de canto,  participar de corais ou frequentar karaokês.

Para mais informações confira a página da Carol Bessoni no Facebook

Ouça Carol Bessoni

 

 

Teatro infantil trata da relação do homem com a natureza

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Projeto “Sementes nos parques” brinca com imaginário das plantas e frutos de uma maneira especialmente poética

Quem é adulto hoje se lembra bem quando era criança e os mais velhos diziam: “se você engolir uma semente de fruta nascerá uma planta na sua barriga”. Essa e outras metáforas poéticas sobre a semente dão a tônica do espetáculo Sementes, que cumpre temporada em diversos parques do Distrito Federal até 30 de setembro. As apresentações são gratuitas, sempre às 11h e aos domingos, para crianças a partir de quatro anos. A apresentação do próximo domingo (2/09) acontece no Parque Jequitibás em Sobradinho.

No palco, entra em cena a atriz Caísa Tibúrcio, a criadora do espetáculo que se inspirou nas lembranças de uma brincadeira de criança. Ela explica que a relação com a natureza é fisiológica e constante na apresentação. “As sementes, as frutas, as flores compõem o mosaico natural e o ambiente lírico das cenas. O resultado desse mergulho nas memórias das histórias infantis foi essencial para a montagem do meu solo, que fala e discute questões ambientais de maneira bem poética”, revela.

Ela conta ainda que a história fala sobre as possíveis sementes da vida, das organizações, dos desejos, dos sonhos, da arte. “A metáfora de plantar e cuidar de uma semente é explorada ao máximo. A personagem é uma plantadeira imperturbada e mostra que todos nós podemos ser terreno fértil para germinar desejos incríveis; podemos ser cuidadores de projetos, pessoas, encontros, sementes”, ressalta a atriz.

Projeto socioambiental – Vale destacar que o projeto “Sementes nos parques” acontece no período em que se comemora a Semana do Cerrado e que, logo após as apresentações, haverá uma vivência ambiental, onde as crianças irão plantar sementes de jatobá (planta típica do bioma da região Centro-Oeste) – sem agrotóxicos e com alto percentual de germinação – num vaso que é totalmente biodegradável.

“O projeto propõe uma vivência de educação ambiental com crianças e familiares sobre o ciclo de vida da semente, seu cultivo e o manejo da terra guiado com monitores e técnicos especializados”, informa Caísa Tibúrcio.

A preocupação com o meio ambiente está presente até no material de divulgação impresso, confeccionado também com papel biodegradável e com sementes incrustradas. Isso significa que o folder com toda a programação pode ser plantado e dar lugar a uma linda margarida ou a um pé de cenoura. Já a cartilha de educação ambiental será impressa em papel reciclado. Haverá também coleta de lixo e resíduos produzidos durante as apresentações e oficinas.

Será uma ótima oportunidade para falar, entre crianças e adultos, sobre a relação do homem com a natureza e a sua preservação, discutindo a conscientização ecológica de uma maneira especialmente poética, por meio do teatro.

Evolução com o tempo – A partir da metáfora poética da semente, Caísa Tibúrcio criou um número de palhaça em 2014 e, com ele, participou da III edição do TPMs – Temporada Internacional de Palhaças no Mês da Mulher e do IV Encontro Internacional de Palhaças de Brasília, nesse mesmo ano.

Durante dois anos de brincadeira com as sementes, as explorações com esse tema ficaram cada vez mais íntimas e fortes ao mesmo tempo em que os desafios, a paixão e os aprendizados com a arte da palhaçaria foram crescendo. Até que, em 2016, a metáfora da semente foi ganhando proporções e significados maiores e o trabalho recebeu várias influências.

O filósofo Gaston Bachelard, a história e poesias do amigo e escritor Wilson Pereira, autor do livro infantil “Meu pé de poesia”, as metamorfoses naturais presentes na poesia de Manoel de Barros, a figura mítica Maira Jatobá; de Helena Oliveira, a música de Luiz Gonzaga, o conto “A maior flor do mundo”; do escritor português José Saramago, e a obra “Marcelo Marmelo Martelo”; de Ruth Rocha foram referências primordiais e contribuíram para a finalização do espetáculo.

“A construção de Sementes foi um processo criativo diferente, pois a maturação e criação das imagens poéticas foram elaboradas durante apresentações e movidas pelo desejo artístico de trabalhar com o feminino, com a figura da mulher camponesa ligada à terra e às ancestralidades culturais”, comenta Caísa. Segundo ela, durante as pesquisas, a percepção da força poética que há na metáfora da semente veio com a informação de que a agricultura começou por meio da mulher. “Quando a mulher/mãe percebeu que plantando sementes, o alimento dos filhos estaria garantido, que a vida poderia continuar”, completa a atriz.

Para organizar todas os novos sonhos e desejos poéticos, Caísa Tibúrcio chamou a artista Ana Flávia Garcia para, em conjunto, criarem a dramaturgia do espetáculo, o músico Lucas Tibúrcio para assinar a direção musical e o artista Roustang Carrilho para fazer a direção de arte.

Em 2016, Sementes fez temporada no Teatro Plínio Marcos – Funarte/ DF com apoio do edital Cena Aberta. Também integrou a Mostra Teatral da Feira do Livro de 2016, do Distrito Federal, Festibra (Festival de Teatro para a Infância) e Bienal Internacional do Livro. Participou ainda do Prêmio SESC de Teatro Candango de 2016, indicado a categoria de melhor espetáculo infantil, e foi selecionado para integrar o Festival Internacional Cena Contemporânea em agosto de 2017 e o Festival Palco Cerrado em 2018.

Sobre Caísa Tibúrcio: Caísa tem um vasto currículo. É bacharel e mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Fez curso técnico de canto, na Escola de Música de Brasília, e de pandeiro, percussão, flauta transversal e acordeom, na Escola de Choro de Brasília Rafael Rabello.

Como diretora teatral, realizou o “Concerto à céu aberto para solos de aves”, intervenção urbana inspirada na obra do poeta Manoel de Barros, laureado com o Prêmio FUNARTE, na categoria melhor montagem. Dirigiu ainda o “Presépio de Hilaridade Humanas”, que realizou circulação nacional pelo Palco Giratório/SESC, em 2000. Foi integrante do grupo de teatro “Esquadrão da Vida” de 2007 a 2010.

Atualmente é atriz de “Achadouros – Teatro para bebês e primeira infância”, ganhador do Prêmio SESC Brasília 2015 na categoria de melhor espetáculo infantil, com circulação por vários estados do Brasil. Recentemente, estreou como atriz na peça para adultos “CRIA”, dirigido por Ana Flávia Garcia. É também a palhaça Ananica em espetáculos como “Lorota de palhaças” e no solo “Sementes: quando o sonhadário germina”, de sua autoria e indicado para o Prêmio SESC de Teatro Candango como melhor espetáculo infantil, em 2016.

Sinopse: Em um pedaço de terra seco no interior do mundo, uma mulher se encontra sozinha. Carrega em sua bagagem a simplicidade, o sonho e alguns poucos objetos “encantatórios”. De repente, coisas mágicas passam a acontecer. Será que ela está mesmo sozinha?

Das lembranças de menina, de quando a semente brotava do próprio ser, nasceu essa poesia. Vem do começo da vida, do sonho. O espetáculo é uma brincadeira que serve para experimentar o mundo sob o signo de uma semente, para ter a chance de cheirar as flores imaginadas, para dançar e ouvir a música dos canarinhos, para comer a fruta nascida dos devaneios da infância, para afirmar a liberdade do sonhadário.

Ficha técnica:
Atriz e Concepção: Caísa Tibúrcio
Dramaturgia: Caísa Tibúrcio e Ana Flavia Garcia
Direção Musical: Lucas Tibúrcio
Direção de Arte: Roustang Carrilho
Fotografia: Diego Bresani
Designer gráfico: Jana Ferreira
Divulgação: Agência Atelier
Produção: Caísa Tibúrcio e Kamala Ramers
Assistência de produção e operação de som: Dan Kuae e Diogo Silva
Oficina de educação ambiental: Daniela de Paula e Raissa Ribeiro
Produção Geral: Casulo Teatro e Dois de Ouro Produções

Serviço:
Sementes nos parques
Apresentação gratuita às 11h
Vivência Ambiental gratuita depois do espetáculo. A oficina com plantio é limitada a 30 vagas. Inscrições no local, por ordem de chegada, com distribuição senha a partir de 10h.

Programação:
02 de setembro – Parque Jequitibás (Sobradinho)
09 de setembro- Parque Olhos d’água (Asa Norte)
16 de setembro – Jardim Botânico de Brasília (Lago Sul)
23 de setembro- Parque da Cidade (Plano Piloto)
30 de setembro – Parque Saburo Onoyama (Taguatinga)

Acompanhe a programação:
www.casuloteatro.com
www.fb.com/casuloteatro