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sexta-feira, julho 10, 2026
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Espetáculo “Mercedez com Z”, da comediante Adriana Nunes, de volta a Brasília

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Espetáculo “Mercedez com Z”, da comediante Adriana Nunes, de volta a Brasília

Os atores Adriana Nunes e Similão Aurélio voltam aos palcos da cidade para encenar a divertida peça de teatro “Mercedez com Z”. Em cartaz em São Paulo, eles fazem uma breve aterrissagem na Capital Federal para apresentação nos dias 02 e 03 de junho, no Teatro dos Bancários, sábado, às 21h, e domingo, às 20h.

O enredo aborda com muito humor o universo feminino, a partir das aventuras e desventuras da protagonista. Em uma de suas muitas noites solitárias, Mercedez liga para um programa de rádio, desses ao vivo, para narrar suas venturas e desventuras amorosas. Similião Aurélio encarna o radialista e locutor Wanderley Wanderson. Ele e todo o público passam a ouvir confidências e relatos que levam a plateia às gargalhadas.

A dupla vivencia as narrativas dela, interpretando distintas situações e personagens. Ao longo da trama, Adriana encarna o papel de quatro mulheres. Enquanto Similião Aurélio dá vida a seis personagens durante o espetáculo – entre eles, um divertido terapeuta, e ainda o grande amor de Mercedez, um malandro que a abandona grávida.

O cenário e o figurino foram livremente inspirados na obra da artista plástica pop japonesa Yayoi Kusama. Os ingressos custam R$60,00 a inteira e R$30,00 a meia.

Serviço:

“MERCEDEZ COM Z”, TEATRO DOS BANCÁRIOS
Venda on-line: bilheteriadigital.com.br
Informações: (61) 98538-2812
02/06 Sábado – às 21h
03/06 Domingo – às 20h

*Classificação: 14 anos

Confira a agenda cultural para o feriado de Corpus Christi em Brasília

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Confira a agenda cultural para o feriado de Corpus Christi em Brasília

Programação cultural em Brasília se agita com a chegada do feriado. Veja opções para sair de casa!

Na quinta-feira é celebrado Corpus Christi — festa religiosa que se lembra a importância da Eucaristia — e a pausa na quinta-feira significa que o clima do fim de semana chegará um pouco mais cedo à capital. Já na véspera da folga, shows e festas animam a programação da cidade, e o agito se prolonga também no dia do feriado.

Entre as grandes atrações estão os cantores Maria Bethânia e Zeca Pagodinho, que dividirão nesta quarta-feira (30/5) o palco do auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental, com o show De Santo Amaro a Xerém.

Essa é a primeira vez que Brasília recebe a apresentação, que é dividida em seis partes com músicas como Vai vadiar, Reconvexo e Sonho meu. “Cada um levou músicas que gostaria de cantar em duo. Incluir no roteiro a homenagem à Mangueira e à Portela também foi sugestão minha, aceita de imediato pelo Zeca”, explica Bethânia.

A véspera do feriado também é o dia de outros encontros. O primeiro deles será dos grupos de pagode baianos Parangolé e Harmonia do Samba. As bandas são as atrações do projeto O encontro, na Hípica Hall. Na Balada da véspera, tradicional antes dos feriados na Bamboa, são os artistas do sertanejo que unem forças. São eles: o cantor Gabriel Gava, dono dos hits Fiorino, Seu papai sopra e Frentista, e os mineiros João Arthur & Daniel. Os artistas fizeram parceria na gravação do DVD da dupla em Brasília.

O Funn Festival, iniciado há duas semanas com estrutura dentro do Estacionamento 4 do Parque da Cidade, também tem programação na véspera e no feriado. Quarta, a partir das 19h, o evento recebe o show do coletivo de rap 1Kilo, conhecido pelo hit Deixe-me ir. Na quinta é a vez da dupla George Henrique & Rodrigo e o grupo Sambô animarm o local.

Os amantes de funk poderão aproveitar a noite desta quarta na Pink Holiday, na boate Pink Elephant. O convidado é o cantor MC Leozinho, conhecido por canções como Tô tranquilão, Toda gostosa e Ela só pensa em beijar. Quarta também é o dia da festa Sarrada no Vrau no Outro Calaf, que tem o funk como principal estilo musical na pista de dança.

Música brasiliense

O feriado também terá opções autorais para o brasiliense que gosta de celebrar a produção local. Quarta e quinta, no Teatro Plínio Marcos, na Funarte, o grupo Stoyca, formado por Jorge Verlindo (voz e guitarra), Walter Cruz (teclado), Arthur Lôbo (baixo) e Caio Fonseca (bateria), faz show de lançamento do EP Formas de voar.

Composto por três faixas, Dédalos, Cópias e Aves de capoeira, o álbum é o norte do show, que terá ainda canções do primeiro disco da banda. “Serão músicas inéditas e do EP em harmonia com as faixas do álbum Ninguém estava aqui, porque há uma certa continuidade, apesar desse trabalho não ser parecido, ele é uma evolução. Então é interessante apresentar essa harmonia”, explica Jorge Verlindo.

Nos dois dias de show, a banda contará com artistas locais fazendo a abertura: quarta com Dario e Os Franciscanos e quinta com Adriah. “Sempre nos nossos lançamentos chamamos artistas da cidade, que tem uma cena cultural muito rica. Além disso, são artistas com quem temos afinidades musicais”, completa.

O cantor brasiliense Fernán fará show de lançamento. No caso dele é a divulgação do videoclipe de Você e o rock, faixa do EP de estreia Píer. A apresentação será hoje na Cervejaria Criolina e contará ainda com Os Gatunos, Lobato e Brown-Há, além de discotecagem nos intervalos.

Eventos

Alguns projetos brasilienses aproveitam o feriado para novas edições. Um deles é o Quarta Dimensão, que está de volta para mais uma temporada sempre às quartas no Espaço Galleria, no Setor de Diversões Sul. O retorno também marca o lançamento do vinil, que tem gravações de nomes como Muntchako, Consuelo e Viela 17. A noite de estreia terá shows de Trinco, Alberto Salgado, Junior Ferreira e Carol Carneiro.

Também na quarta no Conic ocorre a festa de reinauguração do Sub Dulcina. O espaço foi reformado e contou com um mural com mais de 40 trabalhos de grafiteiros, artistas plásticos e muralistas do DF e Entorno. O relançamento contará com discotecagem de 10 DJs, entre eles, Kaká e Parankteno.

Quinta é o dia da segunda edição da festa Pork’n Roll, que será realizada no Restaurante Oliver, no Setor de Clubes Sul. O evento, que é open food, terá shows de Renata Azambuja do projeto Cazuza In Concert, HM Blues (Haroldinho Matos), Rubinho Gabba, Vital e De La Rosa. Além disso, Phillipe Seabra (Plebe Rude); e Digão (Raimundos) fazem participação especial.

Confira como aproveitar a véspera e o feriado

Balada da véspera
Bamboa Brasil (SHIP, Tc. 2). Quarta, às 22h. Com show de Gabriel Gava e João Arthur & Daniel. Entrada a R$ 20 (até as 23h e com nome na lista) e R$ 40 (após ou sem nome na lista). Valores de meia-entrada e sujeitos a alteração. Não recomendado para menores de 16 anos.

Funn Festival
Estacionamento 4 do Parque da Cidade. Quarta, às 19h. Com show da banda 1kilo. Entrada a R$ 40 (unissex e meia). Não recomendado para menores de 18 anos. Quinta, às 19h. Com show de George Henrique & Rodrigo e Sambô. Entrada a R$ 50 (unissex e meia). Não recomendado para menores de 18 anos.

Lançamento do videoclipe Você e o rock, de Fernán
Cervejaria Criolina (SOFS, Qd. 1, Cj. B). Quarta, às 19h. Com show de Fernán, Os Gatunos, Lobato, Bronw-Há e discotecagem. Entrada colaborativa. Não recomendado para menores de 18 anos.

Maria Bethânia e Zeca Pagodinho
Auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Quarta, às 21h. Show De Santo Amaro e Xerém com Maria Bethânia e Zeca Pagodinho. Ingressos: R$ 400 (poltrona front gold), R$ 340 (poltrona gold), R$ 300 (poltrona lateral), R$ 250 (poltrona A), R$ 200 (poltrona B) e R$ 150 (poltrona superior). Valores referentes à meia- entrada. Assinantes do Correio têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos de inteira.

O encontro
Hípica Hall (SHIPS, AE, Cj. 8). Quarta, às 22h. Com Parangolé e Harmonia do Samba. Entrada a R$ 80 (frente palco) e R$ 130 (camarote). Valores de meia-entrada e terceiro lote. À venda em www.bilheteriadigital.com. Não recomendado para menores de 18 anos.

Pink Holiday — MC Leozinho
Pink Elephant (SCES, Tc. 2). Quarta, às 23h. Com MC Leozinho. Entrada a R$ 50 (mulher) e R$ 70 (homem). Valor de meia-entrada e sujeito a alteração. À venda em www.bilheteriadigital.com.br. Não recomendado para menores de 18 anos.

Pork’n Roll — Segunda edição
Restaurante Oliver (SCES, Tc. 2, Lt. 2). Quinta, às 12h. Com Cazuza In Concert, HM Blues, Rubinho Gabba, Vital, De La Rosa e participação especial de Phillipe Seabra (Plebe Rude) e Digão (Raimundos). Entrada a R$ 120 (mulheres) e R$ 140 (homens). Valores de meia-entrada, segundo lote e com direito a open food. À venda em https://www.restauranteoliver. com.br/ingressos/. Não recomendado para menores de 18 anos.

Quarta dimensão
Espaço Galleria (Conic). Quarta, às 21h. Lançamento do vinil do projeto, com shows de Trinco, Alberto Salgado, Junior Ferreira e Carol Carneiro, além de discotecagem dos DJs Mond, Gaivota, Luan e Indústria Brasileira. Entrada a R$ 10. Valor de meia e sujeito a alteração. Não recomendado para menores de 18 anos.

Reinauguração do Sub Dulcina
(Conic). Quarta, às 20h. Com Djs Kaká (SuB Dulcina), Guilherme aka Oblongui, Lethal, Gustavo FK, SuKjeet aka Babi, Fabio PSK, Igor, Fibo, Ogunda-o e Parakteno. Entrada a R$ 20 (2º lote) e R$ 30 (na hora). Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 18 anos.

Sarrada no vrau
Outro Calaf (SBS, Qd. 2). Quarta, às 22h. Com Andie e Bisca, Carol Stérica, Mike e Netto. Entrada a R$ 10 (até as 22h30), R$ 15 (até as 23h), R$ 20 (até a 0h) e R$ 30 (após), com nome na lista. Sem nome na lista: R$ 30. Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 18 anos.

Stoyca — Lançamento do EP Formas de voar
Sala Plínio Marcos (Complexo Cultural Funarte). Quarta e quinta, às 20h. Com show da banda Stoyca e abertura de Dario e Os Franciscanos (hoje) e Adriah (amanhã). Entrada a R$ 10 (preço único). Não recomendado para menores de 12 anos.

Mais opções, programe-se!

Bruno Batista
Clube do Choro (Eixo Monumental). Quarta, às 21h. Show de Bruno Batista. Entrada franca. Não recomendado para menores de 14 anos.

Choro Pra Cinco
Clube do Choro (Eixo Monumental). Quinta, às 21h. Show com o grupo Choro Pra Cinco. Entrada a R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira). Não recomendado para menores de 14 anos.

Concerto aula — Quinteto violado
Teatro da Caixa Cultural (SBS, Qd. 4). Quinta, às 20h. Concerto aula com Quinteto Violado. Entrada a R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Classificação indicativa livre.

Quinta no Calaf
Outro Calaf (SBS, Qd. 2). Quarta, às 22h. Com MC Maha, MC Bockaum, MC Carioca, MC Kokão, MC Marcinho e DJs Daniel Futuro, Bruno Antun, Alex MPC e Thiago May. Entrada a R$ 20 (até as 23h), R$ 30 (até a 0h) e R$ 40 (após), com nome na lista. Sem nome na lista: R$ 30 (até as 23h), R$ 40 (até a 0h) e R$ 50 (após). Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 18 anos.

Samba urgente
Canteiro Central (SCS, Qd. 3, Bl. A). Quarta, às 20h. Roda de samba e com discotecagem do DJ Pops nos intervalos. Entrada franca. Não recomendado para menores de 18 anos.

 

(Correio Braziliense)

Escrever com a alma

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Escrever com a alma

Catarina Barroso

A escritora Suzana Guimarães nasceu em uma família que estimulava a leitura, reflexão e conhecimento, conta que as vezes, acordava durante a noite e via o pai lendo, e ficava admirando o modo como ele se deleitava com a leitura. Suzana lia os autores brasileiros e estrangeiros e aos oito anos de idade começou a escrever suas próprias histórias, que ela mesma ilustrava. Sua inspiração é a própria vida, o cotidiano das pessoas.

Atualmente a escritora tem textos em português, inglês e espanhol e já participou de concursos literários, e tem vários poemas publicados, como Poesia em preto e branco, no livro Antologia poética das cidades brasileiras (1988). Também tem poemas premiados pela Academia Brasileira de Letras (ABL) como A vida da palavra (2003), A palavra na era da imagem (2005), A importância do livro no Brasil do século XXI (2006) e A importância de Machado de Assis um século depois de sua morte (2008).

“Meus poemas em prosa são como fotografias, quadros de momentos. Meu foco é o ser humano com suas dúvidas, certezas, alegrias e tristezas”

Seu mais recente livro é Natureza sem fim, com pequenos poemas em prosa, sobre o livro Suzana conta “Trata-se de um gênero literário não usual, apesar de não ser novo. Outros escritores já exploraram esse gênero como, por exemplo, Baudelaire. No referido livro, inseri alguns textos meus premiados pela Academia Brasileira de Letras”. O livro já teve uma boa aceitação tanto de público como de crítica.

Quando questionada sobre o que ainda deseja publicar ela esclarece “Tenho 5 livros prontos para publicação, sendo um escrito em língua espanhola com textos poemas e uma novela em homenagem a Cervantes. Um desses livros – o A Janela – já foi aprovado por um conselho editorial e está em processo de edição”.

 

Prejuízo de bares e restaurantes é de pelo menos R$ 80 milhões no DF

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Prejuízo de bares e restaurantes é de pelo menos R$ 80 milhões no DF

Os bares e restaurantes do Distrito Federal tiveram um prejuízo de pelo menos R$ 80 milhões desde que começou a greve dos caminhoneiros, o que representa de 20% a 30% do faturamento previsto para o mês de maio. A estimativa é de Rodrigo Freire, diretor regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Essa é uma estimativa inicial feita a partir de dados de estabelecimentos de todo o DF”, disse, que destaca também o impacto sobre o setor de entretenimento.

O principal problema enfrentado pelos bares e restaurantes na semana passada, segundo Freire, foi a falta de gás de cozinha – no momento, um problema pior do que a carência de alimentos. “As pessoas ficaram com medo e acabaram não saindo de casa. Houve também um problema de falta de gás, que já foi resolvido”, afirmou. Segundo ele, os estabelecimentos franqueados tiveram um problema maior porque 80% a 90% dos produtos vem de fora do DF e em alguns locais não tinha nem mesmo pão para fazer o sanduíche.

Quando se considera o setor de entretenimento, que inclui hotelaria, transporte e eventos, o prejuízo pode chegar a R$ 220 milhões, segundo Freire e Adriana Pinto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) do Distrito Federal. Desde que a paralisação começou, diversos eventos no Distrito Federal foram cancelados, como o Campus Party. Também foram canceladas cerca de 5.000 reservas nos hotéis, o que representa cerca de 30% da média de ocupação para o período da paralisação.

Trânsito muda na Esplanada para celebração de Corpus Christi

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Trânsito muda na Esplanada para celebração de Corpus Christi

Nesta quinta-feira (31), duas faixas próximas do canteiro central das Vias S1 e N1, na Esplanada dos Ministérios, serão interditadas para a celebração de Corpus Christi. A festividade católica ocorrerá das 6h30 às 21 horas.

 

Nesta quinta-feira (31), duas faixas próximas do canteiro central das Vias S1 e N1, na Esplanada dos Ministérios, serão interditadas para a celebração de Corpus Christi. Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o bloqueio em frente à Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na altura dos terceiro e quarto quadrantes, será a partir da noite de hoje (30).

Previsão é que todas as vias sejam liberadas às 22 horas

Por volta das 16h45 de quinta (31), o Detran vai fechar a S1 na altura da catedral para a travessia do clero em direção ao canteiro central e para que o público possa cruzar a via em segurança e participar da missa no gramado, prevista para iniciar às 17 horas.

Às 18h30 — horário em que começará a procissão —, a Via S1 será fechada novamente, e o trânsito, desviado para a L2 Sul e para a ligação L2 Sul-L2 Norte (Buraco do Tatuí).

Durante a caminhada dos fiéis pela Esplanada, permanecerá interrompido o acesso da Via L4 para a Via N1 — interditada na altura do Ministério dos Transportes —, e os veículos deverão desviar para a via de ligação N1-S1.

A S1 continuará fechada até o término da procissão e da dispersão total dos participantes. A previsão é que todas as vias sejam liberadas completamente para o trânsito de veículos às 22 horas.

Da necessidade de se estabelecer normas claras para os concursos públicos ao excesso de regulamentação

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Da necessidade de se estabelecer normas claras para os concursos públicos ao excesso de regulamentação

Pablo da Nóbrega

Nos termos do inciso II do art. 37 da Constituição Federal, com a redação dada pela EC nº 19/98, “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. Trata-se de uma norma constitucional que, como destacado, remete à regulamentação legal o estabelecimento das regras a serem aplicadas nos concursos públicos.

Ninguém contesta que a definição de normas claras para esses processos seletivos é fundamental, dentre outros motivos, para preservar a isonomia entre os candidatos e recrutar os melhores quadros, sobretudo diante da relevância de tal instituto na vida das pessoas que optam por uma carreira pública. Mas e quando essa necessidade regulatória gera uma “empolgação legislativa” capaz de criar regras contraproducentes para as seleções públicas? Trato especificamente do Distrito Federal, pioneiro na definição de regras gerais para a realização de concursos públicos, pois há 6 anos está em vigor uma norma destinada a tanto: a Lei nº 4.949, de 15 de outubro de 2012.

A Lei distrital nº 4.949/12 trouxe inegáveis avanços para os candidatos a cargos ou empregos públicos locais, como, por exemplo: a) vedação para que se realizem na mesma data provas para carreiras distintas (art. 6º, VII); b) proibição de concurso público exclusivamente para cadastro de reserva (art. 10, § 1º); c) prazo mínimo de 90 dias entre a publicação do edital no DODF e a realização da prova (art. 11, I); d) valor da inscrição limitado a 5% dos vencimentos iniciais do cargo pleiteado (art. 22); e) previsão para a candidata grávida realizar prova física em até 120 dias após o parto ou o fim do período gestacional, sem prejuízo da participação nas demais fases do concurso (art. 40, parágrafo único).

O problema, a meu ver, se dá quando, a pretexto de aprimorar essas regras, o legislador passa a inserir no diploma dispositivos com pouca efetividade para os candidatos e para a administração pública, mas com relevante potencial contraproducente para o desenvolvimento dos certames. Cito dois casos.

Por meio da Lei nº 5.769/16 foi acrescido o art. 52-A à Lei nº 4.949/12 para “assegurar aos candidatos moradores da mesma residência a realização de provas na mesma instituição”. O leitor pode imaginar, em um primeiro momento, se tratar de uma iniciativa louvável, que ajudaria o deslocamento para as provas dos candidatos que moram na mesma residência. Mas e quanto ao impacto de uma medida dessas na logística de aplicação das provas?

Alguém estimou? É evidente que caso tal dispositivo se mantivesse – foi declarado inconstitucional pelo TJDFT em 2017 –, as organizadoras teriam uma significativa dificuldade adicional para alocar os candidatos nos locais de prova. E convém lembrar que maiores dificuldades de logística resultam em maiores custos operacionais. Por outro lado, a quantidade de candidatos beneficiados justifica esse incremento no custo? Sacrificaria tanto o planejamento dos candidatos que residem no mesmo local a possível realização de prova em lugares distintos? A relação custo/benefício, no meu entendimento, não é nada favorável.

Já através da Lei nº 5.768/16 passou a ser obrigatória a inclusão de dispositivos da Lei Complementar nº 840/11, que estabelece o Regime Jurídico dos Servidores do DF, nos conteúdos programáticos. Ocorre que a Lei nº 4.949/12 também se aplica aos concursos públicos no âmbito das empresas públicas distritais que recebam recursos do Tesouro (art. 1º, parágrafo único), e nessas entidades, por serem constituídas sob regime jurídico predominantemente de direito privado, o quadro de pessoal é celetista, ou seja, não alcançado pelas disposições do Estatuto dos Servidores do DF. Considerando que um dos objetivos buscados com a realização de concursos públicos é a seleção de pessoas mais alinhadas às características do órgão ou entidade, assim como da função a ser desempenhada, qual o sentido em se obrigar a abordagem de um conteúdo que não terá a mínima aplicação na vida funcional do futuro empregado?

São pontos levantados não com o intuito de condenar a regulamentação dos concursos – que entendo ser vital para a segurança jurídica dos candidatos e da própria administração pública –, mas para evitar que sob tal pretexto sobrevenham disposições que dificultem a realização dos processos sem um benefício justificável.

*Pablo da Nóbrega: Professor de Direito Administrativo, LODF e Legislação de Trânsito desde 2005. Servidor público desde 2004.