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quinta-feira, julho 9, 2026
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Eliana Pedrosa candidata ao GDF aposta na pauta social

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Ampliar o ensino integral nas escolas públicas e retomar a bolsa universitária foram medidas mencionadas por Eliana Pedrosa em entrevista à TV Comunitária

Por Adriana de Araújo

Eliana Pedrosa, candidata ao Governo do Distrito Federal, pelo PROS, aposta na pauta social se define como candidata da família. Em entrevista à TV Comunitária, nesta quarta-feira (08), Eliana contou que entrou na política após doença do filho que chegou a ser desenganado pelo médico, mas se curou. “Foi uma dádiva que recebi. Por isso, quis ampliar o meu trabalho social”, explicou.

“Todos nós, que estamos na política, temos uma dívida social”, enfatizou a candidata.  Eliana Pedrosa atuou como deputada distrital por 3 mandatos consecutivos (2003-2014), e secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (SEDEST).  Se eleita governadora, ela pretende focar no social, retomando, pro exemplo, programa como o mestre do saber desenvolvido, quando foi secretária, para valorizar o conhecimento da população da terceira idade. “Sonho com uma Brasília que todos tenham oportunidades. Não porque o Estado é paternalista, mas porque ele quer que as pessoas se sintam úteis”.

A candidata destacou que a população precisa fiscalizar os candidatos que forem eleitos. “A população está decepcionada com a política. Mas não encontramos outra maneira de se organizar para conseguir saúde, educação”.

Segundo Eliana Pedrosa, se eleita, uma das primeiras medidas adotada será ampliar o ensino em tempo integral para tirar crianças e adolescentes da rua. A candidata prometeu ainda investir na educação especial para estudantes com deficiência tenham atendimento adequado nas salas de aula e retomar a bolsa universitária, que tem como contrapartida a prestação de monitoria nas escolas públicas.

Atendimento de saúde nas escolas e profissionalização para o mercado de trabalho no ensino médio foram outros pontos ressaltados pela candidata. “É através da educação que mudamos a vida dos nossos filhos”, frisou ao mencionar a necessidade de tornar a escola pública mais atrativa para combater a evasão.

Para solucionar a guerra fiscal, Eliana disse que vai apostar em incentivos para que as empresas possam se instalar em Brasília e gerar empregos na cidade.  Além disso, mencionou a necessidade de controlar o desempenho os indicadores destas empresas. A candidata disse ainda que é necessário investir no potencial do turismo cívico e arquitetônico na cidade para trazer oportunidades de negócio e renda.

Assista entrevista completa

Com base em entrevista realizada pelo Programa Painel da Cidadania e a TV Comunitária.

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta programação da 51ª edição

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O festival exibirá mais de 120 de títulos do cinema brasileiro entre os dias 14 e 23 de setembro

Por Adriana de Araújo

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou, hoje (08), os filmes selecionados para a 51ª edição do evento que acontece entre os dias 14 e 23 de setembro, no Distrito Federal.  Serão exibidos mais de 120 filmes nacionais.  Para a mostra competitiva foram escolhidos nove longas-metragens e 12 curtas.

Segundo o secretário de Cultura do DF, Guilherme Reis, os filmes selecionados mostram a diversidade do cinema brasileiro e dialogam com as questões atuais da sociedade.  “O Brasil vive um momento de políticas afirmativas e isso será refletido na tela. As mulheres, por exemplo, estão de parabéns por garantir seu espaço de trabalho”.

Dos nove longas-metragens que serão apresentados na mostra competitiva do festival, seis são dirigidos por mulheres.

Torre das Donzelas

A situação das mulheres na sociedade brasileira também é tema de algumas obras exibidas no festival como “Torre Das Donzelas”, de Susanna Lira (RJ), Boca de lobo de Bárbara Cabeça (CE) e “Mesmo com Tanta Agonia”, de Alice Andrade Drummond (SP).

Para Eduardo Valente, diretor artístico do festival, o evento tem papel importante de pensar o cinema no Brasil e está ligado a vocação de Brasília para o debate. “Escolhemos filmes que repercutirão nas discussões do telespectador. Vão ultrapassar a sala do cinema e gerar reflexão”, disse.

Segundo ele, a produção crescente e bastante diversificada do cinema nacional se deve, entre outros fatores, à capacidade da produção digital que baixou os custos.  Ele citou como exemplo o documentário Bloqueio de Quetim Delaroche e Victória Álvares.  A obra trata da greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, e foi produzida em menos de quatro meses sem nenhum financiamento público.

Bloqueio Foto:Thais Vidal

Neste ano, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega a 13 Regiões Administrativas do Distrito Federal. Além de ocupar o cinema que tornou o festival conhecido em todo o Brasil – o Cine Brasília – a programação conta com apresentações simultâneas das mostras competitivas em São Sebastião, Riacho Fundo, Sobradinho e Taguatinga. As atividades formativas ganham as cidades de Planaltina, Guará, Recanto das Emas, Ceilândia e São Sebastião, além do Plano Piloto; e o festival conta novamente com a parceria do Cinema Voador, com programação paralela apresentada nas cidades do Paranoá, Estrutural, Brazlândia, Samambaia e Gama.

Além da programação competitiva, haverá também mostras paralelas, especiais, hours concours, Mostra Brasília e exibições em outras atividades.  Um dos filmes que será apresentado na Mostra Brasília é o longa “O outro lado da memória”, de André Luíz Oliveira. O documentário aborda, entre outros temas, a origem e identidade do povo brasileiro e a dificuldade de ser negro no Brasil. “A gente é maioria no país e precisa se ver no cinema”, ressaltou a diretora-assistente da produção, Melina Bomfim. Segundo ela, a participação no festival é muito importante para carreira de um cineasta.

 Filmes da mostra competitiva

Em 2018, o festival recebeu 724 inscrições de filmes interessados em pleitear o Troféu Candango, dos quais foram selecionados nove títulos de longa-metragem e 12 curtas-metragens para as Mostras Competitivas – Curtas e Longas. Entre os longas, estão os documentários “Torre Das Donzelas”, de Susanna Lira (RJ), “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman (SP); e “Bloqueio”, de Quentin Delaroche e Victória Álvares (PE); e as ficções “Ilha”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA); “Los Silencios”, de Beatriz Seigner (SP/Colômbia/França); “Luna”, de Cris Azzi (MG); “New Life S.a.”, de André Carvalheira (DF) — que também concorre na Mostra Brasília; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida (SP); e “Temporada”, de André Novais Oliveira (MG).

Os curtas-metragens participantes da mostra competitiva se dividem entre oito ficções, três documentários e uma animação. Os documentários são “Liberdade”, de Pedro Nishi e Vinicius Silva (SP); “Sempre Verei Cores no seu Cinza”, de Anabela Roque (RJ); e “Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados”, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (PE). As ficções selecionadas são “Aulas que matei”, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF); “Boca de Loba”, de Bárbara Cabeça (CE); BR3, de Bruno Ribeiro (RJ); “Eu, Minha Mãe e Wallace”, dos Irmãos Carvalho (RJ); “Kairo”, de Fabio Rodrigo (SP); “Mesmo com Tanta Agonia”, de Alice Andrade Drummond (SP); “Plano Controle”, de Juliana Antunes (MG); e “Reforma”, de Fábio Leal (PE). Única animação da Competitiva, “Guaxuma”, de Nara Normande (PE), também concorre ao Candango.

Homenagem

Secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, acompanhado do Diretor Artístico, Eduardo Valente, durante coletiva sobre o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante anúncio à imprensa o diretor artístico do festival, Eduardo Valente, informou que a medalha Paulo Emílio Salles Gomes, criada em 2016 para homenagear os grandes nomes do cinema brasileiro, será concedida ao crítico e professor de cinema Ismail Xavier e ao arquivista Walter Mello, um dos idealizadores do Festival de Brasília.

Outra novidade desta edição é a criação do prêmio Leila Diniz com o objetivo de celebrar figuras femininas que marcaram o cinema brasileiro. Neste ano, o prêmio será concedido a Íttala Nandi e Cristina Amaral.

Após importante trajetória no teatro, Íttala estreou como atriz no cinema com “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, filme que ganhou o prêmio principal do Festival de Brasília há exatos 50 anos.   Cristina Amaral aparece como premiada pela sua importância como montadora de cinema, carreira na qual atua há mais de 40 anos.

 

 

 

 

Nós estamos morrendo

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O texto abaixo foi escrito pela candidata a deputada federal Rayssa Tomáz e fala a respeito dos direitos das mulheres no Brasil

Nós estamos morrendo.

Não faço esta constatação baseada em conceitos filosóficos sobre a vida. Estamos sendo assassinadas. Ocupamos o quinto lugar no ranking do feminicídio mundial. Somos treze vítimas todos os dias. Temos mais de 4 mil processos na Delegacia da Mulher do DF. 1,2 mil mulheres são violentadas por mês em nossa cidade. Somos um dos recordistas no registro deste tipo de crime em todo o país. De ontem pra hoje, morremos três vezes. Estes dados podem parecer repetitivos, entoados dia a dia, como um mantra. Este é o nosso sofrimento em roupagem numérica.

Não dá mais. Não dá mais tempo.

Pelos cálculos estatísticos, a cada 7 minutos registramos ocorrências de violência contra a mulher. Só durante o tempo que eu escrevi o primeiro enunciado, duas mulheres podem ter sido agredidas. Elas são desconhecidas. Em sua maioria, vivem em situações de vulnerabilidade social mas isso me parece muito mais um disfarce social. A violência está em todas as camadas sociais, muito embora algumas se esforcem mais para jogar a sujeira para debaixo do tapete. Parecem estar distante da nossa realidade.

Temos dados alarmantes sobre violência no transporte público. Quase 90% das usuárias afirmam já terem sido abusadas ou terem sofrido situações de constrangimento. Não temos direito as cidades. Nossos trajetos são mais perigosos; podemos não voltar. Temos medo de andar pelas ruas. Que Estado de direito é esse que nos limita ao direito de ir e vir?

Se precisamos sobreviver, como poderemos prosperar?

Foto: Reprodução/Facebook

Meu pesar é por sabermos que existe uma tendência a menosprezar nosso pleito. Embora sejam visíveis os esforços dos governos em instituições para frear os casos de violência, ainda não chegamos no ponto primordial; precisamos ser combativos contra o machismo. Precisamos de uma cultura de paz, de convivência harmoniosa, de discurso propositivo. Precisamos combater a impunidade, precisamos de políticas positivas e estruturais. Precisamos de tecnologia aliada à segurança. Precisamos dos homens caminhando junto com a gente, lado a lado, contra o machismo que mata. O machismo mata mulheres. Necessitamos mais representação. Precisamos de um novo pacto social em que seja um pesar para todos enterrar de mais uma filha e mais uma mãe. Abracemos a ideia de que “O BRASIL NÃO TOLERA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER”.

Parece histeria, não é? Mas imagine conviver com o medo de virar mais um número.

Quando lemos números, não conseguimos assimilar as realidades. Para a maioria de nós; estatística. Para os familiares e amigos, histórias de vida abruptamente encerradas. Elas devem sempre ganhar um nome e um rosto. Poderia ter sido eu ou você, mas foram Anne Mikaelly, Palloma Lima, Clésia Andrade e Ieda Rizzo Adriana Castro Rosa, Louise Ribeiro, Janaina Romao, Jessyka Laynara, Carla Grazyele, Marilia Jane e tantas outras.

A candidata a deputada Federal pelo PV, Rayssa Tomáz, aproveita a oportunidade para convidar para o Lançamento da Frente Suprapartidária Feminina hoje às 19h no auditório do IDP em Brasília. Na ocasião estarão presentes o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, a Professora Fátima Sousa, a candidata Leila do Vôlei dentre outras 55 candidatas de 12 partidos diferentes.

The Look Of The Year 2018 terá seletiva em Brasília

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Final mundial será em 2019 na Itália

O The Look of The Year, seleção nacional realizada pela Joy Model, terá uma seletiva no Distrito Federal em sua quinta edição. Brasília e as cidades satélites já estão recebendo as inscrições (www.thelookoftheyear.com.br) com vistas à final nacional, que acontecerá em São Paulo, no mês de novembro. Na ocasião, serão eleitos três modelos femininos e um masculino, sendo que a primeira colocada na categoria feminina seguirá para a final mundial, prevista para o segundo semestre de 2019, na Itália.

A seletiva de Brasília acontece dia 17 de agosto, no auditório do JK Shopping, as 14 horas.

Com mais de 100 etapas locais e regionais nas principais cidades brasileiras, o The Look of The Year 2018 vai selecionar 20 modelos femininos e cinco masculinos semifinalistas. Os vencedores serão premiados com um contrato de quatro anos com a Joy Model, um planejamento de carreira nacional e internacional e apoio financeiro e logístico para manterem-se em São Paulo no início da carreira. Material fotográfico também faz parte da premiação. A coordenação das seletivas no DF está a cargo das agências TM Models em parceria com a Black Fashion Model.

Entre as “descobertas” de Liliana Gomes, proprietária da Joy Model e responsável pela seletiva no Brasil, estão tops como Gisele Bundchen, Fernanda Tavares, Carol Ribeiro, Lais Ribeiro, Michele Alves, Ana Beatriz Barros, entre diversas outras.

 

Regulamento:

Inscrições gratuitas por meio do site www.thelookoftheyear.com.br

Modelos femininos: a partir de 16 anos e, no mínimo, 1.70 de altura

Modelos masculinos: a partir dos 16 anos, no mínimo, 1.80 de altura

Para mais informações envie e-mail para: blackfashionmodel.elenco@gmail.com

DF sedia etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

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Seis equipes de alunos do ensino fundamental do Colégio Galois participam da seletiva, que será realizada no dia 18/8

Estratégica para o desenvolvimento do país, a robótica é um importante passo para a chamada Indústria 4.0 e tende a se tornar uma das dez maiores áreas de pesquisa na próxima década. No Brasil, atualmente são instalados em média 1,5 mil robôs por ano, mas, embora seja um avanço em relação a períodos recentes, é um volume considerado ainda muito baixo em relação aos países mais desenvolvidos. Para melhorar este desempenho é preciso incentivar práticas que estimulem maior utilização de tecnologias e estudos na área desde cedo, como a robótica educacional.

É isso que tem feito o colégio Galois. Com aulas extracurriculares, alunos da instituição aprendem robótica já a partir do 6º ano, nas modalidades Arduino e plataforma Lego, onde são trabalhados robôs de maior complexidade estrutural; e kit Maker Robotics Competition, com foco em competições de robótica. “A robótica antecipa a realidade que essas crianças vão encontrar no futuro. Além de fomentar o trabalho em equipe, a proposta é instigar a resolução de problemas, raciocínio lógico e programação, sendo muito útil para as profissões que eles vão seguir, especialmente áreas relacionadas a exatas”, explica o professor Rodrigo de Lima Carvalho, responsável pela disciplina no Galois.

Como parte do projeto, 18 alunos do ensino fundamental da instituição, divididos em seis equipes, já estão com seus projetos prontos para a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2018, que tem como objetivo estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar novos talentos e promover inovação. Na etapa regional do Distrito Federal, que será realizada dia 18/08, no Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus de Ceilândia, os estudantes do Galois apresentarão seis robôs criados e programados por eles. “As máquinas foram construídas nas três modalidades que trabalhamos em sala de aula. Como missão na prova, elas vão simular um desastre e devem cumprir o desafio de resgatar vítimas, desviando de obstáculos”, explica o professor.

Entre os participantes está João Martins de Morais, 11 anos, aluno do 6º ano do ensino fundamental. “Esta é minha primeira participação no evento e estou muito feliz em poder compartilhar essa experiência com meus colegas. Estar na OBR é importante para mostrar o que estamos fazendo em sala de aula e todo nosso esforço. Aqui construímos tudo do zero e aprendemos muito”, destaca o estudante. “É uma atividade muito complexa. A parte mais difícil foi a programação. Mas com certeza é um trabalho que nos ensina muito”, completa o estudante do 6º ano, Vinícius Yokoy.

A OBR ocorre desde 2006 e classifica equipes para a RoboCup, maior evento de robótica do mundo. Depois da etapa regional do evento, os alunos selecionados seguem para a final nacional da competição, que será realizada em novembro em João Pessoa.

Bom demais é ter em quem votar

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A pré-candidatura de Cristina Roberto a deputada federal pelo DF recupera ideais de cuidados com a saúde alimentar; incentiva o empreendedorismo dos trabalhadores e trabalhadoras; abre uma nova frente de valorização da cultura e ainda reforça a luta em defesa dos direitos humanos. Conheça essa pré-candidata que promete reacender a esperança na política como espaço de criação de soluções para o bem-comum.

É bom demais. Esse slogan sintetiza com fidelidade o espírito de Cristina Roberto, pré-candidata a deputada federal cuja história de vida tem muitos laços com o Distrito Federal e seus habitantes.

É difícil saber qual tem mais influência sobre a outra. Se é Cristina que define Brasília ou se foi Brasília que fez dela essa mulher corajosa, alegre, capaz de dialogar com o que há de mais novo no horizonte. Certo é que as duas se confundem e se completam numa vida comum de quase 50 anos.

O slogan é #É BOM DEMAIS remete ao restaurante e espaço cultural criado por Cristina Roberto nos anos 1980. Foi ali que as artes e a cultura da capital federal contribuíram para dar a Brasília uma identidade própria. “A luta contra a ditadura estava avançando. O restaurante foi um catalizador desse ambiente de efervescência, de criatividade e, principalmente, de exercício de liberdade política e cultural. Foi um marco na vida de Brasília e na formação de grande parte da juventude que ajudou o país a reconstruir a democracia nos anos e décadas seguintes”, relembra Cristina Roberto.

O que as urgências daquela época têm a ver com os dias de hoje? “Tudo, tudo”, Cristina responde rápida e energicamente. O olhar se assombra e logo em seguida volta a brilhar. “Hoje, vivemos tempos sombrios como naquela época. Agora temos, novamente, a tarefa de reconstruir a nossa democracia, de devolver a cidadania ao nosso povo e a soberania ao nosso país”.

Nana Caymmi

Cristina Roberto faz uma enorme lista dos retrocessos causados pelo golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e alçou ao poder um grupo de usurpadores sem qualquer compromisso com o Brasil. A reforma trabalhista, o desemprego de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, a fome, a violência galopante, as doenças e a precariedade dos serviços de saúde, as perseguições, a injusta prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são alguns dos retrocessos citados por ela.

“Lula é preso político. Foi colocado atrás das grades por um grupo de justiceiros que está fazendo de tudo para afastar das urnas o candidato escolhido pela maioria dos brasileiros. Isso é uma barbaridade, uma agressão ao estado de direito e uma afronta aos brasileiros”. Cristina se revolta contra os abusos de poder e também contra a ocupação dos espaços públicos por grupos econômicos.

Tirem o veneno da nossa mesa – “Prestem atenção no que o Congresso Nacional está fazendo”, alerta a candidata a deputada federal anunciando um dos seus temas prioritários. “Se não agirmos rapidamente, e com muita firmeza, eles vão colocar mais veneno na nossa alimentação”. Cristina Roberto se refere ao projeto de lei que está tramitando na Câmara Federal, que autoriza o aumento do uso de agrotóxico da agricultura. Indignada, ela ressalta que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Renato Matos

Muitos desses venenos são proibidos em todos os países da União Europeia e aqui continuam sendo usados livremente mesmo com a comprovação de que causam doenças e mortes. “Vou lutar com todas as minhas forças para reverter essa situação. O que nós temos que fazer é votar leis para que tirem o veneno de nossas mesas”.

Cristina sabe o que está dizendo. Na cozinha, é precursora da defesa da comida saudável, dos alimentos orgânicos, da utilização de ingredientes do cerrado em sua gastronomia e do combate ao uso do agrotóxico. Ela tem credenciais mais do que reconhecidas para enfrentar questões como o lobby dos agrotóxicos e para tomar a frente na luta pela segurança alimentar, um direito ainda tão pouco respeitado no Brasil.

Marcelo Beré, Udi Grudi

Mulher, mãe, avó, cozinheira-empreendedora e militante cultural, Cristina sempre atuou com consciência de que cada gesto, cada palavra, cada ação sua tem repercussão política. É esse potencial transformador, cheio de esperança em um mundo melhor, que ela está trazendo para a sua candidatura e pretende levar para o Congresso Nacional. “Precisamos tirar o país da inércia, afastar para sempre a sombra do atraso que está envenenado não só a comida, mas todas as nossas relações sociais. Precisamos recuperar o respeito e a confiança em nós mesmos. Vamos tirar o país das mãos dessa minoria que só explora nossas riquezas e nossa gente. O Brasil pode ser bom para todos os brasileiros e brasileiras. Aliás, pode ser bom demais. É para isso que lutamos”.

A transformação começa em nós – Cristina fala com a energia dos empreendedores. Ela não tem medo de enfrentar dificuldades e encarar desafios. O restaurante Bom Demais nasceu de uma inquietação e da vontade de fazer algo positivo, transformador e coletivo.

Toninho Horta e Elisete Cardoso

De dia, o restaurante oferecia comida natural, algo quase desconhecido nos 80. À noite, o cardápio era arte e cultura de todo jeito. No palco aberto do Bom Demais passaram quase todos os artistas brasilienses, grandes nomes da MPB brasileira, além de poetas, escritores, performáticos e quem mais tivesse algo artístico e criativo a dizer. Tudo que estava acontecendo de novo no Brasil e no mundo, de alguma forma, transitou naquele espaço criado para cuidar do corpo, abrir as mentes e provocar mudanças.

“Naquela época estávamos aprendendo que o cuidado com o corpo e o compromisso com a alimentação têm forte carga política, assim como a liberdade de expressão e os direitos civis em geral. O Bom Demais reunia tudo isso de forma inovadora. Era um campo de experimentação e de avanços em todos os sentidos. Ali nós descobrimos que a colaboração, a criação, e a busca do bem-estar coletivo têm potência transformadora. É exatamente essa potência que estamos reativando para enfrentarmos os ataques às conquistas que tivemos nas últimas décadas”.

Quase 40 anos depois, Cristina Roberto continua inquieta, inconformada com as injustiças, e motivada a assumir novos compromissos em nome do bem-comum. O cenário de hoje é bem diferente daquele dos anos 80, quando a sociedade brasileira estava mobilizada contra a ditadura e unida em torno da esperança da redemocratização.

Nos dias atuais, o clima é de descrença na política e de desinteresse nas eleições de outubro. É nessas horas que os mais preparados e mais dispostos são chamados a contribuir. “Eu pensei mil vezes se deveria concorrer a um cargo público, mas não vi outro jeito. Quando eu penso no PL do veneno; quando eu vejo as pessoas empreendendo sem qualquer apoio do Estado; quando eu vejo o racismo, a perseguição e o ódio à população LGBT; quando eu olho para meus filhos e para meus netos, eu não tenho dúvida de que o futuro só será bom se eu fizer alguma coisa. Por isso, eu decidi me candidatar a deputada federal. O futuro que eu quero é bom demais. E eu vou atrás dele”.

Nem um direito a menos – Se hoje as mulheres ainda enfrentam discriminação e preconceito, quarenta anos atrás, quando Cristina Roberto decidiu tocar um negócio próprio, a barra era muito mais pesada.

“O mundo dos negócios e o setor de gastronomia eram campos dominados pelos homens. Mulher só era aceita na cozinha de casa. Eu tive que enfrentar uma pedreira. Doeu, foi difícil, mas eu resisti. Até hoje tenho que lutar pelo meu espaço, por isso, sei como é importante construir políticas públicas de igualdade”.

Depois de importantes avanços, como a instituição de políticas afirmativas e do reconhecimento de direitos de grupos historicamente discriminados, o Brasil está regredindo. Negros, LGBTs, índios, mulheres, populações da periferia e do campo estão sofrendo novas e cada vez mais duras ameaças.

Caetano Veloso

Hoje há candidatos que se opõem abertamente aos direitos desses grupos. Um candidato a presidente da República, por exemplo, defende salário menor para mulheres. Há grupos se organizando para eleger o maior contingente possível de parlamentares contra os direitos dos LGBTs, contra cotas para negros, contra o ensino público gratuito, contra o aborto, mas a favor da pena de morte e de outros descalabros impensáveis no século 21.

Neste campo, a candidatura de Cristina Roberto ganha importância ainda maior. Sem um voto expressivo em nomes que defendam os direitos constitucionais, as bancadas do atraso tendem a crescer. “Temos que enfrentar as bancadas BBB – Boi, Bala e Bíblia com o bem e o bom, com o justo e o correto para todos. Ou nos posicionamos agora, ou teremos que aceitar quatro ou mais anos de trevas, dor e sofrimento”, alerta Cristina ressaltando que todos os brasileiros têm direitos iguais. Portanto, esses grupos de ódio que estão se infiltrando nas instituições brasileiras devem banidos pelo voto e pela lei.

Direito ao trabalho e à dignidade – Com 13 milhões de desempregados e com uma população relegada à própria sorte desde a abolição da escravatura, empreender é algo natural no Brasil, mas até hoje o Estado não assumiu o seu papel nesse setor.

Em seu mandato como deputada federal, Cristina defenderá o empreendedorismo propondo caminhos de incentivos para alimentar o potencial empreendedor e criativo da população por meio de políticas públicas de fomento ao coletivismo e à economia solidária.

Cassia Eller Foto: Sandro Alves

Direito à cultura – Outro ponto de atenção do mandato de Cristina Roberto na Câmara dos Deputados será o direito à cultura, à produção e ao acesso aos bens econômicos e simbólicos proporcionados pela produção e fruição cultural.

A cultura deve ser vista não apenas como campo de produção simbólica, mas também como elemento estratégico de inclusão social e de geração de riquezas. Para Cristina, um mandato comprometido com o desenvolvimento humano tem que ter a cultura permeando todas as dimensões da vida dos indivíduos e da sociedade.

Ela promete lutar por novas formas de financiamento e pelo fortalecimento das políticas de incentivo à produção cultural. “É preciso alargar o conceito de cultura incluindo um trabalho para que todas as expressões artísticas sejam valorizadas e acessíveis. Temos que pensar a cultura como fator de desenvolvimento sustentável do país e como oportunidade de amadurecimento e de evolução da nossa sociedade”, diz ela.

Cristina Roberto é cozinheira, empreendedora, ativista cultural e defensora de alimentação segura e saudável.